domingo, dezembro 31, 2006

Uma boa observação de Fernanda Câncio

Por uma vez, de acordo...apesar do delírio do artigo de opinião principal ("O coração do problema") e do resmungo em defesa da APF...
Mas nessa mesma edição do Diário de Notícias (de 15 de Dezembro, estou a pôr papeis antigos em ordem...) observa Fernanda Câncio com muita razão que parte do escândalo com o livro de Carolina Salgado (no que se refere à revelação de factos da intimidade afectiva com Pinto da Costa) não tem paralelo com a tolerância com que iguais detalhes privados em outras biografias (nomeadamente de Maria Filomena Mónica) foram recebidos...ou seja, no fundo veio ao de cima a "consideração" em que se tem uma mulher que tenha sido alternadeira e o preconceito salta em todo o seu "esplendor"!
O que (e aqui o comentário é de minha lavra) me espanta sempre...afinal estamos numa época de modernidade e tudo é admissivel. Mas quando menos se espera os mais progressistas são tão preconceituosos como os conservadores mais obtusos...
Por uma vez de acordo...apesar de ser um portista doentio e por isso mantendo opinião de post anterior sobre o mesmo assunto :-)
Um Bom e Santo Ano de 2007 para todos!

A morte de Saddam

Impressionou-me muito ver as fotografias da execução de Saddam no Portugal Diário...a serenidade e bravura deste perante a morte, a comparação entre as situações de "todo-poderoso" num país e aquela fragilidade de um condenado à morte, imaginar os sentimentos de regozijo de quem assim se vingou e a raiva que terá provocado em quem gostava dele e sobretudo o identificava com um Iraque não dominado por estrangeiros, olhar para ele e ver um homem como eu de certa idade como eu um dia terei, etc.
Apetece-me escrever "Dá-lhe Deus eterno descanso. Entre os esplendores da luz perpétua descanse em paz" e assalta-me a dúvida...que resposta em vida foi ele dando a Deus quando o viu face a face (veja-se o livro "O Primeiro Dia" de João César das Neves, editado pela Principia)? Onde estará ele hoje?
Isto foi o que vi na RR. Transcrevo porque subscrevo que em condição alguma se pode admitir a Pena de Morte.

Na Rádio Renascença
Reacções à execução de Saddam Hussein


Em português, o Bispo das Forças Armadas condenou, em declarações à RR, a execução de Saddam,
defendendo que qualquer “assassinato” é um crime.“Seja Saddam Hussein, seja Pinochet, seja Estaline, sejam as vítimas de Guantanamo, ninguém pode matar e,
mesmo em legítima defesa, as circunstâncias humanas e jurídicas são tão apertadas, que matar é [quase sempre] um crime de guerra”.Reafirmando a oposição da Igreja Católica à pena de morte, Frederico Lombardi, porta-voz da Santa Sé, disse já esta manhã
que o enforcamento do antigo líder iraquiano pode suscitar sentimentos de vingança no Iraque e pode abrir caminho a mais violência.A pena de morte é ainda condenada pela secção portuguesa da Amnistia Internacional, segundo a qual a morte de Saddam Hussein
nada provocou em prol da justiça – Cláudia Pedra recorda que o antigo ditador ainda não tinha sido julgado pela morte de cinco mil curdos.Entre as várias reacções já recolhidas pela Renascença consta ainda a da organização não-governamental de defesa dos direitos humanos
Human Rights Watch, que lamenta o desfecho do julgamento de Saddam. Outra condenação ao enforcamento surgiu da União Europeia, que considera a execução de Saddam Hussein um acto de barbárie,
que pode vir a tornar o antigo ditador num mártir.Numa primeira reacção dos “25”, Louis Michel, comissário para o Desenvolvimento, disse hoje de manhã à agência Reuters
que a pena de morte não é compatível com a democracia e que a sua existência é contra os valores da UE.Pelo contrário, os Estados Unidos saudaram a execução do antigo Presidente iraquiano. Num comunicado da Casa Branca –
que foi, aliás, das primeiras reacções internacionais conhecidas – Bush considera que o enforcamento é um marco importante
na história do Iraque.O Presidente norte-americano reconhece, porém, que não será o suficiente para terminar já com a violência que ainda se vive no país.No Reino Unido, reage a ministra dos Negócios Estrangeiros, Margaret Beckett, que felicitou o julgamento e a sentença do
ex-Presidente iraquiano, pelos crimes cometidos ao seu próprio povo. Recorde-se que Saddam Hussein foi enforcado hoje, perto das 3h00 (hora de Lisboa), em resultado de um julgamento levado a cabo
por um Tribunal Especial iraquiano patrocinado pelos Estados Unidos. A pena de morte é ainda condenada pela secção portuguesa
da Amnistia Internacional, segundo a qual a morte de Saddam Hussein nada provocou em prol da justiça – Cláudia Pedra recorda que
o antigo ditador ainda não tinha sido julgado pela morte de cinco mil curdos.

sábado, dezembro 30, 2006

Referendo do aborto 2007

The Lord of the Rings: The Two Towers

Theoden: A great host, you say?
Aragorn: All Isengard is emptied.
Theoden: How many?
Aragorn: Ten thousand strong at least.
Theoden: Ten thousand?!?
Aragorn: It is an army bred for a single purpose: to destroy the world of men. They will be here by nightfall.
Theoden: Let them come.

:-)

sexta-feira, dezembro 29, 2006

O Nascimento de Cristo

Hoje foi dia deste filme, na companhia do Pároco de Vermoim da Maia. Bom filme.
Impressiona a figura de S. José: um homem que sem esperar nada, dá tudo. Homem de homem, Pai como um pai, Marido como marido era. Fica-se com vontade de ir à confissão, tal a distância entre o que aquele homem foi e é, e a pobreza da minha paternidade...
Impressiona também a relação de Nossa Senhora com o seu marido, feita de ternura, gratidão e companheirismo. Mas impressiona ainda mais perceber por que passou aquela adolescente, grávida sem estar casada, à espera de um filho que não era do prometido marido. A coragem, o medo, a vergonha e a certeza, a entrega e a fé, a amizade da prima Isabel (também ela a viver uma circunstância excepcional e sagrada), a relação com os pais. Tudo. Como não há-de Ela nos entender como entende e ser tão Mãe como é?
O resto está muito bem. Únicas notas dissonantes: falta espessura aos Reis Magos (perceber porque se puseram a caminho, que esperavam eles nos seus corações) e o ralhanço do anjo a Zacarias no Templo, soa a má-criação... :-)
Vão ver e levem a família.

O estudo da APF sobre os numeros do aborto

Diz-me uma amiga (empenhada numa das nossas associações de ajuda e acolhimento a grávidas em dificuldade) num sms: "Responsáveis pela educação sexual durante 20 anos, APF e entidades oficiais, assumem que descuido é responsável por aborto. O que andaram a fazer?".
A pergunta é justa, mas nunca ninguém deles terá coragem de a responder...

Um ano especial: um filmão!

Fui ver o filme "Um ano especial" ("a good year"). Não sendo nada de especial, é um filmão!
Tem tudo: cenas de bolsa, paisagens lindas, uma casa encantadora (daquelas por que se deixa tudo), mulheres muito/muito bonitas, bom vinho tinto, humor, romance (que pode não ser a mesma coisa que amor, mas também não é só sexo...), memórias de infância, enfim...suspiro!
Vão ver que nem só de referendos do aborto, vive um homem (ou uma mulher)! :-)
Nota: não é por nada, mas acho que o Russel Crowe tem mesmo ar piroso, com aquele cabelinho penteado com risca ao meio...não percebo que graça lhe acham aquelas mulheres lindas do filme...Lol!

Referendo do aborto: duas citações úteis

Uma é:
Um não dito com convicção é melhor e mais importante
que um sim dito meramente para agradar, ou,
pior ainda, para evitar complicações
(M. Gandhi)
Ou então:
A lei não pode obrigar um branco a amar-me. Mas pode impedi-lo de linchar-me.
(Martin Luther King)

quarta-feira, dezembro 27, 2006

Mensagem de Natal aos meus leitores

Não é da minha autoria, mas de um companheiro de lutas: o Joaquim Galvão. Diz assim:

Natal é a festa da natividade,
a festa da vida, da vida de Deus feito Homem,
da vida de Deus na vida dos homens.
Natal é a festa da natividade,
a festa da vida, na vida em familia,
da vida de familia, da familia geradora de vida.
Natal é a festa da natividade,
a festa da vida, da vida nascente,
da vida de amor, da vida solidária,
da vida repartida na vida de cada criança,
da vida de Jesus em cada pessoa.
Seja o dom da vida
a vossa PRENDA de NATAL
e então o Natal será a festa da natividade,
da natividade de Jesus nos nossos corações.

NATAL SEM NATIVIDADE,
NÃO OBRIGADA

Feliz Natal

terça-feira, dezembro 26, 2006

Aqui do Alto-Minho...

A escrever no meu portátil, sentado no sofá da sala, em frente à lareira, nesta casa do litoral minhoto, sinto-me como o Dr. Homem da revista do Diário Notícias... :-)
Como o invejo terminando os seus dias em Moledo e a escrever aquelas crónicas deliciosas!
Um dia também o farei.
O problema é que na altura (daqui a 30 anos) devem estar a Câncio, o Louçã, o cunhado Correia de Campos e companhia a tentarem o terceiro referendo do aborto, e lá tenho eu de estar em Lisboa...! :-(

Situação do país: se calhar não vale a pena a preocupação...?

Pelo menos foi o que me ocorreu, quando, numa lista de correio electrónico da emigração, encontrei este texto:

"Há 135 anos, EÇA DE QUEIROZ escreveu. (Em 1871)

O país perdeu a inteligência e a consciência moral.
Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada.
Os caracteres corrompidos. A prática da vida tem por única direção a conveniência.
Não há princípio que não seja desmentido. Não há instituição que não seja escarnecida.
Ninguém se respeita. Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos.
Ninguém crê na honestidade dos homens públicos.
Alguns agiotas felizes exploram.
A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia.
O povo está na miséria.
Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente.
O Estado é considerado na ação fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo.
A certeza desse rebaixamento invadiu todas as consciências.
Diz-se por toda a parte, o país está perdido!
Algum opositor do atual governo ?
Não !
(Obs. Teria sido ele um "vidente do Futuro" ou de fato nada mudou em 135 anos ?) Manuel O. Pina"

É de ficar a pensar, ou não?

Um "postal" da América Latina e o Natal

Da minha amiga Maria (também ela empenhada na luta contra o aborto livre no seu país, o Uruguai): uma simpática e cristã mensagem de Natal, que termina com esta frase de Pessoa:
"El valor de las cosas no está en el tiempo que duran, sino en la intensidad con que acontecen. Por eso existen momentos inolvidables, cosas inexplicables y personas incomparables". (Fernando Pessoa)
Apeteceu-me partilhar... :-)
E já que estamos em matéria de citações, ainda vai esta:
“When we were children we were grateful to those who filled our stockings at Christmas time. Why are we not grateful to God for filling our stockings with legs?” G.K. Chesterton

Se duplicam os abortos legais...

Vejam o DN do passado dia 22 (sexta):
"O número de abortos legais realizados nos hospitais públicos, sobretudo os que se devem a malformações congénitas, têm crescido de forma continuada desde 1993 e aumentaram para quase o dobro de 2000 para 2005, dos 574 para os 906. Ao invés, os internamentos devido a complicações geradas pelas interrupções da gravidez (ilegais), pelo menos os que são assumidos claramente como tal, têm decrescido substancialmente, dos 2966 em 1992 para os 73."
Se isto se passa com os legais, imaginem o que não seria com o aborto livre até às 10 semanas, a simples pedido da mulher (e o pai?), sem necessidade de qualquer razão justificativa...!?
O que vale é que não é nessa direcção que as coisas estão a andar, como espero se concluano próximo dia 11 de Fevereiro.

A Homília do Bispo do Porto

Não me apercebi bem porque quis aproveitar a fundo estes dias de Natal para estar com a família, mas ao que parece a homília de D. João Miranda, causou grande celeuma, por causa de uma referência feita na mesma à situação da roda na idade média.
Não percebo "so much ado about nothing"...!?
A comparação real da situação do aborto livre às 10 semanas é com a matança dos inocentes feita por Herodes, e nem essa imagem me parece dever criar celeuma. É a pura verdade dos factos. A comparação com a roda, se repararmos bem, até que é benigna...
Depois vejo este título espantoso do JN de hoje: "Homilia rejeitada pelo sim e pelo não".
Lê-se a noticia e as declarações do Não (Madalena Simas e eu) são:
"Do seu lado, Madalena Simas, da associação Mulheres em Acção, defensora do "Não" no referendo, entende a Roda dos meninos como "uma maneira de dizer sim à vida". Um pouco como a actual adopção, em que a criança é "salva, viveu, não foi abortada".Mas, independentemente das interpretações, entende António Pinheiro Torres, da Plataforma "Não Obrigado", "tudo o que seja um alerta para o atentado contra a vida é de saudar", pelo que as afirmações de D. João Miranda são "bem vindas". Tais como as do cardeal patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, que aproveitou a mensagem de Natal dedicada à exclusão para considerar que o aborto, tenha os motivos que tiver, "é sempre negar um lugar a um ser humano".
Se isto é rejeitar, vou ali e já volto...!?

Bispos condenam sinais de morte (Natal 2006)

Bispos condenam sinais de morte

A celebração do Natal foi ocasião para que a Igreja Católica em Portugal deixasse apelos em favor da vida humana
O Natal celebra o Nascimento de Jesus e é, para a Igreja, a maior celebração da vida. Por isso mesmo, as celebrações destes dias ficaram marcadas por vários apelos em defesa da vida humana e da família, em todas as circunstâncias.
O Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, falou do tema na sua mensagem de Natal, na qual Lembrou as crianças sem família, os ex-reclusos, os idosos, os deficientes e os desempregados. Sobre o aborto, o Patriarca disse que “"sejam quais forem os motivos, é sempre negar um lugar a um ser humano".
“Não havia lugar para eles” foi o mote da mensagem, que abordou diversas situações actuais. A exclusão das crianças foi o tema dominante, tendo D. José Policarpo referido os casos de filhos de pais separados “divididos e disputados, sentem que não têm lugar no coração dos pais e das novas famílias”.
A mensagem foi, simbolicamente, gravada na Casa do Gaiato do Tojal, desde este ano administrada pelo Patriarcado, para lembrar os meninos que vivem em instituições por não terem parentes que cuidem deles e os eduquem.
Excluídos são também os idosos em que se procura dar um lugar “mas não se evita a solidão”. O Cardeal-Patriarca apelou à integração dos ex-reclusos salientando que a atenção a estes é “urgente” sem esquecer os que ficaram desempregados que, sentem “dramaticamente que não há lugar para eles”.
“Jesus nasceu em Belém porque não havia lugar para ele na cidade. A quantos O seguem e nos quais Ele infunde o seu espírito, convida-os a lutar contra todas as formas de exclusão na certeza que só o amor, a solidariedade ajudarão a encontrar lugar para aqueles a quem o negaram nem que seja na ternura e no nosso coração”, apelou.
O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, D. Jorge Ortiga, falou por seu lado da importância da família na sua homilia de Natal e criticou os “pseudo-sinais de modernidade”, numa alusão ao aborto. “Da parte da Igreja emprestamos a voz aos mais débeis e convidamos a sociedade a reparar em situações inadmissíveis em que muitas famílias apenas sobrevivem”, assinalou.
“A família necessita de políticas positivas que proporcionem a todos os seus membros uma vida verdadeiramente humana”, prosseguiu.
O Arcebispo de Braga lembrou que “há muitas vidas no limiar do indigno e do escandaloso”, desafiando a sociedade a encarar “os dramas reais e as perplexidades sofridas”.
No Porto, o Administrador Apostólico da Diocese, D. João Miranda comparou o aborto a práticas da Idade Média, frisando que o mesmo representa uma violação do mandamento "Não matarás" e significa mesmo o regresso ao "tempo dos expostos".
“Vamos acolher o Menino Jesus em nossos corações e n’Ele amar todas as crianças, mesmo aquelas que não conhecem pai nem mãe. Estamos a regressar ao tempo dos ‘expostos’, dos meninos da Roda dos Mosteiros da Idade Média”, lamentou.
Na homilia da Noite de Natal, o prelado disse que se torna necessário “descer à rua e ir ao encontro dos homens onde eles estão, ir sobretudo à procura dos que gritam justiça ou sofrem, no segredo, as pobrezas deste tempo”.
Sobre a próxima campanha referendária, este responsável assinalou que “vem aí um período de escolha da vida das crianças por nascer: a vida é o dom mais precioso que temos e ninguém pode dispor da vida própria, muito menos da vida alheia”.
"Todas as ‘interrupções’ naturais ou provocadas são actos ‘prematuros’, imaturos, antes do tempo…, são o fim de um processo que devia desaguar na vida", acrescentou.
D. Ilídio Leandro, Bispo de Viseu, lembrou na "Missa fo Galo" que "o nascimento de uma criança é sempre um acontecimento importante".
"Uma criança é sempre muito importante para todos, pois ela anuncia e significa valores indispensáveis a todos os homens e a todo o mundo: paz, amor, simplicidade, alegria, verdade, vida", assinalou.
Já no dia 25, este prelado sublinhou que "precisamos de um tipo de Família que seja acolhedora da vida que é gerada, da vida que nasce, da vida que cresce, da vida que envelhece e da vida que morre para este mundo, abrindo-se para a vida nova no mundo novo – a Pátria celeste".
Na Noite de Natal, Bento XVI apelou ao respeito pela dignidade de "todas as crianças", nascidas e por nascer. "Deus ensina-nos o respeito com as crianças", disse o Papa na sua homilia, que foi também seguida por milhões de telespectadores em todo o mundo.
"A criança de Belém orienta o nosso olhar para todas as crianças que no mundo sofrem e são vítimas de abusos, tanto as que são nascidas como as que estão por nascer", sublinhou.
Nacional Agência Ecclesia 26/12/2006 13:00 4520 Caracteres
51 Natal

terça-feira, dezembro 19, 2006

A RTP financia o FNUAP?

Recebi este mail de um amigo:
"Esta notícia saiu hoje no DN.
O "Dança Comigo" solidarizou-se com um dos fundos mais rico do Mundo?????????????????
Não era melhor esse dinheiro reverter a favor do défice da RTP? A notícia dizia:
"No entanto, durante a tarde televisiva o Dança Comigo, com cariz solidário a favor do serviço de pediatria do Instituto Português de Oncologia e do Fundo das Nações Unidas para a População, liderou o segmento, com 9,9% de audiência média e 34,8% de share."
Nota: o FNUAP é o Fundo das Nações Unidas para a População, aparentemente uma coisa boa, mas na realidade uma daquelas agências internacionais em que e de que vivem aquelas facções extremas que promovem o aborto e outros "disparates" do género. Razão pela qual os Estados Unidos lhe tem vindo a dificultar o financiamento.
Quando fui deputado, recebi-os no parlamento e confrontei-os nomeadamente com a distribuição de abortivos durante as crises humanitárias ou a colaboração dada à China na politica do filho único. As respostas às minhas perguntas confirmaram o alinhamento ideológico das pessoas que o dirigem...
Então não há em Portugal tanta instituição digna de receber apoio da RTP? Nomeadamente aquelas que promovem que haja nascimentos e não estas que os querem fazer desaparecer...

domingo, dezembro 17, 2006

O Aborto e as pessoas com Deficiência

Notícia recebida da Ecclesia:

Aborto não é um direito reprodutivo

Intervenção da Santa Sé na ONU. A Santa Sé defendeu na Assembleia Geral d a ONU que o aborto não está incluído "no direito à saúde reprodutiva", desde logo porque consiste num comportamento que impede precisamente a reprodução.
O Arcebispo Celestino Migliore, Núncio nas Nações Unidas, assinalou que "a Santa Sé entende o acesso à saúde reprodutiva como um conceito holístico, que não considera o aborto ou o acesso ao aborto como uma dimensão desses temos".
Este responsável falava na sessão que discutiu a convenção dos Direitos das pessoas com deficiência, agora adoptada pela ONU, mas que a Santa Sé não assinou. Segundo D. Migliore, o texto peca por prever o aborto para casos em que se detectam anomalias no feto.
"É certamente trágico que, na mesma Convenção criada para proteger pessoas com deficiências, que se tenha como condição para o aborto ou a sua oferta a existência de uma deficiência no feto", assinalou.
Para o representante vaticano, o uso dos direitos das pessoas com deficiência "não pode servir para negar o direito à vida das pessoas que ainda não nasceram". A atenção da comunidade internacional deve ir, isso sim, para as situações em que a deficiência de uma pessoa "serve como base para lhe negar um serviço de saúde".
A delegação da Santa Sé considera que os aspectos positivos desta Convenção "apenas serão concretizados quando na implementação e provisão legais, a nível nacional, todas as partes respeitarem o artigo 10º, sobre o direito à vida para as pessoas com deficiência".
Para o Arcebispo Migliore, é lamentável que "as vidas das pessoas com deficiência sejam desvalorizadas ou entendidas como uma diminuição na dignidade e no valor da pessoa"..
Internacional Octávio Carmo 14/12/2006 15:07 1656 Caracteres

sexta-feira, dezembro 15, 2006

Aborto livre?: Não, Obrigada.

Vale a pena ir visitar o www.nao-obrigada.org e ver os cartazes que já sairam. Uma campanha moderna, inteligente e focada, como é necessário.
Pela nossa frente (da campanha do Não) temos oito semanas para, assinatura a assinatura (constituição dos grupos civicos) e pessoa a pessoa, conquistarmos as inteligências e os corações.
Para dia 11 confirmarmos em votos, o que desde 1998, já sabemos: que o desejo dos portugueses é que em Portugal a vida humana seja protegida.

Abortar é matar um filho: a honestidade de Luísa Castel-Branco

É sempre de louvar quando alguém (como há em Julho de 2006 aconteceu com Odete Santos que na DNA disse [em resposta a uma pergunta sobre a humanidade do feto] "toda a gente sabe que dali não sai um pinto") do lado do Sim põe as coisas como elas são e honestamente não se esquiva ao debate.
É o caso de Luísa Castel-Branco que no Destak de 14 de Dezembro, diz: "Eu nunca faria um aborto, não me interessa minimamente a discussão médica ou religiosa de quando um feto passa a ser um ser humano. Tão simplesmente, para mim, é matar um filho e ponto final.".
Depois infelizmente segue pelo argumentário do Sim: mas isto é o que eu acho mas não obrigo ninguém, etc.
De qualquer das formas fica registada a honestidade e a verdade.

domingo, dezembro 10, 2006

Os cristãos e Che Guevara

Recordado numa entrevista de D. Januário Torgal Ferreira à DNA em 8 de Abril de 2005:
"O que vos peço não é que passeis para o meu lado, mas que conservem o vosso carácter de cristãos. Ou seja, nunca vendam a alma. Não estou convosco, nem vocês comigo, mas vamos conversar"
Che Guevara

Educação Sexual...

"A Educação Sexual começa em casa, depois na escola, e finalmente nos hoteis"... :-)
Disse-o o personagem "Bispo Tadeu sem Fortuna" dos Cromos TSF
E eu encontrei esta "pérola" na "Notícias" de 29 de Fevereiro de 2004. Continua actual. :-)