quinta-feira, junho 14, 2007

As que são contra o aborto são muito mais bonitas!

Trata-se de uma modelo brasileira (Fernanda Tavares) que veio a público intervir contra as declarações da Daniela Ciccarelli (uma outra modelo, mas de lábios de plástico...).
Vejam a notícia:

Fernanda Tavares diz que é um absurdo Gisele defender o aborto

Segunda, 11 de junho de 2007, 11h50

Depois de Gisele Bündchen, 27 anos, se declarar a favor do aborto e dizer que "não existe quase nada" até o quarto mês de gestação, Fernanda Tavares, 26, disse ao jornal Folha de S.Paulo que "é absurdo qualquer mulher, por mais independente que seja, defender o aborto".
» Gisele Bündchen defende direito ao aborto, diz jornal » Grávida, Fernanda Tavares interpreta atriz italiana em ensaio
Grávida de quatro meses do ator Murilo Rosa, 36, a top argumentou que com um mês a criança já tem coração.
Ela e o namorado pretendem se casar assim que o bebê nascer, em outubro deste ano. Redação TerraLeia esta notícia no original em:Terra - Diversão http://exclusivo.terra.com.br/interna/0,,OI1680331-EI1118,00.html

Digam lá se as que são contra o aborto, não são muito mais bonitas...!? :-)

quarta-feira, junho 13, 2007

No meio da vida apressada, um bocado de filosofia...

Sempre tão afogueado que ando com trabalho e política, muito, mas mesmo muito, raramente estou parado sem fazer nada. Hoje à tarde, por exemplo, tenho de trabalhar em casa num processo do escritório...Por isso sou particularmente sensivel a tiradas como estas abaixo:

Perguntaram a Dalai Lama…"O que mais te surpreende na humanidade?"
E ele respondeu: "Os homens… porque perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem dinheiro para recuperar a saúde.E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem o presente de tal forma que acabam por não viver nem o presente nem o futuro. E vivem como se nunca fossem morrer……e morrem como se nunca tivessem vivido."

É tão verdade que até dói! :-(

Ainda os Crucifixos: agora querem tirá-los dos hospitais!

A notícia chegou-me hoje numa daquelas listas electrónicas da emigração. Vale a pena ler e perceber qual a liberdade que será celebrada nos 100 anos da República...só ser for a dos "filhos da viúva"...!

JÁ FORAM AS ESCOLASAGORA QUEREM RETIRAR OS CRUCIFIXOS DOS HOSPITAIS E CENTROS DE SAÚDE
Manuel Abrantes

A associação Cívica República e Laicidade exige explicações do Ministério da Saúde perante o que chama de “neutralidade confessional”. A associação quer que o Ministério retire todos os crucifixos expostos nos hospitais públicos.Agora, para alem da exigência de os retirar das escolas, este grupo que apareceu do nada há relativamente pouco tempo quer, agora, que a medida também se aplique aos hospitais. Esta dita associação afirmou à comunicação social que “estamos deveras preocupados com algumas situações de evidente abuso clerical católico que ocorrem com unidades de prestação de cuidados integradas no Serviço Nacional de Saúde – hospitais e centros de saúde de construção recente”.Carlos Azevedo, Bispo Auxiliar de Lisboa e porta-voz da Conferência Episcopal, retorquiu dizendo que “é preciso perceber que a sociedade portuguesa não é laica, o Estado é que o é, mas o Estado deve também respeitar a sociedade” acrescentando que “não pode haver a ditadura de uma minoria sobre a maioria”.A liberdade religiosa é, sempre foi nos últimos tempo, um direito dos cidadãos. Isto é indiscutível. Agora, também é indiscutível, que a fé cristã faz parte do espírito da esmagadora maioria da população portuguesa. Faz parte do espírito, faz parte da história, faz parte da cultura e das raízes mais profundas do Povo Português.Que alguns energúmenos queiram desenraizar tudo o que ainda resta do espírito Nacional é um direito que lhes assiste. Não nego isso!Que queiram apagar a história, apagar as tradições, apagar as raízes Nacionais, apagar o conceito da família tradicional, podem tenta-lo. È isso que fazem através de um ensino que prepara os jovens para o individualismo, retirando-lhe os símbolos mais elementares das tradições da família e de uma cultura milenar.Para alem do ensino podemos constatar o conteúdo das telenovelas para os jovens e os programas com maior audiência juvenil.È uma “maquina” semi-secreta” a operar por tudo o que seja sítio e lugar onde possam influenciar as opiniões. É um polvo com muito tentáculos, tentando esmagar o que ainda resta do espírito tradição e famíla.No fundo do fundo o que esta gente quer não é retirar, meramente, os crucifixos. O que pretendem é retirar o pouco que resta do espírito e da cultura Nacional.O que pretende não é retirar crucifixos. É acabar com Portugal.È acabar com uma Nação milenar destruindo todos os seus alicerces. È a globalização, onde não passamos de um pequeno lugarejo descaracterizado e desenraizado.E, se repararmos – doa a quem doer – estas acções têm a sua actividade mais incrementada quando os socialistas detêm o poder. Isto, quer em Portugal quer em qualquer outro país.Pensem nisso…
Manuel Abrantes

segunda-feira, junho 11, 2007

Aborto: em torno da objecção de consciência

As noticias dos últimos dias sobre objecção de consciência dos médicos, na prática do aborto livre, são, como disse o anterior Bispo de Setúbal, "maravilhosas"!
Sobre o assunto algumas observações:
1. É completamente "torpe" a insinuação de que haverá médicos objectores no público, que não o serão no privado (veja-se a este propósito o editorial do Público de hoje da autoria de Amilcar Correia). O contrário sim é que é verdadeiro: provavelmente quem não tem objecções no público, também nas as terá no privado!
2. É preciso mesmo não perceber que ninguém como os médicos conhece a selvajaria que é desfazer um bébé de 10 semanas...e essa é a razão da objecção. Que não desaparece se mudadas as circunstâncias!
3. Além disso recorde-se que, salvo no modo de produção industrial de abortos, das clinicas espanholas, o restante sector privado, há muito deixou claro que não haverá abortos nas suas instalações.
4. Se o ex. Bispo de Setúbal tem razão, também se pode fazer o raciocinio inverso: que impressão me faz que, conforme os locais, haja 20 ou 40% de médicos ginecologistas e obstetras, dispostos a fazer abortos até às 10 semanas! Isso sim, é muito preocupante.

sábado, junho 09, 2007

Abortar "por nada"...e depois digam que exageramos!

Leiam esta notícia da insuspeita Alexandra Campos do Público! É esta a diferença entre os abortistas (e todos os que eles conseguiram enganar...) e nós: eles partem da ideologia, do preconceito e da embriaguez da morte, nós partimos da experiência, da natureza do homem (como ele é, no melhor ou no pior, quer gostemos ou não) e do amor pela Vida.
Leiam:
Rapariga quis abortar porque ia casar, estava a engordar e temia não caber no vestido]

Objecção de consciência pode pôr em risco prática de abortos no Hospital de Santo António

Alexandra Campos
In Público – 07. 06. 2007

São mais de 80 por cento os ginecologistas e obstetras objectores de consciência no Hospital Geral de Santo António (HGSA), no Porto, o que poderá inviabilizar a prática generalizada de interrupções de gravidez a pedido da mulher nesta unidade de saúde.Os médicos chegarão para resolver os problemas das mulheres acompanhadas no hospital (que recebe doentes com patologias especiais), mas "a abertura ao exterior vai ser mais complicada", prevê o director do Departamento da Mulher e da Criança, Serafim Guimarães, que auscultou informalmente os perto de 30 clínicos do serviço para perceber quantos estariam disponíveis para colaborar na aplicação da nova lei."São poucos os que querem fazer [interrupções de gravidez a pedido da mulher], tive mais de 80 por cento de negativas", disse ao PÚBLICO, adiantando que os enfermeiros disponíveis para colaborar ascendem a cerca de 50 por cento.
O HGSA está "numa situação particular", explica o médico, notando que a resposta não está condicionada apenas pela objecção de consciência.
Os outros hospitais estão ligados aos centros de saúde, que lhes referenciam as grávidas, mas o Santo António, como teve a sua urgência obstétrica fechada durante algum tempo, não está integrado nesta rede. Após a reabertura da urgência, foi recuperando os partos (que agora são cerca de 1 500/ano) por iniciativa própria. "Espero que não me peçam agora para fazer os abortos quando não me pedem para fazer partos"-Serafim Guimarães acrescenta que a relutância dos médicos também poderá dever-se a alguns casos de mulheres que foram bater à porta do Santo António logo após a nova lei ter sido publicada. E deu um exemplo: uma rapariga queria interromper a gravidez porque "ia casar, estava a engordar e temia não caber no vestido". …

quinta-feira, junho 07, 2007

Como pode o pai impedir a mãe de abortar?

É a questão que é posta por António Velez, Advogado de Abrantes, no último número do Boletim da Ordem dos Advogados, num excelente artigo.
Como dia a Isilda Pegado, esta lei é tão má e tão mal feita, que é incumprível...Deus seja louvado! :-)
O problema é o efeito cultural da permissão do aborto...nesta geração de médicos, como o têm mostrado os jornais, só uns facínoras profissionais ou uns ceguinhos da ideologia é que vão fazer abortos. Mas na geração seguinte...há muito trabalho para fazer!
Mas cá estaremos. Teimosos como sempre, determinados como sempre, argutos como sempre, do lado melhor da vida e das pessoas, como sempre.

segunda-feira, junho 04, 2007

Um regicida no Panteão Nacional???

É preciso ir a http://www.petitiononline.com/aq2007/petition.html e subscrever a petição "Terrorismo não deve ter honras de Estado!" e fazer o que for possível para evitar que o regicida Aquilino Ribeiro vá "dar com os ossos" no panteão nacional.
Os 100 anos da República na sua pior versão (regicidio, perseguição à Igreja católica, predominio da Maçonaria, etc.) começam a combater-se agora e não só em 2010...

Correia de Campos contra a natalidade!

Comunicado APFN

Cruzada anti-natalista do MSCS

O Ministro da Saúde Correia de Campos (MSCS) não perde uma oportunidade na sua cruzada anti-natalista!
Com efeito, depois de:
Se ter distinguido como um dos mais fervorosos militantes pró-aborto num país com um gravíssimo e crescente défice de natalidade;
Ter eleito a gravidez como uma preocupante doença sexualmente transmissível e, como tal, estar fortemente empenhado na implantação de clínicas abortistas anunciadas como "clínicas de tratamento da gravidez";
Ter vindo a encerrar maternidades, levando a que um crescente número de portuguesas tenha os seus filhos em ambulâncias ou tenham que ir a Espanha para que aí nasçam;
surpreendeu hoje o país ao declarar que pretende que as crianças até 12 anos passem a pagar taxas moderadoras!
Portanto, enquanto um crescente número de empresas e municípios procuram facilitar a vida dos casais com filhos, como resposta normal ao cada vez mais rigoroso Inverno demográfico, o governo, pela mão do MSCS, diverte-se a agravar ainda mais a política anti-natalista que Portugal tem tido nas últimas dezenas de anos, ao arrepio de todas as recomendações que a Comissão Europeia tem vindo a fazer nesse sentido!
A APFN, que tem estado na linha da frente na obtenção de facilidades para as famílias com filhos, manifesta a sua mais forte repulsa pelo comportamento do Governo, e em particular do MSCS, apelando à intervenção de S. Exa. o Presidente da República para que, no mínimo, o Governo não agrave ainda mais as imensas medidas que já existem contra as famílias com filhos e que, pelo contrário, adopte o que tem vindo a ser defendido pela Comissão Europeia e já é seguido, com sucesso, pela esmagadora maioria dos nossos parceiros europeus.

23 de Maio de 2007

APFN - Associação Portuguesa de Famílias Numerosas
Rua Fernanda Alves, Zona 3, Lote 1, Loja A
1750-391 Lisboa
Tel: 217 552 603- 917 219 197 - 919 259 666
Fax: 217 552 604

domingo, junho 03, 2007

filme educação sexual RTP 2: comunicado do MOVE

Filme sobre "educação" sexual - Comunicado

A RTP2 vai exibir hoje [referia-se a sexta-feira, dia da publicação do comunicado], pelas 23h30 e numa edição especial do programa Sociedade Civil, “um filme de 17 minutos sobre educação sexual, destinado a crianças entre os 8 e os 12 anos. Trata-se de um filme de animação, co-produzido por dinamarqueses e canadianos, concebido com o maior cuidado pedagógico.” (informação fornecida pela RTP2)

O MOVE viu este filme pela primeira vez há um ano, na sequência de uma queixa de uns pais cuja filha frequentava o 4º ano e tinha 10 anos. Ao chegar a casa, a menina afirmou: “Eu nunca vou ter bebés na minha vida!”. Alarmados, os pais conseguiram perceber que o filme que hoje a RTP2 nos mostra tinha sido mostrado na sala da filha.

Na altura, o MOVE pediu uma opinião profissional sobre o filme a alguns especialistas, entre os quais a Dra. Margarida Neto que hoje estará presente no programa. As opiniões foram unânimes: o filme nunca deveria ser mostrado a crianças destas idades; revela uma total ausência de sentido de privacidade ou de pudor; trata-se de um vídeo desadequado, que não serve o propósito de uma educação sexual positiva, que se quer sobretudo como educação dos afectos, para a responsabilidade, maturidade e felicidade dos nossos filhos.

A RTP2 mostra hoje o filme a uma hora tardia para dar aos pais a possibilidade de o verem e avaliarem se o querem mostrar aos filhos. Aqueles que não desejarem que os seus filhos o vejam, deverão garantir que amanhã, pelas 20h15, a televisão não esteja sintonizada na RTP2.

Esta atitude da RTP2 seria de louvar se a RTP2 conseguisse garantir que as únicas crianças que amanhã verão o filme serão aquelas cujos pais assim o desejem. E isso é impossível de garantir!

Amanhã, pelas 20h15, muitas crianças de várias idades e até mais novas que os 8 anos estarão a ver a RTP2. O horário é o habitual para outros programas destinados aos mais novos. Mas os pais de muitas destas crianças não sabem nem sonham com o programa que os seus filhos estarão a ver!

Os especialistas concordam que a educação sexual não se faz em massa, que está associada a diferentes ideologias podendo portanto ser contrária às convicções de alguns. A única componente da educação sexual universalmente aceite é a biológica e científica. Este filme não se limita a isso e portanto não deveria ser mostrado na televisão neste horário.

Pedimos assim a todos os pais que entendam que o filme não deverá ser mostrado amanhã, que o manifestem à RTP2 ou para
http://www.rtp.pt/wportal/grupo/provedor_telespectador/contactos.php

Mais uma vez o MOVE salienta junto dos Pais a necessidade de se envolverem em tudo o que diz respeito aos seus filhos, em todos os aspectos da sua formação.

Ao ser mostrado amanhã, este filme e a RTP2 prestam um mau serviço aos pais e filhos portugueses.
31 de Maio de 2003
Pelo MOVE – Movimento de Pais

Ana Líbano Monteiro
Isabel Carmo Pedro
Tel: 934 600 075
http://www.move.com.pt/

sexta-feira, junho 01, 2007

Educação Sexual: programa RTP 2 de ontem e hoje

Com um abraço à Margarida Neto (contra quem o Daniel Sampaio mostrou bem a intolerância dos tolerantes...) o meu comentário sobre a matéria é apenas um link para o Blog O Insurgente onde um post do José Tomaz Castello-Branco diz, melhor do que eu seria capaz, o que acho do assunto.
Apenas mais umas observações:
- tenho pena de não ter estado no debate. Perguntado sobre o que achava do filme, limitar-me-ia a perguntar: "Mas não acham isto uma patetice?" ;-)
- porque é que ninguém se interroga, com liberdade, se é mesmo preciso educação sexual (escolar)? Faz-me muita impressão estes "tem de ser""óbvios"...!?
- impressionou-me ver outra vez as "falinhas mansas" do "outro lado"...às vezes quase dava comigo a concordar...! :-)
Quem os quiser conhecer, vá a www.move.com.pt , veja a denúncia publicada no Expresso de há dois anos e fica esclarecido...

quarta-feira, maio 30, 2007

As mulheres e o sexo: para acabar de vez com os lugares comuns

O artigo "Mulheres despidas de preconceitos" no jornal gratuito Metro de hoje é um tratado de lugares comuns e o espelho de uma sociedade enlouquecida...
Os lugares comuns de "dantes as mulheres estavam cerceadas" deixam-nos com uma pergunta no ar: se durante milénios o sexo foi uma contrariedade ou uma fonte de infelicidade para as mulheres, como é possível que tenham continuado a nascer crianças, acontecido romances e também pouca-vergonhas, (in)fidelidades e momentos arriscados e loucos? Porque é que as mulheres aceitaram ao longo dos séculos ter relações com os homens, procurarem e ser procuradas? Por espírito de sacrificio? É realmente um lugar comum, indemonstrável cientificamente e provavelmente uma estupidez se olharmos para a história e experiência da humanidade!
(mas curiosamente um mote, a par da marca de abordagem cientifica, de muita da produção pornográfica ou erótica)
Coisa diferente essa sim é dizer que dantes a pornografia (porque é disso que se trata na maior parte das noticias, livros e programas que surgem referidos em artigos como os citados) era uma coisa restrita, geralmente de consumo por homens e não tinha invadido a sexualidade, como hoje o faz, tornando-se o modelo dominate das relações intímas.
Por pornografia se entendendo toda a criação literária, artistica, etc., que tem por propósito a excitação de que quem a consome e no fim uma sociedade dominada pela masturbação (não é por acaso que este tipo de séxologos hoje na moda dedicam amplo espaço à matéria).
A razão de eu escrever isto não é para moralizar, mas porque estou sinceramente convencido que este tipo de sociedade e mentalidade, sobreexcitada sexualmente, onde parece que o amor e romance deixaram de ser ideiais, só dá lugar a pessoas frustadas, a um clima geral de infelicidade, porque, mostra-o a experiência humana, o sexo sendo uma fonte potentissima de fruição não responde por si só ao desejo de plenitude do coração humano nem é por si só capaz de sustentar uma vida na sua diversidade (prazer e sofrimento, alegrias e contrariedades, doença e saúde, etc.).
Outro ponto: observava-me um Padre meu amigo como este tipo de mentalidade é completamente "espiritualista" no sentido de que admitindo a exposição da intimidade do corpo (e o seu uso), o separa totalmente do ser, da pessoa, daquilo que ela é. Ou seja, uma coisa é o meu corpo, e outra a minha alma, a psique, o que quiserem. Ora, isso é o contrário da fé católica (neste sentido completamente carnal). Para nós, católicos, o homem é corpo e espírito indissoluvelmente ligados. E por isso não é indiferente o que se faça com o corpo ou andar a mostrá-lo (além do problema conexo da indução de outros em apetites para os quais nem sequer há possibilidade de resposta).
Nota final: tenho 4 filhos dos quais 3 raparigas com idades entre os 11 e os 18, que pelas suas próprias circunstâncias, tem acesso aos jornais gratuitos (o rapaz tem 4 anos e para já está fora deste campeonato). Não me agrada nada que estes jornais dêem espaço em fotografias e textos, a um tipo de informação que nestas idades pode ter uma influência decisiva (é na altura delicada da formação da juventude que as primeiras experiências, informações e conhecimentos, são decisivos para o resto da vida). Algum bom senso que atendesse às diferentes idades dos consumidores, seria muito benvindo!
Embora, como dizia o outro, há coisas que só para maiores de 80 anos e quando acompanhados dos seus pais...! :-)

terça-feira, maio 29, 2007

A minha filha na Juventude Popular: babadice de pai...

A minha filha Madre de Deus (18 anos e 12º ano num liceu público da capital) está inscrita na Juventude Popular e esteve no respectivo Congresso este fim de semana na Covilhã, na qualidade de delegada. Saiu de lá eleita para o respectivo Conselho Nacional.
Uma curiosidade: até há bem pouco tempo, na verdura dos seus 18 anos, dizia que não iria para a política, porque "tinha visto com o Pai que isso o afastava do convivio da família"... :-)
Mas a babadice não veio daí. Mas desta história:

O Congresso desenrolava-se sobre o lema "Atreve-te!". Sob esse lema apareceu um orador a defender que Pedro Moutinho (candidato à liderança da JP e entretanto eleito Presidente da mesma) devia atrever-se a mudar os valores da JP. Que os tempos mudam, o casamento dos homossexuais, a eutanásia, etc....

Em resposta a essa intervenção a minha filha leu o seguinte discurso de sua autoria e de uma prima (a Benedita Bettencourt) que a acompanhou ao Congresso:

"Caros congressistas

O ser humano é mutável. Estamos, ao longo da vida, a mudar constantemente as nossas opiniões em relação a vários assuntos. Por isso mesmo, precisamos de algo imutável perante o tempo, perante as gerações. E são os valores e a moral, algo que tem de permanecer para nos guiar nessa constante mutação que é a vida.
Os valores da JP já estão há muito tempo definidos. Já estão há muito a ser seguidos, pelo menos, por alguns. E não podemos, portanto, só porque agora é moda, mudar valores.
Não podemos reinventar valores democráticos e cristãos que permanecem há muito. Não podemos tentar reinventar princípios da dignidade humana ao sabor dos acontecimentos.
Estes valores devem ser os nossos da JP para a tonar maior capaz de responder aos diversos problemas falados hoje.
Por isto, digo eu agora, atreve-te JP a seguir sempre melhor o caminho da democracia cristã, a defender valores imutáveis sobre o tempo.
E por isso te peço Pedro que os valores que já tens (e por eles tamos aqui) os sigas sempre para que os outros te sigam também."

Contam-me foi muito aplaudida! (alguém me passa um lenço, por favor? :-)

A Maçonaria, a República e o PS

Grande artigo de D. António Marcelino no Correio do Vouga!
Sobre Maçonaria, república e poder governativo e o Partido Socialista.
No momento em que se prepara o centenário da República não há como uma voz esclarecida para nos irmos preparando para um debate que vai ser vivo, útil e importante.
Aconselho vivamente a leitura.

sexta-feira, maio 25, 2007

Câmara de Lisboa: o tempo dos independentes

As eleições para a Câmara de Lisboa tem já um vencedor na iniciativa civica e política dos independentes. É promissor para o sistema político que grupos de cidadãos rompam as baias do sistema partidário e vençam a surdez das máquinas políticas pela ousadia da afirmação no espaço público.
Parece-me que esta é a única forma de convencer os partidos que ou se abrem à sociedade civil ou vão perder influência: arriscar ir a votos e estragar os grandes planos das estruturas de poder.
Confesso a minha curiosidade com os estragos que Carmona e Roseta irão provocar nas habituais àreas de apoio da direita e da esquerda.
Mesmo que à direita e infelizmente para o PSD, isso signifique uma menor votação em Fernando Negrão, cuja estatura humana, moral e política, posso atestar por conhecimento pessoal, e que em circunstâncias recentes (referendo do aborto) teve a coragem de fazer campanha connosco.
Quanto ao Povo da Família e da Vida, o critério será claro e o juízo partirá da verificação de que listas integrarão pessoas da nossa área e quais as candidaturas que incorporarão nos seus programas os nossos temas fundamentais: respeito e promoção da Vida, defesa da Família, liberdade de Educação, princípio da subsidariedade e uma perspectiva realista da acção social.
Eis uma matéria a seguir com atenção.

Pela Liberdade: "Crimes" políticos nunca mais!

A Petição de denúncia da intolerável perseguição política na DREN do Ministério da Educação para ser subscrita online está em: http://www.petitiononline.com/libertas/petition.html
Defendendo a liberdade de um, defende-se a liberdade de todos!

quarta-feira, maio 23, 2007

O caso da piada sobre o Primeiro-Ministro: em defesa da Liberdade.

O que se passou no Porto com Fernando Charrua (professor requisitado no Ministério de Educação e meu colega deputado do PSD na 9ª Legislatura) é gravissimo.
Onde estamos nós que um funcionário público diz uma piada em que se retoma o tema nacional da "licenciatura" do Primeiro-Ministro e a respectiva Directora-Regional o suspende e coloca um processo disciplinar...!?
Afinal o 25 de Abril de 1974, foi para quê? Para nem sequer haver liberdade de expressão quando os socialistas governam?
Imaginem que o caso se tinha passado durante um dos governos de direita ou, pior ainda, durante o governo de Santana Lopes...!? Que escândalo: pedidos de audiência ao PR, todos os comentadores a darem em cima do governo, "fascistas!" ouvir-se-ia...
Para mim a questão é clara: há que defender o Fernando Charrua, independentemente de qualquer outra opinião (sobre o seu partido, sobre as suas opiniões em matéria de educação, sobre a questão da "licenciatura" de Sócrates, sobre este Governo, etc.) porque a liberdade é um bem frágil e defendendo a liberdade de um, defende-se a liberdade de todos.
Contem comigo para isso.

terça-feira, maio 01, 2007

Linguagem politicamente correcta

Não sei quem é o autor, mas chegou-me este texto por mail, que achei uma delícia...! :-)
Abaixo o politicamente correcto!
O texto é este:

"Evolução da Língua Portuguesa

Desde que os americanos se lembraram de começar a chamar "afro-americanos" a pretos, com vista a acabar com as raças por via gramatical - isto tem sido um fartote pegado!
As criadas dos anos 70 passaram a "empregadas" e preparam-se agora para receber menção de "auxiliares de apoio doméstico". De igual modo, extinguiram-se nas escolas os"contínuos";passaram todos a "auxiliares da acção educativa". Os vendedores de medicamentos, inchados de prosápia, tratam-se de "delegados de informação médica". E pelo mesmo processo transmudaram-se os caixeiros-viajantes em "técnicos de vendas".
Os drogados transformaram-se em "toxicodependentes" (como se os consumos de cerveja e de cocaína se equivalessem!); o aborto eufemizou-se em "interrupção voluntária da gravidez"; os gangues étnicos são "grupos de jovens"; os operários fizeram-se de repente "colaboradores"; e as fábricas, essas, vistas de dentro são "unidades produtivas" e vistas da estranja são "centros de decisão nacionais".
O analfabetismo desapareceu da crosta portuguesa, cedendo o passo à "iliteracia" galopante. Desapareceram outrossim dos comboios as classes 1.ª e 2.ª, para não ferir a susceptibilidade social das massas hierarquizadas, mas por imperscrutáveis necessidades de tesouraria continuam a cobrar-se preços distintos nas classes "Conforto" e "Turística".
A Ágata, rainha do pimba, cantava chorosa: «Sou mãe> solteira...» ; agora, se quiser acompanhar os novos tempos, deve alterar a letra da pungente melodia: «Tenho uma família monoparental...» - eis o novo verso da cançoneta, se quiser fazer jus à modernidade.
Aquietadas pela televisão, já se não vêem por aí aos pinotes crianças irrequietas e «terroristas»; diz-se modernamente que têm um "comportamento disfuncional hiperactivo". Do mesmo modo, e para felicidade dos "encarregados de educação", os brilhantes programas escolares extinguiram os alunos cábulas; tais estudantes serão, quando muito, "crianças de desenvolvimento instável".
Ainda há cegos, infelizmente, como nota na sua crónica o Eurico. Mas como a palavra fosse considerada desagradável e até aviltante, quem não vê é considerado "invisual". (O termo é gramaticalmente impróprio, como impróprio seria chamar inauditivos aos surdos - mas o "politicamente correcto" marimba-se para as regras gramaticais...)
Para compor o ramalhete e se darem ares, as gentes cultas da praça desbocam-se em "implementações", "posturas pró-activas", "políticas fracturantes" e outros barbarismos da linguagem.
Para finalizar este ramalhete, a última que ouvi diz respeito aos arrumadores de carros" ; passaram a ser designados por "gestores dos espaços vagos no parqueamento urbano" . E esta?E assim linguajamos o Português, vagueando perdidos entre a «correcção política» e o novo-riquismo linguístico."

sexta-feira, abril 27, 2007

Bispos portugueses: Paixão pela Vida e o novo quadro legal relativo ao aborto

Os Bispos portugueses estiveram reunidos em Fátima (165ª Assembleia da Conferência Episcopal Portuguesa). No seu discurso de abertura o Senhor D. Jorge Ortiga (além de Bispo de Braga é também actualmente o Presidente da CEP) referiu-se à questão do aborto com estas palavras lúcidas e esclarecidas.
É todo um programa em que iremos empenhar as nossas vidas nos próximos anos, até que circunstâncias políticas favoráveis, permitam convocar novo referendo (e nessa altura serão já evidentes os malefícios da nova lei).
O texto respectivo é este:

2 – Paixão pela vida e o novo quadro legal relativo ao aborto

Temos, diante de nós, uma sociedade marcada por diversos factores fracturantes, mas o essencial da missão da Igreja consiste em dar mais qualidade à vida, respeitando-a, promovendo-a e cuidando dela permanentemente. Há valores e causas que nunca se perdem. Antes pelo contrário, a sua importância vem ao de cima em tempos de crise. Como referimos, a propósito da questão do aborto, “não será o novo contexto legal que nos enfraquecerá no prosseguimento desta luta. A Igreja continuará fiel à sua missão de anúncio do Evangelho da vida em plenitude e de denúncia dos atentados contra a vida”.

Não posso deixar de formular uma breve consideração sobre a legislação aprovada na sequência do referendo de 11 de Fevereiro último. Trata-se duma lei injusta a que, por isso, não podemos dar o nosso apoio. É nosso dever continuar a insistir, positivamente, no valor da vida. O enquadramento jurídico da lei não se limita a despenalizar o aborto, mas faz desta prática um direito, uma conduta legal e, por isso, passível da colaboração activa do Estado.

A consciência de todos os cristãos e das pessoas que dão primazia ao direito à vida não poderá nunca resignar-se a aceitar esta lei. Até porque em democracia não há leis intocáveis e irreversíveis. Na tarefa de formar consciências, prosseguiremos na proclamação dum direito negado aos mais vulneráveis seres humanos.

Lamentamos, igualmente, que se tenham gorado as possibilidades de limitar as injustiças que a lei encerra. Ao contrário do que foi proclamado durante a campanha por muitos partidários do “sim” (alguns deles com notórias responsabilidades legislativas e governativas) a legislação aprovada não contempla um sistema de aconselhamento obrigatório que, sem negar a liberdade de opção da mulher, pudesse funcionar como elemento dissuasor. Na verdade, caso existissem alternativas válidas, a maioria das mulheres não optaria pelo aborto.

Face ao quadro legal aprovado, a nossa atitude há-de ser, pois, a de lutar pela formação das consciências e pela mudança de mentalidades, que limite o mais possível o recurso a esta lei. Procuraremos, também, acompanhar a sua implementação, estando atentos ao cumprimento dos (poucos) limites legais à prática do aborto. Neste âmbito, não esquecemos a necessidade de garantir o direito fundamental à objecção de consciência, o qual não pode acarretar para quem o exerce forma alguma de discriminação ou prejuízo na carreira profissional. E esforçar-nos-emos, sobretudo, por responder à banalização do recurso ao aborto através de uma acção redobrada de todas as comunidades cristãs, no apoio solidário às mulheres grávidas e às famílias com dificuldades em assumir a maternidade. Todas as medidas de apoio à maternidade terão o nosso apoio, venham de onde vierem. Na órbita da Igreja já surgiram muitas iniciativas. Muitas se seguirão.

Artigo GENIAL de Pedro Vassalo: A (falta de) originalidade de Cavaco

A (falta de) originalidade de Cavaco

26.04.2007, Pedro Vassalo

Também ele vai ficar na história. Talvez mude de ideias "quando o levarem a ele". Talvez. Mas talvez seja tarde de mais
O projecto do BE associado, mais uma vez, ao PS sobre a utilização de restos de abortos para a investigação científica não pode espantar ninguém. Nos debates que antecederam o referendo ao aborto, e lembro especialmente um Prós e Contras, essa hipótese foi levantada pelos defensores do "não". Na altura, foram, naturalmente, acusados de usar um argumentário tenebroso, de imaginar um mundo de ficção que só existe em mentes tortuosas, de deitar mão a imagens fantasmagóricas e por aí fora. Pois bem, ora aí está o tal futuro de ficção que só existia na cabeça de alguns: os restos de humanos, por nascer, e cujos pais não os querem, vão ser usados em investigação científica. Nada disto espanta, nem surpreende, porque tudo isto era demasiado previsível. Há dias, na SIC, um spot de promoção afirmava, tendo por fundo imagens terríveis da II Guerra Mundial, que é importante lembrar o passado, porque todos aqueles crimes podem voltar a acontecer. O slogan não é exactamente este, mas o sentido é semelhante. E, de facto, há demasiadas atrocidades, causadas pelo Homem ao próprio Homem, aceites e sufragadas por vastas maiorias. Basta recuar uns 60 anos e ler a história da Europa. Aliás, por sinal, a mesma Europa que se recomenda ao mundo como campeã dos direitos e da liberdade. A este propósito, um amigo lembrou-me um texto de Brecht que explica a cegueira: "Ao princípio, levaram os comunistas, mas não me importei porque não era nada comigo; em seguida, foram os operários, mas não me afectou porque não sou operário; depois prenderam os sindicalistas, mas não me incomodou porque não sou sindicalista; chegou a vez dos padres, mas não me incomodou porque não religioso; agora levaram-me e quando percebi... já era tarde de mais." Não espanta a decisão do referendo do dia 11 de Fevereiro. Há séculos que a crueldade se renova. Mas surpreende outro facto. O que se sabe, em números redondos, é que um em quatro eleitores votou na alteração da lei. Resulta da matemática que os remanescentes três (em quatro) eleitores ou não queriam mudar a lei, ou não se interessaram. Seja como for, dificilmente se poderá falar numa maioria significativa. Seria, aliás, uma boa altura para os promotores do "sim" explicarem o slogan "abstenção é votar "não"". A ideia só os compromete a eles. Como era esperado, o parlamento votou a alteração da lei. Mas há, como se sabe, constitucionalistas de renome que defendem que essa mudança fere a Constituição. Esperava-se, por isso, e naturalmente, que a Presidência, no mínimo, indagasse sobre a legalidade da lei. Mas não. O Presidente preferiu optar pelo incompreensível. Assinou-a sem questionar e tratou de lembrar, propor, sugerir (escolham), uma série de alterações. Aconteceu o previsível: o Governo mandou às malvas a missiva presidencial, explicou-lhe que era tarde para ter opinião, que a decisão estava tomada e lembrou que o Presidente ou vetava o diploma ou o enviava para o Tribunal Constitucional. Sem mais! Custa perceber como o professor Cavaco Silva, avisado e prudente, se deixou enredar em tal trama. Resta uma hipótese, plausível, politicamente correcta e até astuta: o Presidente quer agradar a gregos e a troianos: dizer aos que votaram "não" que até nem concorda com a lei e aos que votaram "sim" que até a assinou. Admito que seja a jogada política mais correcta. Tem o pequeno problema de não ser original. Lembro-me de um governante que fez o mesmo, por um caso menor na altura, mas que, hoje em dia, dois mil anos depois, ainda se fala disso. Parece-me que Cavaco Silva também vai ficar na história. Talvez mude de ideias "quando o levarem a ele". Talvez. Mas também talvez seja tarde de mais, como descobriu Brecht.
Activista do "não"

sábado, abril 21, 2007

Lei da Política criminal e aborto livre: o triunfo da mentira!

Noticia hoje o DN que o "Aborto após 10 semanas deixa de dar prisão"...
Contra a opinião de um milhão e meio de votantes no Não e podemos acreditar que alguma parte dos dois milhões e duzentos mil votantes do Sim, o aborto em Portugal tornou-se completamente livre!
Além disso triunfou a mentira. Esta medida há muito que estava na gaveta mas só saiu dela quando já não era necessário explorar à saciedade o choradinho da prisão das mulheres...agora sim, pode-se dizer: hipócritas.
"Estão de parabéns" Maria de Belém e Fernanda Câncio, o do Gato Fedorento e Correia de Campos, o Duarte Vilar e a maltósia da APF, Sócrates e todos os outros que sendo do seu Governo podiam ter tido a coragem de se opôr a uma vergonha destas, Odete Santos (que juntamente com a Câncio e o do Gato fedorento são um caso á parte porque não tentam passar pelo que não são e não disfarçam quanto ao que pretendem) e o Francisco Anacleto Louçã, todos os patetas que no PSD se sentem modernos e uns poucos do PP com o mesmo "feeling". Conseguiram!
Cada triturar de um feto com qualquer idade e semanas, cada corte e esmagamento, cada pasta de sangue e carne, cada "corrida" de restos num cano do aspirador, cada dor de uma mulher que chora o filho que não teve e cada pesadelo que a acordará, cada desgosto de um homem e da sua família, cada circunstância fria e cada inconsciência verdadeira, cada um destes momentos daqueles que morrerão com o aborto livre "celebrará" esta vossa vitória.
Que consigam viver com e apesar dela, é o desejo humano sincero deste bloguista.