[para já esta notícia é falsa, mas pelo caminho que as coisas vão...?]
É a notícia do dia, a ASAE decidiu inspeccionar uma missa na Sé de Lisboa para inspeccionar as condições de higiene dos recipientes onde é guardado o vinho e as hóstias usadas na celebração. Depois de sugerir ao cardeal que se assegurasse que as hóstias têm um autocolante a informar a composição e se contêm transgénicos e que o vinho deveria ser guardado em garrafas devidamente seladas, os inspectores da ASAE acabaram por prender o cardeal já depois da missa, depois de terem reparado que D. José Policarpo não procedia à higienização do seu anel após cada beijo de um crente.
A ASAE decidiu encerrar a Sé até que a diocese de Lisboa apresente provas de que as hóstias e o vinho verificam as regras comunitárias de higiene e de embalagem, bem como de que da próxima vez que cardeal dê o anel beijar aos crentes procede à sua limpeza usando lenços de papel devidamente certificados, exigindo-se o recurso a lenços descartáveis semelhantes aos usados nos aviões ou nas marisqueiras desde que o sabor a limão seja conseguido com ingredientes naturais.
Sabe-se que a ASAE ainda inspeccionou a sacristia para se assegurar que D. José, um fumador incorrigível, não andou por ali a fumar um cigarro, já que não constando nas listas dos espaços fechados da lei anti-tabaco as igrejas não beneficiam dos favores dos casinos pois tanto quanto se sabe o inspector-geral da ASAE nunca lá foi apanhado a fumar uma cigarrilha.
A Asae pondera tambem a hipótese de a comunhão ter que ser dada com luvas higiénicas para evitar possiveis pandemias.
Foi o diário da acção política de um deputado do PSD, eleito por Braga, e agora é-o de um cidadão que desejando contribuir activamente para a organização do bem comum, procura invadir esse âmbito (da política) com aquele gosto de vida nova que caracteriza a experiência cristã. O título "POR CAUSA DELE" faz referência ao manifesto com o mesmo título, de Comunhão e Libertação, publicado em Janeiro de 2003 (e incluído no Blog).
quinta-feira, janeiro 17, 2008
A ASAE prendeu o Cardeal Patriarca!
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quarta-feira, janeiro 16, 2008
Manifesto de apoio ao Papa
UNIVERSIDADE LA SAPIENZA,
OUTRA VERGONHA
PARA ITÁLIA
Os Papas puderam falar em qualquer lugar do mundo (Cuba, Nicarágua, Turquia, etc.). O único lugar onde o Papa não pode falar é na Universidade La Sapienza, uma universidade, que além do mais, foi precisamente fundada por um pontífice.
Isto põe em evidência dois factos muito graves:
1) a incapacidade do governo italiano de garantir o direito de expressão em território italiano a um Chefe de Estado estrangeiro, que é além do mais Bispo de Roma e guia espiritual de um bilião de pessoas. Em compensação, grupos minoritários, conseguem o apoio, inclusivamente de instâncias institucionais, para impedir o que a esmagadora maioria das pessoas espera e deseja;
2) a decadência cultural da universidade italiana, que torna possível que um ateneu como a La Sapienza corra o risco de se tornar numa "descarga" ideológica.
Como cidadãos e como católicos estamos indignados por tudo o que aconteceu e estamos entristecidos por Bento XVI a quem nos sentimos ainda mais ligados, reconhecendo nele o defensor - por força da sua fé - da razão e da liberdade.
Comunhão e Libertação
15 de Janeiro de 2008
OUTRA VERGONHA
PARA ITÁLIA
Os Papas puderam falar em qualquer lugar do mundo (Cuba, Nicarágua, Turquia, etc.). O único lugar onde o Papa não pode falar é na Universidade La Sapienza, uma universidade, que além do mais, foi precisamente fundada por um pontífice.
Isto põe em evidência dois factos muito graves:
1) a incapacidade do governo italiano de garantir o direito de expressão em território italiano a um Chefe de Estado estrangeiro, que é além do mais Bispo de Roma e guia espiritual de um bilião de pessoas. Em compensação, grupos minoritários, conseguem o apoio, inclusivamente de instâncias institucionais, para impedir o que a esmagadora maioria das pessoas espera e deseja;
2) a decadência cultural da universidade italiana, que torna possível que um ateneu como a La Sapienza corra o risco de se tornar numa "descarga" ideológica.
Como cidadãos e como católicos estamos indignados por tudo o que aconteceu e estamos entristecidos por Bento XVI a quem nos sentimos ainda mais ligados, reconhecendo nele o defensor - por força da sua fé - da razão e da liberdade.
Comunhão e Libertação
15 de Janeiro de 2008
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Porque o Papa nao vai a La Sapienza
[transcrevo o email que recebi da lista electrónica "Povo"]
Queridos amigos:
Os recentes acontecimentos em Roma, onde o Papa tinha sido convidado para a abertura do ano académico na Universidade “La Sapienza”, no próximo dia 17, estiveram na origem do cancelamento desta visita. O papa enviará o discurso que tinha preparado para a ocasião, mas não estará presente.
O que é que, então aconteceu?
67 professores subscreveram uma carta ao reitor, Fabricio Guarini pedindo-lhe que cancele o convite que havia endereçado, já que consideram a presença do papa “incongruente” com a laicidade da Universidade. Entre eles figuram Andrea Frova, autor de um livro acerca de Galileu e a Igreja; Luciano Maiani, presidente do Comité Nacional de Investigação (CNR); Carlo Bernardini, Giorgio Parisi y Carlo Cosmelli.
No texto da carta, os profesores referem-se a um facto ocorrido há 18 anos: " No dia 15 de Março de 1990, o então cardeal joseph Ratzinger, num discurso na cidade de de Parma, citou Feyerabend e disse: 'Na época de Galileu, a Igreja permaneceu muito mais fiel à razão que o próprio Galileu. O juízo contra Galileu foi razoável e justo'. São palavras que, enquanto cientistas fiéis à razão (...), nos ofendem e humilham".
Esta carta encontrou eco entre os estudantes da Universidade que ameaçaram manifestar-se no dia da abertura do ano académico e da visita do Papa, tendo entrementes invadido as instalações da Reitoria. Os estudantes de física anunciaram para os próximos dias uma “semana anticlerical”.
O Vaticano, tendo em vista, este cenário, cancelou a visita papal.
Para que possamos julgar com a razão, a mesma que os 67 cientistas dizem ter sido ofendida e humilhada, convido-vos a ler esta entrevista a Giorgio Israel, professor catedrático de Matemática na Universidade de Roma “La Sapienza”.
Aprendamos todos com isto!
Um abraço amigo
Pedro Aguiar Pinto
Ratzinger falou sobre Galileu? Leiam-no (http://edicola.avvenire.it/ee/avvenire/default.php?pSetup=avvenire&curDate=20080115&goTo=A04
O Professor Giorgio Israel não assinou a carta e explica porquê. “Foi construída a partir de estilhaços de um discurso”
Por Paolo Viana
É uma espécie de sindrome Wikipedia isto que está a provocar tanto desconcerto nos físicos da Spienza que se opõem à intervenção do Papa na inauguração do ano académico. Com uma ponta de ironia, Giorgio Israel, docente de história da matemática, explica porque é decididamente contrário ao apelo dos seus colegas da faculdade de Ciências contra Ratzinger: “é melhor uma pessoa documentar-se e raciocinar em vez de, com tanta frequência retirar trechos do contexto, o que facilmente conduz a equívocos”. Quem escreveu o apelo conta o Papa, fundam-no numa citação de uma frase de Feyerabend, e teriam feito melhor se tivessem lido todo o discurso do então cardeal Ratzinger, porque assim teriam compreendido que este Papa, de facto, não atacava nem a ciência, nem a razão”.
Israel não disse mais, mas a suspeita de um documento nascido de uma leitura expedita de documentos decarregados da internet, ficou no ar.
E os seus colegas, indignam-se, sobressaltam-se, ofendem-se e o senhor sorri?
Digamos que cruzo os braços e espero que os protestos se eclipsem rapidamente por decência.
Deverão, contudo, dar-se conta de ter escrito uma carta absurda, citando um discurso do Papa que mostra exactamente o contrário do que eles sustentam.
Seja mais preciso.
Os subscritores do apelo ao reitor acusam o Papa citando uma sua citação e precisamente a frase de um filósofo da ciência em que se diz que na época de Galileu a Igreja foi mais fiel à ciência que o próprio Galileu e que, por isso, o processo àquele cientista foi razoável e justo. Se, em vez de nos indignarmos por uma presumível afronta ao método racional, lêssemos o discurso integral do então cardeal Ratzinger em que aparece esta citação, poderíamos perceber como no seu discurso esta vem interpretada no sentido exactamente oposto ao que sustentam os contestadores.
O cardeal, hoje Papa Bento XVI, falava da crise de confiança da ciência em si própria e demonstrava que, enquanto durante séculos se acreditou que o processo a Galileu era a prova do carácter obscurantista da Igreja, de facto, no âmbito da cultura científica tinham emergido posições diversas, as quais sustentavam que Galileu não tinha fornecido provas demonstrativas do heliocentrismo e que Feyerabend tinha chegado ao ponto de sustentar que o ponto de vista da Igreja era mais racional.
Ratzinger quis mostrar com esse discurso que a ciência estava a perder a confiança em si própria e, e facto, defendia o ponto de vista de Galileu. Outros que ataquem a ciência...
Como é possível que no mundo científico ninguém tenha retirado este significado?
Digamos que não o apanharam os signatários da carta. Como também não apanharam o sentido das palavras de Ratzinger, que, no discurso de Parma disse explicitamente que a sua intenção não era a de expôr reivindicações e sublinhou que a fé não cresce a partir do ressentimento e da recusa da modernidade.
Pode-se dizer o mesmo do mundo científico italiano?
Não creio. Estou convencido que esta é uma minoria, ainda que nela se encontre o presidente da CNR. O peso específico das assinaturas não é menospreável, mas os números da contestação são modestos. Trata-se de seis dezenas de pessoas numa faculdade de seiscentos docentes e num ateneu que conta com milhares de professores. Dito isto, sim, isto resulta de atitudes hostis. É, por exemplo, o fastídio de alguns ambientes que não suportam que o Papa fale de ciência. De resto, num país onde Oddifreddi (um matemático italiano ateu e anti-católico) vende 200000 cópias de um livro contra a religião, (...) porque espantar-se?
Estes fenómenos reflectem o facto de que uma parte do mundo científico namora este laicismo ateu e que à esquerda, poucos se sentem no dever de se opôr a estes excessos.
“É uma minoria no mundo académico, pese embora que entre eles apareça o presidente da Comissão Nacional de Investigação. É ressentimento: não suportam que o Papa fale de ciência”.
Queridos amigos:
Os recentes acontecimentos em Roma, onde o Papa tinha sido convidado para a abertura do ano académico na Universidade “La Sapienza”, no próximo dia 17, estiveram na origem do cancelamento desta visita. O papa enviará o discurso que tinha preparado para a ocasião, mas não estará presente.
O que é que, então aconteceu?
67 professores subscreveram uma carta ao reitor, Fabricio Guarini pedindo-lhe que cancele o convite que havia endereçado, já que consideram a presença do papa “incongruente” com a laicidade da Universidade. Entre eles figuram Andrea Frova, autor de um livro acerca de Galileu e a Igreja; Luciano Maiani, presidente do Comité Nacional de Investigação (CNR); Carlo Bernardini, Giorgio Parisi y Carlo Cosmelli.
No texto da carta, os profesores referem-se a um facto ocorrido há 18 anos: " No dia 15 de Março de 1990, o então cardeal joseph Ratzinger, num discurso na cidade de de Parma, citou Feyerabend e disse: 'Na época de Galileu, a Igreja permaneceu muito mais fiel à razão que o próprio Galileu. O juízo contra Galileu foi razoável e justo'. São palavras que, enquanto cientistas fiéis à razão (...), nos ofendem e humilham".
Esta carta encontrou eco entre os estudantes da Universidade que ameaçaram manifestar-se no dia da abertura do ano académico e da visita do Papa, tendo entrementes invadido as instalações da Reitoria. Os estudantes de física anunciaram para os próximos dias uma “semana anticlerical”.
O Vaticano, tendo em vista, este cenário, cancelou a visita papal.
Para que possamos julgar com a razão, a mesma que os 67 cientistas dizem ter sido ofendida e humilhada, convido-vos a ler esta entrevista a Giorgio Israel, professor catedrático de Matemática na Universidade de Roma “La Sapienza”.
Aprendamos todos com isto!
Um abraço amigo
Pedro Aguiar Pinto
Ratzinger falou sobre Galileu? Leiam-no (http://edicola.avvenire.it/ee/avvenire/default.php?pSetup=avvenire&curDate=20080115&goTo=A04
O Professor Giorgio Israel não assinou a carta e explica porquê. “Foi construída a partir de estilhaços de um discurso”
Por Paolo Viana
É uma espécie de sindrome Wikipedia isto que está a provocar tanto desconcerto nos físicos da Spienza que se opõem à intervenção do Papa na inauguração do ano académico. Com uma ponta de ironia, Giorgio Israel, docente de história da matemática, explica porque é decididamente contrário ao apelo dos seus colegas da faculdade de Ciências contra Ratzinger: “é melhor uma pessoa documentar-se e raciocinar em vez de, com tanta frequência retirar trechos do contexto, o que facilmente conduz a equívocos”. Quem escreveu o apelo conta o Papa, fundam-no numa citação de uma frase de Feyerabend, e teriam feito melhor se tivessem lido todo o discurso do então cardeal Ratzinger, porque assim teriam compreendido que este Papa, de facto, não atacava nem a ciência, nem a razão”.
Israel não disse mais, mas a suspeita de um documento nascido de uma leitura expedita de documentos decarregados da internet, ficou no ar.
E os seus colegas, indignam-se, sobressaltam-se, ofendem-se e o senhor sorri?
Digamos que cruzo os braços e espero que os protestos se eclipsem rapidamente por decência.
Deverão, contudo, dar-se conta de ter escrito uma carta absurda, citando um discurso do Papa que mostra exactamente o contrário do que eles sustentam.
Seja mais preciso.
Os subscritores do apelo ao reitor acusam o Papa citando uma sua citação e precisamente a frase de um filósofo da ciência em que se diz que na época de Galileu a Igreja foi mais fiel à ciência que o próprio Galileu e que, por isso, o processo àquele cientista foi razoável e justo. Se, em vez de nos indignarmos por uma presumível afronta ao método racional, lêssemos o discurso integral do então cardeal Ratzinger em que aparece esta citação, poderíamos perceber como no seu discurso esta vem interpretada no sentido exactamente oposto ao que sustentam os contestadores.
O cardeal, hoje Papa Bento XVI, falava da crise de confiança da ciência em si própria e demonstrava que, enquanto durante séculos se acreditou que o processo a Galileu era a prova do carácter obscurantista da Igreja, de facto, no âmbito da cultura científica tinham emergido posições diversas, as quais sustentavam que Galileu não tinha fornecido provas demonstrativas do heliocentrismo e que Feyerabend tinha chegado ao ponto de sustentar que o ponto de vista da Igreja era mais racional.
Ratzinger quis mostrar com esse discurso que a ciência estava a perder a confiança em si própria e, e facto, defendia o ponto de vista de Galileu. Outros que ataquem a ciência...
Como é possível que no mundo científico ninguém tenha retirado este significado?
Digamos que não o apanharam os signatários da carta. Como também não apanharam o sentido das palavras de Ratzinger, que, no discurso de Parma disse explicitamente que a sua intenção não era a de expôr reivindicações e sublinhou que a fé não cresce a partir do ressentimento e da recusa da modernidade.
Pode-se dizer o mesmo do mundo científico italiano?
Não creio. Estou convencido que esta é uma minoria, ainda que nela se encontre o presidente da CNR. O peso específico das assinaturas não é menospreável, mas os números da contestação são modestos. Trata-se de seis dezenas de pessoas numa faculdade de seiscentos docentes e num ateneu que conta com milhares de professores. Dito isto, sim, isto resulta de atitudes hostis. É, por exemplo, o fastídio de alguns ambientes que não suportam que o Papa fale de ciência. De resto, num país onde Oddifreddi (um matemático italiano ateu e anti-católico) vende 200000 cópias de um livro contra a religião, (...) porque espantar-se?
Estes fenómenos reflectem o facto de que uma parte do mundo científico namora este laicismo ateu e que à esquerda, poucos se sentem no dever de se opôr a estes excessos.
“É uma minoria no mundo académico, pese embora que entre eles apareça o presidente da Comissão Nacional de Investigação. É ressentimento: não suportam que o Papa fale de ciência”.
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sexta-feira, dezembro 07, 2007
Artigo na Sábado sobre a Opus Dei
Enviei esta carta ontem ao Director da Sábado. Vamos ver se a publicam...?
Caro Director
Nunca frequentei ou pertenci à Opus Dei e sou um leitor assíduo da Sábado. Fica assim declarada a isenção da minha tristeza com o artigo de 6 de Dezembro sobre aquela instituição.
De facto ligam-me às pessoas da Opus Dei laços de amizade e admiração, nascidos no comum empenho em iniciativas cívicas e também da minha pertença à Igreja católica. São pessoas em quem vejo a entrega das próprias vidas ao crescimento da presença de Cristo no mundo, movidas por um grande amor a Deus e ao seu próximo. Quanto aos defeitos delas, chegam-me os meus…
Além disso conheço outras facetas da Opus Dei que no artigo foram omitidas em detrimento da exploração sensacionalista dos testemunhos generosamente dados. Falo das pessoas da Prelatura que assistem os deficientes profundos que ninguém quer ou pode cuidar, que trabalham nos bairros mais recônditos onde nenhum de nós ousa entrar ou daquelas que num trabalho persistente se dedicam ao acolhimento das mães que querem ter os seus filhos numa sociedade que às suas limitações e misérias só oferece o aborto. É todo um outro código…
Quanto aos testemunhos negativos: quantos factos da nossa vida pessoal, vistos isoladamente, fora do contexto, não poderiam transformar o retrato dos nossos amigos e familiares, numa realidade em que não nos reconheceríamos e que diria injustamente mal de nós?
Com os meus cumprimentos
Antonio Pinheiro Torres
Ex. Deputado à Assembleia da República
Caro Director
Nunca frequentei ou pertenci à Opus Dei e sou um leitor assíduo da Sábado. Fica assim declarada a isenção da minha tristeza com o artigo de 6 de Dezembro sobre aquela instituição.
De facto ligam-me às pessoas da Opus Dei laços de amizade e admiração, nascidos no comum empenho em iniciativas cívicas e também da minha pertença à Igreja católica. São pessoas em quem vejo a entrega das próprias vidas ao crescimento da presença de Cristo no mundo, movidas por um grande amor a Deus e ao seu próximo. Quanto aos defeitos delas, chegam-me os meus…
Além disso conheço outras facetas da Opus Dei que no artigo foram omitidas em detrimento da exploração sensacionalista dos testemunhos generosamente dados. Falo das pessoas da Prelatura que assistem os deficientes profundos que ninguém quer ou pode cuidar, que trabalham nos bairros mais recônditos onde nenhum de nós ousa entrar ou daquelas que num trabalho persistente se dedicam ao acolhimento das mães que querem ter os seus filhos numa sociedade que às suas limitações e misérias só oferece o aborto. É todo um outro código…
Quanto aos testemunhos negativos: quantos factos da nossa vida pessoal, vistos isoladamente, fora do contexto, não poderiam transformar o retrato dos nossos amigos e familiares, numa realidade em que não nos reconheceríamos e que diria injustamente mal de nós?
Com os meus cumprimentos
Antonio Pinheiro Torres
Ex. Deputado à Assembleia da República
quinta-feira, dezembro 06, 2007
Bruxelas: Cristo no Parlamento Europeu
Estive ontem em Bruxelas para participar num encontro promovido por Comunhão e Libertação no Parlamento Europeu.
Cristo anunciado com a mesma simplicidade, abertura e humanidade, de há 2000 mil anos e de sempre: no rosto de homens (neste caso de políticos e funcionários de organizações internacionais) a quem aconteceu um encontro que mudou as suas vidas.
Voltarei ao tema mas impressionou-me esta: "vivemos num tempo dominado por uma mentalidade que nos diz "não é possível" [uma outra vida, uma outra forma de viver, uma outra solução] e por isso só conhece o acomodamento. Mas nós fazemos experiência de que é possível [mais vida, amor, beleza, satisfação, esperança]. O que pode mudar a politica é os homens encontrarem uma experiência humana que lhes evidencia que é possível".
Um exemplo (por mim): a pílula do dia seguinte. Não é possivel que as pessoas se amem respeitando-se. Por isso acomodamo-nos e damos-lhe a pilula do dia seguinte. Porque não é possivel que a possivel criança que surja de uma relação "desprotegida" seja acolhida e amada. Por isso deixamos que ela seja abortada. Porque não há esperança. Que tristeza!
Cristo anunciado com a mesma simplicidade, abertura e humanidade, de há 2000 mil anos e de sempre: no rosto de homens (neste caso de políticos e funcionários de organizações internacionais) a quem aconteceu um encontro que mudou as suas vidas.
Voltarei ao tema mas impressionou-me esta: "vivemos num tempo dominado por uma mentalidade que nos diz "não é possível" [uma outra vida, uma outra forma de viver, uma outra solução] e por isso só conhece o acomodamento. Mas nós fazemos experiência de que é possível [mais vida, amor, beleza, satisfação, esperança]. O que pode mudar a politica é os homens encontrarem uma experiência humana que lhes evidencia que é possível".
Um exemplo (por mim): a pílula do dia seguinte. Não é possivel que as pessoas se amem respeitando-se. Por isso acomodamo-nos e damos-lhe a pilula do dia seguinte. Porque não é possivel que a possivel criança que surja de uma relação "desprotegida" seja acolhida e amada. Por isso deixamos que ela seja abortada. Porque não há esperança. Que tristeza!
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Paredes: população quer mais saúde e não abortos
A partir de Paredes está a gerar-se uma movimentação muito interessante de oposição à prática de abortos no respectivo centro de saúde e de exigência de cuidados médicos para os problemas reais de saúde das populações.
Mais pormenores em Paredes pela Vida.
Eu acho que os abortistas ainda não pensaram bem no que aconteceu na sua "vitória" de 11 de Fevereiro: passaram a tropa de ocupação, convencional, e nós a guerrilheiros... ;-)
Mais pormenores em Paredes pela Vida.
Eu acho que os abortistas ainda não pensaram bem no que aconteceu na sua "vitória" de 11 de Fevereiro: passaram a tropa de ocupação, convencional, e nós a guerrilheiros... ;-)
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terça-feira, dezembro 04, 2007
Não haverá Natal este ano...? ;-)
Felizmente não é verdade...!
Mas tem graça este email que recebi agora :-)
Este ano não vai haver presépio!...
Lamentamos mas: - Os Reis Magos lançaram uma OPA sobre a manjedoura e esta
foi retirada do estábulo até decisão governamental;
- Os camelos estão no governo;
- Os cordeirinhos estão tão magros e tão feios que não podem ser exibidos;
- A vaca está louca e não se segura nas patas ;
- O burro está na Escola Básica a dar aulas de substituição;
- Nossa Senhora e São José foram chamados à Escola Básica para avaliar o burro;
- A estrelinha de Belém perdeu o brilho porque o Menino Jesus não tem tempo para olhar para ela;
- O Menino Jesus está no Politeama em actividades de enriquecimento curricular e o tribunal de Coimbra ordenou a sua entrega imediata ao pai biológico;
- A ASAE fechou temporariamente o estábulo pela falta da manjedoura e, sobretudo,até serem corrigidas as péssimas condições higiénicas do estábulo, de acordo com as normas da União Europeia.
Mas tem graça este email que recebi agora :-)
Este ano não vai haver presépio!...
Lamentamos mas: - Os Reis Magos lançaram uma OPA sobre a manjedoura e esta
foi retirada do estábulo até decisão governamental;
- Os camelos estão no governo;
- Os cordeirinhos estão tão magros e tão feios que não podem ser exibidos;
- A vaca está louca e não se segura nas patas ;
- O burro está na Escola Básica a dar aulas de substituição;
- Nossa Senhora e São José foram chamados à Escola Básica para avaliar o burro;
- A estrelinha de Belém perdeu o brilho porque o Menino Jesus não tem tempo para olhar para ela;
- O Menino Jesus está no Politeama em actividades de enriquecimento curricular e o tribunal de Coimbra ordenou a sua entrega imediata ao pai biológico;
- A ASAE fechou temporariamente o estábulo pela falta da manjedoura e, sobretudo,até serem corrigidas as péssimas condições higiénicas do estábulo, de acordo com as normas da União Europeia.
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segunda-feira, dezembro 03, 2007
Eles estão doidos! Grande artigo de António Barreto
Já em post anterior ("Viva a Liberdade! Dois artigos no Público de hoje") datado de 25 de Novembro referi este artigo do António Barreto.
Como "não há cão que não tenha sorte" (frase que sempre aplico a mim próprio...;-) recebi agora do meu amigo Pedro Sérgio o link para o mesmo.
Aqui fica, recomendando eu vivamente uma visita: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhseCprO3JFFPLdDJhwPQkQLu4AA5TyYU5LKRzTiORrlggLbAGheYQzSvD1XJRHpdFEUmAt_grqd4N9X5Mcd7abVRtK6joSOD2_GYA2mJ6KcrJbLptL1Yhb5ACnnG4slv8Oyffn/ 0-h/ant%C3%B3nio+barreto.jpg
Como "não há cão que não tenha sorte" (frase que sempre aplico a mim próprio...;-) recebi agora do meu amigo Pedro Sérgio o link para o mesmo.
Aqui fica, recomendando eu vivamente uma visita: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhseCprO3JFFPLdDJhwPQkQLu4AA5TyYU5LKRzTiORrlggLbAGheYQzSvD1XJRHpdFEUmAt_grqd4N9X5Mcd7abVRtK6joSOD2_GYA2mJ6KcrJbLptL1Yhb5ACnnG4slv8Oyffn/ 0-h/ant%C3%B3nio+barreto.jpg
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Começou o Advento: está a chegar o Natal!
Da Escola de Direcção e Negócios AESE (onde entre 1999 e 2000 fiz o Programa de Alta Direcção de Empresas) acabo de receber o boletim da respectiva Capelania onde encontrei este artigo do Padre Hugo de Azevedo (um amigo do meu pai ;-)
Parece-me uma boa forma de iniciar o Advento, este tempo de espera e tensão, num pedido que também neste lugar de escombros e desarrumado, que tantas vezes caracteriza o nosso coração, nas palhinhas que são os nossos gestos de fé, esperança e caridade, possa nascer Aquele sem o qual a nossa vida se reduzia a um elenco absurdo de circunstâncias e sentimentos.
O NATAL
«No meu tempo», como dizem os velhos, o Natal era em casa e na igreja. Os presépios, raros. Umas breves figurinhas sobre a cómoda. Quase ninguém enviava postais natalícios a ninguém. Nem quase os havia. As ruas, silenciosas e escuras à noite. Prendas, uma para cada criança, no sapatinho: a sonhada surpresa! E os doces da festa, é claro: a mesa encantada de sorrisos, risos, sabores e cores diferentes... E a Missa «do galo». O Natal era Deus em família.
Agora (exageremos, como fazem os velhos) é nas ruas e praças iluminadas; nas lojas cintilantes; nos supermercados cheios de movimento, carrinhos e sacos; nas montras repletas de mecanismos electrónicos; e música, muita música, a mesma, por toda a parte; e varandas escaladas por palhaços coca-cola; e o lauto jantar, bem regado, entre pessoas mais ou menos amigas... E as crianças a verificarem se a «play-station» é realmente a que pretendiam. Porque a vida é outra, subiu de nível, a família é o que se sabe, e o comércio precisa de tudo. Hoje o nosso Natal é chinês.
A verdade é que a imagem de um jovem casal e um menino encantador se fixa na retina dos fregueses e munícipes, aureolada de estrelas e figuras angélicas, e os jornalistas não deixam de referir, embora displicentes, o velho «mito do Natal»... Alguns até se lembram da história e do seu significado.
E assim o comércio vai transmitindo a mensagem natalícia de geração em geração. Muito vaga e confusamente, é certo, com uma animação mais parecida ao bulício da estalagem, onde «não havia lugar para eles», do que ao recolhimento da gruta de Belém, mas sempre nos avisa de que por cá passou a Sagrada Família, e está presente em qualquer lar que a convide a abençoá-lo.
É altura de exclamar com o poeta: «Como a família é verdade!» Não há felicidade comparável neste mundo. Nem «melhor negócio», como lembrava S. Josemaria aos empresários...
- Ah, mas tão difícil!... - Sem dúvida: quando o nosso principal negócio é outro. - Mas «hoje em dia», com o custo de vida, «nestes tempos de stress», é impossível recortar o trabalho!
Talvez organizando melhor o dia... como quando joga Portugal. Talvez conversando menos e «produzindo» mais... Talvez não sabendo tanto do que dizem que se diz que se suspeita haver sido dito... Talvez seguindo o velho princípio da «subsidiariedade», que consiste em não querer fazer tudo por nós, e respeitando os diversos âmbitos de competência - incluindo o dos superiores... Talvez confiando parte das tarefas a quem precisa e pode fazer esse trabalho... Talvez sendo menos individualistas, menos invejosos, menos carreiristas, mais ordenados... Enfim, talvez trabalhando mais e melhor.
Pe. Hugo de Azevedo
Parece-me uma boa forma de iniciar o Advento, este tempo de espera e tensão, num pedido que também neste lugar de escombros e desarrumado, que tantas vezes caracteriza o nosso coração, nas palhinhas que são os nossos gestos de fé, esperança e caridade, possa nascer Aquele sem o qual a nossa vida se reduzia a um elenco absurdo de circunstâncias e sentimentos.
O NATAL
«No meu tempo», como dizem os velhos, o Natal era em casa e na igreja. Os presépios, raros. Umas breves figurinhas sobre a cómoda. Quase ninguém enviava postais natalícios a ninguém. Nem quase os havia. As ruas, silenciosas e escuras à noite. Prendas, uma para cada criança, no sapatinho: a sonhada surpresa! E os doces da festa, é claro: a mesa encantada de sorrisos, risos, sabores e cores diferentes... E a Missa «do galo». O Natal era Deus em família.
Agora (exageremos, como fazem os velhos) é nas ruas e praças iluminadas; nas lojas cintilantes; nos supermercados cheios de movimento, carrinhos e sacos; nas montras repletas de mecanismos electrónicos; e música, muita música, a mesma, por toda a parte; e varandas escaladas por palhaços coca-cola; e o lauto jantar, bem regado, entre pessoas mais ou menos amigas... E as crianças a verificarem se a «play-station» é realmente a que pretendiam. Porque a vida é outra, subiu de nível, a família é o que se sabe, e o comércio precisa de tudo. Hoje o nosso Natal é chinês.
A verdade é que a imagem de um jovem casal e um menino encantador se fixa na retina dos fregueses e munícipes, aureolada de estrelas e figuras angélicas, e os jornalistas não deixam de referir, embora displicentes, o velho «mito do Natal»... Alguns até se lembram da história e do seu significado.
E assim o comércio vai transmitindo a mensagem natalícia de geração em geração. Muito vaga e confusamente, é certo, com uma animação mais parecida ao bulício da estalagem, onde «não havia lugar para eles», do que ao recolhimento da gruta de Belém, mas sempre nos avisa de que por cá passou a Sagrada Família, e está presente em qualquer lar que a convide a abençoá-lo.
É altura de exclamar com o poeta: «Como a família é verdade!» Não há felicidade comparável neste mundo. Nem «melhor negócio», como lembrava S. Josemaria aos empresários...
- Ah, mas tão difícil!... - Sem dúvida: quando o nosso principal negócio é outro. - Mas «hoje em dia», com o custo de vida, «nestes tempos de stress», é impossível recortar o trabalho!
Talvez organizando melhor o dia... como quando joga Portugal. Talvez conversando menos e «produzindo» mais... Talvez não sabendo tanto do que dizem que se diz que se suspeita haver sido dito... Talvez seguindo o velho princípio da «subsidiariedade», que consiste em não querer fazer tudo por nós, e respeitando os diversos âmbitos de competência - incluindo o dos superiores... Talvez confiando parte das tarefas a quem precisa e pode fazer esse trabalho... Talvez sendo menos individualistas, menos invejosos, menos carreiristas, mais ordenados... Enfim, talvez trabalhando mais e melhor.
Pe. Hugo de Azevedo
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quinta-feira, novembro 29, 2007
Controle da Policia: será mesmo verdade?
Recebi este email que, apesar da loucura geral (vide actuação da ASAE), ainda me custa a crer possa ser verdade...??
ATENÇÃO às novas fiscalizações nas operações STOP!!!
Ontem à noite, depois de sair com um grupo de amigos, fomos mandados parar por uma brigada de trânsito da BT.
Até certo ponto, achamos normal por se tratar de um fim-de-semana e ser costume haver a caça ao condutor com álcool.
Depois de o condutor soprar no balão, qual o nosso espanto quando o polícia pergunta se temos leitor de CD's no carro.
Tínhamos leitor de CD's e logo a seguir pediu-nos para ver os CD's que tínhamos no carro, para verem se eram cópias!!!
Sobre isto, já eu tinha ouvido falar num mail que recebi recentemente (ver mais abaixo).
O que é incrível é que, depois dos CD's, o polícia manda-nos sair do carro e começa a olhar para a nossa roupa! Verídico!!!
Nisto, chama uma mulher-polícia para junto das minhas colegas e um outro polícia para junto de nós e... PEDEM-NOS PARA VER A ETIQUETA DAS NOSSAS ROUPAS!
Recusámos imediatamente e eles informaram-nos que, naquela Operação Stop, estava incluída uma busca por contrafacção!!!
É incrível que uma pessoa já não tenha liberdade para vestir a roupa que lhe apetece!
Um dos meus colegas tinha um casaco Paul & Shark, comprado na feira de Espinho, e eles identificaram-no!
O meu colega já contactou o advogado e este informou-o de que o que os polícias fizeram está dentro da lei!
Pelos vistos, quando compramos roupa na feira, sabemos que estamos a comprar material ilegal e isso é crime!
Estamos a pactuar com uma actuação fora da lei e por isso sujeitos a coimas por conivência de forma de delito.
Pelo que percebemos, só algumas marcas é que estão sujeitas a fiscalização, tipo, bolsas Gucci, óculos Channel, roupas Lacoste, Nike, Gant, Louis Vuitton, etc etc.
Façam chegar este mail a toda a gente para que todos saibam o abuso que estamos a sofrer!
A polícia, em vez de prender os ladrões e zelar pela nossa segurança, fazem de estilistas e analisam o que temos vestido!!! Aqui está uma boa ideia para um episódio do SCI...
A GNR-BT, nos auto-stops, começou por fiscalizar os CD's "piratas" que temos no carro.
Se os CD's não forem originais ou então se não possuímos o original que deu origem à cópia, (é permitido por lei efectuar UMA cópia de segurança), a viatura pode ser apreendida e sujeitamo-nos às respectivas sanções. Retirem urgentemente os CD's piratas do carro, não vá o diabo tecê-las.
Este controlo foi efectuado este fim-de-semana, na A1.
(notas:
1. o email que recebi já por interpostas pessoas datava respectivamente de 27 e 29 de Novembro
2. a pena para o download ilegal é de 3 anos de prisão...mas a maioria dos votantes acharam que a mesma pena era um escândalo para o aborto a pedido até aos 3 anos...)
ATENÇÃO às novas fiscalizações nas operações STOP!!!
Ontem à noite, depois de sair com um grupo de amigos, fomos mandados parar por uma brigada de trânsito da BT.
Até certo ponto, achamos normal por se tratar de um fim-de-semana e ser costume haver a caça ao condutor com álcool.
Depois de o condutor soprar no balão, qual o nosso espanto quando o polícia pergunta se temos leitor de CD's no carro.
Tínhamos leitor de CD's e logo a seguir pediu-nos para ver os CD's que tínhamos no carro, para verem se eram cópias!!!
Sobre isto, já eu tinha ouvido falar num mail que recebi recentemente (ver mais abaixo).
O que é incrível é que, depois dos CD's, o polícia manda-nos sair do carro e começa a olhar para a nossa roupa! Verídico!!!
Nisto, chama uma mulher-polícia para junto das minhas colegas e um outro polícia para junto de nós e... PEDEM-NOS PARA VER A ETIQUETA DAS NOSSAS ROUPAS!
Recusámos imediatamente e eles informaram-nos que, naquela Operação Stop, estava incluída uma busca por contrafacção!!!
É incrível que uma pessoa já não tenha liberdade para vestir a roupa que lhe apetece!
Um dos meus colegas tinha um casaco Paul & Shark, comprado na feira de Espinho, e eles identificaram-no!
O meu colega já contactou o advogado e este informou-o de que o que os polícias fizeram está dentro da lei!
Pelos vistos, quando compramos roupa na feira, sabemos que estamos a comprar material ilegal e isso é crime!
Estamos a pactuar com uma actuação fora da lei e por isso sujeitos a coimas por conivência de forma de delito.
Pelo que percebemos, só algumas marcas é que estão sujeitas a fiscalização, tipo, bolsas Gucci, óculos Channel, roupas Lacoste, Nike, Gant, Louis Vuitton, etc etc.
Façam chegar este mail a toda a gente para que todos saibam o abuso que estamos a sofrer!
A polícia, em vez de prender os ladrões e zelar pela nossa segurança, fazem de estilistas e analisam o que temos vestido!!! Aqui está uma boa ideia para um episódio do SCI...
A GNR-BT, nos auto-stops, começou por fiscalizar os CD's "piratas" que temos no carro.
Se os CD's não forem originais ou então se não possuímos o original que deu origem à cópia, (é permitido por lei efectuar UMA cópia de segurança), a viatura pode ser apreendida e sujeitamo-nos às respectivas sanções. Retirem urgentemente os CD's piratas do carro, não vá o diabo tecê-las.
Este controlo foi efectuado este fim-de-semana, na A1.
(notas:
1. o email que recebi já por interpostas pessoas datava respectivamente de 27 e 29 de Novembro
2. a pena para o download ilegal é de 3 anos de prisão...mas a maioria dos votantes acharam que a mesma pena era um escândalo para o aborto a pedido até aos 3 anos...)
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quarta-feira, novembro 28, 2007
Bispo do Porto defende presença pública dos crucifixos
Bispo do Porto defende presença pública dos crucifixos
O Bispo do Porto defendeu a presença dos crucifixos "em qualquer espaço adequado, mesmo que público", numa atitude de "cidadania justamente partilhada com crentes e não crentes".
Na homilia da solenidade de Cristo Rei, que a Igreja celebrou no passado Domingo, D. Manuel Clemente sublinhou que "gostamos de ver a Cruz por a reconhecermos como altíssimo sinal de tantas vidas abnegadas ao serviço do próximo".
"No nosso caso português ela, a Cruz de Cristo, foi até o mais alto símbolo do que fizemos de melhor, na descoberta do mundo e na construção duma humanidade comum", acrescentou.
O Bispo admitiu "eventuais contrafacções que se tenham verificado da nossa parte", mas indicou que "foi exactamente o regresso à Cruz e aos sentimentos de Cristo que constantemente nos corrigiu e mais longe nos transportou e transporta, como cidadania amável e solidariedade universal".
Numa mensagem particularmente dirigida aos leigos do Porto, D. Manuel Clemente pediu uma maior colaboração na vida "interna" da Igreja, "para sustentar as comunidades paroquiais, que têm poucos presbíteros e diáconos ao seu serviço".
Esta, disse, é "uma situação que se poderá agravar nos próximos anos, apesar da muita abnegação pastoral de que o nosso clero dá bastas provas".
"Havemos de promover ainda mais e formar persistentemente muitos de vós para os ministérios e serviços que a Igreja vos pode e deve conferir, dentro do que as normas canónicas e pastorais contemplam", indicou ao laicado da Diocese.
D. Manuel Clemente recordou algumas indicações deixadas pelo Papa, durante a recente visita Ad limina dos Bispos portugueses, pedindo avanços "numa corresponsabilidade cada vez maior, ao serviço da comunidade cristã e da sua missão no mundo".
"A urgência da nova evangelização impele-nos a aumentarmos a projecção missionária das nossas comunidades, para levar a cada sector específico da sociedade e da cultura a verdade, a beleza e a bondade divinas que refulgem em Cristo", indicou.
Nacional Octávio Carmo 27/11/2007 16:30 1998 Caracteres 70 Diocese do Porto
O Bispo do Porto defendeu a presença dos crucifixos "em qualquer espaço adequado, mesmo que público", numa atitude de "cidadania justamente partilhada com crentes e não crentes".
Na homilia da solenidade de Cristo Rei, que a Igreja celebrou no passado Domingo, D. Manuel Clemente sublinhou que "gostamos de ver a Cruz por a reconhecermos como altíssimo sinal de tantas vidas abnegadas ao serviço do próximo".
"No nosso caso português ela, a Cruz de Cristo, foi até o mais alto símbolo do que fizemos de melhor, na descoberta do mundo e na construção duma humanidade comum", acrescentou.
O Bispo admitiu "eventuais contrafacções que se tenham verificado da nossa parte", mas indicou que "foi exactamente o regresso à Cruz e aos sentimentos de Cristo que constantemente nos corrigiu e mais longe nos transportou e transporta, como cidadania amável e solidariedade universal".
Numa mensagem particularmente dirigida aos leigos do Porto, D. Manuel Clemente pediu uma maior colaboração na vida "interna" da Igreja, "para sustentar as comunidades paroquiais, que têm poucos presbíteros e diáconos ao seu serviço".
Esta, disse, é "uma situação que se poderá agravar nos próximos anos, apesar da muita abnegação pastoral de que o nosso clero dá bastas provas".
"Havemos de promover ainda mais e formar persistentemente muitos de vós para os ministérios e serviços que a Igreja vos pode e deve conferir, dentro do que as normas canónicas e pastorais contemplam", indicou ao laicado da Diocese.
D. Manuel Clemente recordou algumas indicações deixadas pelo Papa, durante a recente visita Ad limina dos Bispos portugueses, pedindo avanços "numa corresponsabilidade cada vez maior, ao serviço da comunidade cristã e da sua missão no mundo".
"A urgência da nova evangelização impele-nos a aumentarmos a projecção missionária das nossas comunidades, para levar a cada sector específico da sociedade e da cultura a verdade, a beleza e a bondade divinas que refulgem em Cristo", indicou.
Nacional Octávio Carmo 27/11/2007 16:30 1998 Caracteres 70 Diocese do Porto
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Aulas de cristianismo nos liceus: ainda bem que são no Iraque!
Porque se fossem em Portugal teríamos queixa da Associação Laicidade e República pela certa...! :-)
A notícia é esta:
Aulas de cristianismo no ensino público iraquiano
Explica Dom Jacques Ishaq, bispo auxiliar de Nisibi dos Caldeus
TURIM/ROMA, quinta-feira, 22 de novembro de 2007 (ZENIT.org).- Em um recente encontro, o presidente da República Iraquiana, Jalal Talabani, assegurou ao patriarca Caldeu de Bagdá, mar Emmanuel III Delly, que, nas escolas públicas, os estudantes poderão ter aulas de religião cristã, declarou Dom Jacques Ishaq, bispo auxiliar de Nissibi (Iraque).
Dom Ishaq, que é também reitor do Babel College e responsável de Assuntos Culturais do Patriarcado da Babilônia dos Caldeus, fez estas revelações em uma entrevista concedida a Luigia Storti, da Sala da Pastoral para os Imigrantes, da Arquidiocese de Turim, Itália.
O prelado aludiu a que o ensinamento da religião cristã deve ser garantido por lei nas escolas públicas de seu país, nas quais os estudantes cristãos sejam ao menos 25% do total.
«O sistema educativo iraquiano se baseia na valorização centesimal dada pela soma das notas finais em cada disciplina estudada – explicou o bispo auxiliar. Em muitas escolas, o único ensinamento religioso ministrado é o islâmico e, em conseqüência, a falta de uma disciplina e de sua qualificação, para os estudantes cristãos é muito difícil ter notas finais iguais que as de seus companheiros muçulmanos que, ao contrário, têm um exame a mais.»
Revelou que «o presidente Talabani prometeu ao patriarca mar Emmanuel III Delly intervir ante o Ministério da Educação para que também os alunos cristãos pudessem ter exames de religião no fim do c urso – cristã, obviamente –, que lhes permitiriam obter notas finais mais altas».
No artigo, revela-se que antes da queda do regime de Sadam Hussein, a não-admissão de estudantes cristãos pelos diretores escolares, que mantinha a porcentagem sempre abaixo do requerido (25%) estabelecido por um decreto de 1972, podia dever-se à necessidade de não agravar o orçamento escolar com um salário a mais.
Neste sentido, Dom Ishaq disse que «não se pode ignorar que às vezes a exclusão foi ditada mais por motivos 'políticos' que econômicos, e isso apesar do fato de que, durante o regime de Sadam Hussein, foi nomeado pelo Governo um responsável pelo ensino da religião cristã ligado ao Ministério de Educação, e encarregado justamente de supervisionar que se respeitasse o decreto de 1972».
A notícia é esta:
Aulas de cristianismo no ensino público iraquiano
Explica Dom Jacques Ishaq, bispo auxiliar de Nisibi dos Caldeus
TURIM/ROMA, quinta-feira, 22 de novembro de 2007 (ZENIT.org).- Em um recente encontro, o presidente da República Iraquiana, Jalal Talabani, assegurou ao patriarca Caldeu de Bagdá, mar Emmanuel III Delly, que, nas escolas públicas, os estudantes poderão ter aulas de religião cristã, declarou Dom Jacques Ishaq, bispo auxiliar de Nissibi (Iraque).
Dom Ishaq, que é também reitor do Babel College e responsável de Assuntos Culturais do Patriarcado da Babilônia dos Caldeus, fez estas revelações em uma entrevista concedida a Luigia Storti, da Sala da Pastoral para os Imigrantes, da Arquidiocese de Turim, Itália.
O prelado aludiu a que o ensinamento da religião cristã deve ser garantido por lei nas escolas públicas de seu país, nas quais os estudantes cristãos sejam ao menos 25% do total.
«O sistema educativo iraquiano se baseia na valorização centesimal dada pela soma das notas finais em cada disciplina estudada – explicou o bispo auxiliar. Em muitas escolas, o único ensinamento religioso ministrado é o islâmico e, em conseqüência, a falta de uma disciplina e de sua qualificação, para os estudantes cristãos é muito difícil ter notas finais iguais que as de seus companheiros muçulmanos que, ao contrário, têm um exame a mais.»
Revelou que «o presidente Talabani prometeu ao patriarca mar Emmanuel III Delly intervir ante o Ministério da Educação para que também os alunos cristãos pudessem ter exames de religião no fim do c urso – cristã, obviamente –, que lhes permitiriam obter notas finais mais altas».
No artigo, revela-se que antes da queda do regime de Sadam Hussein, a não-admissão de estudantes cristãos pelos diretores escolares, que mantinha a porcentagem sempre abaixo do requerido (25%) estabelecido por um decreto de 1972, podia dever-se à necessidade de não agravar o orçamento escolar com um salário a mais.
Neste sentido, Dom Ishaq disse que «não se pode ignorar que às vezes a exclusão foi ditada mais por motivos 'políticos' que econômicos, e isso apesar do fato de que, durante o regime de Sadam Hussein, foi nomeado pelo Governo um responsável pelo ensino da religião cristã ligado ao Ministério de Educação, e encarregado justamente de supervisionar que se respeitasse o decreto de 1972».
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terça-feira, novembro 27, 2007
D. Carlos Azevedo sobre o Estado laico
D. Carlos Azevedo deixa conselhos ao Estado laico
O secretário e porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa adverte para o facto de o secularismo militante não poder ser a base do Estado.
A mensagem de D. Carlos Azevedo foi deixada no encerramento de um ciclo de conferências organizado pela SEDES, em conjunto com a Universidade Católica Portuguesa.
D. Carlos Azevedo explicou o lugar de um Estado laico na sociedade, lembrando que "Estado laico não significa arreligioso ou anti-religioso".
"O velho laicismo é inadequado no futuro para compreender o contributo positivo da religião na sociedade. O secularismo militante não pode ser a base do Estado, sob pena de, não reconhecendo a pluralidade, fazer de presumida laicidade, o fundamentalismo, igual ao que pretende combater", referiu.
"Para as religiões a laicidade aberta é uma garantia contra as pretensões laicistas de um fundamentalismo aninhado em Democracias liberais e é também uma protecção contra a utilização instrumental da Fé como religião civil, a uso exclusivo do poder dominante", disse ainda.
Mário Soares, por seu lado, sublinhou a importância do diálogo entre as religiões. "A liberdade religiosa é um direito – e não só um direito é qualquer coisa de essencial – e está consagrada na Declaração Universal dos Direitos do Homem. Em Portugal existe uma boa lei de liberdade religiosa e é preciso que essa lei seja cumprida porque isso é a condição da nossa paz social", referiu o actual presidente da Comissão da Liberdade Religiosa.
(Com Rádio Renascença)
Nacional Agência Ecclesia 22/11/2007 12:11 1503 Caracteres 156 Igreja/Estado
O secretário e porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa adverte para o facto de o secularismo militante não poder ser a base do Estado.
A mensagem de D. Carlos Azevedo foi deixada no encerramento de um ciclo de conferências organizado pela SEDES, em conjunto com a Universidade Católica Portuguesa.
D. Carlos Azevedo explicou o lugar de um Estado laico na sociedade, lembrando que "Estado laico não significa arreligioso ou anti-religioso".
"O velho laicismo é inadequado no futuro para compreender o contributo positivo da religião na sociedade. O secularismo militante não pode ser a base do Estado, sob pena de, não reconhecendo a pluralidade, fazer de presumida laicidade, o fundamentalismo, igual ao que pretende combater", referiu.
"Para as religiões a laicidade aberta é uma garantia contra as pretensões laicistas de um fundamentalismo aninhado em Democracias liberais e é também uma protecção contra a utilização instrumental da Fé como religião civil, a uso exclusivo do poder dominante", disse ainda.
Mário Soares, por seu lado, sublinhou a importância do diálogo entre as religiões. "A liberdade religiosa é um direito – e não só um direito é qualquer coisa de essencial – e está consagrada na Declaração Universal dos Direitos do Homem. Em Portugal existe uma boa lei de liberdade religiosa e é preciso que essa lei seja cumprida porque isso é a condição da nossa paz social", referiu o actual presidente da Comissão da Liberdade Religiosa.
(Com Rádio Renascença)
Nacional Agência Ecclesia 22/11/2007 12:11 1503 Caracteres 156 Igreja/Estado
domingo, novembro 25, 2007
Viva a Liberdade! Dois artigos no Público de hoje
Recomendo vivamente os artigos hoje no Público de Vasco Pulido Valente e António Barreto. O primeiro uma explicação de como se perde a liberdade, o segundo uma denúncia da loucura, insanidade, disparate estapafurdio, da mentalidade e acção da ASAE, uma autêntica PIDE dos tempos modernos (pior em cegueira a ASAE do que a PIDE, bem entendido).
Diz Vasco Pulido Valente:
"Vivemos sobre um despotismo 'iluminado' que não aceita a irregularidade, a dissidência, o direito de cada um à sua própria vida e ao uso irrestrito da sua própria cabeça."
Fica no entanto um problema: como se pára a ASAE?
Nota para quem pensa que estou a exagerar: vão ao site da ASAE: http://www.asae.pt/ e vejam o que lá está (é o "Admirável Mundo Novo" do Aldous Huxley que ali se anuncia). Só para amostra: nota da ASAE sobre a utilização de CD's não originais em VIATURAS PARTICULARES!!!!!
Diz Vasco Pulido Valente:
"Vivemos sobre um despotismo 'iluminado' que não aceita a irregularidade, a dissidência, o direito de cada um à sua própria vida e ao uso irrestrito da sua própria cabeça."
Fica no entanto um problema: como se pára a ASAE?
Nota para quem pensa que estou a exagerar: vão ao site da ASAE: http://www.asae.pt/ e vejam o que lá está (é o "Admirável Mundo Novo" do Aldous Huxley que ali se anuncia). Só para amostra: nota da ASAE sobre a utilização de CD's não originais em VIATURAS PARTICULARES!!!!!
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sexta-feira, novembro 23, 2007
The Doors: grande música!
Passeando entre Blogs detenho-me no Cachimbo de Magritte onde escrevem alguns bons amigos. Coluna da direita e que encontro: o Glória Fácil onde costumava pontificar a Fernanda Câncio de nossa estimação.
Uma espreitadela e que encontro: os grandes Doors num post intitulado Verão de S. Martinho!
São pequenas coisas humanas que nos reconciliam até com os adversários mais ferrenhos! :-)
Uma espreitadela e que encontro: os grandes Doors num post intitulado Verão de S. Martinho!
São pequenas coisas humanas que nos reconciliam até com os adversários mais ferrenhos! :-)
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quinta-feira, novembro 22, 2007
Homossexuais nas famílias de acolhimento?
Da entrevista no Público de Idália Moniz ("Ser família de acolhimento é um acto de generosidade"), Secretária de Estado adjunta e da Reabilitação, no passado dia 12 de Novembro: "Pergunta: Casais homossexuais poderão candidatar-se a esta figura [famílias de acolhimento]?
Resposta: O que esta lei é: [pode candidatar-se] uma família que resulta de um contrato de casamento, uma pessoa singular, ou duas pessoas em união de facto ou em economia comum"!!
Pobres crianças...mas também que desnorteamento humano e político! E que pobreza de tantos que no PS tinham obrigação de estar mais atentos...
Resposta: O que esta lei é: [pode candidatar-se] uma família que resulta de um contrato de casamento, uma pessoa singular, ou duas pessoas em união de facto ou em economia comum"!!
Pobres crianças...mas também que desnorteamento humano e político! E que pobreza de tantos que no PS tinham obrigação de estar mais atentos...
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terça-feira, novembro 20, 2007
Procriação artificial: a terra movediça onde nascem todas as loucuras
Vou confessar uma fraqueza: das coisas que mais me irrita nas discussões de questões de civilização são os "moderados" de serviço que quando argumentamos com os caminhos perigosos e as portas desconhecidas de algumas decisões políticas (como na procriação artificial) do alto do seu desdêm, vivendo de uma tranquila ignorância (regra geral nós sabemos mais do que eles e por isso nos metemos nas "guerras" em que nos metemos...) e da descontracção que nasce da inevitabilidade (a seus olhos) da mentalidade dominante, nos respondem: "que exagero! Vocês lembram-se de cada coisa! As pessoas têm bom senso, a lei [qualquer uma, a que estiver em discussão na altura] vem precisamente estabelecer o que se pode ou não fazer para que não haja derrapagens, é uma lei moderada, etc."...
Não é preciso muito tempo (sempre!) para que a realidade nos venha dar razão! Se não acreditam pensem nas 140 mil pílulas do dia seguinte POR ANO ou no exemplo abaixo (atentem no que digo: em Portugal também acontecerá...).
Nota: sublinhei a negrito as palavras mágicas que vendem as aberrações:
Reino Unido planeia lei para criar bebés com duas mães
19.11.2007, Clara Barata no Público
O Governo britânico prepara-se para apresentar hoje a discussão no Parlamento uma nova lei que permitirá usar técnicas de clonagem para criar embriões que terão duas mães, em termos genéticos. O objectivo é tratar a infertilidade de mulheres que sofrem de anomalias nas mitocôndrias dos óvulos, o que as impede de ter filhos. Mas o assunto envolve polémica.
A ideia é criar óvulos híbridos: o núcleo da célula da mulher que quer ser mãe seria transferido para um óvulo de uma dadora, previamente esvaziado do seu núcleo (onde se encontra a esmagadora maioria do ADN). As mitocôndrias são estruturas que existem fora do núcleo, com muito pouco material genético, mas que são consideradas as baterias da célula - se não funcionarem bem, podem dar origem a muitas doenças.
Esse óvulo híbrido seria depois fundido com um espermatozóide, usando técnicas comuns de fertilização assistida. O bebé que vier a nascer teria metade dos genes do pai e metade dos genes da mãe, como todos bebés - embora as suas mitocôndrias fossem diferentes das da sua mãe, que funcionavam mal.O ADN das mitocôndrias é muito pouco: 16.500 pares de bases químicas (identificadas pelas letras A, C, T e G) que formam a molécula de ADN, enquanto o património genético do núcleo das células é composto por 3000 milhões de pares de bases.
Grupos de pressão cristãos e ligados à bioética estão já a preparar-se para contestar esta lei, dizia ontem o jornal The Independent.
A ideia é usar técnicas de clonagem para criar embriões que têm uma pequena parcela de ADN de uma terceira pessoa
Não é preciso muito tempo (sempre!) para que a realidade nos venha dar razão! Se não acreditam pensem nas 140 mil pílulas do dia seguinte POR ANO ou no exemplo abaixo (atentem no que digo: em Portugal também acontecerá...).
Nota: sublinhei a negrito as palavras mágicas que vendem as aberrações:
Reino Unido planeia lei para criar bebés com duas mães
19.11.2007, Clara Barata no Público
O Governo britânico prepara-se para apresentar hoje a discussão no Parlamento uma nova lei que permitirá usar técnicas de clonagem para criar embriões que terão duas mães, em termos genéticos. O objectivo é tratar a infertilidade de mulheres que sofrem de anomalias nas mitocôndrias dos óvulos, o que as impede de ter filhos. Mas o assunto envolve polémica.
A ideia é criar óvulos híbridos: o núcleo da célula da mulher que quer ser mãe seria transferido para um óvulo de uma dadora, previamente esvaziado do seu núcleo (onde se encontra a esmagadora maioria do ADN). As mitocôndrias são estruturas que existem fora do núcleo, com muito pouco material genético, mas que são consideradas as baterias da célula - se não funcionarem bem, podem dar origem a muitas doenças.
Esse óvulo híbrido seria depois fundido com um espermatozóide, usando técnicas comuns de fertilização assistida. O bebé que vier a nascer teria metade dos genes do pai e metade dos genes da mãe, como todos bebés - embora as suas mitocôndrias fossem diferentes das da sua mãe, que funcionavam mal.O ADN das mitocôndrias é muito pouco: 16.500 pares de bases químicas (identificadas pelas letras A, C, T e G) que formam a molécula de ADN, enquanto o património genético do núcleo das células é composto por 3000 milhões de pares de bases.
Grupos de pressão cristãos e ligados à bioética estão já a preparar-se para contestar esta lei, dizia ontem o jornal The Independent.
A ideia é usar técnicas de clonagem para criar embriões que têm uma pequena parcela de ADN de uma terceira pessoa
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TGV: travar para pensar
Recebi este email que me deixou a pensar (não percebi quem era o autor...)...:
Há uns meses optei por ir de Copenhaga a Estocolmo de comboio. Comprado o bilhete, dei comigo num comboio que só se diferenciava dos nossos Alfa por ser menos luxuoso e dotado de menos serviços de apoio aos passageiros.
A viagem, através de florestas geladas e planícies brancas a perder de vista, demorou cerca de cinco horas.
Não fora ser crítico do projecto TGV e conhecer a realidade económica e social desses países, daria comigo a pensar que os nórdicos, emblemas únicos dos superavites orçamentais, seriam mesmo uns tontos. Se não os conhecesse bem perguntaria onde gastam eles os abundantes recursos resultantes da substantiva criação de riqueza.
A resposta está na excelência das suas escolas, na qualidade do seu Ensino Superior, nos seus museus e escolas de arte, nas creches e jardins-de-infância em cada esquina, nas políticas pró-activas de apoio à terceira idade. Percebe-se bem porque não construíram estádios de futebol desnecessários, porque não constroem aeroportos em cima de pântanos nem optam por ter comboios supersónicos que só agradam a meia dúzia de multinacionais.
O TGV é um transporte adaptado a países de dimensão continental, extensos, onde o comboio rápido é, numa perspectiva de tempo de viagem/custo por passageiro, competitivo com o transporte aéreo.
É por isso, para além da já referida pressão de certos grupos que fornecem essas tecnologias, que existe TGV em França ou Espanha (com pequenas extensões a países vizinhos). É por razões de sensatez que não o encontramos na Noruega, na Suécia, na Holanda e em muitos outros países ricos. Tirar 20 ou 30 minutos ao Lisboa-Porto à custa de um investimento de cerca de 7,5 mil milhões de euros não terá qualquer repercussão na economia do País.
Para além de que, dado hoje ser um projecto praticamente não financiado pela União Europeia, ser um presente envenenado para várias gerações de portugueses que, com mais ou menos engenharia financeira, o vão ter de pagar.
Com 7,5 mil milhões de euros pode construir-se mil escolas Básicas e Secundárias de primeiríssimo mundo que substituam as mais de cinco mil obsoletas e subdimensionadas (a 2,5 milhões de euros cada uma), mais mil creches inexistentes (a 1 milhão de euros cada uma), mais mil centros de dia para os nossos idosos (a 1 milhão de euros cada um).
Ainda sobrariam cerca de 3,5 mil milhões de euros para aplicar em muitas outras carências, como a urgente reabilitação de toda a degradada rede viária secundária.
CABE ao Governo REFLECTIR.
CABE à Oposição CONTRAPOR.
CABE AOS CIDADÃOS MANIFESTAREM-SE!!!
Há uns meses optei por ir de Copenhaga a Estocolmo de comboio. Comprado o bilhete, dei comigo num comboio que só se diferenciava dos nossos Alfa por ser menos luxuoso e dotado de menos serviços de apoio aos passageiros.
A viagem, através de florestas geladas e planícies brancas a perder de vista, demorou cerca de cinco horas.
Não fora ser crítico do projecto TGV e conhecer a realidade económica e social desses países, daria comigo a pensar que os nórdicos, emblemas únicos dos superavites orçamentais, seriam mesmo uns tontos. Se não os conhecesse bem perguntaria onde gastam eles os abundantes recursos resultantes da substantiva criação de riqueza.
A resposta está na excelência das suas escolas, na qualidade do seu Ensino Superior, nos seus museus e escolas de arte, nas creches e jardins-de-infância em cada esquina, nas políticas pró-activas de apoio à terceira idade. Percebe-se bem porque não construíram estádios de futebol desnecessários, porque não constroem aeroportos em cima de pântanos nem optam por ter comboios supersónicos que só agradam a meia dúzia de multinacionais.
O TGV é um transporte adaptado a países de dimensão continental, extensos, onde o comboio rápido é, numa perspectiva de tempo de viagem/custo por passageiro, competitivo com o transporte aéreo.
É por isso, para além da já referida pressão de certos grupos que fornecem essas tecnologias, que existe TGV em França ou Espanha (com pequenas extensões a países vizinhos). É por razões de sensatez que não o encontramos na Noruega, na Suécia, na Holanda e em muitos outros países ricos. Tirar 20 ou 30 minutos ao Lisboa-Porto à custa de um investimento de cerca de 7,5 mil milhões de euros não terá qualquer repercussão na economia do País.
Para além de que, dado hoje ser um projecto praticamente não financiado pela União Europeia, ser um presente envenenado para várias gerações de portugueses que, com mais ou menos engenharia financeira, o vão ter de pagar.
Com 7,5 mil milhões de euros pode construir-se mil escolas Básicas e Secundárias de primeiríssimo mundo que substituam as mais de cinco mil obsoletas e subdimensionadas (a 2,5 milhões de euros cada uma), mais mil creches inexistentes (a 1 milhão de euros cada uma), mais mil centros de dia para os nossos idosos (a 1 milhão de euros cada um).
Ainda sobrariam cerca de 3,5 mil milhões de euros para aplicar em muitas outras carências, como a urgente reabilitação de toda a degradada rede viária secundária.
CABE ao Governo REFLECTIR.
CABE à Oposição CONTRAPOR.
CABE AOS CIDADÃOS MANIFESTAREM-SE!!!
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segunda-feira, novembro 19, 2007
Parlamento Europeu defende liberdade religiosa (uma importante iniciativa de Mario Mauro)
Libertad religiosaUnión Europea aprueba resolución que condena persecución de cristianos en el mundo
ESTRASBURGO, 17 Nov. 07 / 04:32 pm (ACI).- La Unión Europea aprobó ayer la resolución "Serios episodios que ponen en peligro la existencia de las comunidades cristianas y de otras comunidades religiosas", en la que se condena la persecución, en algunas partes del mundo, de quienes creen en Cristo.
Según informa la agencia italiana SIR, Mario Mauro, presentador de la iniciativa y vicepresidente del Parlamento Europeo, indicó que "la libertad religiosa es la prueba de fuego respecto a las otras libertades y derechos, y la persecución de los cristianos en todo el mundo es uno de los desafíos más grandes contra la dignidad del hombre".
El texto, que contó con el apoyo del Partido Socialista, el Partido Liberal Demócrata, el UEN. Independencia y Democracia, el GUE; condena todos los hechos de violencia contra las comunidades cristianas especialmente en África y Asia ; y pide a los países involucrados "proporcionar las garantías necesarias para la libertad religiosa y seguridad de las comunidades cristianas".
Además de mencionar algunos casos de persecución a los cristianos en Pakistán, Gaza, Turquía, China, Vietnam, Sudán, Irak y Siria, el documento "deplora el secuestro del Padre Giancarlo Bossi en Filipinas, condena firmemente el asesinato del periodista Hrant Dink y del sacerdote católico Andrea Santoro en Turquía; así como también destaca los problemas de libertad de expresión en China y remarcan las represiones en Vietnam.
"Gracias a la votación de hoy –que tuvo solo dos pronunciamientos en contra y una abstención– la Comisión Europea tendrá que tomar medidas para el desarrollo y planeamiento para que la cooperación y ayuda sean entregadas a condición de que se respete el principio del respeto a la verdadera libertad religiosa", dijo Mauro.
Finalmente, la resolución también expresa que "la importancia del diálogo entre religiones para promover la paz y el entendimiento entre las personas" y llama a los líderes religiosos a luchar "contra los extremismos y promover el respeto mutuo", finalize Mario Mauro.
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Ainda o Papa e os Bispos portugueses: entrevista Bispo de Setúbal
Entrevista ao Bispo de Setúbal, a propósito da visita «ad limina» que decorreu há poucos dias.
D. Gilberto afirma que se tratou de um encontro que confirma na fé em Nosso Senhor Jesus Cristo, na comunhão da Igreja e no desejo de dar testemunho do Senhor. Destaca a experiência de comunhão e de universalidade vivida durante aqueles dias, acolhendo os desafios da esperança e da caridade de Papa Bento XVI.
Entrevista a Dom Gilberto Reis, Bispo de Setúbal, a propósito da visita «ad limina» que ocorreu entre o dia 3 a 12 de Novembro em Roma.
Portal Diocesano: A última visita «ad limina» foi há oito anos e na altura o Dom Gilberto era bispo de Setúbal há um ano. Como foi esta visita, comparativamente, e como tem sido daí para cá?
D.Gilberto: A visita «ad limina» é sempre com Pedro – seja no rosto de João Paulo II ou de Bento XVI. Encontro que confirma na fé em Nosso Senhor Jesus Cristo, na comunhão da Igreja e no desejo de dar testemunho do Senhor. Nestes últimos anos, a Igreja de Setúbal continuou a crescer de muitas formas. Registo o empenho na formação dos leigos e dos formadores e o empenho no cuidado do Seminário e das vocações. A par disso gostaria de sublinhar o investimento feito no aprofundamento feito na palavra de Deus e da Eucaristia com os dois triénios dedicados a estes temas.
Portal Diocesano: Passou pelas várias congregações, o que reteve de essencial?
D.Gilberto: O mais relevante foi a experiência de universalidade da Igreja, da variedade dos órgãos da Cúria Romana e da riqueza do corpo eclesial de Cristo: um corpo tão grande e tão belo que nunca se esgota em nenhuma expressão e em nenhum órgão.
Portal Diocesano: Na mensagem aos Bispos portugueses, o Papa fala “da participação comunitária e nas formas de integração”. Como será na Diocese de Setúbal?
D.Gilberto: O Santo Padre insiste naquilo que é central no Vaticano II: a Igreja, mistério de comunhão com Deus e dos homens entre si. Na nossa Diocese não é diferente das outras dioceses. Muito se tem feito nestes 32 anos de vida, como Diocese, mas há um longo trabalho a realizar sobretudo na mudança de mentalidades. É fácil criar estruturas de comunhão, mas se falta a mentalidade de comunhão, pouco se alcança. Vamos continuar a encontrar meios que nos façam crescer em Igreja-comunhão. Nesse sentido, peço a todos que nos deixemos interpelar pelo desafio do Santo Padre e manifesto muita confiança em todos, nomeadamente no clero e em todos os leigos.
Portal Diocesano: O Papa Bento XVI lembra igualmente que é “preciso mudar o estilo de organização da comunidade eclesial portuguesa […] sendo estabelecida bem a função do clero e laicado, na corresponsabilidade”. O que lhe apraz dizer?
D.Gilberto: Na resposta anterior já deixei elementos que respondem a esta pergunta. Agradeço ao Santo Padre este desafio. Quanto mais conseguirmos que as nossas comunidades sejam lugar, escola e experiência de comunhão, em que todos ajudam e são ajudados a crescer na fé, na esperança e na caridade, tanto mais daremos testemunho de Jesus. Como é belo encontrar uma comunidade em que o padre, pelo seu ministério, ajuda cada um dos fiéis da sua paróquia a descobrir o seu caminho próprio e a desenvolvê-lo, a pô-lo ao serviço do bem comum, de forma orgânica e harmónica. Como é belo e urgente alcançar isto.
Portal Diocesano: “A primeira missão da Igreja é falar de Deus”, afirmou o Sumo Pontífice. Como se fala de Deus na Diocese de Setúbal?
D.Gilberto: Fala-se de Deus, ou melhor, anuncia-se Deus Amor:
a) pelo cuidado dos pobres, dos doentes, dos marginais, dos jovens que têm fome e sede de sentido;
b) pela palavra esclarecida e oportuna, palavra dita de muitas formas;
c) pela oração;
d) pelo testemunho de vida pessoal e comunitária que mostra que, quando Deus é acolhido, é fonte de alegria, de paz, de vida;
Todas estas palavras se completam, mas se falta o testemunho do amor, nada feito. A este propósito, dou graças a Deus por tantos e tão belos testemunhos do amor de Deus que vou encontrando pela diocese inteira.
Portal Diocesano: Qual a mensagem do Bispo para a Diocese depois desta visita? Que desafios deixa esta visita?
D.Gilberto: O desafio da esperança: esperança porque na diocese, como o Santo Padre disse, há muitos sinais de esperança. Esperança, antes de mais, porque Jesus, que nos enviou e colocou aqui, está connosco, é o Ressuscitado e vencedor da morte. Depois, o desafio da caridade: tudo em nós e nas comunidades e serviços exprima, eduque e leve à caridade com que Deus nos santificou no baptismo. Sem este amor de Deus e de uns para com os outros, não amaremos Deus nem nos realizaremos como Igreja e como pessoas. Por fim, o desafio mais concreto, mas difícil, de sermos fiéis e Igreja que escuta, medita, ensina, celebra, vive e testemunha a palavra de Deus.
Se não escutarmos a palavra de Jesus, nos muitos sinais da Sua linguagem, no sermos Igreja, não chegaremos à eucaristia, não seremos luz e fermento, não descobriremos o mistério da vocação de especial consagração, nomeadamente a vocação sacerdotal.
Ajudemo-nos uns aos outros a ser discípulos de Jesus para sermos suas testemunhas e apóstolos.
Setúbal, 16 de Novembro de 2005
Pe. Marco Luis
Foi um encontro cordial que D. Gilberto Reis, Bispo de Setúbal teve com o Papa Bento XVI. Encontro individual que se realizou na sexta-feira, dia 9 de Novembro à tarde.O Sumo Pontífice olha para a Diocese de Setúbal com esperança.
D. Gilberto afirma que «o Papa estava dentro das grandes linhas da diocese, certamente através da leitura do relatório que foi enviado, como preparação da visita. O Santo Padre foi perguntando por varias situações humanas e eclesiais da nossa diocese, fundamentalmente. Também lhe disse que rezamos por ele e perguntei-lhe se podia dizer à diocese que dava bênção especial para a diocese e em particular para o clero, jovens, irmãs contemplativas. Ele disse que sim.»
Quanto ao que se tem feito na Diocese de Setúbal «gostou de ouvir falar do triénio dedicado à Eucaristia e do triénio da Sagrada Escritura, que ainda estamos a viver.»
O Bispo de Setúbal falou ao Papa Bento XVI da baixa percentagem da prática dominical em Setúbal, que ele aliás já sabia. Igualmente referiu as várias iniciativas da diocese, «ao que ele disse que eram sinais de esperança muito bonitos, que nos fazem pensar no futuro com muita esperança.»
D. Gilberto, na alegria que as fotografias do encontro bem revelam, falou ao Papa de várias realidades eclesiais: «Disse-lhe que temos bons catequistas, falei-lhe do empenho na sua formação, concretamente este ano e no ano passado, igualmente do empenho na pastoral das vocações, referindo a dificuldade de apresentar Cristo neste mundo com cultura própria, com dificuldades em acolher o Evangelho» ao que Bento XVI respondeu «que há que continuar a anunciar Cristo e ter esperança.»
D. Gilberto afirma que se tratou de um encontro que confirma na fé em Nosso Senhor Jesus Cristo, na comunhão da Igreja e no desejo de dar testemunho do Senhor. Destaca a experiência de comunhão e de universalidade vivida durante aqueles dias, acolhendo os desafios da esperança e da caridade de Papa Bento XVI.
Entrevista a Dom Gilberto Reis, Bispo de Setúbal, a propósito da visita «ad limina» que ocorreu entre o dia 3 a 12 de Novembro em Roma.
Portal Diocesano: A última visita «ad limina» foi há oito anos e na altura o Dom Gilberto era bispo de Setúbal há um ano. Como foi esta visita, comparativamente, e como tem sido daí para cá?
D.Gilberto: A visita «ad limina» é sempre com Pedro – seja no rosto de João Paulo II ou de Bento XVI. Encontro que confirma na fé em Nosso Senhor Jesus Cristo, na comunhão da Igreja e no desejo de dar testemunho do Senhor. Nestes últimos anos, a Igreja de Setúbal continuou a crescer de muitas formas. Registo o empenho na formação dos leigos e dos formadores e o empenho no cuidado do Seminário e das vocações. A par disso gostaria de sublinhar o investimento feito no aprofundamento feito na palavra de Deus e da Eucaristia com os dois triénios dedicados a estes temas.
Portal Diocesano: Passou pelas várias congregações, o que reteve de essencial?
D.Gilberto: O mais relevante foi a experiência de universalidade da Igreja, da variedade dos órgãos da Cúria Romana e da riqueza do corpo eclesial de Cristo: um corpo tão grande e tão belo que nunca se esgota em nenhuma expressão e em nenhum órgão.
Portal Diocesano: Na mensagem aos Bispos portugueses, o Papa fala “da participação comunitária e nas formas de integração”. Como será na Diocese de Setúbal?
D.Gilberto: O Santo Padre insiste naquilo que é central no Vaticano II: a Igreja, mistério de comunhão com Deus e dos homens entre si. Na nossa Diocese não é diferente das outras dioceses. Muito se tem feito nestes 32 anos de vida, como Diocese, mas há um longo trabalho a realizar sobretudo na mudança de mentalidades. É fácil criar estruturas de comunhão, mas se falta a mentalidade de comunhão, pouco se alcança. Vamos continuar a encontrar meios que nos façam crescer em Igreja-comunhão. Nesse sentido, peço a todos que nos deixemos interpelar pelo desafio do Santo Padre e manifesto muita confiança em todos, nomeadamente no clero e em todos os leigos.
Portal Diocesano: O Papa Bento XVI lembra igualmente que é “preciso mudar o estilo de organização da comunidade eclesial portuguesa […] sendo estabelecida bem a função do clero e laicado, na corresponsabilidade”. O que lhe apraz dizer?
D.Gilberto: Na resposta anterior já deixei elementos que respondem a esta pergunta. Agradeço ao Santo Padre este desafio. Quanto mais conseguirmos que as nossas comunidades sejam lugar, escola e experiência de comunhão, em que todos ajudam e são ajudados a crescer na fé, na esperança e na caridade, tanto mais daremos testemunho de Jesus. Como é belo encontrar uma comunidade em que o padre, pelo seu ministério, ajuda cada um dos fiéis da sua paróquia a descobrir o seu caminho próprio e a desenvolvê-lo, a pô-lo ao serviço do bem comum, de forma orgânica e harmónica. Como é belo e urgente alcançar isto.
Portal Diocesano: “A primeira missão da Igreja é falar de Deus”, afirmou o Sumo Pontífice. Como se fala de Deus na Diocese de Setúbal?
D.Gilberto: Fala-se de Deus, ou melhor, anuncia-se Deus Amor:
a) pelo cuidado dos pobres, dos doentes, dos marginais, dos jovens que têm fome e sede de sentido;
b) pela palavra esclarecida e oportuna, palavra dita de muitas formas;
c) pela oração;
d) pelo testemunho de vida pessoal e comunitária que mostra que, quando Deus é acolhido, é fonte de alegria, de paz, de vida;
Todas estas palavras se completam, mas se falta o testemunho do amor, nada feito. A este propósito, dou graças a Deus por tantos e tão belos testemunhos do amor de Deus que vou encontrando pela diocese inteira.
Portal Diocesano: Qual a mensagem do Bispo para a Diocese depois desta visita? Que desafios deixa esta visita?
D.Gilberto: O desafio da esperança: esperança porque na diocese, como o Santo Padre disse, há muitos sinais de esperança. Esperança, antes de mais, porque Jesus, que nos enviou e colocou aqui, está connosco, é o Ressuscitado e vencedor da morte. Depois, o desafio da caridade: tudo em nós e nas comunidades e serviços exprima, eduque e leve à caridade com que Deus nos santificou no baptismo. Sem este amor de Deus e de uns para com os outros, não amaremos Deus nem nos realizaremos como Igreja e como pessoas. Por fim, o desafio mais concreto, mas difícil, de sermos fiéis e Igreja que escuta, medita, ensina, celebra, vive e testemunha a palavra de Deus.
Se não escutarmos a palavra de Jesus, nos muitos sinais da Sua linguagem, no sermos Igreja, não chegaremos à eucaristia, não seremos luz e fermento, não descobriremos o mistério da vocação de especial consagração, nomeadamente a vocação sacerdotal.
Ajudemo-nos uns aos outros a ser discípulos de Jesus para sermos suas testemunhas e apóstolos.
Setúbal, 16 de Novembro de 2005
Pe. Marco Luis
Foi um encontro cordial que D. Gilberto Reis, Bispo de Setúbal teve com o Papa Bento XVI. Encontro individual que se realizou na sexta-feira, dia 9 de Novembro à tarde.O Sumo Pontífice olha para a Diocese de Setúbal com esperança.
D. Gilberto afirma que «o Papa estava dentro das grandes linhas da diocese, certamente através da leitura do relatório que foi enviado, como preparação da visita. O Santo Padre foi perguntando por varias situações humanas e eclesiais da nossa diocese, fundamentalmente. Também lhe disse que rezamos por ele e perguntei-lhe se podia dizer à diocese que dava bênção especial para a diocese e em particular para o clero, jovens, irmãs contemplativas. Ele disse que sim.»
Quanto ao que se tem feito na Diocese de Setúbal «gostou de ouvir falar do triénio dedicado à Eucaristia e do triénio da Sagrada Escritura, que ainda estamos a viver.»
O Bispo de Setúbal falou ao Papa Bento XVI da baixa percentagem da prática dominical em Setúbal, que ele aliás já sabia. Igualmente referiu as várias iniciativas da diocese, «ao que ele disse que eram sinais de esperança muito bonitos, que nos fazem pensar no futuro com muita esperança.»
D. Gilberto, na alegria que as fotografias do encontro bem revelam, falou ao Papa de várias realidades eclesiais: «Disse-lhe que temos bons catequistas, falei-lhe do empenho na sua formação, concretamente este ano e no ano passado, igualmente do empenho na pastoral das vocações, referindo a dificuldade de apresentar Cristo neste mundo com cultura própria, com dificuldades em acolher o Evangelho» ao que Bento XVI respondeu «que há que continuar a anunciar Cristo e ter esperança.»
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