domingo, fevereiro 17, 2008

Pela moratória universal do aborto: grande Berlusconi!

Para quem nunca percebeu porque tantos empenhados católicos têm estado com Berlusconi, eis aqui uma "explicação". Não se trata, para nós católicos, de que os políticos sejam perfeitos, moralmente intocáveis ou ideológicamente identificados a 100%. Uma intuição de verdade, mesmo se com limites, e tanto basta! ;-) Que pena não me poder fazer cidadão italiano e votar nele nas próximas eleições! lol.


Itália: Berlusconi começa campanha eleitoral contra o aborto
In http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=318345

O chefe da direita italiana Silvio Berlusconi introduziu terça-feira o tema ultra-sensível do aborto logo no início da campanha eleitoral, apoiando uma moratória universal e defendendo a ideia do reconhecimento do direito à vida «desde a sua concepção».
Berlusconi disse ao semanário Tempi que as Nações Unidas deviam reconhecer como direito humano o direito à vida desde a «concepção até à morte natural», usando a mesma terminologia que o Vaticano para expressar a sua oposição ao aborto.
Algumas horas depois Berlusconi suavizou as suas declarações defendendo que este assunto devia «ficar fora» da campanha eleitoral».
«Penso que o reconhecimento do direito à vida desde a sua concepção até à morte natural poderia ser um princípio da ONU, como para a moratória sobre a pena de morte adoptada depois de um longo e difícil debate», declarara Berlusconi citado hoje de manhã pelos jornais que retomavam uma breve declaração feita pelo candidato a um suplemento cultural do Tempi.
Nessa declaração afirmava: «Sobre este assunto, a regra da nossa coligação política é a liberdade de consciência».
Os media deram uma ampla cobertura a esta declaração vendo nela o começo da caça aos votos dos católicos para as eleições legislativas antecipadas de 13 e 14 de Abril.
A ideia de uma moratória sobre o aborto, a exemplo da que existe para a pena de morte apoiada por uma resolução recente da ONU, foi lançada em Itália pelo jornalista de direita Giuliano Ferrara e bem recebida pelo episcopado.
Todavia, hoje, durante a gravação da emissão televisiva «Porta a porta», Silvio Berlusconi relativizou as suas declarações afirmando que o aborto era um tema que «devia ficar fora desta campanha eleitoral» e que esta questão «não devia regressar à arena política».
O aborto é autorizado em Itália desde 1978 mas a Igreja católica continua a usar a sua influência na classe política e nos meios médicos para relançar o debate sobre as condições de aplicação da lei.
A senadora Paola Binetti, que pertence ao partido democrata de Walter Veltroni (esquerda) e membro da Opus Dei, saudou hoje no Corriere della Sera a tomada de posição de Silvio Berlusconi. «Ele disse ao mundo católico que não deve ter medo dele e que a vida não sofrerá agressões por parte do seu partido».
Em contrapartida, uma outra personalidade de esquerda, a dirigente radical Emma Bonino, qualificara sexta-feira no semanário Espresso a campanha para uma moratória sobre o aborto «como um circo político» cujo «único objectivo é fazer uma cruzada ideológica para impor a divisão, particularmente no centro-esquerda».
Diário Digital / Lusa
13-02-2008 0:25:00

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

Aborto: legal, seguro e raro?

O nosso objectivo é manter o aborto legal, seguro e por isso raro” (Paula Teixeira da Cruz no JN de 1 de Fevereiro de 2007).
Legal ?: o aborto começou a ser realizado em estabelecimentos públicos antes da regulamentação (vide em 2007: DN de 22/6, 10 ou 11/7 e 18/10 e Sábado de 12/7), o aborto clandestino continua (“Clinica Porto faz aborto apos 10 semanas”, DN 1/12, continuação da clandestinidade referida no DN 28/11 e até por um dos porta-vozes do Sim, Duarte Vilar, “Recurso a aborto ilegal continua”, DN 22/10, etc.), o “legal” é feito fora da lei (“Sofia fez um aborto sem os 3 dias de reflexão”, Público de 4/11), etc.
A lei continua além disso pendente de apreciação da constitucionalidade desde os primeiros dias de Julho (há 7 meses…!?).
Seguro ?: no consentimento informado a informação em posse dos profissionais de saúde está ultrapassada e desactualizada (vide post anterior)
Raro ?: há 1.000 por mês, 33 por dia, mais de 1 por hora. 12% dos nascimentos! Imaginem que ouviam ou liam isto sobre um qualquer país do terceiro mundo: que escândalo, que mortandade!
Então, senhores e senhoras do Sim?

Notas sobre números aborto e consentimento informado

1. Números oficiais da Direcção Geral de Saúde entregues em mão pela mesma ao grupo dos Juntos pela Vida no decurso de uma reunião na passada Sexta. Notas: a apreciação da DGS sobre os números é positiva porque comparam os 6 mil abortos legais de 6 meses com as expectativas que tinham seja em quantidade seja em quem o iria fazer (descobriram agora que os números estavam inflacionados pela propaganda do SIM e surpresa! que só ½ % são de adolescentes…)
Outras: 1/3 dos abortos é no privado e enquanto no público predomina o medicamentoso, no privado impera (90 e tal %) o cirúrgico (mais rendoso…).

2. Resultado prático da reunião da Associação Juntos pela Vida com a DGS: tornou-se patente ao país e eles não conseguiram responder nem mais tarde na TSF que o consentimento informado proposto às mulheres que vão abortar se baseia em literatura cientifica velha de 10 a 20 anos e que posteriormente já foram editados à volta de 500 estudos sobre os riscos para a saúde física e psíquica da mulher do aborto legal (não apenas do ilegal ao qual não me refiro aqui)! Mais informações sobre isto: no You Tube, o histórico em http://www.lisbonmedicalconference.net/PT/contacto.htm e, sobretudo, no site das Mulheres em Acção.

No aniversário do referendo do aborto: um balanço e uma convicção

Dias cheios estes de assinalar o 11 de Fevereiro! Reunião dos Juntos pela Vida com a Direcção Geral da Saúde na passada sexta, sessão muito concorrida na Associação Comercial de Lisboa no Sábado de manhã (100 pessoas!) e acção "gráfica" dos Juntos pela Vida no Marquês de Pombal (colocação de 1.500 cruzes nos jardins e uma faixa a dizer "Resultado do Sim no referendo: o Crime está na lei!" ;-)
Impressionante o silêncio que a comunicação social fez sobre as nossas acções...! Uma ditadura do pensamento único com a cumplicidade dos media sob os mais variados pretextos (desta vez que "o Sim não fez nada, não podemos mostrar o Não..."!). Mas connosco é sempre assim e já estamos habituados. A nossa rede continua a crescer, está sólida e quando "eles" menos esperam caímos-lhe em cima como aconteceu com os 14 grupos cívicos no referendo. lol!
Um balanço pessoal (o político vai em post seguinte)? Este diálogo retoma-o muito expressivamente:

“Sam: “As personagens dessas histórias…tinham uma série de hipóteses de voltar para trás, mas não o faziam. Eles continuavam…porque estavam agarrados a uma coisa.”
Frodo: “A que é que eles se agarravam, Sam?”
Sam: “A que existe algum bem e muito de bom neste mundo, Senhor Frodo. E que vale a pena lutar por isso”

(do guião do filme “O Senhor dos Anéis”)

quinta-feira, janeiro 17, 2008

A ASAE prendeu o Cardeal Patriarca!

[para já esta notícia é falsa, mas pelo caminho que as coisas vão...?]

É a notícia do dia, a ASAE decidiu inspeccionar uma missa na Sé de Lisboa para inspeccionar as condições de higiene dos recipientes onde é guardado o vinho e as hóstias usadas na celebração. Depois de sugerir ao cardeal que se assegurasse que as hóstias têm um autocolante a informar a composição e se contêm transgénicos e que o vinho deveria ser guardado em garrafas devidamente seladas, os inspectores da ASAE acabaram por prender o cardeal já depois da missa, depois de terem reparado que D. José Policarpo não procedia à higienização do seu anel após cada beijo de um crente.
A ASAE decidiu encerrar a Sé até que a diocese de Lisboa apresente provas de que as hóstias e o vinho verificam as regras comunitárias de higiene e de embalagem, bem como de que da próxima vez que cardeal dê o anel beijar aos crentes procede à sua limpeza usando lenços de papel devidamente certificados, exigindo-se o recurso a lenços descartáveis semelhantes aos usados nos aviões ou nas marisqueiras desde que o sabor a limão seja conseguido com ingredientes naturais.
Sabe-se que a ASAE ainda inspeccionou a sacristia para se assegurar que D. José, um fumador incorrigível, não andou por ali a fumar um cigarro, já que não constando nas listas dos espaços fechados da lei anti-tabaco as igrejas não beneficiam dos favores dos casinos pois tanto quanto se sabe o inspector-geral da ASAE nunca lá foi apanhado a fumar uma cigarrilha.
A Asae pondera tambem a hipótese de a comunhão ter que ser dada com luvas higiénicas para evitar possiveis pandemias.

quarta-feira, janeiro 16, 2008

Manifesto de apoio ao Papa

UNIVERSIDADE LA SAPIENZA,
OUTRA VERGONHA
PARA ITÁLIA
Os Papas puderam falar em qualquer lugar do mundo (Cuba, Nicarágua, Turquia, etc.). O único lugar onde o Papa não pode falar é na Universidade La Sapienza, uma universidade, que além do mais, foi precisamente fundada por um pontífice.
Isto põe em evidência dois factos muito graves:
1) a incapacidade do governo italiano de garantir o direito de expressão em território italiano a um Chefe de Estado estrangeiro, que é além do mais Bispo de Roma e guia espiritual de um bilião de pessoas. Em compensação, grupos minoritários, conseguem o apoio, inclusivamente de instâncias institucionais, para impedir o que a esmagadora maioria das pessoas espera e deseja;
2) a decadência cultural da universidade italiana, que torna possível que um ateneu como a La Sapienza corra o risco de se tornar numa "descarga" ideológica.
Como cidadãos e como católicos estamos indignados por tudo o que aconteceu e estamos entristecidos por Bento XVI a quem nos sentimos ainda mais ligados, reconhecendo nele o defensor - por força da sua fé - da razão e da liberdade.
Comunhão e Libertação
15 de Janeiro de 2008

Porque o Papa nao vai a La Sapienza

[transcrevo o email que recebi da lista electrónica "Povo"]
Queridos amigos:
Os recentes acontecimentos em Roma, onde o Papa tinha sido convidado para a abertura do ano académico na Universidade “La Sapienza”, no próximo dia 17, estiveram na origem do cancelamento desta visita. O papa enviará o discurso que tinha preparado para a ocasião, mas não estará presente.
O que é que, então aconteceu?
67 professores subscreveram uma carta ao reitor, Fabricio Guarini pedindo-lhe que cancele o convite que havia endereçado, já que consideram a presença do papa “incongruente” com a laicidade da Universidade. Entre eles figuram Andrea Frova, autor de um livro acerca de Galileu e a Igreja; Luciano Maiani, presidente do Comité Nacional de Investigação (CNR); Carlo Bernardini, Giorgio Parisi y Carlo Cosmelli.
No texto da carta, os profesores referem-se a um facto ocorrido há 18 anos: " No dia 15 de Março de 1990, o então cardeal joseph Ratzinger, num discurso na cidade de de Parma, citou Feyerabend e disse: 'Na época de Galileu, a Igreja permaneceu muito mais fiel à razão que o próprio Galileu. O juízo contra Galileu foi razoável e justo'. São palavras que, enquanto cientistas fiéis à razão (...), nos ofendem e humilham".
Esta carta encontrou eco entre os estudantes da Universidade que ameaçaram manifestar-se no dia da abertura do ano académico e da visita do Papa, tendo entrementes invadido as instalações da Reitoria. Os estudantes de física anunciaram para os próximos dias uma “semana anticlerical”.
O Vaticano, tendo em vista, este cenário, cancelou a visita papal.
Para que possamos julgar com a razão, a mesma que os 67 cientistas dizem ter sido ofendida e humilhada, convido-vos a ler esta entrevista a Giorgio Israel, professor catedrático de Matemática na Universidade de Roma “La Sapienza”.
Aprendamos todos com isto!
Um abraço amigo
Pedro Aguiar Pinto


Ratzinger falou sobre Galileu? Leiam-no (http://edicola.avvenire.it/ee/avvenire/default.php?pSetup=avvenire&curDate=20080115&goTo=A04

O Professor Giorgio Israel não assinou a carta e explica porquê. “Foi construída a partir de estilhaços de um discurso”
Por Paolo Viana
É uma espécie de sindrome Wikipedia isto que está a provocar tanto desconcerto nos físicos da Spienza que se opõem à intervenção do Papa na inauguração do ano académico. Com uma ponta de ironia, Giorgio Israel, docente de história da matemática, explica porque é decididamente contrário ao apelo dos seus colegas da faculdade de Ciências contra Ratzinger: “é melhor uma pessoa documentar-se e raciocinar em vez de, com tanta frequência retirar trechos do contexto, o que facilmente conduz a equívocos”. Quem escreveu o apelo conta o Papa, fundam-no numa citação de uma frase de Feyerabend, e teriam feito melhor se tivessem lido todo o discurso do então cardeal Ratzinger, porque assim teriam compreendido que este Papa, de facto, não atacava nem a ciência, nem a razão”.
Israel não disse mais, mas a suspeita de um documento nascido de uma leitura expedita de documentos decarregados da internet, ficou no ar.
E os seus colegas, indignam-se, sobressaltam-se, ofendem-se e o senhor sorri?
Digamos que cruzo os braços e espero que os protestos se eclipsem rapidamente por decência.
Deverão, contudo, dar-se conta de ter escrito uma carta absurda, citando um discurso do Papa que mostra exactamente o contrário do que eles sustentam.
Seja mais preciso.
Os subscritores do apelo ao reitor acusam o Papa citando uma sua citação e precisamente a frase de um filósofo da ciência em que se diz que na época de Galileu a Igreja foi mais fiel à ciência que o próprio Galileu e que, por isso, o processo àquele cientista foi razoável e justo. Se, em vez de nos indignarmos por uma presumível afronta ao método racional, lêssemos o discurso integral do então cardeal Ratzinger em que aparece esta citação, poderíamos perceber como no seu discurso esta vem interpretada no sentido exactamente oposto ao que sustentam os contestadores.
O cardeal, hoje Papa Bento XVI, falava da crise de confiança da ciência em si própria e demonstrava que, enquanto durante séculos se acreditou que o processo a Galileu era a prova do carácter obscurantista da Igreja, de facto, no âmbito da cultura científica tinham emergido posições diversas, as quais sustentavam que Galileu não tinha fornecido provas demonstrativas do heliocentrismo e que Feyerabend tinha chegado ao ponto de sustentar que o ponto de vista da Igreja era mais racional.
Ratzinger quis mostrar com esse discurso que a ciência estava a perder a confiança em si própria e, e facto, defendia o ponto de vista de Galileu. Outros que ataquem a ciência...
Como é possível que no mundo científico ninguém tenha retirado este significado?
Digamos que não o apanharam os signatários da carta. Como também não apanharam o sentido das palavras de Ratzinger, que, no discurso de Parma disse explicitamente que a sua intenção não era a de expôr reivindicações e sublinhou que a fé não cresce a partir do ressentimento e da recusa da modernidade.
Pode-se dizer o mesmo do mundo científico italiano?
Não creio. Estou convencido que esta é uma minoria, ainda que nela se encontre o presidente da CNR. O peso específico das assinaturas não é menospreável, mas os números da contestação são modestos. Trata-se de seis dezenas de pessoas numa faculdade de seiscentos docentes e num ateneu que conta com milhares de professores. Dito isto, sim, isto resulta de atitudes hostis. É, por exemplo, o fastídio de alguns ambientes que não suportam que o Papa fale de ciência. De resto, num país onde Oddifreddi (um matemático italiano ateu e anti-católico) vende 200000 cópias de um livro contra a religião, (...) porque espantar-se?
Estes fenómenos reflectem o facto de que uma parte do mundo científico namora este laicismo ateu e que à esquerda, poucos se sentem no dever de se opôr a estes excessos.
“É uma minoria no mundo académico, pese embora que entre eles apareça o presidente da Comissão Nacional de Investigação. É ressentimento: não suportam que o Papa fale de ciência”.

sexta-feira, dezembro 07, 2007

Artigo na Sábado sobre a Opus Dei

Enviei esta carta ontem ao Director da Sábado. Vamos ver se a publicam...?

Caro Director

Nunca frequentei ou pertenci à Opus Dei e sou um leitor assíduo da Sábado. Fica assim declarada a isenção da minha tristeza com o artigo de 6 de Dezembro sobre aquela instituição.
De facto ligam-me às pessoas da Opus Dei laços de amizade e admiração, nascidos no comum empenho em iniciativas cívicas e também da minha pertença à Igreja católica. São pessoas em quem vejo a entrega das próprias vidas ao crescimento da presença de Cristo no mundo, movidas por um grande amor a Deus e ao seu próximo. Quanto aos defeitos delas, chegam-me os meus…
Além disso conheço outras facetas da Opus Dei que no artigo foram omitidas em detrimento da exploração sensacionalista dos testemunhos generosamente dados. Falo das pessoas da Prelatura que assistem os deficientes profundos que ninguém quer ou pode cuidar, que trabalham nos bairros mais recônditos onde nenhum de nós ousa entrar ou daquelas que num trabalho persistente se dedicam ao acolhimento das mães que querem ter os seus filhos numa sociedade que às suas limitações e misérias só oferece o aborto. É todo um outro código…
Quanto aos testemunhos negativos: quantos factos da nossa vida pessoal, vistos isoladamente, fora do contexto, não poderiam transformar o retrato dos nossos amigos e familiares, numa realidade em que não nos reconheceríamos e que diria injustamente mal de nós?
Com os meus cumprimentos

Antonio Pinheiro Torres
Ex. Deputado à Assembleia da República

quinta-feira, dezembro 06, 2007

Bruxelas: Cristo no Parlamento Europeu

Estive ontem em Bruxelas para participar num encontro promovido por Comunhão e Libertação no Parlamento Europeu.
Cristo anunciado com a mesma simplicidade, abertura e humanidade, de há 2000 mil anos e de sempre: no rosto de homens (neste caso de políticos e funcionários de organizações internacionais) a quem aconteceu um encontro que mudou as suas vidas.
Voltarei ao tema mas impressionou-me esta: "vivemos num tempo dominado por uma mentalidade que nos diz "não é possível" [uma outra vida, uma outra forma de viver, uma outra solução] e por isso só conhece o acomodamento. Mas nós fazemos experiência de que é possível [mais vida, amor, beleza, satisfação, esperança]. O que pode mudar a politica é os homens encontrarem uma experiência humana que lhes evidencia que é possível".
Um exemplo (por mim): a pílula do dia seguinte. Não é possivel que as pessoas se amem respeitando-se. Por isso acomodamo-nos e damos-lhe a pilula do dia seguinte. Porque não é possivel que a possivel criança que surja de uma relação "desprotegida" seja acolhida e amada. Por isso deixamos que ela seja abortada. Porque não há esperança. Que tristeza!

Paredes: população quer mais saúde e não abortos

A partir de Paredes está a gerar-se uma movimentação muito interessante de oposição à prática de abortos no respectivo centro de saúde e de exigência de cuidados médicos para os problemas reais de saúde das populações.
Mais pormenores em Paredes pela Vida.
Eu acho que os abortistas ainda não pensaram bem no que aconteceu na sua "vitória" de 11 de Fevereiro: passaram a tropa de ocupação, convencional, e nós a guerrilheiros... ;-)

terça-feira, dezembro 04, 2007

Não haverá Natal este ano...? ;-)

Felizmente não é verdade...!
Mas tem graça este email que recebi agora :-)

Este ano não vai haver presépio!...

Lamentamos mas: - Os Reis Magos lançaram uma OPA sobre a manjedoura e esta
foi retirada do estábulo até decisão governamental;

- Os camelos estão no governo;

- Os cordeirinhos estão tão magros e tão feios que não podem ser exibidos;

- A vaca está louca e não se segura nas patas ;

- O burro está na Escola Básica a dar aulas de substituição;

- Nossa Senhora e São José foram chamados à Escola Básica para avaliar o burro;

- A estrelinha de Belém perdeu o brilho porque o Menino Jesus não tem tempo para olhar para ela;

- O Menino Jesus está no Politeama em actividades de enriquecimento curricular e o tribunal de Coimbra ordenou a sua entrega imediata ao pai biológico;

- A ASAE fechou temporariamente o estábulo pela falta da manjedoura e, sobretudo,até serem corrigidas as péssimas condições higiénicas do estábulo, de acordo com as normas da União Europeia.

segunda-feira, dezembro 03, 2007

Eles estão doidos! Grande artigo de António Barreto

Já em post anterior ("Viva a Liberdade! Dois artigos no Público de hoje") datado de 25 de Novembro referi este artigo do António Barreto.
Como "não há cão que não tenha sorte" (frase que sempre aplico a mim próprio...;-) recebi agora do meu amigo Pedro Sérgio o link para o mesmo.
Aqui fica, recomendando eu vivamente uma visita: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhseCprO3JFFPLdDJhwPQkQLu4AA5TyYU5LKRzTiORrlggLbAGheYQzSvD1XJRHpdFEUmAt_grqd4N9X5Mcd7abVRtK6joSOD2_GYA2mJ6KcrJbLptL1Yhb5ACnnG4slv8Oyffn/ 0-h/ant%C3%B3nio+barreto.jpg

Começou o Advento: está a chegar o Natal!

Da Escola de Direcção e Negócios AESE (onde entre 1999 e 2000 fiz o Programa de Alta Direcção de Empresas) acabo de receber o boletim da respectiva Capelania onde encontrei este artigo do Padre Hugo de Azevedo (um amigo do meu pai ;-)
Parece-me uma boa forma de iniciar o Advento, este tempo de espera e tensão, num pedido que também neste lugar de escombros e desarrumado, que tantas vezes caracteriza o nosso coração, nas palhinhas que são os nossos gestos de fé, esperança e caridade, possa nascer Aquele sem o qual a nossa vida se reduzia a um elenco absurdo de circunstâncias e sentimentos.

O NATAL

«No meu tempo», como dizem os velhos, o Natal era em casa e na igreja. Os presépios, raros. Umas breves figurinhas sobre a cómoda. Quase ninguém enviava postais natalícios a ninguém. Nem quase os havia. As ruas, silenciosas e escuras à noite. Prendas, uma para cada criança, no sapatinho: a sonhada surpresa! E os doces da festa, é claro: a mesa encantada de sorrisos, risos, sabores e cores diferentes... E a Missa «do galo». O Natal era Deus em família.
Agora (exageremos, como fazem os velhos) é nas ruas e praças iluminadas; nas lojas cintilantes; nos supermercados cheios de movimento, carrinhos e sacos; nas montras repletas de mecanismos electrónicos; e música, muita música, a mesma, por toda a parte; e varandas escaladas por palhaços coca-cola; e o lauto jantar, bem regado, entre pessoas mais ou menos amigas... E as crianças a verificarem se a «play-station» é realmente a que pretendiam. Porque a vida é outra, subiu de nível, a família é o que se sabe, e o comércio precisa de tudo. Hoje o nosso Natal é chinês.
A verdade é que a imagem de um jovem casal e um menino encantador se fixa na retina dos fregueses e munícipes, aureolada de estrelas e figuras angélicas, e os jornalistas não deixam de referir, embora displicentes, o velho «mito do Natal»... Alguns até se lembram da história e do seu significado.
E assim o comércio vai transmitindo a mensagem natalícia de geração em geração. Muito vaga e confusamente, é certo, com uma animação mais parecida ao bulício da estalagem, onde «não havia lugar para eles», do que ao recolhimento da gruta de Belém, mas sempre nos avisa de que por cá passou a Sagrada Família, e está presente em qualquer lar que a convide a abençoá-lo.
É altura de exclamar com o poeta: «Como a família é verdade!» Não há felicidade comparável neste mundo. Nem «melhor negócio», como lembrava S. Josemaria aos empresários...
- Ah, mas tão difícil!... - Sem dúvida: quando o nosso principal negócio é outro. - Mas «hoje em dia», com o custo de vida, «nestes tempos de stress», é impossível recortar o trabalho!
Talvez organizando melhor o dia... como quando joga Portugal. Talvez conversando menos e «produzindo» mais... Talvez não sabendo tanto do que dizem que se diz que se suspeita haver sido dito... Talvez seguindo o velho princípio da «subsidiariedade», que consiste em não querer fazer tudo por nós, e respeitando os diversos âmbitos de competência - incluindo o dos superiores... Talvez confiando parte das tarefas a quem precisa e pode fazer esse trabalho... Talvez sendo menos individualistas, menos invejosos, menos carreiristas, mais ordenados... Enfim, talvez trabalhando mais e melhor.
Pe. Hugo de Azevedo

quinta-feira, novembro 29, 2007

Controle da Policia: será mesmo verdade?

Recebi este email que, apesar da loucura geral (vide actuação da ASAE), ainda me custa a crer possa ser verdade...??

ATENÇÃO às novas fiscalizações nas operações STOP!!!

Ontem à noite, depois de sair com um grupo de amigos, fomos mandados parar por uma brigada de trânsito da BT.
Até certo ponto, achamos normal por se tratar de um fim-de-semana e ser costume haver a caça ao condutor com álcool.
Depois de o condutor soprar no balão, qual o nosso espanto quando o polícia pergunta se temos leitor de CD's no carro.
Tínhamos leitor de CD's e logo a seguir pediu-nos para ver os CD's que tínhamos no carro, para verem se eram cópias!!!
Sobre isto, já eu tinha ouvido falar num mail que recebi recentemente (ver mais abaixo).
O que é incrível é que, depois dos CD's, o polícia manda-nos sair do carro e começa a olhar para a nossa roupa! Verídico!!!
Nisto, chama uma mulher-polícia para junto das minhas colegas e um outro polícia para junto de nós e... PEDEM-NOS PARA VER A ETIQUETA DAS NOSSAS ROUPAS!
Recusámos imediatamente e eles informaram-nos que, naquela Operação Stop, estava incluída uma busca por contrafacção!!!
É incrível que uma pessoa já não tenha liberdade para vestir a roupa que lhe apetece!
Um dos meus colegas tinha um casaco Paul & Shark, comprado na feira de Espinho, e eles identificaram-no!
O meu colega já contactou o advogado e este informou-o de que o que os polícias fizeram está dentro da lei!
Pelos vistos, quando compramos roupa na feira, sabemos que estamos a comprar material ilegal e isso é crime!
Estamos a pactuar com uma actuação fora da lei e por isso sujeitos a coimas por conivência de forma de delito.
Pelo que percebemos, só algumas marcas é que estão sujeitas a fiscalização, tipo, bolsas Gucci, óculos Channel, roupas Lacoste, Nike, Gant, Louis Vuitton, etc etc.
Façam chegar este mail a toda a gente para que todos saibam o abuso que estamos a sofrer!
A polícia, em vez de prender os ladrões e zelar pela nossa segurança, fazem de estilistas e analisam o que temos vestido!!! Aqui está uma boa ideia para um episódio do SCI...
A GNR-BT, nos auto-stops, começou por fiscalizar os CD's "piratas" que temos no carro.
Se os CD's não forem originais ou então se não possuímos o original que deu origem à cópia, (é permitido por lei efectuar UMA cópia de segurança), a viatura pode ser apreendida e sujeitamo-nos às respectivas sanções. Retirem urgentemente os CD's piratas do carro, não vá o diabo tecê-las.
Este controlo foi efectuado este fim-de-semana, na A1.

(notas:
1. o email que recebi já por interpostas pessoas datava respectivamente de 27 e 29 de Novembro
2. a pena para o download ilegal é de 3 anos de prisão...mas a maioria dos votantes acharam que a mesma pena era um escândalo para o aborto a pedido até aos 3 anos...)

quarta-feira, novembro 28, 2007

Bispo do Porto defende presença pública dos crucifixos

Bispo do Porto defende presença pública dos crucifixos
O Bispo do Porto defendeu a presença dos crucifixos "em qualquer espaço adequado, mesmo que público", numa atitude de "cidadania justamente partilhada com crentes e não crentes".
Na homilia da solenidade de Cristo Rei, que a Igreja celebrou no passado Domingo, D. Manuel Clemente sublinhou que "gostamos de ver a Cruz por a reconhecermos como altíssimo sinal de tantas vidas abnegadas ao serviço do próximo".
"No nosso caso português ela, a Cruz de Cristo, foi até o mais alto símbolo do que fizemos de melhor, na descoberta do mundo e na construção duma humanidade comum", acrescentou.
O Bispo admitiu "eventuais contrafacções que se tenham verificado da nossa parte", mas indicou que "foi exactamente o regresso à Cruz e aos sentimentos de Cristo que constantemente nos corrigiu e mais longe nos transportou e transporta, como cidadania amável e solidariedade universal".
Numa mensagem particularmente dirigida aos leigos do Porto, D. Manuel Clemente pediu uma maior colaboração na vida "interna" da Igreja, "para sustentar as comunidades paroquiais, que têm poucos presbíteros e diáconos ao seu serviço".
Esta, disse, é "uma situação que se poderá agravar nos próximos anos, apesar da muita abnegação pastoral de que o nosso clero dá bastas provas".
"Havemos de promover ainda mais e formar persistentemente muitos de vós para os ministérios e serviços que a Igreja vos pode e deve conferir, dentro do que as normas canónicas e pastorais contemplam", indicou ao laicado da Diocese.
D. Manuel Clemente recordou algumas indicações deixadas pelo Papa, durante a recente visita Ad limina dos Bispos portugueses, pedindo avanços "numa corresponsabilidade cada vez maior, ao serviço da comunidade cristã e da sua missão no mundo".
"A urgência da nova evangelização impele-nos a aumentarmos a projecção missionária das nossas comunidades, para levar a cada sector específico da sociedade e da cultura a verdade, a beleza e a bondade divinas que refulgem em Cristo", indicou.
Nacional Octávio Carmo 27/11/2007 16:30 1998 Caracteres 70 Diocese do Porto

Aulas de cristianismo nos liceus: ainda bem que são no Iraque!

Porque se fossem em Portugal teríamos queixa da Associação Laicidade e República pela certa...! :-)
A notícia é esta:
Aulas de cristianismo no ensino público iraquiano
Explica Dom Jacques Ishaq, bispo auxiliar de Nisibi dos Caldeus
TURIM/ROMA, quinta-feira, 22 de novembro de 2007 (ZENIT.org).- Em um recente encontro, o presidente da República Iraquiana, Jalal Talabani, assegurou ao patriarca Caldeu de Bagdá, mar Emmanuel III Delly, que, nas escolas públicas, os estudantes poderão ter aulas de religião cristã, declarou Dom Jacques Ishaq, bispo auxiliar de Nissibi (Iraque).
Dom Ishaq, que é também reitor do Babel College e responsável de Assuntos Culturais do Patriarcado da Babilônia dos Caldeus, fez estas revelações em uma entrevista concedida a Luigia Storti, da Sala da Pastoral para os Imigrantes, da Arquidiocese de Turim, Itália.
O prelado aludiu a que o ensinamento da religião cristã deve ser garantido por lei nas escolas públicas de seu país, nas quais os estudantes cristãos sejam ao menos 25% do total.
«O sistema educativo iraquiano se baseia na valorização centesimal dada pela soma das notas finais em cada disciplina estudada – explicou o bispo auxiliar. Em muitas escolas, o único ensinamento religioso ministrado é o islâmico e, em conseqüência, a falta de uma disciplina e de sua qualificação, para os estudantes cristãos é muito difícil ter notas finais iguais que as de seus companheiros muçulmanos que, ao contrário, têm um exame a mais.»
Revelou que «o presidente Talabani prometeu ao patriarca mar Emmanuel III Delly intervir ante o Ministério da Educação para que também os alunos cristãos pudessem ter exames de religião no fim do c urso – cristã, obviamente –, que lhes permitiriam obter notas finais mais altas».
No artigo, revela-se que antes da queda do regime de Sadam Hussein, a não-admissão de estudantes cristãos pelos diretores escolares, que mantinha a porcentagem sempre abaixo do requerido (25%) estabelecido por um decreto de 1972, podia dever-se à necessidade de não agravar o orçamento escolar com um salário a mais.
Neste sentido, Dom Ishaq disse que «não se pode ignorar que às vezes a exclusão foi ditada mais por motivos 'políticos' que econômicos, e isso apesar do fato de que, durante o regime de Sadam Hussein, foi nomeado pelo Governo um responsável pelo ensino da religião cristã ligado ao Ministério de Educação, e encarregado justamente de supervisionar que se respeitasse o decreto de 1972».

terça-feira, novembro 27, 2007

D. Carlos Azevedo sobre o Estado laico

D. Carlos Azevedo deixa conselhos ao Estado laico
O secretário e porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa adverte para o facto de o secularismo militante não poder ser a base do Estado.
A mensagem de D. Carlos Azevedo foi deixada no encerramento de um ciclo de conferências organizado pela SEDES, em conjunto com a Universidade Católica Portuguesa.
D. Carlos Azevedo explicou o lugar de um Estado laico na sociedade, lembrando que "Estado laico não significa arreligioso ou anti-religioso".
"O velho laicismo é inadequado no futuro para compreender o contributo positivo da religião na sociedade. O secularismo militante não pode ser a base do Estado, sob pena de, não reconhecendo a pluralidade, fazer de presumida laicidade, o fundamentalismo, igual ao que pretende combater", referiu.
"Para as religiões a laicidade aberta é uma garantia contra as pretensões laicistas de um fundamentalismo aninhado em Democracias liberais e é também uma protecção contra a utilização instrumental da Fé como religião civil, a uso exclusivo do poder dominante", disse ainda.
Mário Soares, por seu lado, sublinhou a importância do diálogo entre as religiões. "A liberdade religiosa é um direito – e não só um direito é qualquer coisa de essencial – e está consagrada na Declaração Universal dos Direitos do Homem. Em Portugal existe uma boa lei de liberdade religiosa e é preciso que essa lei seja cumprida porque isso é a condição da nossa paz social", referiu o actual presidente da Comissão da Liberdade Religiosa.
(Com Rádio Renascença)
Nacional Agência Ecclesia 22/11/2007 12:11 1503 Caracteres 156 Igreja/Estado

domingo, novembro 25, 2007

Viva a Liberdade! Dois artigos no Público de hoje

Recomendo vivamente os artigos hoje no Público de Vasco Pulido Valente e António Barreto. O primeiro uma explicação de como se perde a liberdade, o segundo uma denúncia da loucura, insanidade, disparate estapafurdio, da mentalidade e acção da ASAE, uma autêntica PIDE dos tempos modernos (pior em cegueira a ASAE do que a PIDE, bem entendido).
Diz Vasco Pulido Valente:
"Vivemos sobre um despotismo 'iluminado' que não aceita a irregularidade, a dissidência, o direito de cada um à sua própria vida e ao uso irrestrito da sua própria cabeça."
Fica no entanto um problema: como se pára a ASAE?
Nota para quem pensa que estou a exagerar: vão ao site da ASAE: http://www.asae.pt/ e vejam o que lá está (é o "Admirável Mundo Novo" do Aldous Huxley que ali se anuncia). Só para amostra: nota da ASAE sobre a utilização de CD's não originais em VIATURAS PARTICULARES!!!!!

sexta-feira, novembro 23, 2007

The Doors: grande música!

Passeando entre Blogs detenho-me no Cachimbo de Magritte onde escrevem alguns bons amigos. Coluna da direita e que encontro: o Glória Fácil onde costumava pontificar a Fernanda Câncio de nossa estimação.
Uma espreitadela e que encontro: os grandes Doors num post intitulado Verão de S. Martinho!
São pequenas coisas humanas que nos reconciliam até com os adversários mais ferrenhos! :-)

quinta-feira, novembro 22, 2007

Homossexuais nas famílias de acolhimento?

Da entrevista no Público de Idália Moniz ("Ser família de acolhimento é um acto de generosidade"), Secretária de Estado adjunta e da Reabilitação, no passado dia 12 de Novembro: "Pergunta: Casais homossexuais poderão candidatar-se a esta figura [famílias de acolhimento]?
Resposta: O que esta lei é: [pode candidatar-se] uma família que resulta de um contrato de casamento, uma pessoa singular, ou duas pessoas em união de facto ou em economia comum"!!
Pobres crianças...mas também que desnorteamento humano e político! E que pobreza de tantos que no PS tinham obrigação de estar mais atentos...