terça-feira, outubro 28, 2008

Colômbia: Presidente reza com Ministros...

Chegou-me esta por email. Não tenho a certeza da verdade da notícia mas achava natural que fosse e imagino o escândalo que seria se tal acontecesse em Portugal...!?


Desde há meses, o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, reza o terço com os ministros uma vez por semana. Quando um dos bispos o felicitou pelo resgate de Ingrid Betancourt e aludiu a esse facto, Uribe respondeu: "uma vez por semana rezo o terço com os ministros, mas pessoalmente estou a rezar o terço todos os dias".

Ingrid Betancourt também falou da sua profunda devoção ao terço, e do apoio que encontrou na fé durante os seis anos de cativeiro. Leva no pulso um terço de cânhamo e botões que ela mesma confeccionou. A primeira coisa que fez no dia da libertação, às quatro da manhã, foi rezar o terço.

No aeroporto, Uribe pediu ao capelão que rezasse três ave-marias e fizesse uma oração de acção de graças. Imediatamente, Ingrid ajoelhou-se; os filhos imitaram-na e alguns dos libertados.

Álvaro Uribe também se uniu à celebração do centenário da Conferência Episcopal Colombiana, e atribuiu-lhe a máxima condecoração do país: a Cruz de Boyacá. Fê-lo em reconhecimento pela acção apostólica e pelo seu contributo para promover os valores éticos e morais na sociedade colombiana.

Fonte: Revista "Palabra", Agosto-Setembro 2008, p. 20.

segunda-feira, outubro 27, 2008

Resultado eleições na minha Secção PSD

Estão no Blog da Candidatura Mais G.
Tivemos 30% exactos dos votos o que para quem se apresenta pela primeira vez (depois de apenas 3 anos de militância na Secção) não é nada mau...!
Sobretudo foi uma aprendizagem intensa (com erros e coisas acertadas) que trouxe consigo um resultado inesperado: a identificação de mais pessoas que no interior do PSD se identificam com a agenda Mais Vida Mais Família.
Estou muito contente.

O Governo dá!

Recebi este email que me pareceu transmitir um juízo justo:

Vais ter relações sexuais?
O governo dá preservativos
Já tiveste?
O governo dá a pílula do dia seguinte.
Engravidou?
O governo dá o aborto.
Teve um filho?
O governo dá o abono de Família.
Está desempregado?
O governo dá o Subsidio de Desemprego.
És viciado e não gostas de trabalhar?
O governo dá o rendimento mínimo garantido!
AGORA...
Experimenta estudar, trabalhar, produzir e andar na linha para ver o que é que te acontece!!!!!VAIS GANHAR UM PACOTE DE IMPOSTOS NUNCA VISTO !!!!!
PARABÉNS TROUXA !!!

segunda-feira, outubro 06, 2008

Estou em campanha eleitoral na minha Secção do PSD

E por isso esta curta ou nenhuma disponibilidade para escrever.
Mas podem-me encontrar no Blog da minha candidatura que leva o lema de Mais G.
Trata-se da minha candidatura a presidente da Comissão Política da Secção G (Ameixoeira, Carnide, Charneca e Lumiar) do PSD de Lisboa.
É uma aventura nova mas fascinante esta. A politica em estado puro: pessoa a pessoa, rua a rua, bairro a bairro, freguesia a freguesia.
Programa, contactos, listas, convites, desafio e risco.
Não passa nos jornais mas mostra quanta disponibilidade e generosidade existe para o empenho na política e como é possível ir mudando uma sociedade desde que estejamos atentos à realidade.
Dia 25 de Outubro são as eleições.
"Ousar lutar é ousar vencer" como se dizia nos idos 74 e 75 (referência ao PREC ininteligivel para quem tiver nascido depois do 25 de Abril :-)

quinta-feira, setembro 04, 2008

Mais da Convenção Republicana...!

Estou fascinado com a Convenção Republicana...! :-)
Algumas "pérolas" do discurso do Mike Huckabee (vão ver, não percam!):
"Não fui para Republicano porque era rico, mas porque não queria ser pobre o resto da vida à espera que o Governo me viesse salvar"
"Como dizia um dos fundadores do nosso partido: um Governo que pode fazer tudo por nós é também um Governo que pode tirar tudo de nós"
A palavra "liberdade" surgiu vezes sem conta.
"Os nossos valores são a liberdade, a segurança e a oportunidade de prosperar"
De seguida contou uma história impressionante de uma professora que no inicio do ano retirou as mesas e cadeiras da sala de aulas e disse aos alunos que só as teriam quando lhe dissessem o que fazer para as ganhar...a história estende-se por meses e tem um final surpreendente e comovente. Lindo!
Não percam também o Rudi Giuliani a fazer as despesas do ataque ao Obama: demolidor! É impressionante constatar que o homem nunca dirigiu uma empresa, um serviço, uma região, uma unidade militar, um clube, nada...!!! Mas disto não fala a esquerda europeia ou a direita estúpida que nos foi dada...

Eleições USA: somos todos republicanos!

A conselho de uma deputada boa amiga e companheira de batalhas acabo de ver no site da Convenção Republicana o vídeo da intervenção (44 minutos) da Sarah Palin (candidata a Vice-Presidente) e ainda outras intervenções (nomeadamente do Mitt Romney e do Mike Huckabee). Extraordinário!
Percebe-se o que faz a força da América e dos republicanos (cujo carácter, eficácia e capacidades se me tornaram evidentes quando em Janeiro de 2006 lá estive num curso de formação política de um dos think tanks dos neo-conservadores).
Revejo com gosto os cinco pontos fundamentais da nossa gente republicana: direito à Vida e ao porte de armas, economia livre de mercado e governo reduzido, defesa nacional forte. Tudo dito em "straight talk" (sem rodeios de politicamente correcto) e deliciosamente destinado a provocar convulsões cardíacas a toda a esquerda europeia e a todos os seus cronistas de serviço (assim só de memória lembro-me logo da Fernanda Câncio e do Rui Tavares...:-)
Depois da vitória de Bush há 4 anos (apesar da guerra do Iraque onde como não podia deixar de ser não posso estar senão com João Paulo II) e da derrota do Tratado Europeu na Irlanda, não consigo imaginar nada que me desse tanto prazer quanto uma vitória do McCain...!
Bem dar-me-á igual prazer reverter o resultado do referendo de 2007 sobre o aborto mas isso não se trata de uma eventualidade mas apenas de trabalhar para que no momento certo a mesma ocorra...como na anedota: "deixa-os poisar"... ;-)

quarta-feira, setembro 03, 2008

O centro da oposição ao PS somos nós! :-)

Na entrada de férias, 2 de Agosto, a minha amiga Isilda Pegado, presidente da Federação Portuguesa pela Vida, publicou o artigo abaixo que além de fechar com chave de ouro um ano de combates, acaba por provar factualmente como a oposição ao Governo e ao PS tem o seu centro nevrálgico nos movimentos civis a favor da Vida e da Família, porque é aí, nas questões de civilização, que mais lhes dói encontrar resistência e alternativa...

Leis emblemáticas na governação socialista

As reformas emblemáticas que José Sócrates escolheu para definir a sua governação estão longe de ser consensuais
O primeiro-ministro elegeu como "reformas" emblemáticas do seu consulado a lei da PMA (reprodução artificial e uso de embriões humanos), a lei do aborto e a lei do divórcio. Disse-o perante o Congresso da Juventude Socialista [que teve lugar no fim de Julho no Porto]. A simbologia destas leis, que o primeiro-ministro quis realçar, não se compara com as centenas de outras que a governação socialista tem feito nas áreas da economia, da justiça, do ambiente, etc. Por isso o primeiro-ministro tem razão quando as elege para definir a sua governação...Mas estas não são leis de consenso. Pelo contrário, trazem à ribalta os debates mais acesos da actualidade em todo o mundo. A protecção da vida humana desde a concepção, o eugenismo, o comércio e experimentação em embriões, o aborto e a protecção do casamento e da família estão na ordem-do-dia. Em Itália, a campanha eleitoral que levou ao poder Berlusconi começou com o tema do aborto; em Espanha, o PP de Rajoy proibiu que a campanha versasse sobre a família e a protecção da vida humana; e, nos EUA, o debate sobre estas matérias está agora a levantar-se entre os candidatos à Presidência.Em Portugal, as referidas leis (PMA, aborto, divórcio) não passaram sem contestação social. Face à matriz social do país e à radicalidade das soluções legislativas, muitos foram os que, na sociedade civil, as têm contestado. São leis fracturantes, que o actual primeiro-ministro pretende levar pela frente "custe o que custar". Seguir-se-á o casamento para os homossexuais... e a eutanásia...Quem ousou, nestes três anos, de forma sistemática e firme, levantar o escudo para que aquelas leis não fossem aprovadas?Quem, na lei da PMA, teve uma posição firme e sustentada que levou ao Parlamento a primeira Petição de Referendo, de iniciativa popular, na história da democracia portuguesa? Quem, por todo o país, fez debates, acções de rua e distribuiu informação para que esta não tivesse sido aprovada no silêncio do Parlamento? Quem continua a invocar a ilegitimidade de uma lei (PMA) que no Tribunal Constitucional aguarda a declaração de inconstitucionalidade?Quem, ao longo de mais de dez anos, travou a legalização do aborto, em cada investida feita? Quem, no referendo, apelou à organização dos 15 grupos cívicos que, por todo o país, fizeram uma campanha que remou contra todos os poderes instituídos? Quem pediu a universitários, advogados e magistrados que, num curtíssimo espaço de tempo, fizessem algum esclarecimento sobre a lei do divórcio? Quem levou ao Parlamento uma Petição Popular para fazer parar a tão injusta lei do divórcio? A lei ainda não está promulgada...Em bonitas e fundamentadas páginas de História do século XIX, Vasco Pulido Valente (em Ir para o Maneta) demonstra como foram vencidas as Invasões Francesas. Só com a revolta popular, que se organizou em muitos pontos do país, foi possível vencer o invasor e a destruição. Hoje, os movimentos cívicos, de forma sistemática, têm levantado os escudos para travar o avanço das "leis emblemáticas do consulado socialista".Os movimentos cívicos que, em Portugal, defendem a subsidiariedade, a liberdade de educação, a família, a vida e a liberdade religiosa estão a fazer uma estrada.Foi neles que o PS encontrou a sua oposição. É com eles que Portugal pode contar para uma sociedade mais humana, livre e democrática.
Presidente da Federação Portuguesa pela Vida

domingo, agosto 31, 2008

Terminaram as férias...! :-(


Embora este ano a minha experiência de férias tenha sido muito limitada (trabalhei em cerca de 2/3 dos dias de Agosto embora no conforto da casa do Minho) chego ao fim do mês já com ganas de retomar os combates e a vida normal ;-)

Mas também não deixa de ser verdadeiro o sentimento tão bem expresso neste desenho da genial série Calvin e Hobbes...

quinta-feira, agosto 28, 2008

Chip nos automóveis: assim se vai a liberdade...! :-(

A promulgação pelo PR da autorização legislativa ao Governo para fazer uma lei que obrigará à colocação de chips electrónicos os nossos automóveis (ver abaixo texto do comunicado que acompanhou essa promulgação) é um momento gravissimo e histórico de perda de liberdade e de um indesejável caminho para aquele "Admirável Mundo Novo" do Aldous Huxley...

Podem inventar os sistemas de protecção de dados que quiserem...o facto indesmentível é que a partir do momento em que tais chips sejam colocados será possível localizar no tempo e no espaço, no momento ou anteriormente, onde andámos com o nosso carro!!!

E o mais preocupante é como se perde assim a liberdade sem um movimento de subvelação e indignação públicas, como se tudo não importasse e um estúpido "não tenho nada a esconder" (agora, nesse momento...:-) bastasse para ilibar uma lei controladora, abusadora e totalitária.

Se não estou em erro o PSD votou contra esta lei (contra a respctiva autorização-legislativa). Espero se proponha revogá-la nas próximas eleições...!?

A mensagem do PR foi esta:

Comunicado sobre a promulgação do diploma que autoriza o Governo a legislar sobre a instalação obrigatória de um dispositivo electrónico de matrícula em todos os veículos motorizados

O Presidente da República promulgou hoje como Lei o Decreto da Assembleia da República nº 240/X, que autoriza o Governo a legislar sobre a instalação obrigatória de um dispositivo electrónico de matrícula em todos os veículos motorizados.
O Presidente da República considera que as dúvidas quanto à limitação à reserva de intimidade da vida privada dos cidadãos que o novo mecanismo de identificação e detecção electrónica de veículos suscita, e que não foram dissipadas durante o debate parlamentar, poderão ser resolvidas pelo Governo no decreto-lei a aprovar ao abrigo da autorização contida na lei agora promulgada.
As questões colocadas pelo diploma em apreço ultrapassam em muito a experiência da “Via Verde” ou a regulamentação comunitária relativa ao Serviço Electrónico Europeu de Portagens. O que está em causa é, por um lado, a necessidade de assegurar, de uma forma vincada, que a tecnologia a utilizar não desvirtue, na prática, os objectivos ligados ao controlo do tráfego rodoviário e, por outro, assegurar, com muita clareza, que os dados pessoais registados sejam objecto da maior reserva e acompanhados de um sistema que garanta efectivamente tal reserva.
Trata-se, sem dúvida, de um domínio particularmente melindroso do ponto de vista da salvaguarda da esfera da vida privada dos cidadãos que exige uma adequada densidade normativa e um conjunto de garantias substantivas que o decreto-lei a emitir na sequência da lei de autorização legislativa deve contemplar, tal como foi transmitido por escrito pelo PR ao Governo.
28.08.2008

http://www.presidencia.pt/

segunda-feira, agosto 11, 2008

Evangelho de hoje e impostos sobre a Igreja

Os impostos sobre a Igreja (seus ministros, imóveis e actividades) foi o que me lembrou a leitura do Evangelho de hoje. Regressarei depois ao tema, para já aqui fica:

Evangelho segundo S. Mateus 17,22-27.

Estando reunidos na Galileia, Jesus disse-lhes: «O Filho do Homem tem de ser entregue nas mãos dos homens, que o matarão; mas, ao terceiro dia, ressuscitará.» E eles ficaram profundamente consternados. Entrando em Cafarnaúm, aproximaram-se de Pedro os cobradores do imposto do templo e disseram-lhe: «O vosso Mestre não paga o imposto?» Ele respondeu: «Paga, sim». Quando chegou a casa, Jesus antecipou-se, dizendo: «Simão, que te parece? De quem recebem os reis da terra impostos e contribuições? Dos seus filhos, ou dos estranhos?» E como ele respondesse: «Dos estranhos», Jesus disse-lhe: «Então, os filhos estão isentos. No entanto, para não os escandalizarmos, vai ao mar, deita o anzol, apanha o primeiro peixe que nele cair, abre-lhe a boca e encontrarás lá um estáter. Toma-o e dá-lho por mim e por ti.»

segunda-feira, julho 28, 2008

PSD (e casamento homossexuais): das vantagens da clareza

É um gosto verificar a clareza com que a líder do meu partido se tem pronunciado sobre a "magna" questão do casamento dos homossexuais (como diz um amigo meu: "além de tudo são parvos, porque casar é o que de mais desvantajoso há do ponto de vista fiscal e legal em Portugal"...:-)
Louve-se também a convicção e o estar disposta a "morrer" por isso. Assinale-se também a previsão da possível cobardia política de Sócrates...

Tudo isto a propósito da entrevista de Manuela Ferreira Leite ao Expresso no Sábado, 26 de Julho de 2008:

“Mantêm que o casamento tem subjacente a procriação?

Mantenho. Se perder votos, assumo as consequências de dizer o que penso. Não aceito é transformar um tabu noutro tabu. Há uns anos a homossexualidade era um preconceito e agora não o é, mas não queiram criar outro. A relação homem-mulher é diferente e assenta no valor da família. Não contribuo para desmoronar esse conceito.

Espera conhecer a posição de Sócrates sobre os casamentos homossexuais antes das eleições?

Bem gostaria mas não creio que ele caia nessa.”

quarta-feira, julho 16, 2008

Sózinho em Lisboa...

Quando o José Sócrates acordou, descobriu que estava sozinho na Residência de S. Bento. Não havia ajudantes de ordens. Não havia ministros, não havia cozinheiros. Nem contínuos, nem mesmo os seus mais fiéis assessores e ministros mais próximos ele encontrou. Não havia ninguém!
Então José Sócrates pegou no carro e saiu para dar uma volta pela cidade para ver se encontrava alguém. Mas a cidade estava deserta. Não havia ninguém nas elegantes avenidas de Lisboa, e ele voltou para a Residência muito preocupado.
Daí a pouco,o telefone tocou. Era o António Costa.
- Zé?, disse o António Costa. És tu?
- Sim, sou eu!, repondeu José Sócrates, furioso. Mas o que é que se passa? Não está ninguém aqui em Lisboa? Assim, não pode ser. Assim, não dá! O que é que houve?
- É claro que não há ninguém. Nem em Lisboa nem no resto do país, meu amigo. Não te lembras do teu discurso de ontem à noite na televisão? Descontrolaste-te e disseste que quem não estivesse satisfeito com o teu governo que fosse embora, que mudasse de país.
- Eu?!? Eu disse isso!?! E agora?... Então quer dizer que ficámos só nós dois aqui em Portugal?
- Nós dois, porra nenhuma! Eu estou a telefonar de Paris...

terça-feira, julho 15, 2008

Uma maldade futebolistica irresistivel ;-)

Recebida de um amigo portista como eu:

"NOVA ENTRADA NO GUINESS:
SLB - Único Clube do Mundo que esteve 8 dias na CHAMPIONS LEAGUE e sem perder um único jogo, foi eliminado!"

Católicos: bem-vindo a casa! (Lindo!)

Subsidiariedade: é bom recordar que...

"Ao princípio era o Homem, não o Estado" Francisco Lucas Pires
Mais sobre subsidiariedade em: pack 3 livros doutrina social da Igreja (muito boa e acessível leitura de férias) e em Fondazione per la Sussidiarieta ou em http://www.novacidadania.pt/

quarta-feira, junho 18, 2008

As Férias segundo Joseph Ratzinger (Bento XVI)

TEMPO DE FÉRIAS

Poder descansar (*)

Os discípulos colocaram a Jesus o problema do stress e do descanso.
Os discípulos regressavam da primeira missão, muito entusiasmados com a experiência e com os resultados obtidos. Não paravam de falar sobre os êxitos conseguidos. Com efeito, o movimento era tanto que nem tinham tempo para comer, com muitas pessoas à sua volta.
Talvez esperassem ouvir algum elogio por tanto zelo apostólico. Mas Jesus, em vez disso, convida-os a um lugar deserto, para estarem a sós e descansarem um pouco.

Creio que nos faz bem observar neste acontecimento a humanidade de Jesus. A sua acção não dizia só palavras de grandeza sublime, nem se afadigava ininterruptamente por atender todos os que vinham ao seu encontro. Consigo imaginar o seu rosto ao pronunciar estas palavras. Enquanto os apóstolos se esforçavam cheios de coragem e importância que até se esqueciam de comer, Jesus tira-os das nuvens. Venham descansar!
Sente-se um humor silencioso, uma ironia amigável, com que Jesus os traz para terra firme. Justamente nesta humanidade de Jesus torna-se visível a divindade, torna-se perceptível como Deus é.
A agitação de qualquer espécie, mesmo a agitação religiosa não condiz com a visão do homem do Novo Testamento. Sempre que pensamos que somos insubstituíveis; sempre que pensamos que o mundo e a Igreja dependem do nosso fazer, sobrestimamo-nos.
Ser capaz de parar é um acto de autêntica humildade e de honradez criativa; reconhecer os nossos limites; dar espaço para respirar e para descansar como é próprio da criatura humana.

Não desejo tecer louvores à preguiça, mas contribuir para a revisão do catálogo de virtudes, tal como se desenvolveu no mundo ocidental, onde trabalhar parece ser a única atitude digna. Olhar, contemplar, o recolhimento, o silêncio parecem inadmissíveis, ou pelo menos precisam de uma explicação. Assim se atrofiam algumas faculdades essenciais do ser humano.

O nosso frenesim à volta dos tempos livres, mostra que é assim. Muitas vezes isso significa apenas uma mudança de palco. Muitos não se sentiriam bem se não se envolvessem de novo num ambiente massificado e agitado, do qual, supostamente, desejavam fugir.
Seria bom para nós, que continuamente vivemos num mundo artificial fabricado por nós, deixar tudo isso e procurarmos o contacto com a natureza em estado puro.

Desejaria mencionar um pequeno acontecimento que João Paulo II contou durante o retiro que pregou para Paulo VI, quando ainda era Cardeal. Falou duma conversa que teve com um cientista, um extraordinário investigador e um excelente homem, que lhe dizia: "Do ponto de vista da ciência, sou um ateu...". Mas o mesmo homem escrevia-lhe depois: "Cada vez que me encontro com a majestade da natureza, com as montanhas, sinto que Ele existe".

Voltamos a afirmar que no mundo artificial fabricado por nós, Deus não aparece. Por isso, temos necessidade de sair da nossa agitação e procurar o ar da criação, para O podermos contactar e nos encontrarmos a nós mesmos.

(*) Card. J. Ratzinger "Esplendor da Glória de Deus" Editorial Franciscana, 2007, pág. 161.

terça-feira, junho 17, 2008

O PORTO NA CHAMPIONS!

Outra grande alegria!
Transcrevo a este propósito o email recebido sobre o assunto do meu amigo Pedro Sérgio:

Esperanças frouxas

O Comité de Apelo da UEFA revogou a decisão da primeira instância, mas, à imagem dos candidatos políticos derrotados, houve quem cantasse vitória, quando o bom senso e o rubor exigiam mordaça e não microfone. O F.C. Porto compreende a frustração do SLB durante o dia de hoje. Não é mais, de resto, que o reflexo de uma época de digestão desportiva complicada. A pressa revelada nas explicações exibe o que aconteceu durante toda a semana que passou.
Que fique claro: o SLB não ficou a ser parte do processo durante a sessão desta sexta-feira do Comité de Apelo da UEFA. Já o era há uma semana.
Tal como no relvado, no momento certo para expor argumentos e exibir dados, o F.C. Porto foi eficaz. Sem recorrer a fundamentos rebuscados, delgados e frágeis, inverteu a situação gerada em primeira instância. E volta a estar na UEFA Champions League, direito que assegurou com o melhor futebol que se viu em Portugal.
Tudo o resto são estratégias para tentar convencer os desprevenidos.

Pedro Sérgio

sexta-feira, junho 13, 2008

O Não ganhou! Hoje somos todos irlandeses! :-)


Que magnifica lição para todos os nossos políticos com medo de nos perguntarem pela nossa opinião e que querem construir a Europa nas nossas costas! Que magnifica derrota para todos os da agenda dos temas fracturantes e que escondidos nas estruturas europeias conspiram contra os países em que ainda há alguma sanidade mental (do coração e da razão)! Que magnífico dia! Mas já se está a ver: todos aqueles que acham que a Europa é uma coisa importante de mais para ser construída com a participação e a opinião dos europeus vão arranjar forma de contrariar o Não e qualquer dia teremos novo referendo até o Sim ganhar. É certinho...!

Mas já estou com ganas de arrancar para uma nova petição popular: pedir o referendo europeu...!?

Até lá algumas mensagens de amigos: "Nunca nos falham. Fantástico", "Aleluia Amen", "É o começo das vitórias do Não", "Lindo. Seremos sempre Não!" ;-)

Infelizmente não posso mais do que oferecer esta minha homenagem: um resumo do que encontrei sobre Saint Patrick Padroeiro da Irlanda:

The Story of Saint Patrick

Fifteen hundred and ten years have come and gone since the death of St. Patrick in 493, and argument is still going on as to where he was born. Were he in our midst today and questioned about the matter, he would probably reply as he replied to the same question soon after his second coming. To someone who was inquisitive as to his birthplace and nationality he said very gently that time would be better spent in learning the teaching of God than in putting questions concerning the race and country of himself and his followers. Some spend a great deal of time, too, contending that there were two Apostles named Patrick, and in all sorts of wise and unwise conjectures. Most of us are content to thank God for His great goodness and mercy and love in sending to our land an Apostle who planted the True Faith so firmly in the hearts of our fathers that centuries of persecution failed to uproot it, that it is still alive and glowing after the lapse of fifteen hundred years and that it has spread out from Ireland across the entire universe.
Early in the fifth century a pagan king of Ireland, Niall by name, returning from one of the customary raids of the period, brought among his captives a youth of gentle birth named Succoth, believed to the son of roman parents living in Britain or in France. The boy was sixteen years of age, hardy and strong, and someone changed his name to Patricius after his purchase as a slave by an Ulster chief named Milcho.
Sliabh Mis (Slemish)
He was set to herd sheep and survive on bleak Sliabh Mis (Slemish), a mountain in Antrim, and it was during this hard and lonely exile that his maturing of thoughts turned to God and His Holy Mother for courage and consolation. It was on the wind swept slopes of Slemish that he became a man of prayer. He learned the Irish language , grew to love the young people whom he came in contact, winning from them in return a love that perhaps helped him to escape from captivity at the end of six sad years.
The great St. Martin of Tours was his mother's brother, it is said, and to him the young man of twenty two made his way and pleaded for his instruction that would fit him to serve God and rescue souls from the slavery of paganism.
Four years later Saint Martin entrusted the student Patricius to Saint Germanus of Auxerre under whom he was sent to Pope Celestine. When his consecration as bishop took place the Pope yielded to his earnest appeal to be allowed to go back to Ireland, the place of his captivity, to bring the people he had grown to love to a knowledge of the True Faith. To Ireland he came, then, in 432, and his coming led to a new life, not for the Gael alone, but for the people of many nations to whom unselfish missionaries with hearts aflame have been going out in multitudes for over fifteen hundred years bearing the teaching and the light and the love of Christ Crucified to all the darkened places of the world, under the inspiration of the memory of St. Patrick who brought the saving grace of God to their own land long ago.
When Patrick the consecrated missionary, accompanied by a few disciples landed at a small Meath harbour in 432, he was summoned to the presence of the High King of Ireland, Laoire, who was then at Teamhair (Tara) for the celebration of the pagan summer festival. Fearing obstruction and perhaps attack on the way from the hill of Slane, near which he had landed, to Tara, tradition tells us that the saint composed and recited aloud the beautiful prayer Lureach Phadraig, The Breastplate of Saint Patrick.

Saint Patrick's Breastplate

Christ be with me
Christ be before me
Christ be behind me
Christ be within me
Christ be beneath me
Christ be above me
Christ be at my right
Christ be at my left
Christ be in the fort
Christ be in the chariot seat
Christ be in the ship
Christ be in the heart of everyone who thinks of me
Christ be in the mouth of everyone who speaks of me
Christ be in every eye that sees me
Christ be in every ear that hears me

The King of Ireland was kind and generous, even though he did not himself embrace the True Faith. Having questioned Patrick and listened with attention and respect to his explanation of the mission on which he had been sent by the Vicar of Christ, Laoire gave him permission to travel and teach and preach throughout the land.
The conversion of Ireland is the only bloodless spiritual revolution in history, as well as the most successful. Patrick traversed most of the country, blessing and extending the missionary work that had been done by others before his arrival, adapting pagan festivals and customs and linking them with feasts of the Saints in a way that won for the wise, far seeing, understanding Apostle the lasting love of the people.
That love and wisdom and zeal and understanding have been borne by the missionary successors of Saint Patrick all over the world and account for the mysterious appeal the Feast of Ireland's Patron Saint has for many races in many lands down to this very day in which we live. His humility, his holiness, his courage , his gentle heroism, his wisdom and his love of men have won for him the gratitude and homage and remembrance of the whole Christian world.

quarta-feira, junho 11, 2008

Euro 2008: o Futebol e o Papa Bento XVI

Recebi esta por email de um amigo muito sério em tudo quanto transmite e cuidadoso e rigoroso nas citações que divulga. A de hoje é sobre o Futebol e o Papa Bento XVI, então Cardeal Ratzinger. Assim vai dar outro (maior) gosto ver os jogos do Euro!

Jogo e Vida: a propósito do campeonato de mundo de futebol.

Cardeal Joseph Ratzinger

Regularmente, cada quatro anos, o campeonato do mundo de futebol afirma-se como um acontecimento que reúne à sua volta centenas de milhões de pessoas. Dificilmente um outro fenómeno mundial consegue alcançar uma tão vasta influência. Isso mostra que este fenómeno toca algo constitutivo do ser humano, e leva-nos a perguntar pela razão da força que este desporto tem.

O pessimista dirá que acontece o mesmo que na antiga Roma. Os slogans das massas eram: panem et circenses, pão e circo. Pão e jogo seriam os valores duma sociedade decadente, que não conhece fins superiores. Mesmo que aceitemos esta informação, não seria de maneira nenhuma o suficiente.

Mais uma vez teria que se perguntar: Onde reside a fascinação deste jogo, que se apresenta com a mesma importância que o pão? Podíamos responder olhando novamente para Roma, dizendo que o grito pelo pão e pelo jogo mais não é que a expressão do desejo duma vida paradisíaca, uma vida de fartura sem esforço e da realização da liberdade. Na realidade, é o que se insinua com o jogo: uma actividade totalmente livre, sem o limite dos fins e da necessidade, e que, no entanto, mobiliza e satisfaz todas as energias do ser humano.

Nesta perspectiva, o jogo seria uma tentativa de regresso ao paraíso, a fuga da seriedade escravizante do dia-a-dia com a sua disciplina, para a seriedade livre, sem imposições, que, justamente por isso, se toma mais bela.

Nesse sentido, o jogo ultrapassa, em certo modo, a vida do dia-a-dia; mas tem também, sobretudo na criança, ainda um outro carácter. É exercício para a vida. Simboliza a própria vida e é dela uma antecipação descontraída.

Parece-me que a fascinação do futebol consiste, essencialmente, em que reúne em si estes dois aspectos de forma convincente. Primeiro, obriga o homem a dominar-se, de tal forma que, através do treino, ganha o domínio sobre si mesmo. Com o domínio supera-se e, superando-se, toma-se mais livre. Mas também lhe ensina a disciplina do conjunto: como jogo de equipa, obriga-o a subordinar o próprio ao todo. Une-os num objectivo comum. O sucesso ou o insucesso de um está ligado ao sucesso e ao insucesso do todo.
Por fim, ensina o respeito mútuo, onde a aceitação de regras por todos respeitadas, faz com que apesar da contenda como adversários, subsista, por fim, aquilo que os une e unifica.
Além disso a liberdade do jogo, quando realizada de forma correcta, transforma a seriedade do jogo contra o adversário em liberdade, logo que o jogo termina. Os espectadores identificam-se com o jogo e com os jogadores, e participam no seu empenho e na sua liberdade, ora apoiando, ora protestando. Assim, os jogadores tornam-se símbolo de suas vidas. Isto reflecte-se nos próprios atletas. Eles sabem que os homens se sentem em si representados e confirmados.

Naturalmente que tudo isto pode ser adulterado por uma mentalidade comercial, que tudo submete ao rigor sombrio do dinheiro. Assim, o desporto deixa de o ser e transforma-se numa indústria, um mundo fictício de dimensões assustadoras. Mas mesmo este mundo fictício não poderia subsistir, se não tivesse um substrato positivo, subjacente ao jogo: o exercício preliminar da vida e a travessia da vida como caminhada em direcção ao paraíso perdido. Em ambos os casos, trata-se de procurar uma disciplina para a liberdade. Na aceitação de regras da convivência, nos confrontos e no encontro consigo mesmo. Na medida em que reflectimos nisto, tendo o jogo como ponto de partida, talvez possamos aprender de novo a vida. No jogo torna-se claro algo fundamental: o homem não vive só de pão. Na realidade, o mundo do pão não é mais que a antecâmara do que é efectivamente humano, o mundo da liberdade. Mas a liberdade vive de regras, da disciplina que a convivência e a recta oposição, a independência do êxito exterior e da arbitrariedade nos ensina, tornando-nos, assim, verdadeiramente livres.

O Jogo e a vida - se reflectimos em profundidade, o fenómeno do campeonato do mundo de futebol pode ser mais do que uma diversão.

Fonte: "Esplendor da Glória de Deus", Cardeal Ratzinguer, Ed. Franciscana, 2007, pág. 187

terça-feira, junho 10, 2008

Referendo europeu na Irlanda: quem vota Não nunca se engana... ;-)

Pode é nem sempre vencer...! lol.
Só Deus sabe o prazer que daria uma vitória do Não no referendo europeu na Irlanda! Seria um Não àquela burocracia redonda de Bruxelas mas também a todos os abortistas que se aproveitam destas instâncias internacionais para espalharem os seus erros e domarem os povos mais resistentes aos seus propósitos...
Seria também uma lição sem igual a toda uma classe política que se crê arrogantemente intérprete de uma vontade que tem medo de auscultar.
Porque ou a Europa regressa à sua raiz e a União à ideia dos seus pais fundadores (todos católicos "por acaso") ou então não é mais de que um prenúncio de um "Admirável Mundo Novo" em que a liberdade é uma memória.
Força grande Irlanda!