sexta-feira, fevereiro 27, 2009

Bal Moderne: grande iniciativa da Culturgest

Repetiu-se este ano uma iniciativa da Culturgest que com as minhas filhas e sobrinhas (a família produz mulheres à razão de 5 para cada rapaz...) já tinha tido a sorte de descobrir há dois ou três anos. Trata-se de passar umas 3 ou 4 horas (cerca de 100 pessoas) com coreógrafos (de dança) que em 45 minutos cada ensinam aos presentes uma determinada coreografia com a ajuda dos Lisbon Dancers espalhados na sala. É tão divertido! E impressiona ver como sabe ensinar bem e de forma simples quem sabe fazer uma coisa muito bem. Na verdade depois do treino de cada musica (passo a passo) é impressionante ver como as pessoas estão afinadas a dançá-la conjuntamente. Os exemplos que junto são de uma que aprendemos este ano (It's so easy to fall in love) de outra de já há uns anos atrás (Moonlightshadow) embora neste ultimo caso me pareça que eles (passou-se no Porto) não estão de maneira nenhuma tão sincronizados como eu tenho visto acontecer com quem está na Culturgest...? Se calhar isto é falta de noção...? ;-) Nota final: curiosa também a composição de participantes: todas as idades (para cima de 12), 80% de mulheres, muitos dançarinos profissionais e gente que gosta de dançar em geral. Recomendo vivamente experimentem para o ano (é sempre pelo Carnaval e três tardes). Este ano custou 5 euros. Que bem que soube! Esperemos a Culturgest (Nuno Lobo Antunes) o continue a fazer sempre (no ano passado interromperam :-(

Fátima: cada vez mais presente e actual (mais um filme!)

Num momento da história em que parece que a humanidade quer mergulhar no abismo torna-se cada vez mais actual e presente a provocação da Misericórdia de Deus e da simplicidade dos três pastorinhos. Da Ecclesia: Fátima: «Milagre do Sol» chega ao Cinema . Encontra-se já em fase de pós-produção o filme "O 13.º Dia. Um milagre em Fátima", de Ian e Dominic Higgins, que retrata o fenómeno das aparições de Nossa Senhora em Fátima aos três Pastorinhos. A obra deve estrear ainda em 2009. Os realizadores independentes Ian e Dominic Higgins apresentam os acontecimentos de Maio a Outubro de 1917 no contexto das perseguições religiosas da I República e da I Guerra Mundial, falando da mensagem de esperança entregue às três crianças. Na Internet encontra-se já disponível o trailer do filme e o seu sítio oficial: www.the13thday.com

quarta-feira, fevereiro 25, 2009

Uma Santa Quaresma!

Chegou a Quaresma: um tempo de conversão.
Para quê? Para sermos mais santos, isto é, mais felizes.
Vale a pena ver a mensagem do Senhor D. Manuel Clemente: aqui.

sábado, fevereiro 21, 2009

Notas de leitura do Publico de hoje: do Sábado e da Eutanásia

Um Sábado maravilhoso é aquele em que se dorme de manhã, dá voltas antes do almoço com a mulher, almoça-se e vê-se um filme de aventuras com o filho rapaz (para registo hoje foi "As Minas do Rei Salomão" de há já uns bons anos, com o Richard Chamberlain e a Sharon Stone muito novinha em estreia como actriz...).
Segue-se-lhe a leitura dos jornais de fim-de-semana (por um lado um entretenimento, mas também uma distracção e uma perda de tempo, mas como dizia o outro "se for uma tentação, ao menos que não lhe consiga resistir"...;-)
Algumas notas depois de ler o Público:
- bem o Presidente da CIP a dizer que não há nem regulação nem supervisão que nos safem dos vigaristas profissionais
- mal um médico que se atira ao Pedro Vaz Patto por causa do caso Eluana e da eutanásia. Anda aí uma embriaguez de morte que não sei se haverá Guronsan suficiente para curar a respectiva ressaca
- idem para o Francisco Teixeira da Mota em que se percebe o ponto fundamental dos eutanasistas: se houver sofrimento, cortem-me o pio, por favor...ora, uma sociedade com esta repugnância do sofrimento (em si natural e até desejável desde que não paralisante como é o caso) começa a matar os velhinhos, segue pela meia-idade e acaba como na Holanda a matar crianças...!
Era melhor que todos os Sábados fossem como este (com fados à noite! ;-) mas nunca será demais abdicar deles para dizer e fazer tudo para que se ouça um rotundo Não!

sexta-feira, fevereiro 20, 2009

Nota da Congregação para a Doutrina da Fé sobre casamento pessoas mesmo sexo

O título não é bem este, mas sim: "Considerações sobre os projectos de reconhecimento legal das uniões entre pessoas homossexuais". Foi emitida pela Congregação para a Doutrina da Fé em 3 de Junho de 2003, ainda sob a autoridade do então Cardeal Ratzinger.
Sei que não se devem publicar "lençóis" em Blogs e por isso cá vai o endereço respectivo no site do Vaticano que é sempre um site bom de visitar ;-)
Boa leitura e estudo!

Debate no Prós e Contras sobre casamento pessoas mesmo sexo

Estive na segunda-feira no debate em referência. Pode ainda ser visto no respectivo site.
Conclusão: para o lado da Tolerância esta passa sempre pela exclusão de alguém...ao ponto da discordância política e juridica ser homofobia e nem quero pensar na pessoal...
Soluções: coragem em dizer a verdade, vontade de esclarecer todos, não hesitar em dar razões, lutar pela liberdade, mostrar a contradição e denunciar a demagogia e o choradinho.
Contem comigo e connosco para esse combate! ;-)

11 de Fevereiro: dois anos sobre o segundo referendo do aborto

Uma pequena nota adicional: sobre a cortina de silêncio que deliberadamente(como já acontecera há um ano)caiu sobre o tema...como se não falando sobre o tema, e sobretudo sobre os do Não, pudesse:
desaparecer a incomodidade que é a continuidade de uma força social forte e em crescimento (a nossa),
ocultar o desastre da aplicação da lei (38% mais em 2008 do que em 2007, e isto medido como se quiser: pela extrapolação anual dos números de 2007 ou pela comparação das médias mensais em ambos os anos)
esconder que o aborto em portugal é hoje frequente (em vez de raro), continua inseguro e não desapareceu o ilegal.
Mas citando o velho Galileu: "Pure si muove!" ;-)

11 Fevereiro 2009: um balanço da lei do aborto

Tantas tem sido as coisas que se foram sucedendo nos ultimos 11 dias que à força de batalhar não se consegue tempo para escrever sobre isso...além de que também é preciso trabalhar para ganhar o pão de cada dia porque ao contrário dos nossos adversários não somos pagos para fazer política...
Mas vale a pena deixar aqui registado um balanço sobre a lei do aborto, dois anos depois do segundo referendo (aquele que antecede o terceiro que um dia convocaremos ;-). Socorro-me para isso de um texto do Dr. Luís Brito Correia retirado de uma sua iniciativa pública a que me referirei quando a mesma suceder, com a devida vénia ao autor:

A Lei n.º 16/2007, de 17.4, e a prática do Governo vão muito para além da despenalização da IVG votada no referendo e, até, da liberalização do aborto, rejeitada pelos defensores do “sim” durante a campanha que o precedeu, promovendo activamente o aborto voluntário, sem necessidade de qualquer justificação, sendo pago pelos impostos de todos nós, sem qualquer taxa moderadora e com apoio da Segurança Social idêntico ao de um aborto espontâneo (salário na íntegra, sem impostos, entre 14 e 30 dias).
Ao contrário das prometidas “melhores práticas europeias”, a regulamentação portuguesa nem sequer obriga a informar a mulher do que se passa com o feto, antes, durante e depois do aborto (através de ecografias, por exemplo); nem sobre as múltiplas formas de apoio existentes a grávidas, puérperas e lactantes. Tão pouco permite que médicos objectores de consciência participem nesse aconselhamento, sendo, nesse aspecto, gravemente discriminatório e inconstitucional. E é facultativo o acompanhamento por técnicos de serviço social e psicólogos.
Deste modo, Portugal tem uma das leis que mais promovem o aborto, na Europa.
Assim, muitos portugueses sentem-se, hoje, completamente enganados!
Os resultados estão à vista e são graves: nos últimos 18 meses, foram mortos cerca de 23.000 seres humanos inocentes, quantas vezes por mero capricho das grávidas ou por pressão de companheiros, familiares e empregadores, quando não havia necessidade, quando há muitos casais a querer adoptar crianças e quando a população portuguesa está a envelhecer e a diminuir de modo preocupante. O aborto legal aumentou 38% entre 2007 e 2008. 96,9% dos abortos legais são por opção da mulher. O aborto tornou-se a 3.ª causa de morte em Portugal.
O aborto clandestino, que se dizia pretender terminar, continua impunemente, antes e depois das 10 semanas: em 2007, atingiu o nível mais alto desde 2002.
Os recentes apoios do Governo à maternidade são insuficientes para contrariar o grave e crescente défice demográfico e incoerentes com a promoção do aborto.
O número de abortos voluntários em hospitais públicos está, apesar de tudo, muito abaixo das previsões oficiais. Porque a maioria dos abortos legais são efectuados numa clínica privada conhecida. E talvez como resultado da actividade louvável de muitos defensores da vida, que criaram e divulgaram inúmeras formas de esclarecimento e apoio às mulheres e às crianças.
É manifesto que o aborto voluntário causa, frequentemente, sofrimentos à mulher: gera depressões, disfunção sexual, esterilidade, tendência para aborto espontâneo, etc. São conhecidos vários casos de mulheres que sofreram lesões graves em resultado de abortos, formalmente, legais.
São claras as evidências científicas, de que o aborto voluntário aumenta em 30% o risco de cancro na mama, por interromper bruscamente um processo natural de preparação do seio para a amamentação.
Entretanto, há 32 instituições de apoio à Vida, em todo o País, que, em 2008, apoiaram cerca de 17.000 grávidas. Essas instituições combatem a exclusão social, a violência doméstica, a exclusão social, diferentes níveis de pobreza e o desemprego; e promovem a natalidade, a dignidade da mulher, políticas de família, uma cultura de valores e o apoio à infância.
Está cientificamente demonstrado que o ADN de um ser humano é igual em todas as células, desde a concepção até à morte, e é diferente do ADN da mãe como do pai. Isso mostra claramente que o feto e o embrião não são mera parte do corpo da mãe, de que esta possa legitimamente dispor.

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

Aborto: dois anos depois do referendo...algumas notas

Da autoria do Portugal pro Vida:

Sabe o governo trata como pagamento prioritário aos hospitais o subsídio por aborto (IVG) mas que, por outro lado, os partos não têm pagamento prioritário? Sabe que, para a apertada gestão orçamental hospitalar, um aborto se está por isso a tornar mais "atractivo" do que um parto?

O governo paga cerca de 400 euros aos hospitais como pagamento prioritário por cada IVG, o que orça perto de 7 milhões de euros em 2008. Convém dizer que os cerca de 100.000 partos em Portugal (2008) não têm pagamento prioritário, o que, em termos de finanças correntes, torna mais atractivo para os hospitais realizar IVGs em vez de partos.

Sabe que, embora o problema seja provavelmente muito residual em Portugal, a «comissão para a cidadania e igualdade de género» acaba de canalizar dinheiros públicos (custo?) lançar uma campanha contra a mutilação genital feminina? Porque fica para mais tarde uma verdadeira campanha de sensibilização para os malefícios do alcoolismo durante a gravidez, apesar de se saber que o problema atinge cerca de 10% das grávidas em Portugal, com graves implicações para 10.000 bebés nascidos em cada ano?

Neste país informado é bom saber que o estudo em curso de epidemiologia intitulado «geração 21» mostra que 11,3% das grávidas no 1º trimestre, em Portugal, são alcoolizadas, passando esse número para 9,9% no 2º trimestre e 9,8% no 3º trimestre. Bom seria que o Estado priorizasse as suas campanhas e os dinheiros públicos tendo em atenção as necessidades reais e gritantes da maioria dos cidadãos.

Sabe que há pouco tempo numa maternidade portuguesa de referência num único dia foram praticados 11 abortos e houve apenas 4 partos?

sem comentários...

Mais informação em http://portugalprovida.blogspot.com

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

D. Manuel Clemente sobre D. António Reis Rodrigues

Na morte de D. António Reis Rodrigues

Morreu o Senhor D. António Reis Rodrigues que conheci em 1996 quando este era Bispo-auxiliar do Cardeal Patriarca de Lisboa da altura, o Senhor D. Antonio Ribeiro. O facto que me levou a conhecê-lo foi a primeira discussão do aborto. Desde então encontrámo-nos algumas vezes em ocasiões onde o seu apoio aos católicos que servem a Deus na cidade dos homens nunca faltou. Guardo entre as minhas memórias mais gratas enquanto filho da Igreja empenhado na política uma frase por si dita em 1996 ao Cardeal Ribeiro que terceiros depois me contaram: "temos que fazer alguma coisa com a carta deste rapaz"... :-)
Senhor D. António: do Céu continue por favor a acompanhar-nos como o fez aqui na terra e peça a Deus que nos dê a inteligência e ânimo de que precisamos para melhor O amarmos e assim salvarmos (estimarmos, apreciarmos, vivermos bem) a nossa vida.

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

As nomeações de Obama

Não há pachorra para o moralismo americano na sequência do qual duas das nomeações do Obama froam ao ar...! Qual é o problema de se ter conflitos com o fisco na condição de que os mesmos sejam conhecidos, estejam em vias de ser remediados e pagas as quantias que se apurarem em divida...?
Realmente, como dizia um amigo na semana passada, o facto de as pessoas já não serem educadas a reconhecer a diferença entre o bem e o mal faz com que se tenham de criar gigantescos Códigos Deontológicos e uma teia de normas que poupem aos homens o trabalho de ajuizar a sua vida e serem bons...!
É o que dá tentar criar uma sociedade tão perfeita que já não se pode pecar.
Que falta faz a noção de Perdão e Misericórdia!

O Caso Sócrates: uma nota na RR de Raquel Abecasis

Ténue fronteira

RR on-line, 20090202

Raquel Abecasis

A fronteira entre a verdade e a mentira pode parecer ténue, mas um Primeiro-ministro deve resistir à tentação de pisar o risco. Quem se queixa de campanhas negras e de insídias deve ser o primeiro a não facilitar, porque as facilidades pagam-se caras.


O Primeiro-ministro diz-se vítima de uma campanha negra na comunicação social, por causa de alegadas irregularidades na legalização do Freeport em Alcochete.

Não sei se há campanha negra ou não. Certamente, não será na comunicação social, que se tem limitado a publicar os dados recolhidos numa investigação judicial em curso, dados que, até ver, não foram desmentidos.

Mas é curioso que este Primeiro-ministro se queixe da comunicação social, ele que, como ninguém, tem gozado da benevolência e da apatia dos jornalistas.
Tem sido assim ao longo dos últimos três anos, sem que se faça uma investigação séria aos gastos em marketing e agências de comunicação que promovem os diversos anúncios das políticas do Governo.
Tem sido assim quando a cara do Primeiro-ministro aparece no material distribuído nas cerimónias de inauguração de equipamentos públicos, como aconteceu na semana passada.

E terá sido a contar com essa apatia que o Primeiro-ministro achou que podia vender gato por lebre e chamar a um estudo encomendado pelo Governo a ex-funcionários da OCDE um estudo daquela organização. A OCDE não gostou e fez questão de repor a verdade.

A fronteira entre a verdade e a mentira pode parecer ténue, mas um Primeiro-ministro deve resistir à tentação de pisar o risco. Quem se queixa de campanhas negras e de insídias deve ser o primeiro a não facilitar, porque as facilidades pagam-se caras.

Melhor do que ninguém, o engenheiro Sócrates sabê-lo-á, habituado como está a utilizar as técnicas de propaganda para, subtilmente ou nem tanto, veicular a sua propaganda e a do Governo. É que, para quem tão violentamente se indigna com aquilo a que chama insídia contra si, não deveria ser irrelevante a autoria de um estudo que o seu Governo encomendou.

Ao contrário do que se pensa.



Raquel Abecasis

quarta-feira, janeiro 28, 2009

Um poema belíssimo!

Do Pedro Homem de Mello
No Blog onde o encontrei tinha como título "Libertação"

"Quando amanhã os banqueiros
Fugirem dos palácios roubados
E em vez deles homens verdadeiros
Forem monges, poetas e soldados

Então, na mão direita de Deus
Rolará a Terra.
E será perfeita."

Lindo, não é?

Sócrates, o Freeport e Pedro Lomba

O artigo de Pedro Lomba no Diário Económico é durissimo para Sócrates e parece-me resumir bem todas as dúvidas existentes nesta "pega" com o chefe do Governo. Vale a pena ler.
Embora me pareça irrealista pedir que Sócrates se lembre de uma das milhares de reuniões que teve enquanto Ministro do Ambiente...!?
Isto promete...Dava muito para saber o que pensará a Câncio disto...? ;-)

Ainda Sócrates e o Freeport

Continuo convencido que os media e a sociedade em geral estão a tratar o caso Freeport e outros de forma paranóica e que o que é perfeitamente normal transforma-se nas páginas dos jornais em casos complicadissimos e conspirações gigantescas...
No entanto o artigo de João Miguel Tavares ontem no Diário de Notícias é também justissimo ao explicar porque é que a defesa assente no "querem-me fazer mal que eu bem os conheço" é completamente descabida. Vale a pena lê-lo.
Já agora não resisto a contar esta: há pelo menos uma identidade (semelhança) nitida entre Sócrates (o filósofo) e Sócrates (o primeiro-ministro): ambos nunca foram Engenheiros...! Genial ;-)

Galileu

Deve ser das histórias mais mal contadas da história da humanidade, essa do Galileu!
Para quem como eu já teve o privilégio de ouvir o Henrique Leitão contá-la de fio a pavio, não tem mais pachorra para o constante uso da vida daquele homem contra a Igreja Católica...!
De qualquer das formas vale a pena ver o que há de mais actual sobre isso na Agência Ecclesia pesquisando pelo nome "Galileu": são estes os resultados.
Boa leitura e muita paciência para aturar e corrigir a ignorância bem ou mal-intencionada!

Obama num artigo de Miguel Alvim

A Luta pela Vida
Miguel Alvim
Publicado hoje no "Infovitae"
Menos de 100 horas depois da sua tomada de posse, o Presidente Barack Obama, o pai dos pobres, esperança dos oprimidos, luz dos cegos, martelo dos crentes – na passada 6.ª feira, no famigerado dia 23.01.2009, para que conste - assinou a ordem executiva ou decreto presidencial que revogou a proibição da administração Bush de se subvencionar com fundos públicos federais grupos internacionais que proporcionam ou promovem o aborto no exterior, designadamente sob as vestes de mais um expediente do planeamento familiar. Parabéns Barack Obama!
Bem-vindo ao grupo dos novos keynesianos, dos novos visionários, do eng. Sócrates!
Dos que resolvem a crise ética e valorativa, económica e financeira, com medidas contra a vida.
Coisa boa!
Como é que não vimos?
Como é que não percebemos?
"it's life, stupid"!
Quando já não existir ninguém ou estiver (quase) tudo morto, já não há razões para alarme…
Então não é bom?
E o resto?
O resto vai para escravos.
Vamos lá, vamos em frente, matem-se (quase) todos se f.f.!
Nós pagamos o serviço ("we pay for the service" em língua Inglesa)
Ah!, e é verdade, já me esquecia: "Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância (Jo 10,10)", não é uma frase do vocabulário destes senhores de 2.ª e de letra pequena.
Tem dono e é de N.S Jesus Cristo.
Desculpem lá todos a decepção, mas A SALVAÇÃO (NUNCA) VEIO DOS HOMENS.

Obama, Estados Unidos e cristianismo

Seria tão bom que Obama só significasse o que Maria da Glória Garcia refere neste artigo que foi publicado na Ecclesia...! Infelizmente temos o "dark side" de Obama que Miguel Alvim caracteriza num artigo hoje saído no Infovitae e que também vou publicar aqui no Blog...

Barack Obama

Emblemática, a tomada de posse de Barack Obama como 44º Presidente dos Estados Unidos da América merece inúmeras reflexões, sob vários ângulos, multidisciplinares, de substância, de forma...
Nesta, procurarei destacar duas ideias: o juramento solene sobre a Bíblia e a referência inicial do 1º discurso de Barack Obama à humildade.

Reflectindo sobre a primeira ideia, começo por evidenciar a presença, na ceri-mónia de tomada de posse do poder executivo nos Estados Unidos da América, com toda a sua irradiante carga simbólica, de um poder distinto daquele poder estadual. Falo do poder dos que têm fé e acreditam em Deus e O exigem como testemunha primeira dos seus actos, simultaneamente, o poder dos que têm fé e acreditam que um juramento sobre a Bíblia significa total fidelidade às tarefas reconhecidas por lei a quem as jura cumprir.

O capital de confiança, pacificadora e unificadora, que decorre da presença de Deus e do seu poder neste momento fulcral para a história do povo norte-americano – e, porque não dizê-lo, para a história dos povos que estão a iniciar o percurso do século XXI – virá a ser acentuado ao longo do discurso, na escolha da «esperança e não do medo», na escolha da «unidade de objectivo e não o conflito e a discórdia», lembrando palavras das Escrituras e reafirmando «a promessa de Deus de que todos somos iguais, todos somos livres, e todos merecemos uma oportunidade de tentar atingir a felicidade completa», o que, por outras palavras, significa recuperar e enfatizar a memória fundadora dos valores culturais que moldam e sustentam o Estado de Direito. E Barack Obama vai mais longe, apelando ao espírito ecuménico que une cristãos e muçulmanos, judeus, hindus e não crentes, desde logo os presentes na imensa multidão de crianças, homens, mulheres à sua frente, e vê na diversidade a força, acrescentando: «a fonte da nossa confiança reside em saber que Deus nos chama para moldar um destino incerto». Nessa linha termina, implicando todos na mudança – ninguém fica de fora desta ingente tarefa –, «com os olhos fixos no horizonte e a graça de Deus entre nós», e solicitando a «bênção de Deus» para esta tarefa e para o povo a quem, em primeira linha, se dirige.

A segunda ideia que registo é a acentuação da humildade. Falo da humildade com que Barack Obama se apresenta perante quem lhe conferiu o poder de Presidente e o tornou, por isso mesmo, diferente dos demais cidadãos americanos.

Longe do esperado triunfalismo de quem foi eleito e reafirma as promessas anunciadas antes das eleições; quebrando com a tradicional euforia de quem sente o privilégio de chegar a um lugar cimeiro, impensável há poucos anos; rompendo com a normal pose vencedora e diferen-ciadora, compreensível em situações como esta, Barack Obama junta à palavra «humildade» um discurso que lhe dá conteúdo, de incitamento à tarefa da reconstrução da confiança na comunidade, em liberdade, colocando-se como seu artífice, em paridade com os outros cidadãos. E, de forma clara, afirma: «o poder só por si não nos protege nem confere qualquer título para fazer o que quisermos». «O nosso poder cresce com o seu uso prudente; a nossa segurança emana da justeza da nossa causa, da força do nosso exemplo, das qualidades temperadas de humildade e contenção».

Em conclusão, de conteúdo inspirador e palavra mobilizadora, esta tomada de posse ficará, decerto, na história como um fruto maduro do poder de acreditar e um exemplo para quem pretenda exercer esse poder.

Internacional | Maria da Glória Garcia| 27/01/2009 | 09:23 | 3498 Caracteres | 264 | América