Com a Apresentação Pública hoje às 14h00 da Iniciativa Popular de Referendo da Plataforma Cidadania e Casamento (um referendo ao casamento entre as pessoas do mesmo sexo) temos uma nova campanha...
Diferenças com momentos anteriores?
- enquanto em outros momentos a consciência da necessidade de propôr um referendo nascia de certos meios e partia para a sociedade, neste caso a iniciativa vai de encontro a um clamor, e melhor ainda, uma exigência, da sociedade
- sinal disso é o movimento compreende gente nova chegada de outros sectores e outras confissões (ou "profissão" laica) o que torna esta iniciativa civica ainda mais apaixonante e interessante
De qualquer das formas e como católico impressionou-me esta frase do Evangelho de hoje:
"Quando se aproximou, ao ver a cidade, Jesus chorou sobre ela."
Na verdade que seja preciso chegar ao ponto de se ter que discutir uma proposta como esta mostra uma civilização que, no limite do precipício, diz "é necessário um passo em frente!"...;-)
Ou como dizia um amigo meu: "só perguntar isso, já é uma vergonha...!" lol!
Foi o diário da acção política de um deputado do PSD, eleito por Braga, e agora é-o de um cidadão que desejando contribuir activamente para a organização do bem comum, procura invadir esse âmbito (da política) com aquele gosto de vida nova que caracteriza a experiência cristã. O título "POR CAUSA DELE" faz referência ao manifesto com o mesmo título, de Comunhão e Libertação, publicado em Janeiro de 2003 (e incluído no Blog).
quinta-feira, novembro 19, 2009
Nova campanha, novo referendo
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segunda-feira, novembro 02, 2009
Aborto e cancro da mama
No dia nacional de prevenção do cancro da mama, quer os Juntos pela Vida, quer a Federação Portuguesa pela Vida, emitiram comunicados, assinalando a evidencia cientifica existente de que o abortamento provocado podendo conduzir ao cancro da mama devia tal ser expressamente informado às mulheres que desejassem recorrer ao mesmo no âmbito de um consentimento informado digno desse nome.
Nos emails trocados entre nós a esse propósito surgiu este esclarecimento que reproduzo porque de utilidade a todos e por ser tão clarinho que até um Advogado como eu o entende ;-)
"De facto há evidência científica suficiente para se afirmar que a queda súbita da produção hormonal que se verifica no abortamento provocado ( por oposição a uma diminuição gradual, ao longo de semanas, na perda expontânea ) constitui um factor de risco importante para a neoplasia mamária. Há artigos - que poderei tentar fazer-lhe chegar - que quantificam o risco relativo, nomeadamente face aos anovulatórios. (...) Não há dúvida de que muitos outros factores de risco não são comunicados às pessoas; isso é verdade para os DIU's como para os anticoncepcionais hormonais."
Nos emails trocados entre nós a esse propósito surgiu este esclarecimento que reproduzo porque de utilidade a todos e por ser tão clarinho que até um Advogado como eu o entende ;-)
"De facto há evidência científica suficiente para se afirmar que a queda súbita da produção hormonal que se verifica no abortamento provocado ( por oposição a uma diminuição gradual, ao longo de semanas, na perda expontânea ) constitui um factor de risco importante para a neoplasia mamária. Há artigos - que poderei tentar fazer-lhe chegar - que quantificam o risco relativo, nomeadamente face aos anovulatórios. (...) Não há dúvida de que muitos outros factores de risco não são comunicados às pessoas; isso é verdade para os DIU's como para os anticoncepcionais hormonais."
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Jogos Africanos de Jaime Nogueira Pinto
Procurando o artigo sobre a Europa de Jaime Nogueira Pinto dei com estes seus dois textos que são uma beleza (de concisão, expressão e historia) e me permitem aproveitar para recomendar vivamente o livro que tem o título em epigrafe deste post.
Aqui ficam como "apetizer" para o livro que li de um folgo só (já há uns bons meses, mais de um ano, creio).
"Relativismos" e "Explicando os Jogos Africanos".
Nota: tive o prazer de desde o inicio (em 1980) participar com o Jaime Nogueira Pinto no lançamento da revista "Futuro Presente" (quando surgiu uma revista da Nova Direita onde pela primeira vez em Portugal não só eram tratados temas e autores "malditos" para a mentalidade dominante, como lançados toda uma vaga de ideias e protagonistas das correntes conservadoras e liberais sobretudo dos estados Unidos, então desconhecidos no país) ainda hoje editada e com um Blog do mesmo nome.
Para a minha geração (no sentido cronológico e ideológico da altura) foi uma oportunidade única de privar de muito perto e gozar de uma amizade com aquilo que definiria como a figura do Mestre. Uma experiência humana rara e uma das mais enriquecedoras da minha vida!
Aqui ficam como "apetizer" para o livro que li de um folgo só (já há uns bons meses, mais de um ano, creio).
"Relativismos" e "Explicando os Jogos Africanos".
Nota: tive o prazer de desde o inicio (em 1980) participar com o Jaime Nogueira Pinto no lançamento da revista "Futuro Presente" (quando surgiu uma revista da Nova Direita onde pela primeira vez em Portugal não só eram tratados temas e autores "malditos" para a mentalidade dominante, como lançados toda uma vaga de ideias e protagonistas das correntes conservadoras e liberais sobretudo dos estados Unidos, então desconhecidos no país) ainda hoje editada e com um Blog do mesmo nome.
Para a minha geração (no sentido cronológico e ideológico da altura) foi uma oportunidade única de privar de muito perto e gozar de uma amizade com aquilo que definiria como a figura do Mestre. Uma experiência humana rara e uma das mais enriquecedoras da minha vida!
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Europa e Tratado de Lisboa: a esperança Cameron
A noticia do Público de ontem é muito prometedora para quem ainda não deixou de sonhar com o abalo que percorreria a União Europeia com o chumbo do Tratado de Lisboa...
De acordo com a notícia: "Os principais líderes europeus ficaram irritados com uma tentativa do chefe conservador britânico, David Cameron, para atrasar a ratificação do Tratado de Lisboa, noticiou ontem o jornal Guardian.
Nicolas Sarkozy, Angela Merkel e José Luis Rodríguez Zapatero criticaram duramente, durante a cimeira que anteontem terminou em Bruxelas, a iniciativa de Cameron de escrever ao Presidente checo, Vaclav Klaus, num gesto interpretado como tendo por objectivo atrasar a ratificação.
Na carta, Cameron, candidato à chefia do Governo britânico, explica a intenção de referendar o tratado, no caso de chegar ao poder antes de o texto entrar em vigor. Klaus vinha manifestando reservas ao documento, mas a ratificação só já está dependente da decisão do Tribunal Constitucional checo."
Porquê? Porque a forma como este Tratado foi imposto proibindo, abafando, ignorando, referendos nos países a este sujeitos, é não só bem demonstrativo da perigosa deriva totalitária da burocraci de Bruxelas mancomunada com a classe dirigente dos países membros da União, como também o próprio Tratado (além de ilegivel e incompreensível) parece feito de propósito para acabar com o espirito que fundou e presidiu à Europa, essa sim uma ideia boa e original, cujos frutos se vão produzindo independentemente dos esforços para acabar com ela.
Para perceber melhor o que quero dizer (e muito melhor escrito, claro! ;-) ver este artigo do Jaime Nogueira Pinto no "i".
De acordo com a notícia: "Os principais líderes europeus ficaram irritados com uma tentativa do chefe conservador britânico, David Cameron, para atrasar a ratificação do Tratado de Lisboa, noticiou ontem o jornal Guardian.
Nicolas Sarkozy, Angela Merkel e José Luis Rodríguez Zapatero criticaram duramente, durante a cimeira que anteontem terminou em Bruxelas, a iniciativa de Cameron de escrever ao Presidente checo, Vaclav Klaus, num gesto interpretado como tendo por objectivo atrasar a ratificação.
Na carta, Cameron, candidato à chefia do Governo britânico, explica a intenção de referendar o tratado, no caso de chegar ao poder antes de o texto entrar em vigor. Klaus vinha manifestando reservas ao documento, mas a ratificação só já está dependente da decisão do Tribunal Constitucional checo."
Porquê? Porque a forma como este Tratado foi imposto proibindo, abafando, ignorando, referendos nos países a este sujeitos, é não só bem demonstrativo da perigosa deriva totalitária da burocraci de Bruxelas mancomunada com a classe dirigente dos países membros da União, como também o próprio Tratado (além de ilegivel e incompreensível) parece feito de propósito para acabar com o espirito que fundou e presidiu à Europa, essa sim uma ideia boa e original, cujos frutos se vão produzindo independentemente dos esforços para acabar com ela.
Para perceber melhor o que quero dizer (e muito melhor escrito, claro! ;-) ver este artigo do Jaime Nogueira Pinto no "i".
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quarta-feira, outubro 28, 2009
Angolagate e o fado da UNITA
A noticia do Público de hoje sobre o Angolagate é uma peça importante para perceber como nasce e onde se desenvolve a tenaz internacional que se fechou sobre a UNITA e a derrotou sem apelo nem agravo.
Se é verdade que também a esta se podem assacar responsabilidades e (muitas) inabilidades pelo decurso da guerra civil, não o é menos que nesses ultimos anos de guerra a mesma, e os povos que nela se abrigavam e confiavam, foram vitimas de uma conspiração que contou com o assentimento de interesses bem concretos, alguma ignorância e muito alheamento, no Ocidente em especial.
E o fado triste de a paz se ter sucedido à morte de Savimbi (uma das grandes figuras africanas do século) e a democracia que foi assegurada pelos resistentes ao marxismo aquando do seu exercicio, nas ultimas eleições, ter reduzido a mesma UNITA a uma expressão menor, são exemplos impressionantes dos desencontros da história...
Se é verdade que também a esta se podem assacar responsabilidades e (muitas) inabilidades pelo decurso da guerra civil, não o é menos que nesses ultimos anos de guerra a mesma, e os povos que nela se abrigavam e confiavam, foram vitimas de uma conspiração que contou com o assentimento de interesses bem concretos, alguma ignorância e muito alheamento, no Ocidente em especial.
E o fado triste de a paz se ter sucedido à morte de Savimbi (uma das grandes figuras africanas do século) e a democracia que foi assegurada pelos resistentes ao marxismo aquando do seu exercicio, nas ultimas eleições, ter reduzido a mesma UNITA a uma expressão menor, são exemplos impressionantes dos desencontros da história...
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Cancro da Mama: Juntos pela Vida patrocinam acções contra Estado português

Associação Juntos pela Vida
COMUNICADO
Associação Juntos pela Vida Patrocina Processos contra o Estado
No Dia Nacional de Prevenção do Cancro da Mama (30 de Outubro) queremos recordar o seguinte:
1. Em 1986 uma equipa de cientistas escreveu que "o aborto provocado antes da primeira gravidez levada a termo aumenta o risco de cancro da mama". ("Induced abortion before first term pregnancy increases the risk of breast cancer." Lancet, 2/22/86, p. 436)
2. A descoberta acima abriu um novo campo de pesquisa científica e médica que suscitou um amplo debate público, alguma controvérsia e dolorosas consequências para quem foi deliberadamente privado do seu conhecimento.
3. Na verdade, a evidência científica reunida nos últimos 50 anos é clara: o aborto provocado é, entre os factores de risco evitáveis, o que tem maior impacto no aumento do cancro da mama. Independentemente da posição pessoal ou institucional no debate sobre o aborto diversas organizações médicas afirmam que o aborto aumenta o risco de cancro da mama.
4. O Estado português tem o dever de informar todas as mulheres: o aborto provocado agrava o risco de contrair cancro da mama. No entanto não o faz.
5. A nossa associação oferece-se para ajudar as mulheres que desejem pedir responsabilidades e eventual indemnização ao Estado por não terem sido informadas de que o aborto aumenta o risco de ter cancro da mama.
Lisboa, 30 de Outubro de 2009.
##########################
Contacto para a Comunicação Social:
Dr. João Paulo Malta, médico ginecologista e obstetra.
Para mais informação:
http://www.abortionbreastcancer.com/
www.juntospelavida.org
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terça-feira, outubro 27, 2009
O Solista: um filme extraordinário!
Vão ver O Solista! Um filme extraordinário sobre a amizade e a misericórdia. Altissima sensibilidade humana, imagens impressionantes (os sem abrigo), o Pai-Nosso mais bonito que vi no cinema, extraordinário!
O site do filme é este.
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Notas de leitura do Público de hoje (Padre preso e Saramago)
Confesso continuo fascinado com a história do Pároco de Covas do Barroso...! Ou muito me engano ou isto ainda vai acabar no cinema...entretanto a história está assim.
Tudo o que acontece é sempre para um bem! Os disparates de Saramago, fizeram explodir a verdade e suscitaram alguns textos geniais (como os de Pulido Valente, sempre virulento, e do Padre Gonçalo Portocarrero de Almada, sempre bem humorado, que reproduzo aqui abaixo). Veja-se também o "Saramago e a insustentável leveza da ignorância" de Richard Zimler (no P2 do Público) ou Daniel de Oliveira no Expresso do último Sábado.
Uma farsa
Por Vasco Pulido Valente – PUBLICO – 23.Out.2009
O problema com o furor que provocaram os comentários de Saramago sobre a Bíblia (mais precisamente sobre o Antigo Testamento) é que não devia ter existido furor algum. Saramago não disse mais do que se dizia nas folhas anticlericais do século XIX ou nas tabernas republicanas no tempo de Afonso Costa. São ideias de trolha ou de tipógrafo semianalfabeto, zangado com os padres por razões de política e de inveja. Já não vêm a propósito. Claro que Saramago tem 80 e tal anos, coisa que não costuma acompanhar uma cabeça clara, e que, ainda por cima, não estudou o que devia estudar, muito provavelmente contra a vontade dele. Mas, se há desculpa para Saramago, não há desculpa para o país, que se resolveu escandalizar inutilmente com meia dúzia de patetices.
Claro que Saramago ganhou o Prémio Nobel, como vários "camaradas" que não valiam nada, e vendeu milhões de livros, como muita gente acéfala e feliz que não sabia, ou sabe, distinguir a mão esquerda da mão direita. E claro que o saloiice portuguesa delirou com a façanha. Só que daí não se segue que seja obrigatório levar a criatura a sério. Não assiste a Saramago a mais remota autoridade para dar a sua opinião sobre a Bíblia ou sobre qualquer outro assunto, excepto sobre os produtos que ele fabrica, à maneira latino-americana, de acordo com o tradição epigonal indígena. Depois do que fez no PREC, Saramago está mesmo entre as pessoas que nenhum indivíduo inteligente em princípio ouve.
Oregime de liberdade, aliás relativa, em que vivemos permite ao primeiro transeunte evacuar o espírito de toda a espécie de tralha. É um privilégio que devemos intransigentemente defender. O Estado autoriza Saramago a contribuir para o dislate nacional, mas não encomendou a ninguém? principalmente a dignatários da Igreja como o bispo do Porto - a tarefa de honrar o dislate com a sua preocupação e a sua crítica. Nem por caridade cristã. D. Manuel Clemente conhece com certeza a dificuldade de explicar a mediocridade a um medíocre e a impossibilidade prática de suprir, sobre o tarde, certos dotes de nascença e de educação. O que, finalmente, espanta neste ridículo episódio não é Saramago, de quem - suponho - não se esperava melhor. É a extraordinária importância que lhe deram criaturas com bom senso e a escolaridade obrigatória.
Caim Bolchevique
Gonçalo Portocarrero de Almada
Muito se tem escrito e dito sobre o mais recente opúsculo do Nobel português mas, na realidade, não se percebe a razão, porque nesta sua última ficção literária, o escritor iberista não apresenta nada de novo. Pelo contrário, é mais do mesmo. Com efeito, não é de estranhar que o autor do falso «Evangelho segundo Jesus Cristo» manifeste, mais uma vez, o seu desdém pela Bíblia, palavra de um Deus em que não crê, e que, por isso, de novo arremeta contra as religiões em geral e a católica em particular, sua inimiga de longa data e muita estimação.
É verdade que alguns cristãos ficaram incomodados pela recorrente deturpação dos textos sagrados e pela falta de respeito pela liberdade religiosa que uma tal atitude evidencia. Mas reconheça-se, em abono da verdade, que o criador desta mistificação, com laivos auto-biográficos, não podia ter sido mais sincero nem coerente com a teoria política que tão devotamente segue. Com efeito, que outra personagem, que não Caim, poderia personificar melhor a ideologia em que se revê o galardoado autor?! Não é o irmão de Abel a melhor expressão bíblica do que foi, e é, o comunismo para a humanidade?
O ilustre premiado com o ignóbil prémio Nobel acredita que Caim nunca existiu, o que é, convenhamos, um acto de muita fé para quem se confessa ateu, até porque não tem qualquer evidência científica dessa suposta inexistência em que tão dogmaticamente crê. Mas decerto não ignora a realidade histórica de muitos outros Cains – Lenine, Estaline, Mao, Pol Pot e outros diabretes de menor monta – todos eles sobejamente conhecidos pelas atrocidades a que associaram os seus nomes e a sua comum ideologia.
À conta do Caim bíblico, agora reabilitado, por obra e graça deste seu oficioso defensor, pretende redimir os não poucos Cains que lhe são doutrinal e eticamente afins, mas a verdade é que o pretenso carácter mítico daquele não faz lendários os crimes destes seus comparsas mais modernos, até porque esta sanha fratricida ainda hoje impera, impunemente, na China, no Tibete, no Vietname, na Coreia do Norte, em Cuba, etc.
Mas não é só Caim que é um mito para o ortodoxo militante comunista, pois Deus também não existe (em todo o caso seria sempre um segundo Deus, porque o primeiro é, como é óbvio, o próprio escritor), e a Igreja Católica mais não é do que uma aberração. Mas, se assim é de facto, porque se incomoda tanto com a inexistente divindade e a pretensamente caduca instituição eclesial?! Será que, apesar de não acreditar em bruxas, no entanto nelas crê e teme?! Ou, melhor ainda, será que se está finalmente a converter, senão num cristão convicto, pelo menos num ateu não praticante?! Deus, que crê também nos que n’Ele não crêem, o queira…
Sem a Bíblia seriamos diferentes? Sem dúvida. Melhores? Duvido, porque todas as grandes tiranias do século XX – o fascismo, o nazismo e o comunismo – foram e são visceralmente ateias e, pelo contrário, todas as grandes gestas de justiça social são cristãs, como católica é também a maior rede mundial de assistência aos mais necessitados. Mas uma coisa é certa: sem o marxismo seriamos hoje muitos mais, concretamente mais cem milhões de mulheres e homens, tantos quantas foram as vítimas do comunismo em todo o mundo (cf. Stéphane Courtois, Le livre noir du communisme, Robert Laffont, 1998, pág. 14).
Tudo o que acontece é sempre para um bem! Os disparates de Saramago, fizeram explodir a verdade e suscitaram alguns textos geniais (como os de Pulido Valente, sempre virulento, e do Padre Gonçalo Portocarrero de Almada, sempre bem humorado, que reproduzo aqui abaixo). Veja-se também o "Saramago e a insustentável leveza da ignorância" de Richard Zimler (no P2 do Público) ou Daniel de Oliveira no Expresso do último Sábado.
Uma farsa
Por Vasco Pulido Valente – PUBLICO – 23.Out.2009
O problema com o furor que provocaram os comentários de Saramago sobre a Bíblia (mais precisamente sobre o Antigo Testamento) é que não devia ter existido furor algum. Saramago não disse mais do que se dizia nas folhas anticlericais do século XIX ou nas tabernas republicanas no tempo de Afonso Costa. São ideias de trolha ou de tipógrafo semianalfabeto, zangado com os padres por razões de política e de inveja. Já não vêm a propósito. Claro que Saramago tem 80 e tal anos, coisa que não costuma acompanhar uma cabeça clara, e que, ainda por cima, não estudou o que devia estudar, muito provavelmente contra a vontade dele. Mas, se há desculpa para Saramago, não há desculpa para o país, que se resolveu escandalizar inutilmente com meia dúzia de patetices.
Claro que Saramago ganhou o Prémio Nobel, como vários "camaradas" que não valiam nada, e vendeu milhões de livros, como muita gente acéfala e feliz que não sabia, ou sabe, distinguir a mão esquerda da mão direita. E claro que o saloiice portuguesa delirou com a façanha. Só que daí não se segue que seja obrigatório levar a criatura a sério. Não assiste a Saramago a mais remota autoridade para dar a sua opinião sobre a Bíblia ou sobre qualquer outro assunto, excepto sobre os produtos que ele fabrica, à maneira latino-americana, de acordo com o tradição epigonal indígena. Depois do que fez no PREC, Saramago está mesmo entre as pessoas que nenhum indivíduo inteligente em princípio ouve.
Oregime de liberdade, aliás relativa, em que vivemos permite ao primeiro transeunte evacuar o espírito de toda a espécie de tralha. É um privilégio que devemos intransigentemente defender. O Estado autoriza Saramago a contribuir para o dislate nacional, mas não encomendou a ninguém? principalmente a dignatários da Igreja como o bispo do Porto - a tarefa de honrar o dislate com a sua preocupação e a sua crítica. Nem por caridade cristã. D. Manuel Clemente conhece com certeza a dificuldade de explicar a mediocridade a um medíocre e a impossibilidade prática de suprir, sobre o tarde, certos dotes de nascença e de educação. O que, finalmente, espanta neste ridículo episódio não é Saramago, de quem - suponho - não se esperava melhor. É a extraordinária importância que lhe deram criaturas com bom senso e a escolaridade obrigatória.
Caim Bolchevique
Gonçalo Portocarrero de Almada
Muito se tem escrito e dito sobre o mais recente opúsculo do Nobel português mas, na realidade, não se percebe a razão, porque nesta sua última ficção literária, o escritor iberista não apresenta nada de novo. Pelo contrário, é mais do mesmo. Com efeito, não é de estranhar que o autor do falso «Evangelho segundo Jesus Cristo» manifeste, mais uma vez, o seu desdém pela Bíblia, palavra de um Deus em que não crê, e que, por isso, de novo arremeta contra as religiões em geral e a católica em particular, sua inimiga de longa data e muita estimação.
É verdade que alguns cristãos ficaram incomodados pela recorrente deturpação dos textos sagrados e pela falta de respeito pela liberdade religiosa que uma tal atitude evidencia. Mas reconheça-se, em abono da verdade, que o criador desta mistificação, com laivos auto-biográficos, não podia ter sido mais sincero nem coerente com a teoria política que tão devotamente segue. Com efeito, que outra personagem, que não Caim, poderia personificar melhor a ideologia em que se revê o galardoado autor?! Não é o irmão de Abel a melhor expressão bíblica do que foi, e é, o comunismo para a humanidade?
O ilustre premiado com o ignóbil prémio Nobel acredita que Caim nunca existiu, o que é, convenhamos, um acto de muita fé para quem se confessa ateu, até porque não tem qualquer evidência científica dessa suposta inexistência em que tão dogmaticamente crê. Mas decerto não ignora a realidade histórica de muitos outros Cains – Lenine, Estaline, Mao, Pol Pot e outros diabretes de menor monta – todos eles sobejamente conhecidos pelas atrocidades a que associaram os seus nomes e a sua comum ideologia.
À conta do Caim bíblico, agora reabilitado, por obra e graça deste seu oficioso defensor, pretende redimir os não poucos Cains que lhe são doutrinal e eticamente afins, mas a verdade é que o pretenso carácter mítico daquele não faz lendários os crimes destes seus comparsas mais modernos, até porque esta sanha fratricida ainda hoje impera, impunemente, na China, no Tibete, no Vietname, na Coreia do Norte, em Cuba, etc.
Mas não é só Caim que é um mito para o ortodoxo militante comunista, pois Deus também não existe (em todo o caso seria sempre um segundo Deus, porque o primeiro é, como é óbvio, o próprio escritor), e a Igreja Católica mais não é do que uma aberração. Mas, se assim é de facto, porque se incomoda tanto com a inexistente divindade e a pretensamente caduca instituição eclesial?! Será que, apesar de não acreditar em bruxas, no entanto nelas crê e teme?! Ou, melhor ainda, será que se está finalmente a converter, senão num cristão convicto, pelo menos num ateu não praticante?! Deus, que crê também nos que n’Ele não crêem, o queira…
Sem a Bíblia seriamos diferentes? Sem dúvida. Melhores? Duvido, porque todas as grandes tiranias do século XX – o fascismo, o nazismo e o comunismo – foram e são visceralmente ateias e, pelo contrário, todas as grandes gestas de justiça social são cristãs, como católica é também a maior rede mundial de assistência aos mais necessitados. Mas uma coisa é certa: sem o marxismo seriamos hoje muitos mais, concretamente mais cem milhões de mulheres e homens, tantos quantas foram as vítimas do comunismo em todo o mundo (cf. Stéphane Courtois, Le livre noir du communisme, Robert Laffont, 1998, pág. 14).
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domingo, outubro 25, 2009
Um Padre preso...!?
O meu pai sempre me disse (quando falavamos sobre cinema) "a realidade ultrapassa a ficção". A noticia do Público de hoje ("Padre septuagenário detido por suspeita de posse de armas, munições e explosivos") é um desses casos...!
Que se terá passado? Que história é esta? Temos de confessar que se vissemos isto no cinema elogiariamos a imaginação do realizador...;-)
Que se terá passado? Que história é esta? Temos de confessar que se vissemos isto no cinema elogiariamos a imaginação do realizador...;-)
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Os animais de circo e a sanha do Governo
Com as suas habituais acutilância, sagacidade e inteligência, Maria José Nogueira Pinto diz hoje no DN tudo o que se devia dizer sobre a incompreensível sanha "animalista" do Governo português...
Pobres crianças privadas de Circo, pobres animais condenados ao abate porque nem podem ser devolvidos à procedência nem utilizados de acordo com a ferocidade regulamentistica do governo, pobres artistas circences proibidos de nos oferecer a sua genialidade e arte, pobres cabeças dos "animalistas" que se atravessam por qualquer animal menos o humano, pobres governantes que se distraem do que os devia ocupar e se ocupam com o que não sabem regular...!
Pobres crianças privadas de Circo, pobres animais condenados ao abate porque nem podem ser devolvidos à procedência nem utilizados de acordo com a ferocidade regulamentistica do governo, pobres artistas circences proibidos de nos oferecer a sua genialidade e arte, pobres cabeças dos "animalistas" que se atravessam por qualquer animal menos o humano, pobres governantes que se distraem do que os devia ocupar e se ocupam com o que não sabem regular...!
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quarta-feira, outubro 21, 2009
Reacção de Mário David às declarações de Saramago
Não me parece valha a pena fazer outra coisa por Saramago do que rezar por ele mas esta reacção de Mário David eurodeputado do PSD é de saudar pela coragem e convicção que mostra.
A noticia está nos media e esta recebia-a dos meus amigos do Politica XXI- PSD Palmela:
Eurodeputado do PSD encoraja Saramago a abdicar da cidadania portuguesa
Por Redacção
Mário David, deputado do Parlamento Europeu, eleito nas listas do PSD, incentivou José Saramago a abdicar da cidadania portuguesa e confessou ter «vergonha de o [José Saramago] ter como compatriota».
«José Saramago, há uns anos, fez a ameaça de renunciar à cidadania portuguesa. Na altura, pensei quão ignóbil era esta atitude. Hoje, peço-lhe que a concretize... E depressa!», escreveu Mário David, no seu site pessoal.
O apelo do eurodeputado social-democrata surge depois de declarações recentes de José Saramago, em que o Nobel português classificou a Bíblia como «um manual de maus costumes, um catálogo de crueldade e do pior da natureza humana».
Para Mário David, «a outorga do Prémio Nobel (...) não lhe confere a autoridade para vilipendiar povos e confissões religiosas», razão por que diz ter «vergonha» de ter Saramago «como compatriota».
A noticia está nos media e esta recebia-a dos meus amigos do Politica XXI- PSD Palmela:
Eurodeputado do PSD encoraja Saramago a abdicar da cidadania portuguesa
Por Redacção
Mário David, deputado do Parlamento Europeu, eleito nas listas do PSD, incentivou José Saramago a abdicar da cidadania portuguesa e confessou ter «vergonha de o [José Saramago] ter como compatriota».
«José Saramago, há uns anos, fez a ameaça de renunciar à cidadania portuguesa. Na altura, pensei quão ignóbil era esta atitude. Hoje, peço-lhe que a concretize... E depressa!», escreveu Mário David, no seu site pessoal.
O apelo do eurodeputado social-democrata surge depois de declarações recentes de José Saramago, em que o Nobel português classificou a Bíblia como «um manual de maus costumes, um catálogo de crueldade e do pior da natureza humana».
Para Mário David, «a outorga do Prémio Nobel (...) não lhe confere a autoridade para vilipendiar povos e confissões religiosas», razão por que diz ter «vergonha» de ter Saramago «como compatriota».
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Aplicação da pena de morte nos EUA não diminuiu crime

Apesar da ala dura dos republicanos (com quem tanto simpatizo ;-) me parecer ser favorável à aplicação da pena de morte essa é uma posição que não subscrevo. Daí ter achado interessante este «take» da Lusa:
Aplicação da pena de morte nos EUA não diminuiu crime
A aplicação da pena de morte nos EUA não conseguiu reduzir a violência criminal - é a convicção da maioria das autoridades policiais, segundo um relatório oficial do Centro de Informação da Pena de Morte hoje divulgado.
O relatório conclui que a pena de morte se converteu num desperdício orçamental para os estados que mantêm essa forma de punição criminal.
"Com tantos estados que gastam milhões de dólares para manter a pena de morte e quase nunca ou poucas vezes a aplicam, o castigo converteu-se numa forma onerosa de prisão perpétua", afirmou Richard Dieter, director do CIPM e autor do relatório.
Em muitos casos, a espera da execução pode prolongar-se por mais de dez anos e, actualmente, segundo os dados do CIPM, estão 3297 condenados nos corredores da morte à espera de execução.
Dieter acrescentou que com os actuais défices orçamentais, a pena de morte não pode furtar-se a uma reavaliação, "juntamente com outros esbanjamentos de outros programas governamentais que não têm o mínimo sentido".
O relatório cita o caso da Califórnia, um estado que gasta 137 milhões de dólares por ano com a pena de morte e não realizou uma única execução nos últimos quatro anos.
Na Florida, onde os tribunais perderam cerca de 10 por cento dos seus recursos fiscais, o estado gasta 51 milhões de dólares por ano com a pena de morte .
A pena de morte foi restabelecida pelo Supremo Tribunal dos EUA em 1976 e desde esse ano foram executados 1176 condenados por assassínio, dos quais 441 no estado do Texas, segundo os números do CIPM.
Nos últimos anos, 15 dos 50 estados derrogaram ou suspenderam a pena de morte , em face de denúncias de uma aplicação racista desta punição, de se terem cometido injustiças irreparáveis e da ausência, por parte dos acusados, de recursos para uma defesa competente.
O castigo é principalmente aplicado através de uma injecção letal, mas o método tem sido objecto de críticas.
Só em 2009, 11 estados debateram projectos legais para derrogar esta pena.
Ao anunciar este ano a derrogação, o governador do Novo México, Bill Richardson indicou que não poderia suportar a sua consciência se viesse a saber que no seu estado se tinha condenado um inocente.
A pena de morte , cuja restauração foi apoiada por 80 por cento da população, viu o seu apoio reduzido a menos de 60 por cento, segundo as últimas sondagens.
Por outro lado, segundo o relatório, um inquérito a 500 chefes de polícia apurou que 57 por cento consideram que a pena de morte não reduz o crime violento, porque os seus autores raramente têm em conta as consequências do crime.
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terça-feira, outubro 20, 2009
Um unico casamento (não entre pessoas mesmo sexo)
os meus amigos do Blog O Inimputavel sairam com este magnifico vídeo que deve ser conhecido e divulgado e constitui como que a abertura da nossa campanha para um referendo que vamos ter de realizar em Portugal se e quando se concretizarem as iniciativas em curso para impor o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
A propósito das declarações de Saramago
Retirado do Boletim electrónico Infovitae de hoje:
Quem dizes tu que Eu Sou?
Joaquim Mexia Alves
«Quem dizes tu que Eu sou?»,
perguntas-me Tu Senhor,
com os Teus olhos fixos nos meus
com esse Teu jeito de amor.
Eu olho-Te então também
e receoso da resposta,
pouco forte e convicta,
respondo-Te muito baixinho:
«Tu és o Filho de Deus,
o meu Deus e meu Senhor.»
Mas Tu olhas-me outra vez,
e com redobrado amor,
perguntas-me novamente:
«Mas quem foi que to revelou?
Foi Meu Pai que está no Céu,
ou foi o teu coração,
que procura a Verdade?»
E eu pequenino respondo-Te,
a voz como num fio,
não fosses Tu ouvir-me:
«Ó Senhor,
eu sou tão fraco!
Como querias Tu meu Senhor
que eu sozinho pudesse,
saber assim toda a Verdade?
Que Tu és o Filho de Deus,
o Messias enviado,
o meu Deus e meu Senhor
que na Cruz crucificado,
se entregou por mim,
por todos nós,
só por simples e puro amor.»
Abre-se o Teu sorriso,
aliás nunca fechado,
e é um sol,
uma luz resplandecente,
que me atinge em todo o ser.
Aclara-se-me então a voz,
torna-se mais forte a fé,
perco o medo o temor,
e grito mais alto que o mundo,
por cima da criação,
com esta voz que Tu enches:
«Jesus Cristo é o Senhor,
o Filho de Deus vivo,
nascido e feito Homem,
em tudo igual a nós,
excepto no pecado.
Que se entregou por amor,
numa Cruz crucificado,
trespassado o coração,
pela maldade dos homens.
E que tendo sido morto
por fim foi sepultado,
para ressuscitar glorioso,
vencida que foi a morte,
vencido que foi o pecado.
Mas que ficou entre nós,
na humildade do Pão,
para ser alimento e vida,
dos que buscam salvação.»
E nada nem ninguém,
mesmo culto e inteligente,
pode negar e mudar,
esta verdade tão simples,
que nos fala ao coração,
por Ele em todos criado:
«Jesus Cristo é o Senhor,
o Filho de Deus vivo,
Palavra de eternidade
que nos conduz ao amor
e encerra toda a Verdade.»
Monte Real, 19 de Outubro de 2009
Quem dizes tu que Eu Sou?
Joaquim Mexia Alves
«Quem dizes tu que Eu sou?»,
perguntas-me Tu Senhor,
com os Teus olhos fixos nos meus
com esse Teu jeito de amor.
Eu olho-Te então também
e receoso da resposta,
pouco forte e convicta,
respondo-Te muito baixinho:
«Tu és o Filho de Deus,
o meu Deus e meu Senhor.»
Mas Tu olhas-me outra vez,
e com redobrado amor,
perguntas-me novamente:
«Mas quem foi que to revelou?
Foi Meu Pai que está no Céu,
ou foi o teu coração,
que procura a Verdade?»
E eu pequenino respondo-Te,
a voz como num fio,
não fosses Tu ouvir-me:
«Ó Senhor,
eu sou tão fraco!
Como querias Tu meu Senhor
que eu sozinho pudesse,
saber assim toda a Verdade?
Que Tu és o Filho de Deus,
o Messias enviado,
o meu Deus e meu Senhor
que na Cruz crucificado,
se entregou por mim,
por todos nós,
só por simples e puro amor.»
Abre-se o Teu sorriso,
aliás nunca fechado,
e é um sol,
uma luz resplandecente,
que me atinge em todo o ser.
Aclara-se-me então a voz,
torna-se mais forte a fé,
perco o medo o temor,
e grito mais alto que o mundo,
por cima da criação,
com esta voz que Tu enches:
«Jesus Cristo é o Senhor,
o Filho de Deus vivo,
nascido e feito Homem,
em tudo igual a nós,
excepto no pecado.
Que se entregou por amor,
numa Cruz crucificado,
trespassado o coração,
pela maldade dos homens.
E que tendo sido morto
por fim foi sepultado,
para ressuscitar glorioso,
vencida que foi a morte,
vencido que foi o pecado.
Mas que ficou entre nós,
na humildade do Pão,
para ser alimento e vida,
dos que buscam salvação.»
E nada nem ninguém,
mesmo culto e inteligente,
pode negar e mudar,
esta verdade tão simples,
que nos fala ao coração,
por Ele em todos criado:
«Jesus Cristo é o Senhor,
o Filho de Deus vivo,
Palavra de eternidade
que nos conduz ao amor
e encerra toda a Verdade.»
Monte Real, 19 de Outubro de 2009
sexta-feira, julho 17, 2009
De regresso com uma duvida...
Desde muito cedo me interessei pela Internet. Quando em 1996 mal se falava nisto (começava-se) fui dos primeiros a fazer uma formação (no CEGOC) com dois dos pioneiros (Luis Siqueira e Mário Antunes, creio eu era assim se chamava) em Portugal (fundadores da Esotérica, hoje Claranet) e eméritos lutadores contra o monopólio de então da PT. Memórias...
Por isso também no grupo internacional onde então trabalhava a sociedade portuguesa onde eu estava foi pioneira no uso da Internet no negócio.
Desde então venho utilizando-a como um instrumento também das batalhas politicas onde tenho estado envolvido.
No entanto hoje em dia, sem dúvidas sobre a utilidade da utilização da blogosfera ou das redes sociais, tão envolvido como estou em tantas frentes (pela liberdade de educação, em defesa da Vida e da Família, pela afirmação de uma presença católica na politica, etc.) interrogo-me como conciliar isso (o fazer) com a Internet (dá-lo a conhecer) e com a vida de trabalho...
Isto é, se é alguma vez possível viver duas vidas em simultâneo (a real e a virtual) ou se quem tem a vida ocupada como eu não tem qualquer possibilidade de na rede deixar ver a vida real...?
Enfim, hoje é sexta-feira e reparei de repente que já aqui não escrevia à três meses...
Por isso também no grupo internacional onde então trabalhava a sociedade portuguesa onde eu estava foi pioneira no uso da Internet no negócio.
Desde então venho utilizando-a como um instrumento também das batalhas politicas onde tenho estado envolvido.
No entanto hoje em dia, sem dúvidas sobre a utilidade da utilização da blogosfera ou das redes sociais, tão envolvido como estou em tantas frentes (pela liberdade de educação, em defesa da Vida e da Família, pela afirmação de uma presença católica na politica, etc.) interrogo-me como conciliar isso (o fazer) com a Internet (dá-lo a conhecer) e com a vida de trabalho...
Isto é, se é alguma vez possível viver duas vidas em simultâneo (a real e a virtual) ou se quem tem a vida ocupada como eu não tem qualquer possibilidade de na rede deixar ver a vida real...?
Enfim, hoje é sexta-feira e reparei de repente que já aqui não escrevia à três meses...
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sexta-feira, abril 10, 2009
Aborto e como mentem os abortistas
Ou se não acreditam, leiam este comunicado ontem emitido pelos Juntos pela Vida (que também enviei à Fernanda Câncio e sempre quero ver se esta tem a coragem de apurar o assunto ou se o DN só publica propaganda facturante...):
Úteros perfurados e Corações partidos
1. A Associação Juntos pela Vida foi surpreendida pelas declarações (veja-se entre outros o Diário de Notícias de ontem, 8 de Abril de 2009) do Director Geral de Saúde, Dr. Francisco George, congratulando-se com o fim das perfurações do útero após a aprovação da lei do aborto.
2. Cumpre esclarecer que de acordo com as informações oficiais da Direcção Geral de Saúde em 2002 e 2006 houve um caso de perfuração do útero de mulheres que fizeram um aborto clandestino. De 2003 a 2005 houve zero casos de úteros perfurados.
3. Em 2007, primeiro ano de vigência da lei do aborto, houve 12 casos de perfurações do útero;
4. Os dados de 2008 são apenas conhecidos do Dr Francisco George, mas permitimo-nos expressar a dúvida de que em 2008 tenha havido menos úteros perfurados do que houve no período 2003-2005.
5. Além disso, ao número de úteros perfurados em 2008 convém juntar os 8 mil e 500 úteros rasgados das 8 mil e 500 meninas que foram cruelmente abortadas durante esse ano. [durante o ano de 2008 houve, de acordo com a DGS, 16.839 abortos legais sendo razoável estimar que ½ das crianças abortadas fossem do género feminino]
6. Vistas seja por que prisma for as declarações do Director-geral de Saúde são não apenas infelizes como sobretudo revelam um desconhecimento não apenas das informações oficias que ele próprio presta como um profundo desconhecimento da realidade
7. Por nada nos garantir que o Director-geral de Saúde não trate com igual displicência, insensibilidade e irresponsabilidade, outros dos importantes assuntos que lhe estão confiados e fundamentais para a saúde dos portugueses, interrogamo-nos se tem justificação a sua continuidade nas actuais funções…
Úteros perfurados e Corações partidos
1. A Associação Juntos pela Vida foi surpreendida pelas declarações (veja-se entre outros o Diário de Notícias de ontem, 8 de Abril de 2009) do Director Geral de Saúde, Dr. Francisco George, congratulando-se com o fim das perfurações do útero após a aprovação da lei do aborto.
2. Cumpre esclarecer que de acordo com as informações oficiais da Direcção Geral de Saúde em 2002 e 2006 houve um caso de perfuração do útero de mulheres que fizeram um aborto clandestino. De 2003 a 2005 houve zero casos de úteros perfurados.
3. Em 2007, primeiro ano de vigência da lei do aborto, houve 12 casos de perfurações do útero;
4. Os dados de 2008 são apenas conhecidos do Dr Francisco George, mas permitimo-nos expressar a dúvida de que em 2008 tenha havido menos úteros perfurados do que houve no período 2003-2005.
5. Além disso, ao número de úteros perfurados em 2008 convém juntar os 8 mil e 500 úteros rasgados das 8 mil e 500 meninas que foram cruelmente abortadas durante esse ano. [durante o ano de 2008 houve, de acordo com a DGS, 16.839 abortos legais sendo razoável estimar que ½ das crianças abortadas fossem do género feminino]
6. Vistas seja por que prisma for as declarações do Director-geral de Saúde são não apenas infelizes como sobretudo revelam um desconhecimento não apenas das informações oficias que ele próprio presta como um profundo desconhecimento da realidade
7. Por nada nos garantir que o Director-geral de Saúde não trate com igual displicência, insensibilidade e irresponsabilidade, outros dos importantes assuntos que lhe estão confiados e fundamentais para a saúde dos portugueses, interrogamo-nos se tem justificação a sua continuidade nas actuais funções…
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terça-feira, abril 07, 2009
O Sol, o Bispo de Viseu, a SIDA, o Papa e eu
Na semana passada fui contactado pelo Sol para me pronunciar a propósito de todas as questões acima referidas. Pedi perguntas por escrito e eis as respostas que dei:
- O que pensa das declarações feitas pelo bispo de Viseu, na sequência da vista do Papa Bento XVI a África?
Que a excitação mediática à volta de um parte ínfima das mesmas deixa as pessoas na ignorância sobre o facto do Bispo de Viseu ter escrito uma Nota na qual manifesta a sua unidade com o Santo Padre, em que subscreve o que o Papa disse no decorrer de um voo em resposta a um jornalista, e lamenta que uma obsessão contemporânea tenha ocultado a importância, coragem e profundidade de tudo o que Bento XVI disse nesta viagem a África.
- Concorda com a nota pastoral de D. Idílio?
Apesar do escândalo que esta resposta possa suscitar, para nós católicos, as Notas Pastorais não são para concordar ou discordar…Os Bispos são os sucessores dos Apóstolos e o que dizem são sempre um convite à nossa inteligência e ao nosso coração para com maior alegria aderirmos ao que aconteceu nas nossas vidas: o encontro com Cristo, presente na Sua Igreja.
- Em que sentido estas declarações colidem ou não com as declarações do Papa Bento XVI fez em África em relação à problemática da SIDA e do uso do preservativo?
Resposta prejudicada pela acima à primeira pergunta.
- Tem conhecimento se nas missas de domingo este assunto tem sido abordado?
Na minha Paróquia (Nossa Senhora do Carmo no Lumiar) foi e muito bem. Onde não foi espero que o seja. As Missas são também uma ocasião de educação dos católicos e a unidade com o Santo Padre e a adesão à doutrina da Igreja são dois “instrumentos” úteis para viver melhor a alegria grande que encontrámos na nossa vida.
- O que pensa das declarações feitas pelo bispo de Viseu, na sequência da vista do Papa Bento XVI a África?
Que a excitação mediática à volta de um parte ínfima das mesmas deixa as pessoas na ignorância sobre o facto do Bispo de Viseu ter escrito uma Nota na qual manifesta a sua unidade com o Santo Padre, em que subscreve o que o Papa disse no decorrer de um voo em resposta a um jornalista, e lamenta que uma obsessão contemporânea tenha ocultado a importância, coragem e profundidade de tudo o que Bento XVI disse nesta viagem a África.
- Concorda com a nota pastoral de D. Idílio?
Apesar do escândalo que esta resposta possa suscitar, para nós católicos, as Notas Pastorais não são para concordar ou discordar…Os Bispos são os sucessores dos Apóstolos e o que dizem são sempre um convite à nossa inteligência e ao nosso coração para com maior alegria aderirmos ao que aconteceu nas nossas vidas: o encontro com Cristo, presente na Sua Igreja.
- Em que sentido estas declarações colidem ou não com as declarações do Papa Bento XVI fez em África em relação à problemática da SIDA e do uso do preservativo?
Resposta prejudicada pela acima à primeira pergunta.
- Tem conhecimento se nas missas de domingo este assunto tem sido abordado?
Na minha Paróquia (Nossa Senhora do Carmo no Lumiar) foi e muito bem. Onde não foi espero que o seja. As Missas são também uma ocasião de educação dos católicos e a unidade com o Santo Padre e a adesão à doutrina da Igreja são dois “instrumentos” úteis para viver melhor a alegria grande que encontrámos na nossa vida.
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domingo, março 29, 2009
Porque é que afinal vamos vencer...?
Porque os nossos adversários têm um estilo de vida suicidário enquanto nós continuamos a ter filhos e por isso mais tarde ou mais cedo isto é tudo nosso...;-)
Pensem só em termos eleitoriais: 7% dos agregados familiares existentes em Portugal (as chamadas famílias numerosas)temos 25% do total das crianças portuguesas. Quem vai vencer as eleições?
Tudo isto a propósito de um email que recebi (desconheço o autor) e que aqui abaixo reproduzo ;-)
Raciocínio muito simples
1. Deixem que todos os homens que queiram casar com homens, o façam…
2. Deixem que todas as mulheres que queiram casar com mulheres, o façam…
3. Deixem que todos os que queiram abortar, abortem sem limitações…
4. Em duas gerações, deixaram de existir socialistas…
Pensem só em termos eleitoriais: 7% dos agregados familiares existentes em Portugal (as chamadas famílias numerosas)temos 25% do total das crianças portuguesas. Quem vai vencer as eleições?
Tudo isto a propósito de um email que recebi (desconheço o autor) e que aqui abaixo reproduzo ;-)
Raciocínio muito simples
1. Deixem que todos os homens que queiram casar com homens, o façam…
2. Deixem que todas as mulheres que queiram casar com mulheres, o façam…
3. Deixem que todos os que queiram abortar, abortem sem limitações…
4. Em duas gerações, deixaram de existir socialistas…
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Palavras sábias de António Barreto na apresentação livro D. Manuel Clemente
Estão sublinhadas na noticia abaixo da Ecclesia:
Textos de D. Manuel Clemente são exemplo de «tolerância e abertura ao diálogo»
António Barreto apresentou o livro «Um só propósito – Homilias e Escritos Pastorais em tempos de Nova Evangelização» de D. Manuel Clemente
.
Foi lançado na passada Quarta-feira o livro “Um só propósito – Homilias e Escritos Pastorais em tempos de Nova Evangelização”, textos do magistério episcopal de D. Manuel Clemente que, nesse dia, completou dois anos à frente da diocese do Porto.
A apresentação esteve a cargo de António Barreto, sociólogo, que apontou a publicação como um exemplo salutar de diálogo, “de quem quer dialogar e debater”.
Afirmou o sociólogo que, tradicionalmente, as homilias, referentes ao actual, são efémeras. “A maior parte das homilias de cada sacerdote e da maioria dos sacerdotes nunca vê a forma impressa, nunca têm uma segunda vida de leitura e meditação”.
D. Manuel Clemente “fala para todos, espera debate e diálogo, assume as suas responsabilidades pelo que pensa e diz, sujeita-se ao contraditório e sente que é seu dever ocupar-se da vida dos homens e das mulheres na Terra e em sociedade”.
A publicação dos textos do Bispo do Porto indicam “uma maneira diferente de exercer as suas funções. Quem publica, quer ser lido. Quem lê, reflecte e pensa. Quem pensa, verifica o pensamento dos outros, dos autores. Quem comenta, acrescenta qualquer coisa”, aponta António Barreto sublinhando a abertura “ao julgamento dos leitores, à exposição e escrutínio”.
“Não se satisfaz com a palavra catedrática, não pretende que acreditem apenas na autoridade do magistério”, aponta.
O livro com a publicação das homilias e escritos do Bispo do Porto que serve todos os públicos. Para os crentes, “pode ser uma recordação, uma sugestão para voltar à matéria”. Para os não crentes, reconhece António Barreto, “é a possibilidade de entrar em conversa, em diálogo”.
“Um sacerdote que publica as suas homilias quer falar com os outros, os que não pertencem ou não comparecem à congregação, os que não são do rebanho ou os que não são religiosos. É um sinal de vontade de diálogo. E um sinal de predisposição para a tolerância”.
O sociólogo considera que sendo consensual a ideia de separação da Igreja e do Estado e da não intervenção da Igreja em questões puramente partidárias. Nesse sentido, é de opinião que “a Igreja deve intervir publicamente em tudo o que à condição humana diz respeito”. Se assim for, afirma, “a Igreja exige para si a liberdade que reconhece aos outros. Os cidadãos ficam a ganhar com isso”.
“É absurdo pensar que a Igreja apenas se ocupa de religião. Qualquer que seja o seu Deus ou a sua concepção da vida eterna, é sempre na Terra, em sociedade, na República, na cidade, que os homens vivem as suas vidas. É na cidade que as Igrejas vivem ao lado dos homens”, sendo um erro pensar que a Igreja se limita aos sacerdotes ou à hierarquia. “A Igreja é composta por todos os crentes, os fiéis, a congregação ou a comunidade”.
António Barreto aponta ainda que nos tempos actuais “faltam palavras de contenção e serenidade”.
“A doutrina cristã e a sua tradição moral estão bem colocados para contribuir. Numa altura em que a ganância, a desumanidade, a exploração da boa fé de outros e a venalidade se transformaram quase em valores universais, precisamos de vozes serenas e de contenção, de correcção moral de paixões destruidoras do respeito de uns pelos outros”.
Notícias relacionadas
Intervenções do Bispo do Porto passam a livro
.
Nacional | Agência Ecclesia| 27/03/2009 | 12:02 | 3323 Caracteres
Copyright© Agência Ecclesia
Textos de D. Manuel Clemente são exemplo de «tolerância e abertura ao diálogo»
António Barreto apresentou o livro «Um só propósito – Homilias e Escritos Pastorais em tempos de Nova Evangelização» de D. Manuel Clemente
.
Foi lançado na passada Quarta-feira o livro “Um só propósito – Homilias e Escritos Pastorais em tempos de Nova Evangelização”, textos do magistério episcopal de D. Manuel Clemente que, nesse dia, completou dois anos à frente da diocese do Porto.
A apresentação esteve a cargo de António Barreto, sociólogo, que apontou a publicação como um exemplo salutar de diálogo, “de quem quer dialogar e debater”.
Afirmou o sociólogo que, tradicionalmente, as homilias, referentes ao actual, são efémeras. “A maior parte das homilias de cada sacerdote e da maioria dos sacerdotes nunca vê a forma impressa, nunca têm uma segunda vida de leitura e meditação”.
D. Manuel Clemente “fala para todos, espera debate e diálogo, assume as suas responsabilidades pelo que pensa e diz, sujeita-se ao contraditório e sente que é seu dever ocupar-se da vida dos homens e das mulheres na Terra e em sociedade”.
A publicação dos textos do Bispo do Porto indicam “uma maneira diferente de exercer as suas funções. Quem publica, quer ser lido. Quem lê, reflecte e pensa. Quem pensa, verifica o pensamento dos outros, dos autores. Quem comenta, acrescenta qualquer coisa”, aponta António Barreto sublinhando a abertura “ao julgamento dos leitores, à exposição e escrutínio”.
“Não se satisfaz com a palavra catedrática, não pretende que acreditem apenas na autoridade do magistério”, aponta.
O livro com a publicação das homilias e escritos do Bispo do Porto que serve todos os públicos. Para os crentes, “pode ser uma recordação, uma sugestão para voltar à matéria”. Para os não crentes, reconhece António Barreto, “é a possibilidade de entrar em conversa, em diálogo”.
“Um sacerdote que publica as suas homilias quer falar com os outros, os que não pertencem ou não comparecem à congregação, os que não são do rebanho ou os que não são religiosos. É um sinal de vontade de diálogo. E um sinal de predisposição para a tolerância”.
O sociólogo considera que sendo consensual a ideia de separação da Igreja e do Estado e da não intervenção da Igreja em questões puramente partidárias. Nesse sentido, é de opinião que “a Igreja deve intervir publicamente em tudo o que à condição humana diz respeito”. Se assim for, afirma, “a Igreja exige para si a liberdade que reconhece aos outros. Os cidadãos ficam a ganhar com isso”.
“É absurdo pensar que a Igreja apenas se ocupa de religião. Qualquer que seja o seu Deus ou a sua concepção da vida eterna, é sempre na Terra, em sociedade, na República, na cidade, que os homens vivem as suas vidas. É na cidade que as Igrejas vivem ao lado dos homens”, sendo um erro pensar que a Igreja se limita aos sacerdotes ou à hierarquia. “A Igreja é composta por todos os crentes, os fiéis, a congregação ou a comunidade”.
António Barreto aponta ainda que nos tempos actuais “faltam palavras de contenção e serenidade”.
“A doutrina cristã e a sua tradição moral estão bem colocados para contribuir. Numa altura em que a ganância, a desumanidade, a exploração da boa fé de outros e a venalidade se transformaram quase em valores universais, precisamos de vozes serenas e de contenção, de correcção moral de paixões destruidoras do respeito de uns pelos outros”.
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segunda-feira, março 23, 2009
Parábola do Professor: uma delicia e infelizmente tão verdadeira
(recebi esta por email e desconheç o seu autor...?)
PARÁBOLA DO PROFESSOR
Naquele tempo, Jesus subiu ao monte seguido pela multidão e, sentado sobre uma grande pedra, deixou que os seus discípulos e seguidores se aproximassem.
Depois, tomando a palavra, ensinou-os dizendo:
Inicio de bloco de citação
Em verdade vos digo, bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão
saciados. Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles...
Fim do bloco de citação
Pedro interrompeu: Temos que aprender isso de cor?
André disse: Temos que copiá-lo para o caderno?
Tiago perguntou: Vamos ter teste sobre isso?
Filipe lamentou-se: Não trouxe o papiro-diário.
Bartolomeu quis saber: Temos de tirar apontamentos?
João levantou a mão: -- Posso ir à casa de banho?
Judas exclamou: Para que é que serve isto tudo?
Tomé inquietou-se: Há fórmulas, vamos resolver problemas?
Tadeu reclamou: Mas porque é que não nos dás a sebenta e pronto!?
Mateus queixou-se: eu não entendi nada, ninguém entendeu nada!
Um dos fariseus presentes, que nunca tinha estado diante de uma multidão nem ensinado nada, tomou a palavra e dirigiu-se a Ele, dizendo:
Inicio de bloco de citação
Onde está a tua planificação?
Qual é a nomenclatura do teu plano de aula nesta intervenção didáctica mediatizada?
E a avaliação diagnóstica?
E a avaliação institucional?
Quais são as tuas expectativas de sucesso?
Tendes para a abordagem da área em forma globalizada, de modo a permitir o acesso à significação dos contextos, tendo em conta a bipolaridade da transmissão?
Quais são as tuas estratégias conducentes à recuperação dos conhecimentos prévios?
Respondem estes aos interesses e necessidades do grupo de modo a assegurar a significatividade do processo de ensino-aprendizagem?
Incluíste actividades integradoras com fundamento epistemológico produtivo?
E os espaços alternativos das problemáticas curriculares gerais?
Propiciaste espaços de encontro para a coordenação de acções transversais e longitudinais que fomentem os vínculos operativos e cooperativos das áreas concomitantes?
Quais são os conteúdos conceptuais, processuais e atitudinais que respondem aos fundamentos lógico, praxeológico e metodológico constituídos pelos núcleos
generativos disciplinares, transdisciplinares, interdisciplinares e metadisciplinares?
Fim do bloco de citação
Caifás, o pior de todos, disse a Jesus:
Quero ver as avaliações do primeiro, segundo e terceiro períodos e reservo-me o direito de, no final, aumentar as notas dos teus discípulos, para que ao
Rei não lhe falhem as previsões de um ensino de qualidade e não se lhe estraguem as estatísticas do sucesso. Serás notificado em devido tempo pela via
mais adequada. E vê lá se reprovas alguém! Lembra-te que ainda não és titular e não há quadros de nomeação definitiva.
... E Jesus pediu a reforma antecipada aos trinta e três anos...
PARÁBOLA DO PROFESSOR
Naquele tempo, Jesus subiu ao monte seguido pela multidão e, sentado sobre uma grande pedra, deixou que os seus discípulos e seguidores se aproximassem.
Depois, tomando a palavra, ensinou-os dizendo:
Inicio de bloco de citação
Em verdade vos digo, bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão
saciados. Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles...
Fim do bloco de citação
Pedro interrompeu: Temos que aprender isso de cor?
André disse: Temos que copiá-lo para o caderno?
Tiago perguntou: Vamos ter teste sobre isso?
Filipe lamentou-se: Não trouxe o papiro-diário.
Bartolomeu quis saber: Temos de tirar apontamentos?
João levantou a mão: -- Posso ir à casa de banho?
Judas exclamou: Para que é que serve isto tudo?
Tomé inquietou-se: Há fórmulas, vamos resolver problemas?
Tadeu reclamou: Mas porque é que não nos dás a sebenta e pronto!?
Mateus queixou-se: eu não entendi nada, ninguém entendeu nada!
Um dos fariseus presentes, que nunca tinha estado diante de uma multidão nem ensinado nada, tomou a palavra e dirigiu-se a Ele, dizendo:
Inicio de bloco de citação
Onde está a tua planificação?
Qual é a nomenclatura do teu plano de aula nesta intervenção didáctica mediatizada?
E a avaliação diagnóstica?
E a avaliação institucional?
Quais são as tuas expectativas de sucesso?
Tendes para a abordagem da área em forma globalizada, de modo a permitir o acesso à significação dos contextos, tendo em conta a bipolaridade da transmissão?
Quais são as tuas estratégias conducentes à recuperação dos conhecimentos prévios?
Respondem estes aos interesses e necessidades do grupo de modo a assegurar a significatividade do processo de ensino-aprendizagem?
Incluíste actividades integradoras com fundamento epistemológico produtivo?
E os espaços alternativos das problemáticas curriculares gerais?
Propiciaste espaços de encontro para a coordenação de acções transversais e longitudinais que fomentem os vínculos operativos e cooperativos das áreas concomitantes?
Quais são os conteúdos conceptuais, processuais e atitudinais que respondem aos fundamentos lógico, praxeológico e metodológico constituídos pelos núcleos
generativos disciplinares, transdisciplinares, interdisciplinares e metadisciplinares?
Fim do bloco de citação
Caifás, o pior de todos, disse a Jesus:
Quero ver as avaliações do primeiro, segundo e terceiro períodos e reservo-me o direito de, no final, aumentar as notas dos teus discípulos, para que ao
Rei não lhe falhem as previsões de um ensino de qualidade e não se lhe estraguem as estatísticas do sucesso. Serás notificado em devido tempo pela via
mais adequada. E vê lá se reprovas alguém! Lembra-te que ainda não és titular e não há quadros de nomeação definitiva.
... E Jesus pediu a reforma antecipada aos trinta e três anos...
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