Faço hoje 25 anos de casados. Casei-me em 1986 na Matriz de Caminha.
Como a minha mulher não lê este blog, posso escrever sobre o nosso aniversário.
Só para confirmar o que diz o Miguel Esteves Cardoso: "É quando o amor continua (perdura, digo eu) que estamos mais apaixonados"...;-)
Foi o diário da acção política de um deputado do PSD, eleito por Braga, e agora é-o de um cidadão que desejando contribuir activamente para a organização do bem comum, procura invadir esse âmbito (da política) com aquele gosto de vida nova que caracteriza a experiência cristã. O título "POR CAUSA DELE" faz referência ao manifesto com o mesmo título, de Comunhão e Libertação, publicado em Janeiro de 2003 (e incluído no Blog).
terça-feira, setembro 13, 2011
25 Anos de Casados
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segunda-feira, setembro 12, 2011
11 de Setembro: a coragem e o Bem
"Uma das lições do 11 de Setembro é que o mal é verdadeiro mas a coragem também" disse ontem o Presidente Bush na cerimónia que teve lugar no Ground Zero em Nova Iorque.
Numa linha ainda mais profunda (mas com a mesma asserção de que a constatação do mal não oculta a do Bem) e muito bem esteve a Aura Miguel na RR como se pode ler aqui.
Numa linha ainda mais profunda (mas com a mesma asserção de que a constatação do mal não oculta a do Bem) e muito bem esteve a Aura Miguel na RR como se pode ler aqui.
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sexta-feira, setembro 09, 2011
Aborto gratuito: excelente artigo de Henrique Raposo!
No Expresso.
O aborto gratuito é ofensivo
Henrique Raposo (www.expresso.pt)
8:00 Segunda feira, 5 de setembro de 2011
I. "O aborto não pode ter isenção como tem a gravidez (...)". José Manuel Silva, bastonário da ordem dos médicos (Expresso de sábado).
II. O Estado não deve considerar que o aborto é crime até x semanas, sim senhora, mas também não deve instituir o aborto gratuito no seu serviço de saúde. O aborto não é um direito, meus caros. Se uma pessoa quer fazer um aborto, tem bom remédio: pagar do seu bolso. A irresponsabilidade não pode ser recompensada. A irresponsabilidade não pode ser subsidiada. A irresponsabilidade não pode ser transformada num direito. E, acima de tudo, a irresponsabilidade não pode ser colocada no mesmo patamar da responsabilidade que é assumir uma gravidez e ter um filho.
Em qualquer cenário financeiro, este aborto gratuito seria sempre uma política imoral. Ora, no nosso contexto de crise, esta política sobe vários níveis de imoralidade. É uma daquelas coisas realmente ofensivas. Os cortes da saúde chegaram e as taxas moderadoras têm de subir, mas o aborto é gratuito. Faz todo o sentido, sim senhora. As maternidades debatem-se com problemas sérios para suportar a sua atividade principal (recorde-se: trazer crianças a este mundo), mas o aborto é gratuito. Faz sentido, sim senhora. Num contexto de crise demográfica, o tratamento de fertilidade deixou de ser uma prioridade, mas o aborto é gratuito . Faz sentido, sim senhora. Mas sabem o que é ainda pior? Num país onde o aborto é completamente gratuito (até acho que a mulher recebe um subsídio de - pasme-se - maternidade), é quase impossível encontrar um especialista em saúde materna nos centros de saúde. Portanto, no Portugal progressista de 2011, uma mulher que dá à luz é menos protegida do que uma mulher que escolhe abortar. Meus caros, tudo isto é uma imoralidade tremenda, para usar um eufemismo publicável.
O aborto gratuito é ofensivo
Henrique Raposo (www.expresso.pt)
8:00 Segunda feira, 5 de setembro de 2011
I. "O aborto não pode ter isenção como tem a gravidez (...)". José Manuel Silva, bastonário da ordem dos médicos (Expresso de sábado).
II. O Estado não deve considerar que o aborto é crime até x semanas, sim senhora, mas também não deve instituir o aborto gratuito no seu serviço de saúde. O aborto não é um direito, meus caros. Se uma pessoa quer fazer um aborto, tem bom remédio: pagar do seu bolso. A irresponsabilidade não pode ser recompensada. A irresponsabilidade não pode ser subsidiada. A irresponsabilidade não pode ser transformada num direito. E, acima de tudo, a irresponsabilidade não pode ser colocada no mesmo patamar da responsabilidade que é assumir uma gravidez e ter um filho.
Em qualquer cenário financeiro, este aborto gratuito seria sempre uma política imoral. Ora, no nosso contexto de crise, esta política sobe vários níveis de imoralidade. É uma daquelas coisas realmente ofensivas. Os cortes da saúde chegaram e as taxas moderadoras têm de subir, mas o aborto é gratuito. Faz todo o sentido, sim senhora. As maternidades debatem-se com problemas sérios para suportar a sua atividade principal (recorde-se: trazer crianças a este mundo), mas o aborto é gratuito. Faz sentido, sim senhora. Num contexto de crise demográfica, o tratamento de fertilidade deixou de ser uma prioridade, mas o aborto é gratuito . Faz sentido, sim senhora. Mas sabem o que é ainda pior? Num país onde o aborto é completamente gratuito (até acho que a mulher recebe um subsídio de - pasme-se - maternidade), é quase impossível encontrar um especialista em saúde materna nos centros de saúde. Portanto, no Portugal progressista de 2011, uma mulher que dá à luz é menos protegida do que uma mulher que escolhe abortar. Meus caros, tudo isto é uma imoralidade tremenda, para usar um eufemismo publicável.
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Ainda a comparticipação da pílula
Da leitura do comunicado do Ministério da Saúde, dando por boa a história apresentada, pode-se suspeitar se a então a saída a público do estudo da medida não corresponde a uma manobra bem orquestrada seja pela indústria afectada seja pelos lobbies ideológicos que vivem desta ou com esta estão objectivamente concertados (em termos de objectivos coincidentes)...
E fica também uma questão: então e a pílula do dia seguinte que é objecto de receita médica e suponho eu de comparticipação...?
E fica também uma questão: então e a pílula do dia seguinte que é objecto de receita médica e suponho eu de comparticipação...?
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Comparticipação na Pílula: a gravidez não é uma doença!
A anunciada supressão da comparticipação na pílula (que de facto não impede o acesso à mesma já que continuará a ser distribuida gratuitamente nos centros de saúde) veio provocar um escândalo e muita confusão.
O escândalo é sobretudo ideológico e há que ter paciência. Já a confusão propositada é a da relação (inexistente ou quanto muito em sentido inverso) entre as práticas da contracepção e a do aborto. Ora, quanto a esta última (confusão) é necessário ter muito claro que não há evidência empirica de que a generalização da contracepção faça diminuir as taxas de aborto e antes pelo contrário em países de grande consumo de contracepção o drama do aborto é em termos quantitativos muito impressivo.
Mas entretanto parece que a industria da contracepção (como as do aborto ou os lobbies que trabalham na área do HIV-SIDA) é muito forte e já apareceu um desmentido do Ministério da Saúde...se de facto a medida não for para a frente é muito mau sinal quanto à fortaleza e independência do Governo em relação a estes e outros interesses...
De qualquer das formas esta polémica fez-me pensar o seguinte: se a gravidez não é uma doença porque é distribuida gratuitamente a pílula...!? Então porque acontece isso com a pílula e não com, por exemplo, os remédios para a diabetes, ou o cancro, ou etc...!?
Alguém me explica? Por mim só vejo ideologia nisto tudo...
Que defendo eu sobre este assunto? Que:
- não há razão e é objectivamente injusto (por ofensa do principio da igualdade) que a pílula seja distribuida gratuitamente
- que sempre que receitada como um medicamento (isto é, por razões médicas) deve ser comparticipada
- que a medida a ir para a frente pode ser uma oportunidade de ouro para as mulheres portuguesas conhecerem outros métodos de regulação da fertilidade que não são prejudiciais à sua saúde e ao contrário do que a douta ignorância da mentalidade comum afirma tem uma taxa de sucesso superior à da contracepção quimica
Mais informações sobre esse método aqui.
O escândalo é sobretudo ideológico e há que ter paciência. Já a confusão propositada é a da relação (inexistente ou quanto muito em sentido inverso) entre as práticas da contracepção e a do aborto. Ora, quanto a esta última (confusão) é necessário ter muito claro que não há evidência empirica de que a generalização da contracepção faça diminuir as taxas de aborto e antes pelo contrário em países de grande consumo de contracepção o drama do aborto é em termos quantitativos muito impressivo.
Mas entretanto parece que a industria da contracepção (como as do aborto ou os lobbies que trabalham na área do HIV-SIDA) é muito forte e já apareceu um desmentido do Ministério da Saúde...se de facto a medida não for para a frente é muito mau sinal quanto à fortaleza e independência do Governo em relação a estes e outros interesses...
De qualquer das formas esta polémica fez-me pensar o seguinte: se a gravidez não é uma doença porque é distribuida gratuitamente a pílula...!? Então porque acontece isso com a pílula e não com, por exemplo, os remédios para a diabetes, ou o cancro, ou etc...!?
Alguém me explica? Por mim só vejo ideologia nisto tudo...
Que defendo eu sobre este assunto? Que:
- não há razão e é objectivamente injusto (por ofensa do principio da igualdade) que a pílula seja distribuida gratuitamente
- que sempre que receitada como um medicamento (isto é, por razões médicas) deve ser comparticipada
- que a medida a ir para a frente pode ser uma oportunidade de ouro para as mulheres portuguesas conhecerem outros métodos de regulação da fertilidade que não são prejudiciais à sua saúde e ao contrário do que a douta ignorância da mentalidade comum afirma tem uma taxa de sucesso superior à da contracepção quimica
Mais informações sobre esse método aqui.
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domingo, agosto 28, 2011
Aquecimento global: eu bem me parecia...!
No Público de hoje saem duas páginas muito interessantes sobre as próximas presidenciais americanas e a candidatura de Rick Perry e o ambiente de primárias no Partido Republicano.
Fazendo referência a este último ponto o artigo tem um quadro à parte em que retoma as opiniões de Rick Perry, Mitt Romney e Michele Bachmann, sobre um conjunto de assuntos: casamento gay, teoria da evolução, aborto e, cá está, aquecimento global...Ou seja, confirma-se trata-se este último de um assunto tão ideológico como os restantes e "tabu" para a mentalidade politicamente correcta dos media e da esquerda...ou seja, não é assunto em que se os deva levar a sério e para enervá-los nada como dar-lhes para trás nisso...;-)
Fazendo referência a este último ponto o artigo tem um quadro à parte em que retoma as opiniões de Rick Perry, Mitt Romney e Michele Bachmann, sobre um conjunto de assuntos: casamento gay, teoria da evolução, aborto e, cá está, aquecimento global...Ou seja, confirma-se trata-se este último de um assunto tão ideológico como os restantes e "tabu" para a mentalidade politicamente correcta dos media e da esquerda...ou seja, não é assunto em que se os deva levar a sério e para enervá-los nada como dar-lhes para trás nisso...;-)
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A espionagem pelo SIED ao telefone de um jornalista do Público
Percebo a indignação que percorre o meio dos jornalistas quanto à espionagem ao telefone do jornalista Nuno Simas (então do Publico, agora da Lusa). Assusta-me também a sensação generalizada de que o uso de escutas telefónicas é frequente no nosso país e por isso a nossa liberdade é menor do que aquela que cremos usufruir. Pessoalmente já me asseveraram fontes muito crediveis que também eu e outros amigos das movimentações civicas a favor da Vida e da Família fomos ocasional ou permanentemente objecto de vigilância pelos serviços de informações...será verdade? O simples facto de se poder admiti-lo é já de si um triste retrato da situação...
Dito isto não será normal no caso que essa espionagem tivesse existido...? O dito jornalista escreve sobre a actividade dos serviços com caracter de regularidade. Não será função da contra-espionagem procurar assegurar-se de que não existiam nos serviços "buracos" pelos quais as informações chegavam à comunicação social e assim podiam também chegar a muitos outros meios, com prejuizo para a segurança nacional...? Questão diferente é se as ditas escutas ou vigilâncias foram efectuadas no quadro e de acordo com os procedimentos legais aplicáveis e eventual respaldo judicial.
Percebo este controle a que aludo acima é dificil, mas, bolas!, há-de existir forma de o efectuar...! E de assim nós ficarmos sossegados quanto à nossa liberdade e quanto às secretas cumprirem a sua missão que é de facto indispensável.
Nota final: como português confiado em que alguém estará a tratar da segurança de todos nós, estou muito intranquilo com:
a) que todos os dias matérias dos serviços estejam nos jornais, se saiba quem lá trabalha, como fazem e o que fazem, etc.
b) o eventual predominio da Maçonaria nos quadros dirigentes dos serviços de informações...
Dito isto não será normal no caso que essa espionagem tivesse existido...? O dito jornalista escreve sobre a actividade dos serviços com caracter de regularidade. Não será função da contra-espionagem procurar assegurar-se de que não existiam nos serviços "buracos" pelos quais as informações chegavam à comunicação social e assim podiam também chegar a muitos outros meios, com prejuizo para a segurança nacional...? Questão diferente é se as ditas escutas ou vigilâncias foram efectuadas no quadro e de acordo com os procedimentos legais aplicáveis e eventual respaldo judicial.
Percebo este controle a que aludo acima é dificil, mas, bolas!, há-de existir forma de o efectuar...! E de assim nós ficarmos sossegados quanto à nossa liberdade e quanto às secretas cumprirem a sua missão que é de facto indispensável.
Nota final: como português confiado em que alguém estará a tratar da segurança de todos nós, estou muito intranquilo com:
a) que todos os dias matérias dos serviços estejam nos jornais, se saiba quem lá trabalha, como fazem e o que fazem, etc.
b) o eventual predominio da Maçonaria nos quadros dirigentes dos serviços de informações...
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Católicos e política: um artigo óptimo de Henrique Raposo
Excelente artigo no Expresso de Henrique Raposo sobre a ataraxia política de muitos católicos: veja-se no site online deste jornal.
Com a devida vénia aqui está o texto respectivo:
Os católicos e a política
Henrique Raposo (www.expresso.pt)
8:00 | Sexta feira, 26
Há sempre um ponto que me desgosta em muitos amigas e amigos católicos: é a distância em relação ao debate público e político, é o nojo fácil pela política. Isso é visível, por exemplo, no Facebook. Ali podemos ver milhentas pessoas a assumir com orgulho a identidade católica e, ao mesmo tempo, a desprezar a identidade política. Na secção "religious views", surge triunfante a palavra "católica". Na secção "political views", surge um pobre e fácil "não uso disso" ou um "são todos iguais", etc. Na revista Communio (Setembro 1988), o omnipresente Francisco Lucas Pires escreveu um artigo que é, para mim, a melhor resposta a esta pobreza apolítica de um certo catolicismo.
Nesta prosa, intitulada "Pureza de Coração e Vida Política", Lucas Pires afirma que existem duas maneiras de um cristão lidar com a esfera política. A primeira passa por aceitar que os princípios e regras da esfera política são de "outro tipo" e que, por isso, o cristão só deve ter preocupações com a salvação da sua consciência. Ou seja, o cristão deve criar uma redoma à sua volta, retirando-se assim dos debates da Cidade. Nesta via, o cristão julga-se tão puro, que não quer sujar as mãos na realidade. "Sim, sou muito católico, mas não quero nada com a política, são todos iguais".
Como já perceberam, Francisco Lucas Pires critica esta primeira via, e defende uma alternativa. Para o ex-líder do CDS e inspirador de boa parte do PSD atua l, um cristão tem o dever de lutar na Cidade, tem o dever de fazer opções públicas e políticas. Porque o leigo não é o padre a viver fora da Cidade. O leigo tem de viver no mundo, tem de produzir e/ou participar numa narrativa normativa para a Cidade, mesmo quando essa Cidade é dura e suja. Sim, a política namora com o pecado e com a mentira, mas - precisamente por causa disso - a política é o terreno propício para se apurar a "pureza de coração". Só podemos testar a nossa pureza num mundo imperfeito e duro. A redoma apolítica é uma via fácil e pouco cristão.
Portanto, numa lógica algo parecida à de T.S. Eliot, Lucas Pires diz que o cristão tem de tentar influenciar o espaço público, tem de levar os seus valores cristãos para a Cidade. O cristão não tem apenas de salvar a sua consciência: também tem de salvar a sua cultura. O cristão não é apenas um ser metafísico, também é um ser historicamente situado. No fundo, não deve existir uma separação entre a obediência moral (a Cristo, a Deus) e a vida política e colectiva aqui na Cidade dos homens. Pelo contrário: deve existir uma tensão criadora entre a ética cristã e a realidade política.
Com a devida vénia aqui está o texto respectivo:
Os católicos e a política
Henrique Raposo (www.expresso.pt)
8:00 | Sexta feira, 26
Há sempre um ponto que me desgosta em muitos amigas e amigos católicos: é a distância em relação ao debate público e político, é o nojo fácil pela política. Isso é visível, por exemplo, no Facebook. Ali podemos ver milhentas pessoas a assumir com orgulho a identidade católica e, ao mesmo tempo, a desprezar a identidade política. Na secção "religious views", surge triunfante a palavra "católica". Na secção "political views", surge um pobre e fácil "não uso disso" ou um "são todos iguais", etc. Na revista Communio (Setembro 1988), o omnipresente Francisco Lucas Pires escreveu um artigo que é, para mim, a melhor resposta a esta pobreza apolítica de um certo catolicismo.
Nesta prosa, intitulada "Pureza de Coração e Vida Política", Lucas Pires afirma que existem duas maneiras de um cristão lidar com a esfera política. A primeira passa por aceitar que os princípios e regras da esfera política são de "outro tipo" e que, por isso, o cristão só deve ter preocupações com a salvação da sua consciência. Ou seja, o cristão deve criar uma redoma à sua volta, retirando-se assim dos debates da Cidade. Nesta via, o cristão julga-se tão puro, que não quer sujar as mãos na realidade. "Sim, sou muito católico, mas não quero nada com a política, são todos iguais".
Como já perceberam, Francisco Lucas Pires critica esta primeira via, e defende uma alternativa. Para o ex-líder do CDS e inspirador de boa parte do PSD atua l, um cristão tem o dever de lutar na Cidade, tem o dever de fazer opções públicas e políticas. Porque o leigo não é o padre a viver fora da Cidade. O leigo tem de viver no mundo, tem de produzir e/ou participar numa narrativa normativa para a Cidade, mesmo quando essa Cidade é dura e suja. Sim, a política namora com o pecado e com a mentira, mas - precisamente por causa disso - a política é o terreno propício para se apurar a "pureza de coração". Só podemos testar a nossa pureza num mundo imperfeito e duro. A redoma apolítica é uma via fácil e pouco cristão.
Portanto, numa lógica algo parecida à de T.S. Eliot, Lucas Pires diz que o cristão tem de tentar influenciar o espaço público, tem de levar os seus valores cristãos para a Cidade. O cristão não tem apenas de salvar a sua consciência: também tem de salvar a sua cultura. O cristão não é apenas um ser metafísico, também é um ser historicamente situado. No fundo, não deve existir uma separação entre a obediência moral (a Cristo, a Deus) e a vida política e colectiva aqui na Cidade dos homens. Pelo contrário: deve existir uma tensão criadora entre a ética cristã e a realidade política.
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segunda-feira, julho 18, 2011
Casamento gay e independência da Madeira
Conforme o tempo passa mais gosto de Alberto João Jardim: desempoeirado, autêntico, razoável e de bom senso político no registo politicamente incorrecto.
Vem isto a propósito do que reproduz o Público no passado dia 1 de Julho como sendo suas declarações (sobre a exibição no Funchal de bandeiras da FLAMA):
"A partir do momento em que há casamentos gay por que razão não pode haver pessoas que pensem a favor da independência?" Lol!
Vem isto a propósito do que reproduz o Público no passado dia 1 de Julho como sendo suas declarações (sobre a exibição no Funchal de bandeiras da FLAMA):
"A partir do momento em que há casamentos gay por que razão não pode haver pessoas que pensem a favor da independência?" Lol!
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quarta-feira, julho 13, 2011
Europa: bem me parecia íamos por mau caminho...!
E Manuel Monteiro confirma-o e resume-o como ninguém (e com uma autoridade total) hoje no Público, neste artigo (realmente que pena quem sai de um partido do sistema, parece nunca mais encontrar espaço e poiso, nem os novos partidos conseguirem vingar...!):
Ricos sem património e com o dinheiro dos outros
Público 2011-07-13 Manuel Monteiro
Na verdade, todos falharam! Falharam os governantes, mas também falharam os iluminados do discurso fácil
________________________________________
Numa conferência de imprensa, a 18 de Setembro de 1992, a propósito do Tratado de Maastricht e na qualidade de presidente do então CDS, afirmei: "Na verdade, a União Económica e Monetária queima etapas da construção europeia. Ainda não entrou em vigor o Mercado Único, ainda estamos a assistir a crises espectaculares no Sistema Monetário Europeu e já os tecnocratas exigem mais. E exigem mais no curto espaço de cinco a seis anos. Seria preferível deixar funcionar o Mercado Único e consolidar o delicado Sistema Monetário Europeu. A União proposta em Maastricht é precipitada e podemos pagar caro por isso."
Mais tarde, a 9 de Maio de 1995, tive também oportunidade de publicamente referir: "A obsessão de chegar à moeda única sacrificou a economia real a uma economia que só existe no papel. O dogmatismo com que abrimos todas as fronteiras à competição com economias bem mais fortes e novas economias bem mais baratas, ignorou criminosamente os prejuízos que daí resultam para as nossas fábricas, a nossa lavoura e a nossa pesca. (...) Em nome da moeda única, em nome da abertura indiscriminada de fronteiras e em nome do escudo caro, sacrificámos o crescimento, a produção e o emprego. Valeu a pena? Não valeu. (...). Basta referir que, na vigência deste triângulo fatal - Maastricht, GATT e SME - crescemos menos que a Europa, ficámos mais longe dela, perdemos produtividade na indústria, na agricultura e nas pescas e, como todos sabem, assistimos ao disparar em flecha do desemprego. A ferida social tem hoje actores conhecidos. É o desempregado, mas é também a classe média que teme perder o emprego; é o excluído, o pobre e o novo pobre, quantos deles vítimas da dissolução do Estado político e da desarticulação das formas tradicionais de solidariedade. A ferida social representa uma Nação doente, perante um Estado impotente para a proteger e defender. Nunca o poder político esteve tão longe da realidade. Cá, como por essa Europa fora, a ferida social provocará a falência do tal pensamento único e o fracasso dos seus representantes na classe política."
Hoje gostaria de perguntar ao então primeiro-ministro Cavaco Silva, aos que com ele governaram, e à esmagadora maioria da classe dirigente portuguesa, se têm orgulho do caminho que seguiram. Na verdade, todos falharam! Falharam os governantes, mas também falharam os iluminados do discurso fácil que preenchiam seminários e conferências anunciando a miragem de um mundo novo, do lucro fácil, da economia artificial, do sucesso sem trabalho, sem esforço, sem produção.
O que temos em mãos não é obra do acaso, é simplesmente o resultado da teimosia, da mediocridade, do arrivismo de quem busca em qualquer ocasião a possibilidade de saltar de ideia em ideia para alcançar o benefício pessoal. Sócrates conduziu-nos à falência e não tem desculpa, mas Sócrates foi apenas o filho político de vários pais menores que nos ensinaram ao longo de mais de vinte anos a ser ricos sem património e com o dinheiro dos outros.
Agora só temos duas alternativas. Ou seguimos cega e exclusivamente o que da Europa nos dizem para seguir, ou pensamos com seriedade nos avisados conselhos do prof. João Ferreira do Amaral. Com seriedade e com humildade, recordando afinal que se já o tivéssemos ouvido há mais tempo talvez não estivéssemos como estamos. Ex-dirigente do CDS-PP e da Nova Democracia
Ricos sem património e com o dinheiro dos outros
Público 2011-07-13 Manuel Monteiro
Na verdade, todos falharam! Falharam os governantes, mas também falharam os iluminados do discurso fácil
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Numa conferência de imprensa, a 18 de Setembro de 1992, a propósito do Tratado de Maastricht e na qualidade de presidente do então CDS, afirmei: "Na verdade, a União Económica e Monetária queima etapas da construção europeia. Ainda não entrou em vigor o Mercado Único, ainda estamos a assistir a crises espectaculares no Sistema Monetário Europeu e já os tecnocratas exigem mais. E exigem mais no curto espaço de cinco a seis anos. Seria preferível deixar funcionar o Mercado Único e consolidar o delicado Sistema Monetário Europeu. A União proposta em Maastricht é precipitada e podemos pagar caro por isso."
Mais tarde, a 9 de Maio de 1995, tive também oportunidade de publicamente referir: "A obsessão de chegar à moeda única sacrificou a economia real a uma economia que só existe no papel. O dogmatismo com que abrimos todas as fronteiras à competição com economias bem mais fortes e novas economias bem mais baratas, ignorou criminosamente os prejuízos que daí resultam para as nossas fábricas, a nossa lavoura e a nossa pesca. (...) Em nome da moeda única, em nome da abertura indiscriminada de fronteiras e em nome do escudo caro, sacrificámos o crescimento, a produção e o emprego. Valeu a pena? Não valeu. (...). Basta referir que, na vigência deste triângulo fatal - Maastricht, GATT e SME - crescemos menos que a Europa, ficámos mais longe dela, perdemos produtividade na indústria, na agricultura e nas pescas e, como todos sabem, assistimos ao disparar em flecha do desemprego. A ferida social tem hoje actores conhecidos. É o desempregado, mas é também a classe média que teme perder o emprego; é o excluído, o pobre e o novo pobre, quantos deles vítimas da dissolução do Estado político e da desarticulação das formas tradicionais de solidariedade. A ferida social representa uma Nação doente, perante um Estado impotente para a proteger e defender. Nunca o poder político esteve tão longe da realidade. Cá, como por essa Europa fora, a ferida social provocará a falência do tal pensamento único e o fracasso dos seus representantes na classe política."
Hoje gostaria de perguntar ao então primeiro-ministro Cavaco Silva, aos que com ele governaram, e à esmagadora maioria da classe dirigente portuguesa, se têm orgulho do caminho que seguiram. Na verdade, todos falharam! Falharam os governantes, mas também falharam os iluminados do discurso fácil que preenchiam seminários e conferências anunciando a miragem de um mundo novo, do lucro fácil, da economia artificial, do sucesso sem trabalho, sem esforço, sem produção.
O que temos em mãos não é obra do acaso, é simplesmente o resultado da teimosia, da mediocridade, do arrivismo de quem busca em qualquer ocasião a possibilidade de saltar de ideia em ideia para alcançar o benefício pessoal. Sócrates conduziu-nos à falência e não tem desculpa, mas Sócrates foi apenas o filho político de vários pais menores que nos ensinaram ao longo de mais de vinte anos a ser ricos sem património e com o dinheiro dos outros.
Agora só temos duas alternativas. Ou seguimos cega e exclusivamente o que da Europa nos dizem para seguir, ou pensamos com seriedade nos avisados conselhos do prof. João Ferreira do Amaral. Com seriedade e com humildade, recordando afinal que se já o tivéssemos ouvido há mais tempo talvez não estivéssemos como estamos. Ex-dirigente do CDS-PP e da Nova Democracia
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quinta-feira, julho 07, 2011
Zézinha (Maria José Nogueira Pinto): obrigado e até ao Céu!
Morreu hoje a Maria José Nogueira Pinto que conheci em 1980 quando comecei a trabalhar com o Jaime, seu marido na revista "Futuro Presente". Conhecia-a então e no tempo fomos ficando amigos de casa. Sendo momento de dor pela perda de uma amiga e pela falta que faz aos seus, é também ocasião de dar graças a Deus por uma vida dada no bom combate. Muito bem na sua memória o José Ribeiro e Castro nas suas declarações. Curiosamente ambos tínhamos jantado juntos ontem e estado a falar sobre ela a uns amigos americanos.
Na história dos nossos movimentos cívicos (pro-família e pro-vida), começada com os Juntos pela Vida em 1996/1997 ela foi decisiva (a origem mesmo) e desde então para mim pessoalmente determinante no meu envolvimento na política "oficial" e dos partidos.
Uma grande mulher, uma grande católica, uma grande portuguesa.
Na Misericórdia esperamo-la já no Céu e com ela daí contamos. Como na despedida entre o Francisco e a Jacinta (pastorinhos de Fátima): "Até ao Céu!"
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sexta-feira, julho 01, 2011
A privatização da RTP 1 e Pinto Balsemão
Tenho dois receios em relação à privatização da RTP e/ou de algum ou dos dois dos seus canais: o primeiro é puramente sentimental e aquela pena de ver eventualmente desaparecer aquelas entidades ou marcas, "companhias de bandeira" (como a TAP) com as quais vivi durante 50 anos (quase...;-). O segundo é que na voragem desapareçam as RTP Internacional e África que sendo moderadamente viajado (sobretudo para paragens africanas) sei bem como são importantes para as nossas comunidades espalhadas pelo mundo e para esses países de origem lusófona com que temos especiais laços.
Mas é provavelmente verdadeiro que é mais importante desapareça essa despesa para o Estado português (que é, recorde-se, paga por nós) e que o mesmo serviço da Internacional e da África podem ser subcontratados a qualquer canal privado e por metade ou menos do actual custo e a mesma qualidade...?
Já me dá vontade inversa (ou seja, vender esses canais rapidamente) as declarações de Pais Amaral e Pinto Balsemão queixando-se da concorrência que daí adviria. Ou seja, quem louvando os valores da concorrência se tem batido e bem pela iniciativa privada na televisão, vem agora dizer: "o argumento da concorrência é bom de ser invocado para eu existir mas péssimo quando invocado por outros pela mesma razão"...
Além de que ver Pinto Balsemão (o introdutor da SIC em Portugal e através desta de toda a ordinarice em que foi pioneiro e a que depois a televisão inteira cedeu) a dizer que a privatização da RTP pode fazer baixar a qualidade da programação é uma anedota...!
Mas é provavelmente verdadeiro que é mais importante desapareça essa despesa para o Estado português (que é, recorde-se, paga por nós) e que o mesmo serviço da Internacional e da África podem ser subcontratados a qualquer canal privado e por metade ou menos do actual custo e a mesma qualidade...?
Já me dá vontade inversa (ou seja, vender esses canais rapidamente) as declarações de Pais Amaral e Pinto Balsemão queixando-se da concorrência que daí adviria. Ou seja, quem louvando os valores da concorrência se tem batido e bem pela iniciativa privada na televisão, vem agora dizer: "o argumento da concorrência é bom de ser invocado para eu existir mas péssimo quando invocado por outros pela mesma razão"...
Além de que ver Pinto Balsemão (o introdutor da SIC em Portugal e através desta de toda a ordinarice em que foi pioneiro e a que depois a televisão inteira cedeu) a dizer que a privatização da RTP pode fazer baixar a qualidade da programação é uma anedota...!
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Ora aí está a eutanásia...pela mão de Maria Filomena Mónica
Como era fatal (o aborto ilegal era o cimento que ainda mantinha de pé a muralha da civilização, cheia de buracos é um facto) aí está o debate da eutanásia. Agora com uma ajuda da Maria Filomena Mónica.
O lançamento do seu livro é um dos acontecimentos da semana e convém estar atento ao que daqui vai sair...
Não fora a ligação de Maria Filomena Mónica a António Barreto seria de estranhar que o lançamento do livro fosse um evento promovido pela Fundação Francisco Manuel dos Santos.
Foi de facto premonitório que o primeiro Encontro Vida que se sucedeu ao referendo do aborto de 2007 tivesse a Eutanásia como tema...
O lançamento do seu livro é um dos acontecimentos da semana e convém estar atento ao que daqui vai sair...
Não fora a ligação de Maria Filomena Mónica a António Barreto seria de estranhar que o lançamento do livro fosse um evento promovido pela Fundação Francisco Manuel dos Santos.
Foi de facto premonitório que o primeiro Encontro Vida que se sucedeu ao referendo do aborto de 2007 tivesse a Eutanásia como tema...
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quinta-feira, junho 30, 2011
Censos: os primeiros resultados preocupantes
Sairam os primeiros resultados do Censos. Há uma notícia aqui.
Impressionante que o crescimento da população em Portugal nos últimos dez anos tenha sido de apenas 1,9%.
Mas pior. Esse crescimento reparte-se entre apenas +17600 pessoas do saldo natural (nascimentos-mortes) e +182100 de saldo migratório (imigrantes-emigrantes). Ou seja, em termos de nascimentos um crescimento quase 0.
O que me deixa a pensar que não fora as famílias religiosas e/ou católicas e/ou numerosas (em alguns casos realidades equivalentes, noutros não) o saldo teria sido perfeitamente catastrófico e o resultado final o de um decréscimo da população...
Aguardo com curiosidade ver o percentual de famílias numerosas. Os últimos números que tenho são 7% dos agregados familiares tem 25% do "stock" de crianças. Como será hoje em dia?
Notas positivas: este Governo finalmente está preocupado com este assunto e na próxima geração o resultado eleitoral somos nós que o determinamos...! ;-)
Impressionante que o crescimento da população em Portugal nos últimos dez anos tenha sido de apenas 1,9%.
Mas pior. Esse crescimento reparte-se entre apenas +17600 pessoas do saldo natural (nascimentos-mortes) e +182100 de saldo migratório (imigrantes-emigrantes). Ou seja, em termos de nascimentos um crescimento quase 0.
O que me deixa a pensar que não fora as famílias religiosas e/ou católicas e/ou numerosas (em alguns casos realidades equivalentes, noutros não) o saldo teria sido perfeitamente catastrófico e o resultado final o de um decréscimo da população...
Aguardo com curiosidade ver o percentual de famílias numerosas. Os últimos números que tenho são 7% dos agregados familiares tem 25% do "stock" de crianças. Como será hoje em dia?
Notas positivas: este Governo finalmente está preocupado com este assunto e na próxima geração o resultado eleitoral somos nós que o determinamos...! ;-)
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Fundamental informar a mulher que aborta: um exemplo no Texas
O conhecimento é uma condição fundamental da liberdade. Só está livre para decidir quem saiba que acto vai praticar, quais as suas consequências, quais as suas alternativas. Sem isso nada resta senão uma violência e um abuso.
Precisamente o caso da lei portuguesa do aborto que não dá à grávida a possibilidade de ponderação dos pros e contras dos seus actos (os médicos objectores de consciência estão impedidos de participar no aconselhamento), das possiveis consequências (psiquiatricas e duradouras pela vida inteira) e das alternativas que existem. E, depois, até o acesso à ecografia do bébé que vão abortar...! isto é, muitas fazem-no sem noção de até que ponto é uma humanidade viva e animada, completa na sua proporção, que irão vitimar com o seu acto...
Por isso é interessante esta decisão no Texas que teremos de fazer conhecer e se possivel implantar em Portugal:
TEXAS, 27 May. 11 (ACI/EWTN Noticias).- El gobernador de Texas (Estados Unidos), Rick Perry, firmó el Proyecto de Ley 15, que entraría en vigor en septiembre, y exige que una mujer se realice un ultrasonido antes de decidir si se practicará un aborto.
"Toda vida perdida por un aborto es una tragedia que todos debemos tratar de prevenir a través de trabajo conjunto", dijo Perry el pasado 24 de mayo. Afirmó que con "esta importante ley se asegurará de que toda mujer en Texas que busca realizarse un aborto conozca todos los factores sobre la vida que lleva y entienda el devastador impacto que tiene esta decisión".
La ley señala que un médico debe realizar un ultrasonido 24 horas antes de un aborto, excepto en casos de emergencia médica, y mostrar la imagen a la madre, haciéndole escuchar los latidos del corazón del feto.
Sin embargo, la mujer puede optar por no ver la imagen o escuchar los latidos. Para ello deberá firmar una declaración antes de que se le realice el sonograma.
También podrá negarse a recibir la explicación del ultrasonido si el embarazo es resultado de una violación o incesto, si es una menor de edad con permiso judicial para practicarse el aborto o si el feto tiene una condición médica irreversible o anormalidad.
Precisamente o caso da lei portuguesa do aborto que não dá à grávida a possibilidade de ponderação dos pros e contras dos seus actos (os médicos objectores de consciência estão impedidos de participar no aconselhamento), das possiveis consequências (psiquiatricas e duradouras pela vida inteira) e das alternativas que existem. E, depois, até o acesso à ecografia do bébé que vão abortar...! isto é, muitas fazem-no sem noção de até que ponto é uma humanidade viva e animada, completa na sua proporção, que irão vitimar com o seu acto...
Por isso é interessante esta decisão no Texas que teremos de fazer conhecer e se possivel implantar em Portugal:
TEXAS, 27 May. 11 (ACI/EWTN Noticias).- El gobernador de Texas (Estados Unidos), Rick Perry, firmó el Proyecto de Ley 15, que entraría en vigor en septiembre, y exige que una mujer se realice un ultrasonido antes de decidir si se practicará un aborto.
"Toda vida perdida por un aborto es una tragedia que todos debemos tratar de prevenir a través de trabajo conjunto", dijo Perry el pasado 24 de mayo. Afirmó que con "esta importante ley se asegurará de que toda mujer en Texas que busca realizarse un aborto conozca todos los factores sobre la vida que lleva y entienda el devastador impacto que tiene esta decisión".
La ley señala que un médico debe realizar un ultrasonido 24 horas antes de un aborto, excepto en casos de emergencia médica, y mostrar la imagen a la madre, haciéndole escuchar los latidos del corazón del feto.
Sin embargo, la mujer puede optar por no ver la imagen o escuchar los latidos. Para ello deberá firmar una declaración antes de que se le realice el sonograma.
También podrá negarse a recibir la explicación del ultrasonido si el embarazo es resultado de una violación o incesto, si es una menor de edad con permiso judicial para practicarse el aborto o si el feto tiene una condición médica irreversible o anormalidad.
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quarta-feira, junho 29, 2011
Mais uma vida salva! Com 52 cm e mais de 4 Kgs!
Recebi agora esta mensagem de uma das nossas amigas (pode-se ver esta obra extraordinária em: Mãos Erguidas)que à porta da "clinica" dos Arcos tenta uma dissuasão de última hora com as mães que lá vão abortar:
"Depois de duas vezes marcada a hora da sua morte e da insistência por telefone do abortório em marcar uma terceira vez, nasceu hoje o "nome", 52 centimetros, mais de 4 quilos e muito cabelo. Mãe, pai e filho, encontram-se muito bem e muito felizes com a Vida! Obrigado a todos pelas orações, acreditem e não desanimem, como este há mais!"
Extraordinário, não é?
"Depois de duas vezes marcada a hora da sua morte e da insistência por telefone do abortório em marcar uma terceira vez, nasceu hoje o "nome", 52 centimetros, mais de 4 quilos e muito cabelo. Mãe, pai e filho, encontram-se muito bem e muito felizes com a Vida! Obrigado a todos pelas orações, acreditem e não desanimem, como este há mais!"
Extraordinário, não é?
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O Programa do novo Governo
Acabei de dar uma vista de olhos rápida ao Programa do novo Governo. Muito bom!
Experimentem fazer uma pesquisa no pdf com as palavras família, subsidiariedade, economia social, liberdade de escolha, natalidade, demografia, etc.
É verdade que também encontram igualdade de género e não há Vida mas o ideal já sabemos nem sempre é possível...
Mas temos Programa (já tinhamos Governo) e agora é a partir da sociedade civil batalhar árduamente para que faça caminho o que Portugal mais precisa e que lhe dará as energias de que carece para sair da actual crise (a esse propósito o meu artigo aqui)
Experimentem fazer uma pesquisa no pdf com as palavras família, subsidiariedade, economia social, liberdade de escolha, natalidade, demografia, etc.
É verdade que também encontram igualdade de género e não há Vida mas o ideal já sabemos nem sempre é possível...
Mas temos Programa (já tinhamos Governo) e agora é a partir da sociedade civil batalhar árduamente para que faça caminho o que Portugal mais precisa e que lhe dará as energias de que carece para sair da actual crise (a esse propósito o meu artigo aqui)
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13 anos depois do 1º referendo do aborto
Ontem passaram 13 anos sobre o 1º referendo do aborto. Nesse dia vencemos. Depois houve outro em 2007, esse perdemos. Agora vamo-nos preparando para o 3º referendo(seremos nós a marcar o tempo e o lugar do embate) e o resultado não o conhecemos. Mas seria limitada a nossa vida se a nossa vitória ou derrota dependessem do resultado nas urnas. Porque uma vitória não dura para sempre e o que está em jogo é maior do que uma derrota num referendo.
Por isso foi impressionante constatar nas mensagens entre nós (nos sms's trocados) como vivemos hoje com a mesma alegria com que em 1998 vencemos, em 2007 perdemos e noutro ano qualquer, batalharemos novamente. Porquê?
Porque (e isto foi só o dia de ontem) nos contámos que:
- deu entrada numa instituição uma rapariga (jovem mãe) que às portas da Clínica dos Arcos conversando connosco desisitiu de abortar e
- esta madrugada, se Deus quiser, nasce um rapaz, também ele salvo às portas do abortório dos Arcos
Ora, enquanto isto continuar, estas histórias que se multiplicam desde há 14 anos, estas vidas salvas de uma morte certa, a Vida continua a imperar e vencer. E isso diz mais do resultado das nossas amizade e fidelidade, do que qualquer resultado nas urnas...! E funda a nossa alegria e determinação. Disto os referendos são apenas um momento e uma consequência aos quais não faltaremos mas que não julgam nem determinam a nossa vida, esta história de uma rede que a nível nacional transforma as palavras em realidades viventes.
Por isso foi impressionante constatar nas mensagens entre nós (nos sms's trocados) como vivemos hoje com a mesma alegria com que em 1998 vencemos, em 2007 perdemos e noutro ano qualquer, batalharemos novamente. Porquê?
Porque (e isto foi só o dia de ontem) nos contámos que:
- deu entrada numa instituição uma rapariga (jovem mãe) que às portas da Clínica dos Arcos conversando connosco desisitiu de abortar e
- esta madrugada, se Deus quiser, nasce um rapaz, também ele salvo às portas do abortório dos Arcos
Ora, enquanto isto continuar, estas histórias que se multiplicam desde há 14 anos, estas vidas salvas de uma morte certa, a Vida continua a imperar e vencer. E isso diz mais do resultado das nossas amizade e fidelidade, do que qualquer resultado nas urnas...! E funda a nossa alegria e determinação. Disto os referendos são apenas um momento e uma consequência aos quais não faltaremos mas que não julgam nem determinam a nossa vida, esta história de uma rede que a nível nacional transforma as palavras em realidades viventes.
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terça-feira, junho 28, 2011
Michelle Bachmann abre campanha no Iowa
É com este título que o Público de hoje noticia o inicio oficial da campanha desta candidata republicana que parece estar a mobilizar o inteiro Tea Party.
O fenómeno é interessante de seguir não apenas porque relevante em termos americanos, mas porque na actual reviravolta política em Portugal, começa a existirem condições para que no centro-direita venham à tona movimentos como estes, dando expressão a um sector político que existe e está aí.
O fenómeno é interessante de seguir não apenas porque relevante em termos americanos, mas porque na actual reviravolta política em Portugal, começa a existirem condições para que no centro-direita venham à tona movimentos como estes, dando expressão a um sector político que existe e está aí.
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segunda-feira, junho 27, 2011
As linhas de Comboio: uma extinção inevitável?
Tenho um enorme apreço pelas viagens de Comboio, pelo charme das estações que conheci nas minhas infância e adolescência, e mais tarde durante o serviço militar: as linhas Lisboa-Porto e todas as do Minho.
E tenho visto ao longo da vida com muito desgosto como sucessivamente se fecham linhas e desaparecem os comboios das nossas paisagens e dos nossos hábitos de deslocação. Uma perda de beleza e também de comodidade.
Por isso mais triste fiquei com a noticia do Publico de ontem de que o Governo Sócrates se teria comprometido com a Troika ao encerramento de cerca de 800 kms de linha férrea...!!
Talvez por ignorância a minha teoria é esta: reduzem-se linhas porque se diz não são viáveis, essa redução engendra que as que restam se tornem menos úteis (menos horários e percursos) e daí mais encerramentos. E as contrapartidas não me parecem boas: mais utilização de transportes alternativos, estradas saturadas, maior possibilidade de acidentes de trânsito, poluição, desertificação do interior por dificuldade de transportes, etc.
Ora, as linhas de Metro do Norte a pertir do Porto, tem sido um sucesso e facilitaram enormemente a vida a milhares de pessoas...a pergunta pois é esta: quem beneficia com estes encerramentos? Será que este caminho é inevitável? Como é nos restantes países europeus? Não há quem pegue na CP e dando-lhe uma volta a torne naquilo que ela já foi como dinamizadora do tecido económico?
Isto claro tendo presente que a concentração por "pessoa quadrada" de sindicalistas irrazoáveis e irresponsáveis atinge o seu máximo precisamente nesse sector. E será também essa uma das razões deste declínio?
E tenho visto ao longo da vida com muito desgosto como sucessivamente se fecham linhas e desaparecem os comboios das nossas paisagens e dos nossos hábitos de deslocação. Uma perda de beleza e também de comodidade.
Por isso mais triste fiquei com a noticia do Publico de ontem de que o Governo Sócrates se teria comprometido com a Troika ao encerramento de cerca de 800 kms de linha férrea...!!
Talvez por ignorância a minha teoria é esta: reduzem-se linhas porque se diz não são viáveis, essa redução engendra que as que restam se tornem menos úteis (menos horários e percursos) e daí mais encerramentos. E as contrapartidas não me parecem boas: mais utilização de transportes alternativos, estradas saturadas, maior possibilidade de acidentes de trânsito, poluição, desertificação do interior por dificuldade de transportes, etc.
Ora, as linhas de Metro do Norte a pertir do Porto, tem sido um sucesso e facilitaram enormemente a vida a milhares de pessoas...a pergunta pois é esta: quem beneficia com estes encerramentos? Será que este caminho é inevitável? Como é nos restantes países europeus? Não há quem pegue na CP e dando-lhe uma volta a torne naquilo que ela já foi como dinamizadora do tecido económico?
Isto claro tendo presente que a concentração por "pessoa quadrada" de sindicalistas irrazoáveis e irresponsáveis atinge o seu máximo precisamente nesse sector. E será também essa uma das razões deste declínio?
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