quinta-feira, outubro 27, 2011

O Ministro da Saúde e aborto

A resposta do Ministro Paulo Macedo à pergunta que ontem lhe foi colocada sobre a questão do aborto além de revelar que este não percebeu a pergunta (aquilo em que foi questionado foi se o actual governo tencionava continuar com a politica do partido socialista de deitar dinheiro para cima de quem aborta através da isenção de taxas moderadoras, concessão de licenças e subsidio "de parentalidade"...!, pagamento das despesas de transporte que não são feitas a quem se encontra em situação de doença grave, etc.) mostra o desnorte em que se encontra parte dos responsáveis do centro-direita ou aqueles que estes colocam em postos de responsabilidade, em relação àquelas que são as preocupações dos seus eleitores e também aquele medo primitivo que a esquerda dominante na comunicação social conseguiu impor sobre este e outros temas aparentados...
No entanto e no que à pergunta respeitava tratava-se tão só de uma questão de justiça (porque há-de quem aborta ser mais bem tratado que um doente com doença grave?) e também de inteligência na redução de custos do SNS: ou abortar é uma prioridade "de saúde"?

quarta-feira, outubro 26, 2011

Portugal com 2ª mais baixa taxa de fecundidade do mundo...!

Venho reparando nos artigos que se multiplicam na imprensa sobre os 7 mil milhões de pessoas (7 biliões) a que estamos a chegar no mundo e escandalizo-me com frequência com o egoismo, frieza e falta de confiança e esperança, com que a maioria dos que escrevem sobre o assunto, o abordam.
E depois fico também confuso quando comparo esse crescimento demográfico com o cenário do inverno demográfico e com as conhecidas taxas de fecundidade miseráveis quando comparadas com a taxa minima de substituição da população, pelo menos no mundo ocidental.
Mas a perplexidade atingiu hoje o seu cume com esta notícia da tsf:
«Portugal tem a segunda taxa de fecundidade mais baixa do mundo, o que na prática significa que as mulheres portuguesas estão entre as que têm menos filhos.
Em média, cada mulher portuguesa tem apenas 1,3 filhos, muito abaixo do necessário para renovar a população. Este número encontra-se no Relatório sobre a Situação da População Mundial em 2011, feito pelo Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA) e que está a ser apresentado em várias capitais mundiais.
Numa altura em que a população mundial se prepara para chegar à barreira dos 7 mil milhões de habitantes, os especialistas salientam que nos países ricos as baixas taxas de fecundidade são uma preocupação.
Neste relatório, as Nações Unidas admitem que «a falta de mão de obra ameaça bloquear as economias de alguns países industrializados».
As baixas taxas de fecundidade significam menos pessoas a entrar no mercado de trabalho, numa tendência que põe em causa o crescimento económico e a viabilidade da segurança social.»

terça-feira, outubro 25, 2011

Lisboa: debate sobre o estado da cidade

Esta a decorrer neste momento na Assembleia Municipal de Lisboa o debate sobre o estado da cidade. Acabo de intervir sobre os temas das autarquias familiarmente responsaveis e a acção social da Camara Municipal de Lisboa (a quem me pedir posso enviar a minha intervenção).
Mas o ponto mais importante e o desconforto que se sente perante a distancia entre o discurso prazenteiro e satisfeito de Antonio Costa (falando do que fez como se fosse grande coisa e do que nao fez como tendo feito e anunciando o que, nao, vai fazer) porque e um remake de Jose Socrates: propaganda. Mas que de acordo com os dados disponiveis (e como acontecia com o outro) cola...!?
Escrever assim soa como cruel mas tal e a distancia entre o que e dito e a realidade que nao ha outra forma de expressa-lo e na politica (e isso de facto e cruel) o que conta nao e a intencao subjectiva de bem mas o resultado objectivo de mal (se esse for o caso). E de facto a actual gestao nao e melhor que as anteriores de Carmona Rodrigues e Santana Lopes e entao em relaçao a este ultimo esta a milhas do que um bom presidente da camara (como Santana Lopes foi) pode e deve ser...
Mas enfim, e para isso que aqui estamos, como deputados da oposiçao e com dois anos para construir uma alternativa e libertar a autarquia deste dominio socialista que e objectivamente prejudicial para a cidade.
Por razoes misteriosas hoje nao consigo por acentuaçao neste texto...?

domingo, outubro 23, 2011

Europa: Euro ou Erro?

É impressionante ler o Público de hoje desde o título da 1ª página "Maratona negocial de última hora para tentar salvar o euro" até 5 páginas de texto no interior sem contar com a opinião.
Não excluindo algum histerismo podemos estar de facto perante o fim da moeda única que só seria possivel manter se fosse verdadeira a quimera (nós os europeus somos todos iguais, cada país conta da mesma maneira e estaremos cá para as dificuldades de cada um, seja o que for que aconteça) que os dirigentes europeus nos tem tentado vender ao longo destes anos...no que (e já parece que só bato no ceguinho...;-) se tem distinguido o bom do nosso presidente da republica que depois de ter sido o "bom aluno" que a mais não ambiciona (e assim destruiu a nossa frota de pescas e arrasou os nossos campos e o mundo rural) agora se admira muito por afinal os seus mestres de escola serem "maus"...
Parece-me muito útil, também no Público, se leia o artigo da Isabel Arriaga e Cunha ("Só um milagre pode salvar o euro") para ter conhecimento de causa sobre os riscos e os desafios do momento presente mas também todo os resto das noticias entre as quais a de que "o chefe da diplomacia alemã defendeu que os paises que precisem da ajuda do fundo de socorro devem estar "preparados para renunciar a partes da sua soberania"...só por muita caridade não faço nenhuma alusão aos anos 30 do século passado...
Concluindo: tenho tentado fazer o que posso para ser entusiasta da União Europeia (veja-se aqui a prova) mas realmente não consigo sair desta posição de euro-céptico em que me encontro há tantos anos quantos os da nossa entrada na CEE...feitios (como diria o Solnado)...!

sexta-feira, outubro 21, 2011

Cavaco: a crise e Vasco Pulido Valente

As recentes observações de Cavaco sobre algumas medidas do Orçamento de Estado (mesmo se são legitimas as dúvidas sobre algumas destas e se não há outros lados por onde mexer) e o juizo implacável que Vasco Pulido Valente faz hoje no Público sobre como chegámos a este ponto sem que nos anos do seu mandato o Presidente tenha feito o que deveria para que isso não acontecesse, tornam irresistivel recordar como estavam certos aqueles que antes das últimas presidenciais diziam que merecia a pena o centro-direita ter um outro candidato...mas, de facto, nada é mais inútil do que, aparentemente, ter razão antes de tempo...

A morte de Khadafi

Impressionam-me sempre muito estas mortes. Por várias razões:
O contraste entre o poder destes ditadores(com tudo o que este traz incluindo o dominio dos outros e a riqueza) e as suas imagens finais: um corpo massacrado. A curiosidade sobre o encontro dele com Deus. O triunfo da cobardia e da hipocrisia de todos os que o serviram, usaram e adularam, e agora o condenam, festejam a sua morte e fingem nunca ter sido seus amigos. O desepero das horas finais e a loucura dos últimos gestos. A horrivel politica dos ditadores bons (os que convém ao mundo ocidental) e os ditadores maus (os que deixaram de servir e se abandonam). A riqueza acumulada por pessoas como ele e nas quais nunca chegam a tocar ou gozar e que ou morrerá nas contas escondidas ou irá parar às contas dos novos detentores do poder. A ilusão de todas estas revoluções árabes que não prometem senão futuras ditaduras, dominios islâmicos ou confusão generalizada. O primitivismo de boa parte destes países seja na sua vida social e política seja nas próprias condições de vida. Novamente a curiosidade sobre o que acontecerá aos seus familiares e principais ajudantes: será que se arrependem agora das malfeitorias feitas? Com que angustia fogem, se escondem ou entregam?
Não sei se é de cada vez perceber melhor o amor de Deus por cada homem, o facto de Ele se ajoelhar perante a nossa liberdade, o valor infinito da humanidade de cada um, mas cada vez menos consigo me alegrar com estas mortes e assalta-me sempre uma infinita pena, e pergunto-me se do ponto vista "educativo" (para todos os outros ditadores) não seria mais justo que pessoas como Kadhafi fossem deixadas vivas, pagar os seus crimes na prisão e todos termos a possibilidade de ver (e algumas coisas sê-lo-iam certamente com grande surpresa) qual a sua evolução, que lições tirariam das suas vidas, a que conclusões chegariam, e como assim, poderiam de facto ajudar a que quem se encontra na mesma estrada que eles percorreram, fizesse meia-volta e aprendesse de facto a lição...!?
Nota final: mortes como estas não vão ajudar nenhum dos ditadores no poder a pensar, por um momento sequer, em retirar-se do poder ou fazer marcha atrás nos seus crimes, tão claro lhes está o que o destino lhes reserva (mesmo se ás vezes pensam poder evitá-lo)...

quarta-feira, outubro 05, 2011

Uma experiência socialista... em 1931

Numa altura em que se lançam tantos anátemas sobre os ricos e a expoliação das respectivas fortunas seria o remédio da crise é bom recordar este texto que no ano passado me enviou um dos meus afilhados de casamento.
(declaração de interesses: não sou rico, nem coisa que se pareça, também acho imoral o uso que vejo de tanta riqueza, mas a caridade não se decreta, parte de um coração comovido, e, claro, as fortunas obtidas ilegalmente devem ser objecto de censura penal, fiscal e social)

Uma experiência socialista... em 1931.

Um professor de economia da universidade Texas Tech disse que raramente chumbava um aluno, mas tinha, uma vez, chumbado uma turma inteira. Esta turma em particular tinha insistido que o socialismo realmente funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e "justo".

O professor então disse, "Ok, vamos fazer uma experiência socialista nesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos as vossas notas dos exames." Todas as notas seriam concedidas com base na média da turma e, portanto seriam "justas". Isto quis dizer que todos receberiam as mesmas notas, o que significou que ninguém chumbaria. Isso também quis dizer, claro, que ninguém receberia 20 valores...

Logo que a média dos primeiros exames foi calculada, todos receberam 12 valores. Quem estudou com dedicaçăo ficou indignado, pois achou que merecia mais, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado!

Quando o segundo teste foi aplicado, os preguiçosos estudaram ainda menos - eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que também eles se deviam aproveitar da média das notas. Portanto, agindo contra os seus princípios, eles copiaram os hábitos dos preguiçosos. O resultado, a segunda média dos testes foi 10. Ninguém gostou.

Depois do terceiro teste, a média geral foi um 5. As notas nunca mais voltaram a patamares mais altos, mas as desavenças entre os alunos, procura de culpados e palavrões passaram
a fazer parte da atmosfera das aulas daquela turma. A busca por 'justiça' dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma. No fim de contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar os outros.

Portanto, todos os alunos chumbaram...Para sua total surpresa.

O professor explicou que a experiência socialista tinha falhado porque ela era baseada no menor esforço possível da parte de seus participantes. Preguiça e mágoas foi o seu resultado. Sempre haveria fracasso na situação a partir da qual a experiência tinha começado. "Quando a recompensa é grande", disse, o professor, "o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós. Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros sem o seu consentimento para dar a outros que não lutaram por elas, então o fracasso é inevitável."

O pensamento abaixo foi escrito em 1931. "É impossível levar o pobre à prosperidade através de leis que punem os ricos pela sua prosperidade.>> Por cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa tem de trabalhar recebendo menos. O governo só pode dar a alguém aquilo que tira de outro alguém. Quando metade da população descobre que não precisa de trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação. É impossível multiplicar riqueza dividindo-a."

Humor em tempos de crise...

Que pelo menos não nos falte o humor nesta circunstância do país...;-)

Nobel da Física

Este ano Portugal será um forte candidato ao prémio da Nobel da Física!
Depois da descoberta do átomo, do neutrão, do protão e do electrão, acabou de ser descoberto o Pelintrão.
E como se caracteriza o Pelintrão?
O pelintrão é um tuga sem massa e sem energia, mas que suporta qualquer carga!

terça-feira, outubro 04, 2011

Prémios de mérito aos melhores alunos: a Subsidiariedade funciona!

É impressionante a profusão de notícias sobre entidades, organismos, associações e particulares, que desde o fim dos prémios de mérito aos melhores alunos das escolas secundárias, se propõem a fazê-lo em vez do Estado.
Um exemplo é esta da Ordem dos Médicos.
A importância disto é enorme pois veio demonstrar que esteve bem o Governo ao deixar-se substituir pela sociedade nesse campo especifico. E que esta (a sociedade) desde que solicitada responde espôntaneamente ás necessidades sem necessidade do Governo ou do seu orçamento (que recorde-se é suportado por todos nós através dos impostos ou do fardo da divida).
Ou seja: de facto a Subsidiariedade funciona!

terça-feira, setembro 13, 2011

25 Anos de Casados

Faço hoje 25 anos de casados. Casei-me em 1986 na Matriz de Caminha.
Como a minha mulher não lê este blog, posso escrever sobre o nosso aniversário.
Só para confirmar o que diz o Miguel Esteves Cardoso: "É quando o amor continua (perdura, digo eu) que estamos mais apaixonados"...;-)

segunda-feira, setembro 12, 2011

11 de Setembro: a coragem e o Bem

"Uma das lições do 11 de Setembro é que o mal é verdadeiro mas a coragem também" disse ontem o Presidente Bush na cerimónia que teve lugar no Ground Zero em Nova Iorque.
Numa linha ainda mais profunda (mas com a mesma asserção de que a constatação do mal não oculta a do Bem) e muito bem esteve a Aura Miguel na RR como se pode ler aqui.

sexta-feira, setembro 09, 2011

Aborto gratuito: excelente artigo de Henrique Raposo!

No Expresso.

O aborto gratuito é ofensivo
Henrique Raposo (www.expresso.pt)
8:00 Segunda feira, 5 de setembro de 2011

I. "O aborto não pode ter isenção como tem a gravidez (...)". José Manuel Silva, bastonário da ordem dos médicos (Expresso de sábado).
II. O Estado não deve considerar que o aborto é crime até x semanas, sim senhora, mas também não deve instituir o aborto gratuito no seu serviço de saúde. O aborto não é um direito, meus caros. Se uma pessoa quer fazer um aborto, tem bom remédio: pagar do seu bolso. A irresponsabilidade não pode ser recompensada. A irresponsabilidade não pode ser subsidiada. A irresponsabilidade não pode ser transformada num direito. E, acima de tudo, a irresponsabilidade não pode ser colocada no mesmo patamar da responsabilidade que é assumir uma gravidez e ter um filho.
Em qualquer cenário financeiro, este aborto gratuito seria sempre uma política imoral. Ora, no nosso contexto de crise, esta política sobe vários níveis de imoralidade. É uma daquelas coisas realmente ofensivas. Os cortes da saúde chegaram e as taxas moderadoras têm de subir, mas o aborto é gratuito. Faz todo o sentido, sim senhora. As maternidades debatem-se com problemas sérios para suportar a sua atividade principal (recorde-se: trazer crianças a este mundo), mas o aborto é gratuito. Faz sentido, sim senhora. Num contexto de crise demográfica, o tratamento de fertilidade deixou de ser uma prioridade, mas o aborto é gratuito . Faz sentido, sim senhora. Mas sabem o que é ainda pior? Num país onde o aborto é completamente gratuito (até acho que a mulher recebe um subsídio de - pasme-se - maternidade), é quase impossível encontrar um especialista em saúde materna nos centros de saúde. Portanto, no Portugal progressista de 2011, uma mulher que dá à luz é menos protegida do que uma mulher que escolhe abortar. Meus caros, tudo isto é uma imoralidade tremenda, para usar um eufemismo publicável.

Ainda a comparticipação da pílula

Da leitura do comunicado do Ministério da Saúde, dando por boa a história apresentada, pode-se suspeitar se a então a saída a público do estudo da medida não corresponde a uma manobra bem orquestrada seja pela indústria afectada seja pelos lobbies ideológicos que vivem desta ou com esta estão objectivamente concertados (em termos de objectivos coincidentes)...
E fica também uma questão: então e a pílula do dia seguinte que é objecto de receita médica e suponho eu de comparticipação...?

Comparticipação na Pílula: a gravidez não é uma doença!

A anunciada supressão da comparticipação na pílula (que de facto não impede o acesso à mesma já que continuará a ser distribuida gratuitamente nos centros de saúde) veio provocar um escândalo e muita confusão.
O escândalo é sobretudo ideológico e há que ter paciência. Já a confusão propositada é a da relação (inexistente ou quanto muito em sentido inverso) entre as práticas da contracepção e a do aborto. Ora, quanto a esta última (confusão) é necessário ter muito claro que não há evidência empirica de que a generalização da contracepção faça diminuir as taxas de aborto e antes pelo contrário em países de grande consumo de contracepção o drama do aborto é em termos quantitativos muito impressivo.
Mas entretanto parece que a industria da contracepção (como as do aborto ou os lobbies que trabalham na área do HIV-SIDA) é muito forte e já apareceu um desmentido do Ministério da Saúde...se de facto a medida não for para a frente é muito mau sinal quanto à fortaleza e independência do Governo em relação a estes e outros interesses...
De qualquer das formas esta polémica fez-me pensar o seguinte: se a gravidez não é uma doença porque é distribuida gratuitamente a pílula...!? Então porque acontece isso com a pílula e não com, por exemplo, os remédios para a diabetes, ou o cancro, ou etc...!?
Alguém me explica? Por mim só vejo ideologia nisto tudo...
Que defendo eu sobre este assunto? Que:
- não há razão e é objectivamente injusto (por ofensa do principio da igualdade) que a pílula seja distribuida gratuitamente
- que sempre que receitada como um medicamento (isto é, por razões médicas) deve ser comparticipada
- que a medida a ir para a frente pode ser uma oportunidade de ouro para as mulheres portuguesas conhecerem outros métodos de regulação da fertilidade que não são prejudiciais à sua saúde e ao contrário do que a douta ignorância da mentalidade comum afirma tem uma taxa de sucesso superior à da contracepção quimica
Mais informações sobre esse método aqui.

domingo, agosto 28, 2011

Aquecimento global: eu bem me parecia...!

No Público de hoje saem duas páginas muito interessantes sobre as próximas presidenciais americanas e a candidatura de Rick Perry e o ambiente de primárias no Partido Republicano.
Fazendo referência a este último ponto o artigo tem um quadro à parte em que retoma as opiniões de Rick Perry, Mitt Romney e Michele Bachmann, sobre um conjunto de assuntos: casamento gay, teoria da evolução, aborto e, cá está, aquecimento global...Ou seja, confirma-se trata-se este último de um assunto tão ideológico como os restantes e "tabu" para a mentalidade politicamente correcta dos media e da esquerda...ou seja, não é assunto em que se os deva levar a sério e para enervá-los nada como dar-lhes para trás nisso...;-)

A espionagem pelo SIED ao telefone de um jornalista do Público

Percebo a indignação que percorre o meio dos jornalistas quanto à espionagem ao telefone do jornalista Nuno Simas (então do Publico, agora da Lusa). Assusta-me também a sensação generalizada de que o uso de escutas telefónicas é frequente no nosso país e por isso a nossa liberdade é menor do que aquela que cremos usufruir. Pessoalmente já me asseveraram fontes muito crediveis que também eu e outros amigos das movimentações civicas a favor da Vida e da Família fomos ocasional ou permanentemente objecto de vigilância pelos serviços de informações...será verdade? O simples facto de se poder admiti-lo é já de si um triste retrato da situação...
Dito isto não será normal no caso que essa espionagem tivesse existido...? O dito jornalista escreve sobre a actividade dos serviços com caracter de regularidade. Não será função da contra-espionagem procurar assegurar-se de que não existiam nos serviços "buracos" pelos quais as informações chegavam à comunicação social e assim podiam também chegar a muitos outros meios, com prejuizo para a segurança nacional...? Questão diferente é se as ditas escutas ou vigilâncias foram efectuadas no quadro e de acordo com os procedimentos legais aplicáveis e eventual respaldo judicial.
Percebo este controle a que aludo acima é dificil, mas, bolas!, há-de existir forma de o efectuar...! E de assim nós ficarmos sossegados quanto à nossa liberdade e quanto às secretas cumprirem a sua missão que é de facto indispensável.
Nota final: como português confiado em que alguém estará a tratar da segurança de todos nós, estou muito intranquilo com:
a) que todos os dias matérias dos serviços estejam nos jornais, se saiba quem lá trabalha, como fazem e o que fazem, etc.
b) o eventual predominio da Maçonaria nos quadros dirigentes dos serviços de informações...

Católicos e política: um artigo óptimo de Henrique Raposo

Excelente artigo no Expresso de Henrique Raposo sobre a ataraxia política de muitos católicos: veja-se no site online deste jornal.
Com a devida vénia aqui está o texto respectivo:

Os católicos e a política
Henrique Raposo (www.expresso.pt)
8:00 | Sexta feira, 26

Há sempre um ponto que me desgosta em muitos amigas e amigos católicos: é a distância em relação ao debate público e político, é o nojo fácil pela política. Isso é visível, por exemplo, no Facebook. Ali podemos ver milhentas pessoas a assumir com orgulho a identidade católica e, ao mesmo tempo, a desprezar a identidade política. Na secção "religious views", surge triunfante a palavra "católica". Na secção "political views", surge um pobre e fácil "não uso disso" ou um "são todos iguais", etc. Na revista Communio (Setembro 1988), o omnipresente Francisco Lucas Pires escreveu um artigo que é, para mim, a melhor resposta a esta pobreza apolítica de um certo catolicismo.
Nesta prosa, intitulada "Pureza de Coração e Vida Política", Lucas Pires afirma que existem duas maneiras de um cristão lidar com a esfera política. A primeira passa por aceitar que os princípios e regras da esfera política são de "outro tipo" e que, por isso, o cristão só deve ter preocupações com a salvação da sua consciência. Ou seja, o cristão deve criar uma redoma à sua volta, retirando-se assim dos debates da Cidade. Nesta via, o cristão julga-se tão puro, que não quer sujar as mãos na realidade. "Sim, sou muito católico, mas não quero nada com a política, são todos iguais".
Como já perceberam, Francisco Lucas Pires critica esta primeira via, e defende uma alternativa. Para o ex-líder do CDS e inspirador de boa parte do PSD atua l, um cristão tem o dever de lutar na Cidade, tem o dever de fazer opções públicas e políticas. Porque o leigo não é o padre a viver fora da Cidade. O leigo tem de viver no mundo, tem de produzir e/ou participar numa narrativa normativa para a Cidade, mesmo quando essa Cidade é dura e suja. Sim, a política namora com o pecado e com a mentira, mas - precisamente por causa disso - a política é o terreno propício para se apurar a "pureza de coração". Só podemos testar a nossa pureza num mundo imperfeito e duro. A redoma apolítica é uma via fácil e pouco cristão.
Portanto, numa lógica algo parecida à de T.S. Eliot, Lucas Pires diz que o cristão tem de tentar influenciar o espaço público, tem de levar os seus valores cristãos para a Cidade. O cristão não tem apenas de salvar a sua consciência: também tem de salvar a sua cultura. O cristão não é apenas um ser metafísico, também é um ser historicamente situado. No fundo, não deve existir uma separação entre a obediência moral (a Cristo, a Deus) e a vida política e colectiva aqui na Cidade dos homens. Pelo contrário: deve existir uma tensão criadora entre a ética cristã e a realidade política.

segunda-feira, julho 18, 2011

Casamento gay e independência da Madeira

Conforme o tempo passa mais gosto de Alberto João Jardim: desempoeirado, autêntico, razoável e de bom senso político no registo politicamente incorrecto.
Vem isto a propósito do que reproduz o Público no passado dia 1 de Julho como sendo suas declarações (sobre a exibição no Funchal de bandeiras da FLAMA):
"A partir do momento em que há casamentos gay por que razão não pode haver pessoas que pensem a favor da independência?" Lol!

quarta-feira, julho 13, 2011

Europa: bem me parecia íamos por mau caminho...!

E Manuel Monteiro confirma-o e resume-o como ninguém (e com uma autoridade total) hoje no Público, neste artigo (realmente que pena quem sai de um partido do sistema, parece nunca mais encontrar espaço e poiso, nem os novos partidos conseguirem vingar...!):

Ricos sem património e com o dinheiro dos outros
Público 2011-07-13 Manuel Monteiro
Na verdade, todos falharam! Falharam os governantes, mas também falharam os iluminados do discurso fácil
________________________________________
Numa conferência de imprensa, a 18 de Setembro de 1992, a propósito do Tratado de Maastricht e na qualidade de presidente do então CDS, afirmei: "Na verdade, a União Económica e Monetária queima etapas da construção europeia. Ainda não entrou em vigor o Mercado Único, ainda estamos a assistir a crises espectaculares no Sistema Monetário Europeu e já os tecnocratas exigem mais. E exigem mais no curto espaço de cinco a seis anos. Seria preferível deixar funcionar o Mercado Único e consolidar o delicado Sistema Monetário Europeu. A União proposta em Maastricht é precipitada e podemos pagar caro por isso."
Mais tarde, a 9 de Maio de 1995, tive também oportunidade de publicamente referir: "A obsessão de chegar à moeda única sacrificou a economia real a uma economia que só existe no papel. O dogmatismo com que abrimos todas as fronteiras à competição com economias bem mais fortes e novas economias bem mais baratas, ignorou criminosamente os prejuízos que daí resultam para as nossas fábricas, a nossa lavoura e a nossa pesca. (...) Em nome da moeda única, em nome da abertura indiscriminada de fronteiras e em nome do escudo caro, sacrificámos o crescimento, a produção e o emprego. Valeu a pena? Não valeu. (...). Basta referir que, na vigência deste triângulo fatal - Maastricht, GATT e SME - crescemos menos que a Europa, ficámos mais longe dela, perdemos produtividade na indústria, na agricultura e nas pescas e, como todos sabem, assistimos ao disparar em flecha do desemprego. A ferida social tem hoje actores conhecidos. É o desempregado, mas é também a classe média que teme perder o emprego; é o excluído, o pobre e o novo pobre, quantos deles vítimas da dissolução do Estado político e da desarticulação das formas tradicionais de solidariedade. A ferida social representa uma Nação doente, perante um Estado impotente para a proteger e defender. Nunca o poder político esteve tão longe da realidade. Cá, como por essa Europa fora, a ferida social provocará a falência do tal pensamento único e o fracasso dos seus representantes na classe política."
Hoje gostaria de perguntar ao então primeiro-ministro Cavaco Silva, aos que com ele governaram, e à esmagadora maioria da classe dirigente portuguesa, se têm orgulho do caminho que seguiram. Na verdade, todos falharam! Falharam os governantes, mas também falharam os iluminados do discurso fácil que preenchiam seminários e conferências anunciando a miragem de um mundo novo, do lucro fácil, da economia artificial, do sucesso sem trabalho, sem esforço, sem produção.
O que temos em mãos não é obra do acaso, é simplesmente o resultado da teimosia, da mediocridade, do arrivismo de quem busca em qualquer ocasião a possibilidade de saltar de ideia em ideia para alcançar o benefício pessoal. Sócrates conduziu-nos à falência e não tem desculpa, mas Sócrates foi apenas o filho político de vários pais menores que nos ensinaram ao longo de mais de vinte anos a ser ricos sem património e com o dinheiro dos outros.
Agora só temos duas alternativas. Ou seguimos cega e exclusivamente o que da Europa nos dizem para seguir, ou pensamos com seriedade nos avisados conselhos do prof. João Ferreira do Amaral. Com seriedade e com humildade, recordando afinal que se já o tivéssemos ouvido há mais tempo talvez não estivéssemos como estamos. Ex-dirigente do CDS-PP e da Nova Democracia

quinta-feira, julho 07, 2011

Zézinha (Maria José Nogueira Pinto): obrigado e até ao Céu!


Morreu hoje a Maria José Nogueira Pinto que conheci em 1980 quando comecei a trabalhar com o Jaime, seu marido na revista "Futuro Presente". Conhecia-a então e no tempo fomos ficando amigos de casa. Sendo momento de dor pela perda de uma amiga e pela falta que faz aos seus, é também ocasião de dar graças a Deus por uma vida dada no bom combate. Muito bem na sua memória o José Ribeiro e Castro nas suas declarações. Curiosamente ambos tínhamos jantado juntos ontem e estado a falar sobre ela a uns amigos americanos.
Na história dos nossos movimentos cívicos (pro-família e pro-vida), começada com os Juntos pela Vida em 1996/1997 ela foi decisiva (a origem mesmo) e desde então para mim pessoalmente determinante no meu envolvimento na política "oficial" e dos partidos.
Uma grande mulher, uma grande católica, uma grande portuguesa.
Na Misericórdia esperamo-la já no Céu e com ela daí contamos. Como na despedida entre o Francisco e a Jacinta (pastorinhos de Fátima): "Até ao Céu!"