domingo, março 11, 2012

Carta de uma mulher no dia 8 de Março: gosto dos homens



No dia 8 de Março (dia internacional da mulher) a jornalista Costanza Miriano, escreveu o artigo abaixo:

Prenda pelo dia oito de março 

de Costanza Miriano



Gosto dos rapazes porque batem-se selvaticamente à espadeirada
disputando o título de Supremo Soberando do Corredor, e cinco
segundos depois de se terem matado dividem varonilmente uma
garrafa de coca cola, para depois recomeçarem a brincar como se nada fosse.

Gosto deles porque nunca fazem um psicodrama, como as da
sua idade, não descem aos abismos angustiantes do desespero
só porque alguém "disse que eu sou máááá".


Gosto deles porque o máximo de vingança de que são capazes
é um pontapé, e nunca se dedicam a fazer comentários perversos
a meia voz sobre a cor da camisola da sua inimiga nas suas costas.


Gosto deles porque são o modelo utilitário, o Fiat 127 do género
humano: sem opcionais, mas sólidos e imprescindíveis.


Gostos dos homens quando armam mesas, remendam as paredes
com betume, encontram caminhos e desencantam soluções. Quando
não querem parar para perguntar onde fica a rua e, apesar de darem
seis voltas à praça, acabam por encontrá-la, mantendo uma atitude condigna.


Gosto deles mesmo se fazem perguntas e, quando ela começa a
responder, saem da sala.


Gosto deles quando, interrogados com um "lembras-te do que te disse
ontem sobre a Ana Luísa?", com o olhar perdido no vazio rebuscam
afanosamente a memória e fingem lembrar-se perfeitamente e
respondem com monossílabos que não os atraiçoem, que não denunciem
que, do segredo sobre a amiga, esqueceram tudo no preciso momento
em que você lho confiou solenemente.


Gosto do homem mesmo quando tem o olhar abstraído, se fecha no
silêncio, e no breve tempo que você se convence, numa escalada de
pessimismo, que acabará por lhe dizer que a vossa relação chegou ao
fim, eles, na realidade, elaboraram complexos pensamentos do género:
sou bem capaz de mandar vir uma pizza; este sofá é incómodo;
esperemos que demitam o treinador.


Gosto dos homens porque sem as mulheres são totalmente inábeis
para a vida social, andam no mundo perdidos e desadaptados. Gosto
deles porque nos fazem sentir indispensáveis.


Gosto da forma como escrevem, como falam, como cantam. Gosto
deles porque realmente têm gosto pela música, pela arquitectura, pela arte.


Gosto dos homens porque sabem manter uma visão do todo, e analisar
lucidamente a economia global, mas não conseguem conceber um plano
estratégico que consiga conciliar pediatra, aula de dança e lanche.


Gosto deles mesmo quando, conscientes do amor da sua predilecta
– que gasta horas a tentar manter um aceitável nível estético, fazer
manicure, perfurmar-se e depilar-se -, vagueiam pela casa em roupas
desalinhadas.


Gosto deles mesmo quando deitam as chaves de casa no caixote do
lixo, confundem os dias da semana e os amigos dos filhos, trazem para
casa, orgulhosos, sacos de compras cheios de objectos inúteis.


Gosto deles porque não se perdem em minúcias, sabem manter a bússola
direita, e permanecer lúcidos e razoáveis e confiáveis, quando nós nos
precipitamos nos redemoinhos misteriosos que trazemos dentro.


Gosto deles porque fazem o trabalho pesado por nós, e quando complicamos
demasiado as coisas, sabem parecer, no momento certo, o lacónico e
sábio grande chefe Boi Sentado.


Gosto dos homens porque eles são a nossa prenda do dia 8 de março.

Prostituição e desemprego na Alemanha: ma si non è vero, è ben trovato...;-)


Neste Blog e aqui publiquei uma noticia, com origem em jornais ingleses, de que uma rapariga germânica tinha perdido o seu subsídio de desemprego por recusar a oferta de um lugar de prostituta num bordel, actividade, ao tempo pelo menos, legal na Alemanha.

Pois bem, alerta-me o Filipe Avillez (da lista e Blog Actualidade Religiosa) de que a notícia é falsa como se pode ver aqui.

Ma si non è vero è ben trovato...;-)

sábado, março 10, 2012

Em que confiam os portugueses


Foi primeiro no Expresso de hoje que vi uma referência a um estudo das "Selecções do Reader's Digest" que avalia a confiança dos portugueses em instituições, profissões e personalidades. Está aqui uma notícia sobre isso no site dessa publicação e é interessante ler.

Conclusão: "Os números traçam assim o perfil português: uma sociedade em crise virada para o que é sólido e básico (família, casamento, amigos, Igreja), gente fechada em si e no seu círculo, sem razões para crer nas instituições (Governo, políticos, justiça), com confiança apenas na protecção mais imediata e próxima (bombeiros, pessoal de saúde, Polícia). Há razões evidentes para considerar este um retrato de confiança."

Sublinho o "sociedade em crise virada para o que é sólido e básico (família, casamento, amigos, Igreja)"...;-)

quinta-feira, março 08, 2012

Ainda a prostituição e as Irmãs Oblatas

Vale a pena a propósito da questão em título ler o post do Filipe Avilez no seu Blog (nome também da interessante lista electrónica por ele editada) Actualidade Religiosa. Esclarece e o juizo claro é o meu também: uma coisa é ajudar uma mulher a sair da prostituição, outra consentir ou ajudar a que a exerçam nesta ou naquela condição...

Para escrever isto precisei rever o que já tinha escrito sobre o assunto. Usando a caixa de pesquisa e colocando a palavra prostituição encontrar-se-á, pelo menos, sete posts sobre o assunto.

quarta-feira, março 07, 2012

Ainda as declarações do Cardeal Monteiro de Castro

No meio da confusão ainda há quem mantenha a lucidez...veja-se este exemplo, um artigo que saiu no Jornal de Notícias:



O novo cardeal português foi ao fundo da questão europeia: a relação da mãe com
a família e o trabalho.
Para alguns será muito fácil colocar as etiquetas de
conservador ou mesmo de reaccionário a D. Manuel Monteiro de Castro por,
na entrevista que concedeu ao JN, ter dito sem papas na língua o seguinte:

"O trabalho da mulher a tempo completo creio que não é útil ao país.
Trabalhar em casa, sim, mas que tenham de trabalhar pela manhã
até à noite creio que para um país é negativo. A melhor formadora
é a mãe, e se a mãe não tem tempo para respirar, como vai ter tempo
para formar?". 

E, no entanto, vejamos...

Ainda não há no mundo sítio com melhores condições de vida que o nosso
velho continente: o modelo social europeu permanece imbatível. Mas está
claramente ameaçado. E se um optimista como eu pode sempre acreditar
que haveremos de superar a ameaça resultante da crise financeira, outra
tanta dose de fé não chegará para eliminar a ameaça demográfica.

Ou seja: mesmo que a Europa resolva os seus problemas de competição no
quadro do comércio mundial e o faça salvaguardando os salários pela
redistribuição da riqueza, vai ser preciso que, para além das religiões,
das ideologias e das práticas sociais, o cidadão renuncie ao conforto da
responsabilidade mínima. A sua própria por natureza e a da eventual
alma gémea com quem decida partilhar a aventura da vida comunitária.

Com a taxa de natalidade em queda vertiginosa em Portugal e na Europa
não podemos esperar que o nosso modelo social sobreviva.
Perceber que esta
é a questão essencial, muito mais importante que as circunstâncias da crise,
é o passo indispensável para termos uma atitude diferente em relação ao
núcleo da nossa organização social: a família.

Salvar este nosso modelo de vida, com todas as heterodoxias que ele permite,
significará sempre revalorizar a natalidade. E
a primeira consequência desta
revalorização será a de dar condições para que os pais que assim o pretendam
possam ter mais filhos.

Este ponto é tão mais sério e tão mais decisivo para as gerações que as sérias
dívidas soberanas, e seria imperdoável que falhássemos.
Porque só depende
de nós e do que possamos pensar para além do puro prazer de ter um único filho.
Ou nenhum.

Acontece que do plano da cidadania para o da prática social, por mais cardeais
que nos alertem, terão de ser os políticos a garantir-nos a sobrevivência do
nosso modelo social europeu.

No que me toca, atrevo-me a dar-lhes um conselho: antes de pensarem em
novas leis laborais, perguntem às mães que não podem fugir a despejar os
filhos de seis meses em infantários.

Cardeal Monteiro de Castro: e se tiver razão...?




Hoje no Público Laura Ferreira dos Santos (a Odete Santos do debate da Eutanásia...;-) atira-se "como gato a bofe" ao Cardeal Monteiro de Castro. A "razão" são as declarações que foram notícia no Correio da Manhã (aqui) e no Público (aqui) aquando da sua nomeação. E que suscitaram uma barragem de fogo do politicamente correcto sobretudo do lado da ideologia da igualdade de género (um género de igualdade para o qual, sinceramente, não há paciência...;-)

Lendo o artigo de Laura Ferreira dos Santos ocorreu-me no entanto uma pergunta: e se, por acaso (se quiserem uma hipótese em um milhão), as vocações do homem e da mulher forem de facto distintas e a ida desta última para o mercado de trabalho (em geral) tiverem sido de facto um erro...? E se, de facto, o plano original de Deus ou do acaso ou da natureza, ou de qualquer outra fonte, tivesse sido uma diferença e nessa estivesse compreendida a dedicação da mulher à casa, á família, à prole...?

Olhando para o panorama actual isto parece de facto um disparate e/ou uma utopia. Mas, e se não for...? E, por cima da resposta que se dê ao assunto, porque não se pode falar sobre isso, interrogarmo-nos e reflectirmos?  Um pouco mais de liberdade é o que necessitamos. Homens e Mulheres...



terça-feira, março 06, 2012

Super Terça-feira: o catolicismo de Rick Santorum


No próprio dia da Super Terça-feira (hoje), um dia importante no qual em muitos estados se desenrolam as primárias do Partido Republicano para escolha do candidato do partido a Presidente dos Estados Unidos (pode-se ver mais sobre o dia de hoje aqui) ajuda a perceber quem é Rick Santorum este artigo que o Blog Logos acaba de publicar:



Segunda-feira, 5 de Março de 2012

Santorum intensificó su fe gracias a su suegro y le hizo una promesa al hijo que perdió al nacer
In Religión en Libertad

Salvo un repunte sorpresa de Newt Gingrich el próximo martes, a Barack Obama le disputarán en noviembre la presidencia de los Estados Unidos o Mitt Romney o Rick Santorum. Éste ya cuenta con protección del Servicio Secreto en cuanto aspirante con posibilidades, y está saliendo victorioso de los intensivos escrutinios a que la prensa somete a los candidatos durante el largo proceso de primarias e incluso después.

The New York Times, no precisamente favorable a Santorum, le dedica este fin de semana un reportaje centrado en su profunda religiosidad católica, quizá el aspecto más irritante para el establishment cultural progresista norteamericano, junto con su determinación de atacar Irán si es preciso para defender la seguridad del país.

El reportaje revela que, según confesó el mismo Santorum en algún off the record el año pasado, él era un "católico de nombre" hasta que conoció a su mujer y pensaron en casarse. Fue en 1988, y Karen era enfermera neonatal. Según el diario, la hoy esposa de Rick venía de una relación con un médico abortista y ella misma era partidaria del aborto.

Cara a cara con el suegro
Pero algo la hizo cambiar, y de hecho cuando empezó a salir con aquel joven aspirante a político (tenía 30 años) que llegaría al Senado en 1991, le urgió a visitar a su futuro suegro. Kenneth Garver era pediatra en Pittsburgh, especialista en genética y padre de una familia numerosa formada en una profunda fe católica.

"Nos sentamos uno en frente del otro en torno a su mesa, y estuvimos toda la tarde hablando del aborto. Quedé absolutamente convencido de que tanto desde el punto de vista de la ciencia como desde el punto de vista de la fe, no había más que una postura posible", explicó Santorum en octubre a un grupo provida.

Según el diario neoyorquino, ése fue el momento en el que Santorum y su mujer intensificaron su vivencia religiosa, traducida a lo largo de toda esta campaña en unos posicionamientos inequívocos en torno al aborto, los anticonceptivos, el "matrimonio" entre personas del mismo sexo, la libertad de educación de las familias o la separación entre Iglesia y Estado. Lo cual le ha granjeado votos, pero también se los ha quitado. Rick ha preferido en cualquier caso decir lo que piensa y presentarse ante sus electores tal como es.

Cartas a Gabriel... y una promesa
En buena medida, eso se debe a la promesa que le hizo a su hijo Gabriel, que murió a las pocas horas de nacer tras un embarazo al que le sugirieron en más de una ocasión poner término, porque los problemas del feto se detectaron desde la vigésima semana. Pero los Santorum creyeron siempre que Dios tenía un plan para la corta vida de unas horas que sabían tendría el bebé.

Dice un amigo suyo desde hace veinte años, Frank Schoeneman, que, al fallecer el pequeño, Santorum hizo el voto de llevar una vida de la que Gabriel pudiese sentirse orgulloso. Y eso incluye no esconderse ni tener respetos humanos en la profesión de su fe. En 1998 escribió un libro, Cartas a Gabriel, volcando su alma en recuerdo de la tragedia vivida.

Schoeneman añade que Rick no es un new-born (renacido) que vio la luz de golpe: "Ha habido una evolución. Siempre fue católico y siempre fue un hombre de fe, pero no con este nivel de fe", subraya.

Encontrar a Dios en la política
Curiosamente, el otro momento decisivo en esa evolución fue su llegada al Senado. Allí conoció a un senador de Oklahoma, Don Nickles, quien le animó a asistir con otros senadores a unas reuniones de estudio de la Biblia.

Finalmente, Karen y él encontraron el lugar idóneo para intensificar su fe en la parroquia de Santa Catalina de Siena, en el norte de Virginia, a donde se habían trasladado a vivir: "El párroco era extraordinario y nos llenó del Espíritu Santo", confesó el aspirante a la Casa Blanca.

El cual tiene muy claro que Dios es el centro de su vida, y muy clara cuál es su actitud ante Jesucristo: "Ante sus ojos soy totalmente inútil. No puedo hacer nada por Él. Sólo amarle".

Da prostituição como uma profissão qualquer...

No limite pode acontecer (já sucedeu na Alemanha) isto:


Não é um absurdo...!?

Prostituição: onde estão as femininistas...?



Noticias recentes de que com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa (!) se prepara a abertura de uma "safe house" (um bordel...) na Mouraria são uma mistura entre imprecisões (veja-se a este propósito as declarações das Irmãs Oblatas), lirismo social e completo deconhecimento da violência que subjaz à prostituição.

Torna-se por isso particularmente importante saber de facto o que é esse mundo a partir de quem convive com ele e junto dessas mulheres (e homens...) desenvolve um trabalho meritório de ajuda a essas pessoas a adquirir competências que lhes devolvam a auto-estima, restituam a consciência da própria dignidade e facilitem a entrada em outros modos de vida, como é o caso de O Ninho. Desse lado não há dúvidas nenhumas: tudo o que facilite o exercício da prostituição é um contributo poderoso para a escravidão de quem a pratica e um auxilio a essas redes que vivem do tráfico de pessoas. Daí as declarações que a esse propósito fizeram responsáveis dessa associação.

A pergunta que sempre me ocorre quando este debate surge é: onde estão as femininistas...?


segunda-feira, março 05, 2012

Deve ser tão dificil governar...!




A reflexão do título deste post é-me suscitada pelo email abaixo de que desconheço o autor e que reproduzo não só pela instintiva objecção que me suscita a supressão de feriados, como pelo contra-peso que é dado ao respectivo custo pelos dados compilados por quem o escreveu.

O que me coloca na situação complicada de simultâneamente o subscrever (salvo os laivos esquerdistas do mesmo mas que achei devia deixar por respeito da autoria...;-) e ao mesmo tempo não poder deixar de dar um voto de confiança a quem actualmente nos governa e que suspeito está  a fazer o melhor que pode e sabe...

Ora, se eu estou assim, imagino como esteja um governante a quem também se colocam múltiplas opções, todas ou quase todas podendo parecer razoáveis e/ou justificáveis e que no entanto tem de decidir por uma das hipóteses e depois defendê-la e justificá-la...

Deve de facto ser tão dificil governar que cada vez percebo melhor porque é que não há práticamente Oração dos Fieis nas Missas em que não se reze em múltiplas fórmulas por aqueles a quem cabe esta dificil missão de condução dos povos e dos países...!

Valha-nos no meio disto o sentido de humor como o da imagem que me chegou noutro email...;-)

O email acima referido é este:

A propósito do “mito” do “Excessivo número de feriados” em Portugal, reparem no número de feriados dos vários países da União Europeia: 18 (Grâ-Bretanha), 17 (Alemanha, sim, a Alemanha...;-), 16 (Eslováquia), 15 (Áustria e Grécia), 14 (Portugal e Malta), 13 (Suécia, República Checa, Finlândia e França), 12 (Bélgica, Dinamarca, Luxemburgo, Irlanda e Hungria), 11 (Polónia e Itália), 10 (Holanda) e 6 (Roménia). 

A média dos feriados é 13. Portugal tem 14, apenas 1 a mais do que a média.
Só que há ainda outro pormenor interessante. É que de todos os países da União Europeia, Portugal tendo a sua independência em 1143, é um dos mais antigos. Por isso, é natural que feriados os feriados históricos como o 1 de Dezembro (dia da Restauração da Independência em 1640) façam todo o sentido.

Diz a propaganda paga a peso de ouro pelo grande capital [esta expressão penso denuncia a origem do email...lol!] que cada dia de feriado custa 37 milhões de Euros à economia portuguesa. Nem eles explicam como são feitos esses cálculos. E, para além disso nem sequer mencionam que cada dia de feriado de quem trabalha é um dia de consumo, dando rendimento a lojas, restaurantes, hotéis, etc.
Por exemplo, o 15 de Agosto, que querem abolir é o feriado mais importante do país em termos de festividades populares e de reunião de famílias, principalmente nos concelhos que têm muitos emigrantes. Esse dia de feriado é um dos dias do ano onde mais se gasta em combustíveis e na restauração.
Depois há factores importantes como o descanso, o estar com a família e os filhos, que não se contabilizam em números.
No entanto, com casos como o BPN, as Parcerias Público-Privadas, subsídios à Banca e comissões à Troika (não acrescentando mais nada), sabendo que só num ano são gastos mais de 18 mil milhões de Euros, significa que cada um dos 365 dias custa 49.315.068,49 Euros aos portugueses.
Se atentarmos somente aos dias úteis de trabalho, tal montante ascende aos 80.000.000 Euros, desviados essencialmente para o sector financeiro. Mas, claro, que esta informação é omitida pelas televisões e telejornais.
Convinha que estas contas fossem feitas pelos jornalistas da RTP, da SIC, do Diário Económico e outros órgãos afins que, através da sua constante propaganda e desinformação tanto têm contribuído para ou roubo do povo português e destruição de Portugal. [aqui decididamente o autor do email exaltou-se...;-)]

E, claro que, nas suas crónicas ou espaços televisivos, jamais vão ouvir outros líderes de opinião falar sobre o assunto de forma séria. Eles são pagos precisamente para reforçar a propaganda e a intoxicação da Opinião Pública que, infelizmente, por não se informar, cai que nem um patinho e até aceita.

domingo, março 04, 2012

Matar recém-nascidos: como eles ficaram caladinhos...!


É impressionante como os abortistas estão mudos e a esconder-se depois da noticia do Público que reproduzo abaixo...não há posts no Blog Jugular, nem artigos da Fernanda Câncio (tão prestimosa a atirar-se a nós mal nós fazemos o minímo movimento...), nem Duarte Vilar da APF (a conseguir incrivelmente, deve ser uma nova "patologia", explicar que o mal é não haver educação sexual...lol!), nada...silêncio rádio. Mais embaraçadinhos do que com 100 declarações de Lídia Jorge...

Um juizo sobre o assunto:

1. "Não espanta nada" se defenda isto.  A diferença de uma criança no seio da sua mãe com uma já nascida é a respectiva visibilidade. E nos Estados Unidos já se faz o "aborto do pré-nascimento": no dia do parto, puxa-se a cabeça da criança para fora e assim se a mata com uma agulha que lhe atravessa o cérebro...uma barbárie! E na lógica destes fracturantes está tudo isto: pedofilia (chamado amor entre gerações), incesto (por que raio não há-de um irmão estar com uma irmã, se são adultos e o consentem , até não viveram juntos, porque são por exemplo filhos de pais separados, se forem para Espanha ninguém os identifica e podem fazê-lo, o chamado turismo incestuosos, não é para todos os casos mas apenas para aqueles que nunca viveram juntos ou só para os meio-irmãos, ou seja, a argumentação do costume...), infanticidio e eutanásia (na Holanda tem sido um massacre repugnante e agora é aplicada em crianças deficientes...!). Só para nomear aqueles objectivos que tem autores, doutrina e defesa em casos concretos.

2. Apesar da aberração que são tais propósitos mal estavamos se achassemos estes não podiam ser publicados. Uma revista é livre de ter os seus propósitos editoriais, tem o seu publico que a compra e lê, e cada um é livre de defender as asneiras que quiser. Foi por isso que em declarações à renascença, perguntado sobre este ponto defendi a liberdade de expressão destes autores e da sua publicação (e não foi por dar jeito ver esta gente a descobrir a careca e o que lhes vai no fundo em relação, citando Lídia Jorge, ás "coisas humanas")


Bioética

Artigo científico defende como moralmente aceitável a morte de um recém-nascido

02.03.2012 - 09:32 Por PÚBLICO

(Foto: Daniel Rocha)
Um artigo publicado na última semana de Fevereiro pelo Journal of Medical Ethics defende que deveria ser permitido matar um recém-nascido nos casos em que a legislação também permite o aborto. A polémica segue em crescendo. A autora do texto já recebeu ameaças de morte.
 O artigo em causa (clique aqui para a versão html , ou aqui para descarregar uma versão pdf, ambas em inglês), aceite por aquela publicação científica ligada ao British Medical Journal intitula-se “After-birth abortion: why should the baby live?”, que se poderia traduzir como “Aborto pós-parto: por que deve o bebé viver?”. É assinado por Francesca Minerva, formada em Filosofia pela Universidade de Pisa (Itália) com uma dissertação sobre Bioética, que se doutorou há dois anos em Bolonha e é uma investigadora associada da Universidade de Oxford, em Inglaterra. A sua polémica tese é a de que o “aborto pós-nascimento” (matar um recém-nascido”) deve ser permitido em todos aqueles casos em que o aborto também é, incluindo nas situações em que o recém-nascido não é portador de deficiência”.

Esta ideia – entendida pelos leitores mais críticos do artigo como um apelo à legalização do infanticídio – é a conclusão de um debate moral que a autora, em conjunto com outro investigador que co-assina o artigo – Alberto Giubilini –, tentam fazer partindo de três princípios: 1) “o feto e um recém-nascido não têm o mesmo estatuto moral das pessoas”; 2) “é moralmente irrelevante o facto de feto e recém-nascido serem pessoas em potência”; 3) “a adopção nem sempre é no melhor interesse das pessoas”.

Os autores sustentam, assim, que matar um bebé nos primeiros dias não é muito diferente de fazer um aborto, concluindo (ao contrário dos movimentos pró-vida) que desse modo seria moralmente legítimo ou deveria ser aceite que se matasse um recém-nascido, mesmo que este seja saudável, desde que a mãe declare que não pode tomar conta dele.

Face à polémica que se gerou em torno desta leitura, o editor do jornal veio a público defender a publicação do texto, com o argumento de que a função do jornal é a de apresentar argumentos bem sustentados e não a de promover uma ou outra corrente de opinião. Porém, outros cientistas e pares de Francesca Minerva qualificam a tese do artigo como a “defesa desumana da destruição de crianças”.

“Como editor, quero defender a publicação deste artigo”, afirma Julian Savulescu, num texto que pode ser consultado online. “Os argumentos apresentados não são, na maioria, novos e têm sido repetidamente apresentados pela literatura científica por alguns dos mais eminentes filósofos e peritos em bioética do mundo, incluindo Peter Singer, Michael Tooley e John Harris, em defesa do infanticídio, que estes autores denominam como aborto pós-nascimento”, escreve Savulesco.

As reacções viscerais ao artigo incluem ameaças de morte endereçadas à autora, que admitiu que os dias seguintes à publicação e divulgação do artigo foram “os piores” da sua vida. Entre as mensagens que lhe foram enviadas, há quem lhe deseja que “arda no inferno”.

“O que é mais perturbador não são os argumentos deste artigo, nem a sua publicação num jornal sobre ética. O que perturba é a resposta hostil, abusiva e ameaçadora que desencadeou. Mais do que nunca a discussão académica e a liberdade de debate estão sob ameaça de fanáticos que se opõem aos valores de uma sociedade livre”, sublinha o editor.

O artigo afirma que, tal como uma criança por nascer, um recém-nascido ainda não desenvolveu esperanças, objectivos e sonhos e, por essa razão, apesar de constituir um ser humano, não é ainda uma pessoa – ou alguém com o direito moral à vida. Pelo contrário, os pais, os irmãos e a sociedade têm metas e planos que podem ser condicionados pela chegada de uma criança e os seus interesses devem vir primeiro.

sexta-feira, março 02, 2012

PPD/PSD: eleições de delegados ao Congresso




Ontem numa roda de amigos falavamos do envolvimento na política e de como existiam alguns jovens com curiosidade pela coisa pública mas a quem a vida das jotas acabava por afastar das lides partidárias...a questão não me pareceu bem colocada.

E recordei a propósito a frase que ouvi algumas vezes a Nuno Abecasis e que dizia "Não é possível trabalhar na lama, sem mexer na lama" e dizia-o não como quem classificava a política como sendo uma coisa suja ou feia, mas como uma tarefa à qual só se fazia face, pondo a mão nela.

Vem isto porque amanhã a par das Directas para eleição do presidente do meu partido (Passos Coelho é o único candidato) realizam-se amanhã, por todo o país, a eleição dos delegados ao Congresso que terá lugar em Lisboa nos dias 23 a 25 de Março. É completamente uma questão processual e não lhe subjaz nenhum debate político ou de ideias, mas pura e simplesmente uma questão de relações e jogo de poder (pelo menos em Lisboa), embora aqui ou ali com algumas curtas declarações políticas. E, salvo no caso dos oportunistas, quem age neste plano, fá-lo porque pretende levar à prática uma ideia política concreta.

Apesar disso esta pura mecânica partidária é simultâneamente completamente política: não apenas porque a questão é a de que "em quem confio para me representar" mas também porque depois em Congresso daí resultará, em virtude dos militantes eleitos, uma ou outra decisão sobre os estatutos, as propostas políticas das moções, o debate do novo programa do partido, a possibilidade de intervenção perante o conjunto dos militantes, a definição de quem dirijirá o partido nos próximos tempos.

Concluindo: num sistema como o nosso há duas hipóteses de intervenção política. Na movimentação civica e no sistema partidário (que no fim acaba por ser o lugar em que todas as questões são de facto decididas). E neste último não é possivel fazer política se não se estiver disposto a "jogar" nos dois planos: o das ideias e o da mecânica electiva. O resto é lirismo e no fim a desilusão que acaba por afastar tantos...

Note-se para os que se possam escandalizar com estas linhas: a preversão que todos receamos (e essa sim nociva) será a que resulta para quem a mecânica fica a ser tudo porque não há ideia nenhuma que a motive. Mas desses não rezará a história política do país...

quarta-feira, fevereiro 29, 2012

Referendo na Irlanda: mas se se enganarem na resposta, nós repetimos...

28-02-2012

Irlanda vai referendar novo pacto orçamental europeu


Irlanda vai referendar novo pacto orçamental europeu
Irlanda vai referendar novo pacto orçamental europeu

Dublin, 28 fev (Lusa) - A Irlanda vai organizar um referendo sobre o novo pacto orçamental europeu, anunciou hoje o primeiro-ministro Enda Kenny no Parlamento, sem indicar a data da consulta.
Após consulta, o procurador-geral, encarregado de aconselhar o governo sobre as questões constitucionais, "decidiu organizar um referendo sobre esta questão, no qual será pedido ao povo irlandês para autorizar a ratificação deste tratado", declarou Kenny.

O procurador-geral considerou que "sendo este tratado um instrumento específico fora da arquitetura do tratado da União Europeia", um referendo "é necessário para o ratificar".

No final de janeiro, 25 dos 27 Estados-membros da União Europeia - Reino Unido e República Checa ficaram de fora - aprovaram um "pacto orçamental", um tratado intergovernamental de reforço da disciplina das finanças públicas.

O acordo obriga cada um dos países a inscrever nas legislações um limite de 0,5 por cento de défice estrutural (a chamada "regra de ouro").

O pacto aplica-se aos 17 países da zona euro e aos restantes da UE que desejem aderir.

PAL.
Lusa/fim

terça-feira, fevereiro 28, 2012

O poder das pessoas e a impotência do poder


Escrevo da Assembleia Municipal de Lisboa da qual sou membro eleito pelo PPD/PSD nas últimas eleições autárquicas (Outubro de 2010). Como acontece com alguma periodicidade (trimestral?) estamos no período em que o público pode falar. Impressiona-me:

a) As pessoas e as instituições de Lisboa em geral desconheçam a possibilidade de intervenção (de serem ouvidos pelos órgãos autárquicos e seus membros) que existem no âmbito do poder local (como no nacional, diga-se de passagem). Na verdade o que está agora a suceder (intervenções de membros do público) pode também ocorrer seja em assembleias de freguesia seja nas reuniões públicas da Câmara

b) Ao mesmo tempo como se repetem sessão após sessão as intervenções de pessoas que pura e simplesmente a "única" coisa que querem é uma casa da Câmara e os seus processos se arrastam ao longo do tempo sem que seja dada uma resposta pessoal, directa e clara, e no momento. E isso acontece mesmo até quando essas pessoas são procuradas por algum responsável político após as suas intervenções e até a pessoa que tem esse pelouro na Câmara (a Arquitecta Helena Roseta) é uma pessoas que se vê interessada no "pormenor", que tem um desejo de que as coisas aconteçam de facto e se percebe se sensibiliza verdadeiramente com os casos concretos. Mas apesar disso o calvário e a procissão dessas pessoas, não tem fim...porquê? O que é que não funciona? Com que desatenção à própria e à dos outros humanidade estão os responsáveis da Câmara no seu trabalho quotidiano para que isto suceda? E também e talvez que falta de atenção constante temos nós, membros da Assembleia, que não fazemos disto uma prioridade constante e diária...? Temos todos de mudar, é claríssimo, ou então isto nunca mudará...

c) Pelos temas que aqui são trazidos (a sinalização que falta, o Canil-Gatil Municipal que não funciona, tantas outras questões práticas e concretas) impressiona como apesar de tudo há um cuidado da coisa e do bem comum e como há pessoas que se dão ao trabalho de participar e agir. Assim isto continue e cresça...contá-lo hoje é o meu contributo nesse sentido.

segunda-feira, fevereiro 27, 2012

Futebol: estados de alma neste momento


Esperando e desejando ardentemente não haja razões para trocar os emblemas na próxima sexta-feira...
lol!


Primárias Republicanas: amanhã no Michigan


Continuam ao rubro as Primárias republicanas nos USA. Nos jornais de fim-de-semana li um extenso artigo sobre a situação no centro-direita em Portugal e as próximas presidenciais em que o único que se refere a que seria bom tal coisa (primárias) também existissem entre nós (antes de se definir quem será o candidato do centro-direita) é, claro, Pedro Santana Lopes. Subscrevo inteiramente.

Entretanto nos Estados Unidos:


Rick Santorum defende religião na praça pública
Inserido em 27-02-2012 12:57
“Não acredito numa América onde a separação entre Igreja e Estado é absoluta”, disse republicano.

Rick Santorum, um dos políticos que disputa a nomeação republicana para a presidência dos Estados Unidos, defendeu ontem a importância de dar espaço na praça pública às religiões e às pessoas com fé.

O senador, que é católico praticante, lamentou que as universidades, por exemplo, já não sejam locais neutros para as pessoas com fé e que a praça pública se tem tornado crescentemente hostil para com a religião.

“Que país é este que diz que apenas pessoas sem fé podem vir falar na praça pública? Essa ideia dá-me vómitos”, afirmou.

Santorum, que é neste momento um dos dois candidatos, juntamente com Mitt Romney, com maiores probabilidades de ganhar a nomeação, chegou mesmo a afirmar: “Eu não acredito numa América em que a separação entre Igreja e Estado é absoluta”.

Noutra entrevista Santorum afirmou que “a ideia de que a igreja não pode ter qualquer influência ou envolvimento no governo do Estado é absolutamente antitética aos objectivos e a visão do nosso país”.

A religião tem sido sempre um factor importante nas candidaturas presidenciais nos Estados Unidos, particularmente no campo republicano. Rick Santorum tem liderado as sondagens entre cristãos conservadores, incluindo os evangélicos que parecem ter ultrapassado uma histórica desconfiança da Igreja Católica depois de algumas décadas a trabalhar lado a lado com ela por causas comuns.

Santorum pode ainda beneficiar da desconfiança que muitos eleitores nutrem pela religião mórmon de Mitt Romney, que não é considerada cristã pela maioria das confissões.

Porto na liderança do campeonato...!


A satisfação é toda nossa também...! ;-)

De Fonte: Sportinveste Multimédia, sportmultimedia.pt, domingo, 26 de Fevereiro de 2012

Vítor Pereira: “Estou satisfeito”


Vítor Pereira: “Estou satisfeito”
Vítor Pereira: “Estou satisfeito”

Vítor Pereira, nas declarações no flash-interview da SportTV, afirmou-se satisfeito com a prestação da sua equipa e recusou falar do clássico:

"Vimos de uma sequência de jogos, é natural que haja desgaste e também ansiedade. Jogámos contra uma boa equipa, que, na primeira volta, nos subtraiu dois pontos.

Não foi uma primeira parte fácil e, na segunda, as coisas foram acontecendo. Estou satisfeito pela atitude dos jogadores. Mesmo quando as coisas não saíam bem, eles tinham uma boa atitude.

Hoje, não estou para falar do jogo de sexta-feira. Estamos focados, chegámos à frente do campeonato".

domingo, fevereiro 26, 2012

O Papa, o casamento, a procriação e o politicamente correcto


A polícia do politicamente correcto aí está outra vez...! Desta vez com o Papa (quase sempre com o Papa...) e com o discurso que fez ontem na audiência aos participantes no encontro da Academia Pontíficia pela Vida.
Ajuda a perceber o que se passou a notícia publicada no Povo e ajuda a adivinhar a confusão que vamos ter esta:

Papa defende que matrimónio heterossexual é único "digno" para procriar


Papa defende que matrimónio heterossexual é único "digno" para procriar
Papa defende que matrimónio heterossexual é único "digno" para procriar

Cidade do Vaticano, 25 fev (Lusa) - O papa Bento XVI afirmou hoje que a união entre um homem e uma mulher no matrimónio é o único "lugar digno" para trazer ao mundo um novo ser humano, procriação que é expressão da sua união biológica e espiritual.

Bento XVI abordou o tema da procriação durante uma audiência no Vaticano com participantes na XVIII Assembleia Geral da Academia Pontíficia para a Vida, que termina hoje, com o tema "Diagnóstico e terapia da infertilidade".

"A busca de um diagnóstico e de uma terapia representa o critério cientificamente mais correto para a questão da infertilidade, mas também o que mais respeita a humanidade integral dos sujeitos implicados", salientou Bento XVI.

"A união entre um homem e uma mulher nessa comunidade de amor e de vida que é o matrimónio constitui o único ´lugar´ digno para a existência de um novo ser humano, que é sempre um presente", acrescentou.

sábado, fevereiro 25, 2012

Maricas e Mourinho: a ditadura da linguagem


Reconheço é dificil pormo-nos na pele de um homossexual e por isso ter a clara percepção de a que ponto a expressão maricas possa ser percepcionada como uma agressão seja por aquilo que representa (fraco, débil, fugitivo às dificuldades, etc.) seja pelo histórico da palavra (utilizada para designar homossexuais e para alguns na raiz de alguns traumas sobretudo até ao momento em que passou a assumir essa condição)...

Mas isto dito há que ter bom-senso, sentido de humor e gosto da provocação:

a) Bom senso: a palavra maricas quer se queira quer não tem um significado e um uso a que não subjaz nenhuma menor consideração pela respectiva orientação sexual seja ela qual for. Usa-se correntemente e mal estava se vamos agora ser submetidos a uma policia da linguagem e à ditadura da engenharia social aplicada à realidade e à linguistica, que é basicamente o que se passa e define a Ideologia do Género. Que querem fazer? Proibir a palavra? Vão-me prender quando me ouvirem na rua ou em casa a dizer ao meu filho que caiu ou se magoou "vá levante-se, não chore, não seja mariquinhas"...? 1984 do Orwell é hoje...?

b) Sentido de humor: na Europa, nós os católicos, estamos muito habituados a ser alvo de considerações menos elegantes sobre a nossa fé, a nossa vida, a nossa prática religiosa, os nossos ideiais, etc. E aprendemos a rir-nos disso (às vezes um bocado amarelo, é verdade...;-) e rir-nos de nós e estimarmo-nos mais assim. Creio mesmo que somos a maioria nos admiradores dos Monty Python, fartámo-nos de rir com algumas cenas evangélicas dos Gato Fedorento, nunca deixámos de ver o grande Herman José, etc...

c) Gosto da provocação: aprendam com o Vale de Almeida que publicou o artigo "Afinal, quem é "maricas"?" ou com os espanhóis (e isto ouvi eu nos já longinquos anos 70 em Madrid, boquiaberto é um facto, mas ao tempo desconhecia estas modernices...) que cantavam nas ruas "somos lindos, somos rosas, somos unas mariposas"...;-) Pode ser que o facto de nunca me ter dado para isso me impeça de perceber bem a questão, mas afinal onde está o Orgulho Gay...? E peço desculpa pelo conselho que provavelmente dispensavam...

A notícia que suscitou este post foi esta e diz respeito ao grande José Mourinho:

De Waymedia/ Catarina Marques: quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2012
Mourinho estalou polémica em Espanha
«Esses 'maricones' não dizem com que bola vamos jogar».
copyright AP/ Manu Fernandez ‘

Esos maricones no dicen com qué balón jugamos’ [Esses maricas não dizem com que bola vamos jogar], foi a frase proferida pelo técnico do Real Madrid que tanta polémica causou entre os membros da Federação Europeia de Gays e Lésbicas desportistas (EGLSF).

A EGLSF anunciou que o comportamento de Mourinho era totalmente inaceitável e chegaram mesmo a acusá-lo de homofobia, devido ao comentário que este fez antes do jogo do Real Madrid com o CSKA. O técnico terá utilizado a palavra ‘maricones’, com algum desprezo. A comunidade EGLSF não ficou indiferente e resolveu mostrar a sua indignação.

O co-presidente da EGLSF, Louise Englefield, disse que devia ser atribuído um castigo a Mourinho por ter utlizado tal expressão, uma vez que terá demonstrado uma total desconsideração pela comunidade Gay e Lésbica. Entretanto, já pediram à UEFA que analisasse a situação. ‘

A homofobia é inaceitável no futebol e ainda para mais quando sai da boca de uma figura tão ilustre do desporto, como é o caso. Estamos profundamente dececionados com Mourinho por este ter usado términos homófobos enquanto estava num papel profissional, num jogo internacional.’, expressou o diretor à imprensa europeia.

sexta-feira, fevereiro 24, 2012

As Primárias no PSD e o "terror" de serem os militantes a escolher...

Noticia hoje o i que as Distritais do partido (PSD) terão reagido mal á proposta de Passos Coelho de que os candidatos nas autárquicas (e também em outros niveis, como os deputados, diz o Sol) sejam escolhidos em Primárias. É natural...nada mais teme a estrutura dirigente que essa coisa incomodativa de serem privados de escolher os "manteigueiros" e os amigos e se terem de subordinar a essa coisa incomodativa que é a vontade dos militantes. E, o que é mais engraçado, porquê? Dizem eles que isso seria o triunfo do caciquismo...ou seja da mesma força que os colocou nas posições de poder em que se encontram... Aguardo por isso com muita curiosidade a proposta de alteração dos estatutos que o presidente do partido levará amanhã ao Conselho Nacional...se corresponder ao que sei ser o seu profundo sentir democrático, cheira-me que as distritais vão ter mais motivos de preocupação...;-) Melhor do que isso apenas o momento em que Passos Coelho concretizar a sua proposta e promessa da realização de eleições para a Assembleia da República por voto de preferência (isto é a possibilidade de se dizer "voto neste partido e escolho da sua lista dos candidatos esta pessoa concreta"). Aí é que vai cair o Carmo e a Trindade... quando se descobrir que muitos dos candidatos escolhidos não tem qualquer povo que os suporte... Mas nesse dia também será o principio do fim de coisas como aquelas a que hoje assistiremos no parlamento: deputados do PSD e do PP que ao arrepio do sentir do seu eleitorado votarão hoje favoravelmente ou como Pilatos se absterão na votação dos projectos do BE e do PEV de adopção gay...