Foi o diário da acção política de um deputado do PSD, eleito por Braga, e agora é-o de um cidadão que desejando contribuir activamente para a organização do bem comum, procura invadir esse âmbito (da política) com aquele gosto de vida nova que caracteriza a experiência cristã. O título "POR CAUSA DELE" faz referência ao manifesto com o mesmo título, de Comunhão e Libertação, publicado em Janeiro de 2003 (e incluído no Blog).
quarta-feira, março 28, 2012
Escola Pública
Há palavras que no léxico político contemporâneo em Portugal tem uma espécie de efeito encantatório. Uma delas é a conjugação de duas: escola pública. O efeito encantatório é tal que ninguém procura já perceber o que quer exactamente dizer a expressão, fica ocultada a demagogia e a "ruína" que se escondem por trás dessa realidade (isto é como equivalente a escola do Estado) e de repente o mundo reparte-se entre ricos e exploradores e lutadores pela justiça que são os defensores da mesma escola pública...
Vem isto a propósito do artigo de António José Seguro hoje no Público em defesa da escola pública (o que requer desde logo uma vénia generalizada e uma atitude atenta e obrigada) sobretudo na perspectiva da obra do partido socialista no que respeita às escolas que são propriedade do Estado. Poder-se-ia supor que utilizaria resultados para objectivar as vantagens e beneficios da política do governo anterior. Claro que sobre isso nem uma palavra...no fundo é como sempre acontece quando se fala em escola pública...
Nota: por escola pública entendo aquela que presta o serviço público de educação (assegurado e exigido pela Constituição) independentemente de qual seja a propriedade respectiva (estatal, privada ou social). Para estes e outros conceitos veja-se o site do Fórum para a Liberdade de Educação.
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terça-feira, março 27, 2012
USA: pode um Católico candidatar-se a Presidente?
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Can a Faithful Catholic Run for President?
BY Matthew Archbold
| Posted 2/15/12 at 9:30 PM
It’s come to light that Santorum, in a number of interviews, has said he agrees with the Church and that contraception is “harmful to women.”
Insert gasp here. In fact the comments were so gasp worthy that it took months for people to realize how offended they were.
In October, Santorum said in an interview:
One of the things I will talk about that no President has talked about before is I think the dangers of contraception in this country, the whole sexual libertine idea. Many in the Christian faith have said, “Well, that’s okay. Contraception’s okay.”As Santorum made abundantly clear in the interview he’s not talking about outlawing contraceptives. He’s talking about his personal beliefs.
It’s not okay because it’s a license to do things in the sexual realm that is counter to how things are supposed to be.
The Washington Post’s Jennifer Rubin has called these comments “mind numbing” and says it’ll kill Santorum’s election chances.
Matt Lewis of The Daily Caller wrote that Santorum can believe whatever he wants but if he wants to win he shouldn’t talk about contraception.
Santorum, it seems, finds it almost dishonorable to parry a question about core values. His candidacy isn’t just about winning, it’s also about sending a message to America. He now has a forum and a microphone — with great power comes great responsibility! — and wouldn’t it would be wrong to pass up this opportunity to teach…or proselytize?In short, it’s O.K. to be a Catholic presidential candidate as long as you’re quiet about it.
Lewis may be right in that it may not be smart politics but I think part of the reason Santorum is surging is that he is who he says he is. Santorum is not the talking points and teleprompter kind of candidate. He’s the anti-Obama.
But never mind the politics of it for a moment.
Santorum’s position is worth talking about. There are a number of issues that presidential candidates do talk about including fatherlessness, abortion, and the skyrocketing rate of STD’s among young girls that are considered worthy of discussion. But I’d love to know how does one talk seriously about those issues without discussing the contraceptive mentality? To avoid discussing how the contraceptive mentality contributes to those three major problems shows a lack of seriousness in discussing those issues.
Matt Lewis says simply that the American people don’t want their politicians talking about contraception. What?! It’s all the Democrat party ever talks about. In the Democratic playbook there’s one solution to all the ills facing America today. Global warming? Contraception. Poverty? Contraception. Abortion? Contraception? The debt? Contraception.
What’s really meant is that you’re not allowed to discuss the negative consequences of a high percentage of the female population ingesting carcinogens and feeling able to jump into bed with men they don’t trust or love.
Santorum said he thinks birth control is harmful to women. Notice nobody’s taking on the issue itself. They want him silenced. It’s off limits. Anti-women.
This is a manufactured controversy that details the roadmap of how Santorum’s opponents intend to destroy his candidacy.
By saying as Jennifer Rubin did that Santorum’s statement “undermines Santorum’s electability” is to say that being faithfully Catholic is a disqualifier from public office. And it may be she’s right. It may be a disqualifier nowadays. Maybe you have to be a Sebelius Catholic or a Pelosi Catholic nowadays to succeed. But then, isn’t that a discussion worth having as well? Or are we not allowed to discuss that either?
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A carga policial no Chiado no dia da Greve Geral
Hoje no Público a propósito dos acontecimentos em referência o José Malheiros escreveu o artigo "Miguel Macedo brinca com o fogo". A retórica é a do costume: os polícias tem de ter mais presença de espírito, o que aconteceu não justifica as bastonadas distribuídas, os jornalistas não precisam de identificação especial porque a polícia tem obrigação de adivinhar quem eles são, virar duas esplanadas do avesso (um acto praticamente amistoso em primeiro lugar com os seus proprietários e depois com os clientes que lá se encontravam) é um pormenor sem importância, a malta que estava ao cimo do Chiado não estava morta por "molhar a sopa", etc. Não há paciência!
Para quem queira ver o que de facto sucedeu veja aqui no site do Expresso e tire as suas conclusões...
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segunda-feira, março 26, 2012
O Congresso do PSD e o Emplastro
Nem só de política vive um homem...nem o Congresso do PSD...estava eu com amigos do mesmo grupo de lista ao Conselho Nacional, a jantar descansadamente, no Sábado passado, quando para grande surpresa minha, quem aparece no restaurante? O Emplastro!
Seja no embalo do maravilhoso (e depois desperdiçado :-( empate do Benfica seja naquela identificação imediata do Emplastro com a cidade do Porto, o glorioso FCP e o imemorial presidente Pinto da Costa, quer eu, quer um amigo meu, não perdemos a oportunidade de tirar uma fotografia com o dito, como se vê pelas duas amostras juntas...lol!
Nota: quem o terá trazido ao Congresso do PSD? Porque veio? Saberia sequer do que se tratava naquele fim-de-semana? De que viverá (além do euro por cabeça que cobra a quem tira uma fotografia com ele)? Que representará para ele (de conforto e de quebra da solidão) este reconhecimento que tem?
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sábado, março 24, 2012
César das Neves e o referendo do aborto
Nesta entrevista na TVI 24 (Política Mesmo do Paulo Magalhães) João Luís César das Neves é brilhante (como sempre) quando diz (cito de cor com alguma margem de erro): "O primeiro referendo foi sobre o aborto e as pessoas votaram Não. O segundo foi uma fraude. Foi um embuste montado pela maior máquina de manipulação mediática alguma vez vista em Portugal e que montou um referendo sobre mulheres na cadeia -que não havia-. A coberto disso liberalizou-se e subsidiou-se o aborto numa fraude política sem precedentes".
Seria dificil descrever melhor o que se passou...
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Congresso do PSD: algumas notas sobre estatutos e Jardim
Hoje de manhã discussão das propostas de alteração estatutárias. Muita parra e pouca uva...este é um partido que adora discutir estatutos, mas depois, no fim (nas votações), detesta mudá-los...! Na verdade tanto quanto percebi (as votações foram confusas, parecendo que não um jurista, faz muita falta e na mesa do Congresso não havia nenhum, pelo menos que actuasse como tal) foram ao ar as primárias e também o estatuto do simpatizante. Dizia alguém: "foram ao ar as duas medidas que nos abriam ao exterior"...
O juizo acima, no entanto, não é justo. Primeiro porque essa classificação de exterior é muito relativa tal como a oposição entre sociedade civil e a partidária (como se fosse a militar...). Depois porque o estatuto de simpatizante com dificuldade se diferenciava de filiado. Por fim, porque os militantes partidários não são propriamente "aliens" que não tenham âmbitos de pertença a comunidades...
A tarde (e a noite que aí vem) está a ser em cheio com a apresentação das moções temáticas e depois as intervenções livres. Brilhante início de Alberto João Jardim com a defesa da Vida nas primeiras linhas e uma denúncia (frequente e abençoada nele) do contributo da comunicação social para a formação de uma mentalidade que depois produz resultados políticos. Um homem livre, sem dúvida.
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Congresso do PSD: alguns discursos
O de Pedro Passos Coelho: há uma diferença no homem. Bem ilustrada com o facto de pela primeira vez desde sempre o Governo não ter dado números sobre a greve. Por respeito por quem a fez e não se sujeitando a discussão dos mesmos. Quem quis trabalhou (apesar de alguns o terem querido e não conseguido por causa de outros grevistas...) e quem não quis fez greve. O Governo e o país seguiram em frente.
Depois, tem coragem. Descrevendo as dificuldades ilustra com exemplo da Madeira não receando o desconforto que poderia haver e ao mesmo tempo abraçando Alberto João Jardim com uma história bem humorada. É outra marca dele a humanidade.
E depois a meio de um bom discurso salta a marca do PPD/PSD e que de fora é tão desconhecida embora compreensivelmente dados os disparates que às vezes se vê acontecer no grupo parlamentar e na sua fracção BE...refiro-me àquela parte do discurso em que fala da pessoa como o centro da política, do predominio da realidade sobre a ideologia, de que não compete ao Estado inventar a felicidade da pessoa, mas a esta procurá-la livremente (mais tarde Carlos Coelho retomaria o tema de forma também muito feliz).
Depois deste discurso vem Aguiar Branco que com frontalidade desmonta a boataria à volta da proposta do novo programa do partido e que como alma boa e militante dedicado que é há 38 anos que é coloca o assunto no lugar denunciando bem a atitude prima-donna de tantos políticos. Muito bom.
Desde então é espantoso olhar para o conteúdo dos discursos (o assunto recordo é o novo programa do partido) de Marco António, Carlos Coelho, Ricardo Baptista Leite, Rui Machete (um grande senhor!), anónimos dedicados. Discursos recheados de referência ao valor da instituição familiar, da dignidade humana, da subsidiariedade, da iniciativa individual, do primado da pessoa face ao Estado, e até o reconhecimento da matriz democrata-cristã (sic) do gene partidário do PPD/PSD.
Enfim, um consolo para a alma, um conforto quanto ao estado ideológico do partido, uma injecção de esperança quanto ao futuro e à razão que assiste a quem se espanta com a deriva esquerdista que por vezes atinge o partido no seu topo.
Depois, tem coragem. Descrevendo as dificuldades ilustra com exemplo da Madeira não receando o desconforto que poderia haver e ao mesmo tempo abraçando Alberto João Jardim com uma história bem humorada. É outra marca dele a humanidade.
E depois a meio de um bom discurso salta a marca do PPD/PSD e que de fora é tão desconhecida embora compreensivelmente dados os disparates que às vezes se vê acontecer no grupo parlamentar e na sua fracção BE...refiro-me àquela parte do discurso em que fala da pessoa como o centro da política, do predominio da realidade sobre a ideologia, de que não compete ao Estado inventar a felicidade da pessoa, mas a esta procurá-la livremente (mais tarde Carlos Coelho retomaria o tema de forma também muito feliz).
Depois deste discurso vem Aguiar Branco que com frontalidade desmonta a boataria à volta da proposta do novo programa do partido e que como alma boa e militante dedicado que é há 38 anos que é coloca o assunto no lugar denunciando bem a atitude prima-donna de tantos políticos. Muito bom.
Desde então é espantoso olhar para o conteúdo dos discursos (o assunto recordo é o novo programa do partido) de Marco António, Carlos Coelho, Ricardo Baptista Leite, Rui Machete (um grande senhor!), anónimos dedicados. Discursos recheados de referência ao valor da instituição familiar, da dignidade humana, da subsidiariedade, da iniciativa individual, do primado da pessoa face ao Estado, e até o reconhecimento da matriz democrata-cristã (sic) do gene partidário do PPD/PSD.
Enfim, um consolo para a alma, um conforto quanto ao estado ideológico do partido, uma injecção de esperança quanto ao futuro e à razão que assiste a quem se espanta com a deriva esquerdista que por vezes atinge o partido no seu topo.
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Inicio do Congresso do PSD
Inicio do Congresso do PSD: é como o encontro de uma grande família. Amigos, conhecidos, rostos que se cruzam com frequência. Gente do norte e do sul, de muitas origens sociais, económicas e culturais. Pertenças ideológicas diversas e diferentes confissões religiosas com predomínio acentuado do catolicismo (militante ou de hábito ou de nome). Todas as idades e sexos apenas dois (por mais que se esforce a ideologia do género, não há mais do que esses...;-) Alguns muito importantes, a maioria modestos militantes. Uns com muita história no partido e muitas histórias nas suas lutas internas, outros a iniciar o caminho e alguns com poucos anos (é o meu caso: 7 anos de filiação). Ministros, quadros importantes do Estado ou membros de gabinetes, autarcas (muitos, muitos), profissionais (funcionários) do partido, e (dominante) as célebres bases.
Jornalistas interessados e outros distraídos. Muitos fixos no acessório, outros no essencial. Ás vezes não se percebendo se quem faz a importância é a comunicação social ou se esta se limita a reconhecê-la. Deve ser as duas ao mesmo tempo...?
Uma agenda rica: aprovação novo programa (hoje à noite), alteração de estatutos (amanhã de manhã), moções e intervenções livres (amanhã à tarde e noite). Isto promete porque está de facto em causa o fundamental. Vai ser cansativo mas certamente interessante. Problema: este fim-de-semana não vai dar para dormir...:-(
Olhadela rápida pela documentação distribuída: um caderno com o regulamento do Congresso, a Proposta de Estratégia Global (do presidente do partido), Propostas de Alteração Estatutárias (quatro: da direcção nacional, da JSD, da Distrital de Lisboa e uma das bases, liderada por Paulo Ribeiro, que subscrevo), Propostas Temáticas (16) muito variadas e lista de Delegados e Participantes. Além disso um quadro comparativo das propostas de alteração estatutárias, a proposta do novo programa e um brinde (um tapete de rato) do Partido Popular Europeu. Numa primeira revista:
- Moção da Madeira recheada de citações de São Tomás de Aquino e de Enciclicas Papais, clara na questão dos costumes e da família, como é timbre de Alberto João Jardim
- Temas muito variados nas moções: emigração, ensino profissional, o distrito de Bragança, coesão territorial e poder local, juventude, família, turismo, etc.
- Produção cuidada dos materiais distribuídos e uma malinha para o transportar a condizer
Uma mais-valia: um bar no átrio contiguo à sala onde decorre o Congresso. Fundamental!
Jornalistas interessados e outros distraídos. Muitos fixos no acessório, outros no essencial. Ás vezes não se percebendo se quem faz a importância é a comunicação social ou se esta se limita a reconhecê-la. Deve ser as duas ao mesmo tempo...?
Uma agenda rica: aprovação novo programa (hoje à noite), alteração de estatutos (amanhã de manhã), moções e intervenções livres (amanhã à tarde e noite). Isto promete porque está de facto em causa o fundamental. Vai ser cansativo mas certamente interessante. Problema: este fim-de-semana não vai dar para dormir...:-(
Olhadela rápida pela documentação distribuída: um caderno com o regulamento do Congresso, a Proposta de Estratégia Global (do presidente do partido), Propostas de Alteração Estatutárias (quatro: da direcção nacional, da JSD, da Distrital de Lisboa e uma das bases, liderada por Paulo Ribeiro, que subscrevo), Propostas Temáticas (16) muito variadas e lista de Delegados e Participantes. Além disso um quadro comparativo das propostas de alteração estatutárias, a proposta do novo programa e um brinde (um tapete de rato) do Partido Popular Europeu. Numa primeira revista:
- Moção da Madeira recheada de citações de São Tomás de Aquino e de Enciclicas Papais, clara na questão dos costumes e da família, como é timbre de Alberto João Jardim
- Temas muito variados nas moções: emigração, ensino profissional, o distrito de Bragança, coesão territorial e poder local, juventude, família, turismo, etc.
- Produção cuidada dos materiais distribuídos e uma malinha para o transportar a condizer
Uma mais-valia: um bar no átrio contiguo à sala onde decorre o Congresso. Fundamental!
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sexta-feira, março 23, 2012
BPN: um assalto mas por gente de fora...
Circula na net um email sobre o caso do BPN e muitas acusações sobretudo a nomes conhecidos do PSD. Não sei se o que se conta aí é verdadeiro ou não e imprimi o mesmo para estudar e conseguir compreender o que se passou e porque é o buraco tão grande e, sobretudo, porque somos nós todos a pagá-lo...
Mas venho ao assunto não por causa da substância do assunto mas por causa deste 1º parágrafo que achei de um humor delicioso:
"Parece anedota, mas é autêntico: dia 11 de Abril do ano passado, um homem armado assaltou a dependência do Banco Português de Negócios, ou simplesmente BPN, na Portela de Sintra, arredores de Lisboa e levou 22 mil euros.
Trata-se de um assalto histórico: foi a primeira vez que o BPN foi assaltado por alguém que não fazia parte da administração do banco."
Looooooooooooooooooooooooool....!
Mas venho ao assunto não por causa da substância do assunto mas por causa deste 1º parágrafo que achei de um humor delicioso:
"Parece anedota, mas é autêntico: dia 11 de Abril do ano passado, um homem armado assaltou a dependência do Banco Português de Negócios, ou simplesmente BPN, na Portela de Sintra, arredores de Lisboa e levou 22 mil euros.
Trata-se de um assalto histórico: foi a primeira vez que o BPN foi assaltado por alguém que não fazia parte da administração do banco."
Looooooooooooooooooooooooool....!
Congresso do PSD: pela Família e pela Vida!
Este fim-de-semana em Lisboa realiza-se o XXXIV Congresso do PSD (estando quase a passar passar 38 anos sobre o 25 de Abril isso significa uma média de um por ano, o que creio deve ser o record nos partidos políticos portugueses...?) sob o lema (inspirador e inspirado!) de "Um Partido de Causas".
Desde há uns anos (desde 2005 para ser mais exacto) que estou com outros amigos empenhado em construir no interior do partido um espaço de gente identificada com a chamada agenda Mais Vida Mais Família: Liberdade de Educação e Religiosa, Subsidiariedade, defesa da Vida e promoção da Família). Tem sido um caminho esforçado e lento, mas muito compensador e com frutos concretos e visiveis, sobretudo nos últimos anos. Não é o único caminho de promoção de aquela agenda (há outros partidos em que se pode fazer e fora dos partidos também) mas é o meu caminho.
Também ao mesmo tempo este mesmo partido (a designação por mim utilizada por PPD/PSD denotando já uma escolha, amizades, tendência Santanista e concepçãodo partido e política...;-) é o lugar em que procuro servir o bem comum em termos mais genéricos e por isso estou, eleito pelo partido, na Assembleia Municipal de Lisboa, onde presido também por designação do meu grupo municipal (cuja direcção agora integro), presidente da Comissão de Intervenção Social e Promoção da Igualdade de Oportunidades.
Uma vez mais serei delegado (pela Secção de Lisboa) e lá estarei o tempo todo (o programa está aqui e é possivel através daqui segui-lo em directo e online). Tenciono votar nesta proposta de alteração dos estatutos (promovida pelo Paulo Ribeiro e um grupo de delegados com quem tenho estado junto no partido e em Lisboa) e nesta Moção do António Proa.
Na primeira (intitulada "Valorização das estruturas municipais (secções e núcleos) e dinamização da participação dos militantes") porque o conteúdo corresponde ao título e trata-se do que me parece mais importante: proporcionar que no partido haja mais democracia, participação das bases e de quem se interessar e quiser intervir politicamente, evitando o aparelho "coma" todas as estruturas e funções. Na segunda porque também o título diz tudo ("Pela afirmação de uma política de promoção da Família. Pelo futuro de Portugal") e trata-se, se não estou em errro, da primeira vez que é apresentada a Congresso uma Moção exclusivamente dedicada ao tema.
Enfim, com o sacrificio implícito (deitar tarde, acordar cedo, perder a ocasião de descansar e recarregar as baterias), tratar-se-á certamente (estar no Congresso) de testemunhar a todo o partido e ao país (tenciono tentar fazer uma intervenção a esse propósito na linha da Petição Defender o Futuro) que na raiz da crise em que estamos está também aquela mentalidade que deu origem, amparou e deu vencimento, à série absurda de leis fracturantes que tivemos nos últimos seis anos. Ou seja de contribuir a meu modo para que o PPD/PSD seja um partido de causas!
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quinta-feira, março 22, 2012
Greve Geral de hoje: balanço além dos números
Aparentemente e como já aconteceu mesmo na anterior, a Greve Geral de hoje é um "flop"...até nos sectores tradicionais (como os transportes públicos) a coisa começa a abrir brechas e as declarações do novo secretário-geral são também sinal disso mesmo.
Era inevitável e só me admira como o PCP e a CGTP se meteram nesta...estava-se mesmo a ver. Na verdade na sua própria natureza a Greve Geral ou é insurreccional (como ensinava Georges Sorel) ou não é greve geral. E este ritmo de duas greves gerais em menos de seis meses não augurava nada de bom.
Se por um lado o facto me "alegra" (mostra que a sociedade portuguesa está a atingir um novo patamar de bom senso e a mobilização ideológica, etariamente datada, em recuo, com as possiveis futuras consequências eleitorais) por outro quase que me entristece. Por duas razões:
Independentemente da raiz ideológica (e que raiz...!) há no tecido social no qual a CGTP e o PCP se movem uma capacidade de intervenção e proximidade à realidade, uma energia civica, que em faltando deixa a sociedade e a política portuguesas mais pobres. É paradoxal mas é assim.
Por outro lado, e até pela amizade com uma dirigente da CGTP do respectivo sector católico, receio possa acontecer um desencanto e uma nostalgia nestes esforço nobres mas desesperados, que se podem deixar contentes os sectores burgueses do bloco central, em termos pessoais me dá pena possam acontecer, porque tanto quanto percebo a derrota política não é amparada num horizonte mais vasto nem ancorada sequer na perspectiva de uma vitória futuras da Razão e da Fé (como nos acontece nas movimentações da Vida e da Família).
E uma última observação: já com esta oposição social as consequências da crise são as que são. Imaginem as que não seriam se não houvesse esta resistência mesmo quando desrazoável ou desajustada...!?
Era inevitável e só me admira como o PCP e a CGTP se meteram nesta...estava-se mesmo a ver. Na verdade na sua própria natureza a Greve Geral ou é insurreccional (como ensinava Georges Sorel) ou não é greve geral. E este ritmo de duas greves gerais em menos de seis meses não augurava nada de bom.
Se por um lado o facto me "alegra" (mostra que a sociedade portuguesa está a atingir um novo patamar de bom senso e a mobilização ideológica, etariamente datada, em recuo, com as possiveis futuras consequências eleitorais) por outro quase que me entristece. Por duas razões:
Independentemente da raiz ideológica (e que raiz...!) há no tecido social no qual a CGTP e o PCP se movem uma capacidade de intervenção e proximidade à realidade, uma energia civica, que em faltando deixa a sociedade e a política portuguesas mais pobres. É paradoxal mas é assim.
Por outro lado, e até pela amizade com uma dirigente da CGTP do respectivo sector católico, receio possa acontecer um desencanto e uma nostalgia nestes esforço nobres mas desesperados, que se podem deixar contentes os sectores burgueses do bloco central, em termos pessoais me dá pena possam acontecer, porque tanto quanto percebo a derrota política não é amparada num horizonte mais vasto nem ancorada sequer na perspectiva de uma vitória futuras da Razão e da Fé (como nos acontece nas movimentações da Vida e da Família).
E uma última observação: já com esta oposição social as consequências da crise são as que são. Imaginem as que não seriam se não houvesse esta resistência mesmo quando desrazoável ou desajustada...!?
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quarta-feira, março 21, 2012
USA: Rick Santorum no Washington Post
No Catholic World News saiu uma nota em que se faz referência ao artigo que sobre Rick Santorum saiu no Washington Post. A Nota é esta abaixo, mas é impressionante o pânico dos media liberais (no sentido americano da expressão, nós aqui na Europa, diriamos "da esquerda") com um político católico assumido...
Santorum believes in sin, Post profile alerts readers
March 20, 2012
Continuing to call attention to the religious beliefs of Republican presidential candidate Rick Santorum, the Washington Post carries a confused article that quotes from a speech Santorum gave 3 years ago at Ave Maria University, and speaks at length about the candidate’s ties with Opus Dei. Santorum is not a member of Opus Dei, nor is Ave Maria University affiliated with the movement. The Post story also mentions that Santorum’s parish is regarded as conservative, apparently because the pastor preaches about sin. The Post story suggests that it is remarkable that Santorum, too, believes in the existence of sin.
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A conversão ao catolicismo por Pedro Arroja
Extraordinário este post de Pedro Arroja...!
17 Março 2012
tenho
medo
Há cerca de três meses um amigo meu convidou-me para
proferir
uma palestra perante uma audiência católica sobre a minha experiência
com o catolicismo. Eu aceitei de bom grado, mas quando chegou a
altura de dar o título à palestra eu fiquei sem saber o que dizer.
Foi ele próprio que sugeriu: "Do liberalismo ao catolicismo,
onde ainda não cheguei". Aceitei a sugestão porque reflectia bem a realidade.
é a da descoberta da Igreja, e é nesta fase que eu ainda estou.
já as vivi. Quanto à terceira, é dela que eu tenho medo e medo
é a palavra verdadeira. Para não ter de fugir, eu tenho medo de entrar.
17 Março 2012
tenho
medo
Há cerca de três meses um amigo meu convidou-me para
proferir uma palestra perante uma audiência católica sobre a minha experiência
com o catolicismo. Eu aceitei de bom grado, mas quando chegou a
altura de dar o título à palestra eu fiquei sem saber o que dizer.
Foi ele próprio que sugeriu: "Do liberalismo ao catolicismo,
onde ainda não cheguei". Aceitei a sugestão porque reflectia bem a realidade.
Passei o dia de hoje a reler o livro do Chesterton "Por
qué soy católico"
sempre com a seguinte pergunta no espírito: Será que, não sendo católico,
eu me converteria ao catolicismo depois de ler este livro? No final do dia,
a minha resposta foi um conclusivo Não.
sempre com a seguinte pergunta no espírito: Será que, não sendo católico,
eu me converteria ao catolicismo depois de ler este livro? No final do dia,
a minha resposta foi um conclusivo Não.
E, no entanto, o livro está cheio de artigos admiráveis que
o Chesterton
escreveu em defesa do catolicismo e do processo da sua conversão
a partir do anglicanismo. Mas a conclusão a que cheguei é que
nenhum deles me levaria a tornar-me católico. Mais importante,
cheguei à conclusão que ninguém se converte ao catolicismo
por argumento intelectual. Esta é a forma maciça de conversão
ao protestantismo e às doutrinas laicas saídas do protestantismo
- como o socialismo e o liberalismo -, mas não é a forma de
conversão ao catolicismo.
escreveu em defesa do catolicismo e do processo da sua conversão
a partir do anglicanismo. Mas a conclusão a que cheguei é que
nenhum deles me levaria a tornar-me católico. Mais importante,
cheguei à conclusão que ninguém se converte ao catolicismo
por argumento intelectual. Esta é a forma maciça de conversão
ao protestantismo e às doutrinas laicas saídas do protestantismo
- como o socialismo e o liberalismo -, mas não é a forma de
conversão ao catolicismo.
Foi, de resto, o ensaio "A Igreja Católica e a
conversão" ,
escrito em 1927, e reproduzido logo no início do livro que
hoje me prendeu mais a atenção.
escrito em 1927, e reproduzido logo no início do livro que
hoje me prendeu mais a atenção.
O Chesterton distingue três
fases na conversão ao catolicismo:
- a primeira
é a da protecção à Igreja (de todos
os ataques
que lhe são dirigidos),
é a da descoberta da Igreja, e é nesta fase que eu ainda estou.
- A terceira
é a de fugir da Igreja.
já as vivi. Quanto à terceira, é dela que eu tenho medo e medo
é a palavra verdadeira. Para não ter de fugir, eu tenho medo de entrar.
Se o catolicismo é incapaz de gerar conversões por argumento
intelectual, o que é que leva um homem a converter-se ao catolicismo?
Outro homem. E o que é que esse homem inspira? Mistério.
intelectual, o que é que leva um homem a converter-se ao catolicismo?
Outro homem. E o que é que esse homem inspira? Mistério.
No fim, o mais interessante e misterioso naquele livro
é a personalidade do autor. Eu gostava de o ter conhecido.
é a personalidade do autor. Eu gostava de o ter conhecido.
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Acordo Ortográfico: uma lição vinda de Angola...
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Editorial do Jornal de
Angola
Património em risco 08 de Fevereiro, 2012 Os ministros da CPLP estiveram reunidos em Lisboa, na nova sede da organização, e em cima da mesa esteve de novo a questão do Acordo Ortográfico que Angola e Moçambique ainda não ratificaram. Peritos dos Estados membros vão continuar a discussão do tema na próxima reunião de Luanda. A Língua Portuguesa é património de todos os povos que a falam e neste ponto estamos todos de acordo. É pertença de angolanos, portugueses, macaenses, goeses ou brasileiros. E nenhum país tem mais direitos ou prerrogativas só porque possui mais falantes ou uma indústria editorial mais pujante. Uma velha tipografia manual em Goa pode ser tão preciosa para a Língua Portuguesa como a mais importante empresa editorial do Brasil, de Portugal ou de Angola. O importante é que todos respeitem as diferenças e que ninguém ouse impor regras só porque o difícil comércio das palavras assim o exige. Há coisas na vida que não podem ser submetidas aos negócios, por mais respeitáveis que sejam, ou às "leis do mercado". Os afectos não são transaccionáveis. E a língua que veicula esses afectos, muito menos. Provavelmente foi por ter esta consciência que Fernando Pessoa confessou que a sua pátria era a Língua Portuguesa. Pedro Paixão Franco, José de Fontes Pereira, Silvério Ferreira e outros intelectuais angolenses da última metade do Século XIX também juraram amor eterno à Língua Portuguesa e trataram-na em conformidade com esse sentimento nos seus textos. Os intelectuais que se seguiram, sobretudo os que lançaram o grito "Vamos Descobrir Angola", deram-lhe uma roupagem belíssima, um ritmo singular, uma dimensão única. Eles promoveram a cultura angolana como ninguém. E o veículo utilizado foi o português. Queremos continuar esse percurso e desejamos que os outros falantes da Língua Portuguesa respeitem as nossas especificidades. Escrevemos à nossa maneira, falamos com o nosso sotaque, desintegramos as regras à medida das nossas vivências, introduzimos no discurso as palavras que bebemos no leite das nossas Línguas Nacionais. Sabemos que somos falantes de uma língua que tem o Latim como matriz. Mas mesmo na origem existiu a via erudita e a via popular. Do "português tabeliónico" aos nossos dias, milhões de seres humanos moldaram a língua em África, na Ásia, nas Américas. Intelectuais de todas as épocas cuidaram dela com o mesmo desvelo que se tratam as preciosidades. Queremos a Língua Portuguesa que brota da gramática e da sua matriz latina. Os jornalistas da Imprensa conhecem melhor do que ninguém esta realidade: quem fala, não pensa na gramática nem quer saber de regras ou de matrizes. Quem fala quer ser compreendido. Por isso, quando fazemos uma entrevista, por razões éticas mas também técnicas, somos obrigados a fazer a conversão, o câmbio, da linguagem coloquial para a linguagem jornalística escrita. É certo que muitos se esquecem deste aspecto, mas fazem mal. Numa entrevista até é preciso levar aos destinatários particularidades da linguagem gestual do entrevistado. Ninguém mais do que os jornalistas gostava que a Língua Portuguesa não tivesse acentos ou consoantes mudas. O nosso trabalho ficava muito facilitado se pudéssemos construir a mensagem informativa com base no português falado ou pronunciado. Mas se alguma vez isso acontecer, estamos a destruir essa preciosidade que herdámos inteira e sem mácula. Nestas coisas não pode haver facilidades e muito menos negócios. E também não podemos demagogicamente descer ao nível dos que não dominam correctamente o português. Neste aspecto, como em tudo na vida, os que sabem mais têm o dever sagrado de passar a sua sabedoria para os que sabem menos. Nunca descer ao seu nível. Porque é batota! Na verdade nunca estarão a esse nível e vão sempre aproveitar-se social e economicamente por saberem mais. O Prémio Nobel da Literatura, Dário Fo, tem um texto fabuloso sobre este tema e que representou com a sua trupe em fábricas, escolas, ruas e praças. O que ele defende é muito simples: o patrão é patrão porque sabe mais palavras do que o operário! Os falantes da Língua Portuguesa que sabem menos, têm de ser ajudados a saber mais. E quando souberem o suficiente vão escrever correctamente Angola tem características específicas e varia de província para província. Tem uma beleza única e uma riqueza inestimável para os angolanos mas também para todos os falantes. Tal como o português que é falado no Alentejo, em Salvador da Baía ou em Inhambane tem características únicas. Todos devemos preservar essas diferenças e dá-las a conhecer no espaço da CPLP. A escrita é "contaminada" pela linguagem coloquial, mas as regras gramaticais, não. Se o étimo latino impõe uma grafia, não é aceitável que através de um qualquer acordo ela seja simplesmente ignorada. Nada o justifica. Se queremos que o português seja uma língua de trabalho na ONU, devemos, antes do mais, respeitar a sua matriz e não pô-la a reboque do difícil comércio das palavras. |
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Quem protegem os serviços de informação?
As noticias de ontem e de hoje sobre as eleições no Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo (OSCOT) são muito preocupantes. Uma mistura explosiva de funcionários da segurança nacional, membros de lojas maçónicas e circuitos do poder oficial. Uma escandalosa exposição pública dos serviços de informação, uma ameaça grave à segurança de todos os portugueses, salvo daqueles que o sistema actual alimenta, protege e promove.
Dava tudo para ser mosca nas sedes dos serviços congéneres, europeus e internacionais, e ouvir que comentários isto deve suscitar, que perplexidades não suscitará e que medidas de protecção não estarão a adoptar esses serviços, para se defender da partilha de informações com os nossos...mas dava tudo também para ser mosca e ver a lista de quem vigiam hoje os nossos serviços secretos: os inimigos da segurança nacional? Os opositores do poder instalado? Ou os que se metem no caminho dos detentores do poder na comunidade de informações?
Dava tudo para ser mosca nas sedes dos serviços congéneres, europeus e internacionais, e ouvir que comentários isto deve suscitar, que perplexidades não suscitará e que medidas de protecção não estarão a adoptar esses serviços, para se defender da partilha de informações com os nossos...mas dava tudo também para ser mosca e ver a lista de quem vigiam hoje os nossos serviços secretos: os inimigos da segurança nacional? Os opositores do poder instalado? Ou os que se metem no caminho dos detentores do poder na comunidade de informações?
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terça-feira, março 20, 2012
Por uma Segurança Social subsidiária
O email abaixo que transcrevo vem de encontro a uma reflexão que agora partilho. Antes da existência da Segurança Social obrigatória nem por isso esta deixava de existir. Em muitas empresas ou aglomerados industriais existiam serviços médicos, de apoio ás famílias (como creches e jardins de infância), sociais (cantinas), etc., que eram pagos pelos proprietários dessas empresas e disponibilizados aos seus empregados e famílias.
A Segurança Social obrigatória teve nesses casos (com rarissimas excepções em todos) o efeito preverso de as empresas deixarem de assumir essa responsabilidade e de possibilitar aos seus empregados o acesso a esses serviços. Em contrapartida foram-lhes os mesmos oferecidos pelo Estado mas em muitos casos em piores condições, de mais dificil acesso e menor proximidade. Ou seja deu-se uma machadada no princípio da subsidiariedade.
A questão que se põe é a seguinte: quando existam nas empresas a vontade e conveniência de fornecerem esses mesmos serviços, porque não dispensá-las (e aos seus empregados) das contribuições obrigatórias para a segurança social (ou da parte destas que é destinada a esses serviços) e assim proporcionar aos seus funcionários esses mesmos serviços nas condições vantajosas que muitas vezes tinham antes de acontecer a estatalização da segurança social? Como dizia antes o Padre Vaz Pinto na Renascença e hoje em dia todos os "cronistas" da mesma: já agora vale a pena pensar nisto...;-)
O email recebido foi este:
A Segurança Social obrigatória teve nesses casos (com rarissimas excepções em todos) o efeito preverso de as empresas deixarem de assumir essa responsabilidade e de possibilitar aos seus empregados o acesso a esses serviços. Em contrapartida foram-lhes os mesmos oferecidos pelo Estado mas em muitos casos em piores condições, de mais dificil acesso e menor proximidade. Ou seja deu-se uma machadada no princípio da subsidiariedade.
A questão que se põe é a seguinte: quando existam nas empresas a vontade e conveniência de fornecerem esses mesmos serviços, porque não dispensá-las (e aos seus empregados) das contribuições obrigatórias para a segurança social (ou da parte destas que é destinada a esses serviços) e assim proporcionar aos seus funcionários esses mesmos serviços nas condições vantajosas que muitas vezes tinham antes de acontecer a estatalização da segurança social? Como dizia antes o Padre Vaz Pinto na Renascença e hoje em dia todos os "cronistas" da mesma: já agora vale a pena pensar nisto...;-)
O email recebido foi este:
Caros Amigos e Amigas
Empresas - quem faz a diferença entre elas são as
PESSOAS!
Ajudar as Mães
e as Famílias
Recolher
daí os respectivos benefícios
para
a empresa
para
a família (pais e filhos)
passa, muitas vezes, por medidas tão simples como
criar berçários/infantários nas
empresas, ou perto delas,
em que as crianças/bébés brincam/aprendem
enquanto os pais trabalham.
Dois resultados:
·
as crianças estão felizes e perto dos pais que,
inclusivamente, à hora do almoço as poderão ver
·
os pais estão descansados, porque sabem que a criança
está bem entregue.
Quem ganha:
a
empresa, porque os pais tornam-se mais produtivos
os pais, porque
trabalham mais livres das preocupações
e mais
felizes por trabalharem numa empresa que os trata bem.
Conheço empresas onde isto foi feito.
Resultado:
1.
Crianças felizes
2.
Pais produtivos
3.
Empresas com um nível de abstenção quase
nulo
4.
Empresas com uma produtividade, muito
acima do seu sector.
Eis uma
pequena e modesta contribuição para a construção de
Políticas
Activas de Fomento e Apoio da Maternidade.
Não é
com o Aborto que se resolvem os problemas.
Já
agora.... pensem nisto.
Um
abraço
Miguel
Mattos Chaves
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segunda-feira, março 19, 2012
Dia do Pai: São José
Sobre o assunto em referência o Blog Povo publicou hoje isto:
Dia do Pai
Dia do Pai
Hoje é dia de S. José, esposo de Nossa Senhora e padroeiro da Igreja universal.
Pai adoptivo de Jesus Cristo é modelo de pai e, por isso, o seu dia foi escolhido como dia do Pai.
Tenho por S. José particular devoção, talvez porque seja o modelo da discrição. Por isso, escolhi esta magnífica Sagrada Família em que S. José é a figura mais recuada de olhos baixos, mas atento às necessidades da família.
S. José é também o modelo do homem justo, isto é, ajustado à realidade, ajustado ao bem e à verdade.
Usando um exemplo da reforma educativa na Flórida, João César das Neves, pede ao estado para deixar fazer, deixar a sociedade fazer o que lhe cabe fazer: educar crianças, tratar doentes, julgar delitos, criar emprego, gerar crescimento, em suma, tudo aquilo que os homens justos fazem na discrição da vida quotidiana. Que S. José nos sirva de modelo a todos nós que desejamos conduzir a nossa vida com esta sintonia com a verdade e o bem.
O que se sabe sobre a paternidade de S. José brota da contemplação da Sagrada Família e da vida oculta de Jesus. Porém, penetra-se no mistério da paternidade na parábola do filho pródigo em que Deus se revela na Sua Paternidade.
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Primárias Republicanas nos Estados Unidos: ponto de situação
Directamente copiado da 1ª página do Toshiba/MSN:
Mitt Romney lidera primárias republicanas em Porto Rico
Mitt Romney lidera primárias republicanas em Porto
Rico
San Juan, 18 mar (Lusa) - O ex-governador de Massachusetts,
Mitt Romney, lidera os resultados das primárias do Partido Republicano dos
Estados Unidos em Porto Rico.
Segundo dados do centro de escrutínio, contados que estão 17
por cento dos votos, Romney alcançou 82,99 por cento, contra 2,55 por cento do
ex-presidente da Câmara dos Representantes, Newt Gingrich, e 1,83 por cento do
congressista texano Ron Paul.
Porto Rico é um Estado livre associado dos Estados Unidos da
América, que nomeia 23 delegados, mas três deles são "super delegados" que já
estão designados antecipadamente e podem votar em quem decidirem.
A confirmarem-se estes resultados, Romney ficaria com os 20
delegados que estão hoje em jogo, já que a norma estabelece que se um candidato
acumula mais de 50 por cento dos votos, toma todos os delegados.
Segundo contas oficiais das Primárias do Partido Republicano,
dos 1.040 delegados eleitos até 16 de março, Romney conta com o apoio de 416,
Rick Santorum com 170, Gingrich com 133 e Paul com 26.
NL.
Lusa/Fim.
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domingo, março 18, 2012
Anselmo Borges e João Luís César das Neves
Estava para escrever sobre a entrevista de Anselmo Borges hoje no Diário de Notícias mas conclui que devia agradecer a Deus e uma vez mais o facto da Igreja ser Santa independentemente dos limites dele, Anselmo Borges, e meus...
Já, em contrapartida, é muito consolador (e adianta mais já que estamos em pleno lançamento da nossa campanha Defender o Futuro) ver esta entrevista do João Luís César das Neves em representação da petição.
Já, em contrapartida, é muito consolador (e adianta mais já que estamos em pleno lançamento da nossa campanha Defender o Futuro) ver esta entrevista do João Luís César das Neves em representação da petição.
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sábado, março 17, 2012
É a Bondade que move o mundo
Impressionou-me muito um amigo meu santo, professor de religião e moral numa escola pública, meu amigo vai fazer em Maio 30 anos, que uma vez do nada disse: "como seria diferente o mundo se vivesse com a delicadeza, ternura e bondade de Jesus..."
E impressionou-me porque esse é de facto o âmago do cristianismo, essa proposta de amor total, que tem acontecido na história, de que a Igreja Católica é o maior testemunho, de que eu já fui "espectador" em tantas ocasiões da minha vida...!
E impressionou-me porque o esqueço muito, tão entretido estou em ser soldado dessa bandeira, o que, com facilidade, me faz tornar a pertença à Igreja, uma "militância" que em última ratio, não se distingue em nada de outras tantas (ideológicas, clubisticas, partidárias)...
Fez-me por isso bem, hoje no encontro em Viseu da Acção Católica Rural, onde fui falar o dia inteiro sobre ser Cristão hoje, ver este filme que uma das pessoas que lá estava me mostrou...porque é a Bondade que pode e de facto move o mundo!
E impressionou-me porque esse é de facto o âmago do cristianismo, essa proposta de amor total, que tem acontecido na história, de que a Igreja Católica é o maior testemunho, de que eu já fui "espectador" em tantas ocasiões da minha vida...!
E impressionou-me porque o esqueço muito, tão entretido estou em ser soldado dessa bandeira, o que, com facilidade, me faz tornar a pertença à Igreja, uma "militância" que em última ratio, não se distingue em nada de outras tantas (ideológicas, clubisticas, partidárias)...
Fez-me por isso bem, hoje no encontro em Viseu da Acção Católica Rural, onde fui falar o dia inteiro sobre ser Cristão hoje, ver este filme que uma das pessoas que lá estava me mostrou...porque é a Bondade que pode e de facto move o mundo!
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