quinta-feira, maio 31, 2012

Relvas e Silva Carvalho: ninguém está incomodado?

Provavelmente tenho uma hipersensibilidade às violações da privacidade e ao respeito pela intimidade das comunicações, mas espanta-me que no caso em referência ainda não tenha lido uma linha a denunciar a incrível divulgação das comunicações pessoais, vida profissional e política, dos visados neste caso das secretas, assunto que ontem com muita coragem foi proposto pelo primeiro-ministro que fosse o tema da sua ida quinzenal ao parlamento.

Porque há que distinguir: uma coisa é a investigação (que deve ser exaustiva, conduzida pelas autoridades competentes) do comportamento de Silva Carvalho e do seu grupo de amigos nas vertentes das suas responsabilidades nas secretas e do uso inacreditável que poderá ter uma empresa privada feito dos serviços de informações (creio mesmo que em se confirmando se trata de crime) e outra é andar-se a investigar e divulgar publicamente as relações sociais, profissionais e políticas de quem aparece neste caso, lançando um manto de suspeitas sobre factos que não importam senão a quem os pratica (se houve reuniões profissionais, se houve sugestões políticas, que encontros tiveram, etc.). Estou sinceramente farto de que "X foi tomar café com Y e tem uma actividade comercial conjunta no país Z" pareça de repente o mais condenável dos actos, só porque X ou Y são pessoas públicas.

Que a investigação policial se dedique a espiolhar os pertences tecnológicoa de Silva Carvalho e outros implicados no caso Ongoing, percebo. Faça-o até para proteger os serviços de forma reservada e com todas as cautelas acrescidas que a segurança nacional exige. Mas que esse mesmo material apareça todos os dias na comunicação social, parece-me ser doentio, e nestas coisas não se pode brincar. Como dizia Brecht (e resumindo) "quando foram buscar os outros, não me incomodei. Hoje vieram buscar-me a mim e não me resta ninguém para me defender..." Isto é, pode ser que haja quem (por interesses políticos e/ou comerciais) esteja alegre com a queda dos seus adversários, mas vencer assim gera mais perigo do que frutos.

Duas notas: estou completamente livre em relação a isto (veja-se o que sobre maçonaria sempre fui escrevendo neste blog) e aos protagonistas destes casos, o que mais à vontade me põe para escrever o dito acima. Que cada um dê uma olhadela na sua caixa de sms's e procure lê-los como um estranho aos assuntos pessoais respectivos (isto é como podem ser entendidos por um terceiro) e pense também como se sentiria com esses mesmos publicados nas primeiras páginas dos jornais...




quarta-feira, maio 30, 2012

Espanha: somos católicos e podemos ter muito orgulho nisso

Numa agradável coincidência com o meu post de ontem, recebi de uma amiga, este email que presentemente circula em Espanha. Só mesmo o Zapatero é que não o percebeu...mas desse felizmente já não é preciso ocupar-nos.

INDEPENDIENTEMENTE DE QUE SE SEA CATÓLICO Ó NO, LA LABOR DE LA IGLESIA ES ENCOMIABLE. A CONTINUACIÓN ALGUNOS EJEMPLOS.     HAZ QUE SE SEPA
: A ALGUNOS NO LES INTERESA QUE SE SEPA ...Que la Iglesia española tiene ...

 · 5.141 centros de enseñanza; 990.774 alumnos. (Ahorran al Estado 3 millones de euros por centro al año). · 107 hospitales. (Ahorran al Estado 50 millones de euros por hospital al año). · 1.004 centros diversos, entre ambulatorios, dispensarios, asilos, centros de minusválidos, de transeúntes y de enfermos terminales de SIDA; un total de 51.312 camas. (Ahorran al Estado 4 millones de euros por centro al año). · Gasto de Cáritas  al año: 155 millones de euros (salidos del bolsillo de los cristianos españoles). · Gasto de Manos Unidas contra el Hambre: 43 millones de euros (del mismo bolsillo). · Gasto de las Obras Misionales  (Domund). Ayuda al Tercer Mundo: 21 millones de euros. (¿Imaginan de dónde sale?). · 365 Centros de reeducación para marginados sociales: ex-prostitutas, ex-presidiarios y ex-toxicómanos; 53.140 personas. (Ahorran al Estado, medio millón de euros por centro). · 937 orfanatos; 10.835 niños abandonados. (Ahorran al Estado 100.000 euros por centro). · El 80 % del gasto de conservación y mantenimiento del Patrimonio histórico-artístico. (Se ha calculado un ahorro aproximado al Estado de entre 32.000 y 36.000 millones de euros al año). A todo esto tenemos que sumar que casi la totalidad de personas que trabajan o colaboran con Manos Unidas, Cáritas, etc. son voluntarios 'sin sueldo' (aunque a algunos les extrañe es cierto, hay personas que trabajan por los demás sin pedir a cambio un salario), realizando su labor para ayudar a los demás sin pedir nada a cambio. ¿En cuánto podríamos cuantificar su trabajo? Esta es la razón por la cual el Estado sigue dando algunas ayudas a la Iglesia Católica , porque le sale muy, pero que muy barato. Lo asombroso es que nadie (o muy pocos) saben de este ahorro esencial para que la economí­a española 'vaya mejor ...' Como contrapartida ... hablando de otras instituciones socio-políticas ... ¿Cuántos comedores para indigentes ha abierto CC.OO.? ¿Cuántos hospitales para enfermos terminales y de SIDA mantiene abiertos UGT?  ¿A dónde puede ir un necesitado a pedir un bocadillo?,  ¿a la sede del PP? o ¿a la del PSOE? o ¿a la de IU? ... Pues todos estos viven de nuestros presupuestos...  Reenviemos este artículo para que llegue a quienes critican injustamente a la Iglesia por cualquier motivo.  ¿Por qué nos vamos a avergonzar de nuestra Iglesia?   Nos sentimos orgullosos de ser católicos.
 ¿POR QUÉ SE OCULTA TODO ESTO EN LA PRENSA, RADIO Y TELEVISIÓN?

terça-feira, maio 29, 2012

Nós (som)os católicos

Há coisas pequenas que às vezes mudam a vida. Na minha, algumas são frases, outras imagens ou ainda pessoas (ou momentos destas). Uma dessas coisas foi para mim ler um episódio da vida de D. Luigi Giussani, em que este contava que se dera pela primeira vez conta de que da sua presença no liceu onde dava aulas de religião e moral (o Liceu Berchet em Milão) originara um povo (pessoas que o seguiam e que mais tarde numa realidade que se chamaria primeiro Gioventu Studantesca e depois Comunhão e Libertação) fora quando, numa RGA (Região Geral de Alunos para aqueles que lêem isto e no 25 de Abril ainda não tinham nascido...;-) da escola, havia um que se levantou e começou o seu discurso dizendo: "Nós, os católicos"...

Este pequeno episódio foi decisivo para mim (ler que tinha acontecido) e desde então é isto que procuro na política: ajudar a construir uma presença católica. Por isso foi um gosto ler este artigo do Paulo Rocha (director da Agência Ecclesia) que embora de âmbito mais vasto também reflecte o mesmo tipo de atitude, posicionamento e, porque não dizê-lo, "orgulho" (ou como dizia Giussani "galhardia"). Leiam-no pois, vendo no fim o vídeo a que ele se refere:

Nós somos católicos

Tantos “dias de” onde é possível – e preciso - reclamar a afirmação “Nós somos católicos” e exigir a presença, a participação, o compromisso!

A mobilização virtual em torno de um slogan foi imediata: um vídeo espalhado pelas redes sociais, partilhado repetidamente e recomendado entre amigos fez de uma certeza – “Nós somos católicos” – uma sintonia global entre os que concretizam a experiência do cristianismo numa família, a da Igreja Católica.

A afirmação é traduzida por muitas imagens, pela poesia, pela evocação do empreendedorismo de pessoas e organizações, a inovação humanizante em cada época na saúde, na educação, na assistência. Tudo à escala global e a cada passo comprovada pelas referências constantes, em ruas e cidades, a figuras maiores desta família.

Em dois minutos, o filme percorre mais de 2000 mil anos de História, evoca grandes feitos e criações e provoca convergências espontâneas entre povos de qualquer canto do mundo para uma certeza: todos estamos unidos a uma Pessoa, Jesus Cristo.

Diante de qualquer caos, é essa convicção que permite a permanência: a da Igreja e a de muitos nessa família. Existe entre todos um denominador comum que permite somar ou subtrair, acrescentar ou tirar, mas nunca dividir.

A memória deste vídeo, que qualquer motor de pesquisa traz ao ecrã, acontece no contexto de iniciativas que, em todos os tempos e com particular incidência nestes dias, ocorre no nosso “jardim à beira mar plantado” e que reclamam, dos que pertencem a esta grande família, a afirmação clara e convicta de que “Nós somos católicos”.

Abundam as oportunidades para o fazer, nas dioceses que se reorganizam ou nos projetos que inovam. Basta seguir as propostas que fazem convergir núcleos desta família para um “Dia da Diocese”, “Dia da Juventude”, “Dia da Família”, “Dia das Comunicações Sociais”… Tantos “dias de” onde é possível – e preciso - reclamar a afirmação “Nós somos católicos” e exigir a presença, a participação, o compromisso!

Não menor é o desafio que recai sobre os promotores de qualquer convocatória. Num contexto social cruzado de eventos e convites é urgente a reformulação de propostas e a qualificação de todos os projetos, mesmo os que acontecem em família.

Só dessa forma será possível dizer não apenas “Nós somos católicos”, mas acrescentar com confiança e a todas as pessoas “Bem-vindo à tua casa!”

Paulo Rocha

Editorial - Agência Ecclesia  - 2012-05-29  - 11:19:16  - 2228 Caracteres
© 2009 Agência Ecclesia. Todos os direitos reservados - agencia@ecclesia.pt

O filme é este:



segunda-feira, maio 28, 2012

O Papa e o Mordomo: os riscos que Deus, por amor, corre...!




Percebendo-se que o facto de que a Igreja é Santa não implica a santidade de quem a serve, não deixa de espantar e entristecer as histórias que se vão conhecendo sobre o que se passa ou passou na Santa Sé...embora não se possa também deixar de assinalar que poucas instituições seriam capaz de em tão pouco tempo desmontar uma teia conspiratória como o Vaticano...;-)

A moral da história é a acima e também a constatação comovida e espantada de como Deus é grande e tão louco de amor pelos homens que se arriscou a pôr-se na mão de pobres humanidades como as nossas...!

Ajuda a perceber o que acima se diz ler estes dois artigos que hoje saíram no Blog do Padre Nuno Serras Pereira: um de Juan Manuel Prada e outro uma conversa com Vittorio Messori. Depois disso, apenas uma coisa a fazer: rezar pelo Papa.

Aborto: the times they are changing...

Claramente em Portugal as revelações do que se está a passar com o aborto legal (e refiro-me apenas aos relatórios da Direcção Geral de Saúde) estão a provocar uma mudança no olhar público sobre esta triste realidade. Multiplicam-se os artigos de opinião de pessoas favoráveis ao aborto legal que se escandalizam com o privilégio deste acto (que não é médico) no Serviço Nacional de Saúde a incrível subsidiação pública do mesmo. Por todos veja-se este. Chama-se "Desculpem-me, mas sou contra e não quero pagar" de Sérgio Soares.

Mas não é só em Portugal que as coisas estão a mudar. Também nos Estados Unidos os tempos estão a mudar...

Disso dá conta o Público do último Sábado com uma local intitulada "Oposição nos EUA em máximos históricos". Na noticia é referido que nas sondagens da Gallup cada vez diminui mais a percentagem de americanos favoráveis ao aborto e aumenta (ultrapassa os 50%) aqueles que o consideram "moralmente errado"...

The times they are changing...!

sexta-feira, maio 25, 2012

Bébés que sobrevivem ao aborto: uma história comovente

A história abaixo se por um lado é absurda por outro suscita a exclamação: Ah Bébé valente! Um sobrevivente...!

O que recorda esta história e este vídeo maravilhoso:

Do Aborto e da loucura a que isto chega...!

A notícia chegou-me agora no Infovitae, boletim electrónico diário, editado pelo Padre Nuno Serras Pereira:

"(O absurdo de um mundo às avessas) Médico que falha aborto é condenado a ajudar no sustento da criança até chegar aos 25 anos


In http://www.ionline.pt/mundo/medico-falha-aborto-condenado-ajudar-no-sustento-da-crianca-chegar-aos-25-anos

Tudo começou, em Abril de 2010, quando uma mulher decidiu fazer um aborto numa clínica de Palma de Mallorca.Tudo indicava que a cirurgia tinha corrido bem. Inclusive, durante um exame ginecológico, feito duas semanas mais tarde, o médico assegurou-lhe que já não estava grávida.

Este facto foi desmentido três semanas mais tarde, quando a mulher voltou à mesma clínica por achar que estava de esperanças outra vez. Por surpresa, a jovem de 22 anos não só soube que estava à espera de bebé, como descobriu que se tratava do mesmo bebé que pensava ter tirado.

Entretanto, já se tinham passado 22 semanas e já não podia interromper a gravidez, uma vez que a lei espanhola só permite o aborto até à sétima semana de gestação. Resultado: o bebé acabou mesmo por nascer e tem, neste momento, pouco mais de ano e meio.

A mãe processou o médico e, numa sentença inédita, o tribunal de Palma de Mallorca condenou-o, assim como ao hospital e às seguradoras envolvidas, a indemnizar a jovem em 150 mil euros, por danos morais, e ainda a cuidar financeiramente da criança até que cumpra 25 anos de idade.

Com tudo isto, a mulher vai receber uma mensalidade de 978 euros para ter meios de cuidar do filho, durante um quarto de século."

Claro que não se resiste a pensar que pena não aconteça isto com a Clínica dos Arcos...lol!

quarta-feira, maio 23, 2012

Aborto: revisão da regulamentação e Maria José Nogueira Pinto




Com aquela tipica superficialidade, derivada do desconhecimento das suas raízes e razões, que caracteriza o centro-direita hoje em dia, a discussão destes dias em volta da Lei do Aborto, da sua regulamentação, do seu financiamento público, arrisca-se a conduzir a lado nenhum e a uma situação ainda mais confusa do que aquela em que está.
Por todos os exemplos basta este aqui, retirado do i online.
Torna-se por isso indispensável recordar estas palavras lúcidas de Maria José Nogueira Pinto que já há quase dois anos parecia adivinhar o que se pode passar agora. Colo apenas a conclusão:

"De acordo com o presidente da Comissão Nacional de Ética é preciso coragem para rever aspectos negativos da actual lei. Que coragem e para quê? Para pôr de lado hipocrisias e oportunismos políticos e corrigir uma lei profundamente atingida por equívocos? Ou bastará a pequena coragem do remendo legislativo que dissolva a incomodidade das evidências e devolva a todos uma benévola sonolência?"
Que falta nos faz...!

terça-feira, maio 22, 2012

Aborto: de uma lei desgraçada à desgraça da aplicação




O efeito conjugado da Petição promovida pela Federação Portuguesa pela Vida e entregue em Fevereiro do ano passado na Assembleia da República, da revelação dos resultados da aplicação da lei do aborto pela Direcção Geral de Saúde, e da tomada de iniciativa pelo CDS-PP, provocaram a vinda à tona de um debate que existe de facto na sociedade portuguesa e provar que o aborto não é de forma alguma um caso encerrado.

Disso é uma manifestação entre outras o Fórum TSF de hoje sobre o aborto e taxas moderadoras (uma forma limitada de olhar para o problema já que neste momento e pelo menos o que tem de estar em causa é a inteira regulamentação da lei) e também o inegável pânico das intervenções dos movimentos do Sim.

Uma coisa é certa: mais passa o tempo, mais fica infelizmente demonstrada a razão que assistia ao Não no último referendo e que, mais tarde ou mais cedo, será nesse campo que a discussão se colocará. Assim o percebam os estados-maiores do centro-direita (em especial as actuais direcções parlamentares), porque o núcleo duro do seu eleitorado, há muito o tem claro, como se viu no Sábado passado na Caminhada pela Vida.

segunda-feira, maio 21, 2012

Caminhada pela Vida: que grande jornada!




Foi uma grande jornada, esta! Decorreu este Sábado, 19 de Maio, entre as 15h00 e as 18h30. Como se pode ver aqui (vídeos e fotografias).
Um passo mais neste caminho de afirmação da Vida e da Família e de um Povo com relevância social e política. A partir de agora e cada vez com maior dimensão todos os anos pelo menos nesta ocasião desceremos à rua (o que já poucas forças fazem, mas algumas com menos expressividade do que nós, gozando daquela tipica cumplicidade dos patrões da Comunicação Social, com muito maior projecção mediática do que nós...).
Na ocasião coube-me proferir este discurso de conclusão:

QUERIDOS AMIGOS: FOI LONGA E ENTUSIASMANTE ESTA CAMINHADA! COMO É LONGA E ENTUSIASMANTE A HISTÓRIA COMUM QUE AQUI NOS TROUXE! COMO É LONGA E ENTUSIASMANTE A ESTRADA QUE TEMOS POR DIANTE!


FAZENDO ESTE CAMINHO DA MATERNIDADE ALFREDO DA COSTA PARA CÁ, PERCORRENDO AS SETE ETAPES DA VIDA DE TODOS, FOI POSSIVEL VER A BELEZA E VERDADE DO QUE NOS DIZEMOS: QUE A VIDA VALE A PENA. NÃO COMO UMA TEORIA MAS PARTINDO DA EXPERIÊNCIA QUE FAZEMOS NA NOSSA VIDA, NAS NOSSAS FAMÍLIAS, NAS NOSSAS COMUNIDADES, NAS REALIDADES SOCIAIS EM QUE ESTAMOS ENVOLVIDOS, NO PAÍS EM QUE VIVEMOS. UMA EXPERIÊNCIA DE BEM, DE ENTREAJUDA, DE GENEROSIDADE, DE COMPANHIA AO SOFRIMENTO DO OUTRO, DE SOCORRO EFECTIVO DA NECESSIDADE DE MUITOS, DE EMPENHO DENODADO E DESASSOMBRADO NA CONSTRUÇÃO DO BEM COMUM, DEFENDENDO O FUTURO DE TODOS.

AQUILO QUE PROCURÁMOS COM AS INTERVENÇÕES QUE AGORA OUVIMOS E COM TUDO O QUE VIVEMOS AO LONGO DESTA CAMINHADA, NA PARTICIPAÇÃO COMOVENTE DE CADA UM, LENDO OS DISTICOS E AS FAIXAS, CANTANDO E AGITANDO BANDEIRAS, OLHANDO O ROSTO DE CADA PESSOA, VENDO AQUILO A QUE A SUA CONSTRUTIVIDADE DEU LUGAR, FOI SUBLINHAR ESTE PONTO: AQUILO POR QUE NOS TEMOS BATIDO AO LONGO DESTES ANOS, UMA CULTURA DE VIDA, PARTE DESTE TESTEMUNHO QUE TEMOS TODOS OS DIAS DIANTE DE NÓS:

- O TESTEMUNHO DE QUE A FAMÍLIA, BASEADA NO CASAMENTO DO HOMEM COM A MULHER, É O LUGAR MAIS ADEQUADO À CRIAÇÃO DAS NOVAS GERAÇÕES E AO DESENVOLVIMENTO HARMONIOSO DE UMA COMUNIDADE

- O TESTEMUNHO DE QUE É UMA EXIGÊNCIA RAZOÁVEL E UMA RIQUEZA PARA TODA A SOCIEDADE A VIDA SER PROTEGIDA DESDE A CONCEPÇÃO ATÉ À MORTE NATURAL, QUE ONDE PARECE NÃO HAVER ESPERANÇA BASTA APENAS ACEITAR A MÃO DE QUEM NOS QUER AMPARAR, QUE OS RECURSOS PÚBLICOS NÃO SE PODEM DESPERDIÇAR, QUE SÃO PRECISAS NO MUNDO MAIS PESSOAS E QUE TODAS SÃO BEM-VINDAS

- O TESTEMUNHO DE QUE SÃO OS PAIS AS PESSOAS MAIS APTAS A DECIDIR DA EDUCAÇÃO DOS SEUS FILHOS E QUE ESSA LIBERDADE NÃO LHES PODE SER NEGADA NEM A DE VIVEREM E EXPRESSAREM AS SUAS CRENÇAS NO ESPAÇO PÚBLICO

- O TESTEMUNHO DE QUE EXISTEM NA SOCIEDADE PORTUGUESA MUITAS ENERGIAS PARA ESTA TENTATIVA DE OCORRER ÀS NECESSIDADES DE MUITOS, QUE QUEREMOS E SOMOS CAPAZES DE OLHAR UNS PELOS OUTROS, E AOS PODERES PÚBLICOS SÓ PEDIMOS QUE NÃO SE NOS SUBSTITUA NEM NOS COLOQUE MAIS OBSTÁCULOS NO CAMINHO DO QUE AQUELES QUE A VIDA JÁ NATURALMENTE OFERECE

É POR CAUSA DESTE TESTEMUNHO, DESTA MENTALIDADE NOVA QUE O NOSSO PAÍS TANTO NECESSITA, QUE NAS ACTUAIS CIRCUNSTÂNCIAS DE PORTUGAL A NOSSA RESPOSTA NÃO É NEM UM LAMENTO, NEM UMA RECRIMINAÇÃO, NEM UMA RESIGNAÇÃO. MAS ANTES UM COMPROMISSO: O DE NÃO BAIXARMOS OS BRAÇOS, O DE CONTINUARMOS A VIVER ESTA POSITIVIDADE DE QUE É FEITO O NOSSO DIA-A-DIA, COMOVIDOS E ESPANTADOS COM ESTA REALIDADE DA CULTURA DA VIDA EM RAZÃO DA QUAL NOS PUSEMOS JUNTOS NESTA CAMINHADA.

ASSIM ANIMADOS FAREMOS AINDA MAIS COISAS JUNTOS: NAS NOSSAS VIDAS, NAS NOSSAS FAMÍLIAS, NAS NOSSAS C OMUNIDADES, NA PROCURA INCANSÁVEL DAS MELHORES FORMAS DE SERVIR O BEM COMUM EM TODOS OS CAMPOS DA VIDA: NA POLITICA E NA ECONOMIA, NA ACÇÃO SOCIAL E NA CULTURA, COM UMA PROPOSTA CLARA MAS TAMBÉM PARTINDO NÃO DO QUE NOS SEPARA, MAS DO QUE TEMOS EM COMUM.

PARA NOS RECORDARMOS ESTE COMPROMISSO E A PARTIR DE AGORA ENCONTRAR-NOS-EMOS AQUI TODOS OS ANOS NO MÊS DE MAIO SENSIVELMENTE POR ESTA ALTURA. ATÉ LÁ CONTINUAREMOS ESTE NOSSA CAMINHADA PELA VIDA: TODOS OS DIAS. HÁ NELA UM LUGAR PARA CADA UM DE NÓS E PARA TODOS AQUELES COM QUE NOS CRUZAMOS.

OBRIGADO A TODOS POR TEREM VINDO!

OBRIGADO A QUEM NOS ORGANIZOU ESTA CAMINHADA!

VIVA A VIDA! VIVA PORTUGAL!

quinta-feira, maio 17, 2012

Lobbie gay: a fobia da diferença

Anunciam hoje os media que o lobbie gay decidiu criar um prémio limão e palmatoadas (a segunda parte do nome diz tudo sobre a tolerância que preside à iniciativa...) atribuído, segundo eles, a "quais as personalidades que mais se distinguiram pela negativa nestes últimos anos, até a 2012, na perseguição ideológica contra os lgbt, pela intolerância contra a Diversidade, e pela sua homofobia, contra a Cidadania." (os negritos são meus)
E quem são os premiados?
Um deputado regional do PP nos Açores, Pedro Medina, que se opôs ao patrocínio pelo governo regional de um evento LGBT, a minha amiga e companheira de movimentações civicas, Isilda Pegado, por ter promovido a Petição Defender o Futuro, José António Saraiva, director do Sol por um artigo recente em que defende que a adopção da homossexualidade é a última das possibilidades de contestação social, e José Marques Teixeira, um psiquiatra, que considerou num artigo de jornal que pode ser possível dar resposta a um homossexual que pede ajuda médica para mudar de orientação sexual.
Enfim, claramente, quatro pessoas que por tão horrível homofobia o mínimo que merecem, de facto, é cadeia e eventualmente alguma tortura até que abjurem de tão horrendos factos...
Melhor exemplo de perseguição ideológica e intolerância contra a diversidade não conheço...

quarta-feira, maio 16, 2012

A Crise: Exemplos de Mudança




Sobre a Crise em que estamos (ou vivemos) o movimento Comunhão e Libertação fez o Juízo de que já dei nota neste Blog. Chama-se "A Crise Desafio a uma Mudança". A realidade, felizmente, tem vindo a demonstrar que assim é de facto. Aqui dou conta de dois factos que o comprovam:

Ontem foi o Dia Internacional da Família (muito bem assinalada pela Associação das Famílias Numerosas que foi recebida pelo Primeiro-Ministro). Foi impressionante ouvir o que na comunicação social se disse a esse propósito (do Dia da Família) e a unânime valorização da instituição familiar (a de origem, da ordem natural, não a do experimentalismo social) como um recurso indispensável á vida de cada um e um suporte em tempos de dificuldade.

O Público de hoje dá nota que "Cidadãos plantam mini-relvado contra lugar de estacionamento". Isto é, em vez de indignação (tão em moda) ou conformismo, um grupo de cidadãos leva a sério a própria humanidade e o problema que tem pela frente (e que lhes interessa) e plantam um relvado em lugar do que antes estava ali. A Subsidiariedade é de facto a grande resposta á Crise!

terça-feira, maio 15, 2012

“Casamento” entre homossexuais banido em mais de 30 Estados americanos




Inserido em 09-05-2012 12:59 na Rádio Renascença

Igreja Católica saúda decisão dos eleitores da Carolina do Norte, o mais recente Estado a consagrar o casamento tradicional na sua Constituição.

A Carolina do Norte tornou-se o 31º Estado americano a aprovar uma emenda constitucional que define o casamento como sendo apenas entre um homem e uma mulher.

A afluência às urnas foi elevada e a emenda acabou por ser aprovada com uma margem confortável.

O debate sobre o chamado casamento entre homossexuais continua em alta nos Estados Unidos, com os diversos Estados divididos sobre o assunto.

Apenas seis Estados, a que se junta a cidade de Washington, reconhecem o “casamento” entre dois homens ou entre duas mulheres, contra 31 que já o baniram através de emendas constitucionais ou legislativas. Ao nível federal, também só se reconhece o casamento como sendo entre um homem e uma mulher, embora a Administração de Obama tenha abdicado de defender esta posição em casos judiciais.

O assunto está ainda diante dos tribunais de vários Estados. A Califórnia, por exemplo, aprovou o “casamento homossexual" por via judicial em 2008, mas um referendo acabou por reverter essa decisão, no mesmo ano. A questão não está, porém, resolvida e os argumentos serão decididos em tribunal.

As sondagens revelam que os defensores do “casamento homossexual” estão a ganhar terreno, sobretudo entre as gerações mais novas, mas até agora em todos os Estados em que a questão foi posta a voto popular, a vitória coube sempre aos defensores do casamento entre um homem e uma mulher.

A decisão de ontem na Carolina do Norte foi saudada pela Igreja Católica local, que participou na campanha. Os bispos americanos têm feito da defesa do casamento tradicional um cavalo de batalha nos últimos anos.

Jorge Silva Carvalho e Miguel Relvas

Tentei acompanhar a audição desta manhã online, mas sem sucesso...é verdade que tudo o que se está a passar com as secretas é uma confusão e o uso pessoal e indevido dos serviços inimaginável, mas que se chateie por isso Miguel Relvas (por ter recebido um email de Silva Carvalho com uma proposta de reorganização dos serviços) não faz qualquer sentido...
Na verdade:
1. Ninguém é responsável pelos emails que recebe (dependem da vontade do emissor e não do receptor)
2. É natural que alguém que tivesse a pretensão de regressar aos serviços e sobre estes tivesse um projecto (licito ou ilícito) o tentasse levar por diante (já só existindo responsabilidade de quem o ajudasse se o fizesse de má-fé ou prejudicando o respectivo funcionamento)
3. Coisas como estas (ser solicitado em determinado sentido para isto ou aquilo, sugestionado para esta ou aquela politica) fazem parte do dia-a-dia de um politico e também a esmagadora maioria das vezes não merecem daqueles a menor das atenções...
Ou seja, e uma vez mais, "much ado about nothing"...!

segunda-feira, maio 14, 2012

Há 30 anos: João Paulo II na Universidade Católica




Faz hoje 30 anos que o Papa João Paulo II esteve na Universidade Católica em Lisboa. À sua chegada foi recebido pelo grupo de peregrinos que entre 8 e 12 Maio tinham ido a pé a Fátima e aí no Santuário estado com ele, no meio da multidão.
Lembro-me com precisão da data e do momento porque coincide essa peregrinação com o meu encontro com o cristianismo, presente na história dos homens na sua Santa (e não Sagrada, como este Sábado ouvi numa belissima homília) Igreja, ou seja com o que de mais decisivo aconteceu na minha vida, fonte de uma segurança, alegria e gratidão, sem medida!
Que isso tenha acontecido no encontro com o Beato João Paulo II faz com que este seja um motivo mais da minha gratidão.

domingo, maio 13, 2012

Serviços Secretos, Ongoing e Silva Carvalho: much ado about nothing...

Much ado about nothing quer dizer, salvo melhor correcção que me seja feita, "tanta coisa para nada". É também o título de um filme delicioso com uma Emma Thompson luminosa, um enredo cativante, uma festa de juventude e Primavera, e aquela poesia ritmada, melodiosa e envolvente, das grandes peças de teatro inglesas. Um festim de cinema! Tudo o contrário da história em referência...

Na verdade é impressionante como se misturam na história de Silva Carvalho dramas pessoais (a humanidade e ambições dele), confirmação de suspeitas (o domínio da Maçonaria sobre tantos niveis importantes de poder), fait-divers (o reenvio do clipping, uma informação acessível a qualquer pessoa que a tal dedique tempo, a uma lista de pessoas influentes), coisas [espionagem a jornalista, interacção com meios empresariais na vertente de uso reciproco de meios na recolha de informações] que se está mesmo a ver e que fazem parte intrinseca da actividade de recolha de informações (a esse propósito vale muito a pena ler o artigo que hoje publica Carlos Garcia no "Correio da Manhã"), uso indevido e impune de recursos de informações para proveito próprio com uma violação de segurança do sistema que brada aos Ceús (!) e por fim a dramática constatação de que o SIRP (Sistema de Informações da República Portuguesa) apesar do trabalho empenhado e profissional de uns, está dramaticamente frágil o que a mim como cidadão  me deixa apreensivo e inseguro...

sexta-feira, maio 11, 2012

FCP e Benfica: declarações de Pinto da Costa



Estas declarações de Pinto da Costa (geniais como sempre) respondem definitivamente à tentativa do Benfica de vingar o campeonato fora do lugar onde este se decide: no campo de jogo!

Jovens grávidas e contracepção: mais do mesmo

Noticia hoje o Sol que "64% das jovens grávidas utilizava contracepção". A primeira nota é a espantosa associação (como inevitabilidade) entre contracepção e não ter filhos. Como se, com percentagens variáveis, todos os métodos contraceptivos não tivessem falhas (desde a menor proporção no Planeamento Familiar Natural, vide o site da OMS, à maior como a do preservativo, vide os respectivos folhetos da insuspeita Foods and Drug Administration dos Estados Unidos)...! Mas depois e principalmente o espanto de que isso aconteça ignorando um grande estudo sobre a sexualidade juvenil do também insuspeito Professor Henrique de Barros em que este concluía: "eles sabem tudo, não agem é em consequência", isto é falta é responsabilidade...
E assim, de erro em erro, se chega à brilhante conclusão (não é por acaso que um dos promotores do estudo é a nossa conhecida APF...): é preciso mais educação (sexual, pois então). Ou seja é preciso mais do que já está visto não funciona...ou então mais aborto subsidiado, promovido e divulgado...
Enfim, um filme já visto e revisto...

quinta-feira, maio 10, 2012

Testamento Vital

Lê-se hoje na imprensa (jornal i) que depois de recebido o parecer da Comissão Nacional de Protecção de Dados se encaminha para o seu termo a discussão na especialidade e na Comissão Parlamentar de Saúde dos projectos de lei relativos às Directivas Antecipadas de Vontade ou Testamento Vital.
Quando se começou a falar desta matéria em Portugal e falando com um médico amigo fui confirmado em que não só para certas forças políticas esta é uma ante-câmara de discussão e introdução disfarçada da Eutanásia (como se conclui do útil mapa comparativo feito pela Comissão e que se encontra aqui) como aquilo que se visa prevenir (o encarniçamento terapêutico bem como outras situações limite de saúde) já encontram a sua resposta na ética e práticas médicas.
Mas, sobretudo, e como ele explicava o "Testamento Vital" (entre aspas porque para um jurista o emprego da palavra Testamento tem na nossa ordem júridica, um significado incompatível com o objecto da futura lei) é como "te perguntarem no fim de uma feijoada ao almoço, o que vais querer jantar"...isto é, na ocasião, a pessoa encontra-se incapaz de prever o futuro e a fome e desejo que terá (e quando) mais tarde. Analogicamente, em situação de boa saúde, dispor sobre o que queremos ou não quando esta nos faltas e/ou em condições limite que são aos milhares em possibilidade, é completamente imprevisivel e até, diria, arriscado (posso dispor que não quero isto ou aquilo e na altura perante a aflição e eventualmente até sem me poder expressar a única coisa que eu pretenda seja sair com vida sem me importar com o caminho até lá). Como ele me explicava: "podes agora dizer que não queres ser ligado a um ventilador, mas mais tarde, estendido no meio da estrada, em perigo de vida, e sendo esse o único meio de safar-te, só me agradecerás se eu não levar em consideração esse teu desejo então expresso"...
Mas, enfim, as coisas são o que são e os projectos de lei estão aí e o processo recebendo como sempre a participação e protecção dos "moderados de serviço" (inclusive com a pretensão boazinha do "assim eles não poderão fazer passar a Eutanásia...). Assim sendo esperemos a Assembleia da República decida pelo melhor...
Nota: há uma confusão nos projectos do centro-direita que merece reflexão: sendo verdade que a hidratação e a alimentação em casos limite podem significar uma agressão (em linguagem não médica: estômago e intestinos tão desfeitos que já não processam nada e provocam mais mal-estar) estes não são "tratamentos" mas cuidados de suporte de vida (a par da higiene pessoal), cuja admissibilidade de se dispôr sobre eles, significa em termos práticos o acesso por decisão individual à Eutanásia...veja-se nesta questão este importante documento retirado do site do Vaticano e recorde-se a história da Eluana...