Foi o diário da acção política de um deputado do PSD, eleito por Braga, e agora é-o de um cidadão que desejando contribuir activamente para a organização do bem comum, procura invadir esse âmbito (da política) com aquele gosto de vida nova que caracteriza a experiência cristã. O título "POR CAUSA DELE" faz referência ao manifesto com o mesmo título, de Comunhão e Libertação, publicado em Janeiro de 2003 (e incluído no Blog).
sexta-feira, agosto 31, 2012
Convenção Republicana (USA): mais dois grandes discursos!
Da Condoleezza Rice e do Paul Ryan, católico, candidato a vice-presidente dos Estados Unidos:
Etiquetas:
América,
Condoleezza Rice,
Estados Unidos,
Mitt Romney,
Paul Ryan,
presidenciais,
presidenciais USA,
republicanos (USA)
quarta-feira, agosto 29, 2012
Rick Santorum: grande discurso!!
É o discurso Mais Vida Mais Família da Convenção Republicana...;-) Que discursão!
Clarissimo na defesa da Vida e da Família, liberdades económica, religiosa e de educação, subsidiariedade. Tudo o que era preciso ser dito e é preciso ser feito. Nos Estados Unidos e em Portugal...
Etiquetas:
América,
Mitt Romney,
Paul Ryan,
presidenciais,
republicanos (USA),
Rick Santorum,
USA
Peço desculpa mas as nossas são mais bonitas...
Ou se não acreditam vejam a mulher do Mitt Romney: cinco filhos e dezoito netos...!
Mas, sobretudo, vale a pena ouvir o discurso. Que lavar de alma...!
Nota: este "as nossas" refere-se às mulheres de Direita, embora, cavalheirismo oblige..., também as haja bonitas na esquerda. Mas proporcionalmente menos...;-)
Etiquetas:
América,
Ann Romney,
Convenção Republicana 2012,
direita,
Mitt Romney,
mulheres,
politicamente incorrecto,
presidenciais USA,
republicanos (USA),
USA
Convenção Republicana 2012: que lavar de alma!
O que vale nestes dias (em que o regresso de férias coincide seja com a anormalidade descrita no post abaixo, seja em constatar o estado anémico do centro-direita português) é que está a decorrer a Convenção do Partido Republicano (dos Estados Unidos)...!
Que lavar de alma...! Uma direita com energia e coragem, alma e sangue, musculos e carne, sem pedir desculpa pelo que é, certa das soluções que apresenta, conhecedora de onde parte e por isso de para onde vai, princípios claros e bonitos, sem medo da esquerda, da comunicação social ou do politicamente correcto. Só um pingo daquela movimentação (um movimento de activistas como o Tea Party, um Think-tank minimamente estruturado e muito gosto pelo fragor da batalha social, cultural e mediatica) e o centro-direita em Portugal levava uma volta...
Enfim, é aprender (com a melhor intervenção do primeiro dia como se escreve no Blog EUA 2012: a do Governador de New Jersey, Chris Christie, veja-se filme acima) e talvez não esteja longe a ocasião em que se possa começar e levar a cabo algo parecido: umas primárias no centro-direita para as próximas presidenciais portuguesas, por exemplo...!?
Nota: pode-se seguir a Convenção em directo, aqui.
Etiquetas:
Cavaco,
centro-direita,
Chris Christie,
Mitt Romney,
New Jersey,
Paul Ryan,
politicamente correcto,
presidenciais,
presidenciais USA,
republicanos (USA),
Tea Party
Cortes nos benefícios fiscais com filhos e ascendentes: está tudo doido!!??
Chego de férias e dou com esta notícia de que as Finanças estudam novos cortes nos benefícios fiscais com filhos e ascendentes...está tudo doido???
Não apenas a medida seria absurda por esmagar as famílias e ser a última machadada em qualquer vaga intenção de tomar medidas a favor da natalidade, como se estiverem atentos, mas de facto este é o pior centro-direita do inteiro planeta Terra, governo e maioria parlamentar, há muito mais sitio onde ir buscar esses 154 milhões. Assim às primeiras e sem hesitar bastava acabar com o financiamento público do aborto e acabar com a Comissão para a Igualdade de Género. Não sei mesmo se neste caso não se ultrapassava largamente os 154 milhões de que a equipe das Finanças pelos vistos anda à procura...
Etiquetas:
Aborto,
centro-direita,
Comissão Igualdade de Género,
deduções fiscais,
familias,
financiamento do aborto,
igualdade de género,
Ministério das Finanças,
natalidade,
Vitor Gaspar
quinta-feira, agosto 16, 2012
Discurso de Passos Coelho no Pontal
Simpatizo com Pedro Passos Coelho e com a sua actuação como Primeiro-ministro. Como simpatizo e confio na acção deste Governo para pôr as contas nacionais em ordem e levar a bom termo as tarefas que a Troika nos impõe (diga-se até que de certa maneira foi um alívio ter aparecido esta obrigação porque algumas das medidas nunca Governo nenhum teria coragem de aplicar...).
Simpatizo também com o pendor liberalizante e uma profunda intenção reformista não apenas de leis e estruturas mas de mentalidade mesmo.
No entanto algumas coisas não percebo e outras intuo. Nas que não percebo é como em alguns sectores não se tomaram já algumas medidas que não sendo complicadas podiam dar já resultados a curto-prazo. Entre outras a revogação da lei do divórcio selvagem, a revisão da regulamentação da lei do aborto ou passos mais decididos no sentido de conferir aos pais a liberdade de escolha da escola e educação para os seus filhos. E por fim porque não está a funcionar a verificação diploma a diploma da eficácia pro-família das decisões tomadas (vide programa do Governo).
Nas que intuo a principal é que falta uma alma de centro-direita, propugnar pelos valores desta área política, não iria tão longe chamando-lhe "agenda moral", no sentido americano do termo, mas qualquer coisa semelhante, de horizontes mais largos, do que a simples gestão de pequenices políticas, dominio das contas públicas ou glosar temas da moda...
Mas como sempre em política, pouco importa a constatação, ou o lamento. O que importa é agir no sentido de demonstrar aos lideres do centro-direita que nesse povo, a parte mais fiel e constante do mesmo é isso que deles espera e por menos do que isso não se mobiliza nem sequer naquilo que justamente é convidado para. Daí a importância de iniciativas como a da Petição Defender o Futuro que atingindo como previsto as assinaturas necessárias em tempo breve, lançará de novo este tema na arena política, obrigando os agentes do sistema a definir-se.
Etiquetas:
centro-direita,
Governo Passos Coelho,
lei do aborto,
lei do divórcio,
passos coelho,
Petição Defender o Futuro,
Pontal,
PPD-PSD,
Tea Party,
Troika
terça-feira, agosto 14, 2012
Paul Ryan ou dos católicos no Partido Republicano
A escolha por Mitt Romney de Paul Ryan, um católico, como seu candidato à vice-presidência dos Estados Unidos, além de demonstrar a importância da componente católica da movimentação republicana, e de ser um factor importantissimo na mobilização da militância Tea party, vem também mostrar como é cada vez mais saudável a relação entre católicos e outras confissões religiosas cristãs, desde os Mórmons aos Evangélicos.
Um sinal de esperança para a América e também para todos os países onde fenómenos semelhantes estão a ocorrer. Entre todos lembro-me agora da bancada evangélica no parlamento brasileiro ou do que se passou em Portugal na última campanha do Não ou na batalha por um referendo ao casamento gay.
Etiquetas:
casamento gay,
cristãos evangélicos,
Estados Unidos,
Mitt Romney,
Mórmons,
Paul Ryan,
presidenciais USA,
referendo,
republicanos (USA),
Tea Party
segunda-feira, agosto 13, 2012
Direitos dos Animais: a silly season no seu "melhor"...!
Sob a epígrafe de direitos dos animais (um conceito juridico inexistente, direitos só os têm as pessoas, os humanos, que pena não encontrar nos meus arquivos um artigo genial que há uns anos sobre o assunto publicou o Paulo Teixeira Pinto...) Maria João Lopes, uma jornalista do Público, escreve um artigo inteiro sob o título "Crise também está a levar a pedidos de ajuda para animais de estimação". Quase que recomendaria que se leia para que cada um se dê conta de como estão os espíritos baralhados quando não francamente enlouquecidos quando se pensa que diariamente em Portugal se matam 55 crianças na barriga da mãe (duas e "pouco" por hora) à conta da lei do aborto livre...
Mas, já agora, e a propósito do mesmo tema de vez em quando tem-se uma alegria ao verificar que ainda não está tudo maluco...veja-se aqui a vitória judicial da pró-toiro e a tourada que terá lugar este Domingo (19 de Agosto) na Areosa. Viva o Minho!
Etiquetas:
Aborto,
animais,
animais de estimação,
direito dos animais,
jornal publico,
lei do aborto,
Maria João Lopes,
paulo teixeira pinto,
prótoiro,
Touradas,
viana do castelo
Coisas de Verão...um poema
Das coisas boas do Verão é a disponibilidade para ver e ler outras coisas que não as habituais e assim descobrir belezas desconhecidas. Como é o caso deste poema que Nicolau Santos reproduz na sua página no Expresso do último Sábado.
Chama-se El Último Trago e é de autoria de Jose Alfredo Gimenez e no You Tube encontrei a versão musical original (acima):
Tomate esta botella conmigo
y en el ultimo trago nos vamos
quiero ver a que sabe tu olvido
sin poner en mis ojos tus manos
esta noche no voy a rogarte
esta noche te vas de deveras
que dificil tener que dejarte
sin que sienta que ya no me quieras
Nada me han enseñado los años
siempre caigo en los mismo errores
otra vez a brindar con extraños
y a llorar por los mismos dolores
(Salusita mi amor......)
Tomate esta botella conmigo
y en el ultimo trago....
me besas
esperamos que no haya testigos
por si acaso...
te diera verguenza
si algun dia sin querer tropezamos
no te agaches ni me hables de frente
simplemente...
la mano nos damos
y despues que murmure la gente
Nada me han enseñado los años
siempre caigo en los mismos errores
otra vez a brindar con extraños
y a llorar por los mismos dolores
Tomate esta botella conmigo
Y EN EL ULTIMO TRAGO NOS VAMOOOSSSS!!!!!!
Chama-se El Último Trago e é de autoria de Jose Alfredo Gimenez e no You Tube encontrei a versão musical original (acima):
Tomate esta botella conmigo
y en el ultimo trago nos vamos
quiero ver a que sabe tu olvido
sin poner en mis ojos tus manos
esta noche no voy a rogarte
esta noche te vas de deveras
que dificil tener que dejarte
sin que sienta que ya no me quieras
Nada me han enseñado los años
siempre caigo en los mismo errores
otra vez a brindar con extraños
y a llorar por los mismos dolores
(Salusita mi amor......)
Tomate esta botella conmigo
y en el ultimo trago....
me besas
esperamos que no haya testigos
por si acaso...
te diera verguenza
si algun dia sin querer tropezamos
no te agaches ni me hables de frente
simplemente...
la mano nos damos
y despues que murmure la gente
Nada me han enseñado los años
siempre caigo en los mismos errores
otra vez a brindar con extraños
y a llorar por los mismos dolores
Tomate esta botella conmigo
Y EN EL ULTIMO TRAGO NOS VAMOOOSSSS!!!!!!
Etiquetas:
Beleza,
Chavela Vargas,
Expresso,
Jose Alfredo Gimenez,
musica mexicana,
Nicolau Santos,
poesia,
verão,
You Tube
quarta-feira, agosto 08, 2012
Católicos e Política: porquê votar
O tema é inesgotável e creio já o ter referido aqui algumas vezes. Não tenho outra ambição política, aliás, do que esta: contribuir para uma presença assim em Portugal. Vindo este post agora à baila porque uma amiga minha acaba de me enviar a tradução que lhe tinha pedido deste juízo da comunidade mexicana de Comunhão e Libertação publicado a propósito das eleições que tiveram lugar naquele país este mês de Julho. "Reza" assim:
Em
Julho o México será chamado a eleger o Presidente e o Parlamento.
Dentro de poucos dias, terão lugar as
eleições federais no nosso país. Os candidatos à Presidência da República, os
Senadores e os Deputados serão eleitos através de um processo democrático em
que o povo do México decidirá a quem dar o seu voto.
É o momento da pessoa, a possibilidade de
manifestar com clareza quem somos e o que desejamos. Na sua carta sobre as
próximas eleições, os Bispos mexicanos convidam-nos «a participar pessoalmente
na vida pública» e a não nos subtrairmos ao empenho que implica o «multifacetado
e diversificado agir no campo económico, social, legislativo, administrativo e
cultural, destinado a promover o bem comum de forma orgânica e institucional».
É uma provocação oportuna porque para a
maioria das pessoas prevalecem o desencorajamento e a desconfiança nas
propostas dos partidos políticos. De onde vem esta negligência? A nossa
consistência de seres humanos depende do poder que está em causa? Nenhum de nós
deseja ser manipulado ou submetido a um mecanismo central que pretende
determinar todos os aspectos e as expressões da vida dos homens. Qual é, então,
a alternativa? Quais são as raízes da nossa dignidade?
Cristo revelou-nos que o valor infinito de
cada homem encontra o seu fundamento na nossa relação directa com o Mistério,
com Deus. Por
isso, nada, nem um poder político, nem o poder de um grupo social ou da família
nos determina. Somos livres e, como tal, somos responsáveis pela nossa vida e
pela vida da sociedade.
O Papa Bento XVI recordou-no-lo
recentemente na sua homilia em Silao, «A história de Israel narra também
grandes proezas e batalhas, mas quando se trata da sua vida mais autêntica, do
seu destino mais decisivo, isto é, da salvação, mais do que em suas próprias
forças, Israel depõe a sua esperança em Deus, que pode criar um coração novo,
sensível e submisso. Hoje, isto pode recordar a cada um de nós e aos nossos
povos que, quando se trata da vida pessoal e comunitária na sua dimensão mais
profunda, não bastam as estratégias humanas para nos salvar».
O coração do homem é o selo irredutível de
que é feito o homem e, por isso, nenhum poder conseguirá eliminar definitivamente
o nosso desejo de infinito. Os novos movimentos juvenis, como o
"#Yosoy132" são testemunhos disso mesmo, ainda que na sua
generalidade.
Um coração puro é um “eu” desperto, o único
sujeito capaz de enfrentar de forma criativa até a circunstância das eleições.
Cada pessoa deve responder: entre todas as propostas políticas que são
apresentadas, qual leva em consideração este “eu”, este desejo que cada pessoa tem
de alcançar o transcendental, a realização plena? Qual delas coloca no
centro do seu conteúdo e da sua acção a pessoa e não a sua ideologia? Qual
delas, pelo contrário, em vez de cortar a consciência, procura que esta se
escancare e favorece as condições para que cada pessoa seja protagonista da
própria história?
Isto exigirá um trabalho intenso de reflexão
e verificação, que vá para além da superficialidade da propaganda mediática, do
isolamento e da indiferença em que podemos cair, dando por adquirido que já
tudo estará decidido a favor de um candidato. É preciso ter presente que a
iniciativa das pessoas e das realidades sociais que daí decorrem - famílias,
empresas, obras educativas - não se limita à circunstância das eleições mas
abraça toda a vida quotidiana: a nossa família, o nosso trabalho, os
negócios, a cultura. Somos nós os construtores desta sociedade através do nosso
empenhamento quotidiano.
O voto só faz sentido como parte deste
empenhamento maior. Por isso, é preciso votar, porque o nosso país se constrói
no presente.
Este é o momento da pessoa!
PORQUÊ VOTAR? É O MOMENTO DA PESSOA
«Não existe a possibilidade de construir
sobre o amanhã. Só existe a possibilidade de construir sobre o desejo
presente…»
Luigi Giussani
Sem isto, falar de mudança seria apenas mais
uma ilusão.
Etiquetas:
católicos,
católicos e política,
comunhão e libertação,
México,
política,
voto católico
segunda-feira, agosto 06, 2012
A segurança da população e os maus costumes lusitanos
(foto acima retirada do site do Publico e que lá se encontra com autoria de Miguel Madeira)
Sei bem dos perigos da mentalidade securitária e em relação com esta das tentações de big brother e mais remotamente a do fascismo sanitário.
Mas pensando nas complicações que deverá ter, infelizmente, o polícia que matou no passado Sábado (acidentalmente ainda por cima a confiar no Público de hoje) um "suspeito" de assalto em Campolide, e na recompensa que terá o policia americano que abateu a tiro ontem o atirador no templo sikh não se pode deixar de lamentar a diferença do tratamento destas situações e como uma das atitudes é claramente dissuassora do crime e dos criminosos e a outra não (hoje em dia em Portugal qualquer miudeco e/ou badameco se arma em grande bandido ou mafioso sem para isso ter nem sombra da estaleca que para o efeito é necessária...).
Neste quadro e apesar da estranheza com que se pode encarar a situação, não deixa também de ser educativa a atitude do Reino Unido face a um português que participou nos motins do ano passado em Londres. Passe o exagero, claro...
Etiquetas:
crime,
Estados Unidos,
extradição,
jornal Público,
Miguel Madeira,
motins,
Oak Creek,
policia,
Reino Unido,
segurança interna,
templo sikh,
tiroteio,
violência policial,
Wisconsin
domingo, agosto 05, 2012
Obama: a triste realidade
Impressiona-me sempre como a esquerda não se engana nos seus alvos e a comunicação social é um canal dócil de transmissão da sua mensagem...estas linhas vindo a propósito da barragem de fogo a que foi sujeito Mitt Romney aquando da sua recente digressão europeia e onde só quase faltou que lhe chamassem atrazado-mental...sendo esta campanha tão eficaz que levou tudo por arrasto como se pode ver neste post do Blog EUA 2012.
E no entanto sabe Deus como haveria motivo de notícia nos sucessivos falhanços de Obama e no desastre para a América que é a sua governação além de risiveis e mirificas tantas das suas promessas eleitorais...
Um exemplo mais é este pequeno artigo saído na Newsmax e que mostra como são ruinosos os seus (de Obama) planos de dinamização da economia americana e também como sai sempre muito caro ao contribuinte todas as iniciativas do Estado ainda que bem intencionadas nas suas motiviações. No caso a dinamização do sector das energias alternativas e a paralela megalomania da criação de empregos a partir de acções do Governo...impressionante!
Obama’s Green Energy Disaster: $578,333 per Job
Back in November 2008, presidential candidate Barack Obama vowed: “We’ll invest $15 billion a year over the next decade in renewable energy, creating five million new green jobs that pay well.”
Going on four years later, “Obama seems incapable of keeping this promise,” nationally syndicated columnist Deroy Murdock writes in an analysis published by National Review Online.
The Department of Energy’s website boasts that three “clean energy” initiatives loaned $34.7 billion and created “nearly 60,000” jobs.
It does not point out that each of these jobs therefore cost taxpayers $578,333.
Murdock cites figures showing that private employers pay workers on average $62,757 a year in wages and benefits. So Obama is “creating jobs” at 922 percent of the private sector’s cost of employing workers for a year, says Murdock, a media fellow with the Hoover Institute on War, Revolution, and Peace at Stanford University.
He also notes that the Obama administration has subsidized at least 10 “green” companies that went bust.
The most publicized of these failures was Solyndra, a solar-panel maker that received $535 million in loan guarantees before filing for bankruptcy in August 2011.
Murdock pointed to 10 failures, including:
- Panel maker Abound Solar
ate up $70 million of its $400 million Department of Energy (DOE) loan
guarantee and filed for Chapter 7 liquidation on July 2.
- Solar Trust planned on
building the world’s largest solar-power plant, and the DOE offered a $2.1
billion loan guarantee provided the firm raised private capital. Solar
Trust filed for Chapter 11 bankruptcy on April 2.
- Enerl, an electric car
battery company, got a $118.5 million DOE stimulus grant in August 2009
and filed for Chapter 11 bankruptcy on Jan. 26.
- Energy Conversion
Devices, a solar-laminate supplier, received a $13.3 million stimulus tax
credit to update its Michigan factory and hire some 600 people. It filed
for bankruptcy in February.
- Raser Technologies
received a $33 million stimulus grant to develop a geothermal plant in
Utah. Raser declared bankruptcy in April 2011.
The 10 failed projects alone cost $3.4 billion in taxpayer funds and commitments, according to Murdock, who concludes: “Rather than slam Mitt Romney’s tenure at Bain Capital — which deployed private capital behind Staples, Sports Authority, and other still-thriving corporations — President Obama should beg taxpayers’ forgiveness for pouring their hard-earned cash down at least 10 green rat holes.”
Etiquetas:
América,
Estados Unidos,
estatalismo,
EUA 2012,
liberdade económica,
Mitt Romney,
Newsmax,
Obama
sábado, agosto 04, 2012
Invictus: que filme e que Homem!
Imperdoávelmente nunca tinha visto o filme Invictus...mas é este o encanto das férias: inesperadamente o tempo livre oferece-nos estes mimos...
Que filme e que Homem (Nelson Mandela)! Que história! Como seria diferente o mundo (e África...) se o Perdão e a unidade do género humano fossem os valores predominantes...se Jesus fosse levado a sério...vendo-o percebe-se melhor como são desejáveis as palavras do Pai Nosso:
"Santificado seja o Vosso nome
Venha a nós o Vosso reino
Seja feita a Vossa vontade
Assim na terra como nos Céus"
Sim, sei bem, de todas as coisas más que aconteceram com a tomada do poder pelo ANC (o que seria dificil não acontecer num país que vem do apartheid...), da diferença, que cresceu no tempo, entre este partido e Mandela, e também, inevitávelmente, como este último não será, como quase nenhum de nós, um Santo, mas que se reconhece nele uma grandeza, sensibilidade, desígnio e humanidade, ímpares, isso é um facto inegável. E, tudo somado, é muito diferente a realidade da África do Sul, em relação aos seus vizinhos e à totalidade do continente...
Recomendo vivamente e hoje vou a uma livraria comprar uma biografia do homem ;-)
Etiquetas:
áfrica,
Àfrica do Sul,
ANC,
apartheid,
Deus,
Invictus,
Jesus,
Nelson Mandela,
Pai Nosso,
Perdão,
Rugby
sexta-feira, agosto 03, 2012
Fundações e Subsidiariedade
Tem aparecido muitas notícias nos media sobre o recém publicado Relatório de Avaliação das Fundações. A iniciativa foi do Governo e visava obter um retrato do universo das Fundações em Portugal (privadas e públicas) e o grau de envolvimento do Estado na respectiva actividade, em especial determinar o nível de financiamento das mesmas, suportado pelo erário público.
Nem sempre as notícias no entanto são claras já que nos títulos se mistura alhos (fundações públicas) com bugalhos (fundações privadas). Sendo que esta conclusão se retira da leitura permonorizada dos respectivos artigos em que se percebe que o despilfarro de dinheiros públicos ocorre com as fundações da mesma natureza e as privadas, como é bom de se ver e verificar, vivem com os seus próprios meios e nestas o Governo pouco ou nada terá que dizer ou mudar na sua actuação (maxime facilitando a sua actuação, em especial das com carácter social, equiparadas a IPSS, como já hoje acontece).
Isto é, e uma vez mais, se verifica como o respeito do princípio da subsidiariedade (não se ponha o Estado a fazer aquilo que a sociedade pode e deve fazer melhor e mais proximamente) é além de razoável, muitissimo razoável, já que não contribui para o sorvedouro de recursos financeiros do Governo...
Uma nota final: na prossecução das suas políticas, para as quais, em democracia, o Estado foi mandatado pela população, pode o Governo através da concessão ou não de apoios públicos, sancionar ou encorajar estas ou aquelas actividades. Mas mesmo assim com a consciência de que não há dinheiro público, mas apenas dinheiro dos contribuintes, como tão bem um dia no-lo recordou aquela Margaret Thatcher de saudosa memória...
Etiquetas:
Fundações,
Governo,
IPSS,
Margaret Thatcher,
Ministério das Finanças,
Relatório de Avaliação das Fundações,
subsisidiariedade
terça-feira, julho 31, 2012
Liberdade de Escolha e Qualidade do Ensino
Sob o título acima, o Público de hoje, traz um artigo interessantíssimo de Eugénio Viassa Monteiro que foi aliás meu professor na AESE quando aí fiz o Programa de Alta-Direcção de Empresas. O tema é a liberdade de educação e os dois grandes pontos são por um lado de que este sistema interessa sobretudo aos pobres e que não outra garantia melhor da qualidade de ensino.
Há uns poucos anos atrás eramos poucos os que falavamos em Liberdade de Educação. Batiam-se por esta (generalizando...) os Jesuítas, a Associação das Escolas do Ensino Particular e alguns protagonistas individuais como o Fernando Adão da Fonseca (presidente do Fórum para a Liberdade de Educação desde a sua fundação).
A 1ª vez que ouvi falar em tal coisa foi lendo os documentos do Grupo de Ofir (umas jornadas de reflexão organizadas pelo CDS então presidido por Francisco Lucas Pires), depois através de amigos com quem cultivava a leitura de Hayek e Popper, por fim no âmbito de Comunhão e Libertação (recordo em especial um encontro com Mário Mauro, do Parlamento Europeu). Só então comecei a entrar no assunto a sério e quanto mais progrido no mesmo mais me convenço que a solução de boa parte do nosso sistema de ensino passa por aí mesmo e sobretudo que esse é um direito inalienável das famílias, dos pais e dos filhos. Talvez por isso se ouviu uma vez esta frase a D. Giussani: "mandem-nos nus pelas ruas, mas não nos tirem a liberdade de educação!"...
Etiquetas:
AEEP,
AESE,
CDS-PP,
Eugénio Viassa Monteiro,
Fernando Adão da Fonseca,
forum para a liberdade de educação,
Francisco Lucas Pires,
Jesuítas,
liberdade de educação,
luigi giussani,
Mario Mauro
segunda-feira, julho 30, 2012
Passos Coelho e as eleições
As declarações de Passos Coelho sobre as eleições e o interesse nacional vieram provar que neste país quem nunca se envergonha é a estupidez. No caso a estupidez de alguns comentadores, políticos e outras aves raras que rasgaram as suas vestes com as declarações do nosso primeiro-ministro (como tão bem o explica quer Vasco Pulido Valente, acima no Público, quer Luis Marques Mendes, hoje no Correio da Manhã). O que vale, já agora, suspeito, sob minha responsabilidade, é que felizmente Pedro Passos Coelho se estará saudavelmente a lixar para essa mesma estupidez dos seus detractores...;-)
Também sobre o mesmo assunto o meu amigo José Limon Cavaco escreveu esta nota que me autorizou a colocar neste Blog:
DA DESONESTIDADE INTELECTUAL DO DR. ZORRINHO
Vasco
Graça Moura na sua crónica de ontem “O cardeal e o dr. Zorrinho” trata a
interpretação que o dr. Zorrinho fez das suas palavras como fruto de
iliteracia. Mas não era iliteracia, era bem pior, era desonestidade
intelectual.
A
desonestidade intelectual está para a opinião como a mentira está para o facto.
Passo a detalhar. A mentira corresponde a uma declaração voluntariamente
contrária à percepção que o declarante teve de certos factos, isso fazendo
porque tem um benefício nos efeitos práticos dessa falsa declaração.
A
desonestidade intelectual, por seu turno, corresponde à expressão de uma
opinião contrária àquilo que o opinante sabe ser correcto, isso fazendo porque
tem igualmente um benefício nas repercussões dessa opinião voluntariamente
errada.
Ora,
ontem o dr. Zorrinho incorreu novamente em desonestidade intelectual quando,
comentando as palavras de Passos Coelho, disse que “quem se está a lixar para
as eleições também se está a lixar para os eleitores”. O dr. Zorrinho sabe
perfeitamente que o que Passos Coelho estava a sugerir era que tomaria medidas
impopulares para o bem geral do portugueses, mesmo que isso significasse o seu
sacrifício nas próximas eleições. Até um lobotomizado, ao ouvir essas palavras,
e mesmo que duvidando da sua sinceridade, bateria desajeitadas palminhas de
gáudio pela sua compreensão…
No
entanto, apesar de saber que estava errado mas porque rudemente pretendia
suscitar uma qualquer revolta demagógica contra Passos Coelho, o dr. Zorrinho
conferiu às palavras deste o sentido absurdo de que o que este queria era a todo
o custo fazer mal aos eleitores, não lhe interessando o que estes pensavam
sobre isso. Esta interpretação afronta até os remanescentes neurónios do triste
lobotomizado.
A
mentira é o cancro da linguagem, mas a desonestidade intelectual é o cancro da
liberdade de expressão.
Etiquetas:
Carlos Zorrinho,
Correio da Manhã,
estupidez,
jornal Público,
José Limon Cavaco,
lixar,
Marques Mendes,
passos coelho,
Vasco Pulido Valente
ASAE: Deus tarda mas não falta...;-)
Nem tudo são más notícias...parece que a ASAE está a "rebentar pelas costuras"...talvez assim se concentre no que deve e não em destruir actividade económica e perseguir inutilmente quem não deve ser perseguido ou chatear quem está a produzir ou a fazer o bem e vê a sua vida dificultada com exigências de países nórdicos (como tantas instituições sociais)...
E ao mesmo tempo a ironia: a ASAE não consegue fazer precisamente aquele pouco que deveria fazer de facto...!
Do Jusjornal:
E ao mesmo tempo a ironia: a ASAE não consegue fazer precisamente aquele pouco que deveria fazer de facto...!
Do Jusjornal:
Fiscalização da ASAE mais reduzida
JusJornal, N.º 1515, 30 de Julho de 2012
JusNet 969/2012
- O controlo da segurança alimentar pela Autoridade de Segurança Alimentar e Económica foi reduzido, mas a Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária diz que a saúde dos portugueses não está em risco.
Mais, já se recolheu um terço das amostras de alimentos previstas em 2012
para fiscalização: 2500 num universo de 7500, segundo a Lusa.
O Inspetor Geral da ASAE disse hoje que a Direção Geral de Veterinária deixou de pedir amostras para controlar os alimentos, mas que as ações de fiscalização aos produtos vendidos diretamente ao público se mantêm.
A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) "tem vindo a desenvolver a sua atividade no corrente ano exatamente nos mesmos moldes que fez nos anos anteriores", afirmou à Lusa o inspetor geral António Nunes, lembrando que a ASAE é responsável por fiscalizar os produtos manipulados que são diretamente vendidos ao público.
Os inspetores daquela polícia analisam os alimentos "como hambúrgueres, chouriço, carne picada, leite ou ovos que estão nos pontos de venda", para verificar se as normas de higiene e segurança alimentar estão a ser cumpridas.
Já os alimentos na sua origem, como por exemplo a carne num matadouro, parecem não estar a ser controlados: "O que falta fazer é controlar alguns produtos que são colocados no mercado antes de serem comercializados", admitiu António Nunes.
Essa é uma responsabilidade da Direção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), que costumava pedir apoio à ASAE para recolher as amostras dos alimentos para análise.
No entanto, a DGVA deixou de pedir esse trabalho e a ASAE deixou de fazer recolhas "desde o final do primeiro trimestre do ano", disse o inspetor geral.
O Inspetor Geral da ASAE disse hoje que a Direção Geral de Veterinária deixou de pedir amostras para controlar os alimentos, mas que as ações de fiscalização aos produtos vendidos diretamente ao público se mantêm.
A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) "tem vindo a desenvolver a sua atividade no corrente ano exatamente nos mesmos moldes que fez nos anos anteriores", afirmou à Lusa o inspetor geral António Nunes, lembrando que a ASAE é responsável por fiscalizar os produtos manipulados que são diretamente vendidos ao público.
Os inspetores daquela polícia analisam os alimentos "como hambúrgueres, chouriço, carne picada, leite ou ovos que estão nos pontos de venda", para verificar se as normas de higiene e segurança alimentar estão a ser cumpridas.
Já os alimentos na sua origem, como por exemplo a carne num matadouro, parecem não estar a ser controlados: "O que falta fazer é controlar alguns produtos que são colocados no mercado antes de serem comercializados", admitiu António Nunes.
Essa é uma responsabilidade da Direção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), que costumava pedir apoio à ASAE para recolher as amostras dos alimentos para análise.
No entanto, a DGVA deixou de pedir esse trabalho e a ASAE deixou de fazer recolhas "desde o final do primeiro trimestre do ano", disse o inspetor geral.
Etiquetas:
actividade económica,
ASAE,
crescimento económico,
crise,
IPSS,
polícias
Crise e divórcios: desafio a uma mudança
O título deste post faz referência ao juizo que Comunhão e Libertação fez sobre a actual situação de crise e também à notícia do Público de hoje de que "Divórcios baixaram 3% em 2011, crise pode ser uma causa mas não é a única".
Procurando a notícia dei com este Blog onde a mesma notícia é retomada mas onde também, na linha de meus posts anteriores, encontrei mais um exemplo da criatividade que nasce da presente situação do país e de como levado a sério o princípio da subsidiariedade isso pode originar novas oportunidades em que não é uma fatalidade, no caso, o encerramento de escolas. Leiam aqui.
Quanto à questão dos divórcios já a minha amiga Isilda Pegado o tinha previsto (que os mesmos haveriam de diminuir na sequência da crise e que isso seria uma prova mais de como esta situação não traria forçosamente e sempre más notícias). Na verdade da minha experiência pessoal (de pessoas que conheço) e profissional (como Advogado) já tinha concluído como é financeiramente dispendioso a ruptura do vínculo conjugal e da leviandade como em muitos casos o mesmo era decidido e levado por diante. Sirva ao menos para isto a crise e seja de facto um desafio a uma mudança!
Entretanto do Jusjornal recebi sobre o assunto esta notícia:
Procurando a notícia dei com este Blog onde a mesma notícia é retomada mas onde também, na linha de meus posts anteriores, encontrei mais um exemplo da criatividade que nasce da presente situação do país e de como levado a sério o princípio da subsidiariedade isso pode originar novas oportunidades em que não é uma fatalidade, no caso, o encerramento de escolas. Leiam aqui.
Quanto à questão dos divórcios já a minha amiga Isilda Pegado o tinha previsto (que os mesmos haveriam de diminuir na sequência da crise e que isso seria uma prova mais de como esta situação não traria forçosamente e sempre más notícias). Na verdade da minha experiência pessoal (de pessoas que conheço) e profissional (como Advogado) já tinha concluído como é financeiramente dispendioso a ruptura do vínculo conjugal e da leviandade como em muitos casos o mesmo era decidido e levado por diante. Sirva ao menos para isto a crise e seja de facto um desafio a uma mudança!
Entretanto do Jusjornal recebi sobre o assunto esta notícia:
Número de divórcios baixa após 11 anos sempre a crescer
JusJornal, N.º 1515, 30 de Julho de 2012
JusNet 968/2012
- O número de divórcios em Portugal registou uma diminuição de mais de meio milhar de casos face a 2010, facto que quebra a tendência do constante aumento desde 2000, indica a Direção-Geral da Estatística de Justiça.
Os processos de divórcio e separação de pessoas registados nas
Conservatórias do Registo Civil em 2011 foram de 18.959, ou seja, menos 581
divórcios do que em 2010, ano em que registaram 19.540 divórcios, lê-se na
página da Internet da DGEJ.
Fatores conjunturais, relacionados com a crise económica, são a principal razão avançada pelo relatório de 2011 do Observatório das Famílias e das Políticas de Família para a diminuição do número de divórcios em Portugal.
Desde 1996, com 1.978 divórcios, que se vem registando em Portugal um aumento gradual do número de divórcios - exceto no de 1999 para 2000 -, tendo o maior aumento sido registado entre o ano 2001 (4.951 divórcios), e 2002 (14.108 divórcios).
O ano de 2010 foi, até ao momento, aquele com mais divórcios: 19.540 registados no país.
Apesar de haver cerca de meio milhar de divórcios a menos em 2011, face a 2010, a taxa de divórcio portuguesa continua a ser alta, situando-se acima da média europeia.
Segundo dados do Eurostat, Portugal tem praticamente três vezes mais divórcios do que Itália e quase quatro mais do que a Irlanda.
A taxa bruta de divórcio em Portugal, que desde o ano de 2002 tende a apresentar um valor superior a dois divórcios por mil habitantes, aumentou ligeiramente em 2010, alcançando o valor de 2,6 por cento de divórcios.
Na Irlanda, por exemplo, registou-se em 2010, 0,7 por cento de divórcios, e na Itália 0,9 por cento.
No ranking dos 27 países da União Europeia, Portugal é o quinto país com maior taxa bruta de divórcio em 2010, só ficando atrás da Bélgica, Lituânia, República Checa e Dinamarca.
Decretado com a implantação da República, o divórcio é admitido pela primeira vez em Portugal através de um decreto em que é dado ao marido e à mulher o mesmo tratamento, tanto em relação aos motivos de divórcio como aos direitos sobre os filhos.
Fatores conjunturais, relacionados com a crise económica, são a principal razão avançada pelo relatório de 2011 do Observatório das Famílias e das Políticas de Família para a diminuição do número de divórcios em Portugal.
Desde 1996, com 1.978 divórcios, que se vem registando em Portugal um aumento gradual do número de divórcios - exceto no de 1999 para 2000 -, tendo o maior aumento sido registado entre o ano 2001 (4.951 divórcios), e 2002 (14.108 divórcios).
O ano de 2010 foi, até ao momento, aquele com mais divórcios: 19.540 registados no país.
Apesar de haver cerca de meio milhar de divórcios a menos em 2011, face a 2010, a taxa de divórcio portuguesa continua a ser alta, situando-se acima da média europeia.
Segundo dados do Eurostat, Portugal tem praticamente três vezes mais divórcios do que Itália e quase quatro mais do que a Irlanda.
A taxa bruta de divórcio em Portugal, que desde o ano de 2002 tende a apresentar um valor superior a dois divórcios por mil habitantes, aumentou ligeiramente em 2010, alcançando o valor de 2,6 por cento de divórcios.
Na Irlanda, por exemplo, registou-se em 2010, 0,7 por cento de divórcios, e na Itália 0,9 por cento.
No ranking dos 27 países da União Europeia, Portugal é o quinto país com maior taxa bruta de divórcio em 2010, só ficando atrás da Bélgica, Lituânia, República Checa e Dinamarca.
Decretado com a implantação da República, o divórcio é admitido pela primeira vez em Portugal através de um decreto em que é dado ao marido e à mulher o mesmo tratamento, tanto em relação aos motivos de divórcio como aos direitos sobre os filhos.
Etiquetas:
A crise desafio a uma Mudança,
advogado,
Austeridade,
comunhão e libertação,
crise,
divórcio,
encerramento escolas,
Isilda Pegado,
jornal Público,
Jusjornal,
ruptura casamento,
subsidiariedade
domingo, julho 29, 2012
Papa Bento XVI: há quase um ano em Madrid
Vivi uns dias extraordinários acompanhando com outros amigos adultos, os liceais de Comunhão e Libertação. Foram as Jornadas Mundiais da Juventude (uma intuição genial do Papa João Paulo II) na capital espanhola. Tudo o que se diga da festa e do encontro com Jesus que aqueles dias foram, é pouco...como me dizia uma sobrinha minha, universitária, "estamos a ver a Igreja como Deus a vê todos os dias"...! Um espectáculo de comunhão, grandeza, verdade, caridade, bondade, juventude e beleza, como não acontece todos os dias encontrar.
Impressionante até por este facto: hoje em dia as maiores concentrações mundiais de juventude (todas as edições com mais gente que as anteriores) são em torno de um velhinho adorável de mais de 80 anos...porque ele é Pedro, e por isso o representante de Cristo na terra!
Revi agora o trailer que aqui deixo:
Impressionante até por este facto: hoje em dia as maiores concentrações mundiais de juventude (todas as edições com mais gente que as anteriores) são em torno de um velhinho adorável de mais de 80 anos...porque ele é Pedro, e por isso o representante de Cristo na terra!
Revi agora o trailer que aqui deixo:
Etiquetas:
Beato João Paulo II,
comunhão e libertação,
Cristo,
Jesus,
Jornadas Mundiais da Juventude,
Madrid,
Papa,
Papa Bento XVI,
Papa João Paulo II
Ainda os Avós (e regresso à AR...)
No seguimento do post aqui publicado há uns dias, vem a propósito este comunicado da APFN, emitido no Dia dos Avós, 26 de Julho, cuja instituição ocorreu durante a minha presença no parlamento, mas que não subscrevi, dado o meu status de "sob vigilância" em que à altura me encontrava...;-)
Aliás estive agora a ver a minha "página" no site do parlamento e foi bom rever e lembrar algumas (poucas...) intervenções, declarações de voto e outras actividades parlamentares, das que fica registo para a frente, mas que não compreendem nem de longe todas as horas e tarefas e empenhos que a minha vida de deputado implicou (reuniões e audiências da Comissão, trabalhos preparatórios desta, envolvimento durante meses na revisão do Código do Trabalho, deslocações ao Distrito por que fui eleito [Braga], reuniões internas, presenças em actos e eventos em representação do parlamento e/ou do grupo parlamentar, e um largo etc...).
Regressando à APFN e ao tema, o comunicado é este:
DIA DOS AVÓS
AVÓS PARA SEMPRE
Aliás estive agora a ver a minha "página" no site do parlamento e foi bom rever e lembrar algumas (poucas...) intervenções, declarações de voto e outras actividades parlamentares, das que fica registo para a frente, mas que não compreendem nem de longe todas as horas e tarefas e empenhos que a minha vida de deputado implicou (reuniões e audiências da Comissão, trabalhos preparatórios desta, envolvimento durante meses na revisão do Código do Trabalho, deslocações ao Distrito por que fui eleito [Braga], reuniões internas, presenças em actos e eventos em representação do parlamento e/ou do grupo parlamentar, e um largo etc...).
Regressando à APFN e ao tema, o comunicado é este:
26.Julho.2012
Mensagem
Há avós que são um farol,
um abrigo, uma referência. Acompanham-nos pela vida fora. Pelos laços que atam,
pelas palavras, gestos e valores que evocam, estão sempre presentes ainda que
estejam distantes ou ausentes. São avós que enchem o coração aos netos, que os
seguram à família e lhes mostram que, aconteça o que acontecer, estão lá.
Porque esses avós nunca partem, nunca deixam de existir, tornam-se imortais na
vida dos netos. São porto de abrigo e um íman agregador da família. E os netos,
não serão eles, uma ponte para a Eternidade?
O
nascimento de um neto pode ter o condão de despertar um sentimento de
arrebatamento, êxtase e paixão, como há muito os avós não sentiam. É como se
vivessem de novo a paixão adolescente, com as emoções à flor da pele, com o desejo
ardente de estar sempre ao lado, a acompanhar cada instante, a participar em
todos os rituais que envolvem o benjamim da família. Não querem perder o
primeiro banho, a primeira papa, os primeiros passos, a primeira ida à praia, o
primeiro sucesso no bacio… Antes os avós eram assim? Reagiam com tanto
entusiasmo? Demonstravam as emoções e os afetos com tanta facilidade? Alguns
certamente que sim mas as demonstrações de afeto não eram tão efusivas,
particularmente por parte dos homens, que eram ensinados a conter os
sentimentos e a relegar as crianças para a esfera feminina.
Hoje já
não estranhamos quando vemos uma avó a brincar com uma neta no parque infantil
ou um avô a jogar à bola com os netos. A dimensão afetiva e lúdica são
características das novas relações entre avós e netos. Em vez de austeros e
distantes, temos avós companheiros e cúmplices, que alinham em brincadeiras e
se esforçam por agradar aos netos.
Quando se é avó ou avô
tem-se a oportunidade de recuar aos tempos de infância e à altura em que
nasceram os filhos, diz-se. Por vezes, procura-se dar aos netos o que não se
conseguiu dar aos filhos – seja tempo, dedicação ou carinho, seja todo o tipo
de presentes (desde brinquedos às mensalidades do colégio ou, mais tarde, as
propinas da universidade). Muitos avós dão um apoio crucial os filhos e
envolvem-se ativamente na vida dos netos, ajudando nas tarefas diárias e na
partilha das despesas.
Mas nunca, como agora, houve tantos avós para
tão poucos netos - devido ao aumento da longevidade e à diminuição do número de
nascimentos.
As
palavras de alguns entrevistados:
“A minha experiência como
avó é maravilhosa. Ainda não sei descrever, porque é um deslumbramento tão
grande que ainda não consegui encontrar as palavras.” Lídia Jorge
“Se há
um antes e um depois de ser mãe, também há um antes e depois de ser avó! Já não
me imagino a viver sem as minhas netas!” Isabel Stilwell
“A coisa mais maravilhosa da minha vida foi
ter sido avó. Nós apaixonamo-nos pelos netos.” Isabel Alçada
“Ser
avô foi um espanto! Foi um sentimento maravilhoso! Foi muito, muito bom!” Júlio
Machado Vaz
“Os
netos estão muito presentes na minha vida. Desde que nasceram os primeiros,
ficam em nossa casa até aos três anos.”Daniel Sampaio
“Recordo
tudo da minha avó e dos meus padrinhos. Um dia, uma semana, um mês não seria
tempo suficiente para descrever tudo.” José Luís Peixoto
“A
minha avó é o meu passado, o meu presente e o meu futuro. Não equaciono a vida
sem ela.” Bárbara Guimarães
“Para
nós, os avós são figuras imortais; são velhos, já nasceram velhos e perduram
velhos.” Nuno Markl
Texto
adaptado do livro "Avós Precisam-se - a importância dos laços entre avós e
netos", de Gabriela Oliveira (Arteplural Edições, 2012). Fornecido
pela autora à APFN.
Lisboa, 25
de Julho de 2012
APFN - Associação Portuguesa de Famílias Numerosas
Etiquetas:
APFN,
assembleia da república,
Braga,
Código do Trabalho,
deputados,
Dia dos Avós,
Parlamento
Subscrever:
Mensagens (Atom)










