Foi o diário da acção política de um deputado do PSD, eleito por Braga, e agora é-o de um cidadão que desejando contribuir activamente para a organização do bem comum, procura invadir esse âmbito (da política) com aquele gosto de vida nova que caracteriza a experiência cristã.
O título "POR CAUSA DELE" faz referência ao manifesto com o mesmo título, de Comunhão e Libertação, publicado em Janeiro de 2003 (e incluído no Blog).
É o que se pode concluir do artigo "Reduzidas ao Corpo" da insuspeita Carla Quevedo na sua página "cinco sentidos" na revista do Sol de hoje.
É por aqui que cai a Ideologia do Género: pela base, pela vida, pela realidade...
É este o texto:
Reduzidas ao corpo
Chegam notícias desconcertantes da Suécia por uma notícia no Telegraph. A Toys'R'Us mostra no seu catálogo rapazes a brincar com bonecas e raparigas com armas de brincar. As leis no país levam a discriminação de género ao limite de eliminar diferenças entre o que é socialmente definido como feminino e masculino. A obsessão chega ao ponto de erradicação de pronomes. Mas as tentativas de equiparar os sexos são só superficiais. As mulheres ganham menos que os homens e a percentagem de violação e violência doméstica são das mais elevadas da Europa. A explicação apresentada no livro Living Dolls: The return of Sexism, de Natasha Walter, em que defende que a libertação feminina feita à custa da objectificação sexual tem custos sérios para as mulheres, porque faz delas apenas crua e fisicamente diferentes dos homens. As construções e os preconceitos têm assim uma utilidade inesperada. Chegam a ser sexy.
(esta fotografia é também de alguma forma uma minha homenagem a Pôncio Monteiro, grande portista e portuense, falecido em Dezembro de 2010, fará dia 6, dois anos)
Com reserva do que pense sobre o assunto Pedro Santana Lopes que por muitas, boas e fundadas razões, deve ter a sua opinião levada em conta e até prioridade no que decida sobre o assunto (embora me digam esta candidatura não está nos seus horizontes...?), parece-me assim às primeiras (porque há muitos aspectos para mim importantes em que não lhe conheço nem o juizo que faz nem a forma como está) uma boa ideia a candidatura de Fernando Seabra em Lisboa (também aqui se for verdade o que dizem os jornais de hoje porque o Expresso de Sábado passado dizia o contrário...) pelas seguintes razões (e no pressuposto que as notícias não são uma pressão sobre ele...?):
1. Tem obra feita em Sintra e já conhece o métier
2. Fala grosso (pelo menos pelo que eu tenho visto na Assembleia Distrital de Lisboa a que preside) e isso é importante porque enfrentar António Costa não é fácil
3. Não tem nada a ver com o passado nem da Câmara de Lisboa nem do PSD do concelho. Uma das coisas que marca muito o debate municipal em Lisboa é histórias antigas que se prolongam no tempo, o mesmo pessoal político rodando entre Assembleia e Câmara, Secções e Distrital, mandatos que as circunstâncias obrigaram (voluntaria e involuntariamente) fossem interrompidos, etc. Tenho-o constatado na minha função de membro da Assembleia Municipal para onde fui eleito em 2009 nas listas do PSD por indicação de Santana Lopes
4. Não tem ar de candidato que faz o frete ou o sacrificio mas sim de quem só vai às batalhas com vontade de vencer
A propósito desta questão (candidatura do PSD em Lisboa) vale a pena ler este artigo que agora encontrei (embora de Julho passado) e que retrata alguns dos raciocinios e cálculos em jogo.
Os resultados das eleições de ontem na Catalunha (que provavelmente abriram o caminho a um referendo soberanista), a ameaça da saída do Reino Unido da União Europeia (que poderá resultar de um referendo, uma reivindicação política sempre presente na vida inglesa), as tensões internas da União e a crise financeira que tem posto a nu os enganos e utopias da classe política europeísta que nos governa, e agora até as declarações do nosso Presidente da República, finalmente reconhecendo que a destruição da agricultura e das pescas (consequências da nossa adesão) foi um erro, mostram duas coisas: que na história dos homens e dos povos não há adquiridos e que a realidade tem muita força...
Se daqui resultará uma implosão da União, não sei e ninguém, mesmo que o deseje, poderá garanti-lo. Mas lá que o discurso europeu há muito deixou de pegar, isso é uma evidência.
Já aqui defendi a polícia a propósito dos incidentes no dia da última greve geral. Parece-me no entanto um disparate completo o que vem agora noticiado: que agentes de investigação da PSP foram à RTP (as outras televisões recusaram-se e muito bem) ver imagens não editadas tiradas pelos repórteres daquele canal na noite dos confrontos.
Que a polícia utilize o que foi difundido nos noticiários (e que a todos nos foi acessível), o que consta de câmaras de vigilância e até das imagens que tenha conseguido recolher (porque em ambos os casos quem estava nas manifestações já sabe que com isso conta), nada a obstar. Mas que tão desajeitadamente vá à RTP pondo também em causa a isenção e até segurança dos seus profissionais que estão a recolher imagens nas ruas e nesse tipo de desordens, é que já me parece completamente desadequado...
(Nota: outra coisa seria que por meios que melhor é mesmo não sabermos, a PSP com o auxílio de outros serviços do Estado, tivesse procurado obter essas mesmas imagens, sujeitando-se no caso de serem descobertas as respectivas diligências, às correspondentes sanções disciplinares...;-)
(no mesmo sentido se percebendo que os movimentos revolucionários tivessem tentado fazer desaparecer essas imagens e também aqui sujeitando-se no caso de serem descobertos às correspondentes sanções penais...)
Se este folheto oficial angolano de prevenção da SIDA fosse editado pelo Ministério da Saúde português dava um escândalo e uma chinfrineira sem descrição...por isso é mais fácil dar 3 milhões de preservativos às ONG's...
Descobri hoje no Público (notícia que reproduzo abaixo) que 20 ONG's em Portugal distribuem 3 milhões de preservativos todos os anos que lhes são gratuitamente disponibilizados pelo Estado. Dá 150 mil preservativos por ONG ou uma distribuição de 8.219 por dia, 342 por hora, 6 por segundo...é obra! Viva o Estado Social...!
(nota não dispicienda: de acordo com a insuspeita Food and Drugs Administration, um organismo oficial dos Estados Unidos da América, "Correct and consistent use of condoms can reduce the risk of sexual
transmission of HIV (the virus that causes AIDS). We also believe that condoms,
when used consistently and correctly, can reduce the risk of other STDs that are
transmitted by genital secretions (such as semen or vaginal fluids), and these
include gonorrhea, chlamydia, and trichomoniasis.". Tradução do can reduce: pode reduzir...nem vale a pena traduzir o resto: se correctamente utilizados, etc....)
Alerta é das associações de luta contra o VIH/sida. Coordenador nacional reconhece atraso mas garante que problema está em vias de ser resolvido.
O stock de preservativos distribuídos gratuitamente à população está em ruptura iminente PÚBLICO
O Fórum Nacional da Sociedade Civil para o VIH/sida, que representa mais de 20 organizações não governamentais de luta contra aquela doença, questionou esta quinta-feira a Direcção-Geral da Saúde sobre a ruptura iminente dos stocks de preservativos que são distribuídos gratuitamente à população.
De acordo com aquele fórum, que integra associações como o colectivo Panteras Rosa e o Grupo Português de Activistas Sobre Tratamentos de VIH/sida, no armazém da Coordenação Nacional para a Infecção VIH existem apenas mil preservativos em stock. É quase nada, considerando que aquele organismo distribuía uma média de três milhões de preservativos gratuitos por ano e, segundo o Fórum, várias associações receberam respostas negativas ao pedido de novos preservativos para distribuição.
Ao PÚBLICO, o coordenador nacional para o VIH, António Diniz, confirmou que “houve uma redução acentuada dos stocks”, mas que o concurso público para a aquisição de mais preservativos “está em fase muito adiantada”.
“Houve efectivamente um atraso, por razões administrativas, do concurso de aquisição de preservativos, mas contamos poder voltar a disponibilizar preservativos para a comunidade dentro de muito pouco tempo”, declarou.
Troca de seringas preocupa
O programa de troca gratuita de seringas nas farmácias é outra das preocupações das organizações, porque o contrato entre o Ministério da Saúde e a Associação Nacional de Farmácias (ANF), termina no próximo dia 27, tendo sido já denunciado pela ANF por causa das dívidas do Estado às farmácias, “sem que esteja estabelecido qualquer mecanismo alternativo que assegure a continuação deste instrumento de prevenção do VIH/sida”.
Confrontado com esta situação, António Diniz assevera que o programa de troca de seringas “vai-se manter” e que “terá de ser estabelecido um novo contrato com a ANF ou com outra estrutura qualquer”.
O coordenador nacional do VIH/sida admite que, dada a proximidade do fim do contrato actual, poderá haver um hiato temporal no tocante à troca de seringas, mas promete que irá fazer “todos os possíveis para que esse hiato não seja prolongado”.
António Diniz aproveita também para esvaziar outra das preocupações dos activistas — o “desmantelamento progressivo” dos Centros de Rastreio Anónimo do VIH — e garantir que, pelo contrário, a ideia é alargar o diagnóstico precoce a outras estruturas.
As verbas para a Coordenação Nacional para a Infecção VIH deverão, de acordo com o mesmo responsável, manter-se próximo dos valores dos anos anteriores, atendendo ao despacho governamental de 31 de Outubro passado que prevê “a atribuição ao programa de sete ou oito por cento das verbas dos jogos sociais”.
António Diniz reconhece que, “do ponto de vista social e económico, estão reunidas as condições para que possa haver algum recrudescimento dos factores que levam ao aumento da frequência das infecções”. E lembra que, por isso mesmo, “não faz qualquer sentido falar do fim da distribuição gratuita de preservativos, da troca de seringas ou do desaparecimento dos centros de diagnóstico precoce”.
Não conheço os contornos do caso a que se refere hoje o Público e que encontrei também aqui. E para ser sincero não me recordo também do tratamento mediático que levou este caso de Paulo Caldas que foi Presidente da Câmara do Cartaxo e que pertenceu ao Partido Socialista. Procurei em vão encontrar de quando datava o inicio do seu processo e por isso não sei se demorou muito ou pouco tempo a ser julgado (e agora absolvido pelo que li nas notícias sem que tenham ficado quaisquer dúvidas sobre a respectiva inocência)
Mas a referência a este caso dá-me o pretexto para contar como fiquei hoje impressionado quando encontrei num café das Avenidas Novas uma pessoa, dos meus conhecimentos, que esteve intensamente envolvida em política e com postos de responsabilidade, que além de outras razões ponderosas (vida familiar e profissional) me contou que não retorna à política e ao respectivo partido enquanto não se resolver um caso judicial que também lhe diz respeito e se prolonga há anos sem chegar a Tribunal...! Incrível!
Não sei se ele terminará dado como culpado ou inocente ou se entretanto o processo não morrerá por razões formais (prescrição ou outras) mas da pena que foi a exposição mediática ou esta "moratória" sobre o seu empenho político, essa não se livrará nunca...pode-se encolher os ombros e pensar "bem feita que eles são todos uns malandros" ou "até não é mau ele esteja de fora porque não é dos nossos", mas a verdade é, e para percebê-lo basta fazer o exercício de uma pessoa se pôr no seu lugar, é que é uma injustiça e a maior de todas: a que resulta da Justiça (do fazer-se Justiça) lhe estar a ser negada...
Por essas e por outras é que olho com esperança e optimismo para a reforma da Justiça em curso desejando de todo o coração (pessoal e no caso, como Advogado, profissional) que a mesma chegue a bom termo e alcançados os seus objectivos. Porque continuarmos assim é que não é possível e não apenas por questões que se prendem com o respeito da dignidade humana. Porque não há economia que se consiga desenvolver se o sistema da Justiça não funcionar.
Vem isto a propósito do artigo de hoje intitulado "Alunos do básico custam menos ao Estado no público do que no privado". Sob o choque da leitura do título, que contradiz completamente a intuição, conhecimentos e experiência, de uma pessoa minimamente interessada e que acompanhe o assunto, atirei-me á leitura completa do artigo. E mais adiante lá está: o estudo do Ministério da Educação, no que respeita às escolas estatais, não inclui o custo dos edíficios, equipamentos e respectivas manutenções...estamos conversados...
São os resultados definitivos dos Censos
2011, divulgados esta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística. A
população residente em Portugal em março de 2011 era de 10.562.178 pessoas, mais
2% em relação a 2001. O crescimento deveu-se sobretudo aos imigrantes, dado que
em 2011 havia mais 206.061 pessoas, 188.652 das quais imigrantes. As 17.409
pessoas restantes são resultado do saldo natural entre nascimentos e mortes.
Há cada vez
mais mulheres (52% contra 51,7% dez anos antes) e menos pessoas a viver no
interior. O Algarve foi a região do país em que a população mais cresceu
(14,1%), seguindo-se da região autónoma da Madeira (9%), Lisboa (6%) e da região
autónoma dos Açores (2%).
50% da população está concentrada em apenas 33
dos 308 municípios, maioritariamente na região da grande Lisboa, grande Porto e
Algarve. Lisboa é o mais populosa, com quase 550 mil habitantes, mas perdeu
população em relação a 2001 (3%, cerca de 17 mil pessoas). Seguem-se Sintra
(377.835 residentes), Vila Nova de Gaia (302.295), Porto (237.591) e Cascais
(206.479).
Instituto Nacional de Estatística divulga dados
referentes a 2011. Um retrato do país O Porto perdeu quase 10% de
residentes e Cascais foi dos que registou um dos maiores crescimentos absolutos,
com um aumento de 35.796 habitantes numa década.
O município
que ganhou mais população foi Santa Cruz, na Madeira, com 44,7%, seguindo-se de
Mafra, com 41,1%. No lado oposto, dos que perderam mais população, estão
Alcoutim (-22,6%) e Mourão (-17,6%).
Mais
velhos
Os portugueses também estão cada vez mais
velhos. 20% da população residente em Portugal é idosa. São mais de dois milhões
de pessoas com 65 anos ou mais a viver no país, e, muitas delas, sozinhas. Por
outro lado, há um decréscimo para os 15% da população jovem, sendo que, numa
década, se perdeu população em todos os grupos etários até aos 29 anos.
Entre 2001 e
2011 a percentagem de idosos com 65 ou mais anos subiu de 16% para 19%, mas para
o grupo populacional dos idosos com 70 ou mais anos o crescimento foi ainda mais
acentuado, com um aumento de cerca de 26%.
Segundo os
dados do INE, 21% de pessoas vivem sozinhas, na maioria delas idosas, e
geralmente no interior do país. Alentejo,
Centro e Algarve são as regiões mais envelhecidas do país, e as regiões
autónomas da Madeira e Açores são as únicas que apresentam uma idade média da
população inferior a 40 anos de idade, sendo também as únicas que apresentam
mais jovens do que idosos.
Brasileiros
são a maior população imigrante
À data da realiação dos Censos 2011, residiam em
Portugal cerca de 395 mil pessoas de nacionalidade estrangeira, o que
representava cerca de 3,7% da população. Na última década a população
estrangeira cresceu 70%. A maior comunidade estrangeira era a brasileira, com
110 mil pessoas, seguindo-se da cabo-verdiana, da ucraniana e da angolana.
Registo parao grande aumento de romenos e chineses.
A Região de
Lisboa concentra mais de metade dos estrangeiros residentes em Portugal (51,6%),
seguindo-se as regiões Centro (13,9%)e Algarve (13,2%). Aliás, nesta última
região os estrangeiros representam 12% da população total.
Mais professores e administrativos
Na última
década, o pais registou progressos a nível de ensino, sendo que a população com
23 ou mais anos com ensino superior passou de 9% para 15%, tendo o número de
diplomados quase duplicado. A taxa de analfabetismo recuou de 9% para 5,2%.
Mais de
50% dos diplomados concentravam-se em quatro grandes áreas de estudo: comércio e
administração, formação de professores, saúde e ciências sociais. As áreas de
letras, ciências religiosas, direito e agricultura perderam relevância.
Diz hoje no i que "Gaspar convoca sociedade civil para discutir funções do Estado". É a sina desta discussão...tudo na ordem contrária. Primeiro a reforma do Estado aparece porque não há dinheiro (isto é, em vez de se ver primeiro o que o Estado deve fazer, depois o que custa e em terceiro lugar se há com o que). Depois a sociedade civil aparece na discussão porque o Estado a convoca (em vez de ser aquela que recorda o que é capaz de fazer mais e melhor do que o Estado e por isso exigir deste a respectiva reforma). Mas enfim...tenhamos paciência! E quem não tem cão, caça com Gato...
Não há pior na política (foi sempre das coisas para as quais não tive paciência nenhuma) do que embirrar com metodologias e questões de linguagem. Por isso não me deteria neste tudo ao contrário e a tarefa está em aproveitar esta discussão para o que interessa: reformar o Estado. Reduzi-lo, agilizá-lo, pôr o monstro na ordem. E se for por aqui que nos chegará o respeito do princípio da subsidiariedade e a liberdade de educação, porque há um Ministro das Finanças aflito, pois seja...!
Sobre subsidiariedade vale a pena visitar este site para se perceber o que concretamente quer dizer, como se actua e o que se ganha com o respeito desta ideia (não por acaso um dos princípios fundamentais da Doutrina Social da Igreja).
Nota final: mas lá que esta discussão padece de ter sido mal colocada, isso padece...veja-se a confusão entre este tema e o do Estado Social, quando, completamente ao contrário da histeria que se instalou, só por via da reforma do Estado é que aquele se safará (o que se chama Estado Garantia, mas isso é já muita areia para a camionete da discussão...).
Na verdade vai-se aqui e vêem-se as imagens. Começam por mostrar os manifestantes e depois vê-se aparecer aquele grupo de miudas patuscas que se costumam manifestar em trajes menores (Femen de seu nome), desta vez com véus de freira, de cinto de ligas (o frio que devem ter apanhado!) e, note-se, de extintores na mão, cujos apontam á multidão e começam a accionar contra esta...
Devo ser eu que não estou a ver bem, mas quem agrediu, quem...? Ganhem juízo meus senhores!
Nota: e mesmo que não tivessem accionado os extintores contra os manifestantes...que diria uma manif LGBT se tivessem sido católicos a postar-se no caminho da mesma, de Terço na mão, por exemplo (já nem digo a accionar extintores)...? Não era considerado provocação? Não suscitaria a reacção indignada dos manifestantes?
O que aliás, vê-se pelas imagens nem foi o caso do respectivo serviço de ordem que se limitou a afastá-las e não fora o esperneanço com mais calma ainda tinha sido feito o que é necessário: deixar passar a manifestação em paz e tranquilidade.
Mas é sempre assim a parcialidade do jornalismo "engagé" e curiosamente propriedade dos grupos capitalistas que dizem abominar...
Para mais informação veja-se aqui o site da Civitas.
A notícia abaixo é a todos os títulos educativa: da generosidade que existe na sociedade portuguesa e que é a única explicação para que "isto" ainda não tenha arrebentado, da solidariedade espontânea de uma comunidade que assim revela as suas raízes culturais e religiosas, e, por fim, de como não é preciso esperar pelo Estado, pelo Governo, por "eles", para fazermos face ás dificuldades e ás nossas necessidades, individuais e colectivas. Belíssimo!
Algarve: Cerca de um milhar de voluntários ajudaram a limpar Silves durante a manhã
Cerca de mil voluntários puseram hoje mãos à obra para limpar Silves, deixando a cidade praticamente limpa, depois de na sexta-feira ter sido atingida por ventos fortes que deixaram um rasto de destruição, disse o presidente da câmara.
Rogério Pinto agradeceu a todas as pessoas que responderam aos apelos feitos pela autarquia e que foram ajudar os serviços municipais a limpar a cidade vindas de todas as freguesias do concelho, mas também de áreas fora do município.
«Isto é um sinal de que, quando chega a altura de arregaçar as mangas e de criarmos este espírito de solidariedade, as coisas acontecem. O tornado passou em pouco tempo e destruiu, mas neste momento temos um tornado de bondade», afirmou o autarca, em declarações à Lusa.
Diário Digital / Lusa
No Blog Povo o meu amigo Pedro Aguiar Pinto publicou o mapa acima (evolução da subscrição das petições por e contra Isabel Jonet) e este post aqui. Tal como ele sei que estas manifestações "online" valem o que valem, mas a tendo sido essas que suscitaram o "escândalo" não me parece se deva ignorar que nas quatro votações "online" que existem os que atacaram Isabel Jonet levaram uma trepa...!
No entanto o balanço que mais interessa não é o da quantidade de subscrições, mas da formidavel explosão de solidariedade, clareza de juizo e argumentário, defesa pessoal e institucional de Isabel Jonet e do Banco Alimentar, que este ataque fez nascer. E o que se progrediu na compreensão do que é a Caridade. Basta ver por aqui.
Um artigo no Expresso de hoje intitulado "O futuro da nossa democracia está nas mãos dos cidadãos" chamou-me a atenção para um movimento cívico novo, com o nome constante do título acima, e que me parece assenta numa ideia que eu aqui tenho repetidas vezes retomado: ou nos ocupamos da política ou ela ocupa-se de nós e ou nos ocupamos dos partidos ou estes ocupam-se de nós...
Não posso estar mais de acordo e muitas vezes nas movimentações civicas em que estive (referendos do aborto de 1998 e 2007, petições pedindo referendo à despenalização do consumo de drogas, à lei da procriação artificial e à lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo, petições Mais Vida Mais Família e outra pela inclusão de uma referência ao Cristianismo no preâmbulo da Constituição Europeia, e tantas outras) e estou envolvido (algumas indicadas aqui ao lado na caixa "Causas Por Causa Dele") tenho feito esse apelo: cada um escolha o partido da sua preferência e aí faça-se ouvir. Fazendo-o descobrirá que há outros como ele e juntos será possível fazer muita coisa. É preciso, é verdade, paciência, inteligência, sacríficio e estudo sério. Mas a par disso encontrará também humanidades diversas mas interessantes, alegria, gosto de realizar coisas, fazer nascer realidades novas, e sobretudo a possibilidade de verificar as suas ideias em acção e afirmá-las no espaço público.
Quando comecei em 1997 nestas iniciativas de sociedade civil não só essas movimentações eram poucas, como não era percebido como hoje da necessidade de interacção com o sistema político, também na sua dimensão partidária (a mim pessoalmente o que mais me educou nesse sentido foi a amizade com a Maria José Nogueira Pinto). A própria noção da respectiva dimensão e força (da sociedade civil e dos movimentos de cidadania) era praticamente inexistente. O quanto as coisas mudaram entretanto! Disso é também reflexo de saudar a iniciativa Cidadania 2.0 que se encontra aqui.
Sobre o assunto em referência o meu amigo Pedro Aguiar Pinto, editor do Blog Povo (referenciado na minha lista de recomendados aqui neste Blog) escreveu este texto que me parece expor um juizo claro e que vai muito mais longe que o meu post anterior mais focado apenas num aspecto parcial dos acontecimentos:
"Os incidentes da passada quarta-feira em frente á assembleia da República são motivo de reflexão.
Em primeiro lugar sobre a natureza do povo. Povo foi o nome dado a este blog e mailing list que lhe deu origem; o nome é inspirado numa mensagem de natal de Pio XII em tempo de guerra e que é o nosso lema: O povo opõe-se á massa. Vive da liberdade e da consciência de cada um.
Do mesmo modo, os comportamentos individuais dos elementos da multidão em frente á Assembleia da República não fazem lembrar um colectivo de pessoas conscientes e livres, mas uma massa insolente onde o anonimato e o disfarce transformam a cobardia em aparente arrojo.
Em segundo lugar sobre o enviesamento de alguma comunicação social. Não fora a possibilidade que a internet hoje oferece e se dispuséssemos apenas do relato do Público seria assim que nos chegava a narrativa do sucedido.
Em terceiro lugar quero agradecer à PSP. Só faltou mesmo perguntar O sôr desculpe, por acaso estava a atirar pedras?. Acusada de violência desproporcionada, para mim, usaram de uma paciência desproporcionada, daquela que geralmente apelidamos de “paciência de santo”.
Sobre o assunto em referência o meu amigo Pedro Aguiar Pinto, editor do Blog Povo (referenciado na minha lista de recomendados aqui neste Blog) escreveu este texto que me parece expor um juizo claro e que vai muito mais longe que o meu post anterior mais focado apenas num aspecto parcial dos acontecimentos:
"Os incidentes da passada quarta-feira em frente á assembleia da República são motivo de reflexão.
Em primeiro lugar sobre a natureza do povo. Povo foi o nome dado a este blog e mailing list que lhe deu origem; o nome é inspirado numa mensagem de natal de Pio XII em tempo de guerra e que é o nosso lema: O povo opõe-se á massa. Vive da liberdade e da consciência de cada um.
Do mesmo modo, os comportamentos individuais dos elementos da multidão em frente á Assembleia da República não fazem lembrar um colectivo de pessoas conscientes e livres, mas uma massa insolente onde o anonimato e o disfarce transformam a cobardia em aparente arrojo.
Em segundo lugar sobre o enviesamento de alguma comunicação social. Não fora a possibilidade que a internet hoje oferece e se dispuséssemos apenas do relato do Público seria assim que nos chegava a narrativa do sucedido.
Em terceiro lugar quero agradecer à PSP. Só faltou mesmo perguntar O sôr desculpe, por acaso estava a atirar pedras?. Acusada de violência desproporcionada, para mim, usaram de uma paciência desproporcionada, daquela que geralmente apelidamos de “paciência de santo”.
Já uma vez escrevi aqui sobre isto: as desordens públicas e as cargas policiais e a falta de pachorra que há para o chorrilho de queixinhas por amotinados que costuma acontecer nos dias seguintes a este tipo de acontecimentos. Geralmente com a cobertura de quarentões e cinquentões esquerdistas mal resolvidos com o PREC que rapidamente se solidarizam contra as autoridades.
Para mim a questão é simples: um revolucionário, um amotinado, quer subverter a ordem pública e derrubar o estado burguês. Com esse objectivo e desejo da excitação associada provoca desordens como estas a que assistimos no dia da Greve Geral. Como é lógico sobre esse movimento cai no imediato a repressão das autoridades. É esta a lógica das coisas e está certo que assim seja. Os revolucionários (anarquistas, simples desordeiros, excitados em geral, categorias simultâneas ou não) tentam fazer a revolução. As autoridades policiais defendem a ordem (legitimada e sufragada pelas escolhas de todos nas eleições: dos que votam e dos que se abstêm o que é uma escolha também) e para isso dão pancada nos revolucionários. Vir depois (uma parte do conflito) queixar-se que a outra é má, é que não me faz qualquer sentido.
Notas: a polícia teve naquele dia em frente à Assembleia da República uma paciência digna de um santo. Ter aguentado ser insultada e agredida durante uma hora inteira antes de carregar é não só heróico como demonstrativo do seu alto profissionalismo. Além disso é preciso não esquecer que era chegado o momento de "explicar" que não podem os manifestantes fazer tudo o que entendem (derrubar grades, atirar petardos e outros objectos para o interior das linhas policiais, desobedecer às indicações das autoridades) sem que exista qualquer consequência...
Quanto aos revolucionários: eu percebo que é dificil ir directamente contra uma força policial e tentar furar as suas barreiras e em virtude da sua resistência bater-se com estes (uma inovação do final dos anos 70 e 80 com os Autónomos em França e na Itália). Embora seja possível: creio ter visto mais do que uma vez confrontos em países asiáticos em que a multidão se cola à barreira policial e fica ali num jogo de empurra que às vezes quebra o alinhamento da força de ordem.
Percebo também que é mais fácil atirar pedras à distância e partir e incendiar coisas pelas ruas. Mas objectivamente é uma selvajaria que sobretudo afecta cidadãos normalíssimos e comuns, nos seus bens que muito lhes custou a ganhar, e que no dia seguinte encontraram as suas propriedades danificadas, os seus carros partidos, bens públicos destruídos. No fundo, os pais e os avós, de muitos dos jovens que ali se encontravam...
Finalmente: o que aconteceu envolveu umas centenas de manifestantes que não representam mais do que os seus próprios movimentos. A desordem não foi representativa nem da Greve Geral nem da oposição ao Governo e suas políticas (a manifestação de 15 de Setembro, essa sim, foi). Ou seja: aquele final de manifestação não é um caso de política, mas apenas um caso de polícia. Não desfazendo, claro, como num conhecido filme português e numa expressão frequente na linguagem popular...;-)
Que haja pessoas, adultos e jovens, que de dêem ao trabalho de se mobilizar, comprometer e empenhar, numa Greve Geral, é do ponto de vista humano e até político uma coisa boa. Enriquece uma comunidade que haja dentro dela pessoas e instituições, dispostas a bater-se pelo bem comum, independentemente do juízo que se possa depois fazer sobre a respectiva razoabilidade, utilidade ou bondade. Deste ponto de vista, nada a objectar a esta Greve Geral e não fora o prejuízo (menos um dia de produção, menos uns milhões de euros no PIB) que venham muitas, quase se podia desejar...
Já quanto ao conteúdo reivindicativo da Greve Geral a minha resposta é apenas esta: NÃO HÁ GUITO! SE CALHAR NUNCA HOUVE, MAS AGORA NÃO HÁ MESMO! FOI-SE...! POUCO IMPORTA PARA O CASO SE NOS ROUBARAM, SE FOI MAL GASTO OU SE OS ESTRANGEIROS QUE NOS EMPRESTAM SÃO MAUS...NÃO HÁ GUITO! É UM FACTO QUE NENHUMA GREVE GERAL DO MUNDO PODE REMENDAR!
Nas próximas eleições, cada um, conforme o seu juízo e preferências, castigue quem é responsável por não haver guito...e, não esquecendo o sofrimento e aflição de muitos, haverá mais coisas para decidir, nesse dia, que apenas a questão do guito...
Nota: só para o caso...num dicionário de lingua portuguesa online encontrei a definição de guito: aqui.
Encontrei este site que também usa a expressão guito. E num Blog (aqui referenciado na minha lista de recomendações) este post do Vasco Mina.
Por isso e à cautela eu cá não embarco no canto das declarações antecipadas de vontade (ditas "testamento vital" na linguagem comum) e prefiro confiar nos médicos e em quem da família ou amigos, Deus na Sua Misericórdia, nesses dias, colocar a tomar conta de mim...!
E, entretanto, é bom ir colecionando estas histórias quando os eutanazistas nos vierem com a conversa do "vegetal"...não vá o alface ficar fresco de novo...;-)
Mundo
Autor: Miguel Moreira
Terça-feira, 13 Novembro 2012 12:57
Chama-se Scott Routley
e desde os 27 anos estava em estado vegetativo, em virtude de um acidente de
viação que provocou lesões profundas no cérebro. E 12 anos depois, já perto dos
40 anos, Routley acordou desse estado, comunicando por ressonância.
Fruto da persistência de um professor de medicina, Adrian Owen, docente na
Universidade de Ontário, Scott Routley regressou à vida, depois de 12 anos
preso a uma cama de hospital, sem qualquer atividade cerebral, ligado a uma
máquina de suporte de vida que o mantinha vivo.
Em estado vegetativo, Scott não dava sinal de um dia poder regressar à vida, em
virtude das graves lesões que tinha no cérebro – provocadas por um acidente de
viação que ocorreu em 2000. Trata-se da primeira vez que um doente nessa
condição consegue ‘regressar à vida’.
Desde aquele ano, Scott Routley apresentava escassíssimas probabilidades de
recuperar, mas um professor de medicina decidiu persistir, com um tratamento
revolucionário que promete reescrever os livros de neurologia. O nascer de novo
de Scott é uma verdadeira descoberta da ciência.
“No futuro, poderemos melhorar a qualidade de vida deste tipo de doentes”,
refere Adrian Owen, à BBC. O professor de medicina destaca o facto de Scott
Routley ter recuperado toda a consciência, já que foi sujeito a um
questionário, sendo que as respostas foram processadas com normalidade, facto
atestado pela análise à atividade cerebral.
“A mesma pergunta foi colocada várias vezes, sendo possível perceber que Scott
Routley escolhe sempre a mesma resposta. Por isso, está perfeitamente
consciente”, acrescenta o professor Adrian Owen. O canadiano acordou do coma
“sem dores”, segundo o próprio garante aos médicos, com quem comunica.
Através deste estudo a doentes em estado vegetativo foi possível descobrir que
as pessoas registam memórias mesmo após o coma. A prova reside num facto: um
doente em situação semelhante à de Scott respondeu afirmativamente à pergunta:
“A sua irmã tem uma filha?”. A criança nasceu cinco anos depois do acidente.
Não são mistérios da ciência, mas a ciência a desbravar caminhos numa área
ainda oculta, mas cada vez menos oculta.