sábado, maio 17, 2014

Ainda o caso da rapariga cristã condenada no Sudão

Speranza per Meriam, la donna cristiana condannata a morte in Sudan: «Non possono impiccarla prima di due anni»

maggio 16, 2014 Leone Grotti
Per l’avvocato della donna, «la legge impedisce di eseguire la sentenza prima che il bambino nasca e venga allattato dalla madre per due anni. Faremo ricorso»

sudan-Meriam-Yehya-Ibrahim

Ci sono segnali di speranza per la sorte di Meriam Yahia Ibrahim, la madre cristiana ortodossa del Sudan, che ieri è stata condannata da una corte di Khartoum all’impiccagione per apostasia e a 100 frustate per adulterio. La donna è in prigione dal 17 febbraio scorso insieme al figlio di 20 mesi ed è incinta di otto mesi.
PARLA L’AVVOCATO. Come spiega l’avvocato della donna Muhanned Mustafa alla Bbc, «ci sono limiti legali che impediscono l’esecuzione della sentenza, perché è incinta. Secondo la legge, nessuna punizione è permessa fino a quando il bambino non nasce e non viene allattato dalla madre per due anni».
«FAREMO RICORSO». L’avvocato esprime anche la sua intenzione di ricorrere in appello: «La nostra strategia sarà quella di recarci alla corte di appello, alla corte suprema e a quella costituzionale. Il suo caso è unico, perché a parte un processo politico contro Mahmoud Muhammad Taha [nel 1985], ci sono stati processi a persone che dicevano di essere Dio e così via, ma mai niente di simile al caso di Meriam».
«HA DIRITTO A ESSERE CRISTIANA». Ieri davanti alla corte gruppi di persone hanno protestato pro e contro la condanna di Meriam. Alcuni hanno esposto cartelli con scritto: “Meriam ha diritto a essere cristiana” e “Ho il diritto di scegliere la mia religione”. Gruppi islamici invece hanno esultato alla notizia della sentenza gridando «Allahu Akbar», Dio è grande.
LA PRESUNTA APOSTASIA. Ibrahim è stata cresciuta come cristiana dalla madre, visto che il padre musulmano se ne è andato quando lei aveva sei anni. Ma un uomo l’ha accusata di essere stata allevata come musulmana e di essersi poi convertita al cristianesimo.
Al processo diversi testimoni hanno affermato davanti alla corte che Ibrahim è sempre stata cristiana ma i giudici non hanno preso in considerazione neanche il certificato legale di matrimonio, in cui c’è scritto che lei è cristiana.

Massacram-se cristãos e nós continuamos com a nossa vidinha como se nada se passasse...



(imagem retirada de post, de Blog, sobre o mesmo assunto)

Acabei de ler esta notícia na Visão (Sudão condena à morte grávida por não renunciar ao Cristianismo) e numa tarde calma em que gozo o fim-de-semana no norte e em que preparo alguns materiais de trabalho para estudo aturado nos próximos dias e despacho alguns emails, pergunto-me como sou capaz de ficar por aqui indiferente à tortura e morte desta minha irmã na Fé e na Humanidade...

Que monstruosidade se produziu em mim, que acho que com um simples post já cobri a minha obrigação de indignação e sou incapaz de me meter em mais uma campanha, destas de nível internacional, e não parar enquanto esta rapariga (dois anos mais velha que a minha primogénita) não for livre da sua condenação e penas...?

Bem sei que fazendo contas inteligentes já dou bem mais horas do que devia a tantas e tantas campanhas em favor da Vida e da Família, sem contar com os empenhos no PSD, na Liberdade de Educação e na presença dos católicos na política...e também que sou apoiante irregular da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre...mas será que o que me é pedido não é mais do que isso...? Não foi Ele também que não hesitou perante nenhum obstáculo e não se poupou a nenhum sofrimento, e o teria feito apenas por mim...?

Enfim...Deus me perdoe...!

sexta-feira, maio 16, 2014

Mudar o mundo e nada menos do que isso...! ;-)



De uma das minhas filhas recebi a imagem acima com um "You go Dad, you're awesome!!". Não só a frase é simpática como a cumplicidade que implica. E, depois, a convicção de que se pode mudar o mundo e que não se está sózinho nisso, é minha também.

Embora seja verdade que para mudar o mundo é preciso começar por si próprio (quem mais recentemente o disse foi o Papa Bento XVI referindo-se a cada humanidade em concreto, mas também à própria Igreja) seria triste estar convencido de que o mundo não muda, ou como naquela história que me contou um Padre meu amigo: "Oh Xôr Padre! Eu quando era novo como o senhor também queria mudar o mundo. Mas agora que já sou velho, já só quero é que o mundo não me mude a mim!"....lol!


terça-feira, maio 13, 2014

Números do Aborto de 2013: a barbárie continua!



Saíram os números de 2013 do aborto legal e como é hábito também o relatório de 2012 revisto (em alta como acontece todos os anos, já que quando sai o primeiro relatório nem todos os episódios estão registados) em dois relatórios da autoria do respectivo departamento da Direcção Geral de Saúde (onde pontificam só pessoas que nos referendos se manifestaram militantemente a favor do Sim...). Os relatórios estão aqui.

A Federação Portuguesa pela Vida já editou um Sumário que em horas estará aqui.

Umas primeiras breves notas sobre os números apresentados:

1.      Em números absolutos em 2012 houve 18.615 abortos a pedido da mãe (modalidade introduzida pelo referendo de 2007) e em 2013 (números provisórios) houve 17.414, isto é, menos 1.201 abortos, menos 6,45% que no ano anterior
2.      Em 2012 houve cerca de 89.841 nascimentos e em 2013 estes foram 82.787, isto é, menos 7.054, menos 8% (fonte: http://www.pordata.pt/Portugal/Nados+vivos+de+maes+residentes+em+Portugal+total+e+fora+do+casamento-14)
3.      A incidência do aborto legal (abortos/nascimentos) aumentou de 21,3% (em 2012), para 21,7% (em 2013, números provisórios)
4.      Em termos práticos isto significa que praticamente uma em cada cinco gravidezes termina em aborto.
5.      A reincidência do aborto (isto é, quem abortou no ano, já o tinha feito no próprio ano e/ou em anos anteriores) aumentou de 26% para 27,8% (números provisórios de 2013). Isto é, aproxima-mo-nos de uma fasquia de um em cada três abortos, ser uma repetição (=utilização do aborto como método contraceptivo)

6.      O aborto continua gratuito (não paga taxa moderadora), dá direito a uma licença de 15 a 30 dias, paga a 100%, e as grávidas dos Açores que vem abortar a Lisboa tem direito a deslocações todas pagas para si e um acompanhante. 

Mas sobretudo impressiona ver o que sai nas notícias e como para a Direcção Geral de Saúde (que em princípio com a missão de preservar a saúde pública, devia almejar zero abortos) está sempre tudo bem...
Ou se não vejam a Renascença, o Público, o i e o Diário de Notícias.

domingo, abril 27, 2014

Na Canonização de João Paulo II: uma belíssima homenagem do May Feelings


O Papa João Paulo II é o Papa da minha conversão. "Conheci-o" (melhor seria dizer embati com a sua personalidade, obra e fé) em Maio de 1982 aquando de uma peregrinação a pé a Fátima de estudantes da Universidade Católica de Lisboa, conduzida pelo Padre João Seabra.

A sua força e humanidade, fé e convicção, orientou uma inteira geração de católicos, orgulhosos de o serem, e que continuam hoje a viver a Igreja como a mais fascinante das aventuras, o mais acolhedor dos lugares, o mais prometedor dos caminhos possíveis.

Tive pois hoje um dia de festa. Mas sobretudo um apelo à minha responsabilidade de ter vivido em comunhão com este Santo e de seguir o seu caminho que não é outro senão o da minha conversão. E para se perceber o que este gigante representa para nós, os católicos, mas também para todos os homens de boa-vontade, aqui fica este maravilhoso vídeo editado pelo May Feelings:


quinta-feira, abril 24, 2014

Papa Francisco: aborto e liberdade de educação




VATICAN CITY, April 11, 2014 (LifeSiteNews.com) – Human life is “sacred and inviolable” and “every civil law is based on the recognition of the first and most fundamental right, the right to life,” Pope Francis told an Italian pro-life organization today.
The pope thanked the Movimento per la Vita, one of Italy’s leading political pro-life groups, for their work, urging them to continue “with courage and love” for life “in all its phases.”
“It is therefore necessary to reiterate the strongest opposition to any direct attack on life, especially innocent and defenseless, and her unborn child in the womb is the innocent par excellence,” the pope told the gathering of politicians and pro-life activists at the Vatican today.
“If you look at life as something that is consumed,” the pope said, “it will also be something that sooner or later you can throw away, with abortion to begin with.”
Human life, however, is “a gift from God” and if it is accepted as such, “then you have before you a valuable and intangible asset, to be protected by all means and not to be discarded.” 
In a different tack from previous popes, Pope Francis took the opportunity to link the pro-life message of the Church to his critique of the global economy, a major theme of this pontificate. “This economy kills. It considers the human being in himself as a commodity; a commodity that you can use and then throw away.” He added, quoting his own recent document Evangelii Gaudium, “We started the culture of ‘waste’ that, indeed, is promoted” through abortion in which “even life is discarded.”
One of the “most serious risks” of the modern world, he said, “is the divorce between economics and morality.” In a world offering “a market equipped with every technological innovation, elementary ethical standards of human nature more and more neglected.”
In his brief address, Pope Francis quoted the document Gaudium et Spes of the Second Vatican Council, that says, “Life once conceived, must be protected with the utmost care; abortion and infanticide are abominable crimes.” He encouraged pro-life workers to fight for life “with a style of closeness” to women so that “every woman feels regarded as a person, heard, accepted, accompanied.”
In a speech on Friday to the International Catholic Child Bureau (BICE), the pope also spoke of the need to reaffirm the rights of parents to decide “the moral and religious education of their children” and reject all forms of “educational experimentation with children and young people.”
Every child, he said, has the right to grow up in a family “with a father and a mother” capable of creating “a suitable environment for the child’s development and emotional maturity.” The Pope also warned against the effort to push a “dictatorship of one form of thinking” on children comparing these to the “horrors of the manipulation of education that we experienced in the great genocidal dictatorships of the twentieth century.”
These totalitarian impulses, he said, “have not disappeared; they have retained a current relevance under various guises and proposals.” 
The pope’s comments on Friday follow a push from parliamentarians and parents’ rights groups against the recent wave of incursions of “gender ideology” into Italy’s schools. A group of MPs has introduced a bill into Parliament to reinforce the constitutional protection of parent’s right to guide the “ethical” content of their children’s education, even in state-funded schools.



sexta-feira, abril 11, 2014

Obama ou de como a natureza humana nos aproxima a todos e, sim, quase, todos os homens somos iguais, e as mulheres também...;-)


O episódio foi este (no enterro de Mandela) e vale a pena ver com atenção e sorrir com a atitude de cada personagem:



O que originou este post (ou de como quase todas as mulheres são iguais...;-):


Mas também felizmente, como, quase, todos os homens (e com o perdão de, quase, todas as mulheres):



Lol!


quinta-feira, abril 10, 2014

Viktor Orbán e a Hungria: mais um sinal de esperança




Já adivinhando a fúria da esquerda bem pensante e politicamente correcta, a vitória de Viktor Orbán
 na Hungria é um sinal de esperança para o seu próprio país, para a União Europeia e para o povo da Família e da Vida. Equívocos haverá, temperamentos diferentes existirão, coisas mal-sucedidas acontecerão, e todos os limites humanos se poderão revelar, mas que o que aconteceu foi importante, isso foi, e muita coisa boa se pode e deve esperar, também. E disso fala a notícia publicada hoje no Infovitae:

Hungría: el partido provida y profamilia de Viktor Orbán revalida la mayoría de dos tercios en el Parlamento

In InfoCatólica

... Con 133 o 134 escaños, el Fidesz retiene su mayoría cualificada de dos tercios entre los 199 escaños de la Cámara, con lo que puede seguir adoptando leyes de rango constitucional sin tener que negociar con la oposición.
«Todas las dudas se desvanecieron: ganamos», manifestó el primer ministro en una primera reacción, y agregó que la victoria de hoy fue «contundente».
A favor de las raíces cristianas
Viktor Orban participó en las últimas Jornadas Católicos y Vida Pública de la ACdP (Asociación Católica de Propagandistas) celebradas el año pasado en Bilbao, donde aseguró que los países mejoran cuando la legislación tiene en cuenta y hace explícitas las raíces cristianas de las naciones en las que son elegidos: «La política tiene que basarse en valores cristianos»
El presidente húngaro ha llevado a cabo una legislación capaz de hacer frente a la todopoderosa legislación comunitaria en temas de vida y de familia. Ha hecho posible que el Parlamento y administración de Hungría puedan ser autónomas y legislar, hacer políticas independientes al servicio de sus ciudadanos. En este sentido, afirmó que «Europa se ha olvidado de Dios y se avergüenza de sus raíces cristianas y, con visión secular agresiva, supranacional y relativista propugna una sociedad sin Dios. Los tecnócratas de la Unión se han olvidado de la familia, patria y justicia, que son los auténticos valores».
Noticias relacionadas
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«Una Europa regida por los valores cristianos se regeneraría», afirma el primer ministro húngaro, Viktor Orban
La Unión Europea contra Hungría por su campaña pro-Vida

Des hommes et des dieux: que filme!

Revi ontem com os meus pais o filme "Dos homens e dos Deuses". Que filme extraordinário! Passa por ali toda a beleza  do Cristianismo: a presença missionária, a vida religiosa, a atracção de Deus, o amor a Jesus, a obediência e a oferta da  própria vida, o absurdo e a violência das guerras, em especial das feitas por "razões" religiosas, a magnífica história da Igreja Católica, a verdadeira natureza do martírio (que é aceite, mas não procurado), e um largo etc.
Além disso do ponto de vista cinematográfico está excepcionalmente bem realizado. As cenas focadas nas caras dos monges evocam as pinturas antigas italianas (a minha ignorância não me consente mais do que citar Caravaggio e Giotto...).

Vejam o trailer legendado em português:


Indo aos meus arquivos e sobre o filme encontrei estes dois textos:

A beleza do humano
Aura Miguel
RR on-line 12-11-2010 09:21
 Estreou ontem, nas salas de cinema, um filme extraordinário de Xavier Beauvois, sobre os monges cistercenses de Thibirine que, em 1996, foram mortos por fundamentalistas argelinos.
 O filme começa por mostrar a vida do mosteiro, perdido naquela longínqua aldeia do Atlas, e a profunda ligação que aqueles monges tinham com a população, que se manifestava em fortes laços de amizade.

Os monges levavam uma vida simples, com estudo, trabalho manual para garantir a sua sobrevivência, e muita oração. Quando estala a violência, contra cristãos estrangeiros, surge a questão: partir ou ficar.

O mais fascinante deste filme é ver como os monges franceses eram homens normais, frágeis como nós: claro que tinham medo e, numa primeira fase, queriam sair dali. Mas o superior da comunidade pediu-lhes tempo para reflectir e o resultado é um fascinante percurso de crescimento interior e humano que cada um desses homens cumpre, reforçado com a oração e o canto litúrgico. Humanamente, têm medo, mas tomam uma opção de amor e cada um decide ficar, sabendo que vai morrer.

O que fascina é que, apesar da debilidade que tinham, tomaram a sua vida a sério e arriscaram amar até ao fim.

filme não exalta o martírio nem cai na mística publicitária da morte bela. Nada disso. O que brota deste magnífico filme é a beleza do humano, sempre que a vida é vivida como dom.


Dos Homens e dos Deuses
A fé dos homens
 
A partir de uma história verdadeira de terrorismo, o francês Xavier Beauvois faz um filme sobre o que de mais humano há em nós
Vamos colocar a coisa assim, de modo bruto e peremptório, para não deixar dúvidas: é um dos grandes filmes do ano. O júri de Tim Burton em Cannes 2010 também achou que sim - deu-lhe o Prémio Especial do Júri - e França, onde se tornou num dos mais improváveis êxitos comerciais do ano, elegeu-o como o seu candidato ao Óscar de Melhor Filme Estrangeiro de 2011.
"Dos Homens e dos Deuses", sexta longa do actor e realizador Xavier Beauvois (e primeira a estrear em sala em Portugal), traz uma daquelas advertências que assusta qualquer um: é "baseado em factos verídicos" - o rapto e assassínio de sete monges trapistas franceses durante a guerra civil argelina de 1996. Muitas vezes, essa advertência equivale ao afogamento no pântano das boas intenções mas, neste caso, corresponde a um dos mais notáveis filmes do ano. Que desacelera brutalmente de velocidade em relação a tudo aquilo que se propõe actualmente nas salas de cinema; que pega em temas "do momento" (a religião, o terrorismo, o fundamentalismo) e os usa como "ponte" entre o passado e o presente. Que abre portas para um olhar sobre a essência das coisas, que cria um momento de silêncio e contemplação para nos permitir olhar para o mundo e para o ser humano tal como ele é. O que torna então o filme de Beauvois tão contemporâneo, nestes dias em que o fundamentalismo religioso parece estar constantemente nas notícias, das controvérsias do Ground Zero nova-iorquino aos debates sobre a burqa?
É um filme de resistência: de resistência ao medo, de resistência ao desconhecido, de resistência a tudo aquilo que nos rouba a humanidade (e, por consequência, nos rouba também o divino que há em nós - porque a verdadeira fé, que implica sempre a dúvida, é algo de profundamente humano). Estes monges condenados, magnificamente interpretados por um elenco de conjunto onde não há vedetas que se safem, nunca são erguidos a mártires nem a heróis. Beauvois quer-nos apenas fazer compreender o porquê do destino destes homens de um modo que nunca separa os homens da sua fé nem da sua casa, uma comunidade monástica tão parte do próprio tecido da comunidade local que se torna tão argelina como aqueles que ali viviam, uma partilha de uma existência e um apego à terra que transcende divisões de classe, religião ou nacionalidade.
Haverá quem se lembre do "Grande Silêncio", o documentário de Phillip Gröning sobre os monges cartuxos que se tornou num pequeno fenómeno. Mas isso seria reduzir "Dos Homens e dos Deuses" àquilo que ele não é: um filme sobre a religião. Este não é um filme sobre os deuses, mas sim sobre os homens.


quarta-feira, abril 09, 2014

De como o lobby gay persegue quem se lhe opõem...

Incrível!

Director do Mozilla demitido por ter financiado opositores do casamento gay

Por PÚBLICO e Reuters
03/04/2014 - 23:21

Empresa de software pede desculpa por ter nomeado Brendan Eich há menos de duas semanas.

Reuters

Durou uma semana e meia o mandato de Brendan Eich como presidente-executivo (CEO) da Mozilla, a empresa de software que produz o Firefox. Eich não resistiu às pressões, depois de um site de encontros ter apelado a um boicote ao Firefox por o seu CEO ser um opositor ao casamento gay.
Em 2008, Eich financiou a campanha contra a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo na Califórnia. Uma polémica que renasceu no início da semana passada, quando a Mozilla o nomeou para o cargo de director-executivo, contrariando a tradição de uma empresa conhecida pela diversidade e pela promoção da open source.

“Sabemos por que razão as pessoas estão magoadas e zangadas e elas têm razão. É porque não nos mantivemos fiéis a nós próprios”, escreveu a presidente da empresa, Mitchell Baker, num post no blogue da companhia. “Não agimos como se espera que a Mozilla actue. Não agimos tão rapidamente quanto era necessário desde que a polémica começou. Pedimos desculpa. Temos de fazer melhor.”
O próximo passo em relação à liderança da empresa “ainda está em discussão”, disse Mitchell Baker, prometendo novidades na próxima semana.
Enquanto os activistas gay aplaudem a demissão, alguns especialistas em tecnologia lamentam a saída de Eich, que inventou a linguagem de programação Javascript e foi co-fundador da Mozilla.
“Brendan Eich é um bom amigo há 20 anos e fez uma enorme contribuição para a Internet e para todo o mundo”, escreveu no Twitter o multimilionário Marc Andreessen, co-fundador da Netscape.
Eich doou mil dólares em 2008 para apoiar a Proposition 8 na Califórnia, que baniu o casamento gay neste estado norte-americano, até à decisão do Supremo Tribunal em Junho passado.
A demissão de Eich ocorre dias depois de o OkCupid.com, um popular site de encontros, ter apelado a um boicote ao Mozilla Firefox, por a empresa que detém o segundo browser mais popular do mundo ter nomeado para a liderança executiva um opositor do casamento gay.

Páscoa e Confissão

Nestes tempos de preparação para a Páscoa é uma ajuda lembrar-nos do que é a Confissão. Vejam este vídeo extraordinário:


segunda-feira, abril 07, 2014

Contraposições ou da ditadura intelectual de esquerda

Com a devida vénia e agradecimento ao meu amigo (e colega Deputado na 9ª legislatura) Luis Cirilo reproduzo o cartoon (de denúncia do politicamente correcto) que este me enviou:


sexta-feira, abril 04, 2014

De partida para fim-de-semana: a Dívida portuguesa e Sarah Palin no Tonight Show

Recomendo a leitura do editorial de José António Saraiva no Sol de hoje. Chama-se "O Manifesto e os 'caloteiros'". O juízo parece-me acertado e só tenho uma coisa a acrescentar: alguém já se deu conta de que uma boa parte (a maior creio...?) da dívida portuguesa está nos bancos portugueses, ou seja, na mão dos aforradores portugueses, isto é, nas mãos de cada um de nós...? E que sendo esse dinheiro, essa poupança, nossa, um corte na dívida, significa na realidade, um corte no nosso património...?
(isto dito e por dever de amizade e admiração com a devida vénia a António Bagão Félix cujo serviço do bem comum e altíssima categoria intelectual e moral qualquer ilação negativa não deve recair sobre a sua pessoa e que me desculpem os leitores mas a amizade sempre me obrigará à ressalva...;-)

Mas como estamos de partida para fim-de-semana nada como iniciar desde já o descanso e divertir um pouco com esta pequena parte do Tonight Show com Sarah Palin e um lamento por nos faltarem em Portugal no centro-direita muitas personalidades assim: descontraídas, convictas, certas, descomplexadas e ainda por cima, bem bonitas...!



sexta-feira, março 28, 2014

E assim estamos no mundo...com esta falta de liberdade...

In Francia con la maglia della Manif non si può 

votare: 

«La famiglia è un simbolo politico»


Marzo 27, 2014 Leone Grotti
È quanto successo a Bruno, 54 anni, domenica scorsa a Tolosa: «È una violazione della libertà di pensiero e di voto, una negazione della democrazia»
francia-manif-tolosa-famiglia-voto

Indossi la maglietta della Manif pour tous? Allora non puoi votare. È l’incredibile situazione che si è trovato a vivere domenica scorsa Bruno, cittadino di Tolosa di 54 anni, che si è recato a votare in Francia per le elezioni municipali della sua città.

DIVIETO DI VOTARE. Bruno è entrato nel seggio elettorale numero 20 con la maglia senza slogan raffigurante un padre e una madre che tengono per mano due bambini. E Pierre Vanicat (nella foto con Bruno), presidente del seggio, non l’ha lasciato entrare perché «portatore di un evidente simbolo politico».
Dopo dieci minuti di discussioni, Bruno è stato costretto a tornare a casa a cambiarsi, mentre altri cittadini assistevano increduli. Come André-Joseph, che ha dichiarato al Le Figaro: «È una violazione della libertà di pensiero e di voto, una negazione della democrazia».

«LA FAMIGLIA È POLITICA». Un breve filmato riprende l’epilogo della discussione tra Bruno e il presidente del seggio: «Quindi non posso votare per questa immagine della famiglia?», chiede Bruno. «Esatto». «La famiglia è politica forse?». «Esattamente», è la risposta di Pierre Vanicat.





«IDEOLOGIA MORTIFERA». L’articolo 3 della Costituzione proibisce ai cittadini di entrare in cabina di voto esponendo un segno visibile dell’intenzione di voto. Ma la Manif pour tous non è un partito e non ha politici di riferimento. Ecco perché Bruno «si riserva la possibilità di fare causa per abuso di interpretazione del diritto». Un altro cittadino presente al seggio ha commentato: «Rifiutare l’accesso al voto a qualcuno solo perché difende la famiglia è segno dell’ideologia mortifera che ammorba la Francia».

I PRECEDENTI. Il caso di Bruno ricorda quello di Franck Talleu, a cui è stato impedito di fare un pic-nic in un parco di Parigi con la sua famiglia perché aveva la maglia della Manif. Fermato, è stato portato di forza al commissariato. Come denunciato dalla presidente Ludovine de la Rochère a Tempi, «con la nostra maglietta non ti fanno entrare neanche nei musei».
A inizio mese infine è scoppiato il caso di Anna, giovane russa a cui la polizia ha negato il permesso di soggiorno a meno che non avesse accettato di spiare i suoi compagni della Manif pour tous.

quinta-feira, março 27, 2014

Direitos dos Homossexuais e Liberdade Religiosa

E o problema é que casos como estes estão-se a multiplicar...ou de como é uma triste humana sina esta de os perseguidos se transformarem em perseguidores...uma lição também a todos os moderados de serviço e ao centro-direita progressista...




Nos EUA, dizer "Apoio o casamento tradicional" pode valer despedimento
Editado por Filipe d’Avillez, no Michigan, Estados Unidos
Inserido em 27-03-2014 06:17
É uma advogada norte-americana que o garante. Com a legalização do casamento homossexual em cada vez mais estados americanos, surgem vários focos de confronto entre a liberdade religiosa e discriminação por orientação sexual.

Uma advogada de sucesso, que trabalha numa multinacional, chega ao auditório de um centro paroquial universitário para falar sobre as ameaças à liberdade religiosa. Confrontada por um jornalista, aceita falar, mas apenas sob anonimato. Teme perder o emprego, como já aconteceu a conhecidos.
Estamos no Michigan, Estados Unidos, a pátria da liberdade religiosa, mas onde muitos crentes começam a sentir que essa conquista está a definhar.
“Sei de casos de pessoas que foram despedidas de empresas privadas simplesmente por dizer coisas do género 'Eu apoio o casamento tradicional'”, explica a advogada à Renascença.
Em causa está a redefinição do conceito tradicional de casamento, como sendo entre homem e mulher, para a aceitação da noção de casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Com a legalização do casamento homossexual em cada vez mais estados americanos, surgiram vários focos de confronto entre a liberdade religiosa e discriminação por orientação sexual.
“Há o caso de um casal que tinha uma pastelaria que se recusou a fazer um bolo para um casamento homossexual. Foram processados, multados e acabaram por fechar a loja. Mais recentemente, tivemos um caso no Novo México de uma fotógrafa que se recusou a trabalhar numa cerimónia homossexual”, conta.
A advogada explica que a educação é outra área de preocupação: “Massachusetts foi o primeiro Estado a aprovar a redefinição de casamento. Nesse Estado estão a ensinar na escola que o estilo de vida homossexual é natural e bom. Os pais não se podem queixar, nem são notificados. Há uma preocupação que esse género de restrições chegue a outros estados que também aprovem o casamento homossexual”.
“Como viver a minha fé?”Na sala paroquial estão dezenas de jovens atentos, orientados pelo jovem e enérgico padre Denis Heames. O sacerdote nota preocupação entre os alunos católicos da Central Michigan University (CMU), que acompanha.
“Penso que estamos a chegar a um ponto em que vamos perder a liberdade de ser contra isto na praça pública. Sinto que já nem é uma discussão”, refere.
“Por exemplo, pessoas que estudam ciências da educação” sentem algumas dificuldades com o currículo “no que diz respeito à diversidade ou literatura, que contém material mais claramente ideológico”, diz.
“Vejo alunos católicos que entram para estes cursos e que sentem dificuldades com isto. Como é que vou conseguir viver a minha fé neste ambiente laboral, com tanta pressão ideológica?”
A dificuldade é sentida na pele por Kelly, aluna da CMU que estuda educação.
“Preocupo-me com os meus filhos, não os quereria colocar no ensino público. E preocupo-me comigo porque quero ser professora e não me sentiria bem a ensinar algo deste género, porque atenta contra as minhas crenças e valores”, diz. “Não consigo separar a minha fé da minha vida profissional.”
Bobby, da mesma universidade, estuda comunicação social e dá conta da agressividade que tem de enfrentar quando se manifesta sobre assuntos como o casamento entre homossexuais.
“É um tema fracturante, basta falar no assunto e as pessoas levantam rapidamente as defesas. Mesmo no Facebook, quando a questão surgiu, as pessoas estavam só a atacar. Publiquei a minha opinião enquanto católico e fui atacadíssimo. Por isso, às vezes, é difícil e só nos apetece virar as costas ao assunto”, confessa.
Supremo vai decidirOs casos envolvendo objecção de consciência à participação em cerimónias de casamento entre pessoas do mesmo sexo estão a caminho do Supremo Tribunal.
Antes, os juízes terão ainda de avaliar a questão do “ObamaCare”, o plano de Barack Obama para a reforma do sistema de saúde, que pretende obrigar instituições católicas, como universidades e hospitais, a fornecer aos seus empregados seguros de saúde que cubram contraceptivos e serviços abortivos.
Os bispos já disseram que se recusam a acatar a ordem e que preferem encerrar todos os seus serviços nestas áreas, mas a administração Obama não desarma, o que tem levado a Igreja a invocar também o argumento da liberdade religiosa.
Estes e outros assuntos serão, certamente, um dos pontos de discussão entre o Papa Francisco e Obama, que se encontram no Vaticano, esta quinta-feira.

quarta-feira, março 26, 2014

Quatro em cada cinco utilizadores do SNS não pagam taxa moderadora (e o aborto continua gratuito!)



É incrível, não é verdade? Não que cada quatro em cinco utentes do Serviço Nacional de Saúde não pague taxa moderadora, mas sim que mesmo assim não haja forma de o Governo (através do seu líbio titular da pasta da Saúde) a fazer aplicar também no aborto legal...incompreensível!
A notícia está no Público para quem a quiser ler.
E entretanto a tragédia (do aborto) tem este retrato.
E é sempre gratuito!
Como dizia a poetisa "Vimos, ouvimos e lemos: não podemos calar!"...

terça-feira, março 25, 2014

Manifesto da Realidade: porque apoio este Governo

O PSD-Lisboa teve a iniciativa brilhante de lançar a campanha a que chamou Manifesto da Realidade por oposição aos Manifesto dos 70 e Manifesto dos 74 economistas estrangeiros, surgido em apoio ao primeiro.
Com a devida declaração de interesses de que nutro por Antonio Bagão Félix uma grande amizade e profunda admiração, não me parece o respectivo manifesto pudesse ter acolhimento maior do que teve. Por uma simples razão: é verdade teremos nos próximos anos, aqui e lá, de gerir a nossa dívida com a maior prudência e zelo, mas isso  já o nosso Governo está a fazer e continuará. Como deve: no âmbito dos encontros e negociações com os credores e não na praça pública. Existem exemplos concretos de que já o fez, aliás. Infelizmente nesse manifesto (com outra devida vénia a António Bagão Félix renovando a declaração de interesses acima) quem se encontra, com excepções, são ou responsáveis por essa mesma dívida, ou ressabiados com a actual direcção do PPD/PSD ou seus inimigos fidagais (Louçã à cabeça). Isto é, não é a partir do manifesto que se pode ajudar o país a sair da actual situação em que se encontra...
É por esta entre outras que apoio este Governo apesar de nos campos em que mais me empenho (Família e Vida) ser de uma tibieza que brada aos céus...
Quanto ao vídeo da campanha Manifesto da Realidade,aqui está: