POR CAUSA DELE

Foi o diário da acção política de um deputado do PSD, eleito por Braga, e agora é-o de um cidadão que desejando contribuir activamente para a organização do bem comum, procura invadir esse âmbito (da política) com aquele gosto de vida nova que caracteriza a experiência cristã. O título "POR CAUSA DELE" faz referência ao manifesto com o mesmo título, de Comunhão e Libertação, publicado em Janeiro de 2003 (e incluído no Blog).

Sábado, Dezembro 05, 2009

Pai Natal: um pedido simples

Do Luis Cirilo meu colega deputado por Braga na 9ª Legislatura de boa memória (e que tem este blog)recebi este email que no meio de uma campanha que absorve todo o tempo (incluindo o que gostaria de dedicar a escrever aqui) foi motivo de uma saudável gargalhada:

Meu querido PAI NATAL,

Este ano levaste [deve-se estar a referir a Deus e não ao Pai Natal que está às ordens Dele, mas passa...] o meu cantor e dançarino preferido, o MICHAEL JACKSON, o meu actor preferido PATRICK SWAYZE, a minha actriz preferida FARRAH FAWCETT... só te quero recordar que o meu político preferido é o JOSÉ SÓCRATES!

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Quinta-feira, Novembro 19, 2009

Nova campanha, novo referendo

Com a Apresentação Pública hoje às 14h00 da Iniciativa Popular de Referendo da Plataforma Cidadania e Casamento (um referendo ao casamento entre as pessoas do mesmo sexo) temos uma nova campanha...
Diferenças com momentos anteriores?
- enquanto em outros momentos a consciência da necessidade de propôr um referendo nascia de certos meios e partia para a sociedade, neste caso a iniciativa vai de encontro a um clamor, e melhor ainda, uma exigência, da sociedade
- sinal disso é o movimento compreende gente nova chegada de outros sectores e outras confissões (ou "profissão" laica) o que torna esta iniciativa civica ainda mais apaixonante e interessante
De qualquer das formas e como católico impressionou-me esta frase do Evangelho de hoje:
"Quando se aproximou, ao ver a cidade, Jesus chorou sobre ela."
Na verdade que seja preciso chegar ao ponto de se ter que discutir uma proposta como esta mostra uma civilização que, no limite do precipício, diz "é necessário um passo em frente!"...;-)
Ou como dizia um amigo meu: "só perguntar isso, já é uma vergonha...!" lol!

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Segunda-feira, Novembro 02, 2009

Aborto e cancro da mama

No dia nacional de prevenção do cancro da mama, quer os Juntos pela Vida, quer a Federação Portuguesa pela Vida, emitiram comunicados, assinalando a evidencia cientifica existente de que o abortamento provocado podendo conduzir ao cancro da mama devia tal ser expressamente informado às mulheres que desejassem recorrer ao mesmo no âmbito de um consentimento informado digno desse nome.
Nos emails trocados entre nós a esse propósito surgiu este esclarecimento que reproduzo porque de utilidade a todos e por ser tão clarinho que até um Advogado como eu o entende ;-)

"De facto há evidência científica suficiente para se afirmar que a queda súbita da produção hormonal que se verifica no abortamento provocado ( por oposição a uma diminuição gradual, ao longo de semanas, na perda expontânea ) constitui um factor de risco importante para a neoplasia mamária. Há artigos - que poderei tentar fazer-lhe chegar - que quantificam o risco relativo, nomeadamente face aos anovulatórios. (...) Não há dúvida de que muitos outros factores de risco não são comunicados às pessoas; isso é verdade para os DIU's como para os anticoncepcionais hormonais."

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Jogos Africanos de Jaime Nogueira Pinto

Procurando o artigo sobre a Europa de Jaime Nogueira Pinto dei com estes seus dois textos que são uma beleza (de concisão, expressão e historia) e me permitem aproveitar para recomendar vivamente o livro que tem o título em epigrafe deste post.
Aqui ficam como "apetizer" para o livro que li de um folgo só (já há uns bons meses, mais de um ano, creio).
"Relativismos" e "Explicando os Jogos Africanos".
Nota: tive o prazer de desde o inicio (em 1980) participar com o Jaime Nogueira Pinto no lançamento da revista "Futuro Presente" (quando surgiu uma revista da Nova Direita onde pela primeira vez em Portugal não só eram tratados temas e autores "malditos" para a mentalidade dominante, como lançados toda uma vaga de ideias e protagonistas das correntes conservadoras e liberais sobretudo dos estados Unidos, então desconhecidos no país) ainda hoje editada e com um Blog do mesmo nome.
Para a minha geração (no sentido cronológico e ideológico da altura) foi uma oportunidade única de privar de muito perto e gozar de uma amizade com aquilo que definiria como a figura do Mestre. Uma experiência humana rara e uma das mais enriquecedoras da minha vida!

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Europa e Tratado de Lisboa: a esperança Cameron

A noticia do Público de ontem é muito prometedora para quem ainda não deixou de sonhar com o abalo que percorreria a União Europeia com o chumbo do Tratado de Lisboa...

De acordo com a notícia: "Os principais líderes europeus ficaram irritados com uma tentativa do chefe conservador britânico, David Cameron, para atrasar a ratificação do Tratado de Lisboa, noticiou ontem o jornal Guardian.

Nicolas Sarkozy, Angela Merkel e José Luis Rodríguez Zapatero criticaram duramente, durante a cimeira que anteontem terminou em Bruxelas, a iniciativa de Cameron de escrever ao Presidente checo, Vaclav Klaus, num gesto interpretado como tendo por objectivo atrasar a ratificação.

Na carta, Cameron, candidato à chefia do Governo britânico, explica a intenção de referendar o tratado, no caso de chegar ao poder antes de o texto entrar em vigor. Klaus vinha manifestando reservas ao documento, mas a ratificação só já está dependente da decisão do Tribunal Constitucional checo."

Porquê? Porque a forma como este Tratado foi imposto proibindo, abafando, ignorando, referendos nos países a este sujeitos, é não só bem demonstrativo da perigosa deriva totalitária da burocraci de Bruxelas mancomunada com a classe dirigente dos países membros da União, como também o próprio Tratado (além de ilegivel e incompreensível) parece feito de propósito para acabar com o espirito que fundou e presidiu à Europa, essa sim uma ideia boa e original, cujos frutos se vão produzindo independentemente dos esforços para acabar com ela.

Para perceber melhor o que quero dizer (e muito melhor escrito, claro! ;-) ver este artigo do Jaime Nogueira Pinto no "i".

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Quarta-feira, Outubro 28, 2009

Angolagate e o fado da UNITA

A noticia do Público de hoje sobre o Angolagate é uma peça importante para perceber como nasce e onde se desenvolve a tenaz internacional que se fechou sobre a UNITA e a derrotou sem apelo nem agravo.
Se é verdade que também a esta se podem assacar responsabilidades e (muitas) inabilidades pelo decurso da guerra civil, não o é menos que nesses ultimos anos de guerra a mesma, e os povos que nela se abrigavam e confiavam, foram vitimas de uma conspiração que contou com o assentimento de interesses bem concretos, alguma ignorância e muito alheamento, no Ocidente em especial.
E o fado triste de a paz se ter sucedido à morte de Savimbi (uma das grandes figuras africanas do século) e a democracia que foi assegurada pelos resistentes ao marxismo aquando do seu exercicio, nas ultimas eleições, ter reduzido a mesma UNITA a uma expressão menor, são exemplos impressionantes dos desencontros da história...

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Cancro da Mama: Juntos pela Vida patrocinam acções contra Estado português



Associação Juntos pela Vida
COMUNICADO

Associação Juntos pela Vida Patrocina Processos contra o Estado


No Dia Nacional de Prevenção do Cancro da Mama (30 de Outubro) queremos recordar o seguinte:

1. Em 1986 uma equipa de cientistas escreveu que "o aborto provocado antes da primeira gravidez levada a termo aumenta o risco de cancro da mama". ("Induced abortion before first term pregnancy increases the risk of breast cancer." Lancet, 2/22/86, p. 436)

2. A descoberta acima abriu um novo campo de pesquisa científica e médica que suscitou um amplo debate público, alguma controvérsia e dolorosas consequências para quem foi deliberadamente privado do seu conhecimento.

3. Na verdade, a evidência científica reunida nos últimos 50 anos é clara: o aborto provocado é, entre os factores de risco evitáveis, o que tem maior impacto no aumento do cancro da mama. Independentemente da posição pessoal ou institucional no debate sobre o aborto diversas organizações médicas afirmam que o aborto aumenta o risco de cancro da mama.

4. O Estado português tem o dever de informar todas as mulheres: o aborto provocado agrava o risco de contrair cancro da mama. No entanto não o faz.

5. A nossa associação oferece-se para ajudar as mulheres que desejem pedir responsabilidades e eventual indemnização ao Estado por não terem sido informadas de que o aborto aumenta o risco de ter cancro da mama.

Lisboa, 30 de Outubro de 2009.


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Contacto para a Comunicação Social:

Dr. João Paulo Malta, médico ginecologista e obstetra.

Para mais informação:

http://www.abortionbreastcancer.com/
www.juntospelavida.org

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Terça-feira, Outubro 27, 2009

O Solista: um filme extraordinário!

Vão ver O Solista! Um filme extraordinário sobre a amizade e a misericórdia. Altissima sensibilidade humana, imagens impressionantes (os sem abrigo), o Pai-Nosso mais bonito que vi no cinema, extraordinário!
O site do filme é este.

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Notas de leitura do Público de hoje (Padre preso e Saramago)

Confesso continuo fascinado com a história do Pároco de Covas do Barroso...! Ou muito me engano ou isto ainda vai acabar no cinema...entretanto a história está assim.
Tudo o que acontece é sempre para um bem! Os disparates de Saramago, fizeram explodir a verdade e suscitaram alguns textos geniais (como os de Pulido Valente, sempre virulento, e do Padre Gonçalo Portocarrero de Almada, sempre bem humorado, que reproduzo aqui abaixo). Veja-se também o "Saramago e a insustentável leveza da ignorância" de Richard Zimler (no P2 do Público) ou Daniel de Oliveira no Expresso do último Sábado.

Uma farsa

Por Vasco Pulido Valente – PUBLICO – 23.Out.2009

O problema com o furor que provocaram os comentários de Saramago sobre a Bíblia (mais precisamente sobre o Antigo Testamento) é que não devia ter existido furor algum. Saramago não disse mais do que se dizia nas folhas anticlericais do século XIX ou nas tabernas republicanas no tempo de Afonso Costa. São ideias de trolha ou de tipógrafo semianalfabeto, zangado com os padres por razões de política e de inveja. Já não vêm a propósito. Claro que Saramago tem 80 e tal anos, coisa que não costuma acompanhar uma cabeça clara, e que, ainda por cima, não estudou o que devia estudar, muito provavelmente contra a vontade dele. Mas, se há desculpa para Saramago, não há desculpa para o país, que se resolveu escandalizar inutilmente com meia dúzia de patetices.

Claro que Saramago ganhou o Prémio Nobel, como vários "camaradas" que não valiam nada, e vendeu milhões de livros, como muita gente acéfala e feliz que não sabia, ou sabe, distinguir a mão esquerda da mão direita. E claro que o saloiice portuguesa delirou com a façanha. Só que daí não se segue que seja obrigatório levar a criatura a sério. Não assiste a Saramago a mais remota autoridade para dar a sua opinião sobre a Bíblia ou sobre qualquer outro assunto, excepto sobre os produtos que ele fabrica, à maneira latino-americana, de acordo com o tradição epigonal indígena. Depois do que fez no PREC, Saramago está mesmo entre as pessoas que nenhum indivíduo inteligente em princípio ouve.

Oregime de liberdade, aliás relativa, em que vivemos permite ao primeiro transeunte evacuar o espírito de toda a espécie de tralha. É um privilégio que devemos intransigentemente defender. O Estado autoriza Saramago a contribuir para o dislate nacional, mas não encomendou a ninguém? principalmente a dignatários da Igreja como o bispo do Porto - a tarefa de honrar o dislate com a sua preocupação e a sua crítica. Nem por caridade cristã. D. Manuel Clemente conhece com certeza a dificuldade de explicar a mediocridade a um medíocre e a impossibilidade prática de suprir, sobre o tarde, certos dotes de nascença e de educação. O que, finalmente, espanta neste ridículo episódio não é Saramago, de quem - suponho - não se esperava melhor. É a extraordinária importância que lhe deram criaturas com bom senso e a escolaridade obrigatória.

Caim Bolchevique

Gonçalo Portocarrero de Almada

Muito se tem escrito e dito sobre o mais recente opúsculo do Nobel português mas, na realidade, não se percebe a razão, porque nesta sua última ficção literária, o escritor iberista não apresenta nada de novo. Pelo contrário, é mais do mesmo. Com efeito, não é de estranhar que o autor do falso «Evangelho segundo Jesus Cristo» manifeste, mais uma vez, o seu desdém pela Bíblia, palavra de um Deus em que não crê, e que, por isso, de novo arremeta contra as religiões em geral e a católica em particular, sua inimiga de longa data e muita estimação.

É verdade que alguns cristãos ficaram incomodados pela recorrente deturpação dos textos sagrados e pela falta de respeito pela liberdade religiosa que uma tal atitude evidencia. Mas reconheça-se, em abono da verdade, que o criador desta mistificação, com laivos auto-biográficos, não podia ter sido mais sincero nem coerente com a teoria política que tão devotamente segue. Com efeito, que outra personagem, que não Caim, poderia personificar melhor a ideologia em que se revê o galardoado autor?! Não é o irmão de Abel a melhor expressão bíblica do que foi, e é, o comunismo para a humanidade?

O ilustre premiado com o ignóbil prémio Nobel acredita que Caim nunca existiu, o que é, convenhamos, um acto de muita fé para quem se confessa ateu, até porque não tem qualquer evidência científica dessa suposta inexistência em que tão dogmaticamente crê. Mas decerto não ignora a realidade histórica de muitos outros Cains – Lenine, Estaline, Mao, Pol Pot e outros diabretes de menor monta – todos eles sobejamente conhecidos pelas atrocidades a que associaram os seus nomes e a sua comum ideologia.

À conta do Caim bíblico, agora reabilitado, por obra e graça deste seu oficioso defensor, pretende redimir os não poucos Cains que lhe são doutrinal e eticamente afins, mas a verdade é que o pretenso carácter mítico daquele não faz lendários os crimes destes seus comparsas mais modernos, até porque esta sanha fratricida ainda hoje impera, impunemente, na China, no Tibete, no Vietname, na Coreia do Norte, em Cuba, etc.

Mas não é só Caim que é um mito para o ortodoxo militante comunista, pois Deus também não existe (em todo o caso seria sempre um segundo Deus, porque o primeiro é, como é óbvio, o próprio escritor), e a Igreja Católica mais não é do que uma aberração. Mas, se assim é de facto, porque se incomoda tanto com a inexistente divindade e a pretensamente caduca instituição eclesial?! Será que, apesar de não acreditar em bruxas, no entanto nelas crê e teme?! Ou, melhor ainda, será que se está finalmente a converter, senão num cristão convicto, pelo menos num ateu não praticante?! Deus, que crê também nos que n’Ele não crêem, o queira…

Sem a Bíblia seriamos diferentes? Sem dúvida. Melhores? Duvido, porque todas as grandes tiranias do século XX – o fascismo, o nazismo e o comunismo – foram e são visceralmente ateias e, pelo contrário, todas as grandes gestas de justiça social são cristãs, como católica é também a maior rede mundial de assistência aos mais necessitados. Mas uma coisa é certa: sem o marxismo seriamos hoje muitos mais, concretamente mais cem milhões de mulheres e homens, tantos quantas foram as vítimas do comunismo em todo o mundo (cf. Stéphane Courtois, Le livre noir du communisme, Robert Laffont, 1998, pág. 14).

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Domingo, Outubro 25, 2009

Um Padre preso...!?

O meu pai sempre me disse (quando falavamos sobre cinema) "a realidade ultrapassa a ficção". A noticia do Público de hoje ("Padre septuagenário detido por suspeita de posse de armas, munições e explosivos") é um desses casos...!
Que se terá passado? Que história é esta? Temos de confessar que se vissemos isto no cinema elogiariamos a imaginação do realizador...;-)

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Os animais de circo e a sanha do Governo

Com as suas habituais acutilância, sagacidade e inteligência, Maria José Nogueira Pinto diz hoje no DN tudo o que se devia dizer sobre a incompreensível sanha "animalista" do Governo português...
Pobres crianças privadas de Circo, pobres animais condenados ao abate porque nem podem ser devolvidos à procedência nem utilizados de acordo com a ferocidade regulamentistica do governo, pobres artistas circences proibidos de nos oferecer a sua genialidade e arte, pobres cabeças dos "animalistas" que se atravessam por qualquer animal menos o humano, pobres governantes que se distraem do que os devia ocupar e se ocupam com o que não sabem regular...!

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Quarta-feira, Outubro 21, 2009

Reacção de Mário David às declarações de Saramago

Não me parece valha a pena fazer outra coisa por Saramago do que rezar por ele mas esta reacção de Mário David eurodeputado do PSD é de saudar pela coragem e convicção que mostra.
A noticia está nos media e esta recebia-a dos meus amigos do Politica XXI- PSD Palmela:

Eurodeputado do PSD encoraja Saramago a abdicar da cidadania portuguesa
Por Redacção

Mário David, deputado do Parlamento Europeu, eleito nas listas do PSD, incentivou José Saramago a abdicar da cidadania portuguesa e confessou ter «vergonha de o [José Saramago] ter como compatriota».

«José Saramago, há uns anos, fez a ameaça de renunciar à cidadania portuguesa. Na altura, pensei quão ignóbil era esta atitude. Hoje, peço-lhe que a concretize... E depressa!», escreveu Mário David, no seu site pessoal.

O apelo do eurodeputado social-democrata surge depois de declarações recentes de José Saramago, em que o Nobel português classificou a Bíblia como «um manual de maus costumes, um catálogo de crueldade e do pior da natureza humana».

Para Mário David, «a outorga do Prémio Nobel (...) não lhe confere a autoridade para vilipendiar povos e confissões religiosas», razão por que diz ter «vergonha» de ter Saramago «como compatriota».

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Aplicação da pena de morte nos EUA não diminuiu crime


Apesar da ala dura dos republicanos (com quem tanto simpatizo ;-) me parecer ser favorável à aplicação da pena de morte essa é uma posição que não subscrevo. Daí ter achado interessante este «take» da Lusa:

Aplicação da pena de morte nos EUA não diminuiu crime

A aplicação da pena de morte nos EUA não conseguiu reduzir a violência criminal - é a convicção da maioria das autoridades policiais, segundo um relatório oficial do Centro de Informação da Pena de Morte hoje divulgado.

O relatório conclui que a pena de morte se converteu num desperdício orçamental para os estados que mantêm essa forma de punição criminal.

"Com tantos estados que gastam milhões de dólares para manter a pena de morte e quase nunca ou poucas vezes a aplicam, o castigo converteu-se numa forma onerosa de prisão perpétua", afirmou Richard Dieter, director do CIPM e autor do relatório.

Em muitos casos, a espera da execução pode prolongar-se por mais de dez anos e, actualmente, segundo os dados do CIPM, estão 3297 condenados nos corredores da morte à espera de execução.

Dieter acrescentou que com os actuais défices orçamentais, a pena de morte não pode furtar-se a uma reavaliação, "juntamente com outros esbanjamentos de outros programas governamentais que não têm o mínimo sentido".

O relatório cita o caso da Califórnia, um estado que gasta 137 milhões de dólares por ano com a pena de morte e não realizou uma única execução nos últimos quatro anos.

Na Florida, onde os tribunais perderam cerca de 10 por cento dos seus recursos fiscais, o estado gasta 51 milhões de dólares por ano com a pena de morte .

A pena de morte foi restabelecida pelo Supremo Tribunal dos EUA em 1976 e desde esse ano foram executados 1176 condenados por assassínio, dos quais 441 no estado do Texas, segundo os números do CIPM.

Nos últimos anos, 15 dos 50 estados derrogaram ou suspenderam a pena de morte , em face de denúncias de uma aplicação racista desta punição, de se terem cometido injustiças irreparáveis e da ausência, por parte dos acusados, de recursos para uma defesa competente.

O castigo é principalmente aplicado através de uma injecção letal, mas o método tem sido objecto de críticas.

Só em 2009, 11 estados debateram projectos legais para derrogar esta pena.

Ao anunciar este ano a derrogação, o governador do Novo México, Bill Richardson indicou que não poderia suportar a sua consciência se viesse a saber que no seu estado se tinha condenado um inocente.

A pena de morte , cuja restauração foi apoiada por 80 por cento da população, viu o seu apoio reduzido a menos de 60 por cento, segundo as últimas sondagens.

Por outro lado, segundo o relatório, um inquérito a 500 chefes de polícia apurou que 57 por cento consideram que a pena de morte não reduz o crime violento, porque os seus autores raramente têm em conta as consequências do crime.

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