terça-feira, janeiro 27, 2015

Grécia: a vitória do Syriza, a Europa, a adopção gay e a religião



(esta imagem foi retirada daqui, do site Greek news for a global audience: the Press project)

Confesso estou curioso com os efeitos que terá um governo Syriza na Grécia dividido entre as palavras normalmente avisadas de Passos Coelho que a esse propósito disse tratar-se de "um conto para crianças, que não existe [a respectiva proposta política de gestão da dívida]" (ver aqui) e o que a realidade mostrará como prova de força entre a força autónoma dos povos e a eurocracia de Bruxelas (que tanto e tão bons fieis servidores tem na classe política portuguesa)...na linha aliás das reservas que neste Blog muitas vezes exprimi quanto ao rumo desta Europa burocrática e sem alma...

Também com curiosidade espero para ver que gestão da agenda fracturante fará Alexis Tsipras e qual a reacção dos seus entusiastas seguidores em Portugal...um pouco do que se sabe do assunto está aqui (uma notícia da sua reacção prudente à temática da adopção gay). A seguir...

Adenda à tarde: lendo o Diário de Notícias dei-me conta que na sua tomada de posse hoje, Alex Tsipras decidiu não jurar sobre a Bíblia como é de tradição na Grécia. Bem entendido é um acto de liberdade e nesse ponto nada a dizer, se não respeitar. Mas sintomático: um homem que não crê exista nada acima dele...por definição, um perigo (para ele próprio, para o seus e para os seus conterrâneos)...;-) A noticia no Público diz assim:

"E a agenda seguiu em ritmo de corrida a partir daí: o líder do Syriza encontrou-se com o chefe da Igreja Ortodoxa da Grécia, o arcebispo Ieronimos, para lhe dar conta da decisão de fazer uma tomada de posse civil, algo que nunca tinha acontecido na Grécia. Tsipras, que vive em união de facto, algo digno de nota num país conservador, tem ainda assim boas relações com Ieronimos, até por causa do apoio social da igreja durante a crise."

sexta-feira, janeiro 23, 2015

Adopção gay: afinal sempre não se pode confiar nos comunistas...



Nos anos setenta na sequência da revolução circulou muito o livro cuja capa reproduzo acima. Devo confessar que nunca o li mas pelos meios onde andei posso asseverar que era anti-comunista, de certeza...;-)

Vem isto na sequência da posição que o PCP ontem tomou no debate da adopção gay, votando a favor dos projectos apresentados. Duvido tenha sido por convicção e suspeito que foi pior. Ou seja, por conveniência,na disputa do eleitorado com o PS de um lado e o BE do outro...O que, sinceramente,não é o que se espera de um partido com aqueles pergaminhos de sempre se bater pelas suas convicções, por antiquadas ou antipáticas, que estas possam ser ou soar.

Uma convicção (essa que tenho sobre a fiabilidade do PCP) que suspeito é partilhada por Alexandre Soares dos Santos que terá dito (cito a partir do jornal Sol) "A única coisa séria que existe em Portugal é o Partido Comunista" (excluindo a Igreja Católica, suponho e espero...;-) Uma convicção que também levou um Padre que muito estimo a afirmar em 1997 "O PCP é o único partido preocupado com a vida real das pessoas".

Mas enfim, já nada é o que era dantes e pelos vistos já nem nos comunistas se pode confiar...:-( Ou seja, de facto, o título do livro acima estava definitivamente errado...não devo ter perdido nada em não o ler...lol!

Para memória fica aqui o link para a intervenção da deputada Rita Rato com quem já me tenho cruzado em debates sobre temas sociais.

Concluindo: entre os católicos e os comunistas pelos vistos já só resta aquela convivência numa corrente da CGTP e a rejeição da legalização da prostituição. E do ponto de vista social o mesmo poder de angariação de assinaturas e coragem de descer à rua...ou seja, lá se foi o cato-comunismo do Século XX...lol!

quarta-feira, janeiro 21, 2015

O Papa e a procriação: uma belíssima ocasião de testemunho!



(esta fotografia, do Papa a falar com os jornalistas depois da sua viagem ás Filipinas foi retirada daqui)

As declarações do Papa sobre a questão da procriação dos católicos (na íntegra: "Algumas pessoas pensam... e desculpem-me as palavras, que para ser bons católicos temos de ser como coelhos. Não. Paternidade responsável. Isto é evidente") que se podem ver e ouvir aqui no site da RR têm sido uma belíssima ocasião de testemunho da alegria da experiência que os católicos (idealmente...) fazem e do entendimento vivencial da doutrina da Igreja Católica nestes temas,

Isso se conclui vendo o que hoje saiu no Público (muito completa, isenta e plural) e no i. Vamos ver agora como tratarão as declarações do Papa de hoje (reproduzidas na RR) em que este renova o elogio das famílias numerosas...

terça-feira, janeiro 20, 2015

O Papa Francisco, a Família, os filhos e a paternidade responsável




Anda para aí um sururu a propósito de declarações ontem do Papa Francisco. Há pouco e a um jornalista expliquei que tenho por princípio que não comento declarações do Papa ou de Bispos e Padres. Não é por mau feitio, mas porque declarações de Papa, Bispos e Padres, não são para eu comentar. São para as escutar e procurar perceber qual o desafio que colocam para a minha vida e para a minha conversão. Tenho-me dado bem com este sistema e isso reforça a minha Fé naquilo que a palavra quer dizer: o reconhecimento de uma Presença boa para mim e para a minha vida. Na minha circunstância essa Presença revela-se viva na Igreja Católica à qual pertenço, conduzida pelo Papa e pelos Bispos, abençoada com tantos santos e bons sacerdotes e comunidades de fiéis. Acresce que da minha experiência o que a Igreja recomenda é para mim origem de uma vida mais completa e feliz, onde tudo sabe melhor, apesar dos meus pecados e limites: a mulher, os filhos, a família, o trabalho, os amigos, etc.

Dito isto e porque, não desfazendo (como se diz nos filmes portugueses antigos...;-), a ignorância da comunicação social sobre o que a Igreja diz é muita, não fica desadequado recordar a Carta dos Direitos da Família (do tempo de João Paulo II) e em especial esta parte:

ARTIGO 3

Os esposos têm o direito inalienável de constituir uma família e de determinar o intervalo entre os nascimentos e o número de filhos que desejam, levando em consideração os deveres para consigo mesmos, para com os filhos que já têm, para com a família e a sociedade, numa justa hierarquia de valores e de acordo com a ordem moral objectiva que exclui o recurso à contracepção, à esterilização e ao aborto.

a) As actividades dos poderes públicos ou das organizações privadas, que tratam de limitar de algum modo a liberdade dos esposos nas suas decisões relativas aos filhos, constituem uma grave ofensa à dignidade humana e à justiça;

b) Nas relações internacionais, a ajuda económica concedida para o desenvolvimento dos povos não deve ser condicionada pela aceitação de programas de contracepção, esterilização ou aborto;

c) A família tem direito à ajuda da sociedade no que se refere ao nascimento ou à educação dos filhos. Os casais que têm uma família numerosa têm direito a uma ajuda adequada e não devem sofrer discriminações.  





domingo, janeiro 18, 2015

Os Pilares da Criação: alguém ainda duvida da existência de Deus?



(esta imagem foi retirada da notícia do Público a que se refere este Post)

No passado dia 8 no Público há duas páginas fascinantes sobre os chamados Pilares da Criação, ou seja uns berçários de estrelas, existentes a uma distância de 6.500 milhões de ano-luz, da nossa Terra. Primeiro descobertos pelo Telescópio Espacial Hubble, agora há novas imagens A notícia pode ler-se aqui e aqui (onde há uma série de fotografias óptimas).

O tema já por si (e a beleza estonteante das imagens) é fascinante. Mas sobretudo suscita a grande pergunta: quem o fez? E, desculpem a pretensão, também a pergunta: alguém ainda duvida da existência de Deus?


sábado, janeiro 17, 2015

Primárias no centro-direita: Santana Lopes soma e segue



(fotografia retirada daqui no site do Público)

Já aqui tenho manifestado o meu entusiasmo pelas primárias no centro-direita como forma mais adequada a que este Povo indique que candidatos prefere e não deixe a tarefa nas mãos dos directórios partidários. E por maioria de razão isso é verdade para o chamado Voto Católico (o que entendo por isso está aqui ou aqui e no blog ao longo dos anos...;-).

Nesse sentido a iniciativa de Santana Lopes (há hoje mais esta notícia no Público), com a coragem e ousadia e liberdade que o caracterizam, tem sido uma fortíssima ajuda a sairmos da "marmelada" em que, no centro-direita, nos encontrávamos. Bem-haja por isso!

Uma curiosidade: que esperarão Marcelo Rebelo e Sousa e outros por se atirarem para a frente...?

Iniciativa Legislativa de Cidadãos "Lei de Apoio à Maternidade e à Paternidade - Do Direito a Nascer": em breve no centro do debate político



Faz amanhã duas semanas saiu no Público um artigo da autoria de São José Almeida intitulado "As caras que marcarão 2015". Acompanhado de uma fotografia que presumo tirada na mesma altura da acima (Junho de 1998, aquando da nossa campanha do Não no referendo desse mês e ano) vinha o seguinte texto:

António Pinheiro Torres
Pinheiro Torres é um histórico militante da causa anti-despenalização do aborto. Agora, através do movimento Plataforma pelo Direito a Nascer está em vias de conseguir fazer discutir pela Assembleia da República um projecto-lei de iniciativa popular sobre o tema. O objectivo é diminuir o direito às mulheres a fazerem livremente aborto até às 10 semanas de gestação. Por um lado, propõe que acabe a gratuitidade deste acto médico no SNS. Por outro lado, pretende introduzir a obrigatoriedade do aconselhamento por psicólogos à mulher que deseja abortar. Em meados de Dezembro faltavam apenas cinco mil das 35 mil assinaturas necessárias para que estas restrições sejam lei. O debate promete polémica, a qual pode mesmo estender-se à campanha das legislativas.

Se o refiro não é pela massagem ao ego (confesso que mais modestamente se for uma das caras que marcarão o ano de 2015 em minha casa, já me dou por muito contente...;-), mas porque significa por parte de uma jornalista política experiente e conhecedora, o reconhecimento da importância e alcance da nossa Iniciativa Legislativa de Cidadãos "Lei de Apoio à Maternidade e à Paternidade - Do Direito a Nascer" (cujo site está aqui) que faz regressar ao parlamento e ao centro da vida política a questão da lei do aborto (embora não apenas esta), das suas consequências nos sete anos que já leva e constitui um desafio ao ânimo e convicções do centro-direita para as próximas eleições legislativas. Bem como permitirá verificar em todo o espectro político português a verdade e consequência dos pedidos de reflexão (vindos de todo o espectro político e em especial de destacados protagonistas das campanhas do Sim) sobre a aplicação da lei e a natureza indesejável da chamada Interrupção Voluntária da Gravidez. A seguir pois...não a mim, que sou apenas um entre os seus promotores, mas ao que irá acontecer, para bem das mulheres, das crianças por nascer e das famílias portuguesas.

quinta-feira, janeiro 15, 2015

José Ribeiro e Castro: os feriados e a coragem política



A luta de José Ribeiro e Castro pela restauração do feriado do 1º de Dezembro (levada ao ponto da fundação de um movimento que propõe a esse propósito uma Iniciativa Legislativa de Cidadãos) é apenas um aspecto da categoria deste político democrata-cristão na verdadeira acepção da palavra e também uma belíssima demonstração da independência e coragem que um político pode ter. Além de que na sua carreira política sempre demonstrou através da sua actuação como o catolicismo pode e deve ter consequências na vida da cidade.

À luta pelo feriado de José Ribeiro e Castro se refere esta notícia no Público bem como o artigo de opinião deste que ontem saiu no mesmo jornal.Vale a pena ler pelo tema mas também pelo que mostra de experiência da política nas suas vertentes legislativa e de fundo. Como vale também e muito o artigo dele sobre a mesma questão no Observador de hoje e que comprova uma vez mais uma outra riquíssima faceta de José Ribeiro e Castro: o domínio e a imaginação literárias ao serviço das ideias. Muito bom!