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quinta-feira, janeiro 15, 2015

José Ribeiro e Castro: os feriados e a coragem política



A luta de José Ribeiro e Castro pela restauração do feriado do 1º de Dezembro (levada ao ponto da fundação de um movimento que propõe a esse propósito uma Iniciativa Legislativa de Cidadãos) é apenas um aspecto da categoria deste político democrata-cristão na verdadeira acepção da palavra e também uma belíssima demonstração da independência e coragem que um político pode ter. Além de que na sua carreira política sempre demonstrou através da sua actuação como o catolicismo pode e deve ter consequências na vida da cidade.

À luta pelo feriado de José Ribeiro e Castro se refere esta notícia no Público bem como o artigo de opinião deste que ontem saiu no mesmo jornal.Vale a pena ler pelo tema mas também pelo que mostra de experiência da política nas suas vertentes legislativa e de fundo. Como vale também e muito o artigo dele sobre a mesma questão no Observador de hoje e que comprova uma vez mais uma outra riquíssima faceta de José Ribeiro e Castro: o domínio e a imaginação literárias ao serviço das ideias. Muito bom!

segunda-feira, janeiro 05, 2015

As presidenciais 2016: Santana Lopes e Marcelo Rebelo de Sousa



(imagem retirada daqui)

Tenho a maior das simpatias por Marcelo Rebelo de Sousa, estou convencido daria um excelente Presidente da República, mas sobretudo pelo que dele conheço e dos contactos raros que tenho com o mesmo, estimo nele a consciência que de si próprio tem como de um católico que está na política e para quem isso é um referencial. Tudo isto, claro,no seu estilo próprio e muitas vezes não correspondendo ao que por isso podíamos desejar ou esperar, mas todos somos assim: uma soma nem sempre coerente de qualidades e limites, aspirações e inconsequências. Admiro claro e também o sentido de humor, o magnetismo que exerce sobre o povo laranja (e hoje em dia, creio, todos os portugueses em geral, independentemente das respectivas convicções e opções políticas), a superior inteligência, a cultura e a capacidade política. E impossível esquecer o que lhe deve a oposição ao aborto legal seja pela introdução do referendo na matéria, seja em muitas tomadas de posição, das quais a mais recente foi de apoio explicito (e subscrição) da Iniciativa Legislativa de Cidadãos "Lei de Apoio à Maternidade e à Paternidade - Do Direito a Nascer".

No entanto no que respeita ás presidenciais não percebo o cálculo que está a fazer e os tempos políticos desta eleição que ontem preconizou na TVI (isto é que uma vez Guterres só para o Outono estará disponível para decidir se se apresenta, então assim deverá ser com o candidato de centro-direita). Nem a aparente dependência de uma decisão dos partidos de centro-direita a que parece subordinar a decisão, sua ou de outros, de uma candidatura presidencial desta área política. E pelo contrário neste ponto partilho completamente os juízos políticos de Santana Lopes no que respeita seja aos tempos e autonomia individual de decisão, de cada candidato, seja a naturalidade de que a primeira volta das presidenciais sejam as primárias a que o povo de centro-direita aspira e tem direito. Como hoje consta no Diário de Notícias e na Renascença. Num rasgo de coragem e ousadia que lhe é característico e que faz muito do seu valor.

Além disso também aqui já referi muitas vezes a apreciação que tenho por Santana Lopes, feita de uma estima pessoal e identificação política. Também neste estimo a consciência de si próprio como de um filho da Igreja Católica e uma intuição de bem que lhe vi muitas vezes como imediata e instintiva em muitas atitudes que tomou ao longo dos tempos. Aprecio ainda o seu magnetismo no mesmo povo laranja, a dignidade na derrota ou na injustiça que lhe foi feita nos seus tempos de Primeiro-ministro, e a capacidade executiva de que sempre deu provas, agora mais recentemente, num trabalho notável na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. E, last but not the least, a concepção que tem do desenho constitucional do presidente da república e do respectivo exercício de mandato. Sem esquecer que lhe sou grato pela experiência autárquica que fiz entre 2009 e 2013 de membro da Assembleia Municipal de Lisboa e por isso de presidente da Comissão de Intervenção Social e promoção da Igualdade de Oportunidades, um tempo do qual guardo a melhor das memórias e em que tanto aprendi além de me ter possibilitado contactar com tanta gente de outros quadrantes políticos com quem vivi a verdade de que "na política o outro é um bem".

Assim sendo considero que qualquer um dos dois é um excelente candidato e nada impede ambos (e outros, se possível) se apresentem e se veja quem merece a preferência do povo de centro-direita (e neste do voto católico), para depois se apurar a vontade de todos os portugueses. Mas sobretudo deixem-nos (os directórios partidários) escolher, pelas almas, como diz o meu pai...;-)

Sobre Santana Lopes no meu Blog ver aqui.
Sobre Marcelo Rebelo de Sousa no meu Blog ver aqui.

quinta-feira, abril 10, 2014

Viktor Orbán e a Hungria: mais um sinal de esperança




Já adivinhando a fúria da esquerda bem pensante e politicamente correcta, a vitória de Viktor Orbán
 na Hungria é um sinal de esperança para o seu próprio país, para a União Europeia e para o povo da Família e da Vida. Equívocos haverá, temperamentos diferentes existirão, coisas mal-sucedidas acontecerão, e todos os limites humanos se poderão revelar, mas que o que aconteceu foi importante, isso foi, e muita coisa boa se pode e deve esperar, também. E disso fala a notícia publicada hoje no Infovitae:

Hungría: el partido provida y profamilia de Viktor Orbán revalida la mayoría de dos tercios en el Parlamento

In InfoCatólica

... Con 133 o 134 escaños, el Fidesz retiene su mayoría cualificada de dos tercios entre los 199 escaños de la Cámara, con lo que puede seguir adoptando leyes de rango constitucional sin tener que negociar con la oposición.
«Todas las dudas se desvanecieron: ganamos», manifestó el primer ministro en una primera reacción, y agregó que la victoria de hoy fue «contundente».
A favor de las raíces cristianas
Viktor Orban participó en las últimas Jornadas Católicos y Vida Pública de la ACdP (Asociación Católica de Propagandistas) celebradas el año pasado en Bilbao, donde aseguró que los países mejoran cuando la legislación tiene en cuenta y hace explícitas las raíces cristianas de las naciones en las que son elegidos: «La política tiene que basarse en valores cristianos»
El presidente húngaro ha llevado a cabo una legislación capaz de hacer frente a la todopoderosa legislación comunitaria en temas de vida y de familia. Ha hecho posible que el Parlamento y administración de Hungría puedan ser autónomas y legislar, hacer políticas independientes al servicio de sus ciudadanos. En este sentido, afirmó que «Europa se ha olvidado de Dios y se avergüenza de sus raíces cristianas y, con visión secular agresiva, supranacional y relativista propugna una sociedad sin Dios. Los tecnócratas de la Unión se han olvidado de la familia, patria y justicia, que son los auténticos valores».
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sábado, novembro 10, 2012

Ainda o "caso" Isabel Jonet




O que está a acontecer com Isabel Jonet e que tem suscitado na blogosfera um coro de solidariedade com ela, impressionante pela extensão, insuspeitabilidade e variedade, tem duas facetas que vale a pena destacar:

A primeira é como quem está empenhado na acção social se expõe com liberdade e generosidade mas se sujeita a num instante passar de bestial a besta. Muitas vezes alerto numa das instituições que ajudei a fundar e em que estou empenhado e que goza de um prestígio que lhe é conferido pela respectiva qualidade de trabalho e dedicação dos seus profissionais, que é estatisticamente improvável (embora possível por graça de Deus, essa é a nossa esperança!) que um dia não nos aconteça, com culpa ou sem ela, um mau passo (o que nem sequer é o caso acima) e que nesse momento tantos dos que nos louvam, serão os primeiros a condenar-nos sem sequer tentar conhecer mesmo o facto ocorrido, levar em conta a nossa história e ter aquela noção de que elas só não acontecem a quem não faz nada...

A segunda é como Isabel Jonet e quem com ela trabalha no Banco Alimentar está neste momento a experimentar uma bem-aventurança, aquela de "bem-aventurados os que sofrem pela causa da justiça" (o que no caso dela e suponho, sem muito risco, de quase todos os que trabalham lá, equivale à bem-aventurança de  "quem sofre por Minha causa"). Muito mais modestamente e na minha vida política (como deputado do PSD) por causa da minha pertença à Igreja católica, passei alguns apertos e desprezos, e recordo-me bem como foi naquele momento que aquele sermão de Jesus se fez carne na minha vida. E como misteriosamente dar-me conta disso foi uma fonte de certeza e alegria a um ponto que não quereria deixar de ter passado o que passei...! Nessa medida estou convencido que desta "crise" quer o Banco Alimentar, quer a sua presidente, vão sair disto mais fortes.

Nota final: se dúvidas houvesse, olhando para quem ataca Isabel Jonet, não é dificil perceber "de que lado" estar...no fundo, no fundo, o poder do mundo só estava à espreita de uma ocasião para atacar um obra cuja origem sabe bem qual é, mas cuja actividade não era possível denegrir. Foi só ter a "ocasião" e ei-los a cair-nos em cima...




terça-feira, setembro 18, 2012

EUA: os Bispos católicos e Obama



Abp Chaput on voting for Obama: ‘I certainly can’t vote for somebody who’s pro-choice’


PHILADELPHIA, Sept. 17, 2012 (LifeSiteNews.com) - As the November general election approaches, America’s Catholic bishops have been walking a fine line as they strive to avoid appearances of partisanship while at the same time they wage a high-profile battle against the Obama administration over religious freedom.

Earlier this month, one of the leading lights in the U.S. episcopate insisted he “certainly” could not vote for Obama, while not specifically endorsing his Republic opponent Mitt Romney.

Asked whether a Catholic could vote for Obama in good faith, Archbishop Charles Chaput of Philadelphia replied: “I can only speak in terms of my own personal views. I certainly can’t vote for somebody who’s either pro-choice or pro-abortion.”

In a wide-ranging interview with John Allen, Jr. of the National Catholic Reporter, published Friday, the archbishop drew a sharp distinction between a candidate’s “prudential judgments” about how we care for the poor, and his position on an intrinsic evil like abortion.

Responding to concerns over the budget proposed by Republican vice presidential candidate Paul Ryan, which some Catholic bishops and other critics had called immoral because it cut programs to the poor, the archbishop pointed out that people of good faith can legitimately disagree over the role of government in providing aid to the poor.

“Jesus tells us very clearly that if we don’t help the poor, we’re going to go to hell,” he insisted. “But Jesus didn’t say the government has to take care of them, or that we have to pay taxes to take care of them. Those are prudential judgments.”

“You can’t say that somebody’s not Christian because they want to limit taxation,” he continued. “To say that it’s somehow intrinsically evil like abortion doesn’t make any sense at all.”

The archbishop, while noting he is a registered independent, said he has “deep personal concerns about any party that supports changing the definition of marriage, supports abortion in all circumstances, wants to restrict the traditional understanding of religious freedom.”

Chaput also said the bishops’ Fortnight for Freedom campaign in the summer was a success in raising greater awareness among Catholics about the grave threat to religious freedom facing America.

“The history of the world demonstrates that if we aren’t always on guard about religious freedom, we’ll lose it. It happens everywhere, and it could happen in the 

United States,” he observed.

“I would never have thought, even ten years ago, that we would be dealing with it so quickly,” he added.

On the HHS mandate, Chaput said he “can’t imagine” the courts would not overturn it. “If we don’t win, I’ll be astonished, and I’ll be even more worried about the future of religious freedom in our country,” he said.

“Those who oppose us on the mandates are very insistent. I thought they would back down by now, but they haven’t,” he continued. “We have to fight as vigorously in opposing them as they are in imposing them. Who’s going to win? I don’t know. It will be whoever fights the hardest and wins the hearts and minds of the people.”

Read the full interview at the National Catholic Reporter.