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sexta-feira, junho 06, 2014

Decisão do Tribunal Constitucional: não há guito!!!!




A recente decisão do Tribunal Constitucional indigna-me profundamente. O teor político do acórdão, a desconsideração da realidade do país, a ignorância dos tratados europeus que nos vinculam e o próprio entendimento jurídico, concorrem como razões poderosas para o facto.

Infelizmente a minha actual vida pessoal e profissional não me permite a mesma disponibilidade de outros tempos e por isso não posso fazer o que me apetecia e me parece era necessário: organizar uma manifestação em frente ao Palácio Ratton com apenas uma faixa a encabeçá-la dizendo "O que ainda falta para perceberem que não há guito...!?". Ou, em alternativa, ir a altas horas da madrugada, pintar na parede mais próxima "Não há Guito!"...(desde já declino qualquer responsabilidade se alguém mais indignado e excitado, decidir levar por diante esta minha divagação...;-)

Assim fico-me por este protesto e pela reprodução abaixo das palavras do Primeiro-ministro que subscrevo integralmente. Não resistindo porém a previamente observar que pena foi não se tivessem já tomado medidas quando a propósito das leis do aborto (em várias vezes) e da procriação medicamente assistida, se percebeu já que este é um Tribunal para quem a Constituição não diz exactamente o que dela consta, mas o que a ideologia (ou a mentalidade comum) de quem aprecia a constitucionalidade, dita...
Ressalvando também por uma questão de justiça que isto dito, qualquer um dos juízes me dá uma trepa em questões de direito e também é verdade que em parte do acima "quem te manda a ti sapateiro, tocar rabecão"...;-)

No âmbito da comemoração dos 40 anos do PSD, realizou-se esta quarta-feira, dia 4 de Junho, a primeira conferência distrital do ciclo “A Social-Democracia para o Século XXI”, que teve lugar em Coimbra e reuniu um vasto conjunto de participantes e oradores.
Dedicada ao tema a “Democracia e as Novas Representações”, esta primeira conferência contou com as Intervenções de Francisco Pinto Balsemão, António Costa Pinto e Fernando Negrão, tendo sido debatido um vasto conjunto de questões relacionadas com o futuro da democracia e da participação dos cidadãos no processo democrático, como seja o voto electrónico, o voto obrigatório (ou enforced), as imposições às limitações de mandatos, entre outros temas.
Presente na sessão, o Presidente do Partido, Pedro Passos Coelho comentou, durante a abertura dos trabalhos, os vários temas em discussão e os desafios que se põem à social- democracia, aludindo ainda ao actual momento político nacional e, mais concretamente, à recente deliberação do Tribunal Constitucional, matéria que lhe mereceu o seguinte comentário:
“(…) Uma coisa é não concordarmos com determinadas leis, termos divergência políticas grandes quanto à natureza da legislação que é aprovada, outra coisa é dizer que essa legislação é inconstitucional. Claro que quando as coisas são confundidas, nós tenderemos a dizer que o uso que é feito das prerrogativas dos juízes e do tribunal são desvirtuadas, mas isso não se resolve acabando com o tribunal, evidentemente. Resolve-se escolhendo melhor os juízes. E aqui, creio também, que todos temos responsabilidades nessa matéria. Quem recorrendo a princípios tão gerais e difíceis de definir e de densificar, determina a inconstitucionalidade de determinados diplomas, em circunstâncias tão especiais da vida do país, quem está nesta posição, deveria ter um escrutínio muito maior do que aquele que foi feito até hoje. Significa, por exemplo, nos Estados Unidos da América, que aqueles que são escolhidos para este efeito, para julgar este tipo de matérias tem realmente um escrutínio extremamente exigente. Nós não temos sido, se calhar, tão exigentes quanto deveríamos. Mas creio que a nossa discussão deveria estar mais orientada para essa finalidade de saber como é que uma sociedade com transparência e maturidade democrática pode conferir tamanhos poderes a alguém que não foi escrutinado democraticamente, em vez de estar a defender alterações radicais no próprio sistema.”
Pode ver-se a intervenção na íntegra aqui.


terça-feira, julho 02, 2013

A crise política e a comunicação de Passos Coelho




Gostei da comunicação ao país que hoje Pedro Passos Coelho fez. Na situação em que o país se encontra foi confortante ver que o nosso primeiro-ministro não desiste e a atitude dele pareceu-me claramente mais adequada ao que precisamos do que a de Paulo Portas.

Pelas notícias que vão chegando, nomeadamente a da demissão de todos os membros do Governo que pertencem ao CDS pode ser que isso não chegue para o Governo se aguentar, mas se assim for e no momento próprio, cada um terá de assumir as suas responsabilidades.

Ainda a propósito da intervenção hoje do primeiro-ministro ocorreram-me duas frases de Santa Teresa de Ávila. A primeira de que nada a assustava mais do que não fazer o que devia ser feito. E a segunda: "Podemos. E se não pudermos, poderemos"...

Isto dito, o Governo podia ser melhor e fazer mais do que faz? Sim. Reformando o Estado a sério, assumindo outros valores nas questões civilizacionais, agindo mais eficazmente do ponto de vista político e com uma maior ligação aos sectores sociais da sua base de apoio. Mas isso não é razão para o querer derrubar, mas sim ser com o mesmo mais exigente e ajudar a que seja feito o que deve ser feito. Quem o percebe não se pode deixar de rever na comunicação de hoje, parece-me...



sexta-feira, abril 12, 2013

A remodelação do Governo



Estou agradado com a remodelação anunciada. Por si mesma mas também por um motivo marginal: é como muitos outros actos do Primeiro-ministro um gesto livre, de um homem que é de facto livre, e que não obedece senão ao entendimento que ele tem das necessidades do Governo e de Portugal e suponho também com a anuência de Paulo Portas. E se isso desagradar aos comentadores (mesmo àqueles que eu não perco, cuja opinião ouço "religiosamente" ou a quem acho especial "graça"), aos jornalistas e a toda a "fauna" política, tanto pior para eles...! Sinto-me confortado por isso.

Numa nota marginal diz o que me poderia apetecer dizer se confrontado com criticas, este texto abaixo hoje recebido da lista electrónica Povo, editada pelo meu amigo Pedro Aguiar Pinto (que se pode subscrever através daqui seguindo o correio electrónico do Blog):

"A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE) Catarina Martins considerou hoje que a "substituição" de Miguel Relvas por Luís Marques Guedes e Miguel Poiares Maduro prova que não há ninguém que queira participar neste Governo. IMPORTA-SE DE REPETIR? Ninguém? Só o homem com o melhor currículo académico, que era até agora Director do Global Governance Programme e Professor de Direito no Instituto Universitário Europeu, em Florença, e Professor Convidado da Yale Law School, nos EUA. Não precisava de se vir maçar e levar com pessoas que fazem comentários desta leviandade, que tocam as raias da burrice. Da senhora Catarina Martins pode dizer-se que é ninguém, se ela fosse para um governo poderia dizer-se ninguém quis, agora de Miguel Poiares Maduro é tudo o que não se pode dizer. Antigo advogado-geral do Tribunal Europeu de Justiça, deu aulas em várias universidades europeias e não só. Passou pelo Colégio da Europa (Bruges); pela Universidade Católica e também pela Nova, em Lisboa;  pela London School of Economics; pela Chicago Law School; pelo Instituto Ortega y Gasset (Madrid) e  Instituto de Estudos Europeus de Macau.
Integrou recentemente um grupo de alto nível europeu para a liberdade e pluralismo na comunicação social. Queriam melhor que isto?


Maria Teixeira Alves"

terça-feira, abril 02, 2013

Pressões sobre o Tribunal Constitucional: não há pachorra...!



Se há coisa que não tenho pachorra na política é para rodriguinhos...destes é o exemplo o rasgar de vestes com as declarações de Pedro Passos Coelho apelando à responsabilidade do Tribunal Constitucional na apreciação da constitucionalidade de algumas disposições do Orçamento de Estado para 2013...

Na verdade esse rasgar de vestes não só é hipócrita (veja-se quantas atitudes semelhantes em circunstâncias diferentes outros políticos portugueses já tiveram) como faz passar os juízes do Tribunal Constitucional por virgens impolutas ou facilmente impressionáveis que ficariam em estado de nervos com esta ou qualquer outra declaração, num ou outro sentido...

Das duas uma: ou estes juízes, e muito bem do ponto de vista do próprio desempenho funcional, ficam indiferentes (o que lhes é pedido é o confronto do diploma com a Constituição e nada mais, como bem observou o Prof. Jorge Miranda) ou então, mal, por birra fazem o contrário do pedido ou então, mal também, atemorizam-se. Nestas duas últimas hipóteses comprovar-se-ia que valeria a pena (o que eu não acredito) "apertar com eles" e, nesse caso, também, o Primeiro-ministro fez o que devia em defesa do seu programa e do seu entendimento do que é melhor para o país. Está claro o conceito...!?


quarta-feira, fevereiro 15, 2012

Santana Castilho e Passos Coelho


Impressiona o despeito com que, praticamente em todas as ocasiões em que escreve no Público, Santana Castilho se atira a Pedro Passos Coelho...o que traz à colação o que sucede em todas as caminhadas para o poder.

Em todas estas o putativo candidato a primeiro-ministro procura identificar em diversos sectores, vozes autorizadas, que consigo partilhem a oposição ao poder que pretende derrubar, e através do recurso à expertise e autoridade grangeadas pelas personalidades que assim vai encontrando, fortalecer a sua posição, reclamando ideias novas e o apoio daqueles que se revêem no "sábio" que lhe empresta o seu prestigio pessoal.

Este último por sua vez sente-se engrandecido e desvelado com a atenção do senhor que se segue e ou tem uma grande liberdade pessoal ou vai acalentando, pouco a pouco, o sonho de que será chamado à responsabilidade da sua área quando o futuro primeiro-ministro formar o seu governo. Nos primeiros dias que se seguem à vitória eleitoral espera ansiosamente um telefonema, que na esmagadora maioria das vezes nunca chegará...

Então e por fim ou é um Senhor e encolhe os ombros ou até pensa que há mais marés do que marinheiros, ou é assaltado por uma fúria que o faz partir tudo...que seja isso que está a acontecer a Santana Castilho é fama de que este já não se livra...

segunda-feira, dezembro 26, 2011

Mensagem de Natal de Passos Coelho

Gostei muito da mensagem de Natal do Primeiro-ministro. Não foi apenas o pormenor do Presépio por trás (significativo de um Chefe de Governo que não lhe sendo conhecida fé em Jesus [o que não quer dizer não esteja lá mas pode ser não a reconheça pelo nome], O reconhece no entanto como raíz e razão da festa do Natal) mas sobretudo uma parte importante do seu conteúdo que não sei se foi entendido na sua totalidade e por todos: o apelo à responsabilidade individual, à autonomia e liberdade de cada um, ao espírito de empreendimento e iniciativa, à capacidade de dar vida a empresas, obras, projectos e realizações. Muito bem.
Procurei-a mas não a encontrei (a ontem transmitida na RTP1, apenas em versão texto)...mas dei com esta (que estou a ouvir enquanto escrevo isto, mas já percebi não é a mesma, nem sequer o Presépio está lá...): aqui.

quinta-feira, junho 23, 2011

A poupança de Passos Coelho

Impressionou-me pela simplicidade e pelo valor de exemplo o facto do nosso primeiro-ministro ter escolhido ir a Bruxelas de avião não em executiva mas em classe económica. Não faltará quem diga que é demagogia e que a despesa (a diferença de 2265 euros, segundo o i) não era significativa, mas:
a) como sempre a minha mãe me repetiu (tendo aprendido com um tio que fez fortuna no Brasil) a poupança faz-se nos cêntimos e não nos euros ou às unidades e não às dezenas ou a estas e não às centenas (a imagem dela era com escudos, mas já não me lembro dos valores...;-)
b) grão a grão enche a galinha o papo e
c) o valor de exemplo é de facto muito significativo para todos e dá outra credibilidade aos nossos credores
Parabéns pois e começamos bem!

segunda-feira, maio 31, 2010

No dia entrada em vigor lei casamento gay: comunicado da Plataforma

COMUNICADO DA PLATAFORMA CIDADANIA E CASAMENTO NO DIA DE ENTRADA EM VIGOR DA LEI QUE PERMITE O CASAMENTO ENTRE PESSOAS DO MESMO SEXO

1. Entra hoje em vigor a Lei que permite o casamento entre as pessoas do mesmo sexo. Tal como na vida, também na política e na legislação, nada é definitivo e existe sempre a possibilidade de repensar, avaliar, modificar e revogar.
Continua por isso também em vigor a reivindicação da sociedade portuguesa da realização de um referendo sobre a matéria e que todos os portugueses tenham a possibilidade de democraticamente exprimirem a sua vontade. Pelos meios e formas que se mostrarem adequados e conforme o aconselharem as diferentes circunstâncias políticas, a Plataforma Cidadania e Casamento prosseguirá a sua acção até que este objectivo seja atingido preparando inclusivamente do ponto de vista jurídico as soluções a que uma eventual reversão da modificação do regime do casamento possa obrigar.

2. De acordo com a edição de hoje de um jornal diário:
“A lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo entrou hoje em vigor, dia em que o primeiro-ministro almoça, na residência oficial, pelas 13:00, com representantes das associações de lésbicas, gays, bissexuais e transgéneros (LGBT).”

Não podemos deixar de registar a nossa estupefacção com o facto de o Senhor Primeiro-Ministro não ter encontrado a mesma disponibilidade para receber a Plataforma Cidadania e Casamento quando esta, em nome de 92 mil subscritores da Iniciativa Popular de Referendo, lhe solicitou um encontro, cuja realização foi entregue a um assessor do seu gabinete.
Agindo desta forma, o Senhor Primeiro-Ministro, parece ter decidido não ser o chefe de governo de todos os portugueses, mas apenas das associações de lésbicas, gays, bissexuais e transgéneros…
Lisboa, 31 de Maio de 2010