quarta-feira, fevereiro 29, 2012

Referendo na Irlanda: mas se se enganarem na resposta, nós repetimos...

28-02-2012

Irlanda vai referendar novo pacto orçamental europeu


Irlanda vai referendar novo pacto orçamental europeu
Irlanda vai referendar novo pacto orçamental europeu

Dublin, 28 fev (Lusa) - A Irlanda vai organizar um referendo sobre o novo pacto orçamental europeu, anunciou hoje o primeiro-ministro Enda Kenny no Parlamento, sem indicar a data da consulta.
Após consulta, o procurador-geral, encarregado de aconselhar o governo sobre as questões constitucionais, "decidiu organizar um referendo sobre esta questão, no qual será pedido ao povo irlandês para autorizar a ratificação deste tratado", declarou Kenny.

O procurador-geral considerou que "sendo este tratado um instrumento específico fora da arquitetura do tratado da União Europeia", um referendo "é necessário para o ratificar".

No final de janeiro, 25 dos 27 Estados-membros da União Europeia - Reino Unido e República Checa ficaram de fora - aprovaram um "pacto orçamental", um tratado intergovernamental de reforço da disciplina das finanças públicas.

O acordo obriga cada um dos países a inscrever nas legislações um limite de 0,5 por cento de défice estrutural (a chamada "regra de ouro").

O pacto aplica-se aos 17 países da zona euro e aos restantes da UE que desejem aderir.

PAL.
Lusa/fim

terça-feira, fevereiro 28, 2012

O poder das pessoas e a impotência do poder


Escrevo da Assembleia Municipal de Lisboa da qual sou membro eleito pelo PPD/PSD nas últimas eleições autárquicas (Outubro de 2010). Como acontece com alguma periodicidade (trimestral?) estamos no período em que o público pode falar. Impressiona-me:

a) As pessoas e as instituições de Lisboa em geral desconheçam a possibilidade de intervenção (de serem ouvidos pelos órgãos autárquicos e seus membros) que existem no âmbito do poder local (como no nacional, diga-se de passagem). Na verdade o que está agora a suceder (intervenções de membros do público) pode também ocorrer seja em assembleias de freguesia seja nas reuniões públicas da Câmara

b) Ao mesmo tempo como se repetem sessão após sessão as intervenções de pessoas que pura e simplesmente a "única" coisa que querem é uma casa da Câmara e os seus processos se arrastam ao longo do tempo sem que seja dada uma resposta pessoal, directa e clara, e no momento. E isso acontece mesmo até quando essas pessoas são procuradas por algum responsável político após as suas intervenções e até a pessoa que tem esse pelouro na Câmara (a Arquitecta Helena Roseta) é uma pessoas que se vê interessada no "pormenor", que tem um desejo de que as coisas aconteçam de facto e se percebe se sensibiliza verdadeiramente com os casos concretos. Mas apesar disso o calvário e a procissão dessas pessoas, não tem fim...porquê? O que é que não funciona? Com que desatenção à própria e à dos outros humanidade estão os responsáveis da Câmara no seu trabalho quotidiano para que isto suceda? E também e talvez que falta de atenção constante temos nós, membros da Assembleia, que não fazemos disto uma prioridade constante e diária...? Temos todos de mudar, é claríssimo, ou então isto nunca mudará...

c) Pelos temas que aqui são trazidos (a sinalização que falta, o Canil-Gatil Municipal que não funciona, tantas outras questões práticas e concretas) impressiona como apesar de tudo há um cuidado da coisa e do bem comum e como há pessoas que se dão ao trabalho de participar e agir. Assim isto continue e cresça...contá-lo hoje é o meu contributo nesse sentido.

segunda-feira, fevereiro 27, 2012

Futebol: estados de alma neste momento


Esperando e desejando ardentemente não haja razões para trocar os emblemas na próxima sexta-feira...
lol!


Primárias Republicanas: amanhã no Michigan


Continuam ao rubro as Primárias republicanas nos USA. Nos jornais de fim-de-semana li um extenso artigo sobre a situação no centro-direita em Portugal e as próximas presidenciais em que o único que se refere a que seria bom tal coisa (primárias) também existissem entre nós (antes de se definir quem será o candidato do centro-direita) é, claro, Pedro Santana Lopes. Subscrevo inteiramente.

Entretanto nos Estados Unidos:


Rick Santorum defende religião na praça pública
Inserido em 27-02-2012 12:57
“Não acredito numa América onde a separação entre Igreja e Estado é absoluta”, disse republicano.

Rick Santorum, um dos políticos que disputa a nomeação republicana para a presidência dos Estados Unidos, defendeu ontem a importância de dar espaço na praça pública às religiões e às pessoas com fé.

O senador, que é católico praticante, lamentou que as universidades, por exemplo, já não sejam locais neutros para as pessoas com fé e que a praça pública se tem tornado crescentemente hostil para com a religião.

“Que país é este que diz que apenas pessoas sem fé podem vir falar na praça pública? Essa ideia dá-me vómitos”, afirmou.

Santorum, que é neste momento um dos dois candidatos, juntamente com Mitt Romney, com maiores probabilidades de ganhar a nomeação, chegou mesmo a afirmar: “Eu não acredito numa América em que a separação entre Igreja e Estado é absoluta”.

Noutra entrevista Santorum afirmou que “a ideia de que a igreja não pode ter qualquer influência ou envolvimento no governo do Estado é absolutamente antitética aos objectivos e a visão do nosso país”.

A religião tem sido sempre um factor importante nas candidaturas presidenciais nos Estados Unidos, particularmente no campo republicano. Rick Santorum tem liderado as sondagens entre cristãos conservadores, incluindo os evangélicos que parecem ter ultrapassado uma histórica desconfiança da Igreja Católica depois de algumas décadas a trabalhar lado a lado com ela por causas comuns.

Santorum pode ainda beneficiar da desconfiança que muitos eleitores nutrem pela religião mórmon de Mitt Romney, que não é considerada cristã pela maioria das confissões.

Porto na liderança do campeonato...!


A satisfação é toda nossa também...! ;-)

De Fonte: Sportinveste Multimédia, sportmultimedia.pt, domingo, 26 de Fevereiro de 2012

Vítor Pereira: “Estou satisfeito”


Vítor Pereira: “Estou satisfeito”
Vítor Pereira: “Estou satisfeito”

Vítor Pereira, nas declarações no flash-interview da SportTV, afirmou-se satisfeito com a prestação da sua equipa e recusou falar do clássico:

"Vimos de uma sequência de jogos, é natural que haja desgaste e também ansiedade. Jogámos contra uma boa equipa, que, na primeira volta, nos subtraiu dois pontos.

Não foi uma primeira parte fácil e, na segunda, as coisas foram acontecendo. Estou satisfeito pela atitude dos jogadores. Mesmo quando as coisas não saíam bem, eles tinham uma boa atitude.

Hoje, não estou para falar do jogo de sexta-feira. Estamos focados, chegámos à frente do campeonato".

domingo, fevereiro 26, 2012

O Papa, o casamento, a procriação e o politicamente correcto


A polícia do politicamente correcto aí está outra vez...! Desta vez com o Papa (quase sempre com o Papa...) e com o discurso que fez ontem na audiência aos participantes no encontro da Academia Pontíficia pela Vida.
Ajuda a perceber o que se passou a notícia publicada no Povo e ajuda a adivinhar a confusão que vamos ter esta:

Papa defende que matrimónio heterossexual é único "digno" para procriar


Papa defende que matrimónio heterossexual é único "digno" para procriar
Papa defende que matrimónio heterossexual é único "digno" para procriar

Cidade do Vaticano, 25 fev (Lusa) - O papa Bento XVI afirmou hoje que a união entre um homem e uma mulher no matrimónio é o único "lugar digno" para trazer ao mundo um novo ser humano, procriação que é expressão da sua união biológica e espiritual.

Bento XVI abordou o tema da procriação durante uma audiência no Vaticano com participantes na XVIII Assembleia Geral da Academia Pontíficia para a Vida, que termina hoje, com o tema "Diagnóstico e terapia da infertilidade".

"A busca de um diagnóstico e de uma terapia representa o critério cientificamente mais correto para a questão da infertilidade, mas também o que mais respeita a humanidade integral dos sujeitos implicados", salientou Bento XVI.

"A união entre um homem e uma mulher nessa comunidade de amor e de vida que é o matrimónio constitui o único ´lugar´ digno para a existência de um novo ser humano, que é sempre um presente", acrescentou.

sábado, fevereiro 25, 2012

Maricas e Mourinho: a ditadura da linguagem


Reconheço é dificil pormo-nos na pele de um homossexual e por isso ter a clara percepção de a que ponto a expressão maricas possa ser percepcionada como uma agressão seja por aquilo que representa (fraco, débil, fugitivo às dificuldades, etc.) seja pelo histórico da palavra (utilizada para designar homossexuais e para alguns na raiz de alguns traumas sobretudo até ao momento em que passou a assumir essa condição)...

Mas isto dito há que ter bom-senso, sentido de humor e gosto da provocação:

a) Bom senso: a palavra maricas quer se queira quer não tem um significado e um uso a que não subjaz nenhuma menor consideração pela respectiva orientação sexual seja ela qual for. Usa-se correntemente e mal estava se vamos agora ser submetidos a uma policia da linguagem e à ditadura da engenharia social aplicada à realidade e à linguistica, que é basicamente o que se passa e define a Ideologia do Género. Que querem fazer? Proibir a palavra? Vão-me prender quando me ouvirem na rua ou em casa a dizer ao meu filho que caiu ou se magoou "vá levante-se, não chore, não seja mariquinhas"...? 1984 do Orwell é hoje...?

b) Sentido de humor: na Europa, nós os católicos, estamos muito habituados a ser alvo de considerações menos elegantes sobre a nossa fé, a nossa vida, a nossa prática religiosa, os nossos ideiais, etc. E aprendemos a rir-nos disso (às vezes um bocado amarelo, é verdade...;-) e rir-nos de nós e estimarmo-nos mais assim. Creio mesmo que somos a maioria nos admiradores dos Monty Python, fartámo-nos de rir com algumas cenas evangélicas dos Gato Fedorento, nunca deixámos de ver o grande Herman José, etc...

c) Gosto da provocação: aprendam com o Vale de Almeida que publicou o artigo "Afinal, quem é "maricas"?" ou com os espanhóis (e isto ouvi eu nos já longinquos anos 70 em Madrid, boquiaberto é um facto, mas ao tempo desconhecia estas modernices...) que cantavam nas ruas "somos lindos, somos rosas, somos unas mariposas"...;-) Pode ser que o facto de nunca me ter dado para isso me impeça de perceber bem a questão, mas afinal onde está o Orgulho Gay...? E peço desculpa pelo conselho que provavelmente dispensavam...

A notícia que suscitou este post foi esta e diz respeito ao grande José Mourinho:

De Waymedia/ Catarina Marques: quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2012
Mourinho estalou polémica em Espanha
«Esses 'maricones' não dizem com que bola vamos jogar».
copyright AP/ Manu Fernandez ‘

Esos maricones no dicen com qué balón jugamos’ [Esses maricas não dizem com que bola vamos jogar], foi a frase proferida pelo técnico do Real Madrid que tanta polémica causou entre os membros da Federação Europeia de Gays e Lésbicas desportistas (EGLSF).

A EGLSF anunciou que o comportamento de Mourinho era totalmente inaceitável e chegaram mesmo a acusá-lo de homofobia, devido ao comentário que este fez antes do jogo do Real Madrid com o CSKA. O técnico terá utilizado a palavra ‘maricones’, com algum desprezo. A comunidade EGLSF não ficou indiferente e resolveu mostrar a sua indignação.

O co-presidente da EGLSF, Louise Englefield, disse que devia ser atribuído um castigo a Mourinho por ter utlizado tal expressão, uma vez que terá demonstrado uma total desconsideração pela comunidade Gay e Lésbica. Entretanto, já pediram à UEFA que analisasse a situação. ‘

A homofobia é inaceitável no futebol e ainda para mais quando sai da boca de uma figura tão ilustre do desporto, como é o caso. Estamos profundamente dececionados com Mourinho por este ter usado términos homófobos enquanto estava num papel profissional, num jogo internacional.’, expressou o diretor à imprensa europeia.

sexta-feira, fevereiro 24, 2012

As Primárias no PSD e o "terror" de serem os militantes a escolher...

Noticia hoje o i que as Distritais do partido (PSD) terão reagido mal á proposta de Passos Coelho de que os candidatos nas autárquicas (e também em outros niveis, como os deputados, diz o Sol) sejam escolhidos em Primárias. É natural...nada mais teme a estrutura dirigente que essa coisa incomodativa de serem privados de escolher os "manteigueiros" e os amigos e se terem de subordinar a essa coisa incomodativa que é a vontade dos militantes. E, o que é mais engraçado, porquê? Dizem eles que isso seria o triunfo do caciquismo...ou seja da mesma força que os colocou nas posições de poder em que se encontram... Aguardo por isso com muita curiosidade a proposta de alteração dos estatutos que o presidente do partido levará amanhã ao Conselho Nacional...se corresponder ao que sei ser o seu profundo sentir democrático, cheira-me que as distritais vão ter mais motivos de preocupação...;-) Melhor do que isso apenas o momento em que Passos Coelho concretizar a sua proposta e promessa da realização de eleições para a Assembleia da República por voto de preferência (isto é a possibilidade de se dizer "voto neste partido e escolho da sua lista dos candidatos esta pessoa concreta"). Aí é que vai cair o Carmo e a Trindade... quando se descobrir que muitos dos candidatos escolhidos não tem qualquer povo que os suporte... Mas nesse dia também será o principio do fim de coisas como aquelas a que hoje assistiremos no parlamento: deputados do PSD e do PP que ao arrepio do sentir do seu eleitorado votarão hoje favoravelmente ou como Pilatos se absterão na votação dos projectos do BE e do PEV de adopção gay...

quinta-feira, fevereiro 23, 2012

Adopção gay: brincar aos papás e mamãs...

O título deste post é duro e percebo possa suscitar uma primeira reacção de despeito, mas decididamente prova-se com a iniciativa (tal como com a anterior do casamento) que aquilo que o lobby gay pretende não é uma não discriminação dos homossexuais (o que é justo e compreensível) mas a imposição à sociedade inteira de uma determinada orientação ou comportamento. E como explicava um amigo meu num parecer do movimento Mais Vida Mais Família uma discriminação "a contrario": a que resulta de se pretender estabelecer um regime especial para uma determinada categoria de pessoas que em nada se distinguem das outras (não é isso que dizem também?)... Na verdade seja homossexual ou heterosexual ou outra coisa qualquer um pai e uma mãe são-no de facto quando na natureza ou por intermédio desta ainda que artificialmente tal sucedeu. Tal como o exercício da afectividade por um homem ou uma mulher não depende de nenhuma lei (que não pode nem impô-lo nem proibi-lo), quer seja homossexual ou heterosexual ou outra coisa qualquer aqueles com quem tal aconteça. Tudo o resto é artificial, engenharia social e porque tendo por objecto uma criança "brincar aos papás e às mamãs"... (mas lá que gostava de estar agora com aquela personalidade de peso do PSD que na 9ª Legislatura achou um exagero a minha reacção à modificação na Constituição do artigo 13º, lá isso gostava...é o problema com os "moderados" e os "modernos" do centro-direita: nunca pagam, politicamente, estes disparates...)

quarta-feira, fevereiro 22, 2012

Padres e Bispos: nunca lhes agradeceremos suficientemente!

A morte de D. Manuel Falcão e a sua vida inteira dada ao serviço da Igreja Católica, do Senhor que por ela Se manifesta na história, de todos os homens que com ele se cruzaram e outros que nunca o viram, fez-me dar conta outra vez da Beleza que é a vida destes homens: "simples" Padres ou mais "nas vistas" Bispos...! Este vídeo também simples é um tocante agradecimento. Temos que fazer um assim sobre os Bispos! ;-)

Morreu D. Manuel Falcão: o Bispo que me crismou

Morreu D. Manuel Falcão que foi Bispo de Beja. Tinha-o em especial proximidade porque foi dele que recebi o Sacramento do Crisma, era então aluno do Colégio São João de Brito. Nunca deu para lho contar. Agora no Céu realiza-se aquilo que é a maior ambição dos Apóstolos e dos seus sucessores: estar ao pé do Seu e Nosso Senhor...Que do Céu onde pela Sua Misericórdia o esperamos nos proteja, vele pela Igreja e pelos seus irmãos no Episcopado! Mais sobre este homem aqui e também esta entrevista em vídeo.

segunda-feira, fevereiro 20, 2012

Mulher obrigada a abortar e bebé salvo à porta Clínica dos Arcos

A história acabou de me chegar pela mão do Padre Nuno Serras Pereira. Imagino já esteja no Blog dele. É mais uma história impressionante do que se passa à porta da Clinica dos Arcos.
Aqui fica:

Caridade em acção

Nuno Serras Pereira
20. 02. 2012

Abre-se a porta da “clínica” dos Arcos. Sai uma mulher de rosto triste logo seguida de um homem com ar triunfante. Leonor, da porta da Missão Mãos Erguidas, vigilante como uma sentinela, vozeia o “alerta”: Mãe, precisa de ajuda? Ao que a mulher melancólica responde: Preciso, e muito! Leonor avizinha-se. Interpela. Escuta. A desgraçada desabafa que não quer abortar seu filho; é o homem que está com ela que o determinou. Leonor pergunta se ele é o pai. Que sim, responde a outra. Leonor fixa-a nos olhos e remata: o seu filho não precisa do pai para nada; o seu filho não precisa de um pai que o quer matar. O homem, rubro de cólera, bufa palavras bravas. Leonor, serenamente, volta-se para o mesmo e questiona-o: O senhor já desejou a morte de alguém? Respondeu de imediato que nunca. Ao que Leonor retorquiu: Então, parece-lhe bem que a primeira pessoa a quem deseja a morte seja o seu próprio filho? Depois de uns instantes de muda perplexidade gaguejou raivas. Leonor, sem se deixar amedrontar, continuou: Infelizmente existe uma lei injusta que executa os filhos à morte por decisão da mãe; mas, por enquanto, ainda não há nenhuma lei que obrigue as mães abortar! O senhor não pode forçar a sua mulher a matar o filho! O tom imperioso e firme deixou sem resposta o desalmado que num arremesso pegou da mão da mulher arrastando-a rua abaixo, não conseguindo porém evitar que Leonor tivesse passado alguns panfletos e DVDs à infeliz. Chegados ao automóvel, depois de ter fechado a porta com grande estrondo, este jurista (eram os dois juristas), de olhos inchados, numa fúria incontida rasgou todos os papéis, quebrou o suporte informático, berrou impropérios e arrancou aceleradamente fazendo chiar estridulamente os pneus, que deixaram a sua marca no alcatrão.
Ela deixou-o para ter a criança. Foi feliz o parto, e a mãe babada amamenta agora com maviosa ternura o esplêndido bebé. Entretanto o assanhado pai que longamente amuara estomagado está-se reaproximando e, se Deus quiser, não tardará a reconciliação. À honra de Cristo. Ámen.

domingo, fevereiro 19, 2012

Um bom conservador é difícil de encontrar...

É o título de um artigo que hoje saiu no Público e que recomendo vivamente. É uma reportagem na Conservative Political Action Conference que teve lugar a semana passada em Washington e a que já fiz referência aqui há uns dias (a propósito de excelente discurso de Sarah Palin).


Tem graça porque ainda que superficialmente (o espaço são duas páginas mas apenas uma de texto...) refere todas as tribos que se abrigam naquele espaço político e acaba por reconhecer alguns factos que a esquerda gosta de evitar (nomeadamente que hoje em dia, na média, as mulheres mais bonitas são as da direita...;-)

"Um bom conservador é difícil de encontrar
Por Kathleen Gomes, em Washington
A América está a ficar "maricas". As raparigas de direita são mais bonitas do que as de esquerda. A masculinidade de um candidato pode decidir eleições. Passámos três dias na maior convenção anual de conservadores norte-americanos. São eles que vão decidir quem será o rival de Barack Obama nas presidenciais de Novembro. Que espécie é essa, um conservador americano?"

(infelizmente o artigo é daqueles que está "trancado" pelo que terão mesmo de comprar o jornal ;-)

Uma orientação politica de João Paulo II

Retirada do livro "Orações de João Paulo II" (é a 29ª) e para a qual a minha atenção foi chamada no Boletim da Paróquia de Santa Joana Princesa, num artigo de António Adragão


"Uma Civilização com alma

Nenhuma experiência politica, nenhuma forma de democracia pode sobreviver, se diminuir a referência a uma comum moralidade de base. Nenhuma lei escrita garantirá a convivência humana, se não haurir a sua força intíma de fundamento moral.

Uma sociedade que perdesse a dimensão espiritual e religiosa veria os seus valores esvaziarem-se do seu conteúdo mais verdadeiro. O progresso económico revelar-se-ia ilusório. O crescente conformismo dos desejos e dos comportamentos vai plasmando uma civilização uniforme, enfadonha, repleta de bem-estar. Mas pobre de ideias e de esperanças, uma civilização pobre de alma.

A armadilha mais grave desse processo está precisamente na tendência a sufocar o sopro transcendente da cultura, empobrecendo-a, nivelando-a, esvaziando-a de energia.

Uma cidade é tanto mais rica quanto mais rica for a sua cultura, porque as cidades são unidades vivas, que integram uma memória, guardam um espírito, exaltam o seu génio e a sua vocação específica. As cidades podem tornar-se fontes inesgotáveis, livros vivos, ser luz no caminho das novas gerações."

Para um membro de Assembleia Municipal (de Lisboa) como é o meu caso, isto faz todo o sentido.

sábado, fevereiro 18, 2012

Exorcismos no Patriarcado de Lisboa e Sympathy for the Devil

O Patriarcado de Lisboa publicou recentemente a segunda parte das ‘Normas Pastorais para a Celebração dos Sacramentos e Sacramentais’. O assunto ter-me-ia passado despercebido não fora a referência que num programa da Canção Nova foi feita ao que aí se diz sobre exorcismos e à projecção que isso teve.

Como se diz em Angola "esta é a maka e temos de viver com ela": a existência do maligno e não abstractamente mas como um ser que odeia Deus, nos quer mal por nós, os homens, sermos o que Deus mais ama, e age na história, nossa, de cada um, nas fraquezas da nossa liberdade, e dos povos...daí a utilidade da Oração de São Miguel Arcanjo.

Vem isto a propósito ou traz à colação a canção "Sympathy for the Devil" que é simultâneamente atraente como composição musical (embora como me dizia uma amiga no Estádio de Alvalade quando fomos ver os Rolling Stones "agora já não dá para a cantar tão distraídamente como dantes o fazíamos"...;-) e clara como discrição do que esse ser é e do que faz e de como nos engana (ou nós nos deixamos enganar quando sucumbimos á aparência de bem e satisfação que ele nos apresenta...). Reouçam:

Nascer em Portugal: não faz mal se não acontecer...

Parece ter sido esta a grande conclusão do encontro ontem promovido pela Presidência da República...

Isto pelo menos a fiar-nos do que do discurso de Cavaco é retomado nos jornais de hoje (exemplo aqui), da notícia do Público ("Nasce-se menos em Portugal, mas nasce-se melhor" e ser criança tem "outro valor"...), da intervenção de António Barreto (em completa colisão com a sua inteligência e clarividência), da entrevista no Expresso da responsável pela Pordata (Maria João Valente Rosa) e por aí adiante...uma desilusão! No sentido de que o que devia ser um alerta que "empurrasse" os outros poderes públicos, acaba num "eh...é assim a vida...".

É esta a nossa desgraça neste e em outros âmbitos: "nem fazem filhos, nem saem de [...]" ;-)

Maçonaria: se calhar foi mesmo só branqueamento...?

As declarações que reproduzo abaixo de Fernando Lima, grão-mestre do Grande Oriente Lusitano (a facção hard da agremiação), vem dar razão áquela "teoria da conspiração" que foi ventilada em alguns meios, aquando da polémica pública suscitada pela loja Mozart...ou seja, aquilo que parecia ter sido um "rombo" na imagem da Maçonaria, contribuiu isso sim para um seu "branqueamento" e neste contexto comunicações como a reproduzida em notícia da Agência Lusa. Até atingir aquele ponto em que ser dirigente partidário e maçon se torna um facto corrente e até, no limite, imprescindivel e/ou recomendável...

"Muitos dos melhores em Portugal são maçons" - Fernando Lima


"Muitos dos melhores em Portugal são maçons" - Fernando Lima
"Muitos dos melhores em Portugal são maçons" - Fernando Lima
Famalicão, 18 fev (Lusa) - O grão-mestre do Grande Oriente Lusitano, Fernando Lima, afirmou na sexta-feira que ainda há um grande preconceito em Portugal em relação à maçonaria, mas lembrou que "muitos dos melhores no país foram ou são maçons".
"Há uma recusa em entender, dizer ou aceitar que muitos dos melhores em Portugal foram ou são maçons e que as maçãs podres são a exceção", referiu Fernando Lima.
Deu como exemplo o Serviço Nacional de Saúde e "as principais leis" do país, que foram criados por maçons, "mas estes, como são muito humildes, não andam com bandeiras a apregoar o que fizeram".
Reconheceu que a maçonaria ainda é olhada "como algo pateticamente obsoleto e promotor de conspiração ou interesses inconfessáveis", mas sublinhou que é "a mais antiga instituição democrática do mundo".

sexta-feira, fevereiro 17, 2012

Crise: diferenças entre a Grécia e Portugal

Recebido agora no email. Lol!

Eutanásia: Viva la Muerte!

"Viva la Muerte!" terá sido o grito de um dos generais franquistas numa célebre conferência durante o tempo da guerra civil de Espanha dada ou assistida (já não me recordo...) pelo grande escritor e poeta espanhol Miguel de Unamuno.



É o que me ocorre quando li esta notícia que me foi enviada por um dos past-presidents da Associação dos Médicos Católicos:

Holanda abre em março primeira clínica de eutanásia

por DN.PT

Hoje

Associação para a Morte Voluntária espera receber um milhar de pedidos por ano, referentes a pessoas que viram o médico de família recusar o seu pedido por motivos éticos ou deontológicos. Primeira clínica abre em março, em Haia.
A eutanásia é legal na Holanda no caso de os doentes sofrerem de uma doença incurável, vivam com dores insuportáveis e façam o pedido conscientemente. Todos os pedidos têm que ser avaliados por uma comissão e peritos independentes, de acordo com a lei de 2002. Caso não sejam cumpridos estes requisitos, os responsáveis podem ser condenados a 12 anos de prisão.

A clínica da Associação para a Morte Voluntária vai dispor de seis equipas móveis que vão contatar os pacientes que viram recusado o seu pedido por parte dos médicos de família. A Federação de Médicos criticou a decisão de abrir a clínica, já em março, dizendo que os elementos da clínica não conhecem o historial médico completo dos pacientes. A associação diz que irá colaborar com os médicos de família, quando for possível.

A clínica será financiada com o apoio dos fundos dos sócios da associação, mas os responsáveis esperam que, no futuro, possa ser coberto pelo sistema de saúde

Baltazar Garzón e os riscos do moralismo individual e histórico

Hoje no Público Francisco Teixeira da Mota publicou um excelente artigo intitulado "Mesmo os melhores fins não justificam todos os meios" sobre o caso do juiz espanhol Baltazar Garzón.



Confesso que sempre me irritou a cruzada moralista a que se entregam tantas magistraturas judiciais por esse mundo fora, sobretudo na Europa. Em Itália a coisa foi ao ponto de terem conseguido (com uma grande ajuda da vitima é verdade...) derrubar um governo legitimamente eleito e em Espanha foi um festival de revisionismo histórico embora muito orientado só para um dos lados (no caso, o lado republicano da guerra civil de Espanha ou a ditadura de Pinochet).

Depois embora admire a virtude, acho que esta é por definição humilde. Ora, a aura impoluta de que se arvoram e em que são arvorados alguns dos personagens idolatrados pelos media tem sempre este risco: no fim, no fundo, trata-se apenas de humanidades tão frágeis como as nossas, mas quando caem o estrondo é despropocionado à falta cometida, em consequência do moralismo protagonizado...nada como aquela consciência católica que levou um Padre meu amigo a observar perante o escândalo de alguns que "não há pecado nenhum, nenhuma barbaridade, que não esteja na potencialidade da minha humanidade. Se aconteceu com um ser humano, podia ter acontecido comigo. A Graça é o que precisamos e do que vivemos para que isso não nos aconteça"...

No caso concreto de Baltazar Garzón ter ido buscar um ancião, ditador de facto mas único na história do século XX que saiu pelo próprio pé, depois de submeter a sua ditadura a referendo da população, ou andar a querer julgar a história (como no caso da guerra civil de Espanha), sempre me pareceram coisas sem razão nem fundamento. E que agora acabam tristemente...

Dito isto reconheço (pensando nas ditaduras militares sul-americanas dos anos 70) que se fosse pai de uma rapariga de, digamos 16 ou 17 anos, presa e torturada por activismo político (ou até no limite por insurreição), tivesse ela sobrevivido ou não a esses mau-tratos, provavelmente (por falta da santidade que já vi e li de tantas e tantas vitimas de violências parecidas ou equivalentes) não descansaria enquanto, pelo menos, os autores dessas barbaridades fossem julgados e condenados, pouco me importando se já tinham ou não passado 40 anos sobre os factos, se já se tinham arrependido (no que não acreditaria) ou não fazia mais sentido por prescrição ou outra razão qualquer, julgá-los...mas reconheço também o que me moveria nesse caso: vingança. O que não é o mesmo que justiça...

quinta-feira, fevereiro 16, 2012

Recorde de desemprego: um drama...mas a realidade é positiva

É impressionante os niveis de desemprego que estamos a atingir (ver notícia abaixo) e dramático perceber que não devemos ficar por aqui. E pior...não vemos como vamos sair (Portugal, a Europa, o mundo) tão cedo desta espiral de recessão-desemprego-e mais recessão agravada pela austeridade...!?

Na minha vida profissional já passei por isso e garanto que a experiência é muito dura, mesmo para quem como nós na altura tinhamos reservas para aguentar o impacto...no meu caso saí do impasse começando uma vida de profissional liberal aos 45 anos (tive o primeiro cliente seis meses depois de a começar...) e apesar de ainda estar a tentar consolidá-la, considero-me completamente bafejado pela sorte...! Faz-me por isso muita impressão pensar nestas sete centenas de milhares de compatriotas (ainda que admitindo alguns terão outras fontes de rendimento na chamada economia paralela)...

Ao mesmo tempo não conseguindo deixar de ter presente o que me aconteceu há umas poucas semanas: fui visitado por um amigo em dificuldades provocadas pela redução de pessoal na sua empresa e que queria o meu conselho quanto a uma ideia de negócio. Na conversa contou-me quanto tinha e gastava (para calcularmos qual o custo do risco que poderia tomar) e eu fazendo as contas faltou-me uma parte (o deve e o haver não batiam certo) pela qual lhe perguntei. Resposta: "ah, isso é porque estamos a ajudar um amigo desempregado"...extraordinário!

O que me remete para o meu último comentário à situação do desemprego de Portugal. Isto só não explode (como anda a comunicação social mortinha por que aconteça...) porque no nosso país (com todos os seus defeitos e limites) existe ainda de facto uma rede de proximidade (família, amigos, instituições sociais) que vai milagrosamente sustentando tudo e todos. E se "esgravatarmos" do que está por trás dessa rede social, que encontramos? Humanidades verdadeiras e/ou a Igreja Católica, pois claro...isto é a presença de Jesus na circunstância dos homens. Razão porque podemos afirmar, mesmo perante isto, que a realidade é positiva: porque é uma ocasião Dele se manifestar.

Taxa de desemprego em Portugal disparou para os 14% no 4º trimestre, desempregados são mais de 770 mil


Taxa de desemprego em Portugal disparou para os 14% no 4º trimestre, desempregados são mais de 770 mil
Taxa de desemprego em Portugal disparou para os 14% no 4º trimestre, desempregados são mais de 770 mil
Lisboa, 16 fev - A taxa de desemprego disparou no quarto trimestre para os 14 por cento, face aos 12,4 por cento observados no trimestre anterior, com o número de desempregados a ultrapassar os 770 mil, divulgou hoje o INE.
De acordo com o Instituto Nacional de Estatística, a taxa de desemprego aumentou assim, em termos trimestrais, 1,6 pontos percentuais, ficando acima das estimativas dos economistas contactados pela agência Lusa que apontavam para que situasse entre os 13 e os 13,5 por cento.
A taxa de desemprego média anual situou-se nos 12,7 por cento.
ICO (SMS)
Lusa/Fim

quarta-feira, fevereiro 15, 2012

Santana Castilho e Passos Coelho


Impressiona o despeito com que, praticamente em todas as ocasiões em que escreve no Público, Santana Castilho se atira a Pedro Passos Coelho...o que traz à colação o que sucede em todas as caminhadas para o poder.

Em todas estas o putativo candidato a primeiro-ministro procura identificar em diversos sectores, vozes autorizadas, que consigo partilhem a oposição ao poder que pretende derrubar, e através do recurso à expertise e autoridade grangeadas pelas personalidades que assim vai encontrando, fortalecer a sua posição, reclamando ideias novas e o apoio daqueles que se revêem no "sábio" que lhe empresta o seu prestigio pessoal.

Este último por sua vez sente-se engrandecido e desvelado com a atenção do senhor que se segue e ou tem uma grande liberdade pessoal ou vai acalentando, pouco a pouco, o sonho de que será chamado à responsabilidade da sua área quando o futuro primeiro-ministro formar o seu governo. Nos primeiros dias que se seguem à vitória eleitoral espera ansiosamente um telefonema, que na esmagadora maioria das vezes nunca chegará...

Então e por fim ou é um Senhor e encolhe os ombros ou até pensa que há mais marés do que marinheiros, ou é assaltado por uma fúria que o faz partir tudo...que seja isso que está a acontecer a Santana Castilho é fama de que este já não se livra...

Obama: o ataque continua



É o título deste interessante editorial de Monsenhor Albacete (foto acima) no Il Sussidiário de hoje:

Obama, l'attacco continua
Lorenzo Albacete
 
mercoledì 15 febbraio 2012

Dopo settimane di critiche, l’Amministrazione Obama ha proposto quello che definisce un “adattamento” alle critiche, provenienti dai vescovi cattolici e da altre parti, alla nuova norma federale che impone a ospedali, istituzioni caritatevoli e università a base religiosa di fornire ai propri dipendenti, senza loro partecipazione al costo, polizze assicurative comprensive della contraccezione.
La nuova formulazione dovrebbe permettere ai datori di lavoro contrari per questioni religiose alla contraccezione la stipulazione per i loro dipendenti di polizze assicurative separate, liberando così queste organizzazioni dal dovere di fornire direttamente polizze relative al controllo delle nascite. Questa “soluzione” non solo consentirebbe alla Amministrazione di sostenere che sta rispettando la promessa di fornire “cure sanitarie preventive” a tutte le donne, ma darebbe anche tempo ai vescovi di affrontare il fatto che probabilmente la maggior parte dei cattolici americani non ritengono sbagliata la contraccezione, compresi, ho il sospetto, un numero non piccolo di preti.

Riuscirà questo aggiustamento a soddisfare le critiche al presidente, ponendo fine alla controversia che, nelle ultime settimane, ha messo in imbarazzo entrambe le parti? Riuscirà a soddisfare i sostenitori di Obama e i suoi finanziatori che vorrebbero che smettesse di nascondere le sue più intime convinzioni? Permetterà ai cattolici che appoggiano la contraccezione, preti e laici, di accantonare questo tema che ha danneggiato l’unità ecclesiale fin dalla condanna della contraccezione nell’enciclica Humanae Vitae di Paolo VI? Almeno per il momento, non sembrerebbe che questo tema stia per essere abbandonato, anche se non è mai stato molto importante al di fuori degli ambienti dei cattolici impegnati, dei movimenti femministi e dei media.

Questo presunto adattamento è “inaccettabile”: “Nella teologia morale cattolica c’è un principio semplice”, dice Tom Crowe in Catholic Vote, “se uno sostiene concretamente il peccato grave di un altro e lo facilita coscientemente, diventa anch’egli colpevole di quel grave peccato”. Qual è la differenza tra chiedere alle istituzioni religiose di informare i loro dipendenti su dove trovare la copertura per la contraccezione e pretendere che la forniscano direttamente? In entrambi i casi, il governo costringe i cattolici a “sostenere un atto altamente immorale”. Ciò rimane “una violazione della libertà di religione. Compromesso o aggiustamento, è comunque inaccettabile”.

Durante un lungo dibattito alla MNSBC (canale televisivo digitale) nella trasmissione Morning Joe condotta da Joe Scarborough e Mika Brzezinski, quest’ultima ha espresso il suo dissenso verso l’affermazione di Peggy Noonan, del Wall Street Journal, che l’Amministrazione Obama, su questo tema, sta disinformando il pubblico in modo “malizioso”. Noonan ha risposto con una lezione sul modo in cui la Casa Bianca sta travisando l’argomento per ragione politiche.

Noonan ha poi chiesto a Joe Scarborough: “A questo punto dello scontro, credi che la casa Bianca, la National Abortion Action Rights League e Planned Parenthood abbiano deciso, per malignità e per vantaggi politici, di presentare questo intricato problema come un semplice disaccordo sulla contraccezione? (Pensi che) la Chiesa cattolica stia tentando di cancellare la contraccezione? Che quei cattivi stiano tentando di far confusione sulla contraccezione?”. Scarborough ha risposto: “Sì”. Noonan ha replicato: “Non si tratta di questo, non è attorno a questo che avviene lo scontro e si è creato il pasticcio. Ma quello che stai suggerendo, se non mi sbaglio, è che le motivazioni politiche stanno intorbidando la questione in questo modo”.

Un po’ più tardi, dopo l’intervallo pubblicitario, Brzezinski è intervenuta dicendo: Vorrei che mi spiegassi la scelta della parola 'maligno'. Dai, Peggy!” Noonan ha risposto: “Malignità politica…” “Cosa?”, ha interrotto Brzezinski, “Cercare di ottenere dei contraccettivi?”. “(Si ha malignità politica) quando si prende un tema politico serio e lo si presenta e lo si disaggrega in un modo non vero, ma che può eccitare gente che si pensa intimamente non sia informata”, ha replicato Noonan.

“Se la Casa Bianca trasforma questo tema in una discussione sulla contraccezione cosicché la gente normale che, ammettiamolo, ha un’attenzione marginale per i notiziari, che ha una vita reale e non è necessariamente interessata dai notiziari”, ha continuato Noonan, “se costoro cominciano a pensare ‘Aspetta un momento, c’è un branco di gente viscida che si oppone al mio diritto di andare alla mia farmacia e prendere contraccettivi’, se è questo che Joe dice intendono fare, beh, questa è pura malignità”.

Questo sembra lo schema in cui verrà costretto il dibattito d’ora in poi: contraccezione verso i diritti delle donne. I vescovi hanno ragione nel sostenere che è in discussione la libertà religiosa, tuttavia in questo scontro potrebbero trovare anche una opportunità per mostrare come il rifiuto della contraccezione è un passo sulla via per un vero rispetto e riconoscimento dei pieni diritti di tutte le donne, e degli uomini.

terça-feira, fevereiro 14, 2012

Ainda o dia de São Valentim

Dia de São Valentim: o seu a seu dono


Com a devida vénia à lista É o Carteiro!:

13 Fev 2012 (Romereports.com). Dia 14 de Fevereiro é
o dia de S. Valentim um santo do século III nascido em Terni,
Itália, padroeiro e protector dos namorados.

Tem uma história apaixonante.

Uma tradição italiana diz que o imperador Cláudio II
proibiu os casamentos de jovens para que os homens
se dedicassem totalmente ao exército. O sacerdote
Valentim considerou que essa lei era injusta e celebrou
clandestinamente muitos casamentos.

Para celebrar o Dia dos Namorados, a Igreja propõe
também iniciativas originais. A Conferência Episcopal da
Austrália publicou no site o Kit para o dia de S. Valentim
com conselhos para aprender a amar e a construir um
casamento feliz e entusiasta.

Também os católicos dos Estados Unidos celebram a
"Semana de S. Valentim", abrindo vários sites sobre como
melhorar o casamento, com ideias para assinalar o dia
e mesmo com instruções para escrever uma carta de amor.

Além disso, criaram um retiro virtual para casais
com conselhos para cada dia da semana.

A página de Facebook dos bispos tem espaços de catequese
e propõe temas relacionados com a relação entre marido e mulher,
e com a sexualidade.

O blogue Catholic Cuisine tem uma proposta diferente e
pensa que não pode haver amor no coração se não houver amor
no estômago. Por isso recomendam uma série de apetitosas
receitas de doces para celebrar o dia de S. Valentim

Não faltam ideias para dizer "amo-te" no dia 14 de Fevereiro
e para cuidar do amor durante todo o ano.

Educação sexual: como não resulta, experimentemos ter mais...

No Diário de Notícias hoje titula uma notícia: "Ainda há universitários que ignoram doenças sexuais". Depois no desenvolvimento percebe-se que afinal não é bem assim, mas o que conta é o título. O ponto de partida é um inquérito da inevitável APF do qual muito prudentemente não são dadas informações: amostra, validade dos resultados, margem de erro, etc. Tudo muito cientifico como é sempre nas propostas dessa associação...Remédio para o assunto? Mais Educação Sexual...Está certo. Como no alcoolismo: o remédio está em dar mais bebida, não é...? Já não há pachorra!

Mais surpreendente é a afirmação de Miguel Oliveira e Silva (também sempre ele...perguntar a este lado é que não, vá-se lá correr o risco de haver quem não alinhe na salmodia...) de que a SIDA se está a propagar mais nos heterosexuais...o que é contra toda a evidência...mas enfim, um lapso qualquer um tem...

segunda-feira, fevereiro 13, 2012

Tempo de admiti-lo: a Igreja esteve sempre certa no controle de nascimentos

É o titulo de um artigo saido no insuspeito Business Insider. Que está aqui e que transcrevo abaixo desta ilustração:


Time To Admit It: The Church Has Always Been Right On Birth Control
Michael Brendan Dougherty and Pascal-Emmanuel Gobry|Feb. 8, 2012, 4:39 PM|116,995|352

Sergio Dionisio/Getty

Painting the Catholic Church as "out of touch" is like shooting fish in a barrel, what with the funny hats and gilded churches. And nothing makes it easier than the Church's stance against contraception.

Many people, (including our editor) are wondering why the Catholic Church doesn't just ditch this requirement. They note that most Catholics ignore it, and that most everyone else finds it divisive, or "out-dated." C'mon! It's the 21st century, they say! Don't they SEE that it's STUPID, they scream.

Here's the thing, though: the Catholic Church is the world's biggest and oldest organization. It has buried all of the greatest empires known to man, from the Romans to the Soviets. It has establishments literally all over the world, touching every area of human endeavor. It's given us some of the world's greatest thinkers, from Saint Augustine on down to René Girard. When it does things, it usually has a good reason. Everyone has a right to disagree, but it's not that they're a bunch of crazy old white dudes who are stuck in the Middle Ages.

So, what's going on?

The Church teaches that love, marriage, sex, and procreation are all things that belong together. That's it. But it's pretty important. And though the Church has been teaching this for 2,000 years, it's probably never been as salient as today.

Today's injunctions against birth control were re-affirmed in a 1968 document by Pope Paul VI called Humanae Vitae. He warned of four results if the widespread use of contraceptives was accepted:
1. General lowering of moral standards
2. A rise in infidelity, and illegitimacy
3. The reduction of women to objects used to satisfy men.
4. Government coercion in reproductive matters.

Does that sound familiar?

Because it sure sounds like what's been happening for the past 40 years.
As George Akerloff wrote in Slate over a decade ago,
By making the birth of the child the physical choice of the mother, the sexual revolution has made marriage and child support a social choice of the father.

Instead of two parents being responsible for the children they conceive, an expectation that was held up by social norms and by the law, we now take it for granted that neither parent is necessarily responsible for their children. Men are now considered to be fulfilling their duties merely by paying court-ordered child-support. That's a pretty dramatic lowering of standards for "fatherhood."

People.com
Today's moral lodestar
How else are we doing since this great sexual revolution? Kim Kardashian's marriage lasted 72 days. Illegitimacy: way up. In 1960, 5.3% of all births in America were to unmarried women. By 2010, it was 40.8% [PDF]. In 1960 married families made up almost three-quarters of all households; but by the census of 2010 they accounted for just 48 percent of them. Cohabitation has increased tenfold since 1960.

And if you don't think women are being reduced to objects to satisfy men, welcome to the internet, how long have you been here? Government coercion: just look to China (or America, where a government rule on contraception coverage is the reason why we're talking about this right now).
Is this all due to the Pill? Of course not. But the idea that widely-available contraception hasn't led to dramatic societal change, or that this change has been exclusively to the good, is a much sillier notion than anything the Catholic Church teaches.

So is the notion that it's just OBVIOUSLY SILLY to get your moral cues from a venerable faith (as opposed to what? Britney Spears?).

But let's turn to another aspect of this. The reason our editor thinks Catholics shouldn't be fruitful and multiply doesn't hold up, either. The world's population, he writes, is on an "unsustainable" growth path.
The Population Bureau of the Department of Economic and Social Affairs of the United Nations sees (PDF, h/t Pax Dickinson) the rate of population growth slowing over the next decades and stabilizing around 9 billion in 2050…and holding there until 2300. (And note that the UN, which promotes birth control and abortions around the world, isn't exactly in the be-fruitful-and-multiply camp.)

More broadly, the Malthusian view of population growth has been resilient despite having been proven wrong time and time again and causing lots of unnecessary human suffering. For example, China is headed for a demographic crunch and social dislocation due to its misguided one-child policy.
Human progress is people. Everything that makes life better, from democracy to the economy to the internet to penicillin was either discovered and built by people. More people means more progress. The inventor of the cure for cancer might be someone's fourth child that they decided not to have.
So, just to sum up:
• It's a good idea for people to be fruitful and multiply; and
• Regardless of how you feel about the Church's stance on birth control, it's proven pretty prophetic.

DON'T MISS: OBAMA'S WAR ON THE CATHOLIC CHURCH: An Explainer →
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Obama recua na questão da contracepção (titula o DN)

A questão na verdade é que Obama recuou (e ainda bem) na questão de obrigar as entidades religiosas, nas suas iniciativas civis, a providenciar obrigatoriamente aos seus funcionários, a cobertura de "saúde reprodutiva" (aborto, contracepção, etc.), nos respectivos seguros...Mas numa de "xico esperto" como se pode concluir deste artigo...e por isso a luta continua!

A um ano das eleições e a ver fugir-lhe o eleitorado católico foi, do ponto de vista dele, o melhor que fez. Do nosso ponto de vista (da Igreja Católica e de todas as outras confissões religiosas que de imediato se solidarizaram com aquela), da liberdade religiosa, também (foi o melhor que ele fez...;-) Mas a ofensa continua e por isso a luta também...


A notícia no DN é esta:

Obama deu hoje uma conferência de imprensa para anunciar as novas regras para a comparticipação da contracepção

Fotografia © Larry Downing/ Reuters

O presidente dos Estados Unidos apresentou uma nova proposta para a comparticipação de contracetivos pelos planos de saúde das empresas, de modo a chegar a acordo com os líderes religiosos católicos que se tinham manifestado ativamente contra o primeiro plano apresentado pelo presidente.

De acordo com as novas regras, as empresas geridas por instituições religiosas (como, por exemplo, universidades e hospitais) e que têm planos de saúde para os empregados não serão obrigadas a incluir nesses benefícios o pagamento de um contracetivo.

Em contrapartida, essa responsabilidade deverá ser assegurada pelas seguradoras, que terão de providenciar, gratuitamente, o acesso dos seus segurados à contracepção, explicou o presidente Obama em conferência de imprensa.

"Assim, as organizações religiosas não terão que pagar diretamente por estes serviços", explicou Obama. "Cada mulher deverá tomar ela própria as decisões que dizem respeito à sua saúde", disse, reafirmando que "as mulheres devem ter acesso aos métodos contracetivos gratuitamente, independentemente do lugar onde trabalhem."

Este era um dos mais polémicos items do plano de saúde aprovado por Obama em 2010 e que deverá estar plenamente em vigor até 2014. Os líderes religiosos católicos manifestaram imediatamente a sua discordância e a polémica tomou logo grandes dimensões, uma vez que os EUA vivem neste momento em período de campanha eleitoral. Se as instituições religiosas fossem obrigadas a incluir a contraceção nos seus planos de saúde, isto seria visto como um atentado à liberdade religiosas, defendeu o partido Republicano.

"Não se trata de um problema só de contracepção, é um problema de liberdade económica, de liberdade de expressão e de liberdade religiosa. Trata-se do governo controlar as vossas vidas", declarou Rick Santorum, um dos candidatos à nomeação republicana. "Isto tem de parar."

5 anos do 2º referendo sobre o aborto: a manifestação

Quando um dia as clinicas de aborto fecharem e este for proibido em Portugal e as pessoas se interrogarem como foi possível uma barbárie dessas ("havia umas casas onde as mães iam, os bebés eram mortos e o Governo pagava isso!!" dir-se-á) à pergunta "E não houve ninguém que levantasse a voz contra isso?" responder-se-á: "Havia sim. Um grupo determinado que nunca desistiu de combater e que entre outras coisas fazia manifestações de rua e assinalava sempre os aniversários dos referendos e das leis"...;-)

O que foi a manifestação pode-se ver aqui.

Em nome do Povo da Vida foi isto que foi dito:

domingo, fevereiro 12, 2012

No 400º aniversário da Biblia de King James: extarordinário discurso de David Cameron

No aniversário desta tradução inglesa da Biblia o Primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, fez este extarordinário discurso em Oxford.


Quem me enviou este discurso foi uma amiga minha, uma brilhante jurista, e curiosamente quem lhe chamou a atenção para o mesmo foram outras amigas suas, umas monjas de clausura...ou seja, como a quem está "fechado" atrás de umas grades, se abrem horizontes maiores do que os nossos, porque só estão atentas ao que realmente importa...!

Sarah Palin na Conservative Political Action Conferende este fim-de-semana

Realizou-se entre 9 e 11 de Fevereiro em Washington a Conservative Political Action Conference. Um dos discursos esteve a cargo de Sarah Palin. Muito bom! Como estamos nós necessitados no centro-direita em Portugal de que tome forma um movimento assim no interior dos seus dois principais partidos e que se reveja numa plataforma minima conservadora...! Até lá é ver como é lá fora e aprender com eles...!

Ainda Whitney Houston: o filme The Bodyguard

Embora a carreira de Whitney Houston seja muitissimo mais vasta e rica do que a sua participação como actriz principal no filme "The Bodyguard" este filme projectou-a fora dos públicos habituais da Soul e fê-la conhecida do mundo inteiro.
Ficam assim aqui o trailer do filme e o grande hino que é o "I will allways you" (uma daquelas músicas que "fazem casamentos"...;-)



Neste caso na cena final do filme. Mas também aqui a canção em versão integral:

Whitney Houston: Jesus Loves me

"Jesus loves me" terá sido a última canção cantada em público por Whitney Houston. Hoje se Deus quiser isso ser-lhe-á completamente evidente. Que rapidamente no tempo do Céu essa consciência e vivência lhe seja experiência única é o que se pode desejar-lhe e por isso rezar.

No You Tube encontrei esta gravação mais antiga dela a cantar o "Jesus loves me":



A letra da música é esta:

Jesus Loves Me

(Oo oo oo tells me tells me)
Yes, Jesus loves me
For the bible tells me so
so)Jesus loves me this I know
For the bible tells me so
Little ones to him belong
They are weak but he is strong
Chorus:Yes Jesus loves me
Oh yes Jesus loves me
Yes, Jesus loves me
For the bible tells me so
Pressing on the up way
Always guides me more I pray
Undeserving and stubbornly
Never fail to love me still
Repeat Chorus
Yes, Jesus loves me
Loves, oh yes Jesus loves me
For the bible tells me so(I know I am loved)
For the bible tells me so(Feels so good to know )
That I'm never alone
See sometimes I'm lonely but never alone
For the bible tells
For the bible tells
For the bible tells me so
See I know that he loves me
Whether I'm right (mm)
Whether I'm wrong (oh yes he did)
For the bible tells me (so)

Jesus me ama

Oo oo oo diga-me, diga-me
Sim, Jesus me ama
A Bíblia me diz isso
Jesus me ama, disso eu sei
A Bíblia me diz isso
Pequenas coisas pertencem a Ele
Elas são fracas, mas Ele é forte
Refrão:Sim Jesus me ama
Oh, sim Jesus me ama
Sim Jesus me ama
A Bíblia me diz isso
Continuando no caminho ao alto
Sempre me guie, Senhor, eu oro
Sem merecimento e teimosamente
Nunca deixa de me amar
Repete o Refrão
Sim Jesus me ama
Ama, oh sim, Jesus me ama
A Bíblia me diz isso(Sei que sou amado)
A Bíblia me diz isso
Me sinto bem em saber) que eu nunca estou sozinha
Às vezes solitário, mas nunca sozinho
A Bíblia me diz
A Bíblia me diz
A Bíblia me diz isso
Veja, eu sei que Ele me ama
Mesmo se estou certa
mesmo se estou errada
Porque a Bíblia me diz isso

sexta-feira, fevereiro 10, 2012

Lobby pela Vida: Manifestação dia 11 de Fevereiro junto à "Clínica" dos Arcos


Amanhã, Sábado, 11 de Fevereiro, o Lobby pela Vida, um grupo de jovens empenhados, promove uma manifestação junto à Clínica dos Arcos. Lá estarei!
A esse propósito editaram o seguinte Press-release:

Manifestação para assinalar 5 anos da lei que já matou 80 mil

No ano em que se assinalam 5 anos do referendo que abriu caminho para a actual lei do aborto, serão várias as acções que irão decorrer para avivar a memória da população portuguesa em relação a este flagelo silencioso. Assim, o Lobby Pela Vida vem promover uma manifestação pública no dia 11 de Fevereiro às 15h em frente à “Clínica” dos Arcos, para afirmar que a Vida prevalece sempre.

Esta manifestação vai relembrar que a actual lei do aborto (e sua aplicação maximalista) mudou muita coisa na sociedade portuguesa:
• Mais descrença na Vida Humana. Cerca de 20 mil abortos em Portugal cada ano mostram que o aborto aumentou exponencialmente desde 2007, sendo que 97% dos abortos são actualmente feitos “por opção da mulher” e apenas 3% correspondem às excepções contempladas na anterior lei.

• Passou-se a fazer negócio com a morte daqueles que, através desta lei, ficaram completamente desprotegidos. Dinheiro dos nossos impostos é pago todos os dias a clínicas privadas por cada aborto que fazem. Uma sondagem feita em Julho passado pelo Lobby Pela Vida a 617 pessoas mostra que 68% dos inquiridos (7 em cada 10 portugueses) são contra o actual financiamento público do Estado ao aborto.

• Mais de 80 mil crianças foram mortas desde 2007 por causa desta lei que liberaliza o aborto, e da sua aplicação que o incentiva e promove. 80 mil pessoas significa um Estádio da Luz cheio. São 80 mil crianças que fazem falta a Portugal e que nos dariam outra esperança nestes tempos de crise.

• O aborto passou a ser utilizado como um método contraceptivo. Por exemplo, 25% das mulheres (1 em cada 4) que abortaram em 2010, já tinham abortado antes.

• Estima-se que a “Clínica” dos Arcos realizou mais de 18 mil abortos por encomenda do Estado. Desafiamos o Ministério da Saúde e as clínicas privadas que fazem abortos em Portugal a apresentar as contas e tornar estes pagamentos públicos. Os contribuintes têm o direito de saber como o seu dinheiro é gasto.

No entanto, enquanto há vida há esperança! Pretendemos deste modo dar a conhecer a realidade, expondo o que foi feito desde há cinco anos até à actualidade. Esperamos assim contribuir para que a vida humana seja protegida desde o seu princípio, emprestando a nossa voz àqueles que ainda não a têm.

O Lobby Pela Vida é um movimento pró-vida português, que promove o respeito pela vida humana desde a concepção até à morte natural. Fundado em Maio de 2011 em Lisboa, tem apoiado várias acções de promoção da Vida humana junto de jovens universitários, pré-universitários e trabalhadores. Em cooperação com outras associações pró-vida portuguesas e internacionais, o nosso objectivo é defender sempre a Cultura da Vida.

Vamos manter acesa a defesa da Vida em Portugal!

Lisboa, 8 de Fevereiro de 2012
Lobby Pela Vida

5 anos do segundo referendo do aborto assinalados hoje e amanhã


Após cinco anos de legalização do aborto em Portugal, a Federação Portuguesa Pela Vida apresenta hoje, na Livraria Férin, às 18h00, um estudo sobre a evolução da realidade do aborto em Portugal, que entretanto já está aqui no nosso site (nosso porque sou vice-presidente desta...;-).

As principais conclusões são as seguintes:

1. Desde 2007 realizaram-se em Portugal mais de 80 mil abortos legais “por opção da mulher”;
2. A reincidência do aborto tem vindo a aumentar consideravelmente. Em 2010, houve 4600 repetições de aborto, das quais mil representaram duas ou mais repetições;
3. As complicações do aborto legal para a mulher têm vindo a aumentar todos os anos, registando-se mesmo uma morte em 2010 (facto que não acontecia desde há pelo menos uns 17 anos);
4. A intensidade do aborto é maior nas mulheres mais instruídas, com idades compreendidas entre os 20 e os 35 anos;
5. Desde o primeiro ano da implementação da lei houve um aumento de 30% no número de abortos por ano (15 mil no primeiro ano e 19 mil nos últimos anos);
6. Desde os anos 80, Portugal acumula um défice de 1.200.000 nascimentos, necessários para assegurar a renovação das gerações e a sustentabilidade do País. Desde 2010 que esse gap não é compensado pela emigração.
7. Os dados do aborto fornecidos pela Direção Geral de Saúde têm vindo a perder transparência e rigor: não há relatórios semestrais desde 2009 e a informação contida nos relatórios é menor desde 2007.

quinta-feira, fevereiro 09, 2012

Julian Carron em Portugal no dia 17 de Fevereiro: imperdível!

No próximo dia 17 de Fevereiro, uma sexta-feira, estará em Portugal o sucessor de D. Luigi Giussani, fundador do movimento Comunhão e Libertação.
É uma ocasião única de conhecer a experiência deste movimento ao qual pertenço, de uma realidade viva e dinâmica da Igreja Católica, de uma perspectiva e abordagem ao cristianismo completamente actual, atraente e de grande riqueza para a vida concreta de cada um de nós.
É de Julian Carron esta frase sobre a politica: "Da política não esperamos a salvação, mas que crie as condições para estimular e favorecer as iniciativas de quem constrói para o bem comum, de quem cria trabalho, recursos, riqueza e âmbitos em que a sociedade possa crescer". Isto é, entre outras coisas, da política esperamos o respeito da subsidiariedade.

quarta-feira, fevereiro 08, 2012

Cavaco: o fim do mês é sempre igual...

A frase é do meu amigo que me reenviou esta fotografia...lol!

A perseguição aos cristãos e a minha indiferença

Escandalizo-me comigo próprio na minha indiferença à perseguição que sofrem os cristãos no mundo actual...como é que isso não me revolve as entranhas e me põe em mote...aliás como não me põe em mote sequer nem o sem-abrigo que enquanto escrevo no quentinho de minha casa treme de frio ou incomodidade no Terreiro do Paço ou até diariamente aquelas raparigas tristes e violentadas que as famílias e os namorados conduzem todos os dias à Clínica dos Arcos, o maior abortadouro do nosso país (e não estou lá com os nossos amigos das Mãos Erguidas que numa última hipótese lhes oferecem a possibilidade de salvarem os seus filhos e a si próprias)...

Mas com particular dor vivo essa primeira indiferença em momentos em que leio as informações da Ajuda à Igreja que Sofre ou artigos como este que aqui reproduzo e me chegou pelo boletim electrónico Infovitae, diáriamente editado pelo Padre Nuno Serras Pereira. É impressionante! E diz assim:

In Religión en Libertad

El sociólogo Massimo Introvigne, representante de la OSCE para la lucha contra la intolerancia y la discriminación contra los cristianos, afirma que, «cada cinco minutos, un cristiano muere asesinado por su fe». Presentó estos datos por primera vez a la comunidad internacional a inicios de junio, al intervenir en la Conferencia sobre diálogo interreligioso entre cristianos, judíos y musulmanes, que se celebró en Budapest, organizada por la entonces Presidencia húngara de la UE. A esa denuncia, según la cual cada año son asesinados por su fe 105 mil cristianos en el mundo, le siguió una oleada de críticas e incluso comentarios irónicos, en particular por parte de la Unión de ateos y Agnósticos Racionalistas, una asociación de origen italiano, por considerar que esos números son una exageración.

Como respuesta a estas reacciones, en ocasiones mordaces, Introvigne reconoce: «De estas posiciones podemos sacar una lección: se infravalora hasta tal punto el problema de los cristianos perseguidos que, cuando se citan las cifras, parecen a primera vista increíbles». Es verdad, por ejemplo, que en las últimas semanas los medios han recogido los sangrientos ataques contra cristianos de Nigeria a manos de la secta fundamentalista islámica Boko Haram. Algunos medios occidentales -pocos- informan sobre las condenas a muerte por apostasía o blasfemia en Irán o Pakistán, o los ataques contra iglesias en Indonesia. Pero, otras muchas situaciones endémicas de persecución, quizá precisamente por ser endémicas, pasan desapercibidas, como es el caso de naciones de Oriente Medio, o de China, Vietnam o la India.

Las estadísticas de los mártires
¿De dónde surge, por tanto, el cálculo citado por el representante de la OSCE? Introvigne se basa, ante todo, en los trabajos del primer centro mundial de estadística religiosa, el estadounidense Center for Study of Global Christianity, que dirige David B. Barrett, fallecido en agosto pasado, que publicó periódicamente la famosa World Christian Encyclopedia y el Atlas of Global Christianity. Los estudios de Barrett son los más citados en la materia por el mundo académico.

En 2001, Barret y su colaborador, Todd M. Johnson, comenzaron a recoger, además, estadísticas sobre los mártires cristianos. En su obra World Christian Trends AD 30-AD 2200, trataron de calcular el número total de mártires cristianos -así como de las otras religiones— en los dos primeros milenios del cristianismo, hasta el año 2000. Como base para su trabajo, escogieron esta definición de mártires cristianos: «Creyentes en Cristo que han perdido la vida prematuramente, en la situación de testigos, como resultado de la hostilidad humana». Explicaron que perder la propia vida en la situación de testigos no implica juicio alguno sobre la santidad personal del mártir, sino que significa sencillamente que ha sido asesinado por ser cristiano, no como víctima de una guerra o de un genocidio de motivaciones políticas o étnicas, no religiosas.

El volumen de 2001 revelaba que estos mártires cristianos, en los primeros dos milenios, habían sido unos 70 millones, de los cuales, 45 millones perdieron la vida en el siglo XX. Las discusiones que surgieron en estos diez años, tras la publicación del libro, han servido para confirmar el carácter riguroso del estudio. Desde entonces, Barrett y Johnson actualizaron todos los años sus cálculos, sin modificar los criterios ni la definición. En la primera década del siglo XXI, el número de los mártires cristianos fue creciendo hasta alcanzar a mediados de siglo la alarmante cifra de 160 mil nuevos mártires al año.

En 2010, como explicaron en el artículo Cristianismo 2011: mártires y resurgimiento de la religión, publicado, en enero de 2011, en la revista International Bulletin of Missionary Research, el número de mártires disminuyó respecto a la mitad del decenio precedente, en particular porque «la persecución de los cristianos en el Sur de Sudán se mitigó tras los acuerdos de paz de 2005». Sin embargo, permanecían o se hicieron más agudos otros focos de martirio, en particular en la República Democrática del Congo y en Corea del Norte. A causa de estos factores, Barrett y Johnson calcularon que, en el año 2011, morirían unos 100 mil mártires.

El representante de la OSCE ha comparado estos estudios con los resultados del libro The Price of Freedom Denied, de los sociólogos estadounidenses Brian J. Grim y Roger Finke, quienes aplican la teoría sociológica de la economía religiosa a las persecuciones religiosas y sus consecuencias sociales. Según Grim y Finke, el número de los mártires cristianos podría ser superior, entre 130 y 170 mil al año.

Esconder los números para esconder la matanza
Massimo Introvigne, en el estudio que citó en la Conferencia de Budapest, ofreció las cifras más prudentes de Barret y Johnson, unos 105 mil mártires en 2011, número muy inferior al propuesto por Grim y Finke. Esto significa que, al día, mueren por su fe entre 287 y 288 cristianos, doce por hora, es decir, uno cada cinco minutos. El representante de la OSCE aclara: «Si no se gritan al mundo estas cifras de las persecuciones de los cristianos, si no se detiene la matanza, si no se reconoce que la persecución de los cristianos es la primera emergencia mundial en materia de violencia y discriminación religiosa, el diálogo entre las religiones y las culturas sólo producirá hermosos congresos, sin resultados. Quien esconde los números quizá, simplemente, busca no hacer nada para detener la matanza».

Acordo Ortográfico: um artigo de João Pereira Coutinho

Tive desde o inicio uma reacção instintiva contra o Acordo Ortográfico. Estou completamente decidido a nunca o aplicar. Tudo reacções normais num conservador, às vezes até um bocado rezinga.

Mas ao mesmo tempo desconhecedor dos segredos e da história e dos fundamentos da linguistica mantive sempre uma reserva nesta posição por recear ser exposta a minha ignorância na matéria...;-)

Mas o tempo tem-me dado a surpresa boa de ser confirmado por quem sabe do que fala e como eu está contra este Acordo. Como por exemplo resulta deste artigo do João Pereira Coutinho que saiu no jornal "Folha de São Paulo" e que uma amiga me reenviou:

Naufragar é preciso?'

texto de João Pereira Coutinho (escritor português)

TEXTO PUBLICADO NA FOLHA DE SÃO PAULO DESTA TERÇA-FEIRA

Começa a ser penoso para mim ler a imprensa portuguesa. Não falo da
qualidade dos textos. Falo da ortografia deles. Que português é esse?
Quem tomou de assalto a língua portuguesa (de Portugal) e a
transformou numa versão abastardada da língua portuguesa (do Brasil)?

A sensação que tenho é que estive em coma profundo durante meses, ou
anos. E, quando acordei, habitava já um planeta novo, onde as regras
ortográficas que aprendi na escola foram destroçadas por vândalos
extraterrestres que decidiram unilateralmente como devem escrever os
portugueses.

Eis o Acordo Ortográfico, plenamente em vigor. Não aderi a ele: nesta
Folha, entendo que a ortografia deve obedecer aos critérios do Brasil.
Sou um convidado da casa e nenhum convidado começa a dar ordens aos
seus anfitriões sobre o lugar das pratas e a moldura dos quadros.
Questão de educação.

Em Portugal é outra história. E não deixa de ser hilariante a
quantidade de articulistas que, no final dos seus textos, fazem uma
declaração de princípios: "Por decisão do autor, o texto está escrito
de acordo com a antiga ortografia".

A esquizofrenia é total, e os jornais são hoje mantas de retalhos. Há
notícias, entrevistas ou reportagens escritas de acordo com as novas
regras. As crônicas e os textos de opinião, na sua maioria, seguem as
regras antigas. E depois existem zonas cinzentas, onde já ninguém sabe
como escrever e mistura tudo: a nova ortografia com a velha e até, em
certos casos, uma ortografia imaginária.

A intenção dos pais do Acordo Ortográfico era unificar a língua.
Resultado: é o desacordo total com todo mundo a disparar para todos os
lados. Como foi isso possível?

Foi possível por uma mistura de arrogância e analfabetismo. O Acordo
Ortográfico começa como um típico produto da mentalidade racionalista,
que sempre acreditou no poder de um decreto para alterar uma experiência histórica particular.

Acontece que a língua não se muda por decreto; ela é a decorrência de
uma evolução cultural que confere aos seus falantes uma identidade
própria e, mais importante, reconhecível para terceiros.

Respeito a grafia brasileira e a forma como o Brasil apagou as
consoantes mudas de certas palavras ("ação", "ótimo" etc.). E respeito
porque gosto de as ler assim: quando encontro essas palavras, sinto o
prazer cosmopolita de saber que a língua portuguesa navegou pelo
Atlântico até chegar ao outro lado do mundo, onde vestiu bermuda e se
apaixonou pela garota de Ipanema.

Não respeito quem me obriga a apagar essas consoantes porque acredita
que a ortografia deve ser uma mera transcrição fonética. Isso não é
apenas teoricamente discutível; é, sobretudo, uma aberração prática.

Tal como escrevi várias vezes, citando o poeta português Vasco Graça
Moura, que tem estudado atentamente o problema, as consoantes mudas,
para os portugueses, são uma pegada etimológica importante. Mas elas
transportam também informação fonética, abrindo as vogais que as
antecedem. O "c" de "acção" e o "p" de "óptimo" sinalizam uma correta
pronúncia.

A unidade da língua não se faz por imposição de acordos ortográficos;
faz-se, como muito bem perceberam os hispânicos e os anglo-saxônicos,
pela partilha da sua diversidade. E a melhor forma de partilhar uma
língua passa pela sua literatura.

Não conheço nenhum brasileiro alfabetizado que sinta "desconforto" ao
ler Fernando Pessoa na ortografia portuguesa. E também não conheço
nenhum português alfabetizado que sinta "desconforto" ao ler Nelson
Rodrigues na ortografia brasileira.

Infelizmente, conheço vários brasileiros e vários portugueses
alfabetizados que sentem "desconforto" por não poderem comprar, em São
Paulo ou em Lisboa, as edições correntes da literatura dos dois países
a preços civilizados.

Aliás, se dúvidas houvesse sobre a falta de inteligência estratégica
que persiste dos dois lados do Atlântico, onde não existe um mercado
livreiro comum, bastaria citar o encerramento anunciado da livraria
Camões, no Rio, que durante anos vendeu livros portugueses a leitores
brasileiros.

De que servem acordos ortográficos delirantes e autoritários quando a
língua naufraga sempre no meio do oceano?

USA: e se o povo estiver farto de votar "ao centro"...?

As vitórias de Santorum ontem vieram tornar cadente a pergunta: e se o eleitor republicano, primeiro, e o americano em geral, depois, estiver farto de votar "ao centro"...? E se "o centro" decidir que quer votar "à direita"? Com quem vão então ralhar os comentadores, os inevitáveis "moderados" e os indignados com esta coisa chata do povo poder escolher livremente...? ;-)

Para além de que é uma fábula a moderação e centrismo de Obama...a começar no aborto e a terminar nas medidas violadoras da liberdade religiosa que o seu governo agora decidiu...se aquilo é moderação, vou ali e já venho...

Ou seja, depois de ontem justifica-se este tipico título brasileiro (Santorum esquenta presidenciais...;-) onde fui buscar este vídeo:

Tribunal decreta que o casamento gay é legal na Califórnia

Noticia hoje o Público. A procissão ainda não saiu do adro já que ainda é necessário sobre o caso se pronuncie o Supremo Tribunal Federal, mas já apetece comentar: quando o povo não votou como a mentalidade comum manda*, atire-se-lhe para cima com dois juizes eleitos pelos Democratas e um eleito pelos Republicanos mas um bocado confuso...;-)
*52,5% dos eleitores da Califórnia tinham aprovado esta emenda à Constituição do seu estado: "Only marriage between a man and a woman is valid or recognized in California.". Sobre isto veja-se o site da Proposition 8.
Ora, se há coisa que uma minoria como a do lobbie gay não suporta é que o povo se possa pronunciar e daí que também em Portugal uma Iniciativa Popular de Referendo sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo tenha sido rejeitada...mas como não desapareceu a determinação de revogar essa lei quando for politicamente adequado e para guardar a memória de uma campanha única (90 e tal mil assinaturas angariadas em três ou quatro semanas!) aí está o site da Plataforma Cidadania e Casamento, sempre em actualização.

terça-feira, fevereiro 07, 2012

Espanha: quando o centro-direita tem alma...!


Durante os trágicos anos do Zapatero houve em Espanha uma disciplina de doutrinação ideológica (política e sexual) chamada Educação para a Cidadania com a qual o governo socialista tentou (de)formar as novas gerações. Era obrigatória e o conteúdo um pouco mais do que aberrante. Uma violência. Contra ela se revoltaram milhares de pais e famílias que nas escolas, na rua e nos tribunais, a combateram reivindicando para os seus filhos a Liberdade de Educação. Tanto chegou para que o PP recém-chegado ao poder, numa das suas primeiras medidas , se tenha encarregue de acabar com esta. A diferença que faz um centro-direita "com [...] no sítio"...!

Por cá continuamos condenados à obrigatoriedade da educação sexual à portuguesa apesar do mérito todo da Plataforma de Resistência Nacional que por sua parte já canaliza os protestos que contra a obrigatoriedade se ouvem por todo o país. Mas infelizmente não suficientemente alto para o nosso Governo se ter dedicado a, pelo menos, olhar para o assunto...:-(

Entretanto vale a pena ler a Nota de Imprensa que, sobre o assunto, emitiu o Fórum da Família:

“La desaparición de EpC es un triunfo de la libertad en España”

“Lo sucedido en estos años alrededor de esta asignatura, acredita que si una sociedad es capaz de defender activamente su libertad, los intentos totalitarios de los gobiernos se pueden parar”.

El Foro de la Familia agradece a todos los padres de familia, alumnos y entidades que durante años se han opuesto a EpC y han luchado por su defensa de la libertad de Educación en España.

Madrid 31 de enero de 2012.- El Foro Español de la Familia expresa su satisfacción por el anuncio del Ministro de Educación de supresión de la asignatura Educación para la Ciudadanía (EpC) y su sustitución por una asignatura que ayude a los escolares españoles a conocer mejor nuestra Constitución y las instituciones europeas.

El presidente del Foro de la Familia, Benigno Blanco, destaca que “con esta decisión se acaba la anomalía histórica de un país europeo cuyo Gobierno intenta instrumentalizar la escuela al servicio de la ideología particular del Gobierno de turno”.

El Foro de la Familia agradece a todos los padres de familia, alumnos y entidades que durante años se han opuesto a EpC y han luchado por su defensa de la libertad de Educación en España. Benigno Blanco añadió que “lo sucedido en estos años alrededor de esta asignatura acredita que si una sociedad es capaz de defender activamente su libertad, los intentos totalitarios de los gobiernos se pueden parar”.

“La desaparición de EpC es un triunfo de la libertad en España y debiera ser todo un síntoma de que se va a reorganizar el sistema educativo español en clave de libertad para conseguir la calidad” dijo el presidente del Foro de la Familia.

Benigno Blanco agradeció personalmente la iniciativa del nuevo ministro José Ignacio Wert de terminar con una asignatura adoctrinadora e ideológica como lo era Educación para la Ciudadanía.

Passos Coelho: uma mentalidade nova


Como muitos portugueses interrogo-me se a direcção que tomámos enquanto país (fazer tudo por tudo para liquidar a dívida e cumprir os nossos compromissos com a Troika) é a correcta mas não consigo deixar de confiar no Primeiro-ministro e no Governo e acreditar que não só estão a fazer o melhor que podem e sabem, como este é mesmo o rumo a tomar. A minha dúvida assenta nos efeitos recessivos que se esperam da política de austeridade adoptada e ainda mais de não perceber claramente se estão a ser tomadas as medidas (e se possíveis e quais são) de dinamização da economia...? Mas se não confiarmos, nunca o saberemos. Vamos pois a isso!

Independentemente disso impressiona-me aquilo que leio nas entrelinhas das intervenções do Primeiro-ministro: o convite a uma mudança de mentalidades, a uma consciência de que a vida colectiva é construída por cada um de nós, um apelo à responsabilidade individual e uma crença nas capacidades humanas de vencer as dificuldades, que creio é fundamental um dia acontecesse em Portugal.

Nessa medida não posso deixar de admirar a coragem destas declarações:

Passos Coelho pede aos portugueses para serem "mais exigentes" e "menos piegas"

Lisboa, 06 fev (Lusa) - O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, apelou hoje aos portugueses para serem "mais exigentes", "menos complacentes" e "menos piegas" porque só assim será possível ganhar credibilidade e criar condições para superar a crise.

"Temos de ser ambiciosos e exigentes com o ensino, com a investigação e o saber, com as empresas", afirmou Passos Coelho durante uma intervenção na cerimónia do 40.º aniversário das escolas do grupo Pedago, que tem sede em Odivelas, e em cujo Instituto de Ciências Educativas deu aulas.

Para Passos Coelho, "hoje, mais do que nunca", é preciso "enfatizar a relevância" de os portugueses serem "totalmente exigentes e nada complacentes com a facilidade", apelando à "transformação de velhas estruturas e velhos comportamentos muito preguiçosos ou, às vezes, demasiado autocentrados", por outros "descomplexados, mais abertos, mais competitivos".

A este propósito, deu como exemplo da "diferença" entre uma atitude ambiciosa e exigente e outra "agarrada ao passado" o debate em torno da tolerância de ponto no Carnaval, considerando que há quem prefira continuar a "lamentar-se com as medidas, com os feriados, com o Carnaval" em vez de lançar "mãos à obra".

Passos Coelho lembrou que o país vive uma situação de "emergência nacional" e como foi "caricato" aquilo que aconteceu no ano passado, quando a troika estava em Portugal para negociar a assistência financeira: "Quem emprestava dinheiro trabalhava enquanto o país aproveitava os feriados e as pontes".

É essa "primeira imagem negativa" que o primeiro-ministro diz tentar afastar diariamente.

"Se queremos que nos olhem com respeito temos de nos olhar com respeito", insistiu, criticando ainda discursos que consideram que há "demasiada austeridade", que as medidas adotadas para corrigir os défices do país são "muito difíceis" e, portanto, é melhor "andar para trás" e voltar "a gastar o dinheiro" que o país não tem, até porque "o FMI e a UE hão de emprestar mais dinheiro, que remédio", já que Portugal faz parte da zona euro.

"Devemos persistir, ser exigentes, não sermos piegas e ter pena dos alunos, coitadinhos, que sofrem tanto para aprender", ilustrou, considerando que só com "persistência", "exigência" e "intransigência" o país terá "credibilidade".

O primeiro-ministro considerou ainda que esta atitude de exigência deve começar na escola mas estender-se a todos os níveis da sociedade e deu como exemplo as empresas.

Para Passos Coelho, não se deve consumir "o que é português só porque é português": "Temos de incutir em quem produz exigência e qualidade. Sabemos produzir com qualidade e devemos premiar aqueles que o fazem", afirmou.

O primeiro-ministro pegou ainda no exemplo da escola e do ensino para defender que "se criou a falácia" de que as grandes reformas levam anos a produzir efeitos.

"Não é verdade. Em cada aula que se dá, tudo pode mudar. As pessoas ajustam-se rapidamente à mudança. Mas tem de haver uma mudança. Agora se se arranjam sempre desculpas e explicações para os maus resultados...", afirmou.

"Os agentes ajustam-se muito rapidamente e antecipam os resultados quando há credibilidade", acrescentou.

MP.

Lusa/Fim