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domingo, junho 23, 2013

Greve dos Professores: a famosa Escola Pública no seu melhor...!




(a imagem acima foi retirada deste Blog Preso por Fora, aqui)

A Greve dos Professores da semana passada e das próximas semanas, além das greves ás avaliações, vem bem demonstrar o que entendem os sindicatos e uns bons milhares de professores, por escola pública: a mim, a mim, o que me interessa é o Ministério da Educação, o meu patrão, os miúdos que se lixem (mesmo se subjctivamente possam não senti-lo assim e a loucura, no sentido de alheamento da realidade, seja já tão grande, que entendam isto é até feito por estima pelo futuro dos miúdos...), quero ser funcionário público, privilegiado e acarinhado, não quero que a minha vida dependa de mim, tenho medo de pensar por mim e com os meus, que bom é haver uma "besta" de um director no Ministério a decidir pela minha vida e contra quem eu depois com o Mário Nogueira virei protestar contra...!

No entanto é verdade que a verdadeira Escola Pública, onde a sério é prestado serviço público, ao público, funcionou...na escola privada (oh escândalo! resguem-se já as vestes e gritemos em uníssono pela Escola Pública!!) não houve uma só greve (perdão, houve três professores, pelo menos em intenção, pelo país inteiro) e 20% dos alunos do país puderam fazer os seus exames...

Pelo que o que apetece perguntar ao Governo que ontem reuniu para um balanço e para pensar a reforma do Estado: does not the above, ring you a bell...? [o dito acima não o desperta para alguma coisa?]

terça-feira, setembro 11, 2012

O equivoco da "tragédia" do emprego dos professores

Dois pontos prévios:

- uma das principais coisas que me ensina a experiência de Comunhão e Libertação é a importância da Educação. A Educação no plano mais imediato da educação da pessoa (assunto que tanto mais me interessa quanto tenho quatro filhos) e a Educação como desafio para uma inteira sociedade. E nesse plano também o desafio e a imprescindibilidade da respectiva Liberdade.

- depois veio a experiência dos Liceus de Comunhão e Libertação e das respectivas férias e nas quais estive envolvido durante dez anos. Creio sempre as passei em escolas do interior norte (Douro e Gerês) e curiosamente a convivência com aqueles edificios, as salas de professores e secretarias, as imediações das escolas, os pavilhões desportivos e áreas ao ar livre, fizeram nascer em mim um afecto profundo por essa realidade e a vida e missão dos professores. E até um vago sonho de ser professor também eu numa escola secundária e de preferência no interior do país, mas de facto a vida é pequena para todas as coisas e profissões fascinantes pelas quais nos vamos interessando ao longo dela, razão pela qual me reservo o gozo delas para a próxima encarnação (em que "infelizmente" não acredito...;-)

Dito isto e acrescentado que do ponto de vista humano muito me impressionam as entrevistas, artigos e reportagens que com abundância a imprensa (em especial o Público) vem publicando, parece-me existe um ou dois equivocos fatais na "tragédia" da não colocação de professores.

O primeiro equivoco é o que resulta desta mentalidade socialista de que o Estado, o Governo, está obrigado a proporcionar às pessoas as profissões e nas condições que as pessoas desejam...isto é, impressiona-me, humanamente, que uma pessoa queira ser professor e dadas as circunstâncias, não possa sê-lo. Desejo intensamente que com realismo, engenho e empenho, essa pessoa procure realizar essa sua aspiração. Mas não aceito que o Governo, o Ministério, tenha obrigação de assegurar-lhe essa realização. Umas vezes o Ministério necessitará de professores como essa pessoa e contratá-la-á. A maior parte das vezes, não. É a vida...

O segundo equivoco foi ontem no jornal i magnificamente denunciado por Alexandre Homem Cristo no seu artigo "Size matters (também na educação)". Vale a pena ler aqui o artigo na íntegra. Resumindo, na sua parte final, o autor explica: entre 1998 e 2011 o número de alunos no sistema caiu 15%. Porque raio haveria de aumentar o número de professores necessários...!?

Citando o outro: é a Natalidade, estúpido...!

terça-feira, julho 24, 2012

E na Natalidade não se pensa? V

"Ministério da Educação vai encerrar mais 239 escolas do 1º Ciclo" titula hoje o Público na sua primeira página...

No passado dia 5 de Julho aquando da discussão da Petição "Vemos, Ouvimos e Lemos: não podemos Ignorar" os grupos parlamentares mais à esquerda mostraram grande indignação com  a constatação pela Federação Portuguesa pela Vida de que entre outros efeitos, a actual lei do aborto (com o seu cortejo de 20.000 mortes por ano) está na origem de muito do desemprego, em especial em algumas classes profissionais: professores, educadores de infância, médicos pediatras, etc.

Infelizmente, como pela amostra acima, a realidade continua a dar-nos razão...

terça-feira, junho 26, 2012

E na Natalidade...não se pensa? IV

No Público de hoje lê-se que "Em três anos há menos 23 mil professores nos quadros, mas a contrato são mais 20 mil". O título é enganador porque lendo-o percebe-se que a perda líquida de postos de trabalho é superior à diferença entre aqueles dois valores (repare-se por exemplo na observação feita a propósito dos educadores de infância). E, como sempre, não há pior cego do que aquele que não quer ver...
Na verdade o artigo passa pela queda da natalidade em Portugal pura e simplesmente ignorando-a. Ora, e apenas para citar um estudo da Federação Portuguesa pela Vida, percebe-se que há uma perda objectiva de lugares de professores pelo simples facto da queda da natalidade (também assinalada no respectivo estudo que usa apenas os números do INE)...
Daí a pergunta (formulada pela quarta vez): E na Natalidade...não se pensa?

sexta-feira, janeiro 27, 2012

Fora de cena, o que não é de cena

Comunicado da Plataforma de Resistência Nacional (cujo grande propósito é garantir a liberdade de escolha nos pais no que à Educação sexual diz respeito):




"Fora de cena o que não é de cena"

A Plataforma-RN apoia os professores que pedem "educação sexual fora da escola"!

Dê-se à Portaria 196-A/2010 que define a carga horária, os objectivos e a organização da educação sexual nas escolas o destino dado ao Currículo Nacional do Ensino Básico - Competências Essenciais.
O documento das competências essenciais foi removido com o Despacho 17169/2011. Faça-se o mesmo com a Portaria 196-A/2010. Poupam-se problemas. Poupa-se dinheiro.
Muitos pais podem não saber – nem pior nem melhor - educar matematicamente, mas todos os pais sabem – pior ou melhor - educar sexualmente.
A Plataforma apoia também os professores que pedem o fim da sobrecarga do preenchiemnto de planos curriculares de escolas, planos curriculares de turma, planos educativos individuais e planos de recuperação.
A Plataforma apoia também os professores que pedem o fim das reuniões intercalares, cuja "utilidade" é "fazer sociologia barata sobre a vida dos alunos.” (ProfBlog – 25 Dezembro 2011).

terça-feira, dezembro 20, 2011

As declarações de Passos Coelho e os Professores

As declarações de Passos Coelho em que este recordava ao universo de professores, a quem este ano e nos próximos o Estado português não poderá proporcionar trabalho, a existência de um vasto mercado dos milhões de falantes de Português, como uma hipótese de trabalho, suscitou um coro de indignação que não tem qualquer razão de ser.
Primeiro porque a pista é realista e boa. Existe de facto um mercado grande para esses professores e essa é uma alternativa real que inclusivamente lhes pode vir a trazer uma compensação bem maior do que a que resultaria de um emprego menor em indesejada localização e sem qualquer perspectiva de melhoria.
Depois porque estas declarações fizeram soltar o socialista que se esconde na alma portuguesa (consequência de anos de deseducação iniciados no paternalismo do Estado Novo e prosseguida no Portugal democrático) mesmo quando disfarçado de "preocupado social" e de acordo com o qual o Estado, a própria sociedade Portuguesa, tem obrigação de proporcionar a cada um o emprego que este deseja e do qual se crê credor em função e exclusivo resultado das suas escolhas pessoais e de formação. Ora, esse direito não existe! Cada um, com os limites próprios e das suas circunstâncias, é responsável pelas suas escolhas e pelas consequências destas. Isto é, pessoas houve que decidiram ser professores e fizeram a formação respectiva, o que implica aceitar as consequências: se a vida for propicia será essa a sua profissão e meio de sustento, se tal não acontecer terão de encontrar saídas noutros horizontes geográficos ou noutros campos de actividade. E isso será cada vez mais assim.
A única coisa que faltou nas declarações de Passos Coelho foi indicar qual a causa deste desemprego dos professores: é que não há alunos, não nascem crianças! O homem perdoa, a demografia, não...E sabe Deus como tantos desses Professores não são responsáveis em termos de mentalidade comum por esse clima cultural e humano em que a natalidade foi posta de parte, a maternidade menorizada, a família indicada como um modelo ultrapassado, o amor humano reduzido à sexualidade, etc...

quarta-feira, novembro 19, 2008

E que tal tirar de certeza a maioria absoluta ao PS?

Haja garra, bom senso e trabalho, protagonistas credíveis e coragem política, e não há razão para o PSD não ganhar as eleições. É preciso que o queira, que dê espaço e voz a quem é capaz de estar assim na política, deixe-se de vergonhas e, sobretudo, perceba que é diferente do PS.

Mas como não sabemos (ainda) se assim acontecerá ou não, há outras formas de pelo menos tirar a maioria absoluta ao Partido Socialista (e impedir muitos e enormes erros nas questões civilizacionais, já agora...:-).

A que reproduzo abaixo e me chegou pelo meu amigo Acácio Valente de Vila Real é uma delas: trata-se de um email que está a ser espalhado pelas redes e endereços de professores. E diz assim:

Reencaminhem para atingir os 140 mil professores e educadores e... todos os outros mal tratados por este PS.

A DERROTA DAS MAIORIAS

O governo governa com a maioria e não com as manifestações da Rua, dizo Sr. Primeiro Ministro. É verdade, se o PS não tivesse a maioria, oGoverno nunca teria tido a coragem de insultar os professores, nem deaprovar o novo estatuto da carreira docente, que é um insulto a quempresta tão nobre serviço à Nação.

Já foi votada no Parlamente por três vezes a suspensão do novoestatuto da carreira docente e das três o PS votou contra suspensão.As maiorias só favorecem os poderosos, as classes trabalhadoras queproduzem riqueza saem sempre a perder. É fácil para quem temvencimentos chorudos vir à televisão pedir para que apertemos o cinto.

Colegas, chegou o momento de ajustar contas com o PS. Se este partidotivesse menos de 1% do votos expressos nas últimas eleições, não teriaa maioria e nunca teria tido a coragem de promover esta enorme afronta aos professores.

Somos 150 000, o equivalente a 3% dos votos nacionais expressos. Senas próximas eleições, que são dentro de um ano, todos os professoresvotarem em massa em todos os partidos excepto no PS, este partidonunca mais volta a ter a maioria e será a oportunidade soberana dedevolver ao Sr. Sócrates as amêndoas amargas que ofereceu aos professores.

Colegas, quem foi capaz de ir do Minho, Trás-os-Montes, Algarve,Madeira e Açores a Lisboa, também consegue nas próximas legislativasdirigir-se à sua assembleia de voto e votar a derrota do PS.
Em Portugal há partidos para todos os gostos, quer à direita quer àesquerda do PS, é só escolher, maiorias nunca mais.
Os professores, para além de terem a capacidade de retirarem a maioriaao PS, têm a capacidade de o derrotar, basta para isso que osprofessores convençam metade dos maridos ou mulheres, metade dos seusfilhos maiores, metade dos seus pais e um vizinho a não votar PS, e jásão mais de 500 000, foram os votos que o PS teve a mais que a oposição.

Os professores estão pela primeira vez unidos, esta união é paracontinuar, e têm uma ferramenta poderosa ao seu alcance, a Internet,que nos põe em contacto permanente uns com os outros.

Senão vejamos, esta mensagem vai ser enviada a cinco colegas.
Se cada um dos colegas enviar a mais cinco dá 25.
Se estes enviarem a mais cinco dá 125.
Se estes enviarem a mais cinco dá 625.
Se estes enviarem a mais cinco dá 3125.
Se estes enviarem a mais cinco dá 15 625.
Se estes enviarem a mais cinco dá 78 125.
Se este enviarem a mais cinco dá 390.625, isto é, o dobro dos professores que há em Portugal.
À sétima vez que esta mensagem for reenviada todos os colegas ficarão a saber a informação que ela contém.

[nota minha: e como se "joga" com as repetições? :-)]

domingo, novembro 16, 2008

Uma Petição sobre Educação

Encontra-se "em circulação" uma petição sobre questões de educação que conclui assim:

"Assim, e pelo exposto, os Pais e Encarregados de Educação abaixo assinado, requerem a Sua Ex.a a Ministra da Educação:

A suspensão do Decreto-Regulamentar 2/2008 de 10 de Janeiro, que regulamenta o regime de avaliação de desempenho do pessoal docente do pré-escolar e dos ensinos básico e secundário;
A urgente abertura de um processo negocial, que promova um amplo debate nacional e uma reflexão séria sobre os objectivos nacionais a atingir através das políticas educativas;
A abertura de um processo de revisão da lei 3/2008 de 18 de janeiro, que aprova o Estatuto do Aluno dos Ensinos Básico e Secundário, de forma a consagrar princípios de justiça e uma cultura de empenho, rigor, esforço e exigência na vida escolar dos nossos filhos e futuros pais, líderes e garantes deste país."

Não me parece mal (embora suspeite se a actual contestação a esta avaliação não é pura e simplesmente uma contestação à própria ideia...?) mas mais uma vez não vai ao fundo da questão...e essa é a da liberdade de educação em que os pais poderiam escolher para os filhos a escola que desejassem (mais ou menos exigente, mais ou menos "autoritária", mais ou menos isto ou aquilo), os professores aquelas escolas e formas de trabalhar que mais se coadunassem com o que são e desejam (incluindo ter ou não ter avaliação e ter esta ou aquela forma da mesma), as comunidades escolas que corrspondessem ao seu modelo e projecto de desenvolvimento, etc.

No fundo aquilo mesmo a que se refere o comunicado final da Assembleia plenária dos Bispos Portugueses no seu ponto 4:

4. A Assembleia aprovou a Carta Pastoral "A Escola em Portugal – Educação integral da Pessoa Humana".
(...) É chamada a atenção para a necessária liberdade de aprender e ensinar, constitucionalmente consignada, tanto em relação às escolas estatais como às escolas privadas e cooperativas. Ao Estado compete promover, regular e financiar todas as instituições escolares que se enquadram legalmente no sistema educativo.

quarta-feira, maio 14, 2008

Carolina Michaelis (episódio do telemóvel): um juízo de Alice Vieira

Por email chegou-me este texto atribuído à escritora Alice Vieira. É um juízo justissimo sobre o acontecido no liceu do Porto no célebre episódio do telemóvel (que eu continuo sem perceber porque é que nenhuma escola tem a coragem de pura e simplesmente os proibir com uma expedita punição do desrespeito da regra que consistiria na respectiva destruição...:-).
O texto é este:

Desculpem se trago hoje à baila a história da professora agredida pela aluna, numa escola do Porto, um caso de que já toda a gente falou, mas estive longe da civilização por uns dias e, diante de tudo o que agora vi e ouvi (sim, também vi o vídeo), palavra que a única coisa que acho verdadeiramente espantosa é o espanto das pessoas.
Só quem não tem entrado numa escola nestes últimos anos, só quem não contacta com gente desta idade, só quem não anda nas ruas nem nos transportes públicos, só quem nunca viu os "Morangos com açúcar", só quem tem andado completamente cego (e surdo) de todo é que pode ter ficado surpreendido.
Se isto fosse o caso isolado de uma aluna que tivesse ultrapassado todos os limites e agredido uma professora pelo mais fútil dos motivos- bem estaríamos nós! Haveria um culpado, haveria um castigo, e o caso arrumava-se.
Mas casos destes existem pelas escolas do país inteiro. (Só mesmo a sr.ª ministra - que não entra numa escola sem avisar…- é que tem coragem de afirmar que não existe violência nas escolas…)Este caso só é mais importante do que outros porque apareceu em vídeo, e foi levado à televisão, e agora sim, agora sabemos finalmente que a violência existe!
O pior é que isto não tem apenas a ver com uma aluna, ou com uma professora, ou com uma escola, ou com um estrato social.
Isto tem a ver com qualquer coisa de muito mais profundo e muito mais assustador.
Isto tem a ver com a espécie de geração que estamos a criar.
Há anos que as nossas crianças não são educadas por pessoas. Há anos que as nossas crianças são educadas por ecrãs.
E o vidro não cria empatia. A empatia só se cria se, diante dos nossos olhos, tivermos outros olhos, se tivermos um rosto humano.
E por isso as nossas crianças crescem sem emoções, crescem frias por dentro, sem um olhar para os outros que as rodeiam.
Durante anos, foram criadas na ilusão de que tudo lhes era permitido.
Durante anos, foram criadas na ilusão de que a vida era uma longa avenida de prazer, sem regras, sem leis, e que nada, absolutamente nada, dava trabalho.
E durante anos os pais e os professores foram deixando que isto acontecesse. A aluna que agrediu esta professora (e onde estavam as auxiliares-não-sei-de-quê, que dantes se chamavam contínuas, que não deram por aquela barulheira e nem sequer se lembraram de abrir a porta da sala para ver o que se passava?) é a mesma que empurra um velho no autocarro, ou o insulta com palavrões de carroceiro (que me perdoem os carroceiros), ou espeta um gelado na cara de uma (outra) professora, e muitas outras coisas igualmente verdadeiras que se passam todos os dias.
A escola, hoje, serve para tudo menos para estudar.
A casa, hoje, serve para tudo menos para dar (as mínimas) noções de comportamento.
E eles vão continuando a viver, desumanizados, diante de um ecrã.
E nós deixamos.