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terça-feira, dezembro 11, 2012

Isabel Jonet e o medo da palavra Caridade



Hoje no i a Isabel Jonet tem publicada uma excelente entrevista na qual (e assim é o título da 1ª página) declara “Sou mais adepta da caridade do que da solidariedade social”. No corpo da entrevista é bem explicado porquê:

"O trabalho desta cadeia é fazer solidariedade ou caridade?
Hoje em dia as pessoas têm medo da palavra “caridade”, têm medo de palavras, atribuem conotações e pesos à palavra “caridade”. Na acepção de São Paulo, caridade é amor, é espírito de serviço, é o outro precisar de nós sem que nós precisemos do outro e portanto levamos o que ele precisa e não o que nós queremos levar. A solidariedade é algo mais frio que incumbe ao Estado e que não tem que ver com amor, mas sim com direito adquiridos. Infelizmente empobrecemos a nossa língua atribuindo algumas conotações a algumas palavras e portanto temos medo de as usar.
Resumindo, solidariedade ou caridade?
Sou mais adepta da caridade do que da solidariedade social… Embora defenda que ambas se completam e ambas fazem parte do bem fazer."

Graças a Deus tinha comprado o jornal e lido a entrevista o que me permitiu na Assembleia Municipal de Lisboa responder ao ataque que um deputado municipal do BE fez a Isabel Jonet por causa desta entrevista e da posição que aquele partido vai tomar daqui a um bocado numa Saudação a Isabel Jonet e ao Banco Alimentar proposta pelo Movimento Partido da Terra.

É realmente uma pena o "medo" que há desta palavra...

sábado, novembro 17, 2012

Isabel Jonet: um balanço provisório



No Blog Povo o meu amigo Pedro Aguiar Pinto publicou o mapa acima (evolução da subscrição das petições por e contra Isabel Jonet) e este post aqui. Tal como ele sei que estas manifestações "online" valem o que valem, mas a tendo sido essas que suscitaram o "escândalo" não me parece se deva ignorar que nas quatro votações "online" que existem os que atacaram Isabel Jonet levaram uma trepa...!

No entanto o balanço que mais interessa não é o da quantidade de subscrições, mas da formidavel explosão de solidariedade, clareza de juizo e argumentário, defesa pessoal e institucional de Isabel Jonet e do Banco Alimentar, que este ataque fez nascer. E o que se progrediu na compreensão do que é a Caridade. Basta ver por aqui.






sábado, novembro 10, 2012

Ainda o "caso" Isabel Jonet




O que está a acontecer com Isabel Jonet e que tem suscitado na blogosfera um coro de solidariedade com ela, impressionante pela extensão, insuspeitabilidade e variedade, tem duas facetas que vale a pena destacar:

A primeira é como quem está empenhado na acção social se expõe com liberdade e generosidade mas se sujeita a num instante passar de bestial a besta. Muitas vezes alerto numa das instituições que ajudei a fundar e em que estou empenhado e que goza de um prestígio que lhe é conferido pela respectiva qualidade de trabalho e dedicação dos seus profissionais, que é estatisticamente improvável (embora possível por graça de Deus, essa é a nossa esperança!) que um dia não nos aconteça, com culpa ou sem ela, um mau passo (o que nem sequer é o caso acima) e que nesse momento tantos dos que nos louvam, serão os primeiros a condenar-nos sem sequer tentar conhecer mesmo o facto ocorrido, levar em conta a nossa história e ter aquela noção de que elas só não acontecem a quem não faz nada...

A segunda é como Isabel Jonet e quem com ela trabalha no Banco Alimentar está neste momento a experimentar uma bem-aventurança, aquela de "bem-aventurados os que sofrem pela causa da justiça" (o que no caso dela e suponho, sem muito risco, de quase todos os que trabalham lá, equivale à bem-aventurança de  "quem sofre por Minha causa"). Muito mais modestamente e na minha vida política (como deputado do PSD) por causa da minha pertença à Igreja católica, passei alguns apertos e desprezos, e recordo-me bem como foi naquele momento que aquele sermão de Jesus se fez carne na minha vida. E como misteriosamente dar-me conta disso foi uma fonte de certeza e alegria a um ponto que não quereria deixar de ter passado o que passei...! Nessa medida estou convencido que desta "crise" quer o Banco Alimentar, quer a sua presidente, vão sair disto mais fortes.

Nota final: se dúvidas houvesse, olhando para quem ataca Isabel Jonet, não é dificil perceber "de que lado" estar...no fundo, no fundo, o poder do mundo só estava à espreita de uma ocasião para atacar um obra cuja origem sabe bem qual é, mas cuja actividade não era possível denegrir. Foi só ter a "ocasião" e ei-los a cair-nos em cima...




sexta-feira, novembro 09, 2012

Isabel Jonet tem razão!



As declarações de Isabel Jonet (que se encontram na íntegra aqui no site do Blog Povo) na SIC a 6 de Novembro suscitaram um coro de indignações completamente disparatadas, injustas e intolerantes.

Disparatadas porque nem o Banco Alimentar é uma instituição pública em que qualquer um possa intervir (é uma instituição particular, governada pelos seus sócios que escolhem os seus dirigentes) nem as afirmações da respectiva presidente (o núcleo fundamental, que despertou o protesto, sendo, como as reproduz o Público: "“os portugueses vivem muito acima das possibilidades” e que, por isso, vão ter que “aprender a viver com menos”. “Vamos ter que empobrecer muito, vamos ter que viver mais pobres”, ") o justificam: são verdadeiras, razoáveis e adequadas a todos as ouvirmos!

Injustas porque olhando para a obra do Banco Alimentar e da sua presidente é dificil encontrar mácula que se lhe possa apontar e é o cúmulo do desplante insinuar que da parte dela possa exisitir qualquer indiferença aos pobres. A sua obra neste ponto fala por ela e pelos que trabalham com ela (e a quem aproveito para manifestar a minha solidariedade!).

Intolerantes "cela va de soi". A ditadura do politicamente correcto é implacável mas não se pode deixar de combatê-la com firmeza, afirmando a liberdade de cada um pensar e dizer o que bem entender. Neste ponto é brilhante o artigo de Henrique Monteiro que encontrei agora no site do Expresso online. Subscrevo linha a linha.

terça-feira, janeiro 13, 2009

Horta Solidária nas Prisões: lindo!

Impressiona ver a beleza que surge de uma humanidade vivida com seriedade, mesmo em meio prisional (como hoje em dia se diz...)! Deus os ajude e pague!

Reclusos apoiam Bancos Alimentares com Horta Solidária
Data: 30-12-2008
Os reclusos de cinco estabelecimentos prisionais portugueses vão contar com 25 hectares de terreno para cultivar produtos hortícolas para os Bancos Alimentares, que, por sua vez, os distribuirão pelas populações mais desfavorecidas.
O acordo de cooperação para o desenvolvimento da iniciativa será assinado hoje, 30 de Dezembro, às 15:30h, na Quinta da Várzea, em Setúbal, entre a Direcção-Geral dos Serviços Prisionais e a Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares contra a Fome, na presença do Ministro da Justiça, Alberto Costa.
A produção de legumes vai avançar a partir do início de 2009, nos terrenos livres dos estabelecimentos prisionais de Santa Cruz do Bispo, Alcoentre, Setúbal, Pinheiro da Cruz e Especial Leiria. Os produtos hortícolas cultivados pelos reclusos serão entregues ao Banco Alimentar mais próximo.
Esta acção, segundo os Bancos Alimentares contra a Fome, contribui igualmente para "promover mais actividades de cariz laboral por parte dos reclusos ao longo do cumprimento da pena que se afigura fundamental na promoção da empregabilidade, factor decisivo no âmbito do processo de reinserção social".
Simultaneamente, voluntários formados pelos Bancos Alimentares vão desenvolver acções junto dos reclusos para aquisição de competências na área da cidadania e responsabilidade social, no âmbito do projecto “Educar para a Cidadania”.
Fonte: Portal do Cidadão com Bancos Alimentares contra a Fome