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sexta-feira, outubro 18, 2013

Orçamento do estado para 2014: Pacheco Pereira e os outros




Acabo de ler na Sábado, mais um demolidor artigo de Pacheco Pereira, concentrado como sempre num ataque cerrado ao Governo. Confesso tenho dificuldade em entender as razões dessa agressividade...e espanta-me que um homem tão inteligente enverede por esse caminho, sobretudo porque nunca explica o que se poderia fazer de diferente e porque é que isso seria melhor...

Com ele estão outros como Manuela Ferreira Leite. Porquê? Para quê? Note-se que não acho que por ambos serem do PSD estão obrigados a apoiar o governo. Era só o que mais faltava...mas admira-me a violência, escandaliza-me a falta de alternativa e não consigo deixar de sentir uma indisfarçável revanche de histórias antigas, essas sim, bem partidárias...mas sobretudo tenho pena do desperdício de inteligência e energia que isso significa, pois o que me parece nos é pedido no centro-direita não é demolir este governo, mas uma critica construtiva que procura ajudar.

Sejamos realistas: este orçamento é de facto violento e abala muita coisa. Temo pelas suas consequências nas famílias e apiedo-me de quem mais directamente sofre com ele. Receio por mim e pelos meus. Mas quantas vezes será preciso dizer que:
a) Todos os anos gastamos em Portugal mais do que produzimos e
b) Temos uma dívida brutal a pagar e, para sobreviver,
c) Precisamos de continuar a financiar-nos junto de outros...!!??

Ou, mais prosaicamente: NÃO HÀ GUITO!! (sim, é uma pena, é injusto, é uma desgraça, é uma fatalidade, mas é o que é...)


segunda-feira, fevereiro 06, 2012

Obama justifica suas políticas sociais com trechos dos Evangelhos

Pela 60ª vez realizou-se em Washington o National Prayer Breakfast. Tudo começou há mais do que esses 60 anos quando em plena 2ª Guerra Mundial Eisenhower estava com alguns membros do seu gabinete e membros do Congresso a analisar um problema que de tão complicado e em não lhe vendo solução, um dos presentes disse "isto é tão dificil que melhor mesmo era rezarmos sobre ele". Quando houve algumas risadas em resposta, essa pessoa disse "não estou a brincar". E rezaram.
(esta iniciativa não surgiu do nada, já em plena Depressão, um grupo de empresários americanos, numa cidade de que não me recordo o nome, o fazia com regularidade, e daí a ideia daquela pessoa em plena Guerra)
O costume pegou e finda a Guerra os membros do Congresso levaram-no para as respectivas Câmaras (de Representantes e Senado). Alguns anos depois os Senadores que para rezar se encontravam num pequeno-almoço semanal (como ainda hoje acontece em ambas as Câmaras sempre que há sessão no Capitólio) lembraram-se de convidar o agora presidente Eisenhower para ir rezar com eles. Sabendo disso o grupo equivalente da Câmara dos Representantes quis juntar-se ao encontro e assim nasceu o "Pequeno-almoço Nacional de Oração" que junta hoje em dia em Washington entre duas a três mil pessoas, entre eleitos, membros do governo americano, quadros da função pública, homens de negócios, membros de grupos de Oração dos 50 estados e mais recentemente eleitos, governantes, homens de negócios e altos quadros da administração de uma centena e tal de países estrangeiros (aos USA).
(sobre a edição do ano passado há este interessante artigo de Pacheco Pereira aqui).
De natureza um pouco sincrética a oração praticada nestes grupos é dominantemente protagonizada por pertencentes a diversas correntes protestantes, muito americana nesse sentido na sua expressão, cultivando-se nesse âmbito uma amizade com expoentes de outras religiões. O que explicará porque surgiu também nos USA e muito mais recentemente um "Pequeno-almoço Nacional de Oração" católico.
Como todos os presidentes americanos desde Eisenhower e pela quarta vez desde que foi eleito também Obama esteve presente.


No centro da sua intervenção (muito política e não tão pessoal como a do ano passado) estiveram as suas políticas sociais e fiscais que habilmente defendeu servindo-se para isso de citações dos Evangelhos como aqui está reportado e se pode ver neste vídeo:



O discurso foi nos dias seguintes muito referido e citado sobretudo pelos seus opositores já que aconteceu num momento em que mercê de uma decisão do seu governo se encontra em curso uma guerra aberta e acesa (que lhe poderá custar a reeleição pela deslocação do voto católico que está a provocar) entre ele e praticamente todas as confissões religiosas nomeadamente as mais representativas. No âmago da discussão a tentativa de obrigar as Igrejas, em especial a católica, mais sensível neste aspecto, a facultar aos seus funcionários, no respectivo seguro de saúde, a cobertura da chamada saúde reprodutiva (contracepção, aborto, etc.). O problema nos USA foi entendido e bem não como um problema moral mas sim de liberdade religiosa e daí o cordão sanitário de defesa em torno da Igreja Católica que foi tecido por quase todas as confissões religiosas (obedecendo àquele princípio inteligente que nas confissões religiosas se observa: defender a liberdade de um, é defender a liberdade de todos). Mais sobre esta polémica aqui.

sábado, janeiro 28, 2012

A Comunicação Social e os movimentos civicos

Pergunta hoje Pacheco Pereira no Público por que razão falharam as últimas manifestações dos "indignados". Desde sempre chamando a atenção que as manifestações convocadas nas redes sociais, são-no de facto nos meios de comunicação tradicionais, e para o facto de que o que subjaz à projecção dada a certas manifestações (como as dos "indignados") é a identificação ideológica e pessoal de boa parte dos jornalistas com as mesmas, Pacheco Pereira é de uma lucidez a toda a prova.
E implacável na denúncia da nula representatividade da maior parte dessas iniciativas. 99% sê-lo-ão lá em casa deles e mesmo assim, duvido...;-)
Cruza-se isto com o total desprezo a que são votadas as manifestações dos movimentos civicos que os jornalistas não estimam, como tantos daqueles em cuja promoção e organização participei. Dois exemplos:
- com excepção da primeira dos "indignados" (que gozou durante três ou quatro semanas de extensa promoção dos media) a nossa manifestação por um referendo ao casamento gay teve a proporção e dimensão que teve e se pode ver aqui. Mas no dia seguinte a cobertura disto foi zero...
- na Gente do Expresso de hoje vem referido que foi há 8 anos a última manifestação que teve lugar nos jardins do Palácio de Belém (et pour cause...uma manifestação contra Santana Lopes, claro...). Ora isso omite deliberadamente que em 2007 depois do segundo referendo promovemos uma manifestação nesse mesmo local para pedir ao Presidente da República não promulgasse a nova lei do aborto. Inclusivamente reunimos com o assessor dele (Nuno Sampaio) a quem entregámos o Manifesto pela Verdade e pela Vida. Destaque dado a isto no dia seguinte: zero...ou seja como nos promotores da manifestação não figuravam os amigos dos jornalistas (qualquer um do BE, Fernanda Câncio, Isabel Moreira, Paulo Querido, etc.) o acontecimento não existe (1984 de Orwell no seu melhor!).
Ainda não encontrei nenhuma no meu computador com os manifestantes, mas para já fica esta fotografia do momento em que as crianças (é o que me consola, nós temos descendência e "eles" não...;-) punham umas flores de papel no relvado:

domingo, janeiro 08, 2012

A Maçonaria e o PSD segundo Pacheco Pereira

Recomendo não se perca o post (de facto um artigo que saiu no Público) "Encontros Imediatos de Terceiro Grau com as Maçonarias" que está aqui.
Só para abrir o apetite e também constatar a liberdade com que Pacheco Pereira escreve:
"Depois os tempos foram mudando e apareceram outras maçonarias, a Grande Loja Regular de Portugal, e a sua cisão, a Grande Loja Legal de Portugal. O recrutamento clássico para a Maçonaria começou então a sair do republicanismo clássico, onde, como diria o PCP, a "lei da vida" ia abatendo os mações dessa obediência, e os restos do "reviralho", sobrevivendo no PS de Almeida Santos e outros, começavam a dar lugar a uma nova geração de pedreiros-livres do PSD e do CDS. Nessa área política, os mações eram até então muito poucos, e também ligados ao Grande Oriente Lusitano. Eram vistos com desconfiança e a sua pertença era mantida em grande segredo num partido hostil. Depois, através principalmente das "jotas", foram alargando a sua influência até aos dias de hoje, em que as lojas maçónicas, em particular ligadas à Grande Loja Legal de Portugal, são a instituição parapolítica com mais influência no PSD. Os sectores mais conservadores do partido, ligados à Igreja e nalguns casos à Opus Dei, perderam influência e os militantes de base, de um modo geral "antimaçónicos" primários, como antes se era "anticomunista primário", descobrem agora a dimensão do takover maçónico no PSD. E não gostam, mesmo que o aparelho dominante, fortemente ligado à maçonaria em distritais como o Porto e Lisboa, tenha tendência para tornar o assunto tabu."

segunda-feira, janeiro 02, 2012

Eleições americanas também nos Blogs portugueses

Também na Blogosfera portuguesa as eleições americanas fazem caminho. EUA 2012 parece-me um ponto incontornável de discussão e informação. E daí os links preciosos não apenas para os diversos candidatos (no caso republicano, a candidatos) mas também para Máquina Política, Casa Branca, e Era uma vez na América.
Desde sempre interessado na política americana (vejam-se as tags que estão abaixo sobre o lado direito deste Blog) e com a vantagem adicional de no fim deste mês ir ao National Prayer Breakfast (sobre o qual Pacheco Pereira no ano passado publicou um artigo interessantíssimo que enviarei a quem me pedir ou colocarei no Blog se aprender como...) terei aqui mais uma matéria de interesse adicional ;-)

quarta-feira, dezembro 07, 2011

Novo Tratado? Um referendo europeu impõem-se!

Hoje no Público aparece a noticia de que Manuel Maria Carrilho propõe um referendo único na Europa (as declarações estão na TVI24 aqui). Não posso estar mais de acordo.
Na verdade o que pode vir a ocorrer em termos de união política, orçamental e fiscal, é de tal modo grave que um referendo assim (europeu no sentido de um só escrutinio e eleitorado) é uma exigência democrática "de vida ou de morte".
Vale a pena ler o que a propósito (do novo tratado que Merkozy se prepara para propor, da importância das decisões que daí resultam, dos passos em frente, para o abismo, acrescento eu, que se dão por vezes na União Europeia] escreve hoje Pacheco Pereira na Sábado.
Imperdível por isso o sub-blog Sim ao Referendo Europeu que Pacheco Pereira abriu no seu Abrupto.

quarta-feira, junho 22, 2011

Maçonaria: a coragem de Pacheco Pereira

Na Sábado que hoje saiu (Corpo de Deus amanhã, oblige...) Pacheco Pereira chama a atenção para o pudor que há em nomear a maçonaria e como é importante perceber que na política hoje em dia em Portugal não se consegue ler os acontecimentos sem tomar em consideração a sua existência.
Bem-haja pela coragem!

quinta-feira, fevereiro 18, 2010

Mãe lésbica: mudava...Dah...!

Anda por ai uma campanha mais de promoção da homossexualidade intitulada "Se a tua mãe fosse lésbica mudava alguma coisa?" que apesar de termos de reconhecer primorosamente concebida (veja-se o video no mesmo Blog) só merece a resposta acima: "Mudava...Dah...!".
Podia mudar para bem ou para mal, umas coisas se calhar bem, outras mal, podia até parecer que não mudava, mas mudava de facto...Dah...!
Sobre esse assunto na Sábado de hoje Pacheco Pereira escreveu umas linhas luminosas sob o título "Propaganda falsa paga com o nosso dinheiro" que enviarei a quem me o pedir por não ter conseguido encontrar este texto na net.
Parece-me também que no tempo actual de discussão do casamento entre pessoas do mesmo sexo a Câmara Municipal não podia nem devia ter colaborado com a mesma...?