domingo, abril 17, 2005

A limitação de mandatos políticos

A discussão em torno da proposta de limitação de mandatos dos políticos, mostra bem o ponto as que chegamos e a falta de respeito por si próprios que os políticos têm. A ideia peregrina que a corrupção e outros fenómenos menos recomendáveis se combatem limitando o tempo do mandato dos políticos, diz pelo menos duas coisas: para quem nos governa, a possibilidade de corrupção tem a sua variável dominante no tempo (e não no carácter de quem corrompe e é corrompido, nem no sistema legal e administrativo que facilita essas ocorrências) e os políticos, pelo menos pelo decorrer do tempo, são todos corruptos...!
Isto para já não falar na liberdade que é retirada ás pessoas de elegerem quem muito bem entendem e pelo tempo que o entenderem!
Enquanto formos por este caminho, não vamos a lado nenhum...!

8 comentários:

Anónimo disse...

Como diz António Barreto,parece que a democracia, afinal, desconfia de si própria !

Ass: RM ( Coimbra )

Ruvasa disse...

Viva!

De acordo consigo. São os próprios políticos a desautorizarem-se. Ningu+em entende esta lógica perversa!

Abordei este assunto já em http://ruvasa.blogspot.com (O SITIO do Ruvasa) no post "Limitação dos mandatos políticos - mito a destruir".

cumprimentos

Ruben Valle Santos

Xavi77 disse...

Realmente....é uma triste ideia essa!
É limitar completamnente o poder de decisão popular!!
Se o povo gosta de quem elegeu, porque não o manter durante o tempo que se achar correcto?Porque obrigar alguem a sair, se o trabalho efectuado estiver a ser bom???

Diogo Mendes Silva disse...

Pois eu não concordo! Câmaras como a de Braga (Mesquita Machado) precisam de ser mudadas assim como muitas outras em que os presidentes de câmara governam há mais de 20 anos. Acho uma boa medida e é preciso desautorizar-se os politicos, pois muitos deles são incompetentes. Sendo Portugal um dos paises mais corruptos da UE, independentemente de esquerda ou da direita, é preciso dar o lugar aos mais novos, aos menos conhecidos é essencial remodelar a democracia que está corrupta e gasta da tão falta da responsabilidade.

Anónimo disse...

O Alberto joão jardim é a prova provad desta bizarra teoria!

Anónimo disse...

De facto trata-se duma terapeutica sintomática. Alivia-se o efeito e não se combate a causa. Só é valido o combate aos sintomas quando se desconhecem as causas. Mas as causas são ou não conhecidas??? ou não será aquilo a que comumente de chama Desonestinada?

Madalena Névoa disse...

Desde os seus tempos de Deputado que de quando em quando venho ver o seu blog e parece-me merecedor de destaque. Desde já pela sua essência, e depois pelo seu autor.
Pela essência pois foi dos primeiros blogs da Assembleia da República e pelo autor pois permitiu-me conhecer melhor o trabalho dos Deputados (não fazia ideia nem que os Deputados eram assessorados nas Comissões e que estas requeriam tanto trabalho, nem que os deputados se deslocavam frequentemente ao distrito pelo qual tinham sido eleitos) e muito mais terei ainda por descobrir.
Lamento que já há alguns meses não venha enriquecer o seu blog e contribuir para um debate importante sobre certos assuntos, apesar dos malévolos e inapropriados comentários de certas pessoas.
Se lhe for útil, eis o meu e-mail: madalenasn@hotmail.com.
Aguardo novos posts...

Anónimo disse...

Como apresidente da camara da Almada que tamto tempo de mandatos que tem tudo controlado principalmente os bares noturnos que causam ruido e nimguem os fiscaliza