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quinta-feira, março 27, 2014

Direitos dos Homossexuais e Liberdade Religiosa

E o problema é que casos como estes estão-se a multiplicar...ou de como é uma triste humana sina esta de os perseguidos se transformarem em perseguidores...uma lição também a todos os moderados de serviço e ao centro-direita progressista...




Nos EUA, dizer "Apoio o casamento tradicional" pode valer despedimento
Editado por Filipe d’Avillez, no Michigan, Estados Unidos
Inserido em 27-03-2014 06:17
É uma advogada norte-americana que o garante. Com a legalização do casamento homossexual em cada vez mais estados americanos, surgem vários focos de confronto entre a liberdade religiosa e discriminação por orientação sexual.

Uma advogada de sucesso, que trabalha numa multinacional, chega ao auditório de um centro paroquial universitário para falar sobre as ameaças à liberdade religiosa. Confrontada por um jornalista, aceita falar, mas apenas sob anonimato. Teme perder o emprego, como já aconteceu a conhecidos.
Estamos no Michigan, Estados Unidos, a pátria da liberdade religiosa, mas onde muitos crentes começam a sentir que essa conquista está a definhar.
“Sei de casos de pessoas que foram despedidas de empresas privadas simplesmente por dizer coisas do género 'Eu apoio o casamento tradicional'”, explica a advogada à Renascença.
Em causa está a redefinição do conceito tradicional de casamento, como sendo entre homem e mulher, para a aceitação da noção de casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Com a legalização do casamento homossexual em cada vez mais estados americanos, surgiram vários focos de confronto entre a liberdade religiosa e discriminação por orientação sexual.
“Há o caso de um casal que tinha uma pastelaria que se recusou a fazer um bolo para um casamento homossexual. Foram processados, multados e acabaram por fechar a loja. Mais recentemente, tivemos um caso no Novo México de uma fotógrafa que se recusou a trabalhar numa cerimónia homossexual”, conta.
A advogada explica que a educação é outra área de preocupação: “Massachusetts foi o primeiro Estado a aprovar a redefinição de casamento. Nesse Estado estão a ensinar na escola que o estilo de vida homossexual é natural e bom. Os pais não se podem queixar, nem são notificados. Há uma preocupação que esse género de restrições chegue a outros estados que também aprovem o casamento homossexual”.
“Como viver a minha fé?”Na sala paroquial estão dezenas de jovens atentos, orientados pelo jovem e enérgico padre Denis Heames. O sacerdote nota preocupação entre os alunos católicos da Central Michigan University (CMU), que acompanha.
“Penso que estamos a chegar a um ponto em que vamos perder a liberdade de ser contra isto na praça pública. Sinto que já nem é uma discussão”, refere.
“Por exemplo, pessoas que estudam ciências da educação” sentem algumas dificuldades com o currículo “no que diz respeito à diversidade ou literatura, que contém material mais claramente ideológico”, diz.
“Vejo alunos católicos que entram para estes cursos e que sentem dificuldades com isto. Como é que vou conseguir viver a minha fé neste ambiente laboral, com tanta pressão ideológica?”
A dificuldade é sentida na pele por Kelly, aluna da CMU que estuda educação.
“Preocupo-me com os meus filhos, não os quereria colocar no ensino público. E preocupo-me comigo porque quero ser professora e não me sentiria bem a ensinar algo deste género, porque atenta contra as minhas crenças e valores”, diz. “Não consigo separar a minha fé da minha vida profissional.”
Bobby, da mesma universidade, estuda comunicação social e dá conta da agressividade que tem de enfrentar quando se manifesta sobre assuntos como o casamento entre homossexuais.
“É um tema fracturante, basta falar no assunto e as pessoas levantam rapidamente as defesas. Mesmo no Facebook, quando a questão surgiu, as pessoas estavam só a atacar. Publiquei a minha opinião enquanto católico e fui atacadíssimo. Por isso, às vezes, é difícil e só nos apetece virar as costas ao assunto”, confessa.
Supremo vai decidirOs casos envolvendo objecção de consciência à participação em cerimónias de casamento entre pessoas do mesmo sexo estão a caminho do Supremo Tribunal.
Antes, os juízes terão ainda de avaliar a questão do “ObamaCare”, o plano de Barack Obama para a reforma do sistema de saúde, que pretende obrigar instituições católicas, como universidades e hospitais, a fornecer aos seus empregados seguros de saúde que cubram contraceptivos e serviços abortivos.
Os bispos já disseram que se recusam a acatar a ordem e que preferem encerrar todos os seus serviços nestas áreas, mas a administração Obama não desarma, o que tem levado a Igreja a invocar também o argumento da liberdade religiosa.
Estes e outros assuntos serão, certamente, um dos pontos de discussão entre o Papa Francisco e Obama, que se encontram no Vaticano, esta quinta-feira.

sábado, fevereiro 23, 2013

Lei do Álcool: as incongruências da mentalidade comum




Confesso que, apesar de sempre apreciar quem se envolve em tarefas de empenho cívico e participação política, não me identifico com Albino Almeida (fotografia acima), o actual presidente da Confap pela simples razão porque em matérias fundamentais para as famílias portuguesas, não tenho ideia se tenha empenhado, nem às suas direcções. Refiro-me ás matérias da liberdade de educação, da educação sexual, defesa da Família e da Vida, etc.

Daí que hoje o tome como exemplo das incongruências da mentalidade comum quando referindo-se à nova lei do álcool diz "A proibição não é o único caminho, mas é um sinal importante e dissuassor. Perdeu-se aqui uma oportunidade histórica". Pena a CONFAP não se tenha lembrado disso quando se discutiu a descriminalização do consumo de drogas ou a despenalização do aborto até às 10 semanas (neste momento lembremo-nos já estamos, a esta data, com 105 mil abortos desses desde a lei de 2007...!). Ambas as questões interessando na Educação já que a descriminalização disseminou o consumo de drogas nas camadas estudantis (primeiro com as drogas "leves" e agora com as sintéticas das smart shops) e o aborto retira todos os anos 20 mil novas crianças ao sistema de ensino (provocando desemprego de professores, funcionários das escolas, educadoras de infância, fabricantes de produtos para essa camada, etc.).

Notas finais: por muitos anos que passem continua dificil entrar na cabeça de João Goulão, presidente do serviço oficial SICAD, e um dos principais responsáveis pela descriminalização do consumo de drogas e consequente aumento do mesmo. Nas drogas é a favor da liberdade do consumo, no álcool é proibicionista e radical mesmo, já que com ele nem aos 16 anos se poderia beber cerveja ou vinho...! Vá lá a gente entendê-lo(s)!

Ao que parece na nova lei não haverá álcool nas estações de serviço nas auto-estradas e fora das localidades. Ainda bem que me previnem...é da maneira que, com excepção da Quaresma; não me apanham lá e regresso às estradas nacionais, ao Leitão na Bairrada, etc...lol!





domingo, setembro 16, 2012

Demografia: o crime documentado

Nos debates em curso sobre natalidade e demografia corremos por vezes o perigo de parecer ver conspirações onde elas não existem...Infelizmente vêm depois os factos comprová-las...ou senão leiam isto (antecipo a conclusão: não só isto é criminoso, como no caso da Europa, pode conduzi-la à extinção, da sua população, entre uma e três gerações)...faço notar que as fontes originais e derivadas da notícia são totalmente insuspeitas...

fonte: http://expresso.sapo.pt/estrategias-para-travar-o-aumento-populacional=f739088?mode=thread&va=4344569#4344569

No Dia Mundial da População, o Worldwatch Institute (EUA) faz nove propostas ambiciosas para evitar que os habitantes da Terra cresçam de sete para nove mil milhões em 2050.

Virgílio Azevedo (www.expresso.pt)
20:58 Quarta feira, 11 de julho de 2012

Acabar com todas as políticas que recompensam financeiramente os pais com base no número de filhos e atribuir preços aos custos e impactos ambientais de um filho adicional numa família, são as duas propostas mais radicais do Worldwatch Institute (EUA).

A conhecida organização independente com sede em Washington, que desenvolve investigação nas áreas da energia, recursos e ambiente, divulgou hoje, a propósito do Dia Mundial da População, nove propostas ou estratégias para estabilizar a população mundial, que hoje ultrapassa as sete mil milhões de pessoas.

Robert Engelman, presidente do instituto, afirma que "embora a maioria dos analistas assuma que a população mundial vai crescer dos atuais sete mil milhões de habitantes para nove mil milhões em 2050, é possível a Humanidade nunca alcançar esta dimensão".
Todo o poder às mulheres

O dirigente argumenta que "o crescimento insustentável da população só pode ser efectivamente e eticamente travado, dando às mulheres o poder de escolherem ficar grávidas apenas quando querem".

Engelman diz também que há exemplos em todo o mundo "de políticas efectivas e relativamente baratas que não só reduzem as taxas de natalidade, como também respeitam as aspirações reprodutivas dos pais e apoiam uma sociedade educada e economicamente ativa que promove a saúde das mulheres e das raparigas".

Se a maior parte das propostas do Worldwatch Institute forem postas em prática, "é previsível que o crescimento da população mundial comece a diminuir antes de 2050". 
Padrão de crescimento ambientalmente sustentável

Eis as nove estratégias que poderão colocar a população mundial num padrão de crescimento ambientalmente sustentável:

 1. Garantir acesso universal a opções contraceptivas seguras e efectivas para ambos os sexos.

 2. Garantir o acesso à educação secundária a todos, em especial as raparigas.

 3. Erradicar a discriminação baseada no género das leis, das oportunidades económicas, dos sistemas de saúde e da cultura.

 4. Oferecer educação sexual apropriada à idade para todos os estudantes.

 5. Acabar com todas as políticas que recompensam financeiramente os pais com base no número de filhos. Os governos podem manter ou até aumentar os benefícios fiscais e financeiros aos pais, só que não os devem ligar ao número de filhos mas ao próprio estatuto de maternidade e de paternidade.

 6. Integrar lições sobre população, ambiente e desenvolvimento nos currículos escolares a vários níveis.

 7. Atribuir preços aos custos e impactos ambientais de um membro adicional numa família. Ao quantificar estes custos calculando impostos e gastos adicionais na alimentação, os casais podem concluir que o custo de terem mais um filho é demasiado alto, comparado com os benefícios de uma família mais pequena, e decidir de livre vontade não alargar a família.

 8. Adaptar a sociedade a uma população com maior esperança de vida, dando acesso ao mercado de trabalho aos mais velhos, em vez de promover a natalidade através de incentivos e programas governamentais.

 9. Convencer os líderes políticos a assumirem um compromisso para estabilizar o crescimento da população, através do exercício dos Direitos Humanos e da promoção do desenvolvimento humano.

sexta-feira, maio 11, 2012

Jovens grávidas e contracepção: mais do mesmo

Noticia hoje o Sol que "64% das jovens grávidas utilizava contracepção". A primeira nota é a espantosa associação (como inevitabilidade) entre contracepção e não ter filhos. Como se, com percentagens variáveis, todos os métodos contraceptivos não tivessem falhas (desde a menor proporção no Planeamento Familiar Natural, vide o site da OMS, à maior como a do preservativo, vide os respectivos folhetos da insuspeita Foods and Drug Administration dos Estados Unidos)...! Mas depois e principalmente o espanto de que isso aconteça ignorando um grande estudo sobre a sexualidade juvenil do também insuspeito Professor Henrique de Barros em que este concluía: "eles sabem tudo, não agem é em consequência", isto é falta é responsabilidade...
E assim, de erro em erro, se chega à brilhante conclusão (não é por acaso que um dos promotores do estudo é a nossa conhecida APF...): é preciso mais educação (sexual, pois então). Ou seja é preciso mais do que já está visto não funciona...ou então mais aborto subsidiado, promovido e divulgado...
Enfim, um filme já visto e revisto...

quinta-feira, março 15, 2012

Defender o Futuro: primeiras notícias




Saíram hoje as primeiras notícias sobre a Petição Defender o Futuro que amanhã será colocada online depois de lançada no Congresso da Federação Portuguesa pela Vida (amanhã, sexta-feira, 16 de Março, na Associação Comercial de Lisboa). Estão aqui e ali.

A ideia central da Petição é esta: tivemos seis anos "alucinantes" com leis (aborto, divórcio selvagem, procriação artificial, mudança de sexo, casamento gay, educação sexual obrigatória) que destroem o tecido social do país e correspondem a uma mentalidade de irresponsabilidade e "tudo se pode fazer desde que possível" que são também pilares do sistema cultural dominante que está na origem da crise que o país vive.

Na altura de aprovação dessas leis o Presidente da República nos vetos ou promulgações "anotadas" chamou a atenção para as implicações, erros técnicos, ameaças e incongruências dessas leis. Num novo ciclo político vale a pena olhar para estas leis, avaliá-las pelos resultados objectivos (e não pelas intenções), e conforme aplicável e as circunstâncias o permitam, mudá-las ou revogá-las, no todo ou em parte.

Estejamos pois atentos.

domingo, março 04, 2012

Matar recém-nascidos: como eles ficaram caladinhos...!


É impressionante como os abortistas estão mudos e a esconder-se depois da noticia do Público que reproduzo abaixo...não há posts no Blog Jugular, nem artigos da Fernanda Câncio (tão prestimosa a atirar-se a nós mal nós fazemos o minímo movimento...), nem Duarte Vilar da APF (a conseguir incrivelmente, deve ser uma nova "patologia", explicar que o mal é não haver educação sexual...lol!), nada...silêncio rádio. Mais embaraçadinhos do que com 100 declarações de Lídia Jorge...

Um juizo sobre o assunto:

1. "Não espanta nada" se defenda isto.  A diferença de uma criança no seio da sua mãe com uma já nascida é a respectiva visibilidade. E nos Estados Unidos já se faz o "aborto do pré-nascimento": no dia do parto, puxa-se a cabeça da criança para fora e assim se a mata com uma agulha que lhe atravessa o cérebro...uma barbárie! E na lógica destes fracturantes está tudo isto: pedofilia (chamado amor entre gerações), incesto (por que raio não há-de um irmão estar com uma irmã, se são adultos e o consentem , até não viveram juntos, porque são por exemplo filhos de pais separados, se forem para Espanha ninguém os identifica e podem fazê-lo, o chamado turismo incestuosos, não é para todos os casos mas apenas para aqueles que nunca viveram juntos ou só para os meio-irmãos, ou seja, a argumentação do costume...), infanticidio e eutanásia (na Holanda tem sido um massacre repugnante e agora é aplicada em crianças deficientes...!). Só para nomear aqueles objectivos que tem autores, doutrina e defesa em casos concretos.

2. Apesar da aberração que são tais propósitos mal estavamos se achassemos estes não podiam ser publicados. Uma revista é livre de ter os seus propósitos editoriais, tem o seu publico que a compra e lê, e cada um é livre de defender as asneiras que quiser. Foi por isso que em declarações à renascença, perguntado sobre este ponto defendi a liberdade de expressão destes autores e da sua publicação (e não foi por dar jeito ver esta gente a descobrir a careca e o que lhes vai no fundo em relação, citando Lídia Jorge, ás "coisas humanas")


Bioética

Artigo científico defende como moralmente aceitável a morte de um recém-nascido

02.03.2012 - 09:32 Por PÚBLICO

(Foto: Daniel Rocha)
Um artigo publicado na última semana de Fevereiro pelo Journal of Medical Ethics defende que deveria ser permitido matar um recém-nascido nos casos em que a legislação também permite o aborto. A polémica segue em crescendo. A autora do texto já recebeu ameaças de morte.
 O artigo em causa (clique aqui para a versão html , ou aqui para descarregar uma versão pdf, ambas em inglês), aceite por aquela publicação científica ligada ao British Medical Journal intitula-se “After-birth abortion: why should the baby live?”, que se poderia traduzir como “Aborto pós-parto: por que deve o bebé viver?”. É assinado por Francesca Minerva, formada em Filosofia pela Universidade de Pisa (Itália) com uma dissertação sobre Bioética, que se doutorou há dois anos em Bolonha e é uma investigadora associada da Universidade de Oxford, em Inglaterra. A sua polémica tese é a de que o “aborto pós-nascimento” (matar um recém-nascido”) deve ser permitido em todos aqueles casos em que o aborto também é, incluindo nas situações em que o recém-nascido não é portador de deficiência”.

Esta ideia – entendida pelos leitores mais críticos do artigo como um apelo à legalização do infanticídio – é a conclusão de um debate moral que a autora, em conjunto com outro investigador que co-assina o artigo – Alberto Giubilini –, tentam fazer partindo de três princípios: 1) “o feto e um recém-nascido não têm o mesmo estatuto moral das pessoas”; 2) “é moralmente irrelevante o facto de feto e recém-nascido serem pessoas em potência”; 3) “a adopção nem sempre é no melhor interesse das pessoas”.

Os autores sustentam, assim, que matar um bebé nos primeiros dias não é muito diferente de fazer um aborto, concluindo (ao contrário dos movimentos pró-vida) que desse modo seria moralmente legítimo ou deveria ser aceite que se matasse um recém-nascido, mesmo que este seja saudável, desde que a mãe declare que não pode tomar conta dele.

Face à polémica que se gerou em torno desta leitura, o editor do jornal veio a público defender a publicação do texto, com o argumento de que a função do jornal é a de apresentar argumentos bem sustentados e não a de promover uma ou outra corrente de opinião. Porém, outros cientistas e pares de Francesca Minerva qualificam a tese do artigo como a “defesa desumana da destruição de crianças”.

“Como editor, quero defender a publicação deste artigo”, afirma Julian Savulescu, num texto que pode ser consultado online. “Os argumentos apresentados não são, na maioria, novos e têm sido repetidamente apresentados pela literatura científica por alguns dos mais eminentes filósofos e peritos em bioética do mundo, incluindo Peter Singer, Michael Tooley e John Harris, em defesa do infanticídio, que estes autores denominam como aborto pós-nascimento”, escreve Savulesco.

As reacções viscerais ao artigo incluem ameaças de morte endereçadas à autora, que admitiu que os dias seguintes à publicação e divulgação do artigo foram “os piores” da sua vida. Entre as mensagens que lhe foram enviadas, há quem lhe deseja que “arda no inferno”.

“O que é mais perturbador não são os argumentos deste artigo, nem a sua publicação num jornal sobre ética. O que perturba é a resposta hostil, abusiva e ameaçadora que desencadeou. Mais do que nunca a discussão académica e a liberdade de debate estão sob ameaça de fanáticos que se opõem aos valores de uma sociedade livre”, sublinha o editor.

O artigo afirma que, tal como uma criança por nascer, um recém-nascido ainda não desenvolveu esperanças, objectivos e sonhos e, por essa razão, apesar de constituir um ser humano, não é ainda uma pessoa – ou alguém com o direito moral à vida. Pelo contrário, os pais, os irmãos e a sociedade têm metas e planos que podem ser condicionados pela chegada de uma criança e os seus interesses devem vir primeiro.

terça-feira, fevereiro 14, 2012

Educação sexual: como não resulta, experimentemos ter mais...

No Diário de Notícias hoje titula uma notícia: "Ainda há universitários que ignoram doenças sexuais". Depois no desenvolvimento percebe-se que afinal não é bem assim, mas o que conta é o título. O ponto de partida é um inquérito da inevitável APF do qual muito prudentemente não são dadas informações: amostra, validade dos resultados, margem de erro, etc. Tudo muito cientifico como é sempre nas propostas dessa associação...Remédio para o assunto? Mais Educação Sexual...Está certo. Como no alcoolismo: o remédio está em dar mais bebida, não é...? Já não há pachorra!

Mais surpreendente é a afirmação de Miguel Oliveira e Silva (também sempre ele...perguntar a este lado é que não, vá-se lá correr o risco de haver quem não alinhe na salmodia...) de que a SIDA se está a propagar mais nos heterosexuais...o que é contra toda a evidência...mas enfim, um lapso qualquer um tem...

terça-feira, fevereiro 07, 2012

Espanha: quando o centro-direita tem alma...!


Durante os trágicos anos do Zapatero houve em Espanha uma disciplina de doutrinação ideológica (política e sexual) chamada Educação para a Cidadania com a qual o governo socialista tentou (de)formar as novas gerações. Era obrigatória e o conteúdo um pouco mais do que aberrante. Uma violência. Contra ela se revoltaram milhares de pais e famílias que nas escolas, na rua e nos tribunais, a combateram reivindicando para os seus filhos a Liberdade de Educação. Tanto chegou para que o PP recém-chegado ao poder, numa das suas primeiras medidas , se tenha encarregue de acabar com esta. A diferença que faz um centro-direita "com [...] no sítio"...!

Por cá continuamos condenados à obrigatoriedade da educação sexual à portuguesa apesar do mérito todo da Plataforma de Resistência Nacional que por sua parte já canaliza os protestos que contra a obrigatoriedade se ouvem por todo o país. Mas infelizmente não suficientemente alto para o nosso Governo se ter dedicado a, pelo menos, olhar para o assunto...:-(

Entretanto vale a pena ler a Nota de Imprensa que, sobre o assunto, emitiu o Fórum da Família:

“La desaparición de EpC es un triunfo de la libertad en España”

“Lo sucedido en estos años alrededor de esta asignatura, acredita que si una sociedad es capaz de defender activamente su libertad, los intentos totalitarios de los gobiernos se pueden parar”.

El Foro de la Familia agradece a todos los padres de familia, alumnos y entidades que durante años se han opuesto a EpC y han luchado por su defensa de la libertad de Educación en España.

Madrid 31 de enero de 2012.- El Foro Español de la Familia expresa su satisfacción por el anuncio del Ministro de Educación de supresión de la asignatura Educación para la Ciudadanía (EpC) y su sustitución por una asignatura que ayude a los escolares españoles a conocer mejor nuestra Constitución y las instituciones europeas.

El presidente del Foro de la Familia, Benigno Blanco, destaca que “con esta decisión se acaba la anomalía histórica de un país europeo cuyo Gobierno intenta instrumentalizar la escuela al servicio de la ideología particular del Gobierno de turno”.

El Foro de la Familia agradece a todos los padres de familia, alumnos y entidades que durante años se han opuesto a EpC y han luchado por su defensa de la libertad de Educación en España. Benigno Blanco añadió que “lo sucedido en estos años alrededor de esta asignatura acredita que si una sociedad es capaz de defender activamente su libertad, los intentos totalitarios de los gobiernos se pueden parar”.

“La desaparición de EpC es un triunfo de la libertad en España y debiera ser todo un síntoma de que se va a reorganizar el sistema educativo español en clave de libertad para conseguir la calidad” dijo el presidente del Foro de la Familia.

Benigno Blanco agradeció personalmente la iniciativa del nuevo ministro José Ignacio Wert de terminar con una asignatura adoctrinadora e ideológica como lo era Educación para la Ciudadanía.

sexta-feira, janeiro 27, 2012

Fora de cena, o que não é de cena

Comunicado da Plataforma de Resistência Nacional (cujo grande propósito é garantir a liberdade de escolha nos pais no que à Educação sexual diz respeito):




"Fora de cena o que não é de cena"

A Plataforma-RN apoia os professores que pedem "educação sexual fora da escola"!

Dê-se à Portaria 196-A/2010 que define a carga horária, os objectivos e a organização da educação sexual nas escolas o destino dado ao Currículo Nacional do Ensino Básico - Competências Essenciais.
O documento das competências essenciais foi removido com o Despacho 17169/2011. Faça-se o mesmo com a Portaria 196-A/2010. Poupam-se problemas. Poupa-se dinheiro.
Muitos pais podem não saber – nem pior nem melhor - educar matematicamente, mas todos os pais sabem – pior ou melhor - educar sexualmente.
A Plataforma apoia também os professores que pedem o fim da sobrecarga do preenchiemnto de planos curriculares de escolas, planos curriculares de turma, planos educativos individuais e planos de recuperação.
A Plataforma apoia também os professores que pedem o fim das reuniões intercalares, cuja "utilidade" é "fazer sociologia barata sobre a vida dos alunos.” (ProfBlog – 25 Dezembro 2011).

quarta-feira, janeiro 25, 2012

Maçonaria no Uruguai: um exemplo prático da incompatibilidade...


ATRAVÉS DO  COMUNICADO «LAICIDADE E ESPAÇO PÚBLICO»
Maçons uruguaios investem contra quem defende a vida

Para a maçonaria do Uruguai o espaço público é «o lugar onde convivem as pessoas e onde se constrói cidadania». Num comunicado intitulado "Laicidade e espaço público", a maçonaria desta a importância de «preservar a laicidade do Estado e o espaço público, mantendo-o separado de concepções filosóficas, políticas ou religiosas»
29/12/11 8:10 AM

(El Observador) Os espaços públicos, dizem, "devem estar livres de qualquer monopolização e interferência arbitrária ou interesses particulares". Por isso, afirmam serem negativas as "influências" exercidas por filósofos e membros de comunidades religiosas acerca das políticas da saúde sexual e reprodutiva.
O comunicado é especialmente duro com as organizações religiosas, as quais "invadem directamente o espaço privado da mulher, submetendo-a a uma visão única, intransigente e retrógrada".

Para este agrupamento, "o espaço privado da consciência individual deve permanecer em liberdade, e o colectivo deve proporcionar as facilidades para desenvolver actividades qualquer que seja a opção que a mulher escolha livremente".

Destacam também a importância de uma "educação sexual laica, isto é, livre de dogmas" em todos os programas educativos, tanto das instituiçoes públicas como das privadas. Defendem também que a educação sexual não deveria ficar "ao critério de cada docente, instituição o de uma determinada fé religiosa". Pelo contrário, deveria haver no país regras que a regulamentem.

Isto corresponde, continuam, à "obrigatoriedade de agir legislativa e juridicamente de forma laica como expressa a nossa constituição".

segunda-feira, janeiro 09, 2012

As mulheres e a Maçonaria (e os moderados no PSD)

A propósito da actual discussão sobre as barrigas de aluguer e outras anteriores sobre o casamento gay (ou melhor dito, sobre a malfadada alteração do numero 2 do artigo 13 da Constituição inserindo a referência à orientação sexual) recordei-me dos embates que enquanto deputado tive no parlamento com algumas colegas deputadas, em especial da minha bancada (PSD).
Algumas pertenciam àquela categoria dos "moderados"...isto é aquela categoria que acha que nem 2+2 são 4, como dizem os fundamentalistas, nem 2+2 são 10, como dizem os radicais. E por isso concluem perante a aprovação geral, o aplauso da comunicação social, e o gaúdio dos radicais que as enganaram, que 2+2 é igual a 7, e que não há qualquer perigo de no futuro e aplicando o mesmo método das médias, vir a haver erro em outras somas...muitos destes moderados são simpáticos, até nossos próximos, e mesmo com alguma prática e educação religiosa. Outras havia que na altura suspeitámos, considerado o seu poder, que pudessem ser da Maçonaria (que também tem um ramo feminino).
Seguindo este encadeamento do raciocinio dei-me agora conta que nestas revelações em catadupa do nome de membros da Maçonaria, a que assistimos nos últimos dias, não apareceu o nome de uma mulher sequer...ou seja até nisto se comprova que no que se metem as mulheres são mais sérias, levam as regras a peito e são mais consistentes que os homens...! ;-)
Isto é, até na Maçonaria: Mulheres 10 - Homens 0! Lol!

quarta-feira, junho 15, 2011

A diferença entre educação e ensino

Está muito bem explicada num artigo de opinião que hoje saiu no Público da autoria de Jorge Reis-Sá sob o título "O poder da palavra".
Educação é uma tarefa das famílias, ensino (instrução) é uma tarefa das escolas.
É com esta consciência que vale a pena lutar pela liberdade de educação e pela liberdade de escolha na educação sexual. E foi por isso que nasceu o MOVE. Agora só falta mesmo é uma nova confederação de pais cujo primeiro objectivo seja este...

sexta-feira, junho 10, 2011

Alunos brasileiros obrigados a ver kit gay

Eu às vezes percebo os nossos adversários que nos vêem ou como uns maníacos preocupados com sexo ou uns exagerados (isto sobretudo visto do lado dos "moderados" [as aspas é porque, como bem explica um amigo meu, o moderado é aquele que quando um radical diz que 2+2 são 4, e outro que são 13, proclama com aclamação geral que 2+2=8.5;-)]) que vêem perigos e ameaças onde não as há nem se pensa venham a existir tais...
Como não gosto de dar abébias a adversários (faz parte do respeito por eles ;-) nem lembro aqui alguns dos meios do nosso lado, onde também isto (aquela visão de nós) ocorre...lol!
No entanto notícias como esta vem infelizmente confirmar o que receávamos...
Nota para ver se nos entendemos: aqueles que defendemos a liberdade de escolha na educação sexual não o fazemos no intuito de interditar qualquer educação sexual a qualquer criança que seja. Não. O que fazemos é lutar pela nossa liberdade de educar os nosso filhos como entendemos (o que neste caso implica sim que não frequentem aulas como as acima descritas) e pela liberdade dos pais do Bloco de Esquerda poderem dar essas mesmas aulas aos seus filhos...está claro o conceito, ou não?

terça-feira, fevereiro 09, 2010

Petição a pedir explicações a Sócrates

Através da lista Mais Vida Mais Família de que sou editor (alguns textos estão guardados no blog do mesmo nome), divulguei e pedi a assinatura da petição online Pela Liberdade.
Juntei o seguinte texto a explicar o meu apoio mas também a ressalva que fazia quanto a este fenómeno incrivel da publicação de escutas:

Caros amigos: é para mim claro que o primeiro-ministro não tem mais condições para governar por uma questão de credibilidade pessoal, consequente falta de autoridade do Estado e obsessão ideológica com desrespeito pela vontade popular (vejam-se as leis do aborto, divórcio, procriação artificial, educação sexual, casamento gay, etc.). Para quem achar que exagero neste último ponto leiam as declarações do Ministro Santos Silva ou do próprio primeiro-ministro (no Congresso da JS) quando enumeraram ambos quais as leis mais importantes do seu governo.
Nessa medida o que possa ajudar a deitar este Governo abaixo, parece-me útil, pedindo desculpa por isso aos nossos amigos da agenda Mais Vida Mais Família que são simultaneamente da área socialista, mas a política nestes limites e fronteiras tem sempre momentos em que é preciso decidir por uma opção política e não nos devemos zangar por isso ;-)
O movimento que presidiu a esta Petição e convocou para a próxima 5ª feira, 11 de Fevereiro uma concentração às 12h30 junto à Assembleia da República, onde se reconhecem muitos bloguistas e outras pessoas que conheço e cujo trabalho acompanho é mais uma manifestação da sociedade civil que acho importante acarinhar.
Dito isto não posso deixar de chamar a atenção para estes fenómenos gravíssimos de violação do segredo de justiça e/ou da violência injustificada e injustificável que á a publicação das escutas, a bandalheira do aparelho de segurança e justiça onde estas circulam e os perigos evidentes para a democracia da manipulação das mesmas como arma política. Desse ponto de vista, subscrevo o comentário do primeiro-ministro quanto ao "jornalismo que espreita pelo buraco da fechadura". Para quem estranhar esta minha posição, justifico: hoje são as escutas sobre Sócrates que são publicadas, amanhã podem ser as minhas ou as vossas...importa por isso para defender a nossa própria liberdade, defender também a liberdade dos outros.

quinta-feira, março 19, 2009

Padre Amadeu Pinto: no Céu pela liberdade de educação

Parece que Deus Nosso Senhor precisava de uma ajuda na questão da liberdade de educação e por isso mandou buscar o Padre Amadeu Pinto...;-)
A noticia abaixo não fala disso mas presta outra justa homenagem a este sacerdote católico da Companhia de Jesus falecido esta semana.
Padre Amadeu: olho nessa malta que cá em baixo quer deseducar os nossos filhos à força. Em especial olho na Comissão de Educação onde o diploma da JS sobre educação sexual se perfila já como o diploma número um da nova era totalitária...contamos consigo no Céu a ajudar-nos a defender aquela que é a nossa mais fundamental liberdade: a de educar os nossos filhos como entendemos!

Religiosos de Portugal homenageiam Padre Amadeu Pinto

A Conferência dos Institutos Religiosos de Portugal assinalou com pesar a morte do “querido amigo Padre Amadeu Pinto, sacerdote jesuíta”, que faleceu esta Quarta-feira, em Lisboa.

O Pe. Manuel Joaquim Gomes Barbosa, presidente da CIRP, lembra uma vida “radicalmente entregue com paixão à causa de Jesus Cristo, no seu Instituto e no serviço à Vida Religiosa em Portugal”.

“Além da intensa acção no seu Instituto e na Igreja em Portugal, em particular no campo do ensino e da educação, a pessoa do Padre Amadeu Pinto fica indelevelmente ligada à Vida Religiosa em Portugal, não só pelos cargos que ocupou, mas sobretudo pelo entusiasmado empenho que sempre colocou no processo de colaboração e de comunhão de todos os Institutos Religiosos”, pode ler-se.

Inspirado pelos novos ventos do Concílio Vaticano II, empenhou-se nessa causa comum enquanto Presidente da Conferência Nacional dos Institutos Religiosos (CNIR), de 2001 a 2003, e membro da Comissão da Pastoral das Vocações da Conferência dos Institutos Religiosos de Portugal (CIRP), de 2003 a 2008, em que participam igualmente os Institutos Seculares”, escreve o Pe. Barbosa.

Nacional | Agência Ecclesia| 19/03/2009 | 10:01 | 1140 Caracteres | 222 | Vida Consagrada

Extraordinário artigo de César das Neves sobre nova lei da educação sexual!

Educação?
João César das Neves
DESTAK|19 | 03 | 2009 08.24H
O Parlamento discute o programa de educação sexual das escolas. O Ministério da Educação quer mostrar órgãos sexuais às crianças e explicar-lhes os detalhes de carícias, coito e métodos contraceptivos. Acha que a masturbação é natural, se deve promover o impulso sexual juvenil praticado com segurança e que todos os géneros e famílias são equivalentes. Até pode achar que a educação sexual é só informativa, não formativa. São opiniões legítimas e respeitáveis. Mas é bom lembrar dois pormenores.
Primeiro, não são afirmações científicas e terapêuticas. São posições ideológicas, contingentes e discutíveis acerca do comportamento. Quem defende o oposto tem igual legitimidade e merece a mesma respeitabilidade O Ministério não pode impor ao País uma sua opinião como verdade comprovada e definitiva, para mais neste assunto.
Segundo, as posições do Ministério não são maioritárias na sociedade portuguesa. Apesar do maciço bombardeamento cultural de televisões, revistas e discursos, Portugal acha que o pudor é uma atitude natural e civilizada, que o sexo deve ser praticado dentro de relação estável e duradoura, que o deboche e a pornografia são más. Em todo o mundo as juras de amor continuam a ser eternas.
O espantoso é o Ministério não notar que neste tema está a ser tão tacanho e faccioso como era nos anos 1940. A orientação é oposta, mas a atitude é a mesma do livro único salazarista. Há aqui talvez um traço de carácter nacional. Não esqueçamos que os «Grandes Portugueses», eleitos por sufrágio televisivo em 2007, foram Salazar e Cunhal.
João César das Neves

domingo, março 01, 2009

Educação Sexual: e a liberdade?

Anda por aí uma discussão sobre um projecto de lei da JS recentemente aprovado na generalidade pelo parlamento (com votos favoraveis do PSD, presa do "politicamente correcto",e abstenção, o máximo de que foram capazes, do PP) e que versa sobre a questão sempiterna da educação sexual (que como dizia o outro "começa na escola e acaba nos hoteis"...:-)
Quero lá saber se o Louçã e amigos deixam os seus filhos ser educados pela APF! O que eu quero, o que nós queremos, é que nos deixem a liberdade de educar os nossos filhos como entendermos. E isso não é contemplado neste projecto de lei que o parlaento agora discute em comissão e na especialidade.
Por isso reacções como esta abaixo de um amigo meu e companheiro de lutas é o que nós mais preisamos, a bem dos nossos filhos e a bem do país.
Quem quiser pegue no texto abaixo, faça copy-paste e envie aos deputados da Comissão de Educação.

CARTA ABERTA

Brufe VNF, 27 de Fevereiro de 2009

Assunto: “Projecto Lei 660/X – Estabelece o regime de aplicação da educação sexual em meio escolar”.

Ilustríssimos Senhores Deputados da Comissão de Ciência e Educação

No passado dia 19/02/2009 na Reunião Plenária nº. 43, o Parlamento Português deu um sinal forte aos Portugueses de que não representa o sentir de todos os cidadãos, e que se quer intrometer no âmbito da vida privada de cada um, nomeadamente em questões de liberdade de consciência.

Recai agora, sobre essa comissão, a responsabilidade de regulamentar uma Lei que não deverá contrariar a Constituição da República, e que manifeste um verdadeiro sinal de sentido democrático de um País que se preza pela liberdade dos seus cidadãos, em particular pela liberdade de educação, religiosa e ideológica.

Enquanto cidadão, apelo a que tenham em conta o seguinte:

Há pais que entendem que, em democracia, a escola serve para os ajudar na educação dos seus filhos, mas não pode nunca sobrepor-se, ou contrariar os pais - Art. 43.º n.º2 da C.R.P. “O Estado não pode programar a educação e a cultura segundo quaisquer directrizes filosóficas, estéticas, políticas, ideológicas ou religiosas”.

Há pais que entendem que estamos num Estado de Direito - Art. 26.º da C.R.P “A todos são reconhecidos os direitos à identidade pessoal, ao desenvolvimento da personalidade … à reserva da intimidade da vida privada e familiar”.

Há pais que entendem que têm o direito à liberdade de pensamento, de ideologia e de religião, e a escola tem unicamente o dever de transmitir conhecimentos científicos e literários, jamais tendo o direito de veicular, em matérias e disciplinas obrigatórias, qualquer tendência de pensamento ou ideológica, pois nesse caso estaria a violar directa e abertamente os direitos dos pais.

Há pais que entendem que a educação sexual envolve a estrutura total e intrínseca da pessoa humana, que nasce sexuada, e, por isso, está muito para além de uma matéria ou disciplina escolar. Envolvendo, sempre, critérios valorativos inerentes que não podem ser ignorados. A sexualidade tange com direitos de consciência que nenhum Estado ou ideologia pode ditar ou violentar. Tal tem sido o sentido da Jurisprudência firmada pelo Tribunal Europeu dos Direitos do Homem. Esta é aliás uma visão inclusiva e moderna de uma sociedade plural.

Há pais que entendem que a educação sexual dos filhos (educandos) é algo que fazem, como pais, desde o seu nascimento, de um modo natural, integrado, progressivo, completo e respeitando as exigências das suas necessidades, do seu crescimento e da sua dignidade como pessoa.

Há pais que entendem que reservam o direito da educação dos seus filhos nesta matéria, contra qualquer imposição abusiva por parte do Estado, porventura com o recurso a ajudas exteriores escolhidas por eles e/ou dadas com o seu consentimento explícito.

Assim, já que se levantou a questão, deverá ser aproveitada a oportunidade para corrigir o que já está legislado de uma forma abusiva e não perfeitamente clara.

Como cidadão, espero jamais ter de responsabilizar-vos pela regulamentação de uma lei iníqua e inconstitucional, que não seja para cumprir, caso não venham a ser salvaguardados os direitos à liberdade de educação, ideológica e religiosa, pilares de qualquer estado democrático.

Creiam-me gratos pela atenção dispensada.

Melhores cumprimentos

Artur Mesquita Guimarães

quinta-feira, setembro 27, 2007

Educação sexual: o pais está doido de facto

Vê-se as noticias nos jornais de hoje e não se acredita: educação sexual desde a 1ª classe! Está de facto tudo doido. Será que esta gente que faz estas coisas não tem filhos?

domingo, junho 03, 2007

filme educação sexual RTP 2: comunicado do MOVE

Filme sobre "educação" sexual - Comunicado

A RTP2 vai exibir hoje [referia-se a sexta-feira, dia da publicação do comunicado], pelas 23h30 e numa edição especial do programa Sociedade Civil, “um filme de 17 minutos sobre educação sexual, destinado a crianças entre os 8 e os 12 anos. Trata-se de um filme de animação, co-produzido por dinamarqueses e canadianos, concebido com o maior cuidado pedagógico.” (informação fornecida pela RTP2)

O MOVE viu este filme pela primeira vez há um ano, na sequência de uma queixa de uns pais cuja filha frequentava o 4º ano e tinha 10 anos. Ao chegar a casa, a menina afirmou: “Eu nunca vou ter bebés na minha vida!”. Alarmados, os pais conseguiram perceber que o filme que hoje a RTP2 nos mostra tinha sido mostrado na sala da filha.

Na altura, o MOVE pediu uma opinião profissional sobre o filme a alguns especialistas, entre os quais a Dra. Margarida Neto que hoje estará presente no programa. As opiniões foram unânimes: o filme nunca deveria ser mostrado a crianças destas idades; revela uma total ausência de sentido de privacidade ou de pudor; trata-se de um vídeo desadequado, que não serve o propósito de uma educação sexual positiva, que se quer sobretudo como educação dos afectos, para a responsabilidade, maturidade e felicidade dos nossos filhos.

A RTP2 mostra hoje o filme a uma hora tardia para dar aos pais a possibilidade de o verem e avaliarem se o querem mostrar aos filhos. Aqueles que não desejarem que os seus filhos o vejam, deverão garantir que amanhã, pelas 20h15, a televisão não esteja sintonizada na RTP2.

Esta atitude da RTP2 seria de louvar se a RTP2 conseguisse garantir que as únicas crianças que amanhã verão o filme serão aquelas cujos pais assim o desejem. E isso é impossível de garantir!

Amanhã, pelas 20h15, muitas crianças de várias idades e até mais novas que os 8 anos estarão a ver a RTP2. O horário é o habitual para outros programas destinados aos mais novos. Mas os pais de muitas destas crianças não sabem nem sonham com o programa que os seus filhos estarão a ver!

Os especialistas concordam que a educação sexual não se faz em massa, que está associada a diferentes ideologias podendo portanto ser contrária às convicções de alguns. A única componente da educação sexual universalmente aceite é a biológica e científica. Este filme não se limita a isso e portanto não deveria ser mostrado na televisão neste horário.

Pedimos assim a todos os pais que entendam que o filme não deverá ser mostrado amanhã, que o manifestem à RTP2 ou para
http://www.rtp.pt/wportal/grupo/provedor_telespectador/contactos.php

Mais uma vez o MOVE salienta junto dos Pais a necessidade de se envolverem em tudo o que diz respeito aos seus filhos, em todos os aspectos da sua formação.

Ao ser mostrado amanhã, este filme e a RTP2 prestam um mau serviço aos pais e filhos portugueses.
31 de Maio de 2003
Pelo MOVE – Movimento de Pais

Ana Líbano Monteiro
Isabel Carmo Pedro
Tel: 934 600 075
http://www.move.com.pt/

sexta-feira, junho 01, 2007

Educação Sexual: programa RTP 2 de ontem e hoje

Com um abraço à Margarida Neto (contra quem o Daniel Sampaio mostrou bem a intolerância dos tolerantes...) o meu comentário sobre a matéria é apenas um link para o Blog O Insurgente onde um post do José Tomaz Castello-Branco diz, melhor do que eu seria capaz, o que acho do assunto.
Apenas mais umas observações:
- tenho pena de não ter estado no debate. Perguntado sobre o que achava do filme, limitar-me-ia a perguntar: "Mas não acham isto uma patetice?" ;-)
- porque é que ninguém se interroga, com liberdade, se é mesmo preciso educação sexual (escolar)? Faz-me muita impressão estes "tem de ser""óbvios"...!?
- impressionou-me ver outra vez as "falinhas mansas" do "outro lado"...às vezes quase dava comigo a concordar...! :-)
Quem os quiser conhecer, vá a www.move.com.pt , veja a denúncia publicada no Expresso de há dois anos e fica esclarecido...