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domingo, março 01, 2009

Educação Sexual: e a liberdade?

Anda por aí uma discussão sobre um projecto de lei da JS recentemente aprovado na generalidade pelo parlamento (com votos favoraveis do PSD, presa do "politicamente correcto",e abstenção, o máximo de que foram capazes, do PP) e que versa sobre a questão sempiterna da educação sexual (que como dizia o outro "começa na escola e acaba nos hoteis"...:-)
Quero lá saber se o Louçã e amigos deixam os seus filhos ser educados pela APF! O que eu quero, o que nós queremos, é que nos deixem a liberdade de educar os nossos filhos como entendermos. E isso não é contemplado neste projecto de lei que o parlaento agora discute em comissão e na especialidade.
Por isso reacções como esta abaixo de um amigo meu e companheiro de lutas é o que nós mais preisamos, a bem dos nossos filhos e a bem do país.
Quem quiser pegue no texto abaixo, faça copy-paste e envie aos deputados da Comissão de Educação.

CARTA ABERTA

Brufe VNF, 27 de Fevereiro de 2009

Assunto: “Projecto Lei 660/X – Estabelece o regime de aplicação da educação sexual em meio escolar”.

Ilustríssimos Senhores Deputados da Comissão de Ciência e Educação

No passado dia 19/02/2009 na Reunião Plenária nº. 43, o Parlamento Português deu um sinal forte aos Portugueses de que não representa o sentir de todos os cidadãos, e que se quer intrometer no âmbito da vida privada de cada um, nomeadamente em questões de liberdade de consciência.

Recai agora, sobre essa comissão, a responsabilidade de regulamentar uma Lei que não deverá contrariar a Constituição da República, e que manifeste um verdadeiro sinal de sentido democrático de um País que se preza pela liberdade dos seus cidadãos, em particular pela liberdade de educação, religiosa e ideológica.

Enquanto cidadão, apelo a que tenham em conta o seguinte:

Há pais que entendem que, em democracia, a escola serve para os ajudar na educação dos seus filhos, mas não pode nunca sobrepor-se, ou contrariar os pais - Art. 43.º n.º2 da C.R.P. “O Estado não pode programar a educação e a cultura segundo quaisquer directrizes filosóficas, estéticas, políticas, ideológicas ou religiosas”.

Há pais que entendem que estamos num Estado de Direito - Art. 26.º da C.R.P “A todos são reconhecidos os direitos à identidade pessoal, ao desenvolvimento da personalidade … à reserva da intimidade da vida privada e familiar”.

Há pais que entendem que têm o direito à liberdade de pensamento, de ideologia e de religião, e a escola tem unicamente o dever de transmitir conhecimentos científicos e literários, jamais tendo o direito de veicular, em matérias e disciplinas obrigatórias, qualquer tendência de pensamento ou ideológica, pois nesse caso estaria a violar directa e abertamente os direitos dos pais.

Há pais que entendem que a educação sexual envolve a estrutura total e intrínseca da pessoa humana, que nasce sexuada, e, por isso, está muito para além de uma matéria ou disciplina escolar. Envolvendo, sempre, critérios valorativos inerentes que não podem ser ignorados. A sexualidade tange com direitos de consciência que nenhum Estado ou ideologia pode ditar ou violentar. Tal tem sido o sentido da Jurisprudência firmada pelo Tribunal Europeu dos Direitos do Homem. Esta é aliás uma visão inclusiva e moderna de uma sociedade plural.

Há pais que entendem que a educação sexual dos filhos (educandos) é algo que fazem, como pais, desde o seu nascimento, de um modo natural, integrado, progressivo, completo e respeitando as exigências das suas necessidades, do seu crescimento e da sua dignidade como pessoa.

Há pais que entendem que reservam o direito da educação dos seus filhos nesta matéria, contra qualquer imposição abusiva por parte do Estado, porventura com o recurso a ajudas exteriores escolhidas por eles e/ou dadas com o seu consentimento explícito.

Assim, já que se levantou a questão, deverá ser aproveitada a oportunidade para corrigir o que já está legislado de uma forma abusiva e não perfeitamente clara.

Como cidadão, espero jamais ter de responsabilizar-vos pela regulamentação de uma lei iníqua e inconstitucional, que não seja para cumprir, caso não venham a ser salvaguardados os direitos à liberdade de educação, ideológica e religiosa, pilares de qualquer estado democrático.

Creiam-me gratos pela atenção dispensada.

Melhores cumprimentos

Artur Mesquita Guimarães

domingo, junho 03, 2007

filme educação sexual RTP 2: comunicado do MOVE

Filme sobre "educação" sexual - Comunicado

A RTP2 vai exibir hoje [referia-se a sexta-feira, dia da publicação do comunicado], pelas 23h30 e numa edição especial do programa Sociedade Civil, “um filme de 17 minutos sobre educação sexual, destinado a crianças entre os 8 e os 12 anos. Trata-se de um filme de animação, co-produzido por dinamarqueses e canadianos, concebido com o maior cuidado pedagógico.” (informação fornecida pela RTP2)

O MOVE viu este filme pela primeira vez há um ano, na sequência de uma queixa de uns pais cuja filha frequentava o 4º ano e tinha 10 anos. Ao chegar a casa, a menina afirmou: “Eu nunca vou ter bebés na minha vida!”. Alarmados, os pais conseguiram perceber que o filme que hoje a RTP2 nos mostra tinha sido mostrado na sala da filha.

Na altura, o MOVE pediu uma opinião profissional sobre o filme a alguns especialistas, entre os quais a Dra. Margarida Neto que hoje estará presente no programa. As opiniões foram unânimes: o filme nunca deveria ser mostrado a crianças destas idades; revela uma total ausência de sentido de privacidade ou de pudor; trata-se de um vídeo desadequado, que não serve o propósito de uma educação sexual positiva, que se quer sobretudo como educação dos afectos, para a responsabilidade, maturidade e felicidade dos nossos filhos.

A RTP2 mostra hoje o filme a uma hora tardia para dar aos pais a possibilidade de o verem e avaliarem se o querem mostrar aos filhos. Aqueles que não desejarem que os seus filhos o vejam, deverão garantir que amanhã, pelas 20h15, a televisão não esteja sintonizada na RTP2.

Esta atitude da RTP2 seria de louvar se a RTP2 conseguisse garantir que as únicas crianças que amanhã verão o filme serão aquelas cujos pais assim o desejem. E isso é impossível de garantir!

Amanhã, pelas 20h15, muitas crianças de várias idades e até mais novas que os 8 anos estarão a ver a RTP2. O horário é o habitual para outros programas destinados aos mais novos. Mas os pais de muitas destas crianças não sabem nem sonham com o programa que os seus filhos estarão a ver!

Os especialistas concordam que a educação sexual não se faz em massa, que está associada a diferentes ideologias podendo portanto ser contrária às convicções de alguns. A única componente da educação sexual universalmente aceite é a biológica e científica. Este filme não se limita a isso e portanto não deveria ser mostrado na televisão neste horário.

Pedimos assim a todos os pais que entendam que o filme não deverá ser mostrado amanhã, que o manifestem à RTP2 ou para
http://www.rtp.pt/wportal/grupo/provedor_telespectador/contactos.php

Mais uma vez o MOVE salienta junto dos Pais a necessidade de se envolverem em tudo o que diz respeito aos seus filhos, em todos os aspectos da sua formação.

Ao ser mostrado amanhã, este filme e a RTP2 prestam um mau serviço aos pais e filhos portugueses.
31 de Maio de 2003
Pelo MOVE – Movimento de Pais

Ana Líbano Monteiro
Isabel Carmo Pedro
Tel: 934 600 075
http://www.move.com.pt/

terça-feira, março 23, 2004

DECLARAÇÃO DE VOTO
No Projecto de Resolução n.º 225/IX/2*
O nosso** voto favorável à presente Resolução tem como primeira razão o facto de entendermos que a política tem por objectivo acima de tudo o bem comum e a realização do homem. Daí que o projecto político em que nos integramos carece neste momento de unidade de todo o grupo parlamentar em volta do que se entenda o mínimo de decisão comum. Porém a presente Resolução atenta contra princípios que em consciência não podemos subscrever tal como abaixo explanaremos, sendo certo que em outros pontos nos revemos inteiramente.

I – A proposta tem méritos evidentes. Louvamo-nos no ponto 2 (apoio à maternidade) e no ponto 1.6 (flexibilização do horário escolar) onde são apontados instrumentos reais de solidariedade para com pessoas que em momentos concretos da sua vida precisam de ajuda para gerir, ultrapassar e vencer circunstâncias difíceis ou especiais.
De facto, livre não é o homem que opta por cumprir um plano aprioristicamente traçado por si, pela sociedade ou pelo Estado. Este é o prisioneiro, o homem sem liberdade.
O homem livre é aquele que adere ás circunstâncias da vida e em função delas reconhece o risco inerente à existência e se constrói como homem.

II – Neste projecto, a educação sexual nas escolas é apontada como um dos instrumentos capazes de combater a gravidez inesperada que se crê seja fruto da falta de informação dos jovens.
É esta matéria de enorme sensibilidade atenta a sua natureza. A educação sexual é reconhecida, em instâncias internacionais e em tratados a que Portugal aderiu, como uma área de educação que pertence ao núcleo íntimo e identificador de uma família. Faz parte do património de cultura familiar que os pais têm o direito de transmitir aos filhos. Por isso mesmo integra-se no direito fundamental do homem de educar os seus filhos, que não pode ser violentado ou cancelado sob pena de inconstitucionalidade e atentado aos direitos fundamentais.
Ora, o projecto de resolução 225/IX/2 faz de facto referência à Constituição e à Convenção Europeia dos Direitos do Homem no que respeita a este direito dos pais. Porém, parece existir uma contradição quando se refere uma disciplina ou área curricular obrigatória.
Há por isso que ressalvar que pode e deve o Estado obrigatoriamente fornecer na escola educação sexual, mas a sua frequência está na livre disponibilidade do pai ou da mãe (ou outro encarregado de educação) do educando.
Por isso os pontos 1.1 a 1.5 deverão ser apreciados à luz do princípio fundamental acima referido; e o PSD como partido democrático, humanista e consciente da identidade do Povo Português, cujos destinos agora dirige, não poderá deixar de lhe atender nas medidas legislativas e administrativas que resultarem desta resolução.
De qualquer das formas sempre se acrescentará que, dando por certa a boa intenção dos proponentes do projecto, as experiências de educação sexual em praticamente todos os países europeus tem conduzido a resultados inversos àqueles pretendidos e, como referido por reputados especialistas na matéria, os problemas da sexualidade juvenil não provém sobretudo de falta de informação nem de escassez de acesso a meios de contracepção mas de condutas irresponsáveis induzidas pela mentalidade comum.

III – Discordância mais frontal nos merece o que nos parece ser um atropelo à liberdade de consciência no exercício de uma profissão.
A natureza, dignidade, responsabilidade e interesse público de determinadas profissões implica para os seus profissionais um conjunto de condutas éticas, que resultam da própria natureza da actividade, e que o Estado não pode violentar.
Estão entre esses profissionais o médico, o advogado, o notário e o farmacêutico.
Assim como o cliente pergunta ao advogado: “Aceita o meu caso?”; também o cliente chegado à farmácia diz(ia): “Dispensa-me este ou aquele medicamento?”
A farmácia é o estabelecimento do farmacêutico.
Na farmácia quem decide é o farmacêutico.
Vasta é já a doutrina publicada sobre esta matéria (em geral formulada para se saber se a farmácia pode ser explorada por um não farmacêutico – o que é negado na lei e nesses pareceres) onde se afirma este princípio de liberdade e discricionariedade ética e profissional concedida ao farmacêutico, atenta a natureza liberal e de serviço público da actividade.
(Em jeito de Nota Histórica, referimos o caso do notariado, antiga profissão liberal que o Estado Novo incorporou no regime da administração pública. No entanto, mesmo então, houve o cuidado de deixar expressamente consignado no Código do Notariado que o Notário é livre de tabelionar ou não os actos e contratos que lhe são solicitados).
O ponto 3.1. da resolução, ao pretender impor uma obrigação de dispensa de medicação contraceptiva (“todos os meios e métodos contraceptivos previstos na legislação em vigor”), pretende retirar ao farmacêutico uma liberdade que a lei lhe assegura, e que o regime do Estado Novo, no caso paralelo que apontámos, não ousou negar sequer aos funcionários públicos: a liberdade de juízo ético no exercício da actividade profissional.

IV – Embora tornando imperfeita a Resolução proposta, as dificuldades atrás levantadas não nos impediriam de a votar favoravelmente com uma declaração de voto que clarificasse os nossos pontos de discordância.
Já o ponto quarto da Resolução é para nós totalmente inaceitável.
As questões relacionadas com a vida intra-uterina, sua protecção, estatuto e relação com a maternidade estão intrinsecamente relacionadas.
Motivo de confronto ideológico e muitas vezes de oportunismo político, o Aborto está neste quadro carregado de dramaticidade que não pode deixar de inquietar toda a sociedade.
Muitas têm sido as horas despendidas nesta Assembleia com tal problemática.
O que está dito, está registado, e por isso é conhecido.
Ao aceitar ser deputados à Assembleia da República pelo PSD, temos pleno conhecimento dessa história, das batalhas travadas, das centenas de deputados que nesta bancada se sentaram e da forma como perante tal questão se colocaram.
Em 1984 foram feitas desta bancada intervenções brilhantes para proclamar a defesa do direito à vida, desde a concepção.
Nesse ano de 1984, o PSD, em coligação com o PS no Governo, votou em bloco contra os Projectos de Lei abortistas do Partido Comunista e do PS. A Lei 4/84 foi aprovada com votos do PS, PCP e MDP/CDE; contra votaram o PSD, o CDS e a ASDI.
Foi uma derrota que nesse dia o PSD sofreu; mas a derrota desse dia é inseparável da vitória eleitoral que se lhe seguiu. No ano seguinte, 1985, o PSD subiu ao poder, onde se manteve durante 10 anos.
A referida Lei 4/84 encontrou na sociedade exígua aceitação, não só por parte das famílias como também por parte dos profissionais de saúde a quem é pedida a participação no acto abortivo. O número de abortos praticados no Serviço Nacional de Saúde é reduzido, e não há notícia de casos concretos de alarme social causado por queixas de utentes desatendidas nos hospitais na sua pretensão de abortar. Tanto assim que o PS, proponente do projecto que deu origem à lei 4/84, não sentiu necessidade, no seu tempo de governação, de quaisquer medidas concretas de implementação.
Desde 1984 o PSD não tem alterado a posição que então definiu no debate e votação final. Nunca em qualquer congresso do PSD foi aprovada em Moção de Estratégia a adesão a tal lei; nunca o PSD se apresentou ao eleitorado com um programa de implementação pro-activa da lei 4/84.
Também em 1997 e 1998, diante de uma nova investida da esquerda para liberalizar o aborto, o PSD, na Assembleia, votou praticamente em bloco, em dois anos consecutivos, em defesa da Vida.
E aprovada a lei assumiu o risco político de a chamar a referendo e empenhou-se com o PP e os movimentos cívicos em revogá-la. O resultado de 28 de Junho de 1998 foi reclamado pelo então Presidente do PSD como uma vitória política do partido.
Ao arrepio de toda esta história política cimentada nos 20 anos decorridos desde 1984, vem agora sugerir-se ao Governo que “implemente” e crie novos mecanismos de aplicação de uma lei contra a qual o PSD votou, que nunca sufragou e para cuja ratificação não recebeu mandato nem dos militantes nem do eleitorado.
Em 1984 considerámos as propostas abortistas da maioria de esquerda e a lei que delas resultou, iníquas. O nosso juízo mantêm-se.
A lei 4/84:
Atenta contra os direitos fundamentais ao violar o primeiro direito, o direito à vida;
Atenta contra o direito à segurança, porque antes da segurança de viver, está a segurança para nascer;
Atenta contra a democracia porque abala o Estado de Direito e impõe o poder dos mais fortes sobre os mais fracos;
Retira ao homem a liberdade em vez de o ajudar a enfrentar a vida na sua dramaticidade permanente.
Assim o parece entender também a sociedade portuguesa.
Na verdade deram entrada nos últimos 30 dias e na Assembleia da República, duas petições de sinais distintos: uma, subscrita por 121.571 cidadãos, que reclamam a realização de um novo referendo sobre o aborto, e outra, subscrita por 190.635 cidadãos, que, além de exigirem medidas concretas a favor da Vida e da Família, “pretendem reafirmar a sua convicção de que a valorização da vida humana deve continuar a merecer, no Código Penal, a protecção, a todo o tempo, da vida intra-uterina, através da definição como crime, da sua violação”.

Por isso, fundados num combate de 20 anos contra a liberalização do aborto, apresentamos a presente declaração de voto a fim de que a nossa posição e certeza, seja com humildade mas firmeza, mais uma vez consignada nesta Assembleia.

Palácio de S. Bento, 3 de Março de 2004

* proposto pelos dois partidos da maioria: PSD e PP.
** esta declaração foi subscrita pelos seguintes deputados (do PSD): Isilda Pegado, Ribeiro Cristovão, Bessa Guerra, Luis Gomes, Costa Oliveira, Miguel Miranda, João Carlos Barreiras Duarte, Pina Marques e eu próprio.

quinta-feira, março 19, 2009

Extraordinário artigo de César das Neves sobre nova lei da educação sexual!

Educação?
João César das Neves
DESTAK|19 | 03 | 2009 08.24H
O Parlamento discute o programa de educação sexual das escolas. O Ministério da Educação quer mostrar órgãos sexuais às crianças e explicar-lhes os detalhes de carícias, coito e métodos contraceptivos. Acha que a masturbação é natural, se deve promover o impulso sexual juvenil praticado com segurança e que todos os géneros e famílias são equivalentes. Até pode achar que a educação sexual é só informativa, não formativa. São opiniões legítimas e respeitáveis. Mas é bom lembrar dois pormenores.
Primeiro, não são afirmações científicas e terapêuticas. São posições ideológicas, contingentes e discutíveis acerca do comportamento. Quem defende o oposto tem igual legitimidade e merece a mesma respeitabilidade O Ministério não pode impor ao País uma sua opinião como verdade comprovada e definitiva, para mais neste assunto.
Segundo, as posições do Ministério não são maioritárias na sociedade portuguesa. Apesar do maciço bombardeamento cultural de televisões, revistas e discursos, Portugal acha que o pudor é uma atitude natural e civilizada, que o sexo deve ser praticado dentro de relação estável e duradoura, que o deboche e a pornografia são más. Em todo o mundo as juras de amor continuam a ser eternas.
O espantoso é o Ministério não notar que neste tema está a ser tão tacanho e faccioso como era nos anos 1940. A orientação é oposta, mas a atitude é a mesma do livro único salazarista. Há aqui talvez um traço de carácter nacional. Não esqueçamos que os «Grandes Portugueses», eleitos por sufrágio televisivo em 2007, foram Salazar e Cunhal.
João César das Neves

sexta-feira, janeiro 27, 2012

Fora de cena, o que não é de cena

Comunicado da Plataforma de Resistência Nacional (cujo grande propósito é garantir a liberdade de escolha nos pais no que à Educação sexual diz respeito):




"Fora de cena o que não é de cena"

A Plataforma-RN apoia os professores que pedem "educação sexual fora da escola"!

Dê-se à Portaria 196-A/2010 que define a carga horária, os objectivos e a organização da educação sexual nas escolas o destino dado ao Currículo Nacional do Ensino Básico - Competências Essenciais.
O documento das competências essenciais foi removido com o Despacho 17169/2011. Faça-se o mesmo com a Portaria 196-A/2010. Poupam-se problemas. Poupa-se dinheiro.
Muitos pais podem não saber – nem pior nem melhor - educar matematicamente, mas todos os pais sabem – pior ou melhor - educar sexualmente.
A Plataforma apoia também os professores que pedem o fim da sobrecarga do preenchiemnto de planos curriculares de escolas, planos curriculares de turma, planos educativos individuais e planos de recuperação.
A Plataforma apoia também os professores que pedem o fim das reuniões intercalares, cuja "utilidade" é "fazer sociologia barata sobre a vida dos alunos.” (ProfBlog – 25 Dezembro 2011).

quarta-feira, janeiro 25, 2012

Maçonaria no Uruguai: um exemplo prático da incompatibilidade...


ATRAVÉS DO  COMUNICADO «LAICIDADE E ESPAÇO PÚBLICO»
Maçons uruguaios investem contra quem defende a vida

Para a maçonaria do Uruguai o espaço público é «o lugar onde convivem as pessoas e onde se constrói cidadania». Num comunicado intitulado "Laicidade e espaço público", a maçonaria desta a importância de «preservar a laicidade do Estado e o espaço público, mantendo-o separado de concepções filosóficas, políticas ou religiosas»
29/12/11 8:10 AM

(El Observador) Os espaços públicos, dizem, "devem estar livres de qualquer monopolização e interferência arbitrária ou interesses particulares". Por isso, afirmam serem negativas as "influências" exercidas por filósofos e membros de comunidades religiosas acerca das políticas da saúde sexual e reprodutiva.
O comunicado é especialmente duro com as organizações religiosas, as quais "invadem directamente o espaço privado da mulher, submetendo-a a uma visão única, intransigente e retrógrada".

Para este agrupamento, "o espaço privado da consciência individual deve permanecer em liberdade, e o colectivo deve proporcionar as facilidades para desenvolver actividades qualquer que seja a opção que a mulher escolha livremente".

Destacam também a importância de uma "educação sexual laica, isto é, livre de dogmas" em todos os programas educativos, tanto das instituiçoes públicas como das privadas. Defendem também que a educação sexual não deveria ficar "ao critério de cada docente, instituição o de uma determinada fé religiosa". Pelo contrário, deveria haver no país regras que a regulamentem.

Isto corresponde, continuam, à "obrigatoriedade de agir legislativa e juridicamente de forma laica como expressa a nossa constituição".

terça-feira, fevereiro 14, 2012

Educação sexual: como não resulta, experimentemos ter mais...

No Diário de Notícias hoje titula uma notícia: "Ainda há universitários que ignoram doenças sexuais". Depois no desenvolvimento percebe-se que afinal não é bem assim, mas o que conta é o título. O ponto de partida é um inquérito da inevitável APF do qual muito prudentemente não são dadas informações: amostra, validade dos resultados, margem de erro, etc. Tudo muito cientifico como é sempre nas propostas dessa associação...Remédio para o assunto? Mais Educação Sexual...Está certo. Como no alcoolismo: o remédio está em dar mais bebida, não é...? Já não há pachorra!

Mais surpreendente é a afirmação de Miguel Oliveira e Silva (também sempre ele...perguntar a este lado é que não, vá-se lá correr o risco de haver quem não alinhe na salmodia...) de que a SIDA se está a propagar mais nos heterosexuais...o que é contra toda a evidência...mas enfim, um lapso qualquer um tem...

sexta-feira, junho 10, 2011

Alunos brasileiros obrigados a ver kit gay

Eu às vezes percebo os nossos adversários que nos vêem ou como uns maníacos preocupados com sexo ou uns exagerados (isto sobretudo visto do lado dos "moderados" [as aspas é porque, como bem explica um amigo meu, o moderado é aquele que quando um radical diz que 2+2 são 4, e outro que são 13, proclama com aclamação geral que 2+2=8.5;-)]) que vêem perigos e ameaças onde não as há nem se pensa venham a existir tais...
Como não gosto de dar abébias a adversários (faz parte do respeito por eles ;-) nem lembro aqui alguns dos meios do nosso lado, onde também isto (aquela visão de nós) ocorre...lol!
No entanto notícias como esta vem infelizmente confirmar o que receávamos...
Nota para ver se nos entendemos: aqueles que defendemos a liberdade de escolha na educação sexual não o fazemos no intuito de interditar qualquer educação sexual a qualquer criança que seja. Não. O que fazemos é lutar pela nossa liberdade de educar os nosso filhos como entendemos (o que neste caso implica sim que não frequentem aulas como as acima descritas) e pela liberdade dos pais do Bloco de Esquerda poderem dar essas mesmas aulas aos seus filhos...está claro o conceito, ou não?

sexta-feira, junho 01, 2007

Educação Sexual: programa RTP 2 de ontem e hoje

Com um abraço à Margarida Neto (contra quem o Daniel Sampaio mostrou bem a intolerância dos tolerantes...) o meu comentário sobre a matéria é apenas um link para o Blog O Insurgente onde um post do José Tomaz Castello-Branco diz, melhor do que eu seria capaz, o que acho do assunto.
Apenas mais umas observações:
- tenho pena de não ter estado no debate. Perguntado sobre o que achava do filme, limitar-me-ia a perguntar: "Mas não acham isto uma patetice?" ;-)
- porque é que ninguém se interroga, com liberdade, se é mesmo preciso educação sexual (escolar)? Faz-me muita impressão estes "tem de ser""óbvios"...!?
- impressionou-me ver outra vez as "falinhas mansas" do "outro lado"...às vezes quase dava comigo a concordar...! :-)
Quem os quiser conhecer, vá a www.move.com.pt , veja a denúncia publicada no Expresso de há dois anos e fica esclarecido...

quinta-feira, setembro 27, 2007

Educação sexual: o pais está doido de facto

Vê-se as noticias nos jornais de hoje e não se acredita: educação sexual desde a 1ª classe! Está de facto tudo doido. Será que esta gente que faz estas coisas não tem filhos?

quinta-feira, janeiro 18, 2007

domingo, dezembro 10, 2006

Educação Sexual...

"A Educação Sexual começa em casa, depois na escola, e finalmente nos hoteis"... :-)
Disse-o o personagem "Bispo Tadeu sem Fortuna" dos Cromos TSF
E eu encontrei esta "pérola" na "Notícias" de 29 de Fevereiro de 2004. Continua actual. :-)

terça-feira, fevereiro 07, 2012

Espanha: quando o centro-direita tem alma...!


Durante os trágicos anos do Zapatero houve em Espanha uma disciplina de doutrinação ideológica (política e sexual) chamada Educação para a Cidadania com a qual o governo socialista tentou (de)formar as novas gerações. Era obrigatória e o conteúdo um pouco mais do que aberrante. Uma violência. Contra ela se revoltaram milhares de pais e famílias que nas escolas, na rua e nos tribunais, a combateram reivindicando para os seus filhos a Liberdade de Educação. Tanto chegou para que o PP recém-chegado ao poder, numa das suas primeiras medidas , se tenha encarregue de acabar com esta. A diferença que faz um centro-direita "com [...] no sítio"...!

Por cá continuamos condenados à obrigatoriedade da educação sexual à portuguesa apesar do mérito todo da Plataforma de Resistência Nacional que por sua parte já canaliza os protestos que contra a obrigatoriedade se ouvem por todo o país. Mas infelizmente não suficientemente alto para o nosso Governo se ter dedicado a, pelo menos, olhar para o assunto...:-(

Entretanto vale a pena ler a Nota de Imprensa que, sobre o assunto, emitiu o Fórum da Família:

“La desaparición de EpC es un triunfo de la libertad en España”

“Lo sucedido en estos años alrededor de esta asignatura, acredita que si una sociedad es capaz de defender activamente su libertad, los intentos totalitarios de los gobiernos se pueden parar”.

El Foro de la Familia agradece a todos los padres de familia, alumnos y entidades que durante años se han opuesto a EpC y han luchado por su defensa de la libertad de Educación en España.

Madrid 31 de enero de 2012.- El Foro Español de la Familia expresa su satisfacción por el anuncio del Ministro de Educación de supresión de la asignatura Educación para la Ciudadanía (EpC) y su sustitución por una asignatura que ayude a los escolares españoles a conocer mejor nuestra Constitución y las instituciones europeas.

El presidente del Foro de la Familia, Benigno Blanco, destaca que “con esta decisión se acaba la anomalía histórica de un país europeo cuyo Gobierno intenta instrumentalizar la escuela al servicio de la ideología particular del Gobierno de turno”.

El Foro de la Familia agradece a todos los padres de familia, alumnos y entidades que durante años se han opuesto a EpC y han luchado por su defensa de la libertad de Educación en España. Benigno Blanco añadió que “lo sucedido en estos años alrededor de esta asignatura acredita que si una sociedad es capaz de defender activamente su libertad, los intentos totalitarios de los gobiernos se pueden parar”.

“La desaparición de EpC es un triunfo de la libertad en España y debiera ser todo un síntoma de que se va a reorganizar el sistema educativo español en clave de libertad para conseguir la calidad” dijo el presidente del Foro de la Familia.

Benigno Blanco agradeció personalmente la iniciativa del nuevo ministro José Ignacio Wert de terminar con una asignatura adoctrinadora e ideológica como lo era Educación para la Ciudadanía.

quinta-feira, março 19, 2009

Padre Amadeu Pinto: no Céu pela liberdade de educação

Parece que Deus Nosso Senhor precisava de uma ajuda na questão da liberdade de educação e por isso mandou buscar o Padre Amadeu Pinto...;-)
A noticia abaixo não fala disso mas presta outra justa homenagem a este sacerdote católico da Companhia de Jesus falecido esta semana.
Padre Amadeu: olho nessa malta que cá em baixo quer deseducar os nossos filhos à força. Em especial olho na Comissão de Educação onde o diploma da JS sobre educação sexual se perfila já como o diploma número um da nova era totalitária...contamos consigo no Céu a ajudar-nos a defender aquela que é a nossa mais fundamental liberdade: a de educar os nossos filhos como entendemos!

Religiosos de Portugal homenageiam Padre Amadeu Pinto

A Conferência dos Institutos Religiosos de Portugal assinalou com pesar a morte do “querido amigo Padre Amadeu Pinto, sacerdote jesuíta”, que faleceu esta Quarta-feira, em Lisboa.

O Pe. Manuel Joaquim Gomes Barbosa, presidente da CIRP, lembra uma vida “radicalmente entregue com paixão à causa de Jesus Cristo, no seu Instituto e no serviço à Vida Religiosa em Portugal”.

“Além da intensa acção no seu Instituto e na Igreja em Portugal, em particular no campo do ensino e da educação, a pessoa do Padre Amadeu Pinto fica indelevelmente ligada à Vida Religiosa em Portugal, não só pelos cargos que ocupou, mas sobretudo pelo entusiasmado empenho que sempre colocou no processo de colaboração e de comunhão de todos os Institutos Religiosos”, pode ler-se.

Inspirado pelos novos ventos do Concílio Vaticano II, empenhou-se nessa causa comum enquanto Presidente da Conferência Nacional dos Institutos Religiosos (CNIR), de 2001 a 2003, e membro da Comissão da Pastoral das Vocações da Conferência dos Institutos Religiosos de Portugal (CIRP), de 2003 a 2008, em que participam igualmente os Institutos Seculares”, escreve o Pe. Barbosa.

Nacional | Agência Ecclesia| 19/03/2009 | 10:01 | 1140 Caracteres | 222 | Vida Consagrada

quarta-feira, junho 15, 2011

A diferença entre educação e ensino

Está muito bem explicada num artigo de opinião que hoje saiu no Público da autoria de Jorge Reis-Sá sob o título "O poder da palavra".
Educação é uma tarefa das famílias, ensino (instrução) é uma tarefa das escolas.
É com esta consciência que vale a pena lutar pela liberdade de educação e pela liberdade de escolha na educação sexual. E foi por isso que nasceu o MOVE. Agora só falta mesmo é uma nova confederação de pais cujo primeiro objectivo seja este...

sábado, fevereiro 23, 2013

Lei do Álcool: as incongruências da mentalidade comum




Confesso que, apesar de sempre apreciar quem se envolve em tarefas de empenho cívico e participação política, não me identifico com Albino Almeida (fotografia acima), o actual presidente da Confap pela simples razão porque em matérias fundamentais para as famílias portuguesas, não tenho ideia se tenha empenhado, nem às suas direcções. Refiro-me ás matérias da liberdade de educação, da educação sexual, defesa da Família e da Vida, etc.

Daí que hoje o tome como exemplo das incongruências da mentalidade comum quando referindo-se à nova lei do álcool diz "A proibição não é o único caminho, mas é um sinal importante e dissuassor. Perdeu-se aqui uma oportunidade histórica". Pena a CONFAP não se tenha lembrado disso quando se discutiu a descriminalização do consumo de drogas ou a despenalização do aborto até às 10 semanas (neste momento lembremo-nos já estamos, a esta data, com 105 mil abortos desses desde a lei de 2007...!). Ambas as questões interessando na Educação já que a descriminalização disseminou o consumo de drogas nas camadas estudantis (primeiro com as drogas "leves" e agora com as sintéticas das smart shops) e o aborto retira todos os anos 20 mil novas crianças ao sistema de ensino (provocando desemprego de professores, funcionários das escolas, educadoras de infância, fabricantes de produtos para essa camada, etc.).

Notas finais: por muitos anos que passem continua dificil entrar na cabeça de João Goulão, presidente do serviço oficial SICAD, e um dos principais responsáveis pela descriminalização do consumo de drogas e consequente aumento do mesmo. Nas drogas é a favor da liberdade do consumo, no álcool é proibicionista e radical mesmo, já que com ele nem aos 16 anos se poderia beber cerveja ou vinho...! Vá lá a gente entendê-lo(s)!

Ao que parece na nova lei não haverá álcool nas estações de serviço nas auto-estradas e fora das localidades. Ainda bem que me previnem...é da maneira que, com excepção da Quaresma; não me apanham lá e regresso às estradas nacionais, ao Leitão na Bairrada, etc...lol!





quinta-feira, março 27, 2014

Direitos dos Homossexuais e Liberdade Religiosa

E o problema é que casos como estes estão-se a multiplicar...ou de como é uma triste humana sina esta de os perseguidos se transformarem em perseguidores...uma lição também a todos os moderados de serviço e ao centro-direita progressista...




Nos EUA, dizer "Apoio o casamento tradicional" pode valer despedimento
Editado por Filipe d’Avillez, no Michigan, Estados Unidos
Inserido em 27-03-2014 06:17
É uma advogada norte-americana que o garante. Com a legalização do casamento homossexual em cada vez mais estados americanos, surgem vários focos de confronto entre a liberdade religiosa e discriminação por orientação sexual.

Uma advogada de sucesso, que trabalha numa multinacional, chega ao auditório de um centro paroquial universitário para falar sobre as ameaças à liberdade religiosa. Confrontada por um jornalista, aceita falar, mas apenas sob anonimato. Teme perder o emprego, como já aconteceu a conhecidos.
Estamos no Michigan, Estados Unidos, a pátria da liberdade religiosa, mas onde muitos crentes começam a sentir que essa conquista está a definhar.
“Sei de casos de pessoas que foram despedidas de empresas privadas simplesmente por dizer coisas do género 'Eu apoio o casamento tradicional'”, explica a advogada à Renascença.
Em causa está a redefinição do conceito tradicional de casamento, como sendo entre homem e mulher, para a aceitação da noção de casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Com a legalização do casamento homossexual em cada vez mais estados americanos, surgiram vários focos de confronto entre a liberdade religiosa e discriminação por orientação sexual.
“Há o caso de um casal que tinha uma pastelaria que se recusou a fazer um bolo para um casamento homossexual. Foram processados, multados e acabaram por fechar a loja. Mais recentemente, tivemos um caso no Novo México de uma fotógrafa que se recusou a trabalhar numa cerimónia homossexual”, conta.
A advogada explica que a educação é outra área de preocupação: “Massachusetts foi o primeiro Estado a aprovar a redefinição de casamento. Nesse Estado estão a ensinar na escola que o estilo de vida homossexual é natural e bom. Os pais não se podem queixar, nem são notificados. Há uma preocupação que esse género de restrições chegue a outros estados que também aprovem o casamento homossexual”.
“Como viver a minha fé?”Na sala paroquial estão dezenas de jovens atentos, orientados pelo jovem e enérgico padre Denis Heames. O sacerdote nota preocupação entre os alunos católicos da Central Michigan University (CMU), que acompanha.
“Penso que estamos a chegar a um ponto em que vamos perder a liberdade de ser contra isto na praça pública. Sinto que já nem é uma discussão”, refere.
“Por exemplo, pessoas que estudam ciências da educação” sentem algumas dificuldades com o currículo “no que diz respeito à diversidade ou literatura, que contém material mais claramente ideológico”, diz.
“Vejo alunos católicos que entram para estes cursos e que sentem dificuldades com isto. Como é que vou conseguir viver a minha fé neste ambiente laboral, com tanta pressão ideológica?”
A dificuldade é sentida na pele por Kelly, aluna da CMU que estuda educação.
“Preocupo-me com os meus filhos, não os quereria colocar no ensino público. E preocupo-me comigo porque quero ser professora e não me sentiria bem a ensinar algo deste género, porque atenta contra as minhas crenças e valores”, diz. “Não consigo separar a minha fé da minha vida profissional.”
Bobby, da mesma universidade, estuda comunicação social e dá conta da agressividade que tem de enfrentar quando se manifesta sobre assuntos como o casamento entre homossexuais.
“É um tema fracturante, basta falar no assunto e as pessoas levantam rapidamente as defesas. Mesmo no Facebook, quando a questão surgiu, as pessoas estavam só a atacar. Publiquei a minha opinião enquanto católico e fui atacadíssimo. Por isso, às vezes, é difícil e só nos apetece virar as costas ao assunto”, confessa.
Supremo vai decidirOs casos envolvendo objecção de consciência à participação em cerimónias de casamento entre pessoas do mesmo sexo estão a caminho do Supremo Tribunal.
Antes, os juízes terão ainda de avaliar a questão do “ObamaCare”, o plano de Barack Obama para a reforma do sistema de saúde, que pretende obrigar instituições católicas, como universidades e hospitais, a fornecer aos seus empregados seguros de saúde que cubram contraceptivos e serviços abortivos.
Os bispos já disseram que se recusam a acatar a ordem e que preferem encerrar todos os seus serviços nestas áreas, mas a administração Obama não desarma, o que tem levado a Igreja a invocar também o argumento da liberdade religiosa.
Estes e outros assuntos serão, certamente, um dos pontos de discussão entre o Papa Francisco e Obama, que se encontram no Vaticano, esta quinta-feira.

segunda-feira, janeiro 12, 2004

Muito importante foi a entrevista do Professor Oliveira e Silva na revista Pública, no Domingo (ontem). Uma conclusão certeira (a Educação Sexual interdisciplinar em Portugal não está a resultar) e algum bom senso (não é bom, em termos de saúde pública, não se trata de moral!, começar a vida sexual muito cedo). Depois algum irrealismo (a insistência na pílula do dia seguinte, apesar de em várias linhas se manifestar assustado com o crescimento do respectivo consumo e enumerar vários dos seus males!) e uma insistência em " mais do mesmo" (como aconteceu em França). Apesar de tudo revela uma consciência nova e, vindo de onde vem, é totalmente insuspeito...começa a abrir-se o debate.

sábado, fevereiro 11, 2006

A Homossexualidade é uma Doença – Entrevista do O Independente ao P. Nuno Serras Pereira

A Homossexualidade é uma Doença – Entrevista do O Independente ao P. Nuno Serras Pereira
In O Independente – 10. 02. 2006
Entrevista a P. Nuno Serras Pereira conduzida por José Eduardo Fialho Gouveia

Teresa e Helena, duas mulheres, iniciaram na semana pas­sada uma batalha judicial
para conseguir casar. O casamen­to entre pessoas do mesmo sexo deve ser permitido?

Não é possível haver casamento entre pessoas do mes­mo sexo. O matrimónio exige capacidade reprodutiva.

Porquê?

Pode não haver capacidade reprodutiva por motivos de infertilidade. Mas quando o marido e a mulher se jun­tam através dos seus órgãos reprodutivos formam um só organismo. Por isso se fala de comunhão e de unidade.

O casamento não deve, acima de tudo, ser uma questão de amor?

Resta saber o que é o amor. Quando duas pessoas do mesmo sexo têm contactos genitais estão a instrumen­talizar os seus corpos como se fossem sub-humanos. Na unidade dos actos de tipo reprodutivo forma-se um só organismo.

É impossível que haja amor entre dois homens ou entre duas mulheres?

Pode haver entre um pai e um filho, entre uma mãe e uma filha, entre amigos e entre amigas.

E amor em termos sexuais?
Penso que não é possível. A homos­sexualidade é uma doença. A Associação Norte-Americana de Psiquiatria, em 1973, pela mão de Robert Spitzer, fez retirar a homos­sexualidade da lista de enfermida­des. Todavia, alguns anos depois, repensou a sua posição e verificou que uma terapia adequada era capaz de corrigir a incli­nação sexual dos homossexuais.

Julgo que nenhum médico - a menos que seja extremamen­te conservador ou influenciado pela mentalidade católica - considera a homossexualidade uma doença. É do conheci­mento público que essa visão está ultrapassada...

Não está. Nos Estados Unidos há muitos médicos - que nada têm a ver com a Igreja Católica e que são de diversas facções políticas - a afirmá-lo. Defendem que é uma doença de origem psicológica, um sintoma de uma neurose relacionada com um complexo de infe­rioridade. Resolvida a neurose, a atracção por pessoas do mesmo sexo desaparece. A prática de relações homos­sexuais reforça essa enfermidade, enquanto a abstinên­cia tende a favorecer a cura.

Quando pensamos numa doença imaginamos algo prejudicial. A homossexualidade é nefasta em quê?

Em termos psicológicos, há uma fixação narcisista. Não se procura o outro enquanto outro; cada um procura-se a si mesmo no outro. Os homossexuais não são capazes de atingir a verdadeira união e comunhão. Por outro lado, a nível físico sabemos - através de estu­dos realizados nos Estados Unidos - que a esperança média de vida dos homossexuais activos é de 45 anos, sem contar com aqueles que morrem de sida. E apenas dois por cento chegam aos 70. A taxa de incidência de doenças sexualmente transmissíveis é também muito mais alta e os níveis de criminalida­de entre a população homossexual, em termos per­centuais, são superiores. Finalmente, os dados mos­tram igualmente que a pedofilia é mais frequente entre os homossexuais.

Tem noção de que um sexólogo apelidaria essas declarações de ridículas?

Depende do sexólogo. Se fosse sério poderia compro­var o que eu digo.

Todos os sexólogos que não partilham da sua opinião não são sérios?

Podem estar mal informados ou partilhar de uma ide­ologia que os faz olhar apenas para uma parcela da rea­lidade e excluir determinados factores.

Não admite que possa ser a sua ideologia que o leva a dis­torcer a realidade?

Estou a falar de factos.
Rejeita, portanto, que seja possível haver amor homossexual...
Nem sequer há homossexuais. Há pessoas que padecem de inclinações homossexuais. Algo que lhes provoca grande sofrimento.
Os homossexuais não dizem que sofrem por ser homossexuais...

Não é isso que a minha experiência me ensina.

Devem lutar contra a sua inclinação sexual e viver toda uma vida em negação?

O problema está em agir de acordo com essa inclinação sexual. É preciso levá-los a descobrir a verdadeira iden­tidade. Há muitos testemunhos de homossexuais recu­perados.

Se a homossexualidade é uma doença, qual é a causa?

Os especialistas explicam que é uma psicose.

Os especialistas não dizem que a homossexualidade é uma doença...

Alguns não o dizem. Quando Robert Spitzer - que era presença assídua na imprensa e na televisão - verificou que estava enganado e recuou na sua posição a comu­nicação social cortou-lhe o pio.

A comunicação social norte-americana está então domina­da por um poderosíssima "lobby gay"?

O " lobby gay" tem grande influência na comunicação social. E infiltrou-se também na política e na Igreja.

Considera-se homofónico?

De modo algum. Não tenho horror ao meu sexo. O homofóbico é aquele incapaz de lidar com pessoas do mesmo sexo. Não é o meu caso. Não concordo é que se destrua a instituição casamento, que é a célula-base da sociedade. É no casamento que são gerados os filhos. Por isso o Estado protege e promove a família.

Isso significa que o Estado não deve proteger um casal hete­rossexual que não pode ter filhos?

Isso não é uma família, é um casamento. A família só existe a partir do momento em que há filhos.

Um homem e uma mulher casados não são, só por si, uma família?

Não. Têm a família da parte do marido e da mulher, mas não constituíram família.

Se fosse criada uma instituição paralela ao casamento, com outro nome, continuaria a ser contrário à união entre duas pessoas do mesmo sexo?

A lei pode tolerar a homossexualidade - digo tolerar porque ela em si não é um bem, não é um comporta­mento positivo - se isso evitar males maiores. Daí a criar um estatuto jurídico para relações meramente privadas não vejo qualquer sentido.

Deixe-me apresentar-lhe então a seguinte situação. Duas mulheres vivem juntas durante 30 anos. Por que razão, em caso de morte de uma delas, não pode a outra ter os mesmos direitos de uma viúva heterossexual?

Os direitos implicam deveres correspondentes. Igualdade não é tratar da mesma forma circunstâncias diferentes.

Rejeita que um homossexual possa ter os mesmos direitos de um heterossexual?

Todos devem ter direitos iguais a nível da Constituição. Mas um homem e uma mulher que se casam é uma rea­lidade diferente de dois homens ou de duas mulheres que se juntam. Tratá-los da mesma forma é uma injustiça.

São realidades diferentes porquê?
Porque um homossexual não é capaz de constituir família.

Há muitos casais heterossexuais que também não...
Mas isso não depende das suas atitudes comportamentais. Alguém que é estéril não tem culpa da sua esterilidade, mas é capaz de praticar os actos do tipo reprodutivo.

E um homossexual tem culpa de ser homossexual?
Pode não ter. Mas pode ter culpa se reforçar a sua homossexualidade praticando actos homossexuais.

É lógico que não concorda com a adopção por casais homos­sexuais...
Não há casais homossexuais. Nunca lhes chamaria casais. Por outro lado, em termos de formação, é bom que as crianças tenham o pai como referência mascu­lina e a mãe como referência feminina.

E as crianças que crescem só com um pai ou só com uma mãe?

Isso apenas acontece devido a uma qualquer infelicidade. Não é a situação ideal.

É melhor para uma criança viver numa instituição até à idade adulta do que com dois pais ou duas mães que lhe dão amor e carinho?

Depende da instituição. Se for uma instituição como a Casa Pia era aqui há uns anos é capaz de ser bem pior. Se for uma instituição equilibrada é muito melhor do que crescer com dois pseudo-pais ou com duas pseu­do-mães.

Há cerca de três meses, foi condenado por difamação devi­do a um texto que escreveu, intitulado "Os Abortófilos". Entre outras coisas, apelidou a Associação para o Planeamento dá Família (APF) de "organização 'serial killer"' e defendeu que esta promove o homicídio. Volta a afirmar o mesmo, ou admi­te que talvez tenha ido demasiado longe?

Confirmo o que escrevi. É tudo verdadeiro e correcto. Um "serial killer" é alguém que matou várias pessoas. Essa organização pertence à International Planned Parenthood Federation, que promove o aborto no mun­do inteiro. Só nos Estados Unidos matou milhões de pes­soas ainda não nascidas.

Uma mulher que faça um aborto deve ser presa?
O objectivo não é prender mulheres. A lei tem uma função dissuasora. Deve ser avaliado cada caso para aquilatar da culpabilidade. Muitas vezes os juízes che­gam à conclusão de que não há razão para punir com pena de prisão.

Se, tal como diz, fazer um aborto é matar uma criança, uma mulher que o faça deve ser presa?

Um Estado democrático tem a obrigação de defender e de tutelar a dignidade de todos, independentemente da fase da sua existência. Um ser humano na fase da con­cepção tem tanto valor como três meses ou nove meses depois. Um Estado que não defenda a dignidade de todos é um Estado totalitário e tirano. Pode usar os mecanismos formais da democracia, mas está a colaborar activamente na matança de inocentes.

Uma mulher que faça um aborto deve ser presa?

Depende das circunstâncias.

Em que circunstâncias deve ser presa?

Compete ao juiz analisar.

Também defende que o aborto é pior do que a pedofilia. É mais grave interromper uma gravidez antes dos três meses do que abusar e violar uma criança com pouco tempo de vida?

Os dois crimes são abomináveis.
Mas escreveu que um era mais grave do que o outro.
Sim. Matar uma criança é mais grave do que abusar dela.
É mais grave interromper uma gravidez antes dos três meses do que abusar e violar uma criança com poucos meses ou poucos anos de vida?

É sempre mais grave matar um ser humano inocente do que abusar dele.

Nesta semana, a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, informou que as escolas secundárias vão poder fornecer preservativos aos alunos, desde que com o con­sentimento dos pais. Como comenta?

Promover a utilização do preservativo é de uma enorme irresponsabilidade. Os únicos exemplos de sucesso no combate à sida reconhecidos pela Organização Mundial de Saúde são o Uganda e as Filipinas. Em ambos os paí­ses promoveu-se primeiro a abstinência, depois a fide­lidade e só em último caso o preservativo. A partir do momento em que, nas Filipinas, se abandonou esta estratégia e se apostou na promoção do preservativo o número de pessoas infectadas aumentou. Em boas con­dições, o preservativo tem uma taxa de eficácia entre os 85 e os 90 por cento. É como jogar à roleta-russa. Eu não apanho um avião daqui para Paris se me disserem que só chegam lá 80 por cento dos aviões. Por outro lado, essa taxa de eficácia é calculada ao longo de um ano. À medi­da que o tempo passa, que se vai repetindo a roleta, a pro­babilidade desce para valores muito inferiores, na ordem dos 15 por cento ao fim de dez anos. É errado falar de sexo seguro. Por outro lado, o Estado não tem o direito de interferir na sexualidade das crianças nem de educá­-las a esse nível. Esse é um direito inalienável dos pais.

Estamos a falar de consentimento dos pais...

Mas vai haver aulas de Educação Sexual obrigatórias e gabinetes de atendimento cuja mentalidade é dominada pela APF. Nós sabemos o que vão fazer às crianças.

O quê?

Vão pervertê-las.

Como?

Qualquer relação sexual que não seja dirigida à pro­criação é uma perversão.

Homens e mulheres devem abster-se de ter relações sexuais caso não queiram ter um filho?

A relação entre um homem e uma mulher é uma relação de unidade e de amor. Se uma pessoa se dá a outra na totalidade do seu ser admite que está a ofere­cer a capacidade de ser pai ou a capacidade de ser mãe. Pode surgir um filho ou não, mas nada se faz para manipular e falsificar essa linguagem do amor.

Qual é o problema de ter relações sexuais, tomando as devi­das precauções, para que não haja uma gravidez indesejada?
Se tomar precauções significa recorrer aos períodos inférteis da mulher, não há qualquer problema.

Que é um método falível, ou não?
Não. A Organização Mundial de Saúde atribui-lhe 99,8 por cento de eficácia.

E qual é o drama de utilizar o preservativo ou a pílula?

Falsifica-se a relação. Deixa de haver uma entrega total.

Há cerca de um ano, publicou um anúncio no "Público" explicando que se recusava a dar a comunhão a quem utili­zasse métodos contraceptivos. Qual é o sentido disto?

Não disse que me recusava. Disse que em virtude do que está no Código de Direito Canónico estou impe­dido de dar a sagrada comunhão a quem não respeite os Mandamentos, a quem promove a morte de seres humanos inocentes, seja através de pílulas abortivas, de métodos cirúrgicos...

... Fala, inclusive, da reprodução medicamente assistida...

Sim. Por cada criança que nasce dez foram mortas pelo caminho. Actualmente, em Portugal, temos congelados 40 mil seres humanos na sua fase embrionária.

Um embrião que não vinga é uma criança que morre?
É. Todos nascemos a partir de embriões. A informação genética está lá toda.

Quem tenta ter filhos através da reprodução medicamente assistida ou quem utiliza métodos contraceptivos não pode comungar?

Refiro-me a métodos que podem ter um efeito abor­tivo, como o dispositivo intra-uterino ou a pílula do dia seguinte. Um católico que não respeita o mandamen­to "Não matarás" não pode ir à comunhão.

A mulher que usa o dispositivo intra-uterino é uma homicida?

Um homicida é aquele que mata voluntariamente um ser humano inocente. Se quem usa esses métodos [dis­positivo intra-uterino, pílula do dia seguinte] tem consciência - normalmente isso não acontece porque as pessoas são enganadas - de que a sua utilização pode matar um ser vivo na sua fase embrionária está a cometer um homicídio.

Então a mulher que toma a pílula do dia seguinte deve ir parar à cadeia?

Isso é complicado do ponto de vista penal, porque nun­ca se pode ter a certeza de que houve um aborto. Mas há algo que me parece claro: o Estado ultrapassa as suas com­petências ao permitir a venda da pílula do dia seguinte e ao financiá-la através do Serviço Nacional de Saúde.

Quando publicou esse anúncio, muitos sacerdotes conde­naram a sua posição e afirmaram que tinha feito uma inter­pretação abusiva do Código de Direito Canónico. Como comenta?

Temos de compreender a ignorância dos outros.

Concordaria com o fim do celibato para os padres?

Não.

Porquê?
O celibato é uma riqueza enorme. Jesus Cristo casou com a Humanidade e participar deste celibato de Jesus Cristo, deste servir a Deus com o coração uno e indi­visível, é muito enriquecedor.

Amar alguém e concretizar esse amor interfere em quê na relação com Deus?

Não interfere.
Então por que razão os padres têm de estar obrigados ao celibato?

Hipoteticamente, é possível um Papa revogar essa dis­ciplina. Ela pode ser mudada, não é um dogma. Mas tem razões teológicas de fundo e está alicerçada na tradição da Igreja desde o início.

É fácil contrariar o desejo sexual?

Deus dá-nos essa capacidade.

Como só entrou para o seminário aos25 anos, suponho que já te­nha feito amor com alguém. Nunca sente desejo de voltar atrás?

O combate pela castidade é um combate até ao fim da vida. Mas a satisfação interior que resulta de não ceder à tentação compensa qualquer outra coisa. Servir a Igreja representa uma alegria enorme.

domingo, setembro 16, 2012

Demografia: o crime documentado

Nos debates em curso sobre natalidade e demografia corremos por vezes o perigo de parecer ver conspirações onde elas não existem...Infelizmente vêm depois os factos comprová-las...ou senão leiam isto (antecipo a conclusão: não só isto é criminoso, como no caso da Europa, pode conduzi-la à extinção, da sua população, entre uma e três gerações)...faço notar que as fontes originais e derivadas da notícia são totalmente insuspeitas...

fonte: http://expresso.sapo.pt/estrategias-para-travar-o-aumento-populacional=f739088?mode=thread&va=4344569#4344569

No Dia Mundial da População, o Worldwatch Institute (EUA) faz nove propostas ambiciosas para evitar que os habitantes da Terra cresçam de sete para nove mil milhões em 2050.

Virgílio Azevedo (www.expresso.pt)
20:58 Quarta feira, 11 de julho de 2012

Acabar com todas as políticas que recompensam financeiramente os pais com base no número de filhos e atribuir preços aos custos e impactos ambientais de um filho adicional numa família, são as duas propostas mais radicais do Worldwatch Institute (EUA).

A conhecida organização independente com sede em Washington, que desenvolve investigação nas áreas da energia, recursos e ambiente, divulgou hoje, a propósito do Dia Mundial da População, nove propostas ou estratégias para estabilizar a população mundial, que hoje ultrapassa as sete mil milhões de pessoas.

Robert Engelman, presidente do instituto, afirma que "embora a maioria dos analistas assuma que a população mundial vai crescer dos atuais sete mil milhões de habitantes para nove mil milhões em 2050, é possível a Humanidade nunca alcançar esta dimensão".
Todo o poder às mulheres

O dirigente argumenta que "o crescimento insustentável da população só pode ser efectivamente e eticamente travado, dando às mulheres o poder de escolherem ficar grávidas apenas quando querem".

Engelman diz também que há exemplos em todo o mundo "de políticas efectivas e relativamente baratas que não só reduzem as taxas de natalidade, como também respeitam as aspirações reprodutivas dos pais e apoiam uma sociedade educada e economicamente ativa que promove a saúde das mulheres e das raparigas".

Se a maior parte das propostas do Worldwatch Institute forem postas em prática, "é previsível que o crescimento da população mundial comece a diminuir antes de 2050". 
Padrão de crescimento ambientalmente sustentável

Eis as nove estratégias que poderão colocar a população mundial num padrão de crescimento ambientalmente sustentável:

 1. Garantir acesso universal a opções contraceptivas seguras e efectivas para ambos os sexos.

 2. Garantir o acesso à educação secundária a todos, em especial as raparigas.

 3. Erradicar a discriminação baseada no género das leis, das oportunidades económicas, dos sistemas de saúde e da cultura.

 4. Oferecer educação sexual apropriada à idade para todos os estudantes.

 5. Acabar com todas as políticas que recompensam financeiramente os pais com base no número de filhos. Os governos podem manter ou até aumentar os benefícios fiscais e financeiros aos pais, só que não os devem ligar ao número de filhos mas ao próprio estatuto de maternidade e de paternidade.

 6. Integrar lições sobre população, ambiente e desenvolvimento nos currículos escolares a vários níveis.

 7. Atribuir preços aos custos e impactos ambientais de um membro adicional numa família. Ao quantificar estes custos calculando impostos e gastos adicionais na alimentação, os casais podem concluir que o custo de terem mais um filho é demasiado alto, comparado com os benefícios de uma família mais pequena, e decidir de livre vontade não alargar a família.

 8. Adaptar a sociedade a uma população com maior esperança de vida, dando acesso ao mercado de trabalho aos mais velhos, em vez de promover a natalidade através de incentivos e programas governamentais.

 9. Convencer os líderes políticos a assumirem um compromisso para estabilizar o crescimento da população, através do exercício dos Direitos Humanos e da promoção do desenvolvimento humano.