sexta-feira, dezembro 08, 2006

Aborto, Igreja e Crucifixos

A decisão da Comissão Nacional de Eleições, hoje noticiada, com pompa e gáudio, no Diário de Notícias (de que não podem existir crucifixos nos locais de voto porque, horror dos horrores, um eleitor qualquer, olhando para a cruz, pode ser compelido a votar Não, ou a mesma cruz, pode ser considerada como propaganda eleitoral), vem provar à saciedade que de algumas instituições não se pode esperar mais do que uma guerra à Igreja Católica. E que alguns dos seus membros são hoje, o que sempre foram e nos seus rituais secretos juram: uma adversidade misteriosa a Cristo e ao cristianismo.
O resto é conversa para enganar tolos...
Nota para quem não percebeu esta conversa: a queixa junto da CNE que determinou esta decisão, foi aí colocada pela Associação Laicidade e República (só o nome, diz tudo... :-), que desde há uns 3 ou 4 anos se dedica com pertinácia e muita animosidade a perseguir sacerdotes (como o Padre Lereno), os crentes da Igreja Católica (crucifixos nas escolas) e agora até os pobres eleitores portugueses.
O que me dá vontade de rir, é se o Sim ao aborto, acha que ganha alguma coisa com isto...! :-))))

2 comentários:

mirsa disse...

Isto é no mínimo cómico, para não dizer que roça mesmo o ridículo!
Então e na minha aldeia que o largo em frente à Junta de Freguesia, o local de voto, tem um grande cruzeiro no meio??!! Sim, ninguém se vai escapar a cruzar-se com um crucifixo maior que si proprio quando for votar!
E agora, quem é responsável por arrancar aquele grande pedaço de pedra de lá? provavelmente a mesma entidade que eles queriam que fosse multada se não o fizesse...

Silver Rose, Buraca disse...

Poderiam por um "Crucifixo". Porque não "uma foice e um martelo", ou a "Cruz de David", ou "Meia Lua", ou um "Buda", ou outros símbolos, mesmo não religiosos ou políticos, como: os da "MacDonalds", da "Ford", da "Opel", etc... Se calhar os da "Fiat" ou os da "Renault" sentir-se-iam descriminados e não gostariam? Achavam que em Portugal, pelo simples facto das nossas mesas de voto ostentarem aqueles símbolos, estavamos a favorecer aquelas marcas, o que era uma injustiça!

Quando não se tem argumentos: ou se está calado e não se escreve; ou se aproveita as alturas de ditadura para dizer o que se quizer, porque aí ninguém irá contestar.